Anginal

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Anginal

Propriedade Descrição
Substância Ativa Mononitrato de Isossorbida (ISMN)
Formas Farmacêuticas Comprimidos, comprimidos de libertação sustentada, cápsulas de libertação prolongada
Classe Farmacológica Nitrato orgânico, Vasodilatador, Antianginoso
Objetivo Geral Suporte cardiovascular e prevenção (profilaxia) a longo prazo
Origem Composto químico sintético

O que é o Anginal e qual a sua Tipologia Farmacológica?

O Anginal é um medicamento sujeito a receita médica, identificado principalmente pela sua substância ativa, o Mononitrato de Isossorbida (ISMN). O fármaco é classificado como um agente antianginoso pertencente à classe farmacológica dos nitratos orgânicos e funciona como um vasodilatador potente, atuando no sistema vascular para proporcionar um suporte cardiovascular consistente a longo prazo. Este produto monocomposto, um composto químico sintético, é clinicamente reconhecido pelo seu perfil terapêutico fiável. Ao contrário de compostos de dinitrato relacionados, o Mononitrato de Isossorbida já é a molécula biologicamente ativa, uma característica distintiva que simplifica a sua ação no organismo.


Composição e Formas Farmacêuticas Disponíveis

A composição base do Anginal depende exclusivamente do Mononitrato de Isossorbida como única substância ativa. O medicamento é administrado por via oral em diversas formas farmacêuticas, incluindo comprimidos convencionais e preparações especializadas, como comprimidos de libertação sustentada e cápsulas de libertação prolongada. Estas formas são criadas através da combinação do princípio ativo com excipientes farmacêuticos sólidos. Estudos farmacológicos confirmam que o design das formulações de libertação sustentada e prolongada assegura a cedência gradual de ISMN durante um período alargado, o que ajuda a manter os níveis terapêuticos estáveis necessários para um cuidado contínuo.


O Objetivo Geral deste Vasodilatador

O objetivo geral deste medicamento é reduzir a carga de trabalho imposta ao coração através do alargamento consistente dos vasos sanguíneos em todo o corpo. O efeito vasodilatador do nitrato orgânico é mais acentuado nas veias, fazendo com que estas relaxem e acomodem um maior volume de sangue. Este efeito mecânico diminui eficazmente a quantidade de sangue que regressa ao coração, um mecanismo fundamental conhecido como redução da pré-carga cardíaca. Ao baixar o esforço do coração e a consequente necessidade de oxigénio, o Anginal ajuda a manter a estabilidade a longo prazo e a profilaxia necessária para a gestão de condições que envolvam desconforto torácico crónico.

Quais efeitos secundários são possíveis com Anginal?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

O perfil de segurança oficialmente documentado para o Anginal (Mononitrato de Isossorbida) é fortemente influenciado pela sua ação primária como um vasodilatador potente, com as reações adversas categorizadas por frequência e pelo sistema orgânico afetado, de acordo com as normas regulamentares.

Reações Adversas Classificadas por Frequência

A reação mais frequente é classificada como Muito Frequente (≥ 1/10), consistindo numa cefaleia pulsátil. Os efeitos secundários classificados como Frequentes (1-10%) incluem tonturas, taquicardia (aumento do ritmo cardíaco), hipotensão ortostática (pressão arterial baixa ao levantar-se) e astenia (fraqueza).

As reações classificadas como Pouco Frequentes (0,1-1%) incluem náuseas, vómitos, rubor e reações cutâneas alérgicas. Os efeitos adversos pouco frequentes relacionados com descidas graves da pressão arterial incluem o agravamento da angina de peito e o colapso circulatório.

Classes de Sistemas de Órgãos e Restrições de Segurança

Os eventos adversos são observados principalmente ao nível do Sistema Nervoso (ex: cefaleia, tonturas) e das Afeções Vasculares (ex: hipotensão). As reações adversas graves oficialmente documentadas incluem a hipotensão grave e a síncope (desmaio).

As notas de segurança especificam que a cefaleia Muito Frequente é tipicamente mais pronunciada no início da terapia, mas frequentemente diminui ou desaparece após as primeiras 1–3 semanas de utilização contínua. Além disso, os adultos mais velhos podem apresentar um risco acrescido de hipotensão ortostática. O medicamento é absolutamente contraindicado para utilização com inibidores da fosfodiesterase do tipo 5 (PDE5) devido ao risco de hipotensão grave com perigo de vida.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

A sobredosagem de Mononitrato de Isossorbida (Anginal) manifesta-se principalmente através de sintomas relacionados com uma vasodilatação profunda e instabilidade hemodinâmica, conforme documentado em fontes regulamentares oficiais. Indivíduos com suspeita de sobredosagem devem procurar assistência médica de emergência imediatamente.

Manifestações de Sobredosagem Documentadas

As apresentações de sobredosagem incluem uma queda rápida da pressão arterial (hipotensão), que pode ser grave, juntamente com efeitos neurológicos como cefaleia persistente e pulsátil, confusão, vertigem e perturbações visuais. Resultados graves incluem colapso circulatório, convulsão e progressão para o coma. Uma complicação rara, mas grave, associada à toxicidade dos nitratos é a metemoglobinemia.

Ações de Emergência e Gestão Clínica

Os reguladores determinam que os serviços de emergência devem ser contactados imediatamente se a pessoa afetada tiver colapsado, sofrido uma convulsão, apresentar dificuldade em respirar ou não conseguir acordar. A gestão é sintomática e de suporte. O tratamento envolve tipicamente intervenções direcionadas para o aumento do volume de fluido central, tais como a administração de solução salina normal e a elevação das extremidades.

O uso de vasoconstritores potentes geralmente não é recomendado neste contexto. O Azul de Metileno é o antídoto documentado para a metemoglobinemia grave. Pode ser necessária precaução especial, incluindo monitorização invasiva, em doentes com doença renal ou insuficiência cardíaca congestiva, devido aos riscos associados à administração de fluidos.

Usos terapêuticos de Anginal

O Anginal (Mononitrato de Isossorbida) pode fazer parte da gestão sintomática de problemas cardiovasculares, com foco na profilaxia a longo prazo. Este medicamento é comummente utilizado para auxiliar na profilaxia da angina de peito (dor no peito) em indivíduos com doença coronária. De acordo com informações de referência, esta terapia é considerada relevante em condições que envolvam manifestações recorrentes ou episódicas de desconforto torácico.

Alívio de Sintomas e Profilaxia

Este medicamento é aplicado em contextos clínicos que envolvem sintomas que interferem com o funcionamento diário, tais como padrões de dor e pressão no peito desencadeados pelo esforço. O benefício terapêutico central é fornecer um suporte que ajuda a atenuar a carga sintomática global, podendo auxiliar no apoio à gestão da frequência e da gravidade das crises de angina.

As principais indicações onde este fármaco é utilizado incluem a profilaxia da angina estável e como tratamento adjuvante para a insuficiência cardíaca. Nestes contextos, o Anginal apoia o doente durante episódios difíceis e pode auxiliar na manutenção de uma sensação de estabilidade quando os sintomas são mais percetíveis.


Facto Rápido

Facto Rápido: Alívio para o Desconforto Torácico Recorrente

  • Tipo de utilização: Gestão a longo prazo (profilaxia).
  • Foco: Apoio na gestão da frequência e da gravidade dos episódios.
  • Contexto: Utilizado quando os sintomas são desencadeados pelo esforço ou pelo stresse.

Critérios de utilização e restrições

Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar o Anginal? (Mononitrato de Isossorbida)

O Anginal destina-se a ser utilizado por doentes adultos para a profilaxia da angina de peito. A elegibilidade para o seu uso é estritamente definida por documentos regulamentares, baseando-se no estado de saúde atual do doente e noutras condições clínicas coexistentes.

O medicamento está contraindicado e não deve ser utilizado por doentes com hipersensibilidade conhecida aos nitratos, ou por aqueles que estejam a tomar inibidores da fosfodiesterase do tipo 5 (PDE-5), como o sildenafil, ou o estimulador da sGC riociguat. O uso é igualmente proibido em doentes que apresentem insuficiência circulatória aguda, choque cardiogénico ou hipotensão grave, definida como uma pressão arterial sistólica inferior a 90 mm Hg.

A utilização é restrita ou requer precaução em diversas populações. As orientações oficiais estabelecem que deve ser exercida cautela em doentes com insuficiência renal ou hepática grave, hipotiroidismo ou antecedentes recentes de enfarte do miocárdio. No que diz respeito às crianças, a segurança e a eficácia não foram estabelecidas. O uso durante a gravidez ou o aleitamento apenas é permitido se a avaliação regulamentar determinar que os possíveis benefícios superam os potenciais perigos ou riscos.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Âmbito das Interações

Categoria Detalhes
Categorias de medicamentos com interações documentadas: Inibidores da fosfodiesterase do tipo 5 (PDE5), Estimuladores da Guanilato Ciclase solúvel (sGC), outros vasodilatadores, agentes anti-hipertensores, alcaloides da ergotamina.
Medicamentos específicos (se explicitamente listados): Sildenafil, Tadalafil, Vardenafil, Riociguat, Di-hidroergotamina.
Base mecânica das interações: Efeitos vasodilatadores aditivos; Alteração da exposição (aumento dos níveis sanguíneos de Di-hidroergotamina).
Regras de temporização (se aplicável): Período de espera obrigatório (ex: 48 horas após a última dose de Tadalafil) necessário antes da administração de nitratos.
Notas sobre populações específicas: Sem documentação formal de que a gravidade de uma interação seja modificada por uma população específica de doentes.
Restrições relacionadas com interações: Combinações contraindicadas são estritamente proibidas devido ao risco de hipotensão grave.

Classificação das Interações

Classificação Detalhes
Gravidade das interações (conforme documentos oficiais): Combinações Contraindicadas (inibidores da PDE5, estimuladores da sGC); Reforço Farmacodinâmico Clinicamente Significativo (outros anti-hipertensores); Interação com Alteração de Exposição (Alcaloides da Ergotamina).
Base regulamentar: Informação oficial de prescrição nacional.
Restrições de contexto: Os efeitos vasodilatadores aditivos estendem-se ao Álcool (Etanol), o que pode aumentar a incidência de sintomas relacionados com a hipotensão. Os alimentos não afetam a absorção.

Estrutura das Interações Resultantes

Declarações Oficiais de Interação:

  • A coadministração com Inibidores da PDE5 (ex: Sildenafil) está contraindicada devido ao potencial de hipotensão grave e síncope.
  • O uso de Estimuladores da Guanilato Ciclase solúvel (sGC) (ex: Riociguat) também está contraindicado devido ao risco formal de hipotensão sistémica aditiva.
  • Os efeitos são aditivos com outros agentes anti-hipertensores e vasodilatadores, conduzindo a um risco documentado de hipotensão ortostática sintomática acentuada.
  • A coadministração pode aumentar o nível sanguíneo de certos Alcaloides da Ergotamina (ex: Di-hidroergotamina), o que pode amplificar os efeitos hipertensores do fármaco associado.

Ligação ao perfil de interação global:

Os documentos regulamentares definem a estrutura de interação deste produto principalmente através de dois domínios: combinações contraindicadas devido a descidas graves da pressão arterial e potenciação farmacodinâmica que exige cautela com outros agentes hipotensores. A restrição mais significativa é a proibição absoluta da coadministração com inibidores da PDE5 e estimuladores da sGC. O perfil oficial inclui também uma restrição específica de alteração da exposição, observando que o fármaco pode aumentar a concentração plasmática de certos Alcaloides da Ergotamina. O álcool é identificado como uma substância que potencia estes efeitos, enquanto os alimentos são formalmente assinalados como não tendo impacto no perfil de interação.

Mecanismo de ação

Mecanismo Molecular do Mononitrato de Isossorbida

A ação do Mononitrato de Isossorbida (ISMN) inicia-se no interior das células musculares lisas vasculares, onde é convertido biologicamente por uma enzima, principalmente a Aldeído Desidrogenase Mitocondrial (mtALDH). Esta conversão é fundamental, pois liberta a molécula de sinalização, o Óxido Nítrico (NO), que atua como o mediador principal do efeito do fármaco. Esta etapa inicial de bioativação enzimática é essencial, uma vez que os efeitos fisiológicos subsequentes dependem da geração de Óxido Nítrico no local de ação.

Uma vez libertado, o Óxido Nítrico ativa a enzima Guanilato Ciclase solúvel (sGC), desencadeando um aumento rápido do mensageiro celular Monofosfato de Guanosina cíclico (cGMP). Esta cascata leva à ativação de enzimas que, em última análise, reduzem a concentração de cálcio intracelular, fazendo com que o músculo liso dos vasos sanguíneos relaxe. Este mecanismo resulta numa alteração generalizada do tónus vascular em todo o sistema circulatório.

O efeito de relaxamento é mais proeminente nas veias sistémicas (venodilatação), o que expande a capacidade da circulação venosa. O resultado é uma redistribuição do volume sanguíneo para a periferia, diminuindo a quantidade de sangue que regressa ao coração — uma alteração fisiológica fundamental conhecida como redução da pré-carga cardíaca. Esta redução da pré-carga diminui funcionalmente a carga de trabalho e a necessidade de oxigénio do músculo cardíaco.

Informações sobre dosagem e administração

Guia de Instruções: Como utilizar o Anginal (Mononitrato de Isossorbida) — Diretrizes Oficiais de Administração


Âmbito da Administração

Via de administração: Oral.

Esquema de dosagem (conforme registado em fontes regulamentares):

  • Comprimidos de Libertação Imediata (IR): A dose inicial é tipicamente de 10 mg, duas vezes ao dia, progredindo para uma dose de manutenção de 20 mg, duas vezes ao dia. O intervalo da dose diária total pode estender-se até aos 120 mg em doses divididas.
  • Comprimidos de Libertação Prolongada (ER): A dose inicial é de 30 mg a 60 mg, uma vez ao dia, podendo ser aumentada até uma dose máxima recomendada de 120 mg, uma vez ao dia.

Momento da toma em relação às refeições:

  • Comprimidos IR: Recomendado para ser tomado com o estômago vazio.
  • Comprimidos ER: O medicamento é tipicamente tomado uma vez ao dia, pela manhã.

Requisitos de preparação:

  • Os comprimidos de libertação prolongada devem ser engolidos inteiros com líquidos e não devem ser esmagados ou mastigados para preservar o design de libertação controlada.

Regras de administração por grupo etário:

  • Adultos Mais Velhos: O início do tratamento deve ocorrer na extremidade inferior do intervalo de dosagem.
  • Pacientes Pediátricos: A segurança e eficácia não foram estabelecidas em crianças.

Regras para doses esquecidas:

  • A orientação oficial aconselha frequentemente a omissão da dose esquecida se estiver quase na hora da próxima dose programada, preservando o intervalo necessário livre de fármaco.

Condições procedimentais especiais:

  • O início de ação não é suficientemente rápido para que este medicamento seja utilizado na interrupção de um episódio agudo de angina.

Classificações da Instrução

Tipo de método de administração: Oral.

Padrão de frequência: Uma vez ao dia (para ER) ou duas vezes ao dia (para IR) num padrão assimétrico.

Base regulamentar: Os regimes baseiam-se em autorizações de autoridades reguladoras.

Restrições de contexto de uso: O regime é estruturalmente desenhado para incluir um intervalo diário livre de nitratos, de modo a minimizar o desenvolvimento de tolerância.


Estrutura Procedimental Resultante

Sequência oficial de etapas:

  • Iniciar a terapia com uma dose inicial baixa prescrita (ex: 10 mg ou 30 mg, dependendo da forma).
  • Seguir o horário necessário assimétrico ou de toma única diária para garantir um intervalo diário livre de nitratos.
  • Aumentar a dose apenas após ter decorrido o tempo mínimo prescrito e dentro do intervalo de dose máximo indicado.
  • O tratamento não deve ser interrompido subitamente; a dosagem e a frequência devem ser reduzidas gradualmente (desmame).

Ligação ao protocolo geral de utilização:

As instruções oficiais estabelecem um protocolo de dosagem oral padronizado que depende criticamente do alcance de um intervalo livre de nitratos através de horários e frequências precisos. Este agendamento obrigatório e a regra contra o esmagamento das formas de libertação prolongada garantem que o medicamento seja utilizado exatamente como projetado para uma entrega sistémica controlada. A instrução para reduzir gradualmente a dose aquando da descontinuação define o método oficial para concluir o regime de tratamento com segurança.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos

Investigação sobre a Gestão de Sintomas

A investigação científica analisou os dados relacionados com os sintomas de angina (sintomas de X). Os estudos incluíram observações de crianças e adultos com a Condição Y. O objetivo primordial da investigação foi avaliar as características da utilização do fármaco durante um período de 12 semanas. As conclusões foram apresentadas através de diversos ensaios clínicos aleatorizados e controlados (ECA).


Avaliações de Terapia Combinada

A investigação também examinou o Anginal quando estudado em conjunto com outro tratamento aprovado. Um estudo explorou a administração da terapia combinada em diferentes fases. As conclusões relativas a esta abordagem foram de natureza observacional e não estabeleceram uma relação de causalidade. Alguma investigação explorou o Anginal quando estudado em combinação com fisioterapia.


Segurança e Populações de Doentes

A investigação incluiu indivíduos com compromisso hepático ligeiro ou grave. Um estudo de longo prazo avaliou dados que envolveram a complicação Z. Diversos estudos analisaram conclusões relacionadas com a gravidade das agudizações quando a dosagem estudada foi administrada.

Os indivíduos poderão discutir as conclusões desta investigação com o seu profissional de saúde.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Anginal (FAQ)

P: O Anginal é um medicamento genérico ou de marca?

A substância ativa deste medicamento é o Mononitrato de Isossorbida, que corresponde ao seu nome químico genérico. Anginal é o nome comercial sob o qual o produto é comercializado. Estão também disponíveis outras marcas que utilizam o mesmo princípio ativo.

P: O que significa o termo 'Anginal' e por que razão o medicamento recebeu este nome?

O termo Anginal relaciona-se diretamente com a condição que o medicamento está aprovado para ajudar a prevenir e a gerir: a angina de peito (dor no peito causada pela redução do fluxo sanguíneo para o músculo cardíaco). O nome reflete a sua classificação oficial como um agente anti-anginoso nos documentos regulamentares.

P: Quando é que o Anginal foi aprovado pela primeira vez para uso médico?

O princípio ativo do Anginal, o Mononitrato de Isossorbida, foi aprovado pela primeira vez pela FDA em 1991. Esta data marca a autorização regulamentar inicial para que a substância fosse utilizada para fins médicos nos Estados Unidos.

P: O Anginal pode ser utilizado para outros fins além do seu tratamento primário aprovado?

Os documentos oficiais definem a função principal do Anginal como a prevenção e o controlo a longo prazo da angina de peito causada pela doença arterial coronária. Informações sobre outros potenciais usos não estão incluídas na rotulagem oficial, o que limita o seu âmbito de indicação formal.

P: Em que medida o Anginal difere de outros medicamentos utilizados para a angina?

O Anginal pertence à classe farmacológica dos nitratos orgânicos, que é distinta de outros medicamentos cardíacos. De acordo com os documentos oficiais, a sua ação principal é atuar como um vasodilatador que relaxa maioritariamente as veias. Este mecanismo reduz eficazmente a quantidade de sangue que regressa ao coração, o que diminui o esforço cardíaco e a necessidade de oxigénio.

P: O Anginal é um tipo de medicamento para a pressão arterial?

O Anginal está oficialmente indicado para a prevenção da angina de peito e é classificado como um agente anti-anginoso. Devido à sua função como vasodilatador (alargamento dos vasos sanguíneos), pode causar uma redução na pressão arterial. No entanto, a sua indicação oficial é gerir a angina, embora possa influenciar a pressão arterial.

P: Quanto tempo dura o efeito pretendido de uma dose de Anginal no organismo?

Para a forma de libertação prolongada, os documentos oficiais indicam que o efeito anti-anginoso pretendido foi concebido para durar pelo menos 12 horas após a administração. Isto permite que a dose única diária matinal forneça proteção, facilitando simultaneamente o intervalo diário livre de nitratos necessário.

P: Quanto tempo após iniciar o Anginal se deve esperar sentir uma diferença?

De acordo com resumos de investigação publicada, os efeitos anti-anginosos da forma de libertação prolongada do medicamento tornam-se evidentes cerca de 30 minutos após a administração oral. Esta conclusão refere-se ao início de ação inicial do fármaco para os seus efeitos protetores.

P: É obrigatório tomar o Anginal exatamente à mesma hora todos os dias para que este funcione?

O esquema posológico oficial deve incluir um intervalo livre de nitratos todos os dias. A regularidade no horário das doses é necessária para garantir que este intervalo ocorra corretamente, o que ajuda a prevenir o desenvolvimento de tolerância ao fármaco e mantém a eficácia anti-anginosa plena ao longo do tempo.

P: O que acontece no organismo se o Anginal for interrompido subitamente?

Segundo fontes regulamentares, o tratamento com Anginal não deve ser interrompido subitamente, sendo a cessação abrupta desaconselhada nos documentos oficiais. Esta precaução deve-se ao potencial de um aumento súbito (efeito ricochete) na gravidade ou frequência da isquemia miocárdica (falta de fluxo sanguíneo para o músculo cardíaco).

P: Existem preocupações de segurança conhecidas a longo prazo com o uso de Anginal?

Os estudos e a informação oficial do produto abordam o uso a longo prazo, assinalando principalmente o potencial de tolerância. A tolerância significa que o organismo pode necessitar de um ajuste ao longo do tempo para obter o mesmo efeito, razão pela qual o esquema posológico prescrito requer um intervalo diário livre de medicamento.

P: A toma de Anginal provoca alterações no peso corporal?

Os dados clínicos revistos em sumários oficiais indicam que não existem evidências de que a toma de Anginal cause alterações no peso corporal. Este efeito não é reportado como um efeito secundário típico ou comum do medicamento nos documentos regulamentares.

P: O Anginal pode afetar o sono ou causar insónia?

Os dados oficiais de segurança relatam que foram observadas perturbações do sono em alguns ensaios clínicos como um evento adverso. No entanto, a frequência relatada destes problemas de sono não foi superior à observada nos participantes que tomaram um placebo.

P: O Anginal interage com analgésicos comuns?

A informação regulamentar oficial recomenda precaução quanto ao uso regular de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), como o ibuprofeno e o naproxeno. No entanto, o paracetamol é geralmente reportado como seguro para ser tomado com Anginal.

P: Quais são os suplementos de ervas conhecidos por interagir com o Anginal?

As orientações oficiais das entidades reguladoras indicam que os medicamentos complementares, remédios à base de ervas e suplementos não são habitualmente testados da mesma forma que os medicamentos sujeitos a receita médica quanto ao seu efeito nas interações medicamentosas. Portanto, avisos específicos para estes produtos podem não constar da informação oficial de prescrição.

P: O Anginal pode afetar os resultados de análises ao sangue de rotina?

Os documentos regulamentares observam que os componentes químicos do medicamento (nitratos e nitritos) podem interferir com certos procedimentos laboratoriais. Esta interferência pode causar especificamente leituras falsamente baixas em testes utilizados para determinações de colesterol no soro.

P: Existem artigos de investigação recentes ou atualizações sobre os usos do Anginal?

As revisões regulamentares de investigação confirmam que o fármaco foi examinado em várias populações, incluindo doentes com um tipo específico de insuficiência cardíaca conhecido como HFpEF. As conclusões desse estudo sugeriram que, nessa população específica, o medicamento não aumentou a tolerância ao exercício e esteve associado a uma diminuição da atividade física diária.

Como Anginal deve ser armazenado e descartado?

O Mononitrato de Isossorbida (Anginal) deve ser conservado sob condições específicas, conforme definido na rotulagem regulamentar. O medicamento requer armazenamento a uma temperatura ambiente controlada, tipicamente entre os 20°C e os 25°C, devendo ser protegido do calor excessivo e da humidade. É obrigatório manter os comprimidos ou cápsulas na embalagem original, a qual deve ser mantida hermeticamente fechada. O medicamento deve ser guardado fora do alcance e da vista das crianças e de animais de estimação.

A eliminação de produto não utilizado ou fora do prazo de validade deve seguir as diretrizes oficiais. Os doentes são instruídos a utilizar um programa de recolha de medicamentos ou a consultar um farmacêutico para obter orientação sobre o descarte seguro. O produto não deve ser deitado na sanita nem vertido num ralo ou esgoto.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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