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Alvesco

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Alvesco

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Opção de tratamento: Asthma

Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

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Visão geral de Alvesco

O Alvesco é um medicamento sujeito a receita médica que constitui um elemento fundamental nos cuidados respiratórios preventivos de longo prazo, sendo designado como um medicamento de controlo. É essencial para a gestão de quadros inflamatórios crónicos das vias aéreas.

Propriedade Descrição
Substância ativa Ciclesonida [DCI]
Forma Solução para inalação por pressão (MDI)
Classe farmacológica Corticosteroide inalado (CSI) / Glucocorticoide
Uso comum Controlo a longo prazo / Terapêutica profilática
Origem Pró-fármaco sintético

O que é o Alvesco e qual a sua Classificação Farmacológica?

O Alvesco é um corticosteroide inalado (CSI) que pertence à classe farmacológica mais ampla dos glucocorticoides. A única substância ativa deste medicamento é a ciclesonida (DCI), um composto sintético sustentado por estudos farmacológicos que confirmam a sua eficácia anti-inflamatória. A formulação específica do Alvesco é frequentemente prescrita a doentes adultos e adolescentes, estabelecendo o seu foco diferenciado no mercado dos CSI. Enquanto corticosteroide inalado, a função primordial da ciclesonida é proporcionar um suporte anti-inflamatório potente diretamente nas vias aéreas, ajudando a controlar os processos químicos e celulares subjacentes que causam a irritação crónica. Esta classificação indica que o composto é, fundamentalmente, um esteroide.

O Mecanismo Único de Pró-fármaco e a Forma de Administração do Alvesco

O medicamento é administrado fisicamente através de uma solução para inalação por pressão, utilizando um inalador doseador (MDI) por via inalatória oral para os pulmões. O Alvesco destaca-se estruturalmente como um pró-fármaco: o composto progenitor, a ciclesonida, é biologicamente inativo no momento da inalação. Este requer a conversão por enzimas esterases localizadas nos tecidos das vias aéreas no seu metabolito ativo, a des-ciclesonida (des-CIC). Esta conversão e a elevada deposição pulmonar distinguem a ciclesonida de corticosteroides inalados mais antigos, conforme documentado em revisões das suas propriedades farmacológicas. Estes dados sustentam a conceção do medicamento para maximizar o efeito local, minimizando simultaneamente o risco de absorção sistémica. A solução contém ciclesonida juntamente com ingredientes inativos, incluindo etanol e um propulsor hidrofluoroalcano (HFA).

O Objetivo Geral do Alvesco como Medicamento de Controlo

O propósito principal do Alvesco é servir como um medicamento de controlo a longo prazo para a gestão sustentada de condições inflamatórias das vias aéreas. A sua função é a de uma terapêutica profilática, trabalhando de forma consistente para suprimir a inflamação e reduzir a hiperreatividade crónica das vias respiratórias. Revisões sistemáticas confirmaram que a ciclesonida inalada é clinicamente reconhecida como uma terapia de controlo eficaz. Isto significa que o fármaco está verificado para manter o controlo e prevenir a progressão dos sintomas ao longo do tempo. Um cenário de utilização típico envolve a sua administração regular para estabilizar as vias aéreas, reduzindo episódios de irritação crónica. Esta ação ajuda a manter as passagens respiratórias abertas e estáveis, distinguindo-o dos medicamentos de "alívio" ou "emergência", que são utilizados para um alívio imediato e súbito durante um episódio agudo. A utilização regular e consistente é fundamental para estabelecer e preservar este benefício preventivo.

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Quais efeitos secundários são possíveis com Alvesco?

Efeitos secundários possíveis e informações de segurança

O perfil de segurança oficial do Alvesco (ciclesonida) detalha os efeitos adversos por frequência e pelo sistema orgânico afetado, em conformidade com as classificações regulamentares de agências internacionais de saúde.

Reações Adversas e Frequências

As reações adversas são classificadas com base na sua incidência em ensaios clínicos:

  • Muito Frequentes (ge 10%): Dor de cabeça.
  • Frequentes (1%-10%): Nasofaringite, sinusite, dor faringolaríngea, infeção das vias respiratórias superiores, dor nas articulações (artralgia), congestão nasal, dor nas costas e candidíase oral (sapinhos).
  • Raros (le 0,1%): Palpitações, hipertensão e reações de hipersensibilidade grave, incluindo angioedema (inchaço dos lábios, língua ou garganta).

Reações Adversas Graves e Riscos Sistémicos

A rotulagem documenta o potencial para problemas de segurança clinicamente importantes associados aos corticosteroides inalados (CSI):

  • Broncoespasmo Paradoxal: Um agravamento agudo e imediato da respiração que pode ocorrer logo após a inalação. Esta é considerada uma reação grave.
  • Efeitos Sistémicos dos Corticosteroides: O uso a longo prazo pode estar associado à supressão da função do eixo Hipotálamo-Pituitária-Adrenal (HPA), diminuição da densidade mineral óssea, cataratas e glaucoma.
  • Imunossupressão: Aumento da suscetibilidade a infeções graves, incluindo o agravamento de condições existentes como a tuberculose ou desfechos mais graves em casos de varicela ou sarampo.

Notas de Segurança para Populações Específicas

  • Doentes Adolescentes: Existe um potencial documentado para a supressão da velocidade de crescimento em crianças e adolescentes que recebem corticosteroides inalados, o que torna necessária a monitorização regular do crescimento.
  • Doentes em Transição de Esteroides Orais: Os doentes que alteram a terapia de esteroides sistémicos (orais) para o Alvesco correm risco de insuficiência adrenal persistente durante e após o período de transição.
  • Contraindicação: O Alvesco está contraindicado para o tratamento primário de episódios de asma súbitos e graves, tais como o estado de mal asmático (status asthmaticus).
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Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

As informações regulamentares oficiais distinguem o risco entre uma sobredosagem aguda (utilização única) e a exposição crónica a doses elevadas para este medicamento inalado. Em geral, não se espera que uma sobredosagem aguda por inalação produza sintomas que coloquem a vida em risco.

No entanto, a utilização a longo prazo de doses elevadas de esteroides acarreta um risco de efeitos sistémicos, principalmente Hipercorticismo e Supressão Adrenal (supressão da função do eixo HPA). Os sintomas associados a esta exposição crónica podem incluir o adelgaçamento da pele, a facilidade em fazer nódoas negras e alterações na forma da gordura corporal, entre outros.

Contexto de Sobredosagem Ação Necessária
Suspeita de Sobredosagem Procure assistência médica de emergência ou contacte imediatamente um centro de informação antivenenos.
Sinais de Sobredosagem Crónica Interrompa o medicamento lentamente sob supervisão profissional.

O tratamento de uma sobredosagem é descrito como sintomático e de suporte. Não existe nenhum antídoto específico listado nas informações de prescrição. Quando ocorre Supressão Adrenal, pode ser necessária a monitorização contínua da função adrenocortical, particularmente para doentes que tenham transitado recentemente de corticosteroides sistémicos (orais), uma vez que a compromisso da função pode persistir.

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Usos terapêuticos de Alvesco

Para que serve o Alvesco: principais utilizações e benefícios

O Alvesco é um medicamento inalador indicado para o tratamento profilático da asma persistente em adultos e adolescentes com idade igual ou superior a 12 anos. O seu princípio ativo, a ciclesonida, pertence à classe dos corticosteroides, que atuam na redução da inflamação nas vias respiratórias.

Indicações principais

A utilização principal do Alvesco foca-se no controlo a longo prazo da asma. Ao contrário dos inaladores de alívio rápido, este medicamento é concebido para ser utilizado regularmente, de modo a prevenir o aparecimento de sintomas e a diminuir a frequência e a gravidade das crises asmáticas. É particularmente eficaz na gestão da asma que requer uma intervenção contínua para manter a função pulmonar estável.

Benefícios do tratamento

O benefício central do Alvesco reside na sua capacidade de controlar a inflamação subjacente nos pulmões. Quando utilizado conforme prescrito, o medicamento oferece as seguintes vantagens para a gestão da patologia:

  • Melhoria da função respiratória: Ajuda a manter as vias aéreas abertas, facilitando a respiração diária.
  • Redução da sintomatologia: Contribui para a diminuição da pieira, da tosse e da sensação de aperto no peito.
  • Prevenção de exacerbações: Reduz a probabilidade de ataques de asma graves que poderiam necessitar de intervenção hospitalar ou do uso de corticosteroides orais.
  • Controlo sustentado: Permite que os pacientes mantenham um estilo de vida ativo, minimizando as interrupções causadas pelos sintomas asmáticos.

É importante notar que o Alvesco não deve ser utilizado para tratar uma crise de asma súbita (broncoespasmo agudo), uma vez que a sua ação é preventiva e gradual, e não de alívio imediato.

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Critérios de utilização e restrições

O Alvesco (ciclesonida) é um corticosteroide inalado indicado para o controlo profilático da asma e deve ser utilizado de acordo com os limites regulamentares estabelecidos.

Contraindicações e Exclusões Absolutas

Este medicamento não deve ser utilizado por doentes com hipersensibilidade conhecida à ciclesonida ou a qualquer um dos seus componentes. É contraindicado para o tratamento primário do estado de mal asmático ou para outros episódios agudos de asma que exijam medidas terapêuticas rápidas e intensivas.

Restrições de Idade e Comorbilidades

Grupo de Elegibilidade Regra de Restrição
Uso Pediátrico Não indicado para doentes com menos de 12 anos de idade; a segurança e eficácia não foram estabelecidas nesta população.
Infeções Existentes Deve ser utilizado com precaução em doentes com tuberculose ativa ou latente do trato respiratório ou com infeções sistémicas fúngicas, bacterianas, virais ou parasitárias não tratadas.
Transferência de Esteroides Orais Exige cuidados particulares e vigilância rigorosa devido ao risco de compromisso da função adrenal.
Gravidez e Amamentação O uso é condicional; permitido apenas se o médico determinar que o benefício potencial para a mãe justifica o risco potencial para o feto ou para o lactente.

Doentes com determinadas condições oculares, tais como antecedentes de glaucoma ou cataratas, devem ser monitorizados de perto durante o tratamento.

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O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O Alvesco (ciclesonida) apresenta um perfil de interações medicamentosas focado principalmente no processo de degradação metabólica da sua substância ativa no organismo.

Mecanismo de Interação Farmacocinética

O Alvesco é um pró-fármaco, o que significa que é convertido na sua forma ativa, a des-ciclesonida (M1), dentro dos pulmões. Este metabolito ativo é posteriormente eliminado do corpo, em grande parte, por um sistema enzimático no fígado conhecido como Citocromo P450 3A4 (CYP3A4).

Medicamentos Interagentes e Risco

A interação mais relevante do ponto de vista clínico ocorre quando o Alvesco é utilizado em simultâneo com inibidores potentes do CYP3A4. Estes medicamentos retardam a eliminação do metabolito ativo, a des-ciclesonida, da corrente sanguínea, o que leva a um aumento da exposição sistémica.

Exemplos específicos de inibidores potentes do CYP3A4 que foram identificados na rotulagem regulamentar incluem certos antifúngicos, como o cetoconazol e o itraconazol, e alguns medicamentos para o VIH, como o ritonavir e o nelfinavir.

Restrição Relacionada com Interações

A co-administração com cetoconazol ou outros inibidores potentes do CYP3A4 deve ser evitada, salvo se um médico determinar que o benefício potencial para o doente supera o risco acrescido de efeitos secundários sistémicos dos corticosteroides. A maior exposição ao metabolito ativo pode levar a um aumento do potencial para efeitos sistémicos, como a supressão da produção natural de cortisol do corpo (supressão do eixo HPA).

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Mecanismo de ação

Como funciona o Alvesco

Ativação do Pró-fármaco e Alvos dos Recetores

O mecanismo inicia-se com o pró-fármaco inativo, a ciclesonida, que é convertido localmente nas vias aéreas por enzimas esterases no seu metabolito ativo, o des-ciclesonida (des-CIC). Este metabolito foca-se então nos recetores de glicocorticoides (GRalfa) dentro das células pulmonares, funcionando como um agonista do GRalfa para iniciar a cascata de sinalização celular. Esta ativação sequencial concentra o metabolito ativo no trato respiratório, permitindo o agonismo local dos recetores GRalfa.

Programação Genómica de Sinais Inflamatórios

Uma vez ativado, o complexo des-CIC-GRalfa desloca-se para o núcleo celular, onde modula a transcrição genética. Este complexo envolve dois processos distintos: a transrepressão, que desativa os genes responsáveis pela criação de mediadores pró-inflamatórios, como as citocinas, e a transativação, que aumenta a síntese de proteínas anti-inflamatórias. Esta programação genómica sistemática conduz à redução da produção inflamatória celular nas vias aéreas.

Reservatório Tecidual e Limitações no Início de Ação

O metabolito ativo forma um reservatório teidual local ao conjugar-se de forma reversível com ácidos gordos no interior do pulmão, permitindo a sua libertação lenta e sustentada para manter um agonismo consistente do GRalfa. No entanto, como o efeito do fármaco depende da transdução de sinal genómico (alterando a síntese proteica em vez de afetar sinais químicos imediatos), existe uma limitação: a alteração fisiológica completa demora dias a semanas a manifestar-se, ao contrário de mecanismos que modulam rapidamente os canais de iões ou o músculo liso.

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Informações sobre dosagem e administração

Diretrizes Oficiais para a Administração do Alvesco

O Alvesco (ciclesonida) é administrado por via inalatória oral através de um inalador pressurizado doseado, de acordo com a documentação regulamentar oficial. Foi concebido para uma utilização diária e consistente como um medicamento de controlo, não sendo indicado para o tratamento de sintomas agudos.


Estrutura Posológica e Lógica de Ajuste

As dosagens aprovadas são de 80 mu g e 160 mu g por atuação, destinadas a adultos e adolescentes com idade igual ou superior a 12 anos. A frequência da dosagem é geralmente de duas vezes ao dia nos EUA ou pode ser de uma vez ao dia noutras regiões, sendo o esquema final determinado por fatores clínicos.

Contexto da Terapia Anterior Dosagem Inicial Recomendada Dosagem Máxima Recomendada
Pacientes apenas com broncodilatadores 80 mu g, duas vezes ao dia 160 mu g, duas vezes ao dia
Pacientes com corticosteroides orais 320 mu g, duas vezes ao dia 320 mu g, duas vezes ao dia

Assim que o controlo da asma é estabelecido, o objetivo regulamentar é ajustar progressivamente até à dose mínima eficaz. O benefício terapêutico máximo pode demorar quatro semanas ou mais a ser alcançado, e os aumentos de dose apenas devem ser considerados após este período. Para pacientes que estejam a transitar de esteroides orais, a dose sistémica deve ser reduzida gradualmente, iniciando-se este processo não antes de uma semana após o início da terapia com Alvesco.


Procedimentos de Administração

Para garantir uma administração adequada, o inalador deve ser preparado (priming) através de três pulverizações de teste se o dispositivo for novo ou se não tiver sido utilizado por mais de 10 dias. O medicamento é uma solução para inalação, o que significa que não é necessário agitar antes de usar. Após a administração da dose, o paciente deve bochechar com água e deitá-la fora sem engolir, para gerir os resíduos da medicação. Não está especificado qualquer ajuste de dose para pacientes idosos ou para aqueles com compromisso hepático ou renal.

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Evidência clínica recente

Evidência de Investigação: Visão Geral dos Estudos sobre o Alvesco

Esta visão geral resume a investigação clínica oficial e os tipos de estudos realizados com o Alvesco (ciclesonida) no controlo da asma persistente, centrando-se na base de evidência e nas limitações conhecidas, sem fornecer aconselhamento clínico.


Evidência no Tratamento de Manutenção da Asma Persistente

A principal investigação que explora o papel do Alvesco como medicamento de controlo a longo prazo consiste essencialmente em Ensaios Controlados Aleatorizados (ECA). Estes estudos, que variam entre o curto prazo (ex.: 4 a 12 semanas) e o médio prazo (até 52 semanas), foram concebidos para avaliar o medicamento face a uma substância inativa (placebo) ou face a outros tratamentos inalados padrão. A investigação incluiu adultos e adolescentes com asma persistente.

Nestes estudos, a investigação analisou resultados relacionados com o desequilíbrio sistémico ou funcional, tais como alterações em medidas objetivas da função pulmonar como o VEMS (Volume Expiratório Máximo no primeiro segundo) e o PFE (Pico de Fluxo Expiratório). Os estudos monitorizaram resultados relatados pelos doentes que descreviam o desconforto percecionado, incluindo a frequência dos sintomas. Os resultados descrevem padrões observados nos estudos relativos a estas medidas funcionais e de sintomas. A investigação também explorou o efeito na frequência do uso de medicação de resgate.


Evidência no Apoio à Redução da Dependência de Corticosteroides Orais

Um corpo de investigação distinto explorou o uso do Alvesco em doentes com asma persistente grave que são dependentes de Corticosteroides Orais (CSO). Estes ensaios controlados focaram-se em resultados relacionados com o desequilíbrio sistémico ou funcional associado ao uso prolongado de CSO. Os estudos analisaram o potencial de os doentes reduzirem a sua dose de esteroides sistémicos enquanto monitorizavam medidas funcionais.

A investigação analisou a percentagem de alteração na dose diária de CSO necessária pelos doentes ao longo de intervalos de tempo definidos. Os estudos reportaram como os sintomas evoluíram nas populações observadas, e os resultados descrevem padrões observados relacionados com a redução gradual da dose de CSO. No entanto, as durações do acompanhamento foram limitadas nestes estudos específicos de redução de CSO, durando frequentemente cerca de 12 semanas. Os resultados aplicam-se apenas às populações altamente selecionadas estudadas — aquelas que se encontravam estáveis na sua dose de CSO pré-ensaio.


Estudos de Longo Prazo e Acompanhamento Alargado

A investigação foi realizada ao longo de períodos intermédios, como um ano, em estudos de extensão que se seguiram aos ensaios iniciais de curto prazo. Estes estudos pretendiam avaliar a observação ao longo de intervalos de tempo alargados em condições onde os sintomas podem variar de intensidade. A investigação descreve como os sintomas evoluíram e como as medidas funcionais foram rastreadas ao longo de todo o ano do estudo.

Contudo, existe informação limitada quanto a resultados a longo prazo sobre a progressão da própria condição ou medidas funcionais além da marca de um ano. Os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos no que respeita ao declínio do VEMS ou a alterações no mecanismo subjacente da doença ao longo de vários anos.


O que Permanece Incerto na Investigação

As revisões científicas indicam diversas áreas onde a evidência da investigação é limitada ou decorre atualmente. A qualidade da evidência varia entre estudos relativamente a resultados específicos, tais como a frequência global de crises graves de asma em todas as populações. Os achados em subgrupos são incertos, uma vez que os ensaios iniciais nem sempre tiveram o poder estatístico para extrair conclusões claras para cada subgrupo populacional específico. Isto significa que a investigação fornece contexto, mas não previsões individuais, e os resultados descrevem padrões de grupo, não resultados personalizados.

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Perguntas frequentes (FAQ)

Questões frequentes sobre o Alvesco (FAQ)


P: É normal não sentir o spray ou qualquer sabor ao utilizar o inalador Alvesco?

R: O Alvesco é uma solução para inalação administrada através de um inalador pressurizado de dose medida (MDI). As diretrizes oficiais de administração descrevem-no como uma névoa fina e indicam que não é necessário agitar o dispositivo. Embora algumas pessoas possam relatar um sabor desagradável ou irritação na garganta como efeitos secundários, a sensação de um jato forte ou de um sabor intenso não é, geralmente, um requisito para a entrega esperada do medicamento.


P: Porque é que a embalagem refere que o Alvesco é um pró-fármaco?

R: Os documentos regulamentares descrevem o Alvesco como um pró-fármaco, o que significa que o composto original, a Ciclesonida, é inativo quando inalado. Este é convertido na sua forma ativa, a des-ciclesonida, localmente nos pulmões através de enzimas. Este mecanismo está associado a uma baixa biodisponibilidade oral, o que significa que a quantidade de medicamento ativo absorvido sistemicamente a partir do estômago é limitada.


P: É verdade que o Alvesco tem um menor risco de efeitos secundários sistémicos do que outros inaladores?

R: Os dados farmacocinéticos oficiais indicam que o Alvesco tem uma absorção sistémica muito baixa. Embora a segurança sistémica comparativa face a outros corticosteroides inalados não esteja totalmente estabelecida, o design do produto e o seu perfil farmacocinético são destacados pela sua baixa absorção sistémica.


P: Que informação existe sobre o perfil de segurança a longo prazo do Alvesco?

R: A informação regulamentar oficial documenta o potencial de efeitos sistémicos dos corticosteroides associados ao uso prolongado. Estes efeitos incluem a supressão da função do eixo Hipotálamo-Pituitária-Adrenal (HPA), a diminuição da densidade mineral óssea e o potencial desenvolvimento de cataratas ou glaucoma. Recomenda-se a monitorização regular como parte da terapia a longo prazo.


P: O Alvesco tem interações potenciais com certos medicamentos para o coração?

R: A informação oficial sobre interações medicamentosas identifica que a substância ativa é eliminada do corpo em grande parte pela enzima CYP3A4. A coadministração com inibidores potentes da CYP3A4, tais como certos antifúngicos e medicamentos para o VIH, pode aumentar a exposição sistémica do medicamento ativo. A secção oficial de "Interações" contém informações detalhadas sobre as classes de medicamentos que podem interagir.


P: Qual é a principal diferença entre o Alvesco e um corticoide em comprimido?

R: A principal diferença descrita nos documentos regulamentares refere-se ao local de ação pretendido e à absorção sistémica. O Alvesco é um medicamento inalado concebido para atuar localmente nos pulmões com uma absorção sistémica mínima. Em contraste, um corticoide oral é absorvido sistemicamente, resultando numa exposição corporal global mais elevada.


P: Com que rapidez é que o Alvesco começa a atuar na respiração?

R: Embora o benefício terapêutico máximo possa demorar quatro semanas ou mais a ser totalmente atingido, a melhoria dos sintomas da asma nalguns doentes foi descrita em documentos oficiais como iniciando-se dentro das primeiras 24 horas de tratamento.


P: O Alvesco contém cafeína ou estimulantes?

R: Os componentes listados nos documentos regulamentares incluem a substância ativa ciclesonida, juntamente com etanol e um propelente hidrofluoroalcano (HFA). A documentação oficial não descreve o medicamento como contendo cafeína ou outros ingredientes estimulantes.


P: O Alvesco é seguro para utilização diária prolongada?

R: O Alvesco está indicado para o tratamento de manutenção diária a longo prazo da asma persistente. Devido ao potencial de efeitos sistémicos associados ao uso prolongado de corticosteroides inalados, as orientações regulamentares recomendam que o tratamento seja ajustado para a dose eficaz mais baixa e que os doentes sejam monitorizados regularmente.


P: O Alvesco pode causar alterações de humor ou ansiedade?

R: Os documentos regulamentares listam efeitos psiquiátricos como agitação, ansiedade, insónia e depressão na categoria de reações adversas muito raras. Estas reações têm uma taxa de incidência inferior a 0,01% nos ensaios clínicos.


P: Posso utilizar Alvesco se estiver a tomar analgésicos de venda livre?

R: Os dados oficiais de interação medicamentosa do Alvesco focam-se em inibidores potentes da enzima CYP3A4, que podem aumentar a exposição do fármaco no organismo. Os analgésicos comuns de venda livre não são tipicamente considerados inibidores potentes da CYP3A4 e não constam das orientações regulamentares como uma interação significativa conhecida.


P: O Alvesco interage com alimentos ou suplementos comuns?

R: A informação regulamentar oficial não descreve quaisquer interações específicas entre o Alvesco e alimentos comuns, vitaminas ou suplementos à base de ervas.


P: Sentirei sintomas de privação se parar de utilizar o Alvesco subitamente?

R: A informação oficial para o doente desaconselha a interrupção abrupta da terapia com Alvesco. Esta precaução está relacionada com o risco potencial de supressão do eixo HPA, particularmente em doentes que transitam de esteroides orais, onde a monitorização da função adrenal pode ser necessária.


P: Porque é que algumas pessoas precisam de utilizar uma dose elevada de Alvesco?

R: Os documentos regulamentares referem que doses mais elevadas podem ser utilizadas em doentes com asma grave e em doentes que estejam a reduzir ou a interromper os corticosteroides orais. Podem também ser considerados ajustes de dose se um doente não responder adequadamente à dose inicial após um período de quatro semanas.


P: Como é que o Alvesco difere de outros medicamentos inalados para a asma?

R: A principal distinção observada nos documentos oficiais é que o Alvesco é um pró-fármaco — inativo no momento da inalação — que é convertido na sua forma ativa localmente nos pulmões. Este mecanismo único está associado a uma baixa absorção sistémica.


P: É possível o Alvesco deixar de funcionar após uma utilização prolongada?

R: A informação regulamentar adverte que o aumento do uso de broncodilatadores de alívio de curta ação pode indicar uma deterioração do controlo da asma. Quando isto ocorre, deve procurar-se assistência médica para reavaliar o tratamento e considerar o ajuste da terapia.


P: Qual é a técnica correta para limpar o dispositivo inalador Alvesco?

R: As orientações oficiais indicam que a boquilha do inalador deve ser limpa semanalmente com um lenço de papel ou pano seco. Também aconselham especificamente contra a lavagem do inalador ou a colocação de qualquer parte do dispositivo em água.


P: O uso de Alvesco pode causar aumento de peso?

R: Os documentos regulamentares referem que, em casos raros, podem ocorrer sintomas associados a alterações nos níveis das hormonas do stress (supressão do eixo HPA). Estes sintomas raros podem incluir aumento de peso (depósitos de gordura) em redor do rosto, pescoço e tronco.


P: Existem estudos publicados que comparem os efeitos secundários do Alvesco com um placebo?

R: A lista completa de reações adversas descrita nos documentos regulamentares baseia-se nos resultados de ensaios clínicos controlados, onde a frequência dos efeitos secundários foi comparada entre doentes a receber Alvesco e doentes a receber um placebo.


P: Porque é que o Alvesco é habitualmente tomado apenas uma vez por dia?

R: As recomendações posológicas oficiais nalgumas regiões indicam que a dose recomendada de Alvesco é de 160 microgramas uma vez por dia. Este esquema é descrito como sendo eficaz para atingir o controlo da asma na maioria dos doentes.


P: O Alvesco contém lactose ou algum alergénio comum?

R: A lista de ingredientes disponível nos documentos regulamentares não inclui lactose. No entanto, o Alvesco está contraindicado para doentes com hipersensibilidade conhecida à ciclesonida ou a qualquer um dos seus ingredientes inativos listados, tendo sido relatados casos raros de reações alérgicas graves.


P: O que dizem as orientações oficiais sobre a utilização de Alvesco e álcool?

R: As orientações oficiais não listam uma interação específica entre o Alvesco e o álcool. No entanto, a informação regulamentar refere que é recomendada a discussão com um profissional de saúde sobre a utilização do medicamento com álcool, alimentos ou tabaco.

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Como Alvesco deve ser armazenado e descartado?

Como Conservar e Eliminar o Alvesco

O aerossol inalatório Alvesco (ciclesonida) requer a adesão a instruções rigorosas de conservação e eliminação para manter a integridade e a segurança do produto.


Condições de Conservação

O medicamento deve ser conservado a uma temperatura ambiente controlada, especificamente entre 20 °C e 25 °C (68 °F a 77 °F). O recipiente deve ser protegido do congelamento e não deve ser exposto a temperaturas superiores a 50 °C (122 °F). O frasco pressurizado deve também ser guardado ao abrigo do calor e da luz direta. Mantenha sempre este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.


Requisitos de Eliminação

A eliminação deve ser realizada de acordo com os requisitos locais. O inalador deve ser descartado assim que o contador de doses chegar a zero ou após a sua data de validade. O recipiente não deve ser perfurado, queimado ou deitado ao fogo ou num incinerador. O produto não deve ser eliminado através de águas residuais ou do lixo doméstico comum; em vez disso, os inaladores vazios ou fora de validade devem ser entregues a um farmacêutico para uma eliminação segura.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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