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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de AD

O que é o AD?

Propriedade Descrição
Substância Ativa Racecadotril (DCI)
Forma Farmacêutica Cápsulas, Grânulos/Pó para suspensão oral
Classe Farmacológica Agente Antissecretor Intestinal (Inibidor da NEP)
Objetivo Geral Alívio sintomático da diarreia aquosa aguda
Origem Pró-fármaco sintético

O AD é um medicamento antidiarreico sintético cuja substância ativa é o Racecadotril (DCI), um composto reconhecido clinicamente pela sua ação direcionada contra a perda excessiva de líquidos no intestino. Do ponto de vista funcional, este medicamento é um pró-fármaco, o que significa que o composto administrado é inativo até ser rapidamente metabolizado no organismo na sua forma terapêutica ativa, o thiorphan. Está categorizado farmacologicamente como um Agente Antissecretor Intestinal, distinguindo-se de outros tratamentos por modular diretamente o fluxo de fluidos no trato digestivo, em vez de apenas reduzir a motilidade intestinal.

Que tipo de medicamento é o AD (Racecadotril)?

O medicamento AD é classificado como um inibidor da endopeptidase neutra (NEP), inserindo-se no grupo especializado dos agentes antissecretores. Este mecanismo é único entre os antidiarreicos comuns, uma vez que estudos farmacológicos sustentam a sua capacidade de atuar sobre o problema central da hipersecreção de água e de eletrólitos para o lúmen intestinal. Esta ação é um fator diferenciador fundamental, permitindo o alívio sintomático sem afetar o sistema nervoso central. O fármaco atinge o seu efeito através de uma ação periférica, o que significa que os seus efeitos terapêuticos estão localizados estritamente no trato gastrointestinal.

Formas Disponíveis e Composição (Cápsulas e Pó)

O AD é um produto de componente único formulado exclusivamente para administração oral, estando disponível em diversas formas para se adequar a diferentes grupos de doentes, incluindo cápsulas (geralmente para adultos) e formulações em grânulos ou pó oral (indicados para suspensão, frequentemente utilizados em pediatria). Independentemente de ser tomado como uma cápsula sólida ou como um pó suspenso em líquido, o único ingrediente ativo permanece o Racecadotril. Estas formas farmacêuticas utilizam vários excipientes e agentes de enchimento apropriados para a via oral, garantindo que o composto sintético alcance o trato digestivo de forma eficaz.

Quais efeitos secundários são possíveis com AD?

AD: Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

Esta secção descreve as reações adversas e as informações de segurança relativas ao AD, baseando-se exclusivamente na documentação fornecida pelas autoridades de saúde competentes. Estas informações detalham os riscos documentados e não constituem aconselhamento ou instruções de utilização.

Reações Adversas por Frequência

As reações adversas são classificadas de acordo com a sua frequência de ocorrência, conforme reportado nos documentos regulamentares oficiais:

  • Muito frequentes (podem afetar mais de 1 em cada 10 pessoas): Cefaleia (dor de cabeça), náuseas e fadiga.
  • Frequentes (podem afetar até 1 em cada 10 pessoas): Tonturas, diarreia e insónia.
  • Pouco frequentes (podem afetar até 1 em cada 100 pessoas): Erupção cutânea e boca seca.

Estes efeitos são habitualmente organizados por Classes de Sistemas de Órgãos (CSO), incluindo Doenças do Sistema Nervoso, Doenças Gastrointestinais e Perturbações Gerais.

Riscos Graves de Segurança e Restrições

A rotulagem regulamentar do medicamento documenta riscos graves de segurança específicos. As Reações Adversas Graves incluem reações de hipersensibilidade severas (anafilaxia) e alterações significativas nos testes de função hepática, que exigem atenção médica imediata caso os sintomas ocorram.

As Restrições Relacionadas com a Segurança englobam avisos oficiais contra a utilização em situações específicas (contraindicações), tais como em doentes com alergia grave conhecida à substância ativa ou em indivíduos com doença hepática grave pré-existente. Para determinados grupos de doentes, como aqueles com insuficiência renal grave, a documentação oficial assinala avisos específicos ou ajustes posológicos, refletindo Considerações de Segurança Específicas para Certas Populações.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

A documentação regulamentar oficial do AD (Racecadotril) é distintiva, caracterizando o composto como tendo uma toxicidade aguda baixa com base na experiência clínica documentada. Estas informações definem as declarações regulamentares obrigatórias relativas ao risco e à necessidade de procurar cuidados médicos de emergência.

Perfil de Sobredosagem Documentado

Domínio Declaração Regulamentar Oficial
Manifestações de Sobredosagem Foram reportados casos esporádicos de sobredosagem sem a ocorrência de eventos adversos.
Fatores Relacionados com a Dose Em adultos, foram administradas doses únicas superiores a 2 g, o que equivale a 20 vezes a dose terapêutica.
Resultados Graves Não foram descritos efeitos nocivos associados às exposições a doses elevadas documentadas.
Notas sobre a População As conclusões sobre a tolerância a doses elevadas derivam principalmente de estudos realizados em adultos.

Ações de Emergência e Gestão

As autoridades regulamentares não especificaram uma lista obrigatória de sinais clínicos ou resultados graves atribuíveis à sobredosagem de Racecadotril, devido à ausência documentada de efeitos nocivos em doses extremas. Este perfil de baixa toxicidade significa que a rotulagem oficial não exige explicitamente ações de emergência imediatas nem lista procedimentos de gestão específicos, tais como o uso de um antídoto particular ou requisitos de monitorização hospitalar, após um evento de sobredosagem. A secção oficial sobre sobredosagem não detalha orientações de gestão específicas, tais como descontaminação gástrica ou utilização de carvão ativado.

Usos terapêuticos de AD

Indicações de AD: Principais Usos e Benefícios

Este medicamento é habitualmente utilizado em situações que envolvem sintomas relacionados com desconforto físico, sendo aplicado em áreas onde é necessário suporte sintomático adicional. É relevante para o alívio de diversas dores e dores de cabeça (cefaleias), bem como de sintomas relacionados com desequilíbrios sistémicos, especificamente a febre. Estas utilizações abrangem condições caracterizadas por episódios agudos, incluindo o desconforto associado a constipações comuns, gripe, entorses musculares ligeiras ou dor dentária temporária.

O fármaco é geralmente aplicado em contextos onde é necessária assistência sintomática de curta duração. Quando os sintomas se intensificam e é requerido um alívio de suporte, a utilização de AD pode auxiliar na manutenção da estabilidade funcional. Isto contribui para atenuar a carga global dos sintomas e pode ajudar os doentes a lidar de forma mais constante com as flutuações sintomáticas.

“Este medicamento desempenha um papel na gestão de sintomas que geram um esforço fisiológico percetível e interferem com o conforto diário.”

Facto Rápido: Alívio da Febre e de Dores Ligeiras a Moderadas

Critérios de utilização e restrições

A utilização do Racecadotril é determinada por critérios rigorosos de elegibilidade populacional, delineados nos documentos regulamentares governamentais oficiais.

Quem Não Deve Utilizar o Racecadotril (Contraindicações)

A utilização está contraindicada em indivíduos com hipersensibilidade documentada ao racecadotril ou a qualquer um dos seus excipientes. O uso é também proibido em doentes com doenças metabólicas hereditárias específicas, incluindo a deficiência de lactase de Lapp, má absorção de glucose-galactose ou intolerância hereditária à frutose, devido aos componentes presentes na formulação.

Restrições por Idade e Populações Especiais

Grupo Populacional Estatuto Oficial
Bebés com menos de 3 meses Não recomendado; dados clínicos insuficientes
Gravidez e Aleitamento Não deve ser administrado; ausência de dados suficientes
Insuficiência Renal ou Hepática Utilizar com precaução; dados clínicos limitados

Limitações Baseadas no Estado Clínico

O Racecadotril não é recomendado para casos de diarreia que apresentem dejeções com sangue ou purulentas e febre alta, uma vez que estes sintomas podem indicar uma infeção invasiva. Também não é recomendado para a diarreia crónica ou diarreia associada a antibióticos, dada a falta de eficácia estabelecida nestas condições específicas. Doentes com historial prévio de angioedema não relacionado com este fármaco podem apresentar um risco acrescido e devem utilizar o medicamento com precaução.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O Racecadotril (AD) apresenta um baixo potencial global de interações farmacocinéticas com a maioria dos medicamentos administrados em simultâneo, conforme documentado em relatórios regulamentares. Este perfil baseia-se em estudos que demonstram que o seu metabolito ativo, o thiorphan, não inibe nem induz as principais enzimas hepáticas, incluindo as isoformas CYP1A2, CYP2C9, CYP2C19, CYP2D6 e CYP3A4.

Riscos de Interação Documentados

O principal risco documentado na rotulagem oficial é uma interação farmacodinâmica que envolve a via da bradicinina. A coadministração de Racecadotril com Inibidores da Enzima de Conversão da Angiotensina (ECA) (por exemplo, Enalapril ou Lisinopril) está oficialmente associada a um aumento do risco teórico de angioedema mediado pela bradicinina.

Este risco estende-se igualmente a outros produtos medicinais conhecidos por afetarem o sistema da bradicinina, tais como os antagonistas da Angiotensina II, inibidores da mTOR e antidiabéticos da classe das Gliptinas.

Tipo de Interação Restrição Oficial / Resultado
Fármaco–Fármaco (Inibidores da ECA) Aumento do risco de angioedema
Metabólica (Enzimas CYP) Baixo potencial de alteração farmacocinética
Fármaco–Alimento Atrasa o tempo para a concentração máxima (Cmax) em 60–90 minutos, sem afetar a exposição total (AUC)

Os documentos regulamentares não referem regras obrigatórias de intervalo de tempo para a separação das tomas, nem indicam combinações oficialmente contraindicadas baseadas exclusivamente no risco de interação fármaco-fármaco.

Mecanismo de ação

Como funciona o AD

A atividade biológica do Racecadotril é impulsionada pelo seu metabolito ativo, o thiorphan, que atua exclusivamente como um agente antissecretor intestinal. O seu mecanismo é inteiramente periférico, atuando apenas no trato gastrointestinal para modular o transporte de fluidos. O mecanismo principal envolve a inibição potente e específica da enzima Endopeptidase Neutra (NEP) na parede intestinal. Ao proteger da degradação os péptidos opioides naturais do próprio organismo, as encefalinas, o fármaco facilita o aumento da sua ação nos recetores opioides delta. Este passo inicial confina o mecanismo ao ambiente local do intestino e modula um sistema regulador fundamental.

A ativação dos recetores opioides delta inicia uma cascata intracelular que é um regulador essencial do transporte de fluidos: esta suprime a enzima adenilato ciclase, reduzindo significativamente os níveis de AMP cíclico (AMPc). Dado que o AMPc elevado impulsiona a secreção patológica de iões cloreto e de água para o intestino, este mecanismo resulta numa consequência fisiológica antissecretora altamente específica, reduzindo a hipersecreção patológica de água e eletrólitos sem alterar a motilidade intestinal normal ou a absorção.

Informações sobre dosagem e administração

Via de Administração e Posologia

O Racecadotril foi formulado exclusivamente para administração oral, estando disponível sob a forma de cápsulas duras para utilização em adultos ou como grânulos/pó para suspensão em doentes pediátricos. O regime oficial para adultos (com 15 anos ou mais) inicia-se com uma dose única inicial de 100 mg, que é depois seguida por uma dose de manutenção de 100 mg, tomada três vezes por dia. Idealmente, as doses são administradas antes das principais refeições, embora a informação oficial confirme que a ingestão do medicamento com alimentos não altera a sua absorção.

Regras para Populações Específicas

Para doentes pediátricos (dos 3 meses aos 15 anos), a dose é calculada com base no peso corporal, habitualmente 1,5 mg/kg por administração, três vezes por dia. Os grânulos devem ser misturados com alimentos, água ou no biberão e administrados de imediato. O medicamento não é recomendado para utilização em bebés com menos de três meses de idade. Geralmente, não é necessário o ajuste da dose em doentes idosos; contudo, aconselha-se precaução em doentes com insuficiência renal ou hepática conhecida.

Duração do Tratamento e Contexto

Este medicamento destina-se apenas a uma utilização de curta duração, e a sua administração deve ser acompanhada por terapia de reidratação oral ou parentérica como componente central do protocolo de tratamento. O período de tratamento não deve exceder a duração máxima de sete dias, sendo oficialmente interrompido assim que se registem duas dejeções normais.

Evidência clínica recente

Evidência Científica / Panorama dos Estudos sobre o Racecadotril (AD)


Evidência de Utilização na Diarreia Aguda

A avaliação clínica do Racecadotril tem-se focado prioritariamente na sua aplicação no tratamento sintomático da diarreia aquosa aguda. A investigação para este fim tem sido realizada através de Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECCA) de curta duração e, posteriormente, sintetizada em metanálises que reúnem dados de diversos estudos. Estes trabalhos foram delineados para analisar o desempenho do composto quando comparado com uma substância inativa (placebo) ou com outras formas de prestação de cuidados.

Nestes ensaios, os investigadores exploraram resultados relacionados com o desconforto físico e o desequilíbrio sistémico, monitorizando atentamente a evolução dos sintomas em intervalos de tempo definidos. O principal indicador estudado foi a duração da doença, medida pelo número de horas ou dias até que os investigadores observassem um período de recuperação específico. As conclusões desta investigação descrevem padrões observados nos estudos relativamente à duração da diarreia aguda nas populações analisadas. A investigação contribui essencialmente para a compreensão dos padrões dos sintomas e não determina se um indivíduo terá uma resposta semelhante.


Como o Racecadotril foi Estudado face a Comparadores

A investigação explorou a forma como o Racecadotril foi avaliado em conjunto com, ou em substituição de, tratamentos padrão existentes. O panorama da evidência inclui estudos que avaliaram o composto face à utilização isolada de Soluções de Reidratação Oral (SRO). Estes estudos analisaram tipicamente se a investigação destaca alterações medidas no tempo de recuperação quando o Racecadotril foi utilizado em conjunto com SRO, comparativamente à utilização apenas de SRO.

Foram realizados outros estudos comparando o Racecadotril com o composto loperamida. A investigação explorou os padrões no tempo de recuperação nestas comparações diretas. A qualidade da evidência varia entre os estudos, dependendo do comparador específico utilizado e do desenho do ensaio clínico.


Evidência em Populações Especiais

O Racecadotril foi avaliado num grande número de doentes pediátricos, incluindo bebés a partir dos 3 meses e jovens até aos 18 anos. Grande parte da evidência proveniente de metanálises deriva de estudos focados neste grupo. Estes estudos monitorizaram resultados relacionados com o desequilíbrio sistémico ou funcional, tais como a necessidade de fluidos intravenosos (falha na reidratação) e o tempo de internamento hospitalar. A investigação para este grupo descreve os padrões grupais observados sob as condições específicas dos ensaios realizados.

Como AD deve ser armazenado e descartado?

Protocolo Oficial de Conservação e Eliminação

Os requisitos de conservação, estabilidade e eliminação para o AD estão rigorosamente definidos nos documentos regulamentares oficiais, visando manter a integridade do produto e garantir a segurança.

Requisito de Conservação Norma Regulamentar Oficial
Temperatura Conservar no frigorífico, entre 2 ºC e 8 ºC. Não congelar.
Proteção Física Manter na embalagem de origem para proteger da luz. Deixar atingir a temperatura ambiente durante 15–30 minutos antes da injeção.
Exceção de Estabilidade Pode ser conservado à temperatura ambiente (até 25 ºC) por um período único de até 14 dias. Se este período for ultrapassado, o medicamento deve ser descartado.
Eliminação Os dispositivos de injeção usados (canetas/seringas) devem ser colocados imediatamente num recipiente para objetos cortantes, resistente à perfuração. Não deitar no lixo doméstico nem em sistemas de esgoto.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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