ACC 100

Links rápidos para seções importantes

ACC 100

Forma selecionada

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de ACC 100

O que é o ACC 100?

O ACC 100 é um medicamento que contém a substância ativa acetilcisteína, pertencente ao grupo dos agentes mucolíticos. Este fármaco é utilizado para fluidificar as secreções bronquiais excessivas e viscosas, facilitando a sua eliminação através da expetoração.

A acetilcisteína atua quimicamente na estrutura do muco, reduzindo a sua consistência e tornando-o mais líquido. Esta ação é particularmente útil em situações clínicas associadas a uma produção anormal de muco, permitindo que as vias respiratórias fiquem mais desobstruídas e facilitando o processo de respiração.

Este medicamento é geralmente indicado para o alívio dos sintomas em condições respiratórias agudas onde existe a presença de muco espesso e difícil de eliminar. O ACC 100 apresenta-se habitualmente em formas farmacêuticas de administração oral, permitindo uma absorção sistémica que atua diretamente ao nível do trato respiratório.

Quais efeitos secundários são possíveis com ACC 100?

Efeitos secundários possíveis e informações de segurança

O perfil de segurança da acetilcisteína (ACC 100) é estruturado pelas agências reguladoras governamentais com base na frequência e na Classe de Sistemas de Órgãos (SOC) afetada. As reações adversas mais comuns reportadas nos documentos oficiais referem-se aos sistemas Gastrointestinal e Imunitário.

As reações adversas documentadas oficialmente são categorizadas pela sua frequência observada, utilizando principalmente os níveis regulamentares estabelecidos em fontes oficiais de informação sobre o medicamento:

Classificação Exemplos de Reações Adversas (SOC)
Pouco frequentes Reações de hipersensibilidade (ex: exantema, prurido), Cefaleias, Acufenos (zumbidos), Pirexia (febre)
Raras Dispepsia, Estomatite
Muito raras Reação anafilática/anafilatoide, Hemorragia

As reações adversas graves documentadas incluem eventos raros como o choque anafilático e reações cutâneas adversas graves, incluindo a Síndrome de Stevens-Johnson (SSJ) e a Necrólise Epidérmica Tóxica (NET), cuja frequência é classificada como Desconhecida. Estes eventos graves envolvem as classes de sistemas Vascular, Imunitário e da Pele/Tecido Subcutâneo.

Notas de Segurança para Populações Específicas

A rotulagem oficial assinala considerações de segurança específicas para certas populações de doentes. Está documentada precaução para indivíduos com historial de asma brônquica devido ao potencial de broncoespasmo. Da mesma forma, doentes com historial de úlceras pépticas são mencionados devido ao risco documentado de hemorragia gastrointestinal. O medicamento é formalmente contraindicado caso o doente apresente hipersensibilidade conhecida à substância ativa ou a qualquer um dos seus excipientes. As reações de hipersensibilidade podem manifestar-se particularmente no início do tratamento.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

Os documentos oficiais detalham manifestações específicas e ações de emergência obrigatórias em caso de sobredosagem com acetilcisteína. As apresentações de sobredosagem documentadas incluem uma gama de sinais sistémicos e cutâneos, tais como hipotensão, taquicardia, rubor facial, erupção cutânea, urticária e broncoespasmo.

Resultados mais graves e potencialmente fatais, descritos na literatura, incluem anafilaxia fatal, convulsões e o potencial de compromisso agudo do sistema de órgãos, como edema cerebral e insuficiência renal aguda.

É necessária atenção médica imediata perante a observação de quaisquer manifestações graves, incluindo hipotensão grave, pieira, falta de ar ou sinais de uma reação sistémica. A resposta clínica requer a interrupção imediata da administração do fármaco e o início do tratamento de suporte adequado. Para a gestão da sobredosagem por via oral, o estômago deve ser esvaziado prontamente através de lavagem ou emese induzida.

A gestão é estritamente sintomática e de suporte, uma vez que não se conhece nenhum antídoto específico para a própria acetilcisteína. A monitorização hospitalar contínua das funções hepática e renal, bem como dos eletrólitos, é um passo recomendado. Além disso, as diretrizes para populações específicas requerem que o volume total de fluidos administrados seja reduzido para doentes com peso inferior a 40 kg, de modo a prevenir a sobrecarga hídrica.

Usos terapêuticos de ACC 100

O que o ACC 100 trata: Principais Utilizações e Benefícios

Aliviar o Peso do Muco Respiratório Espesso

O medicamento é utilizado para abordar conjuntos de sintomas que podem tornar-se intensos ou disruptivos, especificamente aqueles relacionados com o muco viscoso e aderente no trato respiratório. A sua utilização é relevante para a gestão de sintomas que interferem com o conforto diário em condições que apresentam episódios agudos, como a bronquite aguda, e em doenças crónicas das vias respiratórias, como a DPOC e a fibrose quística. O seu uso é considerado pertinente em diversas áreas onde é necessário apoio sintomático adicional para condições que apresentam secreções mucosas anormais em doenças broncopulmonares. O principal benefício é proporcionar um alívio de suporte que pode ajudar a gerir os sintomas relacionados com o desconforto físico causado pela dificuldade em eliminar o muco, auxiliando na manutenção da estabilidade funcional e contribuindo para um melhor conforto diário durante os períodos sintomáticos. Conforme descrito na informação oficial do fármaco para a acetilcisteína, este agente é habitualmente utilizado para auxiliar em caso de secreções mucosas anormais em doenças broncopulmonares.

Antídoto Agudo e Suporte Orgânico em Toxicologia

Um domínio terapêutico distinto e especializado é aplicado em contextos clínicos que envolvem a ingestão tóxica aguda. É frequentemente utilizado como um agente aplicado na abordagem à ingestão tóxica aguda após uma sobredosagem de paracetamol, sendo relevante em contextos que envolvem uma elevada carga sistémica. Neste cenário de emergência, fornece um apoio que ajuda a manter uma sensação de estabilidade quando os sintomas são mais percetíveis, oferecendo um alívio de suporte que pode auxiliar na estabilidade funcional durante esta fase crítica.


“O ACC 100 fornece um suporte que ajuda a aliviar o peso global dos sintomas associados à congestão do peito e ao muco espesso e persistente.”

Facto Rápido: Aplicado em contextos onde é necessária assistência sintomática de curto prazo para secreções mucosas viscosas.

Critérios de utilização e restrições

Elegibilidade Regulamentar Oficial para o ACC 100

A elegibilidade para o ACC 100 (Acetilcisteína) é estritamente definida pelas autoridades regulamentares com base em grupos populacionais e condições pré-existentes.


Populações para as quais a utilização é contraindicada (Não deve utilizar):

  • Doentes com hipersensibilidade ou alergia documentada à acetilcisteína ou a qualquer componente da formulação.
  • Crianças com menos de 2 anos de idade para a indicação mucolítica, devido ao risco de obstrução das vias respiratórias.
  • Doentes com ulceração péptica ativa.

Regras de elegibilidade relacionadas com a idade:

  • O medicamento está aprovado para adultos e adolescentes (normalmente a partir dos 14 anos).
  • Formulações de menor dosagem são permitidas para crianças com idade igual ou superior a 2 anos.

Restrições relacionadas com a elegibilidade:

  • A utilização requer precaução especial em doentes com asma ou historial de broncoespasmo, necessitando de supervisão médica próxima.
  • É também necessária cautela em doentes com historial de úlceras gástricas ou naqueles em risco de hemorragia gástrica.
  • Os doentes idosos ou debilitados devem ser monitorizados devido ao potencial para um reflexo da tosse reduzido, o que pode afetar a eliminação de secreções.

Estado de Gravidez e Lactação:

  • A utilização não é, geralmente, recomendada durante a gravidez e a lactação devido a dados insuficientes de segurança em humanos, devendo apenas ocorrer após uma avaliação rigorosa do benefício-risco por parte de um profissional de saúde.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

A documentação regulamentar oficial detalha padrões de interação específicos para a acetilcisteína (ACC 100) que estabelecem restrições na administração e requerem monitorização.


Interações Farmacodinâmicas e Químicas

A coadministração com antitússicos (supressores da tosse) não é recomendada, uma vez que a redução do reflexo da tosse pode impedir a eliminação do aumento das secreções brônquicas resultante da ação mucolítica do ACC 100.

Quando combinada com a nitroglicerina, existe a possibilidade de efeitos aditivos na pressão arterial; esta combinação pode potenciar a ação vasodilatadora e o efeito hipotensor da nitroglicerina. A monitorização de pressão arterial baixa está especificada nestes casos.

Devido ao risco de inativação in vitro com agentes como antibióticos orais (ex.: cefalosporinas), é obrigatório um intervalo de duas horas entre a administração de antibióticos orais e a de ACC 100. Além disso, a solução oral de ACC 100 não deve ser misturada com outros produtos medicinais na mesma preparação.

Outras Restrições Documentadas

Tipo de Restrição Substância ou Condição de Interação Resultado Regulamentar / Restrição
Restrição de Excipientes Aspartame (em formas efervescentes) Precaução em indivíduos com Fenilcetonúria (PKU) devido ao teor de fenilalanina.
Interferência em Testes Laboratoriais Salicilatos; Cetonas Interferência oficialmente documentada em métodos específicos de ensaio colorimétrico para estas substâncias.
Restrição de Absorção Carvão Ativado Pode reduzir a eficácia da acetilcisteína, particularmente durante a sua utilização como antídoto agudo.

Estas condicionantes definem os requisitos e limitações de administração necessários que devem ser respeitados ao utilizar o ACC 100 em conjunto com outros medicamentos ou durante procedimentos de testes clínicos.

Mecanismo de ação

Como funciona o ACC 100

O ACC 100 contém a substância ativa acetilcisteína, um agente mucolítico desenvolvido para facilitar a eliminação do muco excessivo nas vias respiratórias. Este composto atua diretamente na estrutura das secreções brônquicas, intervindo na composição química do muco que se torna espesso e viscoso durante processos inflamatórios ou infecções do sistema respiratório.

A eficácia do medicamento baseia-se na sua capacidade de fragmentar as pontes de dissulfureto das mucoproteínas. Ao romper estas ligações, a acetilcisteína reduz a viscosidade do muco, tornando-o mais fluido e menos aderente às paredes dos brônquios. Este processo de liquefação é fundamental para que os mecanismos naturais de limpeza do organismo, como o movimento dos cílios vibráteis e o reflexo da tosse, consigam transportar e expelir as secreções de forma mais eficiente.

Além da sua ação mucolítica, o ACC 100 desempenha um papel importante na proteção celular. A acetilcisteína é um precursor da glutationa, um antioxidante essencial presente no corpo humano. Ao promover a síntese de glutationa, o medicamento auxilia na neutralização de radicais livres e substâncias oxidantes que podem causar danos nos tecidos pulmonares. Esta dupla ação ajuda a aliviar a congestão e contribui para a recuperação da função respiratória normal, sem interferir significativamente nos mecanismos fisiológicos de base do sistema respiratório.

Informações sobre dosagem e administração

Como Utilizar o ACC 100: Orientações de Administração

A administração de acetilcisteína (ACC 100) segue protocolos específicos baseados nas indicações aprovadas, abrangendo tanto a sua aplicação mucolítica comum quanto o tratamento especializado como antídoto em casos de toxicidade aguda por paracetamol.


Âmbito da Administração

Característica Princípios Oficiais de Administração
Via de Administração O medicamento está aprovado para utilização Oral (comprimidos efervescentes, granulado ou solução), Endovenosa (perfusão IV) e Inalatória (através de nebulização ou instilação direta).
Esquema Posológico Uso Mucolítico: Os regimes padrão incluem 600 mg uma vez ao dia ou 200 mg três vezes ao dia (totalizando 600 mg/dia). Uso como Antídoto: Requer um regime rigoroso baseado no peso, como um total de 300 mg/kg administrados através de um protocolo de três perfusões IV ao longo de 21 horas.
Requisitos de Preparação As formas farmacêuticas orais, como comprimidos efervescentes e granulados, devem ser totalmente dissolvidas em água antes da sua ingestão. As soluções para injeção devem ser diluídas em fluidos intravenosos apropriados antes de se iniciar a perfusão.
Duração do Tratamento Em situações agudas, a utilização é geralmente de curta duração, entre 5 a 10 dias. Em patologias respiratórias crónicas, o uso pode ser prolongado por períodos de até seis meses.
Condições Especiais Uso Concomitante: Antibióticos orais devem ser tomados com um intervalo de, pelo menos, duas horas antes ou depois da administração oral de acetilcisteína. Janela Terapêutica (Antídoto): O início do tratamento deve ocorrer dentro de oito horas após a ingestão aguda para maximizar o efeito protetor.
Regras por Grupo Etário O volume total de fluido IV administrado para uso como antídoto deve ser ajustado em doentes com peso inferior a 40 kg. Estão também especificadas doses pediátricas para uso mucolítico em certas formulações, como 200 mg diários para lactentes.

Integração no Protocolo de Utilização

As orientações estabelecem uma estrutura rigorosa para a administração, diferenciando claramente entre os esquemas diários de dose reduzida para aplicações mucolíticas e os protocolos de perfusão de dose elevada, em múltiplas etapas e com prazos críticos, utilizados como antídoto. Esta estrutura define a frequência, a preparação e as regras de duração precisas que devem ser seguidas de acordo com o contexto específico de utilização do medicamento.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o ACC 100

Evidência na Síndrome de Fadiga Crónica (SFC)

A investigação científica tem explorado a aplicação do ACC 100 em indivíduos com Síndrome de Fadiga Crónica (SFC), uma condição reconhecida pelas suas limitações funcionais. Os investigadores utilizaram ensaios clínicos aleatorizados e controlados (ECAC) de curto e médio prazo, a par de alguns estudos abertos, incidindo principalmente em populações adultas. Os estudos analisaram alterações nos resultados reportados pelos doentes, tais como a fadiga e a função, monitorizando a evolução dos sintomas nas populações observadas. A investigação documenta medições registadas durante o período do estudo, em conformidade com a experiência relatada pelos doentes.

É importante compreender que a evidência para esta indicação é limitada. Os períodos de acompanhamento foram curtos, o que significa que os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos. Além disso, o tamanho das amostras em muitos ensaios foi modesto e os dados relativos a determinados grupos permanecem insuficientes.


Evidência na Fibromialgia (FM)

Diversos estudos avaliaram o ACC 100 em indivíduos com Fibromialgia, uma patologia caracterizada por manifestações flutuantes e resultados relacionados com o desconforto físico. A investigação envolveu sobretudo ensaios aleatorizados de curto prazo focados na medição de resultados comunicados pelos próprios doentes. A investigação explorou mudanças em indicadores fundamentais, como a dor e a qualidade do sono ao longo do tempo, através da monitorização de pontuações de intensidade de dor, qualidade do descanso e funcionamento diário. Os resultados oferecem uma perspetiva sobre as alterações de curto prazo nestes indicadores subjetivos.

Embora exista investigação, o grau de certeza quanto ao impacto a longo prazo permanece baixo. Existe informação limitada para resultados a longo prazo que ultrapassem aproximadamente os seis meses. Além disso, verifica-se uma falta de evidência comparativa face a todas as outras terapias disponíveis. Uma vez que esta investigação envolve condições onde a intensidade dos sintomas pode variar, a qualidade da evidência oscila entre os diferentes estudos.


Estudos de longo prazo e acompanhamento

A observação de alterações de curto prazo nos sintomas foi o foco da maioria dos estudos disponíveis. Estes estudos oferecem dados sobre intervalos de tempo definidos, geralmente de curta a média duração. Atualmente, verifica-se uma lacuna de evidência abrangente proveniente de estudos com acompanhamento prolongado, o que implica que os efeitos a longo prazo não estão totalmente determinados e a durabilidade dos padrões observados ainda é incerta.


O que permanece incerto sobre o ACC 100

O corpo atual de investigação contribui para o panorama geral da evidência, mas apresenta várias limitações importantes. O tamanho das amostras foi modesto e os tempos de acompanhamento foram limitados. Os resultados revelaram-se mistos entre os diferentes estudos, e a dependência de resultados reportados pelos doentes significa que as experiências individuais podem divergir das médias dos grupos apresentadas nos estudos. A investigação fornece contexto, mas não previsões individuais.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o ACC 100 (FAQ)


P: O ACC 100 é um antibiótico, um antitússico ou algo diferente?

R: O ACC 100 é classificado principalmente como um agente mucolítico. Isto significa que o seu propósito principal é decompor e fluidificar o muco espesso. De acordo com as informações oficiais do produto, não se trata de um antibiótico. Além disso, as diretrizes aconselham contra a sua utilização em conjunto com antitússicos fortes, uma vez que a sua ação visa ajudar na eliminação do muco fluidificado.


P: Tomar o ACC 100 com alimentos ou com o estômago vazio faz diferença?

R: Algumas formulações de acetilcisteína contêm instruções para serem tomadas após as refeições, dissolvidas em água. Estes requisitos de administração são estabelecidos para otimizar a eficácia e a tolerabilidade. Recomenda-se que os doentes consultem o folheto informativo oficial do produto, uma vez que as instruções podem variar consoante a formulação específica.


P: Quais são os componentes ou excipientes na formulação do ACC 100 além da substância ativa?

R: O produto ACC 100 contém a substância ativa, a acetilcisteína, juntamente com vários excipientes (ingredientes inativos). Os excipientes comuns encontrados em comprimidos efervescentes podem incluir lactose, sacarose, compostos de sódio e agentes aromatizantes. A lista completa destes componentes está disponível na rotulagem oficial da apresentação específica do produto.


P: O ACC 100 está disponível em diferentes formas (ex.: comprimido efervescente, pó, xarope)?

R: A substância ativa, a acetilcisteína, é fabricada em múltiplas formas para se adaptar a diferentes necessidades. Estas formas incluem habitualmente comprimidos efervescentes, granulados para solução oral e soluções injetáveis estéreis para uso hospitalar. A disponibilidade de outras formas, como xarope, depende da marca específica e da aprovação regulamentar em cada país.


P: O ACC 100 é seguro para mulheres que estão a amamentar?

R: Os documentos oficiais indicam geralmente que a utilização durante a lactação não é recomendada devido à falta de dados de segurança humanos suficientes. Embora algumas informações refiram que não são esperados efeitos no lactente em doses terapêuticas, aconselha-se precaução. A utilização, se considerada, deve ser precedida de uma avaliação rigorosa do benefício-risco realizada por um profissional de saúde.


P: Quais são as recomendações gerais para grávidas relativamente ao ACC 100?

R: O uso de ACC 100 durante a gravidez não é, por norma, recomendado, dado que não existem dados humanos suficientes que confirmem a sua segurança. A utilização durante este período é geralmente considerada apenas quando essencial, devendo o início ser precedido de uma avaliação rigorosa de risco-benefício realizada por um profissional de saúde.


P: O ACC 100 trata a tosse seca ou a tosse com expetoração?

R: O ACC 100 é indicado para condições que envolvem a produção excessiva de muco viscoso ou expetoração espessa. O seu propósito é fluidificar as secreções e ajudar o corpo a eliminá-las, o que significa que se destina a tratar a tosse com expetoração ou produtiva.


P: O ACC 100 serve apenas para a congestão pulmonar ou também ajuda na congestão nasal?

R: As indicações oficiais aprovam o ACC 100 principalmente para reduzir a viscosidade das secreções brônquicas — o muco encontrado nas vias respiratórias inferiores (pulmões). Embora atue sobre o muco de forma geral, o âmbito de aplicação foca-se em facilitar a expetoração do trato respiratório.


P: Porque é que se diz que o ACC 100 tem sabor ou cheiro a enxofre ou a ovos podres?

R: A substância ativa, a acetilcisteína, é um composto de tiol, o que significa que contém enxofre naturalmente. Por esse motivo, o produto pode ter um odor sulfuroso característico e suave. Este aroma é específico do medicamento e não indica que a preparação esteja danificada ou seja ineficaz.


P: É normal tossir mais após começar a tomar o ACC 100?

R: Sim, pode ser normal. No início do tratamento, o volume das secreções brônquicas pode aumentar temporariamente. Isto deve-se ao efeito de liquefação do fármaco, que torna o muco mais fluido e estimula o corpo a tossir mais para eliminar o aumento de fluidez.


P: Qual é a diferença entre o ACC 100 e outras dosagens de ACC (como o ACC 200 ou o ACC 600)?

R: O número (ex.: 100, 200, 600) refere-se diretamente à dosagem em miligramas da substância ativa, a acetilcisteína, nessa forma farmacêutica específica. As diferentes dosagens estão aprovadas para esquemas posológicos distintos, adaptados a adultos ou crianças, dependendo da necessidade terapêutica.


P: Existem estudos que apoiem o uso do ACC 100 para alergias sazonais?

R: As indicações oficiais para o ACC 100 focam-se em condições respiratórias com muco espesso. A evidência de investigação documenta estudos que exploram o seu uso em condições como a Síndrome de Fadiga Crónica (SFC) e a Fibromialgia (FM), e não especificamente para alergias sazonais.


P: O ACC 100 tem propriedades antioxidantes reconhecidas?

R: Sim. Além da sua ação mucolítica, a acetilcisteína é utilizada por ser um precursor do aminoácido L-cisteína. A L-cisteína é essencial para a síntese de glutatião, que é um antioxidante endógeno fundamental no organismo.


P: O ACC 100 é utilizado para outras condições além de problemas de muco respiratório?

R: Sim, o uso é sustentado para outra aplicação crítica. Devido à sua ação como precursor do glutatião, a acetilcisteína é também utilizada como um antídoto especializado no tratamento da intoxicação aguda por paracetamol (acetaminofeno).


P: O ACC 100 pode ser dissolvido em outras bebidas além de água?

R: Os requisitos de preparação estipulam que as formas orais, como comprimidos efervescentes e granulados, devem ser completamente dissolvidas em água antes da ingestão. Além disso, a solução oral preparada não deve ser misturada com nenhum outro produto medicinal na mesma preparação.


P: Existe um número máximo de dias recomendado para tomar ACC 100?

R: A duração do tratamento depende da condição que está a ser tratada. Para situações agudas, o uso é tipicamente de curto prazo, entre 8 a 10 dias. Contudo, em condições respiratórias crónicas, a utilização pode ser prolongada por períodos maiores, por vezes até seis meses. A decisão de uso prolongado deve basear-se no julgamento clínico.


P: É melhor tomar o ACC 100 de manhã ou à noite?

R: As informações oficiais geralmente não especificam uma hora ideal do dia para todos os doentes. No entanto, para grupos específicos, como idosos ou indivíduos debilitados com capacidade de tossir reduzida, algumas formulações recomendam que a dose seja tomada preferencialmente de manhã.


P: Tomar ACC 100 pode causar sonolência ou afetar a condução?

R: A documentação para as formas orais de acetilcisteína não refere, habitualmente, qualquer efeito sobre a capacidade de conduzir ou utilizar máquinas. Portanto, efeitos como a sonolência são considerados improváveis com este medicamento.


P: O ACC 100 contém lactose e isto é uma preocupação para pessoas com intolerância?

R: Sim, algumas formulações, particularmente os comprimidos efervescentes, contêm lactose. Problemas hereditários raros, como a deficiência total de lactase ou a intolerância à galactose, constituem uma contraindicação para a toma deste medicamento.


P: Existem problemas conhecidos ao tomar ACC 100 seguindo uma dieta pobre em sódio?

R: Sim, doentes com uma dieta controlada em sódio devem ter em atenção que algumas formulações efervescentes contêm sódio. O teor de sódio deve ser considerado no cálculo da ingestão diária do doente.


P: O ACC 100 pode ser tomado com antitússicos?

R: As diretrizes oficiais desaconselham a utilização simultânea de ACC 100 com agentes antitússicos. A razão principal é que a inibição do reflexo da tosse pode impedir o organismo de eliminar as secreções brônquicas fluidificadas pela ação mucolítica.


P: É normal que a cor do ACC 100 dissolvido mude?

R: Foi observada uma alteração na cor das soluções de acetilcisteína, como a passagem para um tom roxo claro. Esta mudança de cor não é geralmente considerada um indício de perda de segurança ou eficácia.


P: O ACC 100 pode ser usado no tratamento prolongado de doenças pulmonares crónicas?

R: Sim, o ACC 100 é indicado como adjuvante no tratamento de condições respiratórias crónicas, como a bronquite crónica. O uso pode estender-se por períodos de seis meses ou mais, baseando-se no julgamento clínico.


P: Os ensaios clínicos sugerem que o ACC 100 é eficaz para a tosse das crianças?

R: O medicamento está aprovado para dosagens específicas em crianças a partir dos dois anos de idade para a indicação mucolítica. Esta autorização baseia-se na ação da acetilcisteína na redução da viscosidade do muco para ajudar a facilitar a eliminação da expetoração.

Como ACC 100 deve ser armazenado e descartado?

Como Conservar e Eliminar o ACC 100

As informações oficiais determinam condições específicas para a conservação e eliminação do ACC 100 (comprimidos efervescentes de acetilcisteína), com o objetivo de manter a estabilidade do produto e garantir a segurança.


Requisitos de Conservação

Categoria Requisito
Temperatura Conservar abaixo de 30°C.
Proteção Deve ser protegido da humidade e da luz.
Regra do Recipiente Manter na embalagem de origem e manter o recipiente bem fechado.
Solução Preparada A solução dissolvida deve ser utilizada de imediato e não deve ser guardada.

Eliminação e Segurança

Mantenha sempre o ACC 100 fora da vista e do alcance das crianças.

O produto não utilizado ou fora do prazo de validade não deve ser deitado no lixo doméstico nem eliminado através de águas residuais. Os doentes devem seguir os regulamentos locais e consultar um farmacêutico para obter orientações sobre a eliminação correta.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a ACC 100 encontrado em:

ÍNDICE A-Z: