ACAM2000

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ACAM2000

Método de ação: Vaccine

Opção de tratamento:

Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de ACAM2000

Propriedade Descrição
Princípio ativo Vírus da vacínia vivo
Forma farmacêutica Pó liofilizado para reconstituição
Classe farmacológica Vacina viral (Agente de imunização)
Uso comum Imunização ativa contra a varíola e mpox
Origem Biológica (Vacina de vírus vivo, derivada de uma estirpe de ortopoxvírus)

Que tipo de vacina é a ACAM2000? (Identidade e Classificação)

A ACAM2000 é designada oficialmente como uma Vacina contra a Varíola (Vacínia), Viva, e está classificada na classe farmacológica abrangente das Vacinas Virais, uma categoria clinicamente reconhecida para preparações concebidas para estimular o sistema imunitário. Este produto é especificamente uma vacina de vírus vivo, o que significa que contém uma forma viva e atenuada do vírus que se replica ativamente no organismo para estimular a imunidade. É considerada uma vacina contra a varíola de segunda geração, representando um produto moderno derivado de culturas celulares, desenvolvido para substituir versões anteriores. A purificação do isolado específico CL2 da estirpe do New York City Board of Health (NYCBH) conferiu-lhe uma distinção ao oferecer um processo de fabrico padronizado.

Princípio Ativo e Forma de Preparação (Composição e Origem)

O único princípio ativo da ACAM2000 é o vírus da vacínia vivo. O medicamento é fornecido como um pó liofilizado — o seu estado seco e estável — e é referido como o Componente de Antigénio Liofilizado, Vivo. Esta apresentação única requer preparação: o pó deve ser meticulosamente misturado com o Componente Diluente fornecido para criar o líquido da vacina reconstituída. Este método de administração é integrante da sua função, permitindo que o componente viral aceda às camadas superficiais da pele, um requisito para a indução de uma resposta imunitária local.

Propósito Geral: Porque é utilizada a ACAM2000? (Benefício)

O propósito geral da ACAM2000 é proporcionar imunização ativa contra a doença grave causada pela varíola e ortopoxvírus relacionados, incluindo o vírus mpox. Um cenário de utilização típico envolve a administração da vacina a pessoal militar ou profissionais de saúde que sejam determinados como estando em risco elevado devido a uma potencial exposição num contexto de preparação. A vacina atua introduzindo o vírus da vacínia vivo no organismo para treinar o sistema imunitário, levando-o a gerar anticorpos protetores e células de memória de longa duração. Este treino preventivo estabelece uma defesa concebida para evitar a doença grave ou mitigar significativamente o seu impacto perante uma exposição futura ao patógeno real.

Quais efeitos secundários são possíveis com ACAM2000?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança da ACAM2000 é caracterizado tanto pela reação local esperada — essencial para uma imunização bem-sucedida — como por um espetro de reações adversas sistémicas oficialmente documentadas. Estes efeitos estão formalmente classificados nos documentos regulamentares com base na sua frequência.

Reações Adversas Classificadas por Frequência

Os efeitos mais comuns surgem frequentemente nas primeiras duas semanas após a vacinação:

  • Muito Frequentes: Cefaleia (dor de cabeça), febre, fadiga e a reação localizada no local de administração (que inclui dor, sensibilidade e vermelhidão).
  • Frequentes: Mialgia (dores musculares), náuseas, vómitos e linfadenopatia (gânglios linfáticos inchados).

Reações Adversas Graves e Riscos Sistémicos

Embora raras, a utilização desta vacina de vírus vivo está associada a várias reações adversas graves documentadas na rotulagem oficial, afetando múltiplos sistemas:

  • Distúrbios Cardíacos: Os riscos incluem a miocardite (inflamação do músculo cardíaco) e a pericardite (inflamação do saco que envolve o coração), que surgem tipicamente entre 3 a 4 semanas após a vacinação.
  • Complicações Cutâneas e do Sistema Nervoso: As reações graves documentadas incluem o Eczema Vacinatum (uma erupção cutânea grave em indivíduos com historial de eczema), a Vacínia Progressiva (uma lesão persistente que não cicatriza, principalmente em indivíduos imunocomprometidos) e a Encefalite Pós-vacinativa (inflamação do cérebro).

Restrições de Segurança Específicas para Populações

As declarações de segurança regulamentares impõem restrições específicas à utilização em grupos de alto risco. A vacina não deve ser utilizada em indivíduos com imunossupressão grave (devida a doença ou medicação) ou naqueles com historial atual ou passado de dermatite atópica ou eczema, devido ao risco significativamente aumentado de complicações graves. O uso é também restrito durante a gravidez e o aleitamento. Adicionalmente, o vírus vivo pode ser transmitido por contacto, exigindo medidas para isolar o local da vacinação até que a crosta se desprenda.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

O perfil regulamentar desta vacina de vírus vivo aborda eventos de elevada gravidade, ou Complicações Graves, em vez de uma sobredosagem de fármaco tradicional resultante de uma dose excessiva. Estes resultados graves representam riscos potencialmente fatais que exigem uma intervenção de emergência imediata.

As apresentações graves documentadas envolvem diversos sistemas fisiológicos. As complicações cardíacas, que podem levar a incapacidade grave ou morte, incluem a miocardite e a pericardite (inflamação do músculo cardíaco e da membrana que o envolve). Estão também listadas complicações neurológicas como a encefalite (inflamação do cérebro). As complicações cutâneas graves, incluindo a vacínia progressiva (uma ferida em expansão que não cicatriza) e o eczema vaccinatum, são manifestações documentadas.

O momento para procurar ajuda urgente é definido explicitamente pelos sintomas. É necessária assistência médica imediata perante sintomas indicativos de complicações cardíacas, especificamente dor torácica, dificuldade respiratória ou palpitações. Os profissionais de saúde são instruídos a contactar imediatamente os serviços médicos de emergência em caso de qualquer reação vacinal aguda grave. O risco destas complicações é acrescido em certas populações, nomeadamente em pessoas com doença cardíaca, distúrbios de imunodeficiência ou historial de eczema. A gestão das complicações envolve terapêuticas de suporte específicas, incluindo a Imunoglobulina Intravenosa de Vacínia (VIGIV) e o medicamento antiviral Tecovirimat (TPOXX).

Usos terapêuticos de ACAM2000

O que a ACAM2000 trata: principais utilizações e benefícios

A ACAM2000 é utilizada para proporcionar imunização ativa contra duas doenças graves causadas por Ortopoxvírus: a varíola e a mpox (anteriormente conhecida como varíola dos macacos). Esta aplicação terapêutica é relevante em contextos de biodefesa ou de preparação de saúde pública contra estas condições. A vacina pode ser aplicada para oferecer proteção de suporte a indivíduos que, de uma forma geral, sejam determinados como estando em elevado risco de infeção.

O principal benefício contribui para atenuar a carga sintomática global, ao abordar os sintomas associados a episódios graves e disruptivos de uma infeção plena por Ortopoxvírus. Isto inclui a profilaxia contra sintomas relacionados com o desequilíbrio sistémico e aqueles que envolvem estados inflamatórios ou irritativos.

“O objetivo primordial da imunização é estabelecer uma proteção preventiva contra estas condições altamente virulentas.”

A vacina é comummente utilizada em situações que apresentam episódios agudos ou disruptivos de exposição, sendo aplicada em contextos clínicos que envolvem a antecipação de contacto ou o contacto recente com o vírus. Esta utilização direcionada pode auxiliar na manutenção da estabilidade funcional entre grupos de pacientes críticos durante períodos temporários de risco acrescido.


Facto Rápido: Alívio de Sintomas de Doenças Graves A vacina é relevante para atenuar os sintomas sistémicos graves e as potenciais complicações associadas à varíola e à mpox.

Critérios de utilização e restrições

A elegibilidade para a ACAM2000 é estritamente definida pelas autoridades regulamentares devido ao seu estatuto de vacina de vírus vivo replicante. Destina-se a adultos com 18 anos de idade que sejam determinados como estando em elevado risco de infecção por varíola ou mpox, geralmente num contexto de preparação de saúde pública.

Populações Contraindicadas

A utilização é contraindicada (não deve ser administrada) nos seguintes grupos, conforme estabelecido nos documentos regulamentares oficiais:

  • Indivíduos com imunodeficiência grave (por exemplo, aqueles sob terapia imunossupressora, com SIDA ou em pós-transplante de medula óssea).
  • Indivíduos com dermatite atópica (eczema) activa ou historial da mesma, ou outras condições cutâneas esfoliativas activas.
  • Mulheres grávidas e indivíduos com uma alergia grave conhecida à vacina ou aos seus componentes (por exemplo, proteína do ovo, neomicina).

Uso Restrito e Condicional

Categoria Estatuto Regulamentar
Risco Cardíaco Não recomendado para vacinação primária em indivíduos com doença cardíaca subjacente conhecida ou três ou mais factores de risco cardíaco major.
Restrição de Idade A segurança e eficácia não foram estabelecidas em adultos com 65 ou mais anos; a utilização em crianças com menos de 18 anos está condicionada a um risco iminente e esmagador.
Lactação Não recomendado durante o aleitamento devido ao risco de transmissão do vírus ao lactente por contacto.

Estes condicionalismos estabelecem proibições absolutas para populações susceptíveis a infecções disseminadas graves e impõem restrições rigorosas a indivíduos com condições cardíacas pré-existentes.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

O perfil oficial de interações da ACAM2000 é definido principalmente por antagonismo farmacodinâmico (FD) documentado e por requisitos de intervalo temporal entre administrações. Não estão listadas na rotulagem regulamentar interações farmacocinéticas sistémicas mediadas por enzimas CYP ou por transportadores.

Interações Documentadas e Condicionalismos

Classificação Agentes ou Condições de Interação Restrição Regulamentar
Combinação Contraindicada Agentes imunossupressores (incluindo biológicos específicos e quimioterapia) A coadministração está formalmente contraindicada devido ao risco de eficácia reduzida da vacina e de eventos adversos graves (ex: vacínia progressiva).
Intervalo Temporal Outras vacinas vivas injetáveis A administração deve ser separada por um mínimo de 28 dias. É também necessário um intervalo de, pelo menos, três meses após a interrupção de terapia imunossupressora intensa.
Restrição de Procedimento Álcool (como desinfetante cutâneo) O álcool deve evaporar completamente e a pele deve estar seca antes da inoculação, uma vez que está documentado que o álcool inativa diretamente o componente do vírus vivo.
Notas sobre Condições Distúrbios de imunodeficiência; esteroides tópicos oculares Indivíduos com distúrbios de imunodeficiência apresentam um risco acrescido de complicações graves. Existe cautela documentada para utilizadores de esteroides tópicos para condições oculares.
Interferência Laboratorial Testes de Tuberculose e Sífilis Está documentado que a vacina interfere com estes testes de diagnóstico específicos, podendo originar resultados imprecisos até seis semanas.

O perfil de interações estrutura-se em torno do risco de complicações graves e da diminuição do efeito vacinal, situações documentadas quando o vírus vivo interage com estados ou agentes que suprimem o sistema imunitário.

Mecanismo de ação

Apresentação Inicial do Antigénio

O mecanismo da ACAM2000 é impulsionado pelo componente do vírus da vacínia vivo e atenuado. As partículas virais replicam-se localmente no local da inoculação, o que resulta na expressão e apresentação de antigénios virais às Células Apresentadoras de Antigénios (APCs) no tecido circundante.

Resposta Imunitária Adaptativa

Esta estimulação antigénica inicial inicia uma resposta imunitária primária. Após a captação e apresentação do antigénio pelas APCs, a cascata leva à subsequente mobilização e proliferação de respostas imunitárias mediadas por células B e células T.

Estabelecimento de Memória Imunitária

Esta resposta imunitária adaptativa é a base para o estabelecimento de memória imunitária específica para os antigénios virais da vacínia. A consequência mecânica desta exposição é a produção a longo prazo de células de memória e anticorpos circulantes.

Informações sobre dosagem e administração

Âmbito e Técnica de Administração

A ACAM2000 é administrada exclusivamente por via percutânea, recorrendo à técnica de escarificação, que envolve a realização de punções superficiais na pele. Esta vacina não deve ser administrada através de qualquer forma de injeção, incluindo as vias intradérmica, subcutânea, intramuscular ou intravenosa.


Preparação e Estrutura do Procedimento

O medicamento é fornecido como um pó liofilizado e deve ser colocado à temperatura ambiente antes de ser reconstituído com 0,3 mL do diluente fornecido. O frasco deve ser rodado suavemente para misturar os componentes, com instruções explícitas de que não deve ser sacudido. Uma vez preparada, o procedimento padronizado consiste na aplicação de uma gota da vacina reconstituída sobre a pele, administrando-se a dose com uma agulha bifurcada estéril através de 15 punções rápidas.


Esquema Posológico e Condições Especiais

Para a imunização primária, o regime consiste numa dose única, que fornece entre 2,5 x 10^5 e 12,5 x 10^5 PFU do vírus vivo. Para indivíduos específicos com exposição profissional elevada e contínua, está previsto um reforço de dose única a cada 3 anos.

Quanto às regras por faixa etária, a vacina pode ser considerada para utilização em pessoas com idade igual ou superior a 1 ano que sejam determinadas como estando em elevado risco de exposição. Uma condição procedimental especial crítica é que o local da vacinação permanece infecioso até que a crosta se desprenda naturalmente e a área esteja totalmente cicatrizada. São necessários procedimentos de contenção adequados durante todo este período.

Evidência clínica recente

ACAM2000: Evidência Clínica Recente

Eficácia e Imunogenicidade

A ACAM2000 é uma vacina de vírus vacínia vivo, com capacidade de replicação, utilizada para a imunização ativa contra a varíola e a mpox (anteriormente designada varíola dos macacos) em indivíduos de alto risco. A sua eficácia contra a varíola baseia-se em dados históricos da vacina de geração anterior, a Dryvax, e em dados de ensaios clínicos que demonstram uma resposta imunitária semelhante, ou não-inferioridade, tanto em adultos nunca vacinados como em indivíduos revacinados. Os estudos medem habitualmente a formação de uma reação localizada (vaccinia take) e a produção de anticorpos neutralizantes.

A evidência de proteção contra a mpox é inferida a partir da eficácia da vacina contra a varíola e de dados de estudos em animais que envolveram ortopoxvírus. Isto é corroborado por dados observacionais de surtos humanos de mpox, que sugerem que a vacinação prévia contra a varíola pode reduzir o risco de infeção.


Perfil de Segurança e Eventos Adversos

A ACAM2000 está associada a um perfil de segurança específico devido à natureza do vírus vacínia vivo. Importantes estudos de vigilância focaram-se na incidência de eventos adversos graves.

Categoria do Evento Resultados Reportados
Cardiovascular Foram reportados casos de miocardite (inflamação do músculo cardíaco) e pericardite (inflamação do tecido que rodeia o coração), principalmente em recetores da primeira dose da vacina. As taxas de miopericardite entre os vacinados foram estimadas em aproximadamente 20 por 100.000, com uma incidência superior observada em homens jovens.
Infeções Complicações raras mas graves, como a vacínia progressiva (disseminação descontrolada do vírus) e a vacínia generalizada, foram notificadas, particularmente em indivíduos com sistemas imunitários enfraquecidos ou certas condições cutâneas, como o eczema.
Risco de Transmissão O vírus vivo pode ser transmitido do recetor para pessoas não vacinadas através do contacto próximo com o local da vacinação, representando riscos semelhantes para o contacto.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre a ACAM2000 (FAQ)

P: Quanto tempo após a vacinação com a ACAM2000 é que a proteção começa? R: De acordo com as orientações oficiais, o pico da atividade da resposta imunitária ocorre habitualmente quatro semanas após a administração da dose única de ACAM2000. A resposta imunitária completa desenvolve-se ao longo deste período de tempo.

P: Com que frequência é necessário receber a revacinação com a ACAM2000? R: A revacinação é aconselhada com uma dose de reforço única a cada três anos, mas apenas para indivíduos que mantenham um risco ocupacional elevado de exposição a ortopoxvírus. Este regime ajuda a manter os níveis de imunidade em grupos de alto risco específicos.

P: Uma pessoa que esteja a amamentar pode receber a ACAM2000? R: A informação oficial do produto indica que a utilização é formalmente desaconselhada em pessoas que estejam a amamentar. Isto deve-se ao risco de transmissão por contacto do vírus vivo do recetor para o lactente até que o local da vacinação esteja totalmente cicatrizado.

P: Que passos especiais devem ser tomados para evitar a propagação do vírus a contactos próximos? R: Para ajudar a prevenir a transmissão, o local da vacinação deve ser coberto com uma gaze solta, fixada com fita adesiva médica, até que a crosta caia naturalmente. As orientações oficiais enfatizam a lavagem das mãos com água e sabão ou solução alcoólica após qualquer contacto com o local ou com o penso.

P: Durante quanto tempo dura o risco de propagação do vírus após a vacinação com ACAM2000? R: O risco de propagação do vírus vivo dura até que o local da vacinação esteja totalmente cicatrizado. Este período prolonga-se até que a crosta se separe naturalmente e uma nova camada de pele se tenha formado por baixo, um processo que pode demorar várias semanas.

P: Como deve ser coberta e cuidada a lesão da vacina? R: O local deve ser coberto com uma gaze solta fixada com fita adesiva. Os documentos regulamentares indicam que o penso é habitualmente mudado, pelo menos, a cada um a três dias, ou quando ficar húmido. As orientações desaconselham o uso de pomadas, unguentos ou qualquer tipo de penso oclusivo.

P: O local da vacinação deve ser coberto com um tipo especial de penso? R: Os documentos regulamentares recomendam o uso de uma gaze solta fixada com fita adesiva médica. As orientações desaconselham o uso de pensos que bloqueiem a passagem do ar ou que amoleçam a pele, como a maioria das tiras adesivas comuns, uma vez que é necessária uma cobertura adequada para contenção do vírus até à cicatrização.

P: Porque é que o folheto menciona um risco de miocardite e pericardite? R: A miocardite (inflamação do músculo cardíaco) e a pericardite (inflamação do revestimento do coração) estão incluídas na documentação oficial porque são eventos adversos graves que foram reportados após a vacinação. Estas informações constam como um aviso formal obrigatório.

P: A ACAM2000 é utilizada para proteção contra outros vírus além da varíola? R: Sim. De acordo com as informações oficiais, a ACAM2000 é utilizada para a imunização ativa contra a varíola e ortopoxvírus relacionados, incluindo especificamente a mpox (anteriormente designada varíola dos macacos).

P: A ACAM2000 interage com outras vacinas, como a da gripe ou da COVID-19? R: A ACAM2000 deve ser separada de outras vacinas vivas injetáveis por, pelo menos, 28 dias para evitar uma potencial interferência imunitária. Os documentos regulamentares não fornecem orientações específicas sobre requisitos de separação para vacinas não vivas (inativadas).

P: É possível receber a vacina ACAM2000 se eu for seropositivo para o VIH? R: Não. As orientações oficiais indicam que a vacina é contraindicada (não deve ser administrada) em indivíduos com VIH ou SIDA. Como se trata de uma vacina de vírus vivo, a sua utilização é proibida em indivíduos com sistemas imunitários comprometidos.

P: A ACAM2000 é considerada uma "injeção" tradicional ou é administrada de forma diferente? R: A ACAM2000 é administrada de forma diferente de uma injeção tradicional. É aplicada através de uma agulha de duas pontas e da técnica de escarificação, que envolve a realização de múltiplas picadas superficiais nas camadas externas da pele, não sendo administrada por uma via de injeção típica.

P: É normal formar-se uma bolha ou crosta no local da vacinação da ACAM2000? R: Sim, numa vacinação primária, forma-se uma pápula vermelha que evolui para uma bolha, depois para uma pústula cheia de pus e, finalmente, forma uma crosta. Esta progressão é descrita como o sinal esperado de uma resposta bem-sucedida.

P: Quanto tempo dura habitualmente a lesão ou "take" no local da vacinação? R: A progressão completa da lesão, desde o seu aparecimento até ao ponto em que a crosta se separa naturalmente, demora habitualmente duas a três semanas (14 a 21 dias). Normalmente, permanece uma pequena cicatriz permanente após o local ter cicatrizado totalmente.

P: Qual é o efeito secundário mais grave com que as pessoas se preocupam em relação à ACAM2000? R: Os riscos graves mais proeminentes documentados nos avisos regulamentares são problemas cardíacos, especificamente miocardite e pericardite. Estes são observados especificamente em recetores da primeira dose da vacina e ocorrem durante o primeiro mês após a vacinação.

P: Existem efeitos secundários a longo prazo conhecidos que estejam associados à ACAM2000? R: A informação oficial do produto refere que o desfecho a longo prazo de certos eventos adversos graves, como a miocardite e a pericardite após a vacinação com ACAM2000, é atualmente desconhecido e está sujeito a monitorização contínua.

P: A febre é uma reação comum após receber a ACAM2000? R: Sim. Os documentos regulamentares listam a febre como uma reação adversa sistémica muito comum após a administração da ACAM2000. Outras reações comuns incluem cefaleias, fadiga e dores musculares.

P: O que significa se o local da vacinação não desenvolver uma bolha ou crosta? R: Se o local não desenvolver a reação major esperada — uma pústula seguida de uma crosta — por volta do sexto ou oitavo dia, denomina-se "reação equívoca" ou ausência de reação vacinal (non-take). Este resultado é interpretado como uma falha da vacinação, o que pode exigir uma nova vacinação.

P: Quem é considerado de "alto risco" de infeção e, portanto, elegível para a ACAM2000? R: De acordo com as orientações de saúde pública, o "alto risco" refere-se tipicamente a indivíduos cujo trabalho envolve a manipulação do vírus (pessoal laboratorial), aqueles que tratam pacientes com a infeção ou pessoal militar num contexto específico de preparação. A elegibilidade é determinada com base em critérios estabelecidos pelas autoridades oficiais de saúde pública.

P: A ACAM2000 é recomendada para crianças ou pessoas com menos de 18 anos? R: A vacina não é geralmente recomendada para pessoas com menos de 18 anos. O seu uso em crianças está condicionado à determinação de um risco de exposição iminente e elevado, sendo estritamente contraindicada para crianças com menos de um ano de idade.

P: Quais são os riscos de propagação acidental do vírus para o olho (vacínia ocular)? R: As complicações oculares são um risco grave listado nas informações de segurança regulamentares. A infeção acidental do olho com o vírus vacínia pode causar irritação e danos na córnea, tendo sido documentado que causa perda de visão em casos raros.

P: O que deve ser feito com a crosta quando esta cai do local da vacinação? R: A crosta desprendida é considerada material de risco biológico porque contém o vírus vivo. As orientações oficiais indicam que a crosta deve ser colocada num saco plástico selado com uma pequena quantidade de lixívia antes de ser eliminada.

P: É seguro praticar exercício ou nadar após receber a ACAM2000? R: As orientações sugerem que o local seja coberto com um penso impermeável durante o banho. Recomenda-se que as atividades físicas que possam fazer com que o penso se solte ou que irritem a zona sejam evitadas até que o local tenha cicatrizado.

P: Qual é a diferença entre um "major take" e uma "reação equívoca"? R: Um "major take" é a formação de uma pústula seguida de uma crosta, que é o sinal físico esperado indicando o sucesso inicial da vacinação. Uma "reação equívoca" é qualquer reação menor que não seja um "major take" e é classificada como uma falha da vacinação.

P: A ACAM2000 pode ser administrada ao mesmo tempo que outras vacinas vivas? R: Não. De acordo com as orientações oficiais, a ACAM2000 e qualquer outra vacina viva injetável não devem ser administradas simultaneamente e devem ser separadas por, pelo menos, 28 dias. Esta separação é aconselhada para evitar uma potencial interferência imunitária e confusão em relação a possíveis efeitos secundários.

P: Que tipo de estudos foram feitos para confirmar a eficácia da ACAM2000? R: Os estudos confirmam a eficácia da vacina principalmente através de ensaios de não-inferioridade, que mostram que a resposta imunitária à ACAM2000 é comparável à da vacina contra a varíola mais antiga. A eficácia é também apoiada por estudos em modelos animais e por dados observacionais.

P: O que devo fazer se tocar acidentalmente no local da vacinação? R: Como o local é infecioso, as orientações oficiais recomendam a lavagem imediata das mãos com água morna e sabão ou solução alcoólica após qualquer contacto direto ou suspeito com o local da vacinação, o penso ou qualquer item que possa ter tocado na zona.

P: Porque é que existem avisos especiais para pessoas que usam gotas oculares com esteroides? R: A documentação oficial observa precaução para quem usa esteroides tópicos para condições oculares. Isto deve-se ao facto de estarem listados como um fator de risco para efeitos secundários graves da vacina, incluindo complicações como a vacínia ocular por propagação acidental.

P: Existem alergias ou sensibilidades específicas que impeçam alguém de receber a ACAM2000? R: Sim. A utilização é estritamente contraindicada se houver uma alergia grave conhecida à vacina ou a qualquer um dos seus componentes. Estes componentes incluem os antibióticos neomicina e polimixina B, bem como a proteína do ovo.

P: Um historial de hipertensão ou colesterol elevado pode afetar a segurança da ACAM2000? R: As orientações oficiais referem que indivíduos com três ou mais fatores de risco para doença coronária isquémica, como historial de tensão arterial elevada (hipertensão) ou colesterol elevado (hipercolesterolemia), apresentam um risco acrescido de eventos adversos cardiovasculares.

P: O vírus vacínia da vacina pode contaminar roupa ou toalhas? R: Sim. O vírus vacínia vivo pode ser transmitido a outros indiretamente. Isto pode acontecer através do contacto próximo com itens contaminados, como toalhas, lençóis ou roupa que tenham tocado no local da vacinação ou em qualquer drenagem da lesão.

P: A ACAM2000 continua a ser eficaz se uma pessoa tiver apenas uma reação menor, sem pústula? R: Não. Os documentos oficiais referem que uma reação major, caracterizada pela formação de uma pústula, é necessária para o sucesso. Uma reação menor ou sem pústula é classificada como uma reação equívoca (falha da vacinação), o que significa que não foi adquirida imunidade protetora.

P: Uma pessoa pode receber a ACAM2000 se tiver uma condição de pele menor, como dermatite de contacto? R: As orientações oficiais referem que os problemas de pele, incluindo a dermatite de contacto, são geralmente vistos como uma contraindicação. Isto deve-se ao risco acrescido de complicações graves, particularmente a propagação descontrolada do vírus.

P: Que evidência existe sobre a durabilidade ou a força a longo prazo da proteção da ACAM2000? R: Embora a resposta imunitária adaptativa estabeleça células de memória de longa duração, a duração exata da proteção não está definitivamente estabelecida. As orientações oficiais para profissionais expostos sugerem a revacinação a cada três anos para ajudar a manter os níveis de imunidade.

P: O que é a "Encefalite Pós-vacinal" e qual é o risco? R: A encefalite pós-vacinal é a inflamação do cérebro ou da espinal medula, que está listada como um evento adverso grave. Os dados regulamentares mostram que a taxa de incidência reportada é extremamente rara, estimada em aproximadamente 1,37 casos por milhão de vacinações primárias.

Como ACAM2000 deve ser armazenado e descartado?

Como Conservar e Eliminar a ACAM2000

Os componentes da ACAM2000 exigem condições de armazenamento a frio rigorosas e diferenciadas antes da mistura. O Componente de Antigénio Liofilizado deve ser conservado congelado a uma temperatura entre -25 °C e -15 °C. O Componente Diluente deve ser mantido sob refrigeração entre 2 °C e 8 °C. Ambos os componentes devem atingir a temperatura ambiente antes da reconstituição.

Uma vez reconstituída a vacina, a sua estabilidade é limitada. A vacina reconstituída pode ser conservada no frigorífico (2 °C a 8 °C) por um período máximo de 30 dias, ou à temperatura ambiente (20 °C a 25 °C) por um período não superior a 6 a 8 horas.

Todos os materiais contaminados, incluindo o produto não utilizado, os frascos e a agulha bifurcada, devem ser eliminados como material de risco biológico. As agulhas devem ser colocadas num contentor de objetos cortantes de risco biológico, e os outros itens contaminados em recipientes de risco biológico à prova de fugas e perfurações.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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