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Ursochol

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Ursochol

Forma selecionada

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

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Visão geral de Ursochol

O que é o Ursochol e qual é o seu objetivo principal?

O Ursochol é um medicamento especializado, sujeito a receita médica, destinado ao tratamento de certas patologias crónicas do fígado e da vesícula biliar. O seu princípio ativo é o Ácido Ursodesoxicolítico (UDCA), um composto que ocorre naturalmente na bílis humana. Não se trata de um antibiótico nem de um suplemento digestivo comum, mas sim de um modificador biliar especializado.

O Ursochol está classificado como um ácido biliar e um agente colerético. A sua finalidade principal foca-se na dissolução de cálculos biliares de colesterol específicos, não calcificados, e no tratamento de doenças hepáticas progressivas, como a Colangite Biliar Primária (CBP). Este composto é reconhecido clinicamente pela sua capacidade de modificar a composição da bílis e demonstrou eficácia na gestão de condições colestáticas. Este reconhecimento fundamenta o seu papel na terapia hepatobiliar direcionada.

Como é classificado o Ursochol e qual é a sua composição?

O Ursochol está inserido numa classe farmacológica distinta devido à sua estrutura química única e à sua ação direcionada ao sistema biliar. É administrado por via oral, sendo habitualmente disponibilizado em formulações sólidas de cápsulas ou comprimidos.

O produto contém UDCA como componente essencial. Embora o UDCA seja encontrado naturalmente na bílis, o ingrediente medicinal presente no Ursochol é fabricado através de um processo semissintético, assegurando o elevado grau de pureza necessário para a eficácia farmacêutica. O UDCA atua através da diminuição da quantidade de colesterol produzida pelo fígado, o que auxilia na dissolução de cálculos biliares de colesterol. Isto torna o Ursochol uma opção terapêutica crítica e direcionada para pacientes adequados.

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Quais efeitos secundários são possíveis com Ursochol?

Ursochol: Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

Perfil de Reações Adversas

Os efeitos secundários associados ao Ursochol (ácido ursodesoxicolítico) estão relacionados principalmente com o sistema gastrointestinal e são frequentemente dependentes da dose. As reações adversas mais frequentes registadas em documentação regulamentar incluem:

  • Muito Frequentes (≥ 10%): Dor abdominal, diarreia, obstipação, dor de cabeça e tonturas.
  • Frequentes (≥ 1% a < 10%): Náuseas, vómitos, dispepsia, erupção cutânea, alopecia (queda de cabelo), dor nas costas e aumento da glicémia.

Eventos menos frequentes e raros envolvem os sistemas hepatobiliar e imunitário.

Informações de Segurança Graves e Clinicamente Significativas

Foram documentadas reações graves ou clinicamente significativas, embora raras, particularmente em doentes com condições pré-existentes:

  • Descompensação Hepática: Foi reportado um agravamento da função hepática, exigindo a interrupção do tratamento, em doentes com cirrose hepática avançada (Classes B e C de Child-Pugh).
  • Calcificação de Cálculos Biliares: No contexto da dissolução de cálculos, os cálculos subjacentes podem calcificar, o que requer uma abordagem terapêutica alternativa.
  • Hipersensibilidade: Ocorreram reações alérgicas graves e raras, incluindo angioedema (inchaço da face ou garganta) e urticária.
  • Enterólitos: A formação de cálculos intestinais (bezoares), resultando em sintomas obstrutivos, foi relatada em doentes com fatores de risco como a doença de Crohn ou cirurgia intestinal prévia.

Restrições e Monitorização de Segurança

As contraindicações para o Ursochol incluem a obstrução biliar completa e a hipersensibilidade conhecida ao fármaco ou aos ácidos biliares. Não está indicado para a dissolução de cálculos biliares calcificados ou cálculos radiopacos.

Monitorização de Segurança: Para garantir a resposta adequada e detetar uma potencial toxicidade hepática, as diretrizes de segurança aconselham que os testes de função hepática sérica (AST, ALT, gama-GT, fosfatase alcalina e bilirrubina) devem ser monitorizados mensalmente durante os primeiros três meses de terapia e, posteriormente, a cada seis meses. Recomenda-se precaução ao prescrever o fármaco a doentes geriátricos e a doentes com doença hepática crónica, onde é necessária uma monitorização mais rigorosa.

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Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

Os documentos oficiais sobre o Ursochol (ácido ursodesoxicolítico) indicam que a manifestação mais provável de uma sobredosagem grave é a diarreia. Os efeitos sistémicos são geralmente considerados improváveis, uma vez que a absorção do fármaco diminui significativamente em doses muito elevadas, resultando num aumento da excreção através das fezes. Não existem relatos oficiais de sobredosagem acidental ou intencional.

Em caso de suspeita de sobredosagem, é obrigatório procurar assistência médica imediata e contactar o centro de informação antivenenos ou uma autoridade de saúde nacional semelhante para obter orientação. A gestão nestes casos é sintomática e de suporte. O passo procedimental primário é a restauração do equilíbrio de fluidos e eletrólitos para contrariar as perdas resultantes de diarreia grave. Podem ser utilizadas resinas de troca iónica para ligar os ácidos biliares no intestino, se necessário.

Após a resposta de emergência inicial, é necessária a monitorização contínua da função hepática. Refere-se igualmente que, embora não se trate de um cenário típico de sobredosagem, a administração de doses elevadas fora das indicações aprovadas a doentes com Colangite Esclerosante Primária (CEP) tem sido associada a um maior grau de efeitos indesejáveis graves.

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Usos terapêuticos de Ursochol

Factos Rápidos: Domínios Terapêuticos

  • Indicado para a gestão da colangite biliar primária (CBP).
  • Utilizado na dissolução de cálculos biliares específicos, ricos em colesterol.
  • Pode ser utilizado para auxiliar na prevenção da formação de cálculos biliares durante períodos de perda de peso rápida.

O Ursochol, que contém ácido ursodesoxicolítico (também conhecido como ursodiol), está indicado para o tratamento de doentes diagnosticados com colangite biliar primária (CBP). Este medicamento é utilizado para o controlo dos sintomas associados a esta condição crónica do fígado e pode auxiliar na melhoria de biomarcadores específicos da função hepática.

O fármaco é também aplicado na gestão não cirúrgica de determinados tipos de cálculos biliares. Especificamente, é utilizado para a dissolução de cálculos radiotransparentes e ricos em colesterol em doentes que reúnam critérios para este tipo de tratamento. Além disso, possui uma aplicação terapêutica em indivíduos submetidos a uma redução de peso significativa e rápida, sendo utilizado para ajudar a prevenir a formação de novos cálculos biliares.

O ácido ursodesoxicolítico atua através da alteração da composição da bílis, o que facilita o efeito terapêutico nestas condições. A sua utilização e eficácia nestes domínios encontram-se documentadas em literatura terapêutica oficial.

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Critérios de utilização e restrições

Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar o Ursochol?

A elegibilidade para o tratamento com Ursochol (ácido ursodesoxicolítico) é determinada com base na patologia, idade e comorbilidades existentes do doente. Esta secção resume as regras oficiais para diferentes populações de doentes.

Contraindicações Absolutas (Não Deve Utilizar)

Condição / População Restrição
Problemas do Sistema Biliar Doentes com inflamação aguda da vesícula biliar ou das vias biliares, obstrução do trato biliar ou vesícula biliar não funcional.
Tipo de Cálculo Biliar Doentes com cálculos biliares calcificados, radiopacos ou pigmentados, uma vez que o medicamento é ineficaz para estes tipos.
Hipersensibilidade Doentes com alergia conhecida ao ácido ursodesoxicolítico (UDCA) ou a outros ácidos biliares.

Utilização Restrita e Condicional

População / Estado Condição
Gravidez e Aleitamento O uso geralmente não é recomendado na gravidez, a menos que seja estritamente necessário; as mulheres em idade fértil devem utilizar métodos de contraceção não hormonal eficazes.
Uso Pediátrico Contraindicado em crianças com insucesso de cirurgia para restabelecimento do fluxo biliar (ex.: procedimento de Kasai falhado). O uso para dissolução de cálculos biliares não está estabelecido nesta população.
Comorbilidades Não recomendado para doentes com compromisso hepático grave não colestático ou doenças inflamatórias ativas (ex.: úlcera péptica).

O Ursochol está geralmente aprovado para adultos com Colangite Biliar Primária (CBP) e para tipos específicos de cálculos biliares de colesterol não calcificados.

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O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O Ursochol, que contém ácido ursodesoxicolítico (UDCA), apresenta padrões de interação documentados com base no seu papel no ciclo dos ácidos biliares. As informações estruturam estas interações em três categorias principais: aquelas que reduzem a eficácia do Ursochol, as que alteram a exposição a medicamentos coadministrados e as que exigem um intervalo no tempo de administração.

Interações que Reduzem o Efeito do Ursochol (Antagonismo e Ligação)

Certos agentes apresentam restrições de utilização, uma vez que se ligam diretamente ao UDCA ou neutralizam a sua função. Os sequestrantes dos ácidos biliares (por exemplo, colestiramina, colestipol) e os antiácidos que contêm alumínio ligam-se ao UDCA no intestino, o que reduz significativamente a sua absorção e a eficácia subsequente.

Separadamente, os estrogénios (por exemplo, presentes em certos contracetivos orais) e agentes hipolipemiantes específicos (por exemplo, fibratos) são assinalados pelo seu efeito antagonista farmacodinâmico. Estas substâncias podem aumentar a saturação de colesterol na bílis, o que restringe formalmente a sua utilização quando o Ursochol é prescrito para a dissolução de cálculos biliares.

Interações que Alteram a Exposição a Medicamentos Coadministrados

Está documentado que o Ursochol pode afetar as concentrações plasmáticas sistémicas de certos medicamentos. A coadministração pode aumentar a exposição plasmática (AUC e Cmax) do imunossupressor ciclosporina, o que exige precaução e monitorização. Inversamente, o UDCA pode levar a uma diminuição da exposição plasmática do fármaco dapsona.

Regras de Administração Baseadas no Tempo

Para gerir os efeitos de redução da absorção por ligação física, as orientações oficiais determinam que os sequestrantes dos ácidos biliares e os antiácidos que contêm alumínio sejam administrados com um intervalo de, pelo menos, duas horas em relação à toma de Ursochol.

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Mecanismo de ação

O Ursochol (ácido ursodesoxicolítico) é um ácido biliar hidrofílico exógeno que modifica a reserva endógena de ácidos biliares. Após a sua absorção, este sofre conjugação hepática e torna-se um componente principal da reserva biliar circulante, deslocando competitivamente da bílis os ácidos biliares mais hidrofóbicos e potencialmente tóxicos, tais como o ácido desoxicolítico e o ácido quenodesoxicolítico. Este deslocamento altera o índice de hidrofobicidade global da reserva biliar.

Ao nível celular, o Ursochol demonstra um efeito citoprotetor nos hepatócitos e nos colangiócitos. O fármaco estabiliza a membrana plasmática celular e a membrana mitocondrial, prevenindo a rutura membranar induzida pelos ácidos biliares e a subsequente disfunção mitocondrial. Esta ação inibe a libertação de citocromo C e modula o rácio BAX/BCL2, bloqueando desta forma as vias pró-apoptóticas intrínsecas dentro da célula.

Além disso, o Ursochol aumenta os níveis de cálcio intracelular, o que estimula a atividade e a translocação de proteínas de transporte da membrana hepática, incluindo a bomba de exportação de sais biliares (BSEP) e o permutador de aniões (AE2), promovendo a exocitose vesicular e aumentando a secreção biliar global de fluidos e ácidos biliares. Isto resulta numa modulação fisiológica a nível sistémico, que envolve um aumento do fluxo biliar (efeito colerético) e uma composição da bílis modificada e menos hidrofóbica.

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Informações sobre dosagem e administração

O Ursochol (Ácido Ursodesoxicolítico) é administrado por via oral através das formas disponíveis, que incluem cápsulas, comprimidos e suspensão oral. O protocolo de utilização é definido por regimes posológicos padronizados que são específicos para a condição a ser tratada e são frequentemente determinados com base no peso corporal do doente.

Posologia e Administração Oficial

A dose diária total é habitualmente administrada em duas a quatro tomas divididas com alimentos, particularmente na gestão da Colangite Biliar Primária (CBP). Em alguns regimes de CBP a longo prazo, a dose pode ser consolidada e tomada numa única toma diária à noite, após um período inicial de tratamento.

Indicação Intervalo de Dose Padrão (Adulto) Regime de Frequência
Colangite Biliar Primária (CBP) 13-15 mg/kg/dia Doses divididas ou dose única diária
Dissolução de Cálculos Biliares 8-12 mg/kg/dia Doses divididas ou dose única noturna

As formas sólidas devem ser ingeridas inteiras com água; no entanto, certos comprimidos ranhurados podem ser divididos ao meio para atingir a dose calculada. Para garantir uma absorção adequada, o medicamento deve ser tomado pelo menos duas horas antes ou duas horas depois de substâncias conhecidas por se ligarem aos ácidos biliares, tais como antiácidos à base de alumínio.

Duração do Período de Tratamento e Casos Específicos

O tratamento para a CBP é tipicamente contínuo e de longo prazo. Para a dissolução de cálculos biliares, o período de tratamento pode durar até dois anos e deve ser mantido durante 3 a 4 meses após a confirmação radiológica do desaparecimento dos cálculos. Para doentes pediátricos com doença hepática associada à fibrose quística, as informações oficiais recomendam uma dose baseada no peso, começando nos 20 mg/kg/dia. Se uma dose for esquecida, as instruções regulamentares aconselham a que esta seja tomada logo que o doente se lembre, mas estritamente não se deve tomar uma dose dupla para compensar.

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Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Síntese dos Estudos sobre o Ursochol

Evidência para utilização na Colangite Biliar Primária (CBP)

A investigação sobre o Ursochol na Colangite Biliar Primária (CBP) envolveu múltiplos tipos de estudos, incluindo Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECCA) e estudos de longo prazo de base alargada que observaram doentes durante vários anos. Os investigadores focaram-se na medição de eventos clínicos major, tais como a necessidade de transplante hepático, a sobrevivência global e uma medição combinada da sobrevivência global e das taxas de transplante. Foram também monitorizados resultados relacionados com o desequilíbrio sistémico ou funcional, através do acompanhamento de biomarcadores fundamentais da função hepática, como a fosfatase alcalina e a bilirrubina sérica, em doentes adultos com esta condição.

Estudos centrados no acompanhamento de longo prazo reportaram um padrão em que a progressão da doença foi mais lenta nas coortes observadas e a taxa de eventos clínicos foi menor. A investigação destaca que os resultados de alguns dos ECCA iniciais de mais curto prazo foram, por vezes, mistos relativamente ao impacto nas taxas de sobrevivência global. A confirmação dos resultados definitivos de longo prazo em todos os subgrupos específicos de doentes é uma área em que a investigação continua em curso.


Evidência para utilização na Gestão de Cálculos Biliares de Colesterol

Também foi realizada investigação sobre o papel do Ursochol na gestão de cálculos biliares, principalmente através de ECCA e estudos clínicos prospetivos. Estes cenários de investigação exploraram resultados relacionados com o desconforto físico, monitorizando a dissolução completa ou a redução significativa do tamanho de cálculos biliares específicos, não calcificados, em adultos que ainda mantinham uma vesícula biliar funcional.

Os resultados indicam que a taxa de dissolução medida nos estudos esteve associada ao tamanho e à composição de colesterol dos cálculos. Além disso, os estudos monitorizaram e reportaram consistentemente uma elevada taxa de recorrência de cálculos biliares em grupos de doentes que dissolveram os seus cálculos com sucesso, mas que interromperam posteriormente a utilização do composto.


Áreas de Incerteza na Investigação e Limitações dos Estudos

Para o tratamento da CBP, algumas limitações metodológicas nos ensaios iniciais significam que a certeza permanece baixa quanto a alguns dos desfechos clínicos objetivos em todos os subgrupos. Relativamente à dissolução de cálculos biliares, uma limitação fundamental é a elevada taxa de recorrência reportada. A aplicabilidade geral da evidência é limitada, uma vez que os resultados se aplicam apenas a cálculos ricos em colesterol e radiotransparentes. Os dados para certos grupos, como as populações pediátricas ou mulheres grávidas, permanecem insuficientes ou limitados.

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Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Ursochol (FAQ)

P: Existem preocupações de saúde a longo prazo associadas à utilização de Ursochol?

A informação oficial do produto indica que, em doentes com cirrose hepática avançada, foi notificado o agravamento da função do fígado (denominado descompensação hepática), o que pode exigir a interrupção do medicamento. A monitorização da função hepática através de análises laboratoriais está especificada nos documentos oficiais para toda a duração do tratamento.

P: Certos alimentos ou bebidas interagem com o Ursochol?

Os documentos oficiais indicam que a dose diária total é habitualmente administrada com alimentos. Sabe-se que certos medicamentos, como os antiácidos que contêm alumínio, se ligam ao Ursochol e reduzem a sua eficácia. Por este motivo, a rotulagem indica que estes tipos de medicamentos devem ser tomados com um intervalo de, pelo menos, duas horas em relação à administração de Ursochol.

P: Pessoas com problemas renais podem utilizar Ursochol?

Os documentos oficiais não especificam um ajuste de dose para pessoas com compromisso renal. No entanto, alguns resumos de reações adversas listam a creatinina elevada — um marcador da função renal — como uma reação adversa notificada. Este é um fator que deve ser tido em conta na avaliação da elegibilidade.

P: O Ursochol é adequado para utilização em crianças?

O medicamento está aprovado para uma condição específica em crianças. A rotulagem especifica uma dose baseada no peso para doentes pediátricos com doença hepática associada à fibrose quística. A utilização do medicamento para a dissolução de cálculos biliares em crianças não está estabelecida nos documentos oficiais.

P: O Ursochol causa alterações no peso?

As alterações de peso geralmente não estão listadas nos perfis de reações adversas comuns encontrados nos documentos oficiais. No entanto, alguns resumos de vigilância pós-comercialização registaram notificações de ganho ou perda de peso invulgar.

P: O Ursochol pode afetar os padrões de sono?

Os relatos de reações adversas indicam que as perturbações do sono, incluindo a insónia, foram observadas como um efeito secundário notificado do medicamento.

P: Porque é que o Ursochol é por vezes receitado para diferentes doenças hepáticas?

O Ursochol tem duas indicações principais oficiais. A primeira é o tratamento da Colangite Biliar Primária (CBP), uma doença hepática crónica. O segundo uso oficial é a dissolução de cálculos biliares de colesterol específicos e não calcificados.

P: Existem nomes comerciais diferentes para o medicamento Ursochol?

Sim, o medicamento contém a substância ativa ácido ursodesoxicolítico, que está disponível sob vários nomes comerciais a nível global. Estes incluem URSO, URSO Forte e Actigall, bem como versões genéricas frequentemente designadas apenas por Ursodiol.

P: O Ursochol tem algum efeito conhecido no humor ou na ansiedade?

Alterações no humor, incluindo ansiedade e depressão, não estão listadas como efeitos secundários comuns ou muito comuns. Contudo, foram observadas em alguns relatórios de monitorização de reações adversas.

P: O Ursochol é seguro para doentes idosos?

As diretrizes oficiais descrevem que a precaução é uma consideração ao prescrever este medicamento a doentes geriátricos. Além disso, os documentos especificam que é necessária uma monitorização mais próxima nesta população.

P: O Ursochol substitui os ácidos biliares naturais do corpo?

O medicamento não substitui os ácidos biliares naturais, mas sim modifica a reserva biliar existente. Funciona deslocando os ácidos biliares mais hidrofóbicos, tornando o composto do Ursochol um componente principal da reserva de ácidos biliares em circulação.

P: Posso beber álcool moderadamente enquanto tomo Ursochol?

A rotulagem oficial refere a necessidade de uma consulta sobre o consumo de álcool com um profissional de saúde. Uma vez que o Ursochol é utilizado para tratar doenças hepáticas crónicas e o álcool pode aumentar a sobrecarga do fígado, é referida a necessidade de uma avaliação individual por um médico.

P: O que deve ser feito em caso de suspeita de uma reação alérgica ao Ursochol?

A informação oficial para o doente descreve que é necessária assistência médica imediata se forem notados sintomas graves. Estes sinais podem incluir dificuldade em respirar ou inchaço do rosto, língua ou garganta.

P: Quais são os sinais de que o Ursochol está a funcionar como pretendido?

A confirmação da eficácia do fármaco é feita através de monitorização clínica. Isto envolve o acompanhamento de biomarcadores da função hepática (como a AST e a fosfatase alcalina) e, para a dissolução de cálculos biliares, através de exames radiológicos periódicos para verificar se o tamanho dos cálculos diminuiu.

P: Qual é a taxa geral de sucesso do Ursochol descrita nos estudos?

Os estudos clínicos focaram-se em resultados específicos em vez de uma única "taxa de sucesso". Para a Colangite Biliar Primária, os estudos demonstraram melhorias nos biomarcadores da função hepática e uma diminuição de eventos clínicos major, como a necessidade de transplante hepático.

P: Porque é que o fármaco é por vezes chamado Ursodiol?

Ursodiol é um nome genérico e comercial comum para a substância ativa, o ácido ursodesoxicolítico (UDCA), particularmente nos Estados Unidos e noutras regiões, conforme documentado em fontes oficiais de saúde.

P: Qual é o cronograma habitual para consultas de acompanhamento durante o tratamento?

As diretrizes oficiais de monitorização especificam que os testes de função hepática devem ser verificados mensalmente nos primeiros três meses de terapia e, posteriormente, de seis em seis meses. Para a dissolução de cálculos biliares, é também habitualmente necessário um exame à vesícula biliar a cada 6 a 10 meses.

P: É possível que o Ursochol deixe de funcionar com o tempo?

No contexto da dissolução de cálculos biliares, a informação oficial de segurança refere que os cálculos subjacentes podem calcificar durante o tratamento. Se isto ocorrer, o medicamento torna-se ineficaz para a dissolução e requer uma abordagem alternativa.

P: Qual é a experiência típica ao iniciar o Ursochol pela primeira vez?

A informação oficial para o doente indica que, no início do tratamento para a Colangite Biliar Primária (CBP), sintomas como a comichão (prurido) podem piorar temporariamente. Se isto acontecer, pode ser iniciado um ajuste temporário da dose sob supervisão médica.

P: Existem efeitos secundários conhecidos a longo prazo no sistema digestivo devido ao Ursochol?

Os documentos oficiais afirmam que os efeitos secundários estão principalmente relacionados com o sistema gastrointestinal, com a diarreia e a dor abdominal listadas como muito comuns. Estes efeitos são frequentemente referidos como sendo dependentes da dose.

P: O Ursochol é considerado um fármaco imunossupressor?

Não, o Ursochol é classificado nos documentos oficiais como um ácido biliar e um colerético. No entanto, é referido na secção de interações que o Ursochol pode aumentar a exposição plasmática do medicamento imunossupressor ciclosporina.

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Como Ursochol deve ser armazenado e descartado?

A conservação e a eliminação do Ursochol (Ácido Ursodesoxicolítico) devem seguir rigorosamente os requisitos documentados nas orientações oficiais.

Requisitos de Conservação

O Ursochol deve ser conservado a uma Temperatura Ambiente Controlada, definida entre os 20°C e os 25°C. São permitidas variações de temperatura entre os 15°C e os 30°C. O medicamento deve ser mantido na sua embalagem original e o recipiente deve permanecer bem fechado para o proteger da humidade excessiva. No caso de comprimidos ranhurados, as metades ou segmentos divididos devem ser guardados separadamente dos comprimidos inteiros. Como acontece com todos os medicamentos, o Ursochol deve ser guardado fora do alcance e da vista das crianças.

Instruções de Eliminação

As diretrizes oficiais estabelecem que o Ursochol não utilizado ou fora do prazo de validade deve ser eliminado de acordo com os regulamentos locais. Os medicamentos não devem, regra geral, ser eliminados através do cano de esgoto ou deitados no lixo doméstico, a menos que as normas locais especifiquem o contrário.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

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