Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Zometa
Evidência para Uso na Hipercalcemia de Malignidade (Níveis Elevados de Cálcio devido ao Cancro)
O Zometa foi avaliado em ensaios clínicos aleatorizados, onde foi comparado com um placebo (uma substância inativa) ou com outro tratamento específico. Estes esforços de investigação focaram-se em doentes adultos com níveis de cálcio elevados, de moderados a graves, relacionados com o cancro. O principal objetivo destes estudos de curto prazo foi medir as alterações nos níveis de cálcio sérico corrigido pela albumina e a duração durante a qual os níveis foram observados após o tratamento.
Os estudos monitorizaram estas alterações ao longo de intervalos de tempo definidos. Os resultados descrevem padrões observados nos estudos relacionados com a forma como os níveis de cálcio dos doentes mudaram nas populações observadas. Os dados relativos a doentes com problemas renais graves pré-existentes foram frequentemente excluídos destes ensaios primários, o que significa que existe informação limitada sobre os resultados a longo prazo para determinados grupos neste contexto específico.
Evidência para Uso em Danos Ósseos Relacionados com o Cancro (Mieloma Múltiplo e Metástases Ósseas)
A investigação explorou o uso do Zometa em ensaios que envolveram danos ósseos associados a cancros como o mieloma múltiplo, cancro da mama, da próstata e do pulmão. Estes estudos foram ensaios aleatorizados de grande escala, comparando frequentemente o Zometa com um placebo ou outro fármaco, e decorreram durante períodos de médio a longo prazo. A investigação analisou resultados relacionados com o desconforto físico e a incidência de eventos relacionados com o esqueleto (ERE).
Os estudos registaram o tempo decorrido até um doente sofrer o seu primeiro ERE nos grupos de tratamento. Os resultados descrevem padrões observados nos estudos relacionados com a frequência e o momento destes eventos nos grupos de tratamento ao longo de um período de acompanhamento de vários anos. A investigação também destaca alterações medidas durante o período do estudo relacionadas com os resultados comunicados pelos doentes, descrevendo o desconforto e a dor percecionados. Os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos e a evidência é limitada quanto à utilização de esquemas posológicos menos frequentes durante períodos de tempo prolongados.
Evidência para Uso na Osteoporose e Pós-Fratura da Anca
O Zometa foi avaliado em ensaios de grande escala, de vários anos, controlados por placebo, para condições associadas a episódios agudos ou disruptivos, como fraturas. Estes estudos focaram-se em doentes com osteoporose, incluindo mulheres na pós-menopausa e homens, bem como doentes que tinham sofrido recentemente uma fratura da anca. A investigação analisou o número de novas fraturas vertebrais, da anca e não vertebrais que ocorreram durante o período do estudo.
Os estudos monitorizaram alterações na densidade mineral óssea (DMO) na anca e na coluna vertebral. Os resultados indicam que os grupos que receberam Zometa revelaram taxas de fratura e medições de DMO diferentes quando comparados com o grupo placebo. As durações do acompanhamento foram limitadas, uma vez que os estudos principais acompanharam os doentes durante cerca de três anos. A investigação destaca as alterações medidas, mas a investigação não determina se um indivíduo irá responder de forma semelhante.
Evidência para Uso na Doença de Paget do Osso
O Zometa foi avaliado em ensaios que envolveram doentes com doença de Paget, uma condição que envolve períodos de sintomas acrescidos e de degradação e formação óssea anormais. Estes foram, frequentemente, ensaios clínicos comparativos. A investigação analisou resultados relacionados com o desequilíbrio sistémico ou funcional através da monitorização de marcadores bioquímicos específicos no sangue (como a fosfatase alcalina).
Os estudos relatam como os sintomas mudaram nas populações observadas, analisando especificamente se os marcadores elevados regressaram ao intervalo normal e durante quanto tempo essa resposta se manteve. Os resultados comunicados pelos doentes descrevendo o desconforto percecionado também foram monitorizados. As durações do acompanhamento foram limitadas à monitorização de curto e médio prazo dos marcadores, e a evidência comparativa face a outros tratamentos disponíveis permanece limitada.