Zepid

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Zepid

Zepid: Definição do Antipsicótico de Segunda Geração

O Zepid é um nome comercial associado ao medicamento sintético de venda exclusiva mediante receita médica, a Risperidona, que atua como um agente antipsicótico atípico. Pertence à classe farmacológica dos antipsicóticos de segunda geração (ASG) e é quimicamente definido como um derivado do benzisoxazol.

O seu propósito terapêutico de alto nível consiste em auxiliar o cérebro na regulação de processos fundamentais que regem o humor, a perceção e o comportamento. Estudos farmacológicos confirmam o seu papel estabelecido na estabilização de condições psicológicas graves. Esta fundamentação científica confirma que o medicamento é clinicamente reconhecido por ajudar na gestão de estados emocionais e pensamentos perturbados.


Composição e Mecanismo Fundamental

O Zepid caracteriza-se por ser um produto de ingrediente ativo único, dependendo inteiramente da Risperidona para a sua eficácia. Este composto é notável por ser metabolizado pelo fígado para produzir o químico ativo igualmente potente, a 9-hidroxirisperidona. O efeito clínico é atribuído à presença combinada tanto do fármaco original como do seu metabolito.

A Risperidona atua como um antagonista monoaminérgico seletivo, influenciando neurotransmissores essenciais no cérebro, principalmente a dopamina e a serotonina. Esta ação envolve o bloqueio de recetores específicos de dopamina D2 e de serotonina 5HT2, que é o mecanismo central reconhecido para corrigir o desequilíbrio de neurotransmissores. Este reequilíbrio direcionado é fundamental para atenuar sintomas psiquiátricos intensos.


Formas Disponíveis e Preparações Físicas

A Risperidona é preparada em diversas formas farmacêuticas distintas, adequadas a múltiplas vias de administração, incluindo comprimidos orais padrão, uma solução oral (líquida) e suspensões injetáveis de ação prolongada. Esta versatilidade de formas permite a administração tanto por via oral para dosagem diária, como através de injeção intramuscular ou subcutânea para regimes de tratamento de libertação prolongada.

Quais efeitos secundários são possíveis com Zepid?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

Esta secção descreve as possíveis reações adversas e as características de segurança do Zepid (risperidona) conforme documentado em fontes regulamentares oficiais, agrupadas por frequência e pelos sistemas do organismo afetados.

Classificação das Reações Adversas

Categoria de Frequência Exemplos de Reações Adversas Documentadas Classe de Sistema de Órgãos (SOC)
Muito Frequentes Parkinsonismo, Insónia, Sedação/Sonolência, Cefaleia (dor de cabeça) Sistema Nervoso, Psiquiátrico
Frequentes Ansiedade, Acatisia (inquietação), Tonturas, Tremor, Aumento de peso, Obstipação, Náuseas, Vómitos, Hiperprolactinemia Metabolismo, Gastrointestinal, Sistema Reprodutor
Pouco Frequentes Eventos Adversos Cerebrovasculares, Diabetes Mellitus, Síndrome Neuroléptica Maligna (SNM) Vascular, Metabólico
Raras Torsade de Pointes Cardíaco

Reações Adversas Graves e Considerações Chave de Segurança

As informações oficiais contêm avisos específicos relativos a eventos graves e riscos populacionais. Existe um registo sobre o aumento do risco de morte em doentes idosos com psicose relacionada com a demência, um contexto de utilização não aprovado. Nesta população, observa-se também uma incidência aumentada de eventos adversos cerebrovasculares, tais como acidentes vasculares cerebrais ou ataques isquémicos transitórios.

Outras reações graves documentadas incluem a Síndrome Neuroléptica Maligna (SNM), uma condição neurológica grave, e o desenvolvimento de hiperglicemia e diabetes mellitus, que podem, em casos raros, levar a quadros potencialmente fatais, como a cetoacidose diabética.

Notas de Segurança Relacionadas com a População e o Tempo: Os doentes pediátricos são assinalados por uma maior incidência e magnitude de aumento de peso e sedação. O perfil de segurança também destaca que eventos como a hipotensão ortostática (tonturas ao levantar-se) são mais commumente observados durante o período inicial de titulação da dose.

Restrições de Segurança: O medicamento está associado a um risco de quedas devido a efeitos como sonolência e instabilidade motora. Está igualmente documentada a presença a longo prazo de níveis elevados de prolactina (hiperprolactinemia), o que poderá exigir monitorização.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

Os sinais e sintomas clínicos documentados em fontes regulamentares para uma sobredosagem de Zepid (risperidona) refletem geralmente um exagero dos efeitos conhecidos do fármaco, afetando principalmente os sistemas nervoso central e cardiovascular.

Manifestações Documentadas e Gravidade

Classificação Apresentações Documentadas (Sinais e Sintomas)
SNC e Movimento Sonolência, sedação, estado mental deprimido, Sintomas Extrapiramidais (SEP) e convulsões.
Cardiovascular Taquicardia (frequência cardíaca elevada) e hipotensão (pressão arterial baixa).
Resultados Graves Eventos potencialmente fatais podem incluir o prolongamento do intervalo QTc, arritmia ventricular, depressão respiratória e coma.

Quando é Necessária Ajuda Médica Urgente

A assistência médica imediata deve ser procurada em caso de qualquer suspeita de sobredosagem. Devido ao potencial para resultados graves, a gestão da situação requer supervisão médica estreita e monitorização cardíaca contínua.

Não existe um antídoto específico para a risperidona oficialmente conhecido ou listado na documentação regulamentar. O tratamento para a sobredosagem é de suporte e sintomático, utilizando medidas gerais como a garantia de vias aéreas adequadas, oxigenação e estabilização dos sinais vitais. As diretrizes oficiais observam que os doentes pediátricos podem apresentar uma maior suscetibilidade a certos efeitos, tais como os Sintomas Extrapiramidais (SEP).

Usos terapêuticos de Zepid

O que o Zepid trata: principais utilizações e benefícios

O Zepid (risperidona) é considerado relevante na gestão de sintomas de diversas condições complexas de saúde mental. Este medicamento é geralmente aplicado em contextos onde a agudização de sintomas interfere com o funcionamento diário, auxiliando na manutenção da estabilidade funcional.

Este suporte terapêutico é comummente utilizado para a gestão de patologias caracterizadas por períodos de sintomas acentuados, especificamente a Esquizofrenia, episódios maníacos agudos ou mistos da Perturbação Bipolar e a irritabilidade associada à Perturbação do Espetro do Autismo em crianças e adolescentes.

Gestão de Grupos de Sintomas

O Zepid é aplicado na abordagem aos sintomas de condições como a Esquizofrenia, visando primordialmente a gestão do sofrimento causado por alucinações e delírios. A sua utilização neste domínio ajuda a aliviar o peso destes sintomas proeminentes e pode auxiliar os pacientes a lidar de forma mais estável com episódios difíceis, apoiando o bem-estar geral durante as fases sintomáticas.

O apoio prestado pelo Zepid pode ajudar a atenuar a carga global de sintomas durante episódios de maior desconforto.


Facto Rápido: Relevante para o Alívio Sintomático em Psicose e Episódios Maníacos

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar o Zepid?

O perfil de elegibilidade para este medicamento (Tirzepatida) é definido por documentos regulamentares governamentais oficiais que estabelecem as populações específicas para as quais o fármaco é proibido ou restrito.

Populações Contraindicadas

A utilização deste medicamento é estritamente proibida (contraindicada) em indivíduos com antecedentes pessoais ou familiares de Carcinoma Medular da Tiróide (CMT) ou naqueles que sofram da Síndrome de Neoplasia Endócrina Múltipla tipo 2 (NEM 2). O medicamento também não deve ser utilizado por doentes com hipersensibilidade grave conhecida (ex.: reação alérgica severa) à tirzepatida ou a qualquer um dos seus componentes inativos.

Limitações e Restrições de Utilização

População / Condição Estatuto de Elegibilidade (Regulamentar)
Doentes Pediátricos (Idade < 18) Segurança e eficácia não estabelecidas (Não recomendado)
Doença Gastrointestinal Grave Não recomendado (Utilização não estudada)
Gravidez Pode causar danos fetais; a descontinuação é aconselhada assim que a gravidez seja reconhecida
Utilizadoras de Contracetivos Orais É necessário o uso de contraceção não oral ou de barreira durante 4 semanas após o início e após cada aumento de dose
Coadministração Não recomendado com outros produtos contendo tirzepatida ou qualquer agonista do recetor GLP-1

A elegibilidade está limitada a adultos (idade igual ou superior a 18 anos). Doentes com historial de pancreatite aguda ou certas condições pré-existentes (ex.: problemas renais) requerem monitorização e uma avaliação especial antes da utilização, conforme definido na informação oficial de prescrição.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

As interações com o Zepid (risperidona) estão oficialmente documentadas como sendo tanto farmacocinéticas, afetando a exposição ao fármaco, como farmacodinâmicas, levando a efeitos aditivos. A eliminação da componente ativa do Zepid é significativamente impactada por outros medicamentos que modulam a enzima CYP 2D6 e o transportador de efluxo glicoproteína-P (gp-P).

Interações que Alteram a Exposição (Farmacocinéticas)

Tipo de Interação Exemplos de Agentes de Interação Resultado Oficial
Aumento da Exposição Inibidores potentes da CYP 2D6 (ex.: Fluoxetina) Aumento das concentrações plasmáticas da fração ativa.
Diminuição da Exposição Indutores enzimáticos (ex.: Carbamazepina, Rifampicina) Diminuição das concentrações plasmáticas da fração ativa.
Aumento da Biodisponibilidade Antagonistas dos recetores H2 (ex.: Cimetidina) Aumento da biodisponibilidade da risperidona.

Interações Farmacodinâmicas e Restrições Específicas

Os efeitos aditivos requerem precaução na coadministração de Zepid com outros fármacos de ação central ou medicamentos com efeitos hipotensores. Além disso, o Zepid antagoniza os efeitos da levodopa e dos agonistas da dopamina. O consumo de álcool deve ser evitado devido ao potencial de agravamento da depressão do Sistema Nervoso Central. Num contexto populacional específico, a coadministração com o diurético furosemida em doentes idosos com demência está associada a uma maior incidência de mortalidade. A formulação em solução oral apresenta restrições de administração, não devendo ser misturada com chá ou bebidas de cola.

Mecanismo de ação

Como funciona o Zepid

O mecanismo do Zepid envolve uma dupla ação na sinalização do sistema nervoso central (SNC). A sua ação primária é como um modulador alostérico positivo dos recetores GABA-A, particularmente daqueles que contêm a subunidade alfa1. Ao ligar-se a um local alostérico, o Zepid aumenta a afinidade do recetor para com o neurotransmissor inibitório GABA. Isto facilita um maior influxo de iões cloreto (Cl^-) para o neurónio, causando a hiperpolarização da membrana e uma redução na propensão do neurónio para o disparo.

O segundo mecanismo, complementar, envolve a inibição não competitiva dos canais de sódio dependentes da voltagem (VGSCS). Ao bloquear o fluxo de iões sódio (Na^+) para o interior, o Zepid estabiliza diretamente a membrana neuronal e limita a geração e propagação de potenciais de ação. A convergência destes dois mecanismos distintos — facilitando a inibição e suprimindo a excitação — resulta numa diminuição generalizada da frequência de disparos neuronais através das redes do SNC, o que modula funções reguladoras centrais, incluindo a vigilância, a coordenação motora e o tónus muscular esquelético.

Informações sobre dosagem e administração

Guia de Instruções: Como utilizar ZEPBOUND (tirzepatida) — Diretrizes Oficiais de Administração

O ZEPBOUND é administrado através de uma injeção subcutânea semanal em adultos, e a sua utilização deve ser combinada com uma dieta de baixas calorias e um aumento da atividade física.


Âmbito da Administração

Classificação Diretriz
Via de Administração Injeção subcutânea no abdómen, na coxa ou na parte superior do braço.
Momento em Relação às Refeições A qualquer hora do dia, com ou sem alimentos.
Regras por Grupo Etário Aprovado apenas para utilização em Adultos.
Preparação Inspecionar visualmente a solução; esta deve apresentar-se límpida e incolor a ligeiramente amarelada. Não utilizar se houver presença de partículas ou descoloração.
Condição do Procedimento Alternar o local da injeção a cada dose semanal.

Esquema de Dosagem Oficial

A dosagem é iniciada com um valor baixo e aumentada gradualmente para minimizar o risco de reações gastrointestinais.

Etapa da Dose Dosagem Duração da Dose
Dose Inicial 2,5 mg uma vez por semana 4 semanas
Aumento Inicial 5 mg uma vez por semana Pelo menos 4 semanas
Aumentos Subsequentes Incrementos de 2,5 mg Pelo menos 4 semanas na dose atual
Manutenção Recomendada 5 mg, 10 mg ou 15 mg uma vez por semana Utilização a longo prazo
Dose Máxima 15 mg uma vez por semana

Regras para Doses Esquecidas

Se uma dose for esquecida, esta deve ser administrada assim que possível, dentro de um prazo de 4 dias (96 horas) após a falha da dose. Se tiverem passado mais de 4 dias, deve ignorar a dose esquecida e administrar a dose seguinte no dia habitualmente agendado. O dia da administração semanal pode ser alterado, se necessário, desde que o intervalo entre duas doses seja de, pelo menos, 3 dias (72 horas).


Ligação ao protocolo geral de utilização: As diretrizes oficiais de administração delineiam um regime preciso de injeção subcutânea semanal, começando com uma dose de 2,5 mg e exigindo um período controlado de 4 semanas de escalonamento de dose para atingir uma dose de manutenção eficaz (5 mg, 10 mg ou 15 mg). Esta abordagem estruturada enfatiza a rotação do local de injeção, a formação técnica sobre a injeção e a integração com uma dieta de baixas calorias e atividade física reforçada para garantir a conformidade com o protocolo oficialmente documentado.

Evidência clínica recente

Evidência de investigação / Visão geral dos estudos sobre o Zepid


Evidência na Esquizofrenia

A evidência relativa ao Zepid (risperidona) no contexto da esquizofrenia provém principalmente de Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECCA). Estes estudos foram realizados durante períodos de maior atividade sintomática para analisar a evolução dos sintomas ao longo do tempo em adultos e adolescentes. Os investigadores monitorizaram resultados relacionados com a intensidade ou variabilidade dos sintomas, particularmente alterações em sintomas psicóticos graves, como alucinações e delírios, utilizando escalas de avaliação validadas. Os estudos descreveram a diferença medida nas pontuações dos sintomas ao comparar o grupo que recebeu Zepid com o grupo que recebeu placebo ou outros tratamentos ativos.

A investigação também explorou a utilização do medicamento na prevenção da recorrência de sintomas graves, conhecida como recaída, em indivíduos que tinham respondido ao tratamento agudo. Estes ensaios de manutenção focaram-se nas experiências relatadas pelos doentes relativas à medição da função e estabilidade durante períodos prolongados. No entanto, a evidência é limitada no que respeita aos efeitos do medicamento em períodos muito longos (vários anos) baseados em ensaios controlados, o que significa que os resultados se aplicam essencialmente às populações especificamente estudadas.


Evidência na Perturbação Bipolar I

No caso de episódios maníacos agudos ou mistos da Perturbação Bipolar I, o Zepid foi avaliado prioritariamente em Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECCA). Estes estudos decorreram durante episódios em que os sintomas se tornam mais evidentes, acompanhando resultados que refletem alterações episódicas ou agudas. Os investigadores monitorizaram a intensidade dos sintomas, medindo especificamente as alterações na gravidade da mania através de escalas de classificação padronizadas em adultos e adolescentes. A investigação destaca as alterações medidas durante o período do estudo, descrevendo padrões observados nos estudos quando o Zepid foi utilizado isoladamente ou em conjunto com outros medicamentos estabilizadores do humor.

Uma limitação fundamental é que os principais ensaios comparativos controlados são geralmente curtos, durando frequentemente apenas algumas semanas. A duração do seguimento foi limitada, o que significa que os resultados a longo prazo não estão bem caracterizados pela investigação controlada e aleatorizada. Os dados de investigação para utilização em idosos com esta condição são também menos extensos.


Evidência na Perturbação Autista e Perturbação de Comportamento

Para os estudos que exploram a irritabilidade associada à Perturbação Autista, a investigação centrou-se no Zepid através de ECCA controlados por placebo envolvendo crianças e adolescentes. A investigação analisou alterações de sintomas a curto prazo, descrevendo padrões de grupo relacionados com comportamentos problemáticos específicos, mas não aborda os sintomas centrais da Perturbação Autista.

Separadamente, a investigação explorou o Zepid para a agressividade persistente num subgrupo específico de crianças e adolescentes com Perturbação de Comportamento que também apresentavam um funcionamento intelectual abaixo da média ou défice intelectual. A evidência é específica para este subgrupo e a duração do seguimento foi curta.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Zepid (FAQ)

P: Quanto tempo demora o Zepid a fazer efeito após a toma?

Para muitas pessoas, certos efeitos, como uma alteração no estado emocional ou sonolência, são relatados pouco tempo após o início do tratamento. No entanto, para que se observe uma mudança nos sintomas principais, poderá ser necessário aguardar entre as primeiras uma a duas semanas. A informação oficial indica que pode demorar entre dois a três meses até se sentirem os efeitos terapêuticos completos e abrangentes do medicamento.


P: O que acontece se eu parar de tomar o Zepid subitamente?

A interrupção repentina deste medicamento pode levar ao reaparecimento dos sintomas originais (recaída) ou causar sintomas de abstinência, tais como dificuldade em dormir, sudação, náuseas ou vómitos. Qualquer decisão sobre a interrupção do tratamento deve ser tomada em consulta com um profissional de saúde.


P: É possível tomar Zepid se eu tiver problemas renais?

As orientações oficiais indicam que doentes com insuficiência renal grave podem necessitar de uma consideração específica por parte do médico prescritor relativamente à dose inicial e ao esquema de titulação. Isto ocorre porque a função renal influencia a forma como o medicamento é eliminado do organismo.


P: Porque é que algumas pessoas dizem que o Zepid lhes provocou sonhos vívidos?

Os documentos oficiais de segurança listam o aumento da atividade onírica como um dos efeitos secundários menos comuns associados ao medicamento. Esta é uma reação adversa documentada que faz parte do perfil de segurança reconhecido do fármaco.


P: Quais são as razões mais comuns para o Zepid não ser adequado para alguém?

O medicamento está contraindicado (estritamente proibido) se um indivíduo tiver uma reação alérgica grave ou hipersensibilidade conhecida à substância ativa, a risperidona, ao seu metabolito principal ou a qualquer um dos seus componentes. A hipersensibilidade é a principal restrição regulamentar para o início do tratamento.


P: O Zepid é uma substância controlada?

De acordo com a classificação regulamentar oficial, o Zepid (risperidona) não está listado como uma substância controlada nos sistemas de escalonamento federais.


P: O Zepid interage com analgésicos comuns como o ibuprofeno?

As listas oficiais de interações medicamentosas não incluem habitualmente um ajuste de dose específico e obrigatório para anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) comuns, como o ibuprofeno. No entanto, os organismos reguladores aconselham precaução ao combinar quaisquer dois medicamentos, sendo recomendável confirmar a compatibilidade com o seu médico.


P: Quanto tempo permanece o Zepid no organismo após a última dose?

O medicamento e a sua componente ativa possuem uma semivida de eliminação relativamente longa após a entrada no organismo, o que contribui para o seu efeito duradouro. Este é um fator que os clínicos consideram ao gerir o tratamento e ao decidir o momento para quaisquer alterações ou para a descontinuação.


P: Porque é que o Zepid é por vezes prescrito em diferentes alturas do dia?

O esquema posológico pode variar com base na condição específica a ser tratada e no regime do doente. A informação regulamentar confirma que as formas orais podem ser administradas uma ou duas vezes por dia em adultos, e uma vez por dia (manhã ou noite) em adolescentes, dependendo do critério do médico prescritor.


P: Quais são as regras sobre tomar Zepid durante a gravidez ou amamentação?

As orientações oficiais alertam que a toma deste medicamento durante o terceiro trimestre da gravidez pode causar sintomas motores ou de abstinência no recém-nascido após o parto. Embora pequenas quantidades do medicamento passem para o leite materno, os bebés devem ser monitorizados quanto a efeitos como a sonolência. A informação oficial enfatiza que qualquer utilização durante a gravidez ou amamentação deve ser discutida com um profissional de saúde.


P: Estão disponíveis versões genéricas do Zepid?

Sim, os reguladores oficiais de medicamentos aprovaram versões genéricas das formas orais do fármaco (comprimidos e solução de risperidona). As versões genéricas devem demonstrar bioequivalência em relação ao produto original de marca.


P: Se eu me esquecer de uma dose de Zepid, qual é a orientação oficial?

A orientação oficial para as formas orais descreve que a dose deve ser tomada assim que se lembrar, a menos que esteja perto da hora da dose seguinte; nesse caso, a dose esquecida deve ser ignorada. Nunca se deve duplicar uma dose.


P: O Zepid pode alterar os resultados de análises ao sangue?

Sim, os documentos regulamentares referem que o medicamento pode estar associado a alterações detetáveis em testes laboratoriais. Estas incluem os riscos documentados de desenvolvimento de hiperglicemia e diabetes mellitus (açúcar elevado no sangue) e níveis elevados de prolactina (hiperprolactinemia).


P: Existem fatores genéticos conhecidos que afetem a forma como o Zepid funciona?

O rótulo oficial reconhece que as diferenças individuais entre doentes podem afetar a exposição ao fármaco. Especificamente, a eliminação do medicamento é significativamente impactada pela atividade da enzima CYP 2D6, e as variações no funcionamento desta enzima entre pessoas podem influenciar a concentração do medicamento no organismo.


P: O Zepid apresenta risco de dependência ou vício?

A informação de saúde pública confirma que este medicamento foi explicitamente declarado como não sendo viciante.


P: Qual é a razão para o Zepid ter de ser guardado longe da luz e da humidade?

As diretrizes oficiais de conservação indicam que os comprimidos e a solução oral devem ser guardados a uma temperatura ambiente controlada. Devem ser protegidos da luz e da humidade para evitar a degradação e garantir que o produto mantém a qualidade e estabilidade prescritas até à data de validade.


P: Foram emitidos avisos de saúde pública importantes sobre o Zepid?

A informação oficial de prescrição inclui um Aviso de Advertência (Boxed Warning). Este aviso informa sobre um aumento do risco de morte quando o medicamento é utilizado em doentes idosos com psicose relacionada com a demência, o que constitui uma utilização não aprovada do produto.


P: Quais são as condições que podem tornar o Zepid menos eficaz?

Os documentos regulamentares indicam que a eficácia do medicamento pode ser reduzida se for coadministrado com certos fármacos conhecidos como indutores potentes da enzima CYP3A4 (ex.: carbamazepina). Estes medicamentos podem acelerar a decomposição do Zepid pelo organismo, o que baixa a sua concentração e potencial eficácia.

Como Zepid deve ser armazenado e descartado?

Como conservar e eliminar o Zepid

Conserve o Zepid no frigorífico, a uma temperatura entre 2 °C e 8 °C, até ao momento da sua utilização. Mantenha a caneta de dose única na sua cartonagem original para proteger o medicamento da luz. É fundamental nunca congelar este produto; caso o Zepid tenha sido congelado, deve ser descartado de imediato, mesmo que tenha descongelado.

Se a refrigeração não for possível, a caneta ainda fechada pode ser conservada à temperatura ambiente, não devendo ultrapassar os 30 °C, por um período máximo de 21 dias. Uma vez armazenada à temperatura ambiente, a caneta não pode voltar a ser colocada no frigorífico e deve ser utilizada dentro deste período de 21 dias ou eliminada.

As canetas de dose única de Zepid usadas, que são consideradas objetos cortantes, devem ser eliminadas num recipiente de eliminação de objetos cortantes aprovado imediatamente após a utilização, seguindo os regulamentos locais para o descarte seguro de agulhas e seringas. Mantenha todos os medicamentos fora do alcance e da vista das crianças.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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