YESCARTA

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YESCARTA

Opção de tratamento:

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de YESCARTA

O YESCARTA é um medicamento de imunoterapia utilizado para tratar certos tipos de cancro do sangue que afetam os linfócitos B. Trata-se de uma terapia genética avançada, especificamente uma terapia de células T com recetores de antigénios quiméricos (CAR-T). Ao contrário dos medicamentos convencionais, o YESCARTA é fabricado individualmente para cada doente a partir das suas próprias células imunitárias.

Este tratamento é indicado para adultos com linfoma difuso de grandes células B (LDGCB) e linfoma de células B do mediastino primário (LCBMP). É geralmente utilizado quando o cancro não respondeu ao tratamento inicial ou se houve uma recidiva após duas ou mais linhas de terapias sistémicas anteriores. O objetivo do YESCARTA é reprogramar o sistema imunitário do doente para que este consiga identificar e destruir as células cancerígenas.

O processo terapêutico envolve a recolha de glóbulos brancos do doente, que são depois modificados em laboratório para expressarem um recetor específico. Este recetor permite que as células modificadas reconheçam uma proteína chamada CD19, que se encontra na superfície das células do linfoma. Após a sua reintrodução no organismo do doente através de uma perfusão, estas células modificadas ligam-se às células cancerígenas, promovendo a sua eliminação.

Quais efeitos secundários são possíveis com YESCARTA?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança: YESCARTA (Axicabtagene Ciloleucel)

O YESCARTA é uma terapia de células T com CAR e acarreta um risco de reações adversas graves, potencialmente fatais ou fatais, particularmente nas primeiras semanas após a perfusão. Devido a estes riscos, o tratamento é administrado em instalações de saúde certificadas.


Advertências de Advertência Grave (Black Box)

Os riscos graves mais significativos e comuns associados ao YESCARTA incluem:

  • Síndrome de Libertação de Citocinas (SRC): Uma resposta inflamatória sistémica que pode causar febre, calafrios, dificuldade em respirar, fadiga extrema e danos em órgãos. É comum e pode ser fatal. A gestão requer frequentemente cuidados de suporte e medicamentos específicos, como o tocilizumab.
  • Toxicidades Neurológicas (TN): Estas podem manifestar-se como eventos graves ou potencialmente fatais, incluindo confusão, convulsões, dificuldades na fala (afasia), dores de cabeça e edema cerebral. O início pode ocorrer de dias a semanas após a perfusão.

Monitorização e Mitigação de Riscos: Os doentes devem ser monitorizados de perto durante, pelo menos, quatro semanas após a perfusão para deteção de sinais de SRC e TN. Os doentes devem ser aconselhados a evitar conduzir ou operar máquinas pesadas durante, pelo menos, 8 semanas.


Outros Efeitos Secundários Comuns

Outros efeitos secundários reportados frequentemente, tipicamente menos graves do que a SRC e as TN, incluem:

Efeitos Sistémicos Efeitos Hematológicos Risco Infecioso
Febre, Fadiga Anemia (baixo contagem de glóbulos vermelhos) Infeções graves
Náuseas, Diarreia Neutropenia (baixa contagem de glóbulos brancos) Neutropenia febril
Taquicardia (ritmo cardíaco acelerado) Trombocitopenia (baixa contagem de plaquetas)

A monitorização a longo prazo para novas neoplasias malignas é também recomendada como uma precaução de segurança geral para terapias celulares com genes modificados.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem com YESCARTA e Quando Procurar Ajuda — Informações Oficiais

A documentação clínica oficial para o Axicabtagene ciloleucel, uma terapia de células T CAR, descreve as consequências de uma sobredosagem (administração de um número excessivo de células) como o desenvolvimento de toxicidades graves relacionadas com a dose.

Âmbito da Sobredosagem

Elemento Descrição Clínica Oficial
Manifestações Documentadas de Sobredosagem Síndrome de Libertação de Citocinas (SRC) e Toxicidades Neurológicas (ICANS) graves ou potencialmente fatais. Os sintomas principais incluem febre, hipotensão, taquicardia, hipoxia, confusão, convulsões e encefalopatia.
Sistemas Fisiológicos Afetados Sistema Nervoso, Sistema Cardiovascular, Sistema Respiratório e Sistema Hematológico. Os desfechos graves incluem reações fatais ou potencialmente fatais e casos de edema cerebral.
Notas sobre Populações Específicas Os doentes com função renal, hepática, pulmonar ou cardíaca inadequada são considerados mais vulneráveis às consequências destas reações adversas graves.

Ações de Emergência Necessárias

Elemento Declaração Oficial
Quando é Necessária Ajuda Médica Imediata Os doentes devem procurar assistência médica imediata perante os primeiros sinais ou sintomas de Síndrome de Libertação de Citocinas ou de Reações Adversas Neurológicas.
Protocolo de Resposta de Emergência São obrigatórias intervenções farmacológicas específicas, incluindo a disponibilidade imediata de Tocilizumab e corticosteroides no local para gestão clínica. Reações graves exigem terapia de suporte em cuidados intensivos.
Restrições no Contexto de Sobredosagem Os doentes devem ser monitorizados diariamente durante, pelo menos, 7 a 10 dias após a perfusão e devem permanecer nas proximidades de um centro de tratamento qualificado durante, pelo menos, 4 semanas após a perfusão. É necessária telemetria cardíaca contínua e oximetria de pulso para toxicidades de Grau 2 ou superior.

Ligação ao Perfil Geral de Sobredosagem

Os protocolos definem o perfil de sobredosagem do YESCARTA como a apresentação destas toxicidades específicas e potencialmente fatais, o que exige uma observação contínua e a implementação imediata de cuidados de suporte baseados em protocolos. Esta classificação determina quando os doentes devem procurar atenção médica urgente e descreve os procedimentos de monitorização obrigatórios.

Usos terapêuticos de YESCARTA

O que o YESCARTA trata: Principais Utilizações e Benefícios

O YESCARTA é habitualmente utilizado como uma abordagem terapêutica especializada para doentes adultos com linfomas não-Hodgkin de células B agressivos que exigem uma gestão avançada. Esta terapia é pertinente para condições que envolvem manifestações episódicas ou flutuantes, classificadas como recidivantes ou refratárias, apresentando sintomas recorrentes ou persistentes.

Esta abordagem é aplicada principalmente em contextos onde o cancro não respondeu a duas ou mais linhas de terapia sistémica, ou quando a recidiva ocorreu rapidamente. As condições onde é comummente utilizado incluem o Linfoma Difuso de Grandes Células B (LDGCB), o Linfoma Primário do Mediastino de Grandes Células B (LPMGCB) e o Linfoma Folicular (LF) recidivante ou refratário. Quando se atinge uma resposta sustentada, esta apoia o alívio do mal-estar relacionado com o desequilíbrio sistémico.

“Esta abordagem especializada é considerada relevante para gerir a progressão da condição maligna em situações que envolvem formas de cancro agressivas e resistentes ao tratamento.”

Quando a doença subjacente é controlada, a terapia auxilia na manutenção do conforto funcional ao abordar sintomas que interferem no quotidiano, tais como suores noturnos profusos, febres persistentes e perda de peso, bem como o desconforto físico resultante do aumento de volume dos gânglios linfáticos.

Facto Rápido: Apoio em Sintomas Relacionados com Desequilíbrio Sistémico
Esta terapia apoia os doentes durante episódios difíceis, atenuando o sofrimento relacionado com os chamados sintomas B e pode auxiliar, contribuindo para um melhor conforto durante os períodos sintomáticos

Critérios de utilização e restrições

Elegibilidade Oficial e Restrições

A elegibilidade para o YESCARTA (Axicabtagene ciloleucel) é rigorosamente definida pelas autoridades competentes e foca-se na idade do doente, nas características da doença e no estado clínico atual.

Âmbito da Elegibilidade Declaração Clínica Oficial
Populações Autorizadas Autorizado para doentes adultos (idade igual ou superior a 18 anos) com linfomas de células B específicos, recidivantes ou refratários.
Uso Autólogo Estritamente para uso autólogo; a identidade do doente deve corresponder exatamente aos identificadores do produto.
Grupos Contraindicados Doentes com hipersensibilidade conhecida à substância ativa ou a qualquer componente da formulação.
Exclusão por Doença (Limitação de Uso) Não indicado para o tratamento de doentes com linfoma primário do Sistema Nervoso Central (SNC).
Uso Condicional ou Adiamento A perfusão deve ser adiada se o doente apresentar uma infeção sistémica ativa clinicamente significativa ou uma doença inflamatória ativa.
Uso Pediátrico A segurança e a eficácia não foram estabelecidas em crianças e adolescentes (com menos de 18 anos); o uso não está autorizado nesta população.
Gravidez e Aleitamento Não recomendado durante a gravidez devido a riscos potenciais; durante o aleitamento, é aconselhada a decisão entre descontinuar a amamentação ou descontinuar o medicamento.

Estas regras oficiais de elegibilidade, documentadas pelas autoridades de saúde, garantem que o medicamento seja administrado apenas à população de doentes para a qual os dados de segurança e eficácia foram estabelecidos.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações do YESCARTA com outros medicamentos e produtos

O perfil de interação do Axicabtagene ciloleucel baseia-se na sua classificação como um produto de base celular vivo, centrando-se na interferência funcional e não no metabolismo convencional de fármacos.

Interações Farmacodinâmicas e Restrições

  • Terapia Imunossupressora Sistémica: Os medicamentos que suprimem o sistema imunitário de forma generalizada, particularmente os corticosteroides sistémicos (quando não são utilizados para gerir reações adversas como a Síndrome de Libertação de Citocinas), podem interferir com a expansão e persistência das células T CAR. Esta é uma interação farmacodinâmica crucial que pode potencialmente comprometer a atividade pretendida da terapia.
  • Vacinas Vivas: A coadministração de vacinas vivas não é recomendada devido ao risco de infeção ativa num estado de imunocomprometimento. As restrições temporais exigem que as vacinas vivas sejam evitadas durante um período que inclua, pelo menos, seis semanas antes da quimioterapia de linfodepleção e até que a recuperação imunitária seja confirmada.

Perfil Metabólico e Farmacocinético

  • Tocilizumab: Este agente está listado como um componente essencial para a gestão da Síndrome de Libertação de Citocinas (SRC), um efeito documentado da atividade das células T. A disponibilidade de Tocilizumab é um requisito obrigatório antes da perfusão.
  • Ausência de Interações Farmacocinéticas Tradicionais: Não estão documentadas quaisquer interações farmacocinéticas clássicas que envolvam enzimas do Citocromo P450 (CYP), transportadores de fármacos, alimentos, álcool ou produtos à base de plantas.

Mecanismo de ação

Como Funciona o YESCARTA: Mecanismo de Ação

Reconhecimento Alvo e Lise de Células B

O YESCARTA é uma terapia de células T com Recetores de Antigénios Quiméricos (CAR), criada através da modificação genética das células T do próprio doente para que estas expressem um CAR. Este recetor foca-se especificamente na proteína CD19, que se encontra na superfície das células B. Após a ligação ao CD19, o CAR transmite um sinal de ativação, o que leva à destruição rápida e específica (lise) das células B CD19-positivas. Este mecanismo celular resulta num efeito fisiológico ao nível sistémico de aplasia profunda de células B, caracterizada pela eliminação quase total desta população celular.

Ativação de Células T e Cascata Imunitária

A estrutura do CAR contém domínios de sinalização intracelular que, ao serem ativados, iniciam uma cascata proliferativa significativa nas células T infundidas. Esta resposta imunitária de elevada atividade conduz à libertação sistémica de mediadores inflamatórios na corrente sanguínea, incluindo níveis elevados de citocinas (por exemplo, IL-6, IFN-gama). Este efeito sistémico agudo induz um estado de perturbação imunitária conhecido como Síndrome de Libertação de Citocinas (SRC), que constitui uma consequência fisiológica fundamental deste mecanismo.

Informações sobre dosagem e administração

A utilização do YESCARTA (Axicabtagene ciloleucel) é um tratamento de administração única, altamente controlado, que segue um protocolo padronizado definido pelas normas oficiais.

Âmbito da Administração

Guia de Instruções: Como utilizar o YESCARTA — diretrizes oficiais de administração
Via de administração: Exclusivamente por perfusão intravenosa (IV).
Esquema posológico (conforme fontes oficiais): A dose alvo é de 2 x 10^6 células T viáveis CAR-positivas por kg de peso corporal do doente, com uma dose máxima de 2 x 10^8 células.
Frequência e esquema: Administração única (tratamento realizado uma só vez).
Regras de administração por grupo etário: Não é necessário ajuste de dose para doentes idosos (idade igual ou superior a 65 anos); a segurança e a eficácia não foram estabelecidas para doentes com menos de 18 anos.

Estrutura procedimental resultante

As instruções procedimentais oficiais exigem uma preparação específica e o cumprimento de prazos rigorosos:

  • Pré-tratamento: Os doentes devem receber um ciclo de quimioterapia de linfodepleção com início alguns dias antes da perfusão.
  • Pré-medicação: São administrados paracetamol e um anti-histamínico H1 aproximadamente uma hora antes da perfusão.
  • Administração: O produto deve ser infundido através de um acesso intravenoso e administrado num período de 30 minutos após a descongelação.
  • Restrição: Não deve ser utilizado um filtro de leucodepleção e o produto destina-se estritamente a uso autólogo.

Ligação ao protocolo global de utilização

As instruções oficiais determinam um protocolo preciso e coordenado que se inicia com a quimioterapia de linfodepleção e culmina numa perfusão intravenosa única, baseada no peso. Esta abordagem estruturada garante que a suspensão celular especializada seja entregue sob condições controladas e mantém rigorosamente a natureza autóloga da terapia, o que é exigido para a utilização correta conforme definido nos documentos oficiais.

Evidência clínica recente

Evidência Científica e Panorama dos Estudos sobre o YESCARTA

Evidência no Linfoma de Grandes Células B (LGCB) – Recidivante ou Refratário após Duas ou Mais Linhas de Tratamento

A investigação sobre o papel do YESCARTA em doentes adultos com linfoma de grandes células B (LGCB) agressivo, que reapareceu ou resistiu a dois ou mais tratamentos anteriores, envolveu principalmente um estudo de Fase 2 de braço único chamado ZUMA-1. Este estudo avaliou doentes sem um grupo de comparação que recebesse um tratamento padrão. A investigação monitorizou a Sobrevivência Global (SG), a Sobrevivência Livre de Progressão (SLP) e a Duração da Resposta (DR). Estes resultados estão relacionados com o equilíbrio sistémico ou funcional e foram utilizados na investigação para explorar como os sintomas evoluíram ao longo do tempo. Os dados do estudo mostram padrões relativos às taxas de resposta objetiva, que refletem a proporção de doentes que apresentaram uma alteração no tamanho do tumor medida durante o período do estudo. Os relatórios de acompanhamento a longo prazo desta investigação descrevem medições de sobrevivência ao longo de um período que se estende até cinco anos.

Evidência no Linfoma de Grandes Células B (LGCB) – Recidiva Precoce ou Refratário à Terapia de Primeira Linha

A utilização do YESCARTA em doentes adultos com LGCB que não responderam à terapia inicial ou que sofreram uma recidiva precoce foi avaliada num ensaio clínico de Fase 3 aleatorizado, conhecido como ZUMA-7. Este modelo de estudo foi concebido para examinar as diferenças nos resultados entre o YESCARTA e a terapia de segunda linha padrão (quimioterapia seguida de transplante de células estaminais). O foco principal foi a sobrevivência livre de eventos (SLE), que analisou resultados que refletem o funcionamento diário, tais como a progressão da doença ou a necessidade de um novo tratamento para o linfoma.

O que Ainda é Incerto na Investigação sobre o YESCARTA

Diversas áreas permanecem incertas ou requerem investigação adicional. A principal incerteza reside na escassez de evidência a longo prazo que se estenda para além dos atuais períodos de acompanhamento, especialmente para as indicações aprovadas mais recentemente. No contexto de recidiva tardia, verifica-se uma falta de evidência comparativa. Os resultados foram variáveis nalguns subgrupos pequenos de doentes, o que significa que as conclusões relativas a esses subgrupos são incertas.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas Frequentes sobre o YESCARTA (FAQ)

O que acontece às células T recolhidas para o YESCARTA?

As células T do doente são recolhidas através de um processo chamado leucaférese. Estas células são enviadas para uma unidade de fabrico onde são geneticamente modificadas para expressar o Recetor de Antigénio Quimérico (CAR). Após as células serem cultivadas (expansão), são congeladas e devolvidas ao centro de tratamento para a perfusão.

O fabrico do YESCARTA é sempre bem-sucedido?

Os dados dos ensaios clínicos indicam que o processo de fabrico foi validado para atingir consistentemente um elevado nível de qualidade do produto e é bem-sucedido para a maioria dos doentes. Embora o tempo do processo possa variar, a produção bem-sucedida é geralmente alcançada para aqueles que avançam com a terapia.

Como é que o YESCARTA difere dos transplantes de células estaminais?

O YESCARTA é uma terapia especializada de células T CAR, na qual as células T existentes do doente são geneticamente modificadas para reconhecer e atingir especificamente as células cancerígenas. Isto é diferente de um transplante autólogo de células estaminais, que envolve a substituição da medula óssea e das células imunitárias de um doente após quimioterapia de dose elevada.

Existem problemas conhecidos ao tomar vacinas comuns após o YESCARTA?

Os documentos regulatários oficiais aconselham explicitamente contra a administração de vacinas vivas aos doentes durante um período até que a recuperação imunitária seja confirmada, devido ao risco de infeção ativa. Os doentes são aconselhados a consultar a sua equipa médica antes de receberem qualquer tipo de vacina após o tratamento.

Durante quanto tempo os doentes precisam de ser monitorizados após a perfusão de YESCARTA?

Os doentes devem ser monitorizados diariamente durante, pelo menos, sete dias imediatamente após a perfusão. Após a alta, a informação oficial do produto aconselha os doentes a permanecerem perto da unidade de tratamento autorizada por um período de duas a quatro semanas.

Posso conduzir após o procedimento de perfusão de YESCARTA?

Devido ao potencial para problemas no sistema nervoso (toxicidades neurológicas), a informação de segurança oficial aconselha os doentes a evitar conduzir ou operar máquinas pesadas. Esta restrição é recomendada durante, pelo menos, oito semanas após a perfusão, ou até que quaisquer problemas do sistema nervoso tenham sido resolvidos.

Qual é o tempo de recuperação esperado após receber YESCARTA?

A recuperação envolve um período inicial de monitorização em internamento (pelo menos 7 dias) e uma restrição obrigatória de condução por, pelo menos, oito semanas. Alguns efeitos secundários, como contagens baixas de células sanguíneas, são reportados como persistindo por várias semanas.

O YESCARTA causa queda de cabelo como a quimioterapia tradicional?

A queda de cabelo (alopecia) não está listada entre os efeitos secundários mais comuns ou graves na informação oficial de segurança para o produto. Este efeito secundário específico está tipicamente associado a agentes de quimioterapia convencionais.

O YESCARTA funciona para outros tipos de cancro além dos aprovados?

O medicamento está autorizado apenas para os tipos específicos de linfomas de células B recidivantes ou refratários e linfoma folicular definidos no rótulo oficial do produto. O medicamento só está autorizado para as indicações específicas definidas no rótulo oficial.

Quanto tempo demora habitualmente o processo de tratamento com YESCARTA do início ao fim?

Todo o processo tem várias fases. Isto inclui a recolha de células, com a fase de fabrico a demorar habitualmente uma média de cerca de 17 dias. Segue-se a quimioterapia de pré-tratamento, a perfusão única e, depois, a monitorização rigorosa necessária durante, pelo menos, duas a quatro semanas após o procedimento.

As pessoas precisam habitualmente de ficar no hospital após receberem o YESCARTA?

Sim, os doentes são habitualmente hospitalizados após a perfusão para uma monitorização próxima e intensiva. Os requisitos oficiais de segurança exigem que os doentes sejam monitorizados diariamente durante, pelo menos, sete dias para garantir a gestão segura de potenciais efeitos secundários graves, como a Síndrome de Libertação de Citocinas e problemas no sistema nervoso.

Qual é o tempo mais longo que a resposta de um doente ao YESCARTA foi acompanhada em estudos?

Os relatórios de acompanhamento a longo prazo dos ensaios clínicos principais descrevem medições de sobrevivência e duração da resposta ao longo de períodos que se estendem até cinco anos. Estes estudos são utilizados para avaliar os padrões de resposta à terapia a longo prazo.

Qual é a diferença entre o YESCARTA e o Kymriah?

Ambos são terapias de células T CAR especializadas direcionadas ao CD19. São produtos diferentes, distinguidos pelas suas indicações aprovadas (os tipos de cancro que estão autorizados a tratar) e pelos seus processos de fabrico específicos.

O YESCARTA é considerado um tratamento padrão ou uma opção inovadora?

O YESCARTA é classificado pelas agências reguladoras como um Medicamento de Terapia Avançada (ATMP), que é um tipo especializado de terapia génica. Representa uma forma inovadora e altamente personalizada de imunoterapia e é distinto dos tratamentos padrão convencionais.

Os efeitos secundários do YESCARTA são permanentes?

A maioria dos efeitos secundários agudos, como a Síndrome de Libertação de Citocinas e as toxicidades neurológicas, são geralmente temporários. No entanto, a informação oficial refere o potencial para certos efeitos prolongados, incluindo níveis baixos de anticorpos no sangue (hipogamaglobulinemia) e o risco de novos tumores malignos de células T.

As pessoas que recebem YESCARTA ainda precisam de tratamentos oncológicos de acompanhamento?

O YESCARTA é administrado como um tratamento único destinado a uma resposta duradoura. No entanto, os ensaios clínicos acompanham a Sobrevivência Livre de Eventos (SLE), e estes dados reconhecem que alguns doentes podem sofrer progressão da doença ou necessitar de tratamento posterior.

Quais são os requisitos gerais de elegibilidade para o YESCARTA?

O medicamento está autorizado para tipos específicos de linfomas de células B recidivantes ou refratários em doentes adultos (idade igual ou superior a 18 anos). É estritamente para uso autólogo (utilizando as próprias células do doente) e não está autorizado para doentes com certas condições, como infeção sistémica ativa ou linfoma primário do sistema nervoso central.

O YESCARTA está disponível em países fora dos EUA e da Europa?

A autorização regulatária para o YESCARTA foi concedida em vários países fora dos Estados Unidos e da União Europeia, incluindo o Canadá e o Japão. A disponibilidade específica depende das decisões finais dos organismos reguladores nacionais locais.

Que tipo de médico especialista gere o tratamento com YESCARTA?

O tratamento deve ser gerido e administrado por um médico com experiência específica em tumores malignos hematológicos e formação especializada em terapia de células T CAR. A administração deve ocorrer num centro de tratamento autorizado.

Quais são os principais resultados de investigação que levaram à aprovação do YESCARTA?

Os resultados principais dos ensaios clínicos fundamentais (ZUMA-1 e ZUMA-7) mostraram uma elevada proporção de doentes a atingir respostas completas duradouras. Adicionalmente, um ensaio mostrou uma melhoria na Sobrevivência Livre de Eventos (SLE) em comparação com a terapia de segunda linha padrão na população de doentes estudada.

Porque é que o YESCARTA é administrado num centro de tratamento específico e não em qualquer hospital?

O YESCARTA é administrado apenas em unidades de saúde certificadas específicas, integradas num programa obrigatório de Estratégia de Avaliação e Mitigação de Riscos. Este requisito garante que o centro de tratamento possui pessoal especializado e acesso imediato aos recursos necessários para gerir efeitos secundários graves.

Qual é o risco de contrair uma infeção após o tratamento com YESCARTA?

Infeções graves e neutropenia febril (febre com baixa contagem de glóbulos brancos) estão listadas como riscos comuns e graves na informação de segurança. Este risco deve-se ao potencial para contagens baixas e prolongadas de células sanguíneas (citopenias) após o tratamento, o que pode enfraquecer o sistema imunitário.

Porque é importante ter um cuidador disponível após o tratamento com YESCARTA?

A informação oficial de segurança do doente aconselha a presença de um cuidador porque os doentes devem ser monitorizados de perto para efeitos secundários graves, como toxicidades neurológicas, que o doente pode não reconhecer em si mesmo. O cuidador auxilia na monitorização, nas atividades diárias e no cumprimento das restrições obrigatórias de transporte e atividade.

Quais são os planos de monitorização a longo prazo para pessoas que receberam YESCARTA?

A monitorização a longo prazo é necessária para avaliar potenciais riscos, incluindo o desenvolvimento tardio de novos tumores malignos de células T (cancros secundários), como precaução de segurança com terapias celulares geneticamente modificadas. A monitorização também continua para efeitos secundários prolongados, como níveis baixos de anticorpos no sangue (hipogamaglobulinemia).

Como YESCARTA deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar o YESCARTA (Axicabtagene Ciloleucel)

O YESCARTA é uma terapia celular criopreservada especializada que requer um manuseamento rigoroso, conforme definido na rotulagem oficial.


Condições de Armazenamento

Requisito de Armazenamento Especificação
Temperatura Obrigatória Conservar congelado na fase de vapor de azoto líquido (em temperaturas iguais ou inferiores a -150 °C).
Estabilidade Pós-Descongelação Utilizar num prazo de 3 horas à temperatura ambiente (20 °C a 25 °C).
Proibição de Manuseamento O produto NÃO deve ser irradiado.

Manuseamento e Eliminação

O YESCARTA destina-se estritamente ao uso autólogo; a identidade do doente deve ser verificada em relação aos rótulos do produto. O medicamento deve ser mantido fora da vista e do alcance das crianças. Devido à sua composição de células sanguíneas humanas geneticamente modificadas, todos os produtos não utilizados e os materiais residuais devem ser eliminados como resíduos biológicos, de acordo com as diretrizes locais de biossegurança.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Equivalente a YESCARTA encontrado em:

ÍNDICE A-Z: