Yara

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Yara

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Princípio ativo Cloridrato de Ranitidina
Formas de apresentação Oral (comprimido, cápsula, xarope) e parentérica (injeção)
Classe farmacológica Antagonista dos recetores H₂ da histamina (bloqueador H₂)
Uso comum Redução do ácido gástrico e alívio de sintomas associados
Origem Composto sintético

Que tipo de medicamento é o Yara?

Yara refere-se a um medicamento cujo componente ativo é o composto sintético Cloridrato de Ranitidina, pertencente à classe dos antagonistas dos recetores H₂ da histamina (bloqueadores H₂). Esta classificação designa um grupo específico de agentes antiulcerosos concebidos para reduzir o volume e a acidez das secreções no estômago. A eficácia da Ranitidina na inibição da acidez é amplamente reconhecida e fundamentada por estudos farmacológicos. O fármaco é considerado um produto de ingrediente único, sendo a sua ação farmacológica derivada exclusivamente da molécula de Ranitidina. Este mecanismo distingue os bloqueadores H₂ dos antiácidos simples, uma vez que os primeiros inibem diretamente o sinal que desencadeia a produção de ácido, enquanto os segundos apenas neutralizam o ácido que já foi secretado.


Composição e Formas Disponíveis de Ranitidina

O princípio ativo principal é o Cloridrato de Ranitidina, que é a forma de sal quimicamente estável da Ranitidina. O medicamento é fabricado em várias formas farmacêuticas para permitir flexibilidade na administração, incluindo formas orais comuns, tais como o comprimido, a cápsula e o xarope. A formulação em xarope, por exemplo, é geralmente adequada para doentes que apresentam dificuldade em deglutir medicamentos sólidos, como é o caso de alguns doentes pediátricos ou idosos. Além disso, o fármaco é preparado em formas parentéricas destinadas a injeção intravenosa em ambiente clínico, essencialmente para doentes impossibilitados de tomar medicação por via oral ou que necessitem de um controlo imediato da secreção ácida gástrica.


Qual é o Objetivo Geral de um Bloqueador H₂?

O objetivo geral de um antagonista dos recetores H₂ da histamina é obter uma diminuição substancial da secreção de ácido gástrico, através da inibição competitiva da ação da histamina nas células parietais do estômago. Ao reduzir a carga ácida global, o medicamento proporciona o benefício fundamental de mitigar o desconforto e a irritação associados ao excesso de ácido gástrico. Um cenário de utilização neutro para esta classe de medicamentos é a redução da sensação de azia que ocorre frequentemente após as refeições. Esta ação oferece alívio de sintomas comuns como a azia generalizada e o refluxo ácido.

Quais efeitos secundários são possíveis com Yara?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

O perfil de segurança oficial do Yara (Cloridrato de Ranitidina) classifica as reações adversas com base na sua frequência reportada e no sistema fisiológico afetado, seguindo normas regulamentares estabelecidas.

Classificação das Reações Adversas

Os efeitos adversos estão documentados em várias Classes de Sistemas de Órgãos, incluindo os sistemas Gastrointestinal, Nervoso e Imunitário. A frequência é categorizada da seguinte forma:

Frequência Principais Reações Adversas (Regulamentares)
Frequentes Cefaleias (por vezes graves), Tonturas, Fadiga.
Pouco Frequentes Distúrbios gastrointestinais (ex: diarreia, obstipação), Erupção cutânea.
Raros Alterações reversíveis da função hepática, Reações de hipersensibilidade, Bradicardia, Alterações reversíveis nas contagens sanguíneas.
Muito Raros Confusão mental reversível, Depressão, Alucinações, Hepatite, Pancreatite aguda, Nefrite intersticial.

Reações Adversas Graves e Considerações de Segurança

O perfil oficial lista diversas reações raras mas clinicamente significativas, incluindo a Anafilaxia e a Hepatite grave (por vezes com icterícia), Discrésias Sanguíneas e Nefrite Intersticial Aguda.

As Notas de Segurança Específicas para Populações referem que os Adultos Idosos e doentes com Comprometimento Renal apresentam uma suscetibilidade acrescida a efeitos no sistema nervoso central (tais como confusão), o que constitui uma advertência fundamental definida na rotulagem oficial. Adicionalmente, existe uma restrição de segurança específica para doentes com antecedentes de porfíria aguda.

Alguns padrões de segurança relacionam-se com a exposição: a Bradicardia é observada com maior frequência com a administração intravenosa rápida, e certos efeitos como a ginecomastia e a impotência estão associados à utilização a longo prazo.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

A documentação oficial do Yara (Cloridrato de Ranitidina) descreve manifestações clínicas específicas de sobre-exposição e determina a necessidade de uma ação de emergência imediata.

As apresentações de sobredosagem, que representam potenciais exacerbações dos efeitos conhecidos, podem incluir distúrbios neurológicos e motores, tais como confusão mental reversível, agitação, alucinações, falta de coordenação, sensação de cabeça vazia e desmaio (síncope). Em cenários de elevada exposição, foram reportados resultados graves com risco de vida, incluindo arritmias cardíacas sérias, tais como bradicardia ou taquicardia, e bloqueio atrioventricular. Foram também documentados casos raros de falência hepática.

Resposta de Emergência e Gestão

Deve procurar-se assistência médica imediata ou contactar-se um centro de informação antivenenos sem demora, mesmo que não existam sintomas de sobredosagem. Esta é a instrução regulamentar obrigatória.

Não existe um antídoto específico conhecido para a sobre-exposição à Ranitidina. A gestão clínica é definida como tratamento sintomático e de suporte. Isto pode envolver a monitorização dos sinais vitais, a realização de um ECG para avaliar a função cardíaca e procedimentos como a administração de carvão ativado.

Uma consideração específica observada na rotulagem oficial é o potencial para concentrações elevadas do fármaco em doentes com função renal comprometida, o que pode aumentar o risco de sobre-exposição. Adicionalmente, a confusão mental é reportada predominantemente em doentes idosos gravemente doentes.

Usos terapêuticos de Yara

O papel terapêutico principal do Yara consiste em prestar apoio em quadros clínicos originados pela produção excessiva ou pelo impacto prejudicial do ácido gástrico, focando-se no alívio de sintomas e no suporte ao bem-estar geral durante as fases sintomáticas. Este medicamento é aplicado em domínios onde seja necessário um suporte sintomático adicional em distúrbios relacionados com a acidez.

O Yara é habitualmente utilizado para auxiliar na gestão de conjuntos de sintomas como a azia frequente e o refluxo ácido, que muitas vezes interferem no equilíbrio das atividades diárias. É relevante na gestão de condições caracterizadas por sintomas acentuados, incluindo úlceras duodenais ativas e gástricas benignas, Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE), esofagite erosiva e estados de hipersecretorias patológicas, tais como a Síndrome de Zollinger-Ellison. O medicamento pode auxiliar na manutenção da estabilidade do revestimento gastrointestinal e é aplicado na gestão da recorrência destas lesões. Pode fazer parte da gestão sintomática em contextos clínicos e é relevante para atenuar o potencial de certas complicações relacionadas com o ácido.


Foco Terapêutico: Desconforto Relacionado com a Acidez

Categoria de Uso Sintoma Principal Abordado Benefício Contextual
Doença Péptica Dor e ardor ulceroso Oferece um suporte que ajuda a aliviar a carga sintomática global
DRGE / Refluxo Azia Contribui para uma melhoria do conforto durante períodos de sintomas acentuados
Profilaxia Risco de aspiração ácida Auxilia na manutenção da estabilidade funcional em contextos de elevado risco

Critérios de utilização e restrições

Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar o Yara?

O perfil oficial de elegibilidade do Yara (Ranitidina) é definido por categorias regulamentares rigorosas que detalham quem pode utilizar o medicamento e quem não o deve fazer.

As populações para as quais o uso é contraindicado incluem indivíduos com hipersensibilidade conhecida ao medicamento ou aos seus componentes, bem como doentes com antecedentes de porfíria aguda.


Elegibilidade por Idade e Condições Específicas

A segurança e a eficácia estão estabelecidas para Adultos e Doentes Pediátricos a partir de um mês de idade para as condições indicadas na rotulagem. A utilização não está estabelecida para Recém-nascidos (com menos de um mês de vida).

Doentes com função renal comprometida (clareamento da creatinina inferior a 50 mL/min) requerem um ajuste posológico devido à principal via de excreção do fármaco. A existência de disfunção hepática exige precaução durante a utilização.

A segurança não foi estabelecida durante a gravidez (Categoria B), sendo o seu uso condicional. O fármaco é excretado no leite humano, o que torna a utilização durante a lactação dependente da avaliação de necessidade clínica.


Ligação ao Perfil Geral de Elegibilidade

Os documentos regulamentares oficiais definem estritamente quem pode e quem não pode utilizar o Yara, classificando as populações com base em exclusões absolutas e na segurança estabelecida. O perfil estrutura-se em torno de contraindicações formais (hipersensibilidade, porfíria aguda) e restrições condicionais específicas relacionadas com a idade, o estado fisiológico (gravidez/amamentação) e a função orgânica. Estes condicionamentos determinam os grupos autorizados a utilizar o medicamento sob condições específicas ou aqueles que estão inteiramente proibidos de o fazer.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O Yara (Ranitidina) interage com outros medicamentos principalmente através de dois mecanismos farmacocinéticos: a alteração do pH gástrico e a interferência na eliminação (depuração) de fármacos no organismo.


Redução da Exposição por Alteração do pH Gástrico

A elevação do pH do estômago reduz a absorção e a consequente concentração plasmática de medicamentos administrados em simultâneo que necessitem de um ambiente ácido para a sua solubilidade. Este grupo inclui certos antifúngicos, como o Cetoconazol, e antivirais específicos para o VIH, como o Atazanavir e a Delavirdina. As indicações oficiais determinam que a coadministração crónica de Ranitidina com Delavirdina não é recomendada.


Aumento da Exposição por Redução da Depuração

Inversamente, a Ranitidina pode aumentar a exposição sistémica de alguns medicamentos coadministrados. Este efeito é observado com o Midazolam oral e o Triazolam, cujas exposições aumentam até 65% e 30%, respetivamente. Além disso, a Ranitidina, enquanto substrato do sistema de transporte renal de catiões orgânicos, reduz a depuração de fármacos como a Procainamida e o seu metabolito, resultando em níveis plasmáticos aumentados. Foram também reportadas alterações no tempo de protrombina com o uso de Anticoagulantes Coumarínicos.


Condicionantes na Administração

Antiácidos de elevada potência ou o Sucralfato podem diminuir a absorção da própria Ranitidina. As diretrizes oficiais estabelecem que a administração de Ranitidina e destes agentes deve ser separada por um intervalo de, pelo menos, duas horas.

Nota Específica para Populações: O perfil de interações reveste-se de maior relevância clínica em doentes com compromisso renal (Clareamento da Creatinina < 50 mL/min), uma vez que a eliminação reduzida da Ranitidina nesta população pode levar a níveis plasmáticos mais elevados e a um maior impacto sobre outros medicamentos administrados conjuntamente.

Mecanismo de ação

O Yara atua como um inibidor seletivo da enzima alvo, a X-Cinase, no interior do osteoclasto. Esta X-Cinase é essencial para a reorganização do citoesqueleto e para o desempenho das funções necessárias para que o osteoclasto consiga aderir ao osso e reabsorver o tecido ósseo.

A ligação do Yara ao local ativo da X-Cinase impede o início da sua cascata de fosforilação. Esta ação inibitória demonstra especificidade para a enzima alvo. A modulação da atividade da X-Cinase prejudica a capacidade do osteoclasto de criar o bordo em escova e o subsequente microambiente ácido necessários para a dissolução mineral e para a degradação da matriz.

Consequentemente, a taxa líquida de renovação óssea é deslocada no sentido da formação de osso. A diminuição da atividade de reabsorção óssea reduz a libertação sistémica de componentes da matriz do osso. O mecanismo conclui-se com a redução sustentada da atividade da enzima visada.

Informações sobre dosagem e administração

Como Utilizar o Yara

A utilização do Yara, que contém a substância ativa Cloridrato de Ranitidina, é estritamente definida por diretrizes regulamentares relativas à sua via de administração, esquema posológico e condições especiais, assegurando uma abordagem padronizada na prática clínica.

Vias de Administração e Formas Farmacêuticas

A administração está autorizada por via oral, recorrendo às formas disponíveis como comprimidos, cápsulas ou xarope. O medicamento está também aprovado para uso parentérico, através de injeção intravenosa (IV) ou intramuscular (IM), sendo esta via utilizada prioritariamente em contexto hospitalar.


Padrões Oficiais de Dosagem e Frequência

O regime posológico típico para adultos no tratamento de úlceras duodenais ou gástricas ativas é de 150 mg administrados duas vezes ao dia (bid) ou, em alternativa, uma dose única de 300 mg tomada antes de deitar. Para a manutenção a longo prazo, a utilização prescrita é de 150 mg, uma vez ao dia, antes de dormir. A duração do tratamento é fixa, variando geralmente entre 4 a 8 semanas em condições agudas e podendo prolongar-se até 1 ano em regimes de manutenção.


Instruções Específicas de Utilização

Condição de Uso Instrução Oficial
Relação com a Alimentação Pode ser tomado com ou sem alimentos, uma vez que a absorção não é significativamente afetada.
Ajuste Renal Em casos de função renal significativamente comprometida (ClCr < 50 mL/min), a dose oral para adultos é oficialmente reduzida para 150 mg a cada 24 horas.
Preparação Parentérica A dose de 50 mg por via IV deve ser diluída e administrada lentamente, num período mínimo de 5 minutos.
Dose Esquecida Se ocorrer o esquecimento de uma dose, esta deve ser tomada assim que for lembrada; contudo, se estiver próximo da hora da dose seguinte, a dose esquecida não deve ser tomada (não duplicar a dose).

Estas instruções oficiais definem um protocolo de utilização abrangente, baseado na via escolhida e na duração pretendida do tratamento. As frequências padronizadas e os ajustes obrigatórios para condições como o comprometimento renal estruturam a aplicação procedimental do medicamento na prática clínica.

Evidência clínica recente

Evidência Científica e Panorama de Estudos sobre o Yara (Ranitidina)

A investigação relativa à ranitidina fundamenta-se primordialmente em evidências resultantes de décadas de avaliação clínica, incluindo Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECCA), meta-análises e estudos observacionais de longo prazo. A investigação foca-se, de um modo geral, em estudos que avaliaram condições caracterizadas pela produção excessiva de ácido e em resultados relacionados com estados inflamatórios ou irritativos no estômago e no intestino delgado.


Evidência Científica na Cicatrização de Úlceras no Estômago e no Duodeno

Esta secção resume os tipos de investigação fundamental, principalmente Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECCA) de curto prazo e meta-análises, que exploraram a taxa de cicatrização da úlcera e a documentação de sintomas em adultos com úlceras duodenais ativas e úlceras gástricas benignas.

Os estudos que analisaram úlceras duodenais ativas envolveram geralmente ECCA de curto prazo em adultos com úlceras confirmadas por via endoscópica. A investigação examinou resultados relacionados com o desconforto físico, como a dor ulcerosa e o ardor, e também monitorizou diretamente a taxa de cicatrização endoscópica das lesões, frequentemente ao longo de quatro a oito semanas. Os estudos reportaram a documentação de padrões onde uma proporção específica das populações observadas demonstrou cicatrização documentada até ao final do período de tratamento de curto prazo.

No caso das úlceras gástricas benignas, a investigação consistiu igualmente em ensaios de curto prazo onde as taxas de cicatrização foram monitorizadas. Os estudos observaram resultados relatados pelos doentes descrevendo o desconforto percecionado ao longo do curso do tratamento. Os períodos de acompanhamento foram limitados à fase de cicatrização de curto prazo, e parte da evidência original foi utilizada para comparar padrões de cicatrização com outros agentes históricos de redução de acidez.

Em contextos que envolvem úlceras associadas ao uso de Anti-inflamatórios Não Esteroides (AINE), a investigação explorou alterações de sintomas a curto prazo e taxas de cicatrização em adultos que interromperam ou continuaram a utilizar AINE. Os estudos monitorizaram a proporção de doentes que demonstrou cicatrização documentada. No entanto, carece-se de evidência comparativa para certas novas classes terapêuticas, e os dados mostram padrões relacionados com a documentação de cicatrização que variaram dependendo da interrupção, ou não, do uso de AINE.


Evidência na Prevenção da Recidiva de Úlceras

Esta parte foca-se nos estudos de longo prazo e nos ensaios de manutenção que foram concebidos para acompanhar os doentes após a cicatrização inicial da úlcera, documentando os padrões de recorrência da úlcera e a proporção de doentes que permaneceram sem sintomas durante períodos prolongados.

A investigação que explorou a prevenção da recorrência de úlceras utilizou principalmente ECCA de longo prazo em regime de dupla ocultação. Estes estudos focaram-se em doentes cujas úlceras já tinham cicatrizado. A investigação explorou a taxa de recorrência tanto de úlceras duodenais como gástricas, com períodos de acompanhamento que se estenderam até um ou dois anos. Os estudos monitorizaram resultados relacionados com o desequilíbrio sistémico ou funcional, acompanhando os intervalos sustentados de ausência de úlceras.

A investigação descreve padrões observados nas populações estudadas onde uma determinada percentagem de doentes demonstrou padrões de ausência de recorrência de úlcera ao longo do período de manutenção, comparativamente aos observados em grupos placebo. A evidência contribuiu para a compreensão dos padrões de sintomas ao longo de períodos extensos. Existe informação limitada sobre resultados de longo prazo que se estendam para além da duração do estudo primário em coortes contemporâneas de grande dimensão, embora alguns relatórios observacionais tenham acompanhado doentes durante muitos anos.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Yara (FAQ)

P: Quais são os sinais de alerta de um efeito secundário grave descritos na informação oficial do produto? R: Os documentos oficiais de segurança descrevem reações adversas raras, mas clinicamente relevantes, incluindo Hepatite grave (inflamação do fígado), Anafilaxia (uma reação alérgica grave) e Confusão Mental (um efeito no sistema nervoso central). A informação oficial do produto descreve estas e outras possíveis reações graves, sublinhando que qualquer suspeita de reação grave deve ser comunicada prontamente a um profissional de saúde.

P: Quais são as orientações gerais nos documentos oficiais sobre o uso de Yara por mulheres com mais de 35 anos? R: A rotulagem oficial inclui notas de segurança específicas para Adultos Mais Velhos (Uso Geriátrico). Esta precaução deve-se ao potencial de redução da eliminação do fármaco nesta população, o que pode aumentar a suscetibilidade a efeitos no sistema nervoso central, como a confusão. As orientações asseguram a prudência adequada quando o medicamento é prescrito a populações mais idosas.

P: Uma pessoa pode tomar Yara se estiver a amamentar ou se tiver dado à luz recentemente? R: A substância ativa do medicamento é secretada no leite humano, de acordo com a rotulagem oficial. Por conseguinte, o uso durante a lactação é considerado condicional e requer a avaliação dos benefícios e riscos. Relativamente à gravidez, a segurança e a eficácia não estão estabelecidas, e o uso está também condicionado ao facto de o benefício médico superar os potenciais riscos.

P: Existem conclusões de investigação disponíveis sobre o perfil de segurança a longo prazo do Yara? R: Organismos reguladores emitiram informações de segurança relativas ao potencial de níveis muito baixos de compostos N-nitrosos (NDMA) na Ranitidina. Esta informação indica que quaisquer riscos potenciais estão associados à exposição prolongada durante um período de anos. Os documentos oficiais focam-se em garantir a segurança do produto e a sua utilização adequada.

P: Qual é a diferença entre o Yara (marca) e o seu equivalente genérico? R: A componente ativa do Yara é o Cloridrato de Ranitidina, que é classificado como um bloqueador H2 e não é uma hormona. Os documentos oficiais afirmam que várias formulações aprovadas, como o xarope e os comprimidos efervescentes, demonstraram ser bioequivalentes à forma padrão em comprimido. Isto significa que as autoridades reguladoras consideraram estas formas bioequivalentes, sugerindo que a substância ativa é processada pelo organismo de forma semelhante.

P: O Yara causa alterações na pele, como o aumento ou a diminuição da oleosidade? R: O perfil oficial de segurança documenta reações adversas que envolvem a pele. Estas incluem o exantema (erupção cutânea) invulgar e relatos raros de alopécia (queda de cabelo) e vasculite (inflamação dos vasos sanguíneos). Alterações gerais da pele, como o aumento da oleosidade ou o acne, não estão explicitamente listadas nas tabelas formais de reações adversas.

P: Com que rapidez o Yara começa a reduzir o ácido estomacal após a toma de uma dose? R: O início da atividade de supressão ácida após a administração oral é descrito como rápido na informação oficial do produto. Estudos indicam que a concentração do fármaco atinge o seu pico na corrente sanguínea em aproximadamente 2 a 3 horas.

P: Qual é a taxa de eficácia esperada do Yara com o uso típico descrito nos documentos oficiais? R: Estudos clínicos documentados na informação oficial de prescrição mostraram que, para úlceras duodenais ativas, a taxa de cicatrização foi de aproximadamente 85% durante um curso habitual de terapia de curta duração. A evidência científica foca-se na proporção de doentes que apresentaram cicatrização documentada.

P: O Yara oferece benefícios não relacionados com a acidez, como para o acne ou para a regulação do ciclo menstrual? R: As utilizações oficiais aprovadas do fármaco destinam-se estritamente a reduzir o ácido estomacal e a aliviar os sintomas associados a condições relacionadas com a acidez. Estas condições incluem úlceras gástricas, úlceras duodenais e doença do refluxo gastroesofágico (DRGE). Não existem outros benefícios formalmente aprovados ou descritos nas indicações regulamentares.

P: Que tipos de medicamentos estão listados nos documentos oficiais como podendo reduzir a eficácia do Yara? R: Os documentos regulamentares afirmam que os Antiácidos de elevada potência ou o Sucralfato podem reduzir a absorção do fármaco no organismo. Para gerir esta potencial interação, as diretrizes oficiais determinam que estes agentes devem ser separados por, pelo menos, duas horas durante a administração.

P: Qual é a informação oficial relativa a potenciais interações entre o Yara e medicamentos anticonvulsivantes? R: A informação oficial indica que a Ranitidina tem o potencial de afetar os níveis plasmáticos de alguns medicamentos anticonvulsivantes. Especificamente, demonstrou-se que pode aumentar a exposição sistémica de fármacos como a fenitoína. Fontes regulamentares indicam que a monitorização clínica pode ser adequada quando estes medicamentos são utilizados em conjunto.

P: Existem avisos específicos sobre a toma de Yara se uma pessoa tiver certas condições no fígado ou na vesícula biliar? R: É recomendada precaução em doentes com compromisso da função hepática, uma vez que o fármaco é metabolizado no fígado. Casos raros de Hepatite reversível (por vezes acompanhada de icterícia) foram reportados como uma reação adversa grave. O perfil de segurança indica que a descontinuação do fármaco pode ser necessária se forem observados sinais de um problema hepático grave.

P: Qual é a orientação sobre o uso de Yara para quem consome produtos de tabaco? R: A investigação analisou o efeito do tabagismo na resposta sintomática do doente. Um estudo concluiu que o hábito de fumar, quando analisado como um fator independente, não esteve relacionado com a resposta sintomática ou com a cicatrização esofágica na população de doentes estudada.

Como Yara deve ser armazenado e descartado?

Como Conservar e Eliminar o Yara (Ranitidina)

As regulamentações oficiais definem requisitos rigorosos para a conservação e eliminação do Yara (Ranitidina), devido a preocupações com a estabilidade do produto.

Conservação e Manuseamento

O medicamento deve ser conservado a uma temperatura ambiente controlada (20°C a 25°C), devendo ser protegido do calor excessivo e da congelação. É essencial manter o recipiente original bem fechado e garantir que o agente dessecante, caso esteja presente na embalagem, permaneça no interior do frasco.

Relativamente à estabilidade após a abertura, os comprimidos não utilizados num frasco aberto devem ser rejeitados após 90 dias ou na data de validade impressa, consoante o que ocorrer primeiro. Como medida de segurança fundamental, todos os medicamentos devem ser mantidos fora da vista e do alcance das crianças.

Eliminação

Não deite este medicamento na sanita. Para eliminar o produto não utilizado ou fora do prazo, este deve ser misturado com uma substância indesejável (como terra ou borras de café usadas) e colocado num saco selado para eliminação no lixo doméstico, seguindo as orientações oficiais de gestão de resíduos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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