Xerava

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Xerava

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Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Xerava

Factos Rápidos: Xerava

Propriedade Descrição
Princípio Ativo Dicloridrato de Eravaciclina
Classe Farmacológica Antibacteriano da classe das Tetraciclinas (Fluorociclina)
Forma Pó liofilizado para solução (infusão intravenosa)
Origem Totalmente Sintética
Objetivo Geral Controlo sistémico de infeções bacterianas, especialmente estirpes resistentes

O que é o Xerava? Definição do Anti-infecioso

O Xerava é a designação comercial de um medicamento que contém o componente ativo dicloridrato de eravaciclina. Esta substância é um agente totalmente sintético e potente, classificado na classe avançada das fluorociclinas, que faz parte da família mais ampla das tetraciclinas. O medicamento é fornecido como um pó liofilizado estéril, preparado para administração exclusiva por infusão intravenosa (IV). Esta formulação foi concebida como um produto único para utilização sistémica, assegurando que o agente ativo seja distribuído por todo o organismo. O fármaco é um anti-infecioso desenvolvido para atingir níveis terapêuticos contra organismos suscetíveis por via sistémica, sendo clinicamente reconhecido para utilização quando outros antibacterianos mais comuns não são adequados.

Eravaciclina: Um Avanço Sintético na Classe das Tetraciclinas

O objetivo central do dicloridrato de eravaciclina é atuar como um antibacteriano de amplo espetro e potente para ajudar o organismo no controlo de infeções sistémicas causadas por bactérias suscetíveis. Esta eficácia é alcançada pela ação do fármaco no interior da bactéria, onde atua ligando-se à subunidade ribossómica 30S do organismo para interromper a produção de proteínas necessárias ao seu crescimento. Crucialmente, a estrutura totalmente sintética da eravaciclina foi desenvolvida para superar mecanismos de defesa essenciais, tais como as bombas de efluxo, que as bactérias utilizam para criar resistência a múltiplos fármacos. Esta conceção química estratégica ajuda a garantir que o medicamento mantém uma potência antibacteriana fiável contra uma vasta gama de microrganismos desafiantes, uma capacidade apoiada por estudos farmacológicos focados em padrões modernos de resistência.

Quais efeitos secundários são possíveis com Xerava?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança do Xerava (eravaciclina) está oficialmente caracterizado com base na frequência e no sistema orgânico afetado. Estas classificações refletem a organização do perfil de risco do medicamento, excluindo estritamente conselhos sobre dosagem ou alegações terapêuticas.


Classificação por Frequência e Sistema

As reações adversas estão associadas principalmente ao sistema gastrointestinal e ao local de administração intravenosa. As reações mais comuns são classificadas da seguinte forma:

Classificação Exemplos de Reações Adversas Documentadas
Muito Frequentes (≥ 1/10) Náuseas, Vómitos
Frequentes (≥ 1/100 a < 1/10) Reações no local de infusão (dor, flebite), Diarreia, Dores de cabeça (cefaleia), Elevação das transaminases hepáticas, Hipomagnesemia

Estas reações de náuseas e vómitos são frequentemente observadas durante a infusão ou no período imediato após a administração.


Reações Graves e Condicionantes de Segurança

A documentação oficial regista o potencial para reações adversas graves comuns aos agentes antibacterianos. Isto inclui a diarreia associada a Clostridioides difficile, cuja gravidade pode variar, e reações de hipersensibilidade graves, como a anafilaxia.

Tal como outros fármacos da classe das tetraciclinas, a eravaciclina acarreta um risco potencial documentado de reações de fotossensibilidade e possíveis efeitos no desenvolvimento dentário e no crescimento ósseo. Além disso, existe uma contraindicação para doentes com hipersensibilidade conhecida à eravaciclina ou a qualquer componente da formulação. Para doentes com insuficiência hepática grave (Classe C de Child-Pugh), é exigido um ajuste posológico específico como condicionante regulamentar devido à alteração da exposição ao fármaco.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

As orientações oficiais relativas à sobredosagem com Xerava (eravaciclina) são de natureza processual, focando-se nas ações de emergência obrigatórias em vez de um perfil específico de sintomas clínicos. A documentação técnica não regista um conjunto único de sinais clínicos resultantes de uma sobre-exposição aguda e massiva.

Ações de Emergência Oficiais

Cenário Ação Regulamentar Obrigatória
Suspeita de Sobredosagem O medicamento deve ser descontinuado imediatamente e o doente deve ser submetido a monitorização de reações adversas.
Reação com Risco de Vida Em caso de eventos graves, como reações de hipersensibilidade com risco de vida, o tratamento deve ser interrompido de imediato e devem ser iniciadas medidas de emergência adequadas.

Gestão e Informação sobre Antídotos

Não se conhece um antídoto específico para a sobredosagem com eravaciclina. Consequentemente, a gestão baseia-se exclusivamente na prestação de tratamento sintomático e de suporte. Dada a classificação do fármaco como um antibacteriano da classe das tetraciclinas, deve considerar-se o risco de manifestações graves associadas a esta classe, incluindo o aumento da pressão intracraniana e possíveis efeitos no fígado ou no pâncreas. É necessária assistência médica urgente sempre que a interrupção do tratamento for obrigatória, especialmente se houver suspeita de sintomas graves ou que coloquem a vida em risco.

Usos terapêuticos de Xerava

O que o Xerava trata: principais utilizações e benefícios

O Xerava (eravaciclina) é um agente anti-infecioso indicado geralmente para doentes adultos com infeções intra-abdominais complicadas (cIAI) graves. A sua aplicação ocorre em contextos clínicos que envolvem padrões de sintomas agudos ou instáveis, tais como a peritonite e os abcessos intra-abdominais.

O medicamento é utilizado para abordar quadros sintomáticos desafiantes, ajudando a gerir conjuntos de sintomas que podem tornar-se intensos ou disruptivos, particularmente quando causados por bactérias multirresistentes (MDR). Isto inclui a sua utilização perante a suspeita de estirpes produtoras de ESBL. Esta abordagem direcionada auxilia na gestão da infeção e dos respetivos sinais e sintomas sistémicos (como a febre), apoiando os doentes durante episódios difíceis ao atenuar o mal-estar.

“Esta abordagem é relevante quando a gestão de suporte dos sintomas é adequada e contribui para aliviar a carga sintomática global associada a uma infeção abdominal grave.”

Facto Rápido: Alívio do Desconforto Sistémico

Domínio Foco
Utilização Principal Utilizado em infeções intra-abdominais complicadas (cIAI).
Objetivo Sintomático Alívio da febre e de outros sinais sistémicos de infeção.
Cenário Aplicado perante a presença de agentes patogénicos resistentes ou MDR.
Benefício Auxilia na manutenção da estabilidade funcional durante as fases sintomáticas.

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar o Xerava?

Esta secção descreve as normas oficiais de elegibilidade populacional para o Xerava, fundamentadas na documentação regulamentar governamental.

Âmbito de Elegibilidade

Estado População / Condição
Populações para as quais o uso é permitido Doentes adultos (com idade igual ou superior a 18 anos).
Doentes com Insuficiência Renal (incluindo em diálise), uma vez que não é necessário ajuste de dose.
Populações para as quais o uso é contraindicado Doentes com hipersensibilidade conhecida à eravaciclina ou a qualquer agente antibacteriano da classe das tetraciclinas.
Populações para as quais o uso não é recomendado Doentes pediátricos (com idade inferior a 18 anos) e durante a segunda metade da gestação (segundo e terceiro trimestres).

Declarações Oficiais de Elegibilidade

O Xerava é contraindicado em doentes com antecedentes de alergia ao fármaco ou a qualquer outro medicamento da classe das tetraciclinas.

A utilização do medicamento não é recomendada em crianças com menos de 8 anos de idade, devido ao risco documentado de descoloração permanente dos dentes e possíveis efeitos no crescimento ósseo.

O uso está restrito durante a gravidez e a amamentação, devido ao potencial de danos no desenvolvimento do feto ou do lactente.

Doentes com Insuficiência Hepática Grave (Child-Pugh C) pertencem a um grupo de elegibilidade limitada, o que exige um esquema posológico específico e modificado.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

A documentação oficial do Xerava (eravaciclina) descreve interações específicas que podem afetar a concentração e a eficácia do medicamento, ou exigir modificações em fármacos administrados em conjunto.

Interações Farmacocinéticas e Medicamentosas Documentadas

Categoria do Produto Interagente Condicionante Oficial Justificação
Indutores Fortes do CYP3A (ex: Rifampina, Fenitoína) Requer aumento da dose de Xerava para manter níveis eficazes do fármaco. Os indutores fortes diminuem a exposição ao Xerava ao aumentarem o seu metabolismo.
Fármacos Anticoagulantes Pode exigir uma redução da dosagem do anticoagulante. Devido ao efeito conhecido da classe das tetraciclinas na atividade da protrombina plasmática.
Inibidores Fortes do CYP3A Não é necessário ajuste rotineiro da dose; recomenda-se monitorização em grupos específicos (ex: obesidade ou insuficiência hepática grave). Os inibidores aumentam a exposição ao Xerava, mas a alteração não é tipicamente considerada clinicamente significativa.

Condicionantes de Procedimento e Administração

O Xerava é incompatível com outros medicamentos e soluções de infusão; por conseguinte, não deve ser misturado com outros fármacos na mesma solução. Se for utilizada a mesma linha intravenosa para a infusão sequencial de vários fármacos, a linha deve ser lavada (purga) antes e após a infusão de Xerava com uma solução injetável de cloreto de sódio a 0,9%.

Mecanismo de ação

Como Funciona o Xerava

O Xerava (eravaciclina) atua através da inibição das vias metabólicas microbianas, centrando-se em duas funções mecanísticas fundamentais: a ligação direcionada e a superação de resistências.

Inibição Direcionada da Síntese Proteica Bacteriana

A eravaciclina funciona como um inibidor de elevada afinidade, interagindo fisicamente com um alvo crítico no interior das bactérias suscetíveis: a subunidade ribossómica 30S. Ao ligar-se a esta estrutura, a molécula bloqueia mecanicamente o sítio A do ribossoma, interrompendo eficazmente os passos biológicos necessários para o alongamento da cadeia peptídica e a produção de proteínas essenciais. Esta cascata molecular resulta diretamente na consequência fisiológica principal: a interrupção do crescimento e da proliferação bacteriana.

Resiliência Mecanística Contra Sistemas de Resistência

Uma componente central do mecanismo da eravaciclina é o facto de a sua estrutura sintética ter sido concebida para evitar mecanismos de resistência bacteriana adquirida. O fármaco foi especificamente desenvolvido para que a molécula seja um alvo ineficaz para as bombas de efluxo e para contornar a interferência causada por proteínas de proteção ribossómica (por exemplo, Tet(M)). Esta característica mecanística contribui para a manutenção de concentrações intracelulares suficientes, facilitando a sua ação inibidora e permitindo a supressão sustentada das populações microbianas, mesmo na presença de fatores comuns de resistência bacteriana.

Informações sobre dosagem e administração

Como o Xerava é Utilizado: Orientações Oficiais de Administração

O Xerava (eravaciclina) é administrado exclusivamente por infusão intravenosa (IV), sob supervisão médica especializada. O fármaco é disponibilizado como um pó liofilizado em frascos para injetáveis de dose única, que devem ser submetidos a etapas específicas de reconstituição e diluição antes da sua utilização. Este protocolo oficial de administração assegura a preparação correta do medicamento para a sua distribuição sistémica.


Dosagem Padrão e Frequência

A dose padrão para adultos é de precisamente 1,0 mg/kg de eravaciclina, calculada com base no peso corporal real do doente. Esta dose é administrada a cada 12 horas (duas vezes ao dia). A duração total do tratamento para a indicação aprovada situa-se habitualmente entre 4 e 14 dias, conforme determinado pelo profissional de saúde responsável.


Regras de Preparação e Procedimento

Antes da administração, o pó deve ser primeiro reconstituído e depois diluído num saco intravenoso, utilizando-se geralmente uma solução injetável de cloreto de sódio 9 mg/ml (0,9%). A solução resultante deve ser infundida durante aproximadamente 60 minutos. As normas oficiais exigem que a solução reconstituída seja transferida e diluída no prazo de uma hora.


Dosagem para Populações Específicas

Grupo de Doentes Necessita de Ajuste de Dose? Instrução Oficial
Insuficiência Renal Não Não é necessário ajuste, mesmo para doentes em hemodiálise.
Insuficiência Hepática Ligeira/Moderada Não Não é necessário ajuste (Child-Pugh A ou B).
Insuficiência Hepática Grave Sim (Frequência) Redução da frequência para cada 24 horas a partir do 2.º dia (Child-Pugh C).

Não é necessário ajuste posológico para adultos mais velhos ou quando o medicamento é coadministrado com indutores fracos ou moderados do CYP3A. Contudo, a dose deve ser aumentada para 1,5 mg/kg quando existe coadministração com um indutor forte do CYP3A.

Evidência clínica recente

O Xerava (eravaciclina) é um antibiótico totalmente sintético, de administração intravenosa, pertencente à classe das fluorociclinas. Está aprovado para o tratamento de infeções intra-abdominais complicadas (IIAc) em adultos, tendo a sua utilização sido recentemente alargada, nalgumas regiões, a adolescentes com idade igual ou superior a 12 anos e peso mínimo de 50 kg.

Eficácia em Infeções Intra-abdominais Complicadas

A eficácia da eravaciclina em IIAc foi estabelecida principalmente através de dois ensaios clínicos globais de Fase 3, aleatorizados, duplamente cegos e com técnica de "double-dummy", designados IGNITE 1 e IGNITE 4. Estes estudos demonstraram que a eravaciclina foi não-inferior a antibióticos da classe dos carbapenemos (ertapenem e meropenem, respetivamente) na obtenção de cura clínica na visita de avaliação final. As taxas de cura revelaram-se consistentemente elevadas e comparáveis entre a eravaciclina e os fármacos de comparação em doentes com IIAc, o que incluiu condições como apendicite complicada, colecistite e peritonite.

Ensaio (Comparador) Taxa de Cura da Eravaciclina Taxa de Cura do Comparador Conclusão Primária
IGNITE 1 (Ertapenem) 87,0% 88,8% Não-inferioridade
IGNITE 4 (Meropenem) 92,4% 91,6% Não-inferioridade

Atividade Contra Patógenos Resistentes

A eravaciclina demonstra uma atividade in vitro de espetro alargado contra diversas bactérias Gram-positivas, Gram-negativas e anaeróbias, incluindo algumas estirpes multirresistentes (MDR). É de notar que o fármaco é ativo contra certos patógenos que desenvolveram resistência a outros antibióticos da classe das tetraciclinas através de mecanismos comuns (bombas de efluxo e proteção ribossómica). Este perfil de atividade posiciona-o como uma opção relevante para o tratamento de IIAc, particularmente quando se suspeita ou confirma que estas são causadas por organismos suscetíveis, como as Enterobacterales produtoras de beta-lactamases de espetro alargado (ESBL).

Outros Programas Clínicos

Um ensaio de Fase 3 independente (IGNITE 3), que investigou a eravaciclina no tratamento de infeções complicadas do trato urinário (ITUc), não atingiu o seu objetivo primário de não-inferioridade em relação ao fármaco comparador. Por conseguinte, a eravaciclina não está indicada para o tratamento de ITUc.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas comuns sobre o Xerava (FAQ)


P: O Xerava é considerado um antibiótico forte?

Os documentos oficiais descrevem o Xerava como uma fluorociclina potente, totalmente sintética, que pertence a uma classe de antibacterianos. Este medicamento é frequentemente reservado para casos em que se suspeita ou confirma que as infeções complicadas são causadas por bactérias suscetíveis e resistentes a múltiplos fármacos. Este posicionamento no tratamento reflete a sua capacidade contra microrganismos desafiantes, conforme descrito na informação oficial do produto.


P: Porque é que o Xerava é administrado apenas por via intravenosa (IV)?

O Xerava é fornecido sob a forma de pó e é administrado exclusivamente por infusão intravenosa, geralmente durante cerca de uma hora. Esta é a única via de administração aprovada para este medicamento.


P: Porque é que o Xerava é utilizado apenas para infeções complicadas?

O Xerava está indicado apenas para o tratamento de infeções intra-abdominais complicadas (IIAc) causadas por organismos suscetíveis. A sua utilização limita-se ao tratamento ou prevenção de infeções com forte suspeita de serem causadas por bactérias suscetíveis. Este uso direcionado visa ajudar a travar o desenvolvimento de resistências bacterianas nas populações de bactérias.


P: O Xerava é igual a outros antibióticos da família das "ciclinas", como a doxiciclina?

O Xerava é uma fluorociclina sintética que pertence à classe mais ampla das tetraciclinas. Embora relacionados, a sua estrutura química foi especificamente concebida para superar certos mecanismos de resistência bacteriana que podem afetar medicamentos mais antigos desta classe.


P: O Xerava pode ser administrado fora do ambiente hospitalar?

O Xerava é administrado exclusivamente por infusão intravenosa. A preparação e a administração da infusão exigem um manuseamento especializado e supervisão médica, o que determina o tipo de instalação ou serviço necessário para a sua utilização.


P: O que deve ser feito se o local da via intravenosa doer durante a infusão?

As reações no local da infusão, incluindo a dor, estão registadas como reações adversas comuns nos documentos oficiais. Em caso de reações graves, os procedimentos regulamentares descrevem que a infusão pode ser temporariamente interrompida por um profissional de saúde até que seja estabelecido um novo acesso intravenoso. Outras medidas de gestão incluem a redução da velocidade da infusão ou da sua concentração.


P: O tratamento com Xerava requer algum tipo de monitorização especial?

De acordo com as orientações oficiais, não é necessária de forma rotineira a Monitorização Terapêutica de Fármacos (TDM). No entanto, podem ser necessárias análises ao sangue para monitorizar potenciais efeitos indesejados durante o curso do tratamento.


P: Qual é a diferença entre o Xerava e a tigeciclina?

Tanto o Xerava como a tigeciclina são antibacterianos relacionados dentro da classe das tetraciclinas. A informação oficial do produto destaca que a estrutura sintética do Xerava foi concebida para superar mecanismos específicos de resistência bacteriana, como as bombas de efluxo, uma capacidade apoiada por estudos farmacológicos.


P: O Xerava é utilizado para tratar infeções causadas por MRSA?

A eravaciclina demonstrou atividade contra certas bactérias Gram-positivas, incluindo o Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA), em estudos laboratoriais (in vitro). A sua utilização clínica está limitada ao tratamento de infeções intra-abdominais complicadas (IIAc) causadas por organismos suscetíveis.


P: Qual é o prazo de validade do pó de Xerava antes de ser misturado?

O pó liofilizado no frasco selado tem um prazo de validade de 3 anos, desde que conservado corretamente no frigorífico (2 °C a 8 °C) e na embalagem de cartão original para proteção da luz.


P: O Xerava é um fármaco bactericida ou bacteriostático?

O Xerava é geralmente descrito como um fármaco bacteriostático, o que significa que a sua ação principal é inibir ou interromper o crescimento bacteriano. No entanto, estudos in vitro indicam que pode ser bactericida (matar as bactérias) contra certas bactérias Gram-negativas suscetíveis, como a E. coli e a K. pneumoniae.


P: Com que rapidez é que o Xerava começa a atuar?

O Xerava atua ao nível celular, ligando-se imediatamente à subunidade ribossómica 30S da bactéria para interromper a produção de proteínas. Embora este mecanismo comece instantaneamente, o efeito clínico de cura da infeção é tipicamente avaliado entre 25 e 31 dias após o início da terapia, de acordo com a estrutura dos ensaios clínicos.


P: Existem efeitos secundários conhecidos que ocorram muito tempo após o fim do tratamento?

Tal como outras tetraciclinas, o uso do Xerava acarreta um risco documentado de efeitos no desenvolvimento dos dentes e do crescimento ósseo, se utilizado em períodos específicos do desenvolvimento. Além disso, a diarreia associada a Clostridioides difficile (DACD) é uma reação adversa possível que pode ocorrer dois meses ou mais após o término do tratamento.


P: Existem restrições alimentares ou de bebidas importantes com o Xerava?

O Xerava é administrado por via intravenosa (IV), sendo entregue diretamente na corrente sanguínea. Devido a esta via de administração, as instruções oficiais não descrevem restrições alimentares ou de bebidas conhecidas durante a utilização deste medicamento.


P: O Xerava causa tonturas ou confusão?

Foram notificadas tonturas e confusão como reações adversas menos comuns durante o tratamento com Xerava. Os efeitos reportados são geralmente avaliados pela equipa de saúde.


P: É normal sentir cansaço durante o tratamento com Xerava?

Cansaço ou fraqueza invulgares foram reportados em estudos clínicos como uma reação adversa menos comum ao Xerava. Este sintoma não consta entre os efeitos secundários muito frequentes.


P: Doentes com antecedentes de problemas cardíacos podem receber Xerava?

Não existe uma contraindicação geral que impeça doentes com historial de problemas cardíacos de receber este medicamento. No entanto, a documentação oficial lista potenciais reações adversas cardiovasculares, incluindo hipotensão (pressão arterial baixa) e alterações na frequência cardíaca, que podem ocorrer durante o tratamento.


P: O que é um "microrganismo suscetível" em relação ao Xerava?

Refere-se a tipos específicos de bactérias listadas nos documentos oficiais (como a E. coli ou a K. pneumoniae) que os testes laboratoriais indicam ser provável que sejam inibidas ou controladas pelo medicamento. As orientações regulamentares indicam que o fármaco deve ser utilizado apenas para tratar infeções causadas por estes organismos comprovados ou fortemente suspeitos.


P: É possível um doente ser alérgico ao corante ou conservante no Xerava?

A rotulagem oficial indica que o Xerava é contraindicado em doentes com hipersensibilidade (alergia) conhecida não só à eravaciclina ou a outras tetraciclinas, mas também a qualquer um dos excipientes (componentes não ativos) da formulação.


P: O Xerava pode ser utilizado para pneumonia associada ao ventilador?

Os documentos oficiais indicam que o Xerava está atualmente indicado apenas para o tratamento de infeções intra-abdominais complicadas (IIAc). Não está indicado para o tratamento de pneumonia associada ao ventilador ou qualquer outra infeção respiratória.


P: O Xerava tem um "Aviso de Caixa Preta" (Black Box Warning)?

O Xerava não possui um Black Box Warning na sua rotulagem regulamentar oficial. Contudo, contém Avisos e Precauções importantes relativos ao potencial de efeitos no desenvolvimento de dentes e ossos, e ao risco de diarreia associada a Clostridioides difficile (DACD).


P: Como é feita a monitorização de reações relacionadas com a infusão?

O medicamento é administrado por infusão intravenosa durante cerca de uma hora, uma velocidade lenta utilizada para minimizar o risco de reações no local da infusão. Se ocorrer uma reação grave, os procedimentos oficiais descrevem que um profissional de saúde pode interromper a infusão até estabelecer um novo acesso.


P: O Xerava provoca alterações na visão?

A visão turva foi notificada como um efeito secundário menos comum na documentação oficial. Além disso, tal como outras tetraciclinas, existe o potencial documentado para um efeito secundário raro chamado pseudotumor cerebri, que pode causar alterações na visão.


P: O Xerava tem algum efeito secundário psicológico conhecido?

A documentação oficial lista vários efeitos secundários menos comuns relacionados com o estado mental. Estes incluem notificações de ansiedade, insónia, depressão e outras alterações mentais ou de humor.

Como Xerava deve ser armazenado e descartado?

Como Conservar e Eliminar o Xerava? (Requisitos Oficiais)

A conservação e o manuseamento do Xerava (Dicloridrato de Eravaciclina) são definidos por diretrizes rigorosas de temperatura e estabilidade, destinadas a manter a integridade do produto. Estas regras devem ser seguidas tanto para o pó liofilizado como para as soluções preparadas.

O frasco de pó liofilizado deve ser conservado no frigorífico, a uma temperatura entre 2 °C e 8 °C. Para proteger o pó da luz, o frasco deve ser mantido na embalagem de cartão original até ao momento da utilização.

A solução é instável à temperatura ambiente; por isso, a solução reconstituída no frasco deve ser diluída num prazo de 1 hora ou, caso contrário, deve ser eliminada. A solução final diluída deve ser utilizada num período de 12 horas à temperatura ambiente ou pode ser conservada até 8 dias se for refrigerada. Não se deve congelar as soluções preparadas.

Qualquer produto Xerava não utilizado ou fora do prazo de validade deve ser eliminado de acordo com os requisitos locais. O medicamento não deve ser deitado no lixo doméstico nem na rede de esgotos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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