Xapro

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Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Xapro

Que Tipo de Medicamento é o Xapro (Estriol)?

O Xapro é um medicamento que contém Estriol, uma hormona esteroide de ocorrência natural, classificada farmacologicamente como um estrogénio. O Estriol é uma hormona sexual bioidêntica ao composto E3 produzido endogenamente pelo corpo humano. Distingue-se de outros estrogénios principais por ser um metabolito hidroxilado do Estradiol (E2). O Xapro é fundamentalmente utilizado na terapêutica de substituição hormonal (TSH), apoiando o organismo quando os níveis hormonais naturais diminuem. A Organização Mundial da Saúde confirma o seu papel como agente endócrino sob o sistema de classificação ATC.

Composição e Formas Disponíveis de Xapro

A composição do Xapro apresenta o Estriol como o único princípio ativo, tratando-se de um produto monocomposto disponível em diversas preparações farmacêuticas. Estas incluem formas sistémicas, como comprimidos orais, e formas localizadas, tais como cremes vaginais ou óvulos vaginais, oferecendo flexibilidade na via de administração. A disponibilidade de preparações sistémicas e localizadas permite responder às necessidades diferenciadas de doentes com deficiência estrogénica, sendo a formulação em creme localizado utilizada quando se procura um efeito direcionado.

Porque é o Estriol Classificado como um Estrogénio Fraco?

O Estriol é caracterizado funcionalmente como um estrogénio fraco porque, comparativamente ao Estradiol, exibe uma afinidade de ligação aos recetores estrogénicos inferior e sofre uma eliminação metabólica rápida. Estudos farmacológicos publicados em fontes autoritárias sustentam que este perfil permite ao Estriol atuar como um agonista dos recetores de estrogénio com uma ação seletiva em determinados tecidos. O objetivo geral do fármaco é restaurar o equilíbrio hormonal, ajudando a manter a integridade estrutural e a função de tecidos vulneráveis à depleção de estrogénio, em cenários tipicamente associados ao período pós-menopausa.

Quais efeitos secundários são possíveis com Xapro?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

O perfil de segurança do Estriol (Xapro) é categorizado com base na frequência e nos sistemas fisiológicos afetados, distinguindo entre os efeitos locais comuns e os riscos graves, embora raros, associados à classe dos estrogénios sistémicos.

Reações Adversas Classificadas por Frequência e Sistema

As reações adversas ao Estriol são observadas frequentemente no início do tratamento ou associadas à exposição sistémica. Os padrões temporais demonstram que a irritação e o prurido local, comuns na aplicação vaginal, resolvem-se frequentemente após as primeiras semanas. A cefaleia é também um efeito comum e, muitas vezes, transitório.

Classificação Exemplos de Efeitos Documentados
Comuns Cefaleia, dor ou sensibilidade mamária, irritação ou prurido local, aumento do corrimento vaginal, perdas de sangue intermenstruais (spotting)
Pouco Comuns Náuseas, desconforto abdominal inferior

Reações Adversas Graves (Efeitos de Classe)

Embora as formulações localizadas de Estriol resultem geralmente numa absorção sistémica mínima, existe a documentação de riscos graves associados a toda a classe de medicamentos estrogénios. Estes incluem um risco acrescido de Tromboembolismo Venoso (TEV), como a Trombose Venosa Profunda (TVP) e a Embolia Pulmonar (EP), particularmente durante o primeiro ano de utilização de terapêutica hormonal de substituição (THS) sistémica.

Além disso, assinala-se a associação entre o uso de estrogénios sistémicos e os riscos de Carcinoma do Endométrio (em mulheres com útero intacto), Cancro da Mama, Acidente Vascular Cerebral (AVC) e Doença Arterial Coronária (DAC). Qualquer aumento significativo da pressão arterial, o aparecimento de icterícia ou o surgimento de cefaleias do tipo enxaqueca exige a interrupção da terapia.

Notas sobre Populações e Restrições

Condições pré-existentes, como fibromiomas uterinos, endometriose e certas perturbações metabólicas, podem ser agravadas durante o tratamento. O Xapro está contraindicado em doentes com antecedentes de distúrbios tromboembólicos ou com tumores malignos dependentes de estrogénios (conhecidos ou suspeitos). O risco de demência provável foi observado ao iniciar a THS sistémica após os 65 anos de idade.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

O perfil regulamentar oficial relativo à sobredosagem de Xapro (Estriol) está documentado, fornecendo orientações sobre as manifestações esperadas e as ações de emergência necessárias. A apresentação clínica da sobre-exposição é definida primordialmente por um exagero dos efeitos estrogénicos conhecidos.


Manifestações Documentadas de Sobredosagem

Os sinais comuns de sobredosagem incluem náuseas e vómitos, sensibilidade ou inchaço mamário e dor abdominal. Outras manifestações sistémicas podem envolver sonolência, fadiga e retenção de líquidos. Um sinal hormonal específico observado na população feminina é a possível ocorrência de hemorragia por privação.


Ações de Emergência Necessárias

Na eventualidade de suspeita de sobredosagem ou ingestão acidental, as orientações indicam que o doente deve procurar assistência médica imediata. É necessário contactar imediatamente um centro de informação antivenenos para obter instruções. A estratégia oficial de gestão define-se pela interrupção do produto, seguida da instituição de cuidados sintomáticos e de suporte adequados, uma vez que não se conhece um antídoto específico para a sobredosagem de Estriol.

Usos terapêuticos de Xapro

O que o Xapro trata: principais utilizações e benefícios

O Xapro (Estriol) é utilizado principalmente para gerir a Síndrome Geniturinária da Menopausa (SGM), abordando os sintomas decorrentes do declínio no trato urogenital inferior. O medicamento é relevante para a gestão de desconfortos sintomáticos como a secura vaginal, ardor persistente e irritação, que são frequentemente recorrentes.

As indicações para as quais o Xapro é comummente utilizado incluem o alívio sintomático em quadros que envolvam atrofia, a gestão do desconforto na relação sexual dolorosa (dispareunia) e como terapia de apoio em infeções recorrentes do trato urinário (ITU). Este suporte terapêutico auxilia as pacientes a lidar de forma mais constante com estas manifestações angustiantes e pode ajudar na manutenção do bem-estar geral relacionado com a intimidade.

“O Xapro é aplicado em contextos marcados por um aumento do desconforto, proporcionando um suporte que ajuda a atenuar a carga global dos sintomas.”

Facto Rápido: Alívio para o Desconforto Vaginal O medicamento é frequentemente utilizado em condições que apresentam sintomas crónicos e localizados, contribuindo para a melhoria do conforto diário durante os períodos sintomáticos.

Critérios de utilização e restrições

Elegibilidade para o Xapro (Estriol)

O Xapro é um medicamento estrogénico indicado principalmente para utilização em mulheres na pós-menopausa para abordar sintomas locais de deficiência de estrogénio. Os documentos regulamentares definem exclusões e limitações rigorosas que determinam quem pode e quem não pode utilizar o medicamento.

Contraindicações Absolutas (Não deve utilizar)

A rotulagem oficial contraindica a utilização de Xapro em populações específicas devido ao risco de eventos adversos graves:

  • Doentes com cancro da mama atual ou antecedentes do mesmo, ou qualquer tumor maligno dependente de estrogénios conhecido.
  • Doentes com antecedentes ou presença de tromboembolismo venoso (TVP ou EP) ou doença tromboembólica arterial (por exemplo, acidente vascular cerebral, enfarte do miocárdio).
  • Doentes com hemorragia genital anormal não diagnosticada, hiperplasia endometrial não tratada ou doença hepática ativa.
  • A utilização está contraindicada durante a gravidez.

Restrições de Idade e de Condições Médicas

  • Utilização Pediátrica: O Xapro não está indicado para utilização em crianças ou adolescentes.
  • Lactação: A utilização não é recomendada durante a amamentação.
  • Comorbilidades: É necessária precaução e a monitorização pode ser necessária em doentes com condições como antecedentes de fibromiomas uterinos, endometriose ou hipertensão.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil de interação do Xapro (Estriol) é definido por restrições oficialmente documentadas, modificações metabólicas e influências farmacodinâmicas cruzadas, baseando-se estritamente na rotulagem regulamentar.

Combinação Contraindicada

A coadministração de Xapro é formalmente proibida com outras preparações sistémicas que contenham estrogénios, incluindo terapêuticas hormonais de substituição combinadas. Esta é uma restrição rigorosa fundamentada na ausência de segurança documentada para as concentrações combinadas de estrogénio resultantes.

Interações com Enzimas Metabólicas

A classe mais significativa de interações envolve substâncias que afetam o sistema enzimático metabólico CYP3A4.

  • Interações que reduzem a exposição: A coadministração com indutores potentes da CYP3A4, como o anti-infecioso Rifampicina, certos antiepiléticos como o Fenobarbital, ou o produto à base de plantas Erva de S. João (Hipericão), pode diminuir significativamente as concentrações plasmáticas de Estriol.
  • Interações que aumentam a exposição: Inversamente, a coadministração com inibidores fortes da CYP3A4, tais como o medicamento antifúngico Cetoconazol, certos antibióticos macrólidos como a Eritromicina, ou o consumo elevado de sumo de toranja, pode levar ao aumento das concentrações plasmáticas de Estriol.

Outras Influências Farmacodinâmicas Cruzadas

Está documentado que o Estriol aumenta os níveis circulantes da Globulina de Ligação à Tiroxina (TBG). Este efeito requer a monitorização da função tiroideia em indivíduos que recebam concomitantemente terapêutica de substituição de hormonas da tiroide.

Mecanismo de ação

Como Funciona o Xapro

Inibição Seletiva da Catepsina K

O Xapro é um inibidor altamente seletivo que tem como alvo a atividade proteolítica da Catepsina K, uma enzima expressa predominantemente pelos osteoclastos. A ligação do Xapro ao local ativo da Catepsina K é não-competitiva em relação aos locais de ligação dos recetores da hormona paratiroideia e da calcitonina, demonstrando uma elevada especificidade molecular.

Impacto na Reabsorção e Renovação Óssea

Ao inibir a Catepsina K, o Xapro reduz a ação degradativa da enzima sobre o colagénio de Tipo I, a principal proteína estrutural da matriz óssea. Esta ação direcionada diminui a taxa de reabsorção óssea mediada pelos osteoclastos. Esta inibição resulta numa diminuição subsequente da concentração de marcadores de reabsorção óssea em circulação.

Modulação de Vias de Sinalização

O efeito a jusante da inibição da Catepsina K inclui a modulação da via RANK/RANKL/OPG, influenciando as cascatas de sinalização que regulam a diferenciação, maturação e função dos osteoclastos. Esta influência altera o equilíbrio local da remodelação óssea no sentido de uma redução da decomposição da matriz.

Informações sobre dosagem e administração

Vias de Administração e Esquemas Oficiais

O Xapro é administrado através de duas vias distintas que refletem o objetivo do tratamento: comprimidos orais para uma entrega sistémica e formas intravaginais (creme ou óvulo) para uma ação localizada. O protocolo de tratamento está geralmente estruturado em duas fases: um regime inicial de maior frequência para estabelecer o efeito pretendido, seguido de um esquema de manutenção de menor frequência.

Administração Intravaginal

A aplicação localizada de Xapro segue um esquema bifásico padronizado. A fase de dosagem inicial requer a administração de 0,5 mg de Estriol uma vez por dia, durando tipicamente de duas a quatro semanas. Após este período, a frequência é reduzida para uma dose de manutenção de 0,5 mg de Estriol, administrada duas vezes por semana. No caso da formulação em creme, a aplicação deve ser efetuada com um aplicador calibrado para garantir que a dose específica de 0,5 mg é medida corretamente. Todas as aplicações intravaginais devem ser realizadas à noite para otimizar a retenção e a absorção local.

Fase de Utilização Frequência Dose (Intravaginal)
Inicial Uma vez por dia 0,5 mg Estriol
Manutenção Duas vezes por semana 0,5 mg Estriol

Instruções de Procedimento

Se for esquecida uma dose do produto de aplicação localizada, a documentação regulamentar indica que esta deve ser administrada imediatamente, a menos que faltem menos de 12 horas para a próxima dose agendada; nesse caso, a dose esquecida deve ser saltada. A dosagem dos comprimidos orais começa tipicamente num intervalo (por exemplo, 2 mg a 4 mg diários) e é posteriormente ajustada para uma dose de manutenção mais baixa (por exemplo, 1 mg ou 2 mg), com base no regime clínico estabelecido.

Evidência clínica recente

Evidência da Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Xapro

Evidência para o Uso na Síndrome Geniturinária da Menopausa (SGM)

A investigação que analisa o Xapro no contexto da Síndrome Geniturinária da Menopausa (SGM) — uma condição onde a intensidade dos sintomas pode variar — tem-se focado em formulações de aplicação local, tais como cremes e óvulos. Os estudos exploraram a forma como os sintomas evoluem ao longo do tempo em mulheres na pós-menopausa, em contextos onde são analisados sintomas como a secura vaginal, irritação, ardor e dor durante a relação sexual. A investigação utilizou primordialmente ensaios controlados de curto prazo, nos quais os investigadores monitorizaram resultados relacionados com o desconforto físico e mediram sinais objetivos, como o pH Vaginal e o Índice de Maturação Vaginal. Os estudos reportaram medições que se revelaram consistentes em múltiplos ensaios.

Evidência para o Uso em Infeções Recorrentes do Trato Urinário (ITUs)

O Estriol de aplicação local foi estudado no âmbito das infeções recorrentes do trato urinário (ITUs), uma condição associada a episódios agudos ou disruptivos. A investigação analisou tanto ensaios controlados como contextos observacionais, avaliando o funcionamento da vida diária em mulheres na pós-menopausa com um historial de recorrências frequentes. O foco principal destes estudos foi a monitorização da taxa de incidência de ITUs ao longo do tempo, sendo este um resultado que reflete o funcionamento quotidiano. A investigação monitorizou dados sobre a taxa de infeções e o que foi observado durante os períodos de estudo. Estas conclusões descrevem as alterações fisiológicas de curto prazo observadas pelos investigadores.


Estudos de Longo Prazo e Dados de Seguimento

O corpo principal de evidência para ambas as indicações aprovadas focou-se em investigação que explora alterações de curto prazo, o que significa que as durações de seguimento foram limitadas em muitos dos ensaios fundamentais que sustentam a base de evidência. A investigação existente resume as alterações de curto prazo, mas os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos. Existe informação limitada quanto aos resultados a longo prazo no que respeita à forma como as alterações fisiológicas medidas, ou os resultados reportados pelas doentes sobre a perceção de desconforto, se mantêm ao longo de vários anos de utilização.

Lacunas na Investigação e Incertezas Remanescentes

É importante compreender o que a investigação ainda não aborda totalmente. A qualidade da evidência varia entre os estudos e verifica-se uma falta de evidência comparativa nos casos em que os investigadores avaliaram o Xapro face a outras abordagens terapêuticas para ambas as indicações. Além disso, a certeza permanece baixa quanto à manutenção precisa de algumas observações, uma vez que existe informação limitada para resultados a longo prazo. A investigação fornece um contexto, mas não previsões individuais; as conclusões descrevem padrões de grupo e não resultados pessoais.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Xapro (FAQ)


P: Com que rapidez devo esperar sentir os efeitos do Xapro?

R: Os estudos e a informação oficial indicam que os efeitos físicos objetivos, como a melhoria do revestimento vaginal, podem ser observados dentro de duas a quatro semanas após o início da terapia diária. O alívio dos sintomas é um desfecho que foi comummente reportado em estudos nas primeiras semanas de utilização.

P: Qual é o tempo médio até que o Xapro comece a funcionar?

R: A informação dos ensaios clínicos mostra que os sinais objetivos de que o medicamento está a atuar, tais como alterações nos tecidos vaginais, podem começar a ser observados em apenas duas a quatro semanas após o início do tratamento. O método de aplicação localizada está associado a efeitos locais rápidos.

P: O Xapro tem uma versão de libertação prolongada?

R: Os documentos regulamentares listam o Xapro como estando disponível em formas específicas, incluindo creme e comprimidos. Não existe menção específica a uma formulação de libertação prolongada (ER) ou de libertação controlada na informação oficial do produto.

P: Quanto tempo depois de parar o Xapro é que este estará completamente fora do meu sistema?

R: A substância ativa do Xapro é conhecida por ser rapidamente absorvida e rapidamente eliminada do organismo. Após uma dose, os níveis sanguíneos máximos são geralmente atingidos em poucas horas. O medicamento é processado rapidamente e abandona o corpo, principalmente através da urina.

P: É normal sentir um pouco de cansaço ao iniciar o Xapro?

R: O cansaço ou a fadiga não são tipicamente listados como efeitos secundários comuns ou pouco frequentes na informação do produto para o estriol localizado. No entanto, algumas orientações gerais relativas à terapia de substituição hormonal (TSH) observam que o cansaço pode, por vezes, ser uma experiência temporária ao iniciar o tratamento.

P: Quais são os efeitos secundários mais comummente reportados do Xapro?

R: A informação oficial de segurança lista efeitos secundários comuns, especialmente no início do tratamento. Estes incluem dor de cabeça, dor ou sensibilidade mamária e efeitos locais como irritação, comichão, aumento do corrimento vaginal e spotting (perdas de sangue ligeiras).

P: O Xapro causa aumento de peso ou isso é um mito comum?

R: Alterações de peso (ganho ou perda) não estão listadas entre os efeitos secundários comuns ou pouco frequentes na informação do produto de aplicação local. Tal como acontece com toda a classe de medicamentos com estrogénio, a retenção de líquidos é um efeito possível, embora não seja reportado de forma comum, podendo causar inchaço.

P: Existem medicamentos comuns de venda livre que interajam com o Xapro?

R: Sim, os documentos oficiais indicam que o produto fitoterapêutico Hipericão (Erva de São João) pode interagir com o Xapro. Este é classificado como um indutor enzimático que poderia potencialmente reduzir a quantidade de estriol no seu sistema. A coadministração com Hipericão pode exigir uma discussão com um profissional de saúde.

P: O Xapro pode ser tomado com medicação para a tensão arterial?

R: O uso requer cautela em doentes with hipertensão pré-existente, e qualquer aumento significativo na tensão arterial é um motivo indicado para interromper a terapia. As pessoas que tomam medicação para a tensão arterial devem discutir o uso concomitante de Xapro com o seu profissional de saúde.

P: O Xapro é seguro para uso em adultos mais velhos (idosos)?

R: O Xapro é geralmente indicado para mulheres na pós-menopausa, o que inclui idosas. No entanto, a informação regulamentar inclui um aviso sobre o risco de provável demência ao iniciar uma TSH sistémica após os 65 anos. Os documentos regulamentares afirmam que o tratamento deve seguir o princípio de utilizar a dose eficaz mais baixa durante o período de tempo mais curto.

P: O Xapro pode afetar os padrões de sono?

R: As listas oficiais de reações adversas não incluem especificamente insónia, sonhos vívidos ou outras alterações nos padrões de sono. O efeito secundário comum de dor de cabeça está listado, o qual poderia potencialmente interferir com o sono de algumas pessoas.

P: O Xapro é um fármaco que precisa de ser tomado indefinidamente?

R: Não. As orientações oficiais afirmam que o Xapro deve ser utilizado na dose eficaz mais baixa e pela duração mais curta necessária para controlar os sintomas. A continuação do tratamento é uma decisão clínica que é revista periodicamente por um profissional de saúde.

P: Qual é o mecanismo de ação do Xapro em termos simples?

R: Em termos simples, o Xapro funciona substituindo o estriol, que é um estrogénio fraco que ocorre naturalmente. Ao suplementar esta hormona, o medicamento liga-se aos recetores de estrogénio nos tecidos, principalmente na zona vaginal, o que ajuda a restaurar a saúde e a função desses tecidos.

P: Qual é a duração típica do tratamento com Xapro?

R: A recomendação oficial é continuar o tratamento pela duração mais curta que controle os sintomas. O uso inicial é tipicamente seguido por uma transição para um esquema de manutenção de menor frequência.

P: Porque é que algumas pessoas sentem efeitos secundários iniciais que depois desaparecem?

R: De acordo com a informação oficial de segurança, algumas reações adversas locais, como irritação e comichão no local de aplicação, são comuns no início da terapia, mas resolvem-se frequentemente após as primeiras semanas de utilização.

P: O Xapro causa habituação ou dependência?

R: Os medicamentos com estrogénio, como o Xapro, não são classificados como substâncias controladas pelos organismos reguladores. Isto indica que não são considerados como tendo potencial para abuso ou dependência.

P: O Xapro tem algum efeito cognitivo conhecido a longo prazo?

R: Para a Terapia de Substituição Hormonal (TSH) sistémica, existe um aviso estabelecido sobre um risco de provável demência quando o tratamento é iniciado após os 65 anos. Os efeitos a longo prazo da formulação localizada na função cognitiva não estão totalmente estabelecidos.

P: O que acontece se eu parar de tomar o Xapro subitamente?

R: Interromper qualquer terapia com estrogénio, incluindo o Xapro, pode levar ao retorno dos sintomas para os quais o medicamento foi prescrito. Quaisquer alterações no esquema de tratamento devem ser discutidas com um profissional de saúde.

P: Qual é o nome químico do Xapro?

R: A substância ativa do Xapro é o estriol. O nome químico específico utilizado em contextos regulamentares e científicos é Estra-1,3,5(10)-trieno-3,16 alfa, 17 beta-triol.

P: O Xapro pode causar uma reação alérgica?

R: Como acontece com todos os medicamentos, existe o risco de reação alérgica. O rótulo do produto observa que, se ocorrerem sinais como icterícia (amarelecimento da pele), a ocorrência de tais sinais é anotada na rotulagem oficial como exigindo a descontinuação da terapia.

P: O Xapro é um medicamento de alto risco que exija monitorização especial?

R: Embora o Xapro não seja oficialmente designado como um medicamento de "alerta elevado", o rótulo do produto exige cautela e monitorização para condições pré-existentes específicas. Estas incluem miomas uterinos, endometriose e hipertensão.

P: Como é que o Xapro funciona de forma diferente no corpo em comparação com um placebo?

R: Ao contrário de um placebo, o Xapro é um medicamento que altera ativamente a química do corpo ao atuar como um Agonista dos Recetores de Estrogénio. Isto significa que substitui o estrogénio em falta e trabalha para restaurar a estrutura celular e a função dos tecidos afetados pela deficiência hormonal.

P: Existem diferentes dosagens ou formulações de Xapro?

R: Sim, o Xapro está disponível em múltiplas formas para se adequar a diferentes necessidades. Estas incluem comprimidos orais para uso sistémico e opções localizadas, como cremes vaginais ou óvulos vaginais. A formulação em creme localizado contém uma quantidade específica de estriol por dose.

P: Que tipo de monitorização médica é habitualmente necessária enquanto se usa Xapro?

R: O tratamento deve ser revisto regularmente pelo seu profissional de saúde. A monitorização pode ser especificamente necessária se tiver condições como miomas uterinos ou tensão arterial elevada, ou se estiver a fazer terapia de substituição de hormona tiroideia concomitante.

Como Xapro deve ser armazenado e descartado?

Como Conservar o Xapro

O Xapro deve ser guardado fora da vista e do alcance das crianças, para evitar a ingestão acidental. É fundamental manter este medicamento na sua embalagem original para o proteger da humidade e da luz. Salvo indicação específica em contrário no rótulo, o medicamento deve ser conservado à temperatura ambiente, idealmente entre os 15°C e os 30°C, e longe de fontes de calor excessivo ou luz solar direta.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem exterior e no blister. O prazo de validade refere-se ao último dia do mês indicado. Verifique sempre se a embalagem está intacta antes da utilização; se o selo de segurança estiver danificado ou se o medicamento apresentar sinais visíveis de deterioração, como alterações na cor ou integridade dos comprimidos, não o deve utilizar.

Como Eliminar o Xapro

Os medicamentos não devem ser eliminados na canalização doméstica nem no lixo comum. Estas medidas ajudam a proteger o ambiente e a prevenir o consumo acidental por terceiros ou animais.

Para eliminar corretamente o Xapro que já não é necessário ou que tenha ultrapassado o prazo de validade, deve entregá-lo num ponto de recolha de resíduos farmacêuticos, como os contentores da VALORMED disponíveis nas farmácias. Caso tenha dúvidas sobre como eliminar os seus medicamentos de forma segura, questione o seu farmacêutico. Não deite fora os medicamentos de forma negligente.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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