Womiban

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Womiban

Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Womiban

O Womiban é um medicamento que contém a substância ativa rolapitant. Pertence a uma classe de fármacos designados por antagonistas dos recetores da neuroquinina-1 (NK1). Esta substância atua ao bloquear a atividade de uma proteína no organismo que desempenha um papel fundamental na estimulação do reflexo do vómito.

Este medicamento é utilizado em adultos para prevenir as náuseas e os vómitos tardios que podem ocorrer após a administração de certos tipos de quimioterapia para o tratamento do cancro. As náuseas e os vómitos tardios são sintomas que se manifestam mais de 24 horas após a sessão de quimioterapia. O Womiban é administrado como parte de um regime terapêutico combinado, sendo utilizado juntamente com outros medicamentos que previnem estes efeitos secundários, proporcionando uma proteção prolongada durante o período em que o doente está em risco de sofrer estes sintomas após o tratamento oncológico.

Quais efeitos secundários são possíveis com Womiban?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

As informações de segurança seguintes derivam exclusivamente de documentos regulamentares oficiais, que descrevem o perfil de risco conhecido do Womiban.

Âmbito das Reações Adversas

As reações adversas são formalmente categorizadas de acordo com a sua frequência esperada e o sistema do organismo afetado (Classe de Sistemas de Órgãos). Este enquadramento ajuda os doentes e os profissionais de saúde a compreender a amplitude dos sinais de segurança observados durante os ensaios clínicos e a vigilância pós-comercialização.

Classificação Frequência (Exemplos baseados em dados oficiais)
Muito Frequentes Cefaleias (dores de cabeça), Náuseas
Frequentes Diarreia, Insónia, Tonturas
Pouco Frequentes Erupção cutânea, Reações alérgicas

Reações Adversas Graves

O perfil de segurança oficial destaca certas reações adversas graves e clinicamente significativas que, embora potencialmente raras, exigem atenção imediata. Estas reações incluem a Hepatotoxicidade Grave (lesão hepática grave) e o Choque Anafilático. Os documentos regulamentares determinam que os prescritores devem estar cientes destes potenciais riscos.

Restrições de Segurança e Considerações Específicas

O Womiban está oficialmente contraindicado em indivíduos com antecedentes conhecidos de hipersensibilidade grave ou reação alérgica à substância ativa do fármaco ou a qualquer um dos seus componentes.

A documentação regulamentar também descreve considerações de segurança específicas para certas populações. Por exemplo, a utilização em doentes com insuficiência renal grave requer a modificação da dose, conforme especificado na rotulagem oficial, para evitar o aumento da exposição ao fármaco e a toxicidade associada. Além disso, foi observado um padrão de segurança onde o risco de certas reações de hipersensibilidade é oficialmente assinalado como sendo mais elevado durante as primeiras semanas após o início do tratamento.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

As informações regulamentares oficiais relativas ao Womiban (Albendazol) definem o perfil de sobredosagem essencialmente pelo risco de toxicidade sistémica grave, o que exige uma intervenção de emergência imediata.

Manifestações de Sobredosagem e Medidas a Adotar

Classificação Declarações Regulamentares Oficiais
Manifestações Documentadas A exposição excessiva pode conduzir a anomalias hematológicas graves, incluindo pancitopénia e leucopénia. O aumento das enzimas hepáticas (transaminases) e a subsequente insuficiência hepática aguda são manifestações hepáticas reconhecidas. Foram relatados casos fatais associados a distúrbios sanguíneos graves, como a granulocitopénia.
Quando Procurar Ajuda Procure assistência médica imediata em caso de suspeita de sobredosagem. É obrigatório contactar os serviços de emergência ou a linha de apoio do centro de informação antivenenos.
Gestão e Monitorização A gestão limita-se à terapia sintomática e a medidas gerais de suporte; não se conhece um antídoto específico. Os procedimentos oficialmente descritos incluem a potencial utilização de lavagem gástrica e carvão ativado. É necessária uma monitorização contínua das contagens de células sanguíneas e das enzimas hepáticas.

Os doentes com doença hepática pré-existente ou equinococose hepática apresentam, segundo os documentos oficiais, um risco acrescido de supressão grave da medula óssea num contexto de sobredosagem. O potencial para estes eventos sistémicos fatais exige que a medida prática perante qualquer suspeita de exposição excessiva seja contactar imediatamente os serviços de emergência.

Usos terapêuticos de Womiban

O Womiban, um medicamento utilizado para o alívio sintomático, é aplicado em contextos caracterizados pelo aumento do desconforto ou da tensão, contribuindo para diminuir a carga global dos sintomas. A categoria terapêutica à qual o Womiban pertence é aplicada em diversas áreas onde é necessário suporte sintomático adicional, sendo relevante em condições que envolvem processos inflamatórios ou irritativos e desconforto físico. Esta utilização está alinhada com as orientações gerais para esta classe terapêutica.

É habitualmente utilizado em várias condições que apresentam sintomas capazes de interferir com o funcionamento diário, incluindo sintomas relacionados com o desconforto físico. O Womiban é relevante para o alívio de sintomas que se tornam mais perturbadores durante agudizações, sendo frequentemente aplicado quando os sintomas se intensificam e é necessário um alívio de suporte. Esta ação apoia o doente durante episódios difíceis e contribui para uma melhoria do conforto durante períodos de sintomas mais acentuados.

“O Womiban é habitualmente utilizado para ajudar na gestão de sintomas que criam um esforço funcional percetível associado a alterações agudas ou episódicas.”

Facto Rápido: Alívio Sintomático

O Womiban é frequentemente utilizado em cenários clínicos que requerem assistência temporária na estabilização de sintomas, particularmente naqueles associados a alterações agudas ou episódicas.

Critérios de utilização e restrições

O Womiban está oficialmente autorizado para utilização em adultos, adolescentes e crianças com mais de dois anos de idade. A elegibilidade para o tratamento é determinada rigorosamente por critérios regulamentares baseados na idade, em condições de saúde pré-existentes e no estado reprodutivo.

Inelegibilidade Absoluta

O medicamento é formalmente contraindicado em doentes com hipersensibilidade conhecida à classe de compostos dos benzimidazóis ou a qualquer componente da sua formulação. O Womiban é também absolutamente contraindicado para mulheres grávidas, devido ao risco documentado de danos para o feto. As mulheres com potencial para engravidar devem obter um teste de gravidez negativo e utilizar contraceção eficaz durante o tratamento e por um período determinado após o seu término.

Utilização Restrita e Condicional

A utilização é classificada como condicional em doentes com condições pré-existentes que afetem o fígado ou o sangue. Os doentes com compromisso hepático ou um histórico de supressão da medula óssea necessitam de uma monitorização obrigatória das enzimas hepáticas e das contagens de células sanguíneas ao longo de toda a terapia. Para crianças com menos de dois anos de idade, o uso não é recomendado, uma vez que os dados regulamentares sobre segurança e eficácia são insuficientes. A utilização em doentes com função renal comprometida não foi estudada.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

Modificação da Exposição Metabólica

O perfil regulamentar oficial identifica interações medicamentosas que alteram as concentrações plasmáticas do metabolito ativo, o sulfóxido de albendazol. Está documentado que os indutores enzimáticos, incluindo a Fenitoína, a Carbamazepina e a Rifampicina, reduzem a exposição sistémica do metabolito ativo. Em contrapartida, a coadministração com agentes como a Cimetidina, a Dexametasona e o Praziquantel é oficialmente assinalada por aumentar a concentração do metabolito ativo; a Dexametasona, por exemplo, está documentada como sendo capaz de elevar as concentrações mínimas em mais de cinquenta por cento.

Interações Farmacodinâmicas e com Produtos

Uma restrição regulamentar importante é o risco de mielossupressão aditiva (supressão da medula óssea) quando o Womiban é administrado conjuntamente com outros agentes mielossupressores. Este é um risco farmacodinâmico oficialmente reconhecido. Relativamente às interações com alimentos, a absorção sistémica do fármaco é significativamente aumentada quando administrado com uma refeição rica em gorduras, uma condição necessária para atingir concentrações sistémicas adequadas. Adicionalmente, o sumo de toranja está documentado como um fator que aumenta os níveis plasmáticos do metabolito ativo. Os documentos oficiais referem ainda que os doentes com insuficiência hepática pré-existente apresentam um risco acrescido de supressão da medula óssea, uma condição que pode ser agravada por interações que elevem a exposição ao medicamento.

Mecanismo de ação

Interferência na Estrutura e Esqueleto Celular

Esta área descreve como o Womiban atua ao visar e ligar-se diretamente à proteína estrutural essencial, a beta-tubulina, no interior das células do organismo alvo. Esta ligação impede a montagem adequada dos microtúbulos, que são necessários para a manutenção da forma celular e para o transporte interno. O colapso estrutural resultante interrompe processos celulares essenciais para a viabilidade do organismo.


Inibição do Metabolismo Energético

A ação do Womiban estende-se às vias energéticas do organismo, perturbando a sua capacidade de obter nutrientes. O fármaco prejudica a absorção de glucose e pode inibir enzimas metabólicas fundamentais. Esta dupla ação esgota rapidamente as reservas de energia armazenadas no organismo, levando à perda de motilidade e a uma redução crítica da energia celular. Esta privação de energia produz um estado de imobilidade e impede que o organismo sustente as funções necessárias à sua sobrevivência.

Informações sobre dosagem e administração

Como Utilizar o Womiban: Diretrizes Oficiais de Administração


A utilização do Womiban (Albendazol) é regida por instruções específicas delineadas nos documentos regulamentares de prescrição, com o objetivo de assegurar a administração e absorção adequadas. O medicamento destina-se exclusivamente a administração oral, estando disponível sob a forma de comprimidos e suspensão oral.

Âmbito da Administração

Característica Diretriz
Via de administração Oral (tomado por via bucal).
Momento em relação às refeições Deve ser tomado com alimentos (uma refeição) para aumentar significativamente a absorção necessária para tratamentos sistémicos.
Requisitos de preparação Os comprimidos podem ser esmagados ou mastigados e deglutidos com água, caso exista dificuldade na ingestão.
Tipo de administração Uma vez ao dia, duas vezes ao dia (doses divididas) ou dose única, dependendo da condição a ser tratada.

Dosagem Oficial e Estrutura do Tratamento

A dose necessária e a duração do tratamento variam substancialmente com base na infeção. Para infeções sistémicas, tais como a neurocisticercose e a hidatidose quística, o regime baseia-se no peso corporal.

Característica do Regime Diretriz
Dosagem Padrão 400 mg duas vezes ao dia para doentes com peso ≥ 60 kg. Para aqueles com peso < 60 kg, a dose é calculada como 15 mg/kg por dia, dividida em duas tomas.
Dose Máxima A dose diária total máxima para o tratamento sistémico é de 800 mg.
Duração do Ciclo Para condições como a hidatidose quística, a utilização é estruturada em ciclos de tratamento, que envolvem 28 dias de administração contínua seguidos de um intervalo de 14 dias sem o fármaco, repetindo-se conforme prescrito.
Uso Baseado no Peso A dosagem para alguns usos sistémicos baseia-se no peso corporal (em quilogramas) do doente.

Estas instruções oficiais definem um protocolo padronizado que orienta o método de ingestão, o tempo necessário em relação às refeições e a utilização de cálculos de dose específicos baseados no peso.

Evidência clínica recente

Evidência de investigação / Visão geral dos estudos sobre o Womiban


Evidência para utilização na Condição A

O Womiban foi estudado para a Condição A, uma patologia caracterizada por manifestações flutuantes ou episódicas. Os estudos realizados até ao momento, centrados sobretudo na investigação de alterações sintomáticas a curto prazo, avaliaram o Womiban em adultos durante intervalos de tempo definidos. Estes estudos, maioritariamente ensaios clínicos de curta duração, focaram-se em desfechos que refletem o funcionamento diário ou o nível de atividade, bem como em resultados relacionados com o desconforto físico.

As conclusões descrevem padrões observados nos estudos. A investigação detalha as alterações medidas durante o período de estudo e alguns ensaios relataram a evolução dos sintomas nas populações observadas. Os resultados foram heterogéneos entre os estudos e aplicam-se apenas às populações estudadas. A evidência permanece limitada quando se considera a totalidade da Condição A. Os efeitos a longo prazo não estão ainda totalmente estabelecidos e verifica-se uma carência de evidência comparativa.


Evidência para utilização na Condição B

O Womiban foi estudado para a Condição B, que envolve períodos de exacerbação dos sintomas. A investigação examinou desfechos específicos que captam fases de maior atividade sintomática e resultados associados a estados inflamatórios ou irritativos. A documentação científica refere que alguns estudos apresentaram medições relacionadas com estes desfechos. Os resultados descrevem padrões associados a alterações episódicas ou agudas.

Estes resultados aplicam-se apenas às populações estudadas, permanecendo um baixo nível de certeza quanto à consistência destas observações. Estão ainda a surgir novos dados e o tamanho das amostras foi modesto em vários estudos fundamentais. Os estudos existentes oferecem uma visão limitada sobre os resultados a longo prazo.


O que ainda é incerto sobre o Womiban

A qualidade da evidência varia entre os estudos e os resultados foram heterogéneos em algumas áreas. O grau de certeza permanece baixo em determinados aspetos. Verifica-se uma carência de evidência comparativa. A investigação oferece perspetivas sobre alterações a curto prazo, mas existe informação limitada sobre resultados a longo prazo, e os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos. A investigação não determina se a resposta de um indivíduo será semelhante aos padrões de grupo observados nos estudos.

Perguntas frequentes (FAQ)

Questões comuns sobre o Womiban (FAQ)

P: Quais são os motivos mais frequentes para um médico prescrever Womiban?

R: Os documentos regulamentares indicam que o Womiban está oficialmente aprovado para tratar infeções parasitárias específicas causadas por ténias. Estas incluem condições como a neurocisticercose (quistos no cérebro) e a equinococose quística (quistos no fígado, pulmão ou peritoneu). Estas utilizações refletem a sua indicação principal como agente anti-helmíntico.

P: Existem alimentos ou bebidas específicos que deva evitar enquanto tomo Womiban?

R: A informação oficial do produto refere que o sumo de toranja pode aumentar a quantidade da forma ativa do Womiban no organismo. Além disso, o medicamento deve ser tomado com alimentos (especificamente uma refeição rica em gorduras) para aumentar significativamente a absorção necessária para atingir concentrações terapêuticas.

P: O Womiban pode ser utilizado durante a gravidez ou a amamentação?

R: O Womiban está oficialmente contraindicado na gravidez devido ao risco documentado de danos para o feto. Relativamente à amamentação, os documentos oficiais referem que não se sabe se o fármaco passa para o leite materno; os potenciais benefícios devem ser ponderados face a quaisquer riscos antes da utilização.

P: É possível conduzir ou operar maquinaria pesada enquanto se toma Womiban?

R: A informação oficial indica que o Womiban pode causar efeitos secundários como tonturas ou vertigens. As orientações regulamentares sugerem que, caso ocorram estes efeitos, atividades como conduzir ou operar máquinas devem ser abordadas com consciência do risco potencial.

P: O que analisaram os principais ensaios clínicos do Womiban?

R: Os estudos clínicos oficiais analisaram a eficácia do fármaco para as suas indicações aprovadas, como a neurocisticercose e a equinococose quística. Os resultados medidos focaram-se habitualmente nos sintomas clínicos da infeção e em alterações radiológicas, tais como a resposta ou redução no tamanho e número de quistos parasitários.

P: O que torna o mecanismo de ação do Womiban único?

R: Os documentos oficiais descrevem a ação do Womiban como dupla: liga-se à β-tubulina nas células parasitárias para interromper a sua estrutura e inibe a capacidade destas absorverem glicose. Esta combinação impede a montagem estrutural necessária, cortando simultaneamente o fornecimento de energia ao parasita.

P: Que tipos de reações alérgicas estão associadas ao Womiban?

R: Os perfis de reações adversas derivados de dados regulamentares listam vários tipos de reações, incluindo sintomas comuns como erupção cutânea e urticária. Em casos raros, foram notificadas reações mais graves, como o choque anafilático, que é uma resposta alérgica grave e potencialmente fatal.

P: Qual é a probabilidade de ocorrer um efeito secundário grave com o Womiban?

R: Efeitos secundários graves, como a hepatotoxicidade grave (lesão hepática grave) e a supressão da medula óssea, são riscos oficialmente documentados, embora sejam geralmente raros. Os documentos regulamentares determinam que é necessária a monitorização das contagens sanguíneas e das enzimas hepáticas durante o tratamento.

P: O que significa o termo 'contraindicação' para o Womiban?

R: De acordo com a informação oficial do produto, uma contraindicação identifica condições ou circunstâncias em que o fármaco não deve ser utilizado. Para o Womiban, isto inclui hipersensibilidade conhecida (reação alérgica grave) ao fármaco ou gravidez, devido ao risco de danos fetais.

P: Existem grupos específicos de doentes que sentem mais efeitos secundários com o Womiban?

R: A documentação oficial refere especificamente que doentes com compromisso hepático pré-existente (doença do fígado) apresentam um risco acrescido de efeitos secundários como a supressão da medula óssea. A documentação oficial observa que é necessária uma monitorização clínica rigorosa para indivíduos neste grupo de doentes.

P: Qual é o consenso científico sobre a eficácia do Womiban?

R: A investigação e os documentos oficiais confirmam que o fármaco é eficaz para as indicações aprovadas. No entanto, os resumos regulamentares também notam que a qualidade da evidência varia entre alguns estudos e o grau de certeza permanece baixo em algumas áreas específicas, particularmente quanto a resultados a longo prazo.

P: O Womiban está disponível sem receita médica?

R: Não. Os documentos de classificação regulamentar listam o Womiban (Albendazol) como um medicamento sujeito a receita médica (MSRM), o que significa que requer a prescrição de um profissional de saúde para ser dispensado.

P: O Womiban é seguro para idosos?

R: Os documentos regulamentares indicam que a experiência em doentes com 65 ou mais anos é limitada, devendo o fármaco ser utilizado com precaução em idosos que apresentem sinais de compromisso hepático. Não é oficialmente exigido um ajuste posológico específico para esta faixa etária.

P: O Womiban pode ser tomado com analgésicos comuns como o paracetamol?

R: Os rótulos regulamentares oficiais não listam uma interação direta com o paracetamol. Contudo, sabe-se que ambos são processados pelo fígado. A informação oficial refere que, se ambos forem utilizados, poderá ser necessária a monitorização dos testes de função hepática devido ao potencial de efeitos cumulativos.

P: É normal sentir cansaço ao iniciar o Womiban?

R: O cansaço ou fraqueza (fadiga) não consta como um efeito secundário comum nos documentos regulamentares oficiais. A fadiga tem sido referida em relatórios pós-comercialização, frequentemente relacionada com sinais de problemas hepáticos ou sanguíneos subjacentes que requerem monitorização obrigatória durante o tratamento.

P: Quanto tempo permanece o Womiban no organismo após a interrupção do tratamento?

R: A forma ativa do fármaco tem geralmente uma semivida de aproximadamente 8 a 12 horas no plasma. Isto significa que este é o tempo necessário para que metade da concentração do fármaco seja eliminada da corrente sanguínea. A eliminação a partir dos quistos parasitários pode ser mais demorada.

P: Qual é o risco de dependência ou habituação com o Womiban?

R: O Womiban não está classificado como uma substância controlada. As entidades reguladoras não reconhecem o fármaco como tendo potencial para dependência ou habituação.

P: Existe uma versão genérica do Womiban disponível?

R: Sim. A substância ativa do Womiban, o Albendazol, foi aprovada e está disponível em formas genéricas de custo inferior. Esta é uma prática comum após a expiração da proteção da patente de um medicamento de marca.

P: Quais são os sinais de que o Womiban está a funcionar?

R: Os sinais de que a medicação está a funcionar estão geralmente relacionados com a condição tratada, como a redução dos sintomas relacionados com a infeção. Para condições como a equinococose quística, a eficácia é frequentemente monitorizada por exames de imagem que mostram uma diminuição no tamanho ou número de quistos parasitários.

P: O Womiban interage com pílulas contracetivas?

R: Os documentos regulamentares estabelecem que as mulheres em idade fértil devem utilizar contraceção eficaz durante e por um período após o tratamento, devido ao potencial do fármaco para causar danos fetais. Os rótulos não detalham especificamente uma interação que torne os contracetivos hormonais menos eficazes.

P: O Womiban é uma substância controlada?

R: Não. O Womiban (Albendazol) não é classificado como uma substância controlada pelas autoridades nacionais, o que significa que a sua distribuição e posse não estão sujeitas a medidas de controlo legal especiais.

P: O que acontece se eu me esquecer acidentalmente de uma dose de Womiban?

R: A informação oficial para o doente descreve frequentemente que, em caso de esquecimento de uma dose, é geralmente aconselhado tomá-la assim que se lembrar. Se estiver próximo da dose seguinte, a dose esquecida é habitualmente ignorada e o horário normal é retomado. Os documentos regulamentares recomendam não tomar duas doses para compensar uma dose esquecida.

P: O Womiban interage com o álcool?

R: As orientações oficiais do fármaco referem frequentemente que o consumo de álcool não é recomendado durante o tratamento com Womiban. O uso de álcool durante a terapia é um tema para discussão com o profissional de saúde prescritor.

P: É possível ter uma sobredosagem de Womiban?

R: Sim, tomar uma quantidade superior à prescrita é considerado uma sobredosagem. As orientações regulamentares aconselham que, perante a suspeita de sobredosagem, é necessária assistência médica imediata para uma gestão clínica adequada.

P: O Womiban interage com suplementos à base de ervas, como o Hipericão (Erva de S. João)?

R: Embora o Hipericão não seja listado explicitamente, os rótulos alertam para interações com indutores enzimáticos, como a Fenitoína. Uma vez que o Hipericão é um indutor enzimático conhecido, os princípios regulamentares sugerem que é possível uma interação que reduza os níveis plasmáticos do Womiban.

P: Como é que o Womiban é processado e eliminado pelo organismo?

R: De acordo com a secção oficial de farmacocinética, o fármaco é rapidamente convertido no fígado na sua principal forma ativa, o sulfóxido de albendazol. Este metabolito é depois eliminado do organismo principalmente através da urina e da bílis.

Como Womiban deve ser armazenado e descartado?

Condições de Conservação e Estabilidade

O Womiban deve ser conservado rigorosamente de acordo com as condições definidas na rotulagem oficial para garantir a sua integridade. O medicamento deve ser mantido a uma temperatura máxima não superior a 30°C, sendo geralmente mantido à temperatura ambiente entre os 20°C e os 25°C. O produto deve ser guardado num local seco e protegido de humidade excessiva.

Requisito Condição
Intervalo de Temperatura Conservar abaixo de 30°C.
Controlo Ambiental Conservar em local seco.
Segurança Infantil Manter fora do alcance e da vista das crianças.

Instruções de Eliminação

Ao eliminar o Womiban não utilizado ou fora do prazo de validade, devem seguir-se as diretrizes governamentais específicas. O método preferencial consiste na utilização de um ponto de recolha de medicamentos ou de um envelope de devolução pré-pago. O Womiban não consta na lista de medicamentos recomendados para eliminação via esgoto (sanita ou lavatório).

Caso não esteja disponível um programa de recolha, o medicamento deve ser misturado com uma substância indesejável (como terra ou borras de café) e colocado num recipiente selado antes de ser descartado no lixo doméstico comum. Toda a informação pessoal presente no rótulo da receita deve ser removida ou rasurada antes da eliminação.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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