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Voriconazole

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Voriconazole

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

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Visão geral de Voriconazole

Propriedade Descrição
Princípio ativo Voriconazol
Formas farmacêuticas Comprimido, Suspensão oral, Injeção intravenosa (IV)
Classe farmacológica Antifúngico triazólico
Uso comum Tratamento sistémico de infeções fúngicas graves
Origem Composto sintético

Voriconazol: Definição e Papel na Terapia Antifúngica

O voriconazol é um composto sintético potente, classificado como um antifúngico triazólico de amplo espetro. Este medicamento é uma terapia sujeita a receita médica, fundamental para tratar infeções profundas e graves causadas por agentes fúngicos agressivos. Sendo um derivado de antifúngicos azólicos anteriores, a sua capacidade de amplo espetro é clinicamente reconhecida pela eficácia em infeções de difícil tratamento. Esta classe de fármacos atua retardando o crescimento dos fungos que causam a infeção.

Esta substância ocupa uma posição distinta na terapia antifúngica como um triazol de segunda geração, com estudos farmacológicos que demonstram a sua elevada atividade contra organismos como as espécies de Aspergillus. Isto torna o fármaco num padrão de cuidados reconhecido no tratamento de condições como a aspergilose invasiva, particularmente em grupos de doentes suscetíveis.

Composição, Formas e Objetivo Terapêutico Geral

A preparação medicinal é, na sua base, um produto de ingrediente único, com o voriconazol a atuar como o único princípio ativo. É um composto sintético fabricado que utiliza propriedades químicas avançadas para obter um efeito terapêutico direcionado. O medicamento é administrado em diversas preparações farmacêuticas para permitir flexibilidade clínica: comprimido para toma oral, suspensão oral (forma líquida) e pó liofilizado para reconstituição em injeção intravenosa (IV).

O objetivo terapêutico global do voriconazol é interromper o ciclo de vida do fungo e resolver a infeção invasiva em todo o corpo. A sua ação fisiológica está relacionada com a interrupção da estrutura fundamental da membrana celular fúngica, o que ajuda a controlar a capacidade do agente patogénico de manter a sua estrutura e de se propagar.

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Quais efeitos secundários são possíveis com Voriconazole?

Voriconazol: Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança do voriconazol, conforme documentado no resumo das características do medicamento, agrupa os efeitos possíveis pela sua frequência e pela classe de sistemas e órgãos envolvida. As reações adversas observadas com maior frequência, classificadas como Muito Frequentes (afetando 1 ou mais em cada 10 doentes) nos documentos regulamentares, incluem perturbações visuais, pirexia (febre), edema periférico, cefaleias (dores de cabeça), náuseas, vómitos e dor abdominal.


Grupos de Segurança por Classe de Sistemas e Órgãos (SOC)

As reações adversas estão formalmente listadas em vários sistemas de órgãos:

  • Afeções Oculares: Predominantemente perturbações visuais e fotofobia (sensibilidade à luz).
  • Afeções Hepatobiliares: Observadas frequentemente como anomalias nos testes de função hepática (TFH), incluindo níveis elevados de ALT e AST.
  • Afeções dos Tecidos Cutâneos e Subcutâneos: Inclui erupção cutânea e um risco significativo de fotossensibilidade (fototoxicidade).

Reações Adversas Graves e Restrições Regulamentares

O medicamento está associado a Reações Adversas Graves (RAG), incluindo toxicidade hepática grave (lesões no fígado) e reações adversas cutâneas graves (SCARs). Para doentes em terapia prolongada, os documentos regulamentares indicam uma associação específica com reações adversas esqueléticas (como periostite e fluorose) e um risco aumentado de Carcinoma Espinocelular da pele (CEC).

Existem restrições de segurança para grupos específicos de doentes. A administração intravenosa deve ser evitada em doentes adultos com insuficiência renal moderada a grave (depuração da creatinina < 50 mL/min) devido à acumulação do veículo da formulação IV. Além disso, quaisquer perturbações eletrolíticas pré-existentes (como níveis baixos de potássio ou magnésio) têm de ser corrigidas antes do início da terapia para mitigar o risco de arritmias cardíacas graves.

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Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

A documentação regulamentar oficial sobre a sobredosagem de voriconazol baseia-se em relatos de casos de ensaios clínicos, delineando manifestações específicas e as ações de emergência necessárias.

Manifestações de Sobredosagem Documentadas Achado Oficial
Sintomas Observados Perturbações visuais, fotofobia, letargia, náuseas e cefaleia.
Achado Fisiológico Foi reportado um aumento transitório nos testes de função hepática num dos casos.

Medidas de Emergência Necessárias

Na eventualidade de uma sobredosagem suspeita ou confirmada, o perfil regulamentar exige uma ação imediata. A interrupção do voriconazol está indicada e deve-se contactar imediatamente o Centro de Informação Antivenenos (CIAV) ou um serviço de urgência para procurar assistência médica urgente.

Gestão Clínica e Limitações do Procedimento

O tratamento de uma sobredosagem é especificado como sintomático e de apoio. Os documentos regulamentares declaram explicitamente que não se conhece nenhum antídoto específico para o voriconazol. Devido à elevada ligação do fármaco às proteínas plasmáticas, o voriconazol não é eliminado por hemodiálise.

Existe uma nota específica nas informações de prescrição relativamente à formulação intravenosa: embora o fármaco em si não seja dialisável, o seu veículo, o SBECD, é apenas eliminado a uma taxa muito baixa durante a hemodiálise, o que constitui um fator fundamental na gestão de suporte.

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Usos terapêuticos de Voriconazole

O Que o Voriconazol Trata: Principais Utilizações e Benefícios

O voriconazol é um medicamento que pode fazer parte da gestão sintomática de infeções fúngicas sistémicas graves, particularmente em situações em que os doentes experienciam uma carga sistémica elevada ou necessitam de apoio sintomático adicional.

Tratamento de Infeções Fúngicas Invasivas

O voriconazol é habitualmente utilizado para ajudar a gerir condições como a aspergilose invasiva, que se apresenta com uma carga sintomática significativa. É relevante para o alívio do desconforto sintomático em diversas condições que envolvam as espécies Aspergillus, Candida, Scedosporium e Fusarium, que estão incluídas nos domínios terapêuticos aprovados. Aplicado em contextos clínicos que envolvem padrões de sintomas agudos ou instáveis, este fármaco contribui para a melhoria do conforto durante períodos de sintomas acentuados, ao abordar agrupamentos de sintomas que podem tornar-se intensos ou disruptivos.

Domínios Sintomáticos Chave e Apoio ao Doente

Este medicamento pode auxiliar na gestão das manifestações sintomáticas de infeções sistémicas e de tecidos profundos, incluindo a candidemia. É aplicado em domínios onde é necessário apoio sintomático adicional quando os agrupamentos de sintomas interferem com a estabilidade funcional. Este apoio pode ajudar os doentes a lidar de forma mais constante com as flutuações dos sintomas. O fármaco ajuda a gerir condições caracterizadas por períodos de sintomas intensificados.

O voriconazol é também relevante para a gestão de infeções causadas por fungos raros, onde ajuda a manter uma sensação de estabilidade quando os sintomas são mais percetíveis. Apoia os doentes durante episódios de maior desconforto em condições que envolvem manifestações episódicas ou flutuantes.


Facto Rápido: Apoio em Agrupamentos de Sintomas O voriconazol oferece um apoio que ajuda a aliviar a carga sintomática global e auxilia na manutenção da estabilidade funcional.

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Critérios de utilização e restrições

A elegibilidade para o uso de voriconazol é rigorosamente definida por critérios regulamentares, estabelecendo regras claras para a sua utilização em diferentes grupos de doentes.

Contraindicações Absolutas

O medicamento não deve ser utilizado caso o doente tenha uma hipersensibilidade conhecida ao voriconazol ou a qualquer um dos seus excipientes. O uso é também estritamente proibido quando administrado em conjunto com diversos medicamentos específicos que podem causar efeitos secundários graves ou levar a uma perda significativa da eficácia do voriconazol.

Idade e Estado de Desenvolvimento

O uso está geralmente estabelecido para adultos e crianças com 2 ou mais anos de idade. A segurança e a eficácia não foram estabelecidas em crianças com idade inferior a dois anos, pelo que o uso nesta população não é recomendado. Normalmente, não é necessário um ajuste da dose para doentes idosos.

Função de Órgãos e Populações Especiais

Aplicam-se restrições específicas com base na função dos órgãos. A forma intravenosa (IV) deve ser evitada em doentes adultos com insuficiência renal moderada a grave, devido à acumulação do veículo da formulação IV. A dose de manutenção deve ser reduzida para metade em doentes com insuficiência hepática ligeira a moderada. O voriconazol é contraindicado na gravidez e as mulheres com potencial reprodutivo devem utilizar métodos contracetivos eficazes durante o tratamento. Durante a lactação, deve ser tomada a decisão de interromper o medicamento ou interromper a amamentação.

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O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com Outros Medicamentos e Produtos

O voriconazol está envolvido em interações medicamentosas principalmente devido aos seus efeitos nas enzimas hepáticas que metabolizam fármacos, especificamente as enzimas do Citocromo P450 (CYP) 2C19, 2C9 e 3A4. O voriconazol atua simultaneamente como substrato e como um inibidor potente destas enzimas, o que pode levar a alterações significativas nas concentrações de muitos medicamentos administrados em simultâneo.


Perfil Oficial de Interações

Os documentos regulamentares oficiais classificam as interações em categorias de acordo com o risco clínico resultante:

  • Combinações Contraindicadas: A administração conjunta é estritamente proibida com indutores enzimáticos fortes (por exemplo, Rifampicina, Carbamazepina, Fenobarbital), uma vez que estes reduzem drasticamente as concentrações de voriconazol no plasma, criando um risco de falha no tratamento. A combinação é também proibida com substratos do CYP3A4 conhecidos por prolongar o intervalo QT (por exemplo, Quinidina, Cisaprida), devido ao risco de eventos cardíacos graves.

  • Necessidade de Ajuste de Dose e Monitorização Estreita: A concentração de imunossupressores (por exemplo, Ciclosporina, Tacrolimus) aumenta substancialmente, exigindo uma redução significativa da sua dose e uma monitorização terapêutica frequente. Os anticoagulantes (Varfarina) e certos medicamentos para o VIH (Ritonavir) também pertencem a esta categoria, exigindo vigilância quanto ao aumento do efeito ou da toxicidade.

  • Restrições de Formulação e de Horário: A formulação intravenosa contém o excipiente SBECD, que se acumula em indivíduos com insuficiência renal moderada a grave (depuração da creatinina < 50 mL/min); por este motivo, a formulação oral é recomendada para esta população. Os comprimidos e a suspensão oral devem ser tomados pelo menos uma hora antes ou uma hora depois de uma refeição.

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Mecanismo de ação

Alvo na Síntese da Membrana Celular Fúngica

O voriconazol, um triazol sintético, exerce a sua ação através da interrupção de processos bioquímicos fundamentais no interior da célula do fungo. O seu mecanismo envolve a inibição seletiva da enzima fúngica lanosterol 14-alfa-desmetilase (CYP51). Esta enzima é necessária para uma etapa crucial na via de biossíntese do ergosterol. O bloqueio desta etapa impede a síntese do ergosterol, o principal componente esterol da membrana celular fúngica, o que desencadeia uma cascata de disfunção celular.

Desestabilização da Estrutura Celular do Fungo

A inibição enzimática resulta num efeito duplo: a depleção de ergosterol e a acumulação de intermediários de esteróis metilados tóxicos, com estrutura incorreta, no interior da célula. A integração destes esteróis tóxicos compromete a membrana fúngica, levando ao aumento da permeabilidade, extravasamento celular e disfunção metabólica. Isto resulta num efeito fisiológico fungistático (limitação do crescimento) ou fungicida (morte da célula) sobre o agente patogénico.

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Informações sobre dosagem e administração

O voriconazol é administrado através de duas vias oficiais: perfusão intravenosa (IV) e administração por via oral, através de comprimidos ou de uma suspensão oral. O tratamento é iniciado com um esquema de dose de carga para atingir rapidamente as concentrações pretendidas, seguido de uma dose de manutenção mais baixa, sendo ambas administradas duas vezes ao dia (a cada 12 horas).


Dosagem Padrão e Frequência

A terapêutica inicia-se com uma Dose de Carga de 6 mg/kg por via IV, a cada 12 horas, durante as primeiras 24 horas. Segue-se uma Dose de Manutenção (duas vezes ao dia):

Via de Administração Dose Padrão no Adulto (≥ 40 kg) Ajuste de Dose por Resposta Inadequada
Intravenosa (IV) 4 mg/kg a cada 12 horas Nenhum especificado para IV
Oral (Comprimidos/Suspensão) 200 mg a cada 12 horas Pode ser aumentada para 300 mg a cada 12 horas

A via IV deve ser continuada por um período mínimo de sete dias, recomendando-se a transição para a via oral assim que o doente apresente uma melhoria clínica significativa.


Regras Específicas de Administração

Contexto Instrução (Baseada em Documentos Regulamentares)
Momento da Administração Oral Tomar, pelo menos, uma hora antes ou uma hora depois de uma refeição para garantir a absorção adequada.
Perfusão IV Deve ser administrada lentamente, ao longo de 1 a 3 horas; não deve ser administrada como uma injeção rápida (bolus).
Comprometimento Hepático Em adultos com insuficiência hepática ligeira a moderada, administra-se a dose de carga padrão, mas a dose de manutenção deve ser reduzida para metade.
Comprometimento Renal Evitar a administração IV em adultos com insuficiência renal moderada a grave (ClCr < 50 mL/min) devido à acumulação do veículo intravenoso (SBECD); a dosagem oral não requer ajuste.

Caso uma dose oral seja esquecida, as orientações regulamentares aconselham a sua toma assim que houver memória do facto. No entanto, se estiver quase na hora da dose seguinte, a dose esquecida deve ser omitida para evitar a duplicação da dose.

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Evidência clínica recente

Evidência Científica / Visão Geral dos Estudos sobre o Voriconazol

Evidência para Uso em Infeções Fúngicas Sistémicas Graves

A investigação sobre o voriconazol tem-se focado principalmente na avaliação dos resultados relacionados com a sua utilização em infeções fúngicas sistémicas graves, que incluem condições como a aspergilose invasiva e infeções específicas causadas por espécies de Candida, Scedosporium e Fusarium. Os estudos foram aplicados em contextos de investigação que envolveram sintomas flutuantes ou instáveis, frequentemente associados a estas infeções agressivas.

Os investigadores utilizaram prioritariamente Ensaios Clínicos Aleatorizados (ECA) para comparar o voriconazol com tratamentos antifúngicos padrão anteriores e outros agentes mais recentes. A investigação analisou a mortalidade por todas as causas em intervalos definidos, tais como às 6 e 12 semanas, como um desfecho primário. Também monitorizaram a resposta global ao tratamento, uma medida composta que avalia as alterações nos sinais e sintomas clínicos. Estes estudos contribuem para o panorama mais amplo de evidência no contexto destas condições complexas.

Investigação em Contextos Comparativos e de Resgate

Estes estudos analisaram resultados relacionados com desequilíbrios sistémicos ou funcionais, com os desfechos a serem avaliados entre os grupos comparados. A investigação não comparativa também foi aplicada em estudos que analisaram as experiências relatadas pelos doentes em grupos que tinham opções de tratamento limitadas. Os resultados descrevem padrões de grupo e não resultados individuais.


Duração do Acompanhamento e Investigação a Longo Prazo

A investigação explorou resultados ao longo de intervalos de tempo definidos, com os desfechos primários nos principais ensaios comparativos a serem avaliados, habitualmente, num curto a médio prazo, frequentemente à Semana 6 (42 dias) e à Semana 12 (84 dias). Esta evidência contribui para o panorama mais amplo de evidência das alterações a curto prazo observadas durante as fases iniciais do tratamento.

No entanto, os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos. Embora alguns estudos observacionais de acompanhamento tenham alargado os períodos de observação até aos seis meses (182 dias), existe informação limitada para resultados a longo prazo, como a duração das respostas observadas ou o potencial de recaída em períodos extensos. Continuam a surgir dados relativos a padrões que vão além do desfecho primário de 12 semanas.


Compreender as Lacunas na Investigação e as Incertezas

A investigação destaca o que é conhecido — e o que permanece incerto. Uma limitação fundamental identificada na investigação descreve padrões relacionados com a elevada variabilidade interindividual na forma como o corpo processa o fármaco. Os dados mostram padrões relacionados com um processamento não linear do medicamento que pode levar a concentrações muito variadas do fármaco na corrente sanguínea entre diferentes pessoas.

Observa-se uma falta de Ensaios Clínicos Aleatorizados (ECA) formais especificamente conceibidos para determinar as concentrações sanguíneas ideais para a Monitorização Terapêutica de Fármacos (TDM). Além disso, a qualidade da evidência varia entre os estudos, e as diferentes formas como o sucesso clínico foi definido nos vários ensaios contribuem para a heterogeneidade no panorama global da evidência científica.

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Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Voriconazol (FAQ)


P: Quais são os efeitos secundários comunicados com maior frequência nos estudos clínicos?

R: De acordo com a informação oficial do produto, os efeitos observados com maior frequência em estudos clínicos (classificados como Muito Frequentes, ou seja, que afetam 1 ou mais em cada 10 doentes) são perturbações visuais, febre, edema periférico (inchaço), cefaleia, náuseas, vómitos e dor abdominal. Esta informação ajuda a descrever o perfil de segurança geral observado em contexto de investigação.


P: Os efeitos secundários visuais do voriconazol costumam desaparecer?

R: Estudos e informações oficiais indicam que as perturbações visuais associadas a este medicamento são, geralmente, transitórias e reversíveis. Isto indica que os efeitos são temporários e que frequentemente diminuem ou cessam quando a concentração do fármaco no organismo diminui.


P: O voriconazol pode afetar a função hepática segundo os relatórios oficiais?

R: Sim, os relatórios regulamentares oficiais documentam que o uso de voriconazol pode estar associado a testes de função hepática (TFH) anómalos. A informação do produto também refere que lesões graves no fígado (toxicidade hepática) constituem um efeito potencial e grave.


P: Existe algum risco descrito de alterações no ritmo cardíaco (como o prolongamento do intervalo QT) com o voriconazol?

R: Documentos regulamentares afirmam que o voriconazol tem sido associado ao prolongamento do intervalo QT no eletrocardiograma, que é uma medida da atividade elétrica do coração. Foram também comunicados casos raros de ritmos cardíacos anómalos graves (arritmias ventriculares).


P: Como é descrito o uso do voriconazol durante a gravidez?

R: O voriconazol está oficialmente contraindicado (não deve ser utilizado) durante a gravidez, uma vez que os documentos regulamentares descrevem um risco potencial de danos para o feto. Os documentos oficiais referem que as mulheres com potencial reprodutivo devem utilizar métodos contracetivos eficazes durante o tratamento.


P: Por que motivo a forma intravenosa (IV) é por vezes evitada em doentes com problemas renais?

R: A formulação intravenosa (IV) contém um ingrediente inativo chamado SBECD (sulfobutiléter beta-ciclodextrina sódica). A informação oficial indica que este excipiente se pode acumular no organismo de doentes com insuficiência renal moderada a grave, o que pode levar a uma potencial toxicidade.


P: O uso de voriconazol é recomendado durante a amamentação segundo as autoridades de saúde?

R: Informações oficiais de fontes como o LactMed (NIH) referem que se desconhece se o medicamento é excretado no leite humano. Caso o medicamento seja necessário para a mãe, resumos oficiais indicam que pode ser considerada uma alternativa terapêutica, especialmente se estiver a amamentar um recém-nascido ou um bebé prematuro.


P: Porque é que o voriconazol altera a forma como o organismo processa a varfarina?

R: Esta alteração ocorre porque o voriconazol é descrito como um inibidor de certas enzimas hepáticas (especificamente CYP2C9, 2C19 e 3A4) que são responsáveis pela eliminação da varfarina do corpo. Esta interação pode levar a um aumento substancial da concentração de varfarina na corrente sanguínea.


P: Que tipos de medicamentos comuns são conhecidos por terem interações importantes com o voriconazol?

R: Os avisos oficiais envolvem vários tipos de fármacos. Estes incluem certos imunossupressores (como a ciclosporina), anticoagulantes (como a varfarina), alguns medicamentos para reduzir o colesterol (estatinas) e outros fármacos que podem prolongar o intervalo QT (afetando o ritmo cardíaco).


P: Porque é que o voriconazol não deve ser tomado com certas estatinas?

R: De acordo com as monografias oficiais do medicamento, o voriconazol pode aumentar significativamente os níveis sanguíneos de certas estatinas. Este aumento pode elevar o risco de um efeito secundário grave chamado rabdomiólise, que envolve a destruição do tecido muscular.


P: Existe alguma interação conhecida entre o voriconazol e certos medicamentos para o VIH?

R: Sim, a FDA contraindica a administração conjunta com doses elevadas do medicamento para o VIH ritonavir (400 mg ou superior, a cada 12 horas). Isto deve-se ao risco potencial de uma diminuição significativa na eficácia do voriconazol.


P: A duração do tratamento com voriconazol varia consoante o tipo de infeção fúngica?

R: A duração total do tratamento não é determinada por um padrão único. Documentos regulamentares indicam que a duração baseia-se tipicamente no tipo de infeção fúngica a ser tratada e na resposta clínica contínua do doente. A evidência de estudos clínicos fundamentais acompanhou frequentemente os doentes durante 6 a 12 semanas.


P: Qual é a diferença geral entre o voriconazol e o fluconazol em termos de utilizações aprovadas?

R: O voriconazol é descrito como um triazol de segunda geração com um espetro mais alargado de atividade aprovada contra infeções graves específicas, tais como as causadas pelas espécies Aspergillus, Fusarium e Scedosporium. As utilizações aprovadas do fluconazol abrangem uma gama diferente de infeções sistémicas e superficiais por Candida e infeções criptocócicas.


P: Existem efeitos secundários de longo prazo documentados associados ao uso contínuo de voriconazol?

R: Para doentes em terapêutica prolongada, os documentos regulamentares referem uma associação com reações adversas esqueléticas, tais como periostite e fluorose. Além disso, foi observado um risco aumentado de Carcinoma Espinocelular (CEC) da pele em doentes sob tratamento prolongado.


P: Quais são os efeitos secundários psiquiátricos ou do sistema nervoso por vezes associados ao voriconazol?

R: Relatórios oficiais de reações adversas listam diversos efeitos no sistema nervoso e no estado mental. Estes podem incluir alucinações, confusão, ansiedade, depressão e insónia.


P: A suspensão líquida de voriconazol é tomada da mesma forma que os comprimidos?

R: Embora o requisito de tomar ambas as formas com o estômago vazio (uma hora antes ou uma hora depois de uma refeição) seja o mesmo, a suspensão líquida tem regras de manuseamento específicas. Estas incluem a necessidade de agitar bem o frasco antes de medir a dose e de eliminar qualquer medicamento não utilizado após 14 dias.


P: O voriconazol pode causar alterações nos níveis de eletrólitos como o cálcio e o potássio?

R: Sim, a informação regulamentar lista tanto a hipocalémia (potássio baixo) como a hipomagnesemia (magnésio baixo) como reações adversas associadas ao medicamento. Estes são tipos de desequilíbrios eletrolíticos que requerem monitorização cuidadosa.


P: Existe alguma investigação que indique que o voriconazol é utilizado para prevenir infeções fúngicas (profilaxia)?

R: Documentos oficiais de política indicam explicitamente que a profilaxia (prevenção de infeções fúngicas) não é, geralmente, uma utilização aprovada pela FDA para este medicamento. A investigação e as aprovações focam-se prioritariamente no tratamento de infeções graves existentes.

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Como Voriconazole deve ser armazenado e descartado?

O armazenamento e a eliminação do voriconazol devem cumprir rigorosamente as diretrizes regulamentares oficiais, as quais variam dependendo da formulação do medicamento.

Condições de Armazenamento

Formulação Condição de Armazenamento Necessária Restrição de Estabilidade/Prazo de Validade
Comprimidos Temperatura ambiente controlada (15°C–30°C). Manter no recipiente bem fechado e proteger da humidade e da luz. N/A
Pó para Suspensão (Não reconstituído) Conservar no frigorífico (2°C–8°C). N/A
Suspensão Oral (Reconstituída) Temperatura ambiente controlada (15°C–30°C). Não refrigerar nem congelar. Eliminar o produto restante 14 dias após a reconstituição.

Eliminação e Segurança

Todas as formas de voriconazol devem ser guardadas fora da vista e do alcance das crianças. O medicamento não utilizado ou com o prazo de validade expirado deve ser eliminado de forma segura, devendo também ser descartada qualquer porção restante da suspensão oral reconstituída ou da solução intravenosa. Para instruções oficiais sobre os procedimentos locais de eliminação, consulte um profissional de saúde.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Voriconazole encontrado em:

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