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Vitamin D2

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Vitamin D2

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

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Visão geral de Vitamin D2

O que é a Vitamina D2? (Composição: Di-hidrotaquisterol)

Propriedade Descrição
Princípio ativo Di-hidrotaquisterol (DHT)
Forma farmacêutica Comprimidos, Cápsulas, Solução/Concentrado Oral
Classe farmacológica Agente Anti-hipocalcémico, Análogo da Vitamina D
Objetivo geral Regulação do Cálcio e do Fosfato
Origem Análogo Sintético

1. Di-hidrotaquisterol: Um Análogo Sintético da Vitamina D e Agente Anti-hipocalcémico

O Di-hidrotaquisterol (DHT) é um análogo sintético, disponível apenas mediante receita médica, que possui distinções químicas face às formas padrão de Vitamina D. Encontra-se oficialmente classificado através do sistema Anatomical Therapeutic Chemical (ATC) como um Agente Anti-hipocalcémico (A11CC02), pertencendo à categoria mais abrangente das preparações de Vitamina D.

Este fármaco é fundamentalmente um potente regulador do cálcio e um derivado hidroxi-secoesteroide. Diferindo das formas de Vitamina D de ocorrência natural, a estrutura do Di-hidrotaquisterol foi quimicamente modificada para necessitar de apenas uma etapa no fígado para se tornar biologicamente ativa. Esta característica é uma característica distintiva reconhecida, oferecendo uma via fiável para influenciar o equilíbrio mineral do organismo.


2. Composição e Formas: Administração Oral e Base Secoesteroide

O medicamento é um produto de ingrediente único cujo componente ativo exclusivo é o Di-hidrotaquisterol (DHT), sendo administrado exclusivamente por via oral. Esta substância é um análogo sintético utilizado pelo seu efeito específico no metabolismo do cálcio, sendo validada pela sua capacidade de alterar a forma como o corpo processa este mineral.

O Di-hidrotaquisterol é fornecido em várias formas farmacêuticas, incluindo comprimidos orais, cápsulas e uma solução oral concentrada. A composição envolve o derivado secoesteroide ativo incorporado em excipientes para as formas sólidas, ou suspenso num veículo oleoso ou alcoólico para a forma de concentrado líquido. Entre as marcas conhecidas que contêm este princípio ativo inclui-se o Hytakerol.


3. Objetivo Geral: Manutenção do Equilíbrio de Cálcio e Fosfato

O objetivo geral do Di-hidrotaquisterol é prevenir ou corrigir níveis baixos de cálcio no sangue (hipocalcemia), através da regulação do metabolismo do cálcio e do fosfato. Esta aplicação é tipicamente utilizada em cenários onde o organismo é incapaz de manter um equilíbrio de cálcio adequado através da dieta ou de suplementação comum.

Ao atuar como um regulador de cálcio, a função deste fármaco é ajudar a manter o equilíbrio crítico de minerais necessários para funções corporais essenciais, incluindo a garantia de uma contração muscular adequada, a facilitação da sinalização nervosa e o suporte à saúde óssea. O seu mecanismo promove o aumento da absorção de cálcio a partir do intestino e auxilia na sua mobilização, assegurando que são alcançados níveis de concentração estáveis para o funcionamento dos sistemas nervoso e musculoesquelético.

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Quais efeitos secundários são possíveis com Vitamin D2?

O perfil de segurança do Di-hidrotaquisterol centra-se no seu risco principal: o desenvolvimento de Hipercalcemia (excesso de cálcio no sangue) e Hipercalciúria (excesso de cálcio na urina). As reações adversas são categorizadas pelos sistemas fisiológicos afetados e pelo momento do seu aparecimento à medida que a toxicidade progride.

Classe de Órgãos e Sistemas Reações Iniciais ou Comuns
Gastrointestinal Anorexia, Náuseas, Vómitos, Sabor metálico, Obstipação (prisão de ventre).
Sistema Nervoso Cefaleias, Fadiga, Fraqueza, Vertigens.
Renal/Urinário Poliúria (urinar com frequência), Polidipsia (sede).

Reações Adversas Graves

Os documentos regulamentares oficiais definem determinados desfechos como consequências graves de uma hipercalcemia severa ou prolongada. Estas reações adversas clinicamente significativas incluem a insuficiência renal irreversível, arritmias cardíacas, convulsões e a deposição generalizada de cálcio, conhecida como calcificação metastática. A toxicidade severa pode também levar a confusão mental e coma.

Considerações de Segurança

O medicamento está contraindicado em doentes com hipercalcemia pré-existente ou toxicidade por Vitamina D. As notas de segurança específicas para a pediatria indicam que a sobre-exposição à Vitamina D pode estar associada a uma diminuição da taxa média de crescimento linear. O perfil regulamentar enfatiza que os riscos são definidos pela progressão da toxicidade do cálcio, diferenciando os sinais precoces dos efeitos sistémicos mais crónicos e tardios, tais como a hipertensão.

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Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

O perfil oficial de sobredosagem para a Vitamina D (Ergocalciferol/Vitamina D2) centra-se no desenvolvimento de Hipervitaminose D, que conduz à Hipercalcemia (níveis excessivos de cálcio no sangue), conforme documentado nas informações regulamentares de prescrição.

Manifestações de Sobredosagem Documentadas

Classificação Manifestações Descritas nos Documentos Oficiais
Sistémicas Iniciais Anorexia, Náuseas, Vómitos, Obstipação, Secura de boca, Fraqueza, Aumento da sede (Polidipsia)
Renais/Urinárias Aumento da micção (Poliúria), vontade aumentada de urinar durante a noite
Neuropsiquiátricas Dor de cabeça, Sonolência, Apatia, Confusão

Ações de Emergência Necessárias

As orientações regulamentares oficiais determinam que o produto deve ser suspenso imediatamente perante a suspeita de sobredosagem. O perfil sublinha que os resultados graves incluem insuficiência renal, arritmias cardíacas e a calcificação generalizada dos tecidos moles. Se o indivíduo tiver sofrido um colapso, uma convulsão, tiver dificuldade em respirar ou não conseguir despertar, as normas exigem que se procure assistência médica de emergência imediatamente. A gestão da sobredosagem foca-se na reversão da hipercalcemia através de medidas de suporte, uma vez que não se conhece um antídoto específico. A monitorização das concentrações séricas de cálcio é essencial para orientar o tratamento.

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Usos terapêuticos de Vitamin D2

Factos Rápidos

  • Aborda: A deficiência e a inadequação de vitamina D.
  • Apoia: A absorção de cálcio e fosfato pelo organismo.
  • Ajuda a gerir: O raquitismo em crianças e a osteomalacia em adultos.
  • Contribui para: O desenvolvimento e a mineralização óssea saudáveis.

A vitamina D2, também conhecida como ergocalciferol, é uma forma de vitamina D administrada para apoiar a manutenção de níveis adequados de vitamina D no organismo. A sua principal aplicação terapêutica é a prevenção e a gestão da deficiência e insuficiência de vitamina D, condições que podem comprometer a saúde esquelética.

A presença de vitamina D suficiente é necessária para promover a absorção de cálcio e fósforo no intestino, que são minerais fundamentais para a saúde dos ossos. Como resultado, a vitamina D2 é utilizada na prática clínica para ajudar a gerir condições associadas a níveis baixos de vitamina D, tais como o raquitismo (amolecimento dos ossos em crianças) e a osteomalacia (amolecimento dos ossos em adultos). Ao apoiar a absorção mineral adequada, o tratamento contribui para a normal mineralização óssea e para a manutenção da integridade esquelética.

A investigação indica que ambas as formas de vitamina D são utilizadas pelo organismo para auxiliar na promoção de resultados de saúde geral, através da modulação da função neuromuscular e imunitária, e do apoio à redução da inflamação, conforme detalhado nas orientações do NIH MedlinePlus.

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Critérios de utilização e restrições

Mapa de Elegibilidade: Quem pode e quem não pode utilizar Vitamina D2 (Ergocalciferol) — informações regulamentares oficiais

Estado da População Regra de Elegibilidade Segundo as Entidades Reguladoras
Contraindicado O uso é estritamente proibido em doentes com hipercalcemia (níveis elevados de cálcio no sangue), hipervitaminose D (toxicidade por Vitamina D) ou sensibilidade/alergia anormal ao Ergocalciferol ou aos seus componentes.
Uso Restrito É necessário um uso condicional, sob monitorização rigorosa, em indivíduos com compromisso da função renal, antecedentes de cálculos renais (nefrolitíase) ou sarcoidose. As formas orais estão contraindicadas na síndrome de malabsorção.
Uso por Grupos Etários O uso está estabelecido em adultos, idosos e doentes pediátricos para o tratamento de deficiência; no entanto, a dosagem em crianças deve ser altamente individualizada devido à estreita margem entre o intervalo terapêutico e o tóxico.
Estado Materno O uso durante a gravidez não é recomendado em doses que excedam a Dose Diária Recomendada (DDR). É necessária precaução durante a lactação devido à transferência da Vitamina D para o leite materno.

Ligação ao perfil de elegibilidade global:

Os documentos regulamentares definem a elegibilidade principalmente com base no estado metabólico e na função orgânica do doente, proibindo estritamente o uso em indivíduos com níveis excessivos de cálcio ou de Vitamina D. A elegibilidade está estabelecida para todas as idades quando se trata uma deficiência, mas o uso condicional e a monitorização apertada são obrigatórios para grupos com limitações específicas, tais como função renal comprometida ou grávidas.

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O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

Esta secção descreve os padrões de interação oficialmente documentados para a Vitamina D2 (Ergocalciferol), baseando-se estritamente nas informações regulamentares de prescrição. A principal preocupação na coadministração é o potencial de potenciação farmacodinâmica de níveis elevados de cálcio no sangue (hipercalcemia).


Padrões de Interação Documentados

Tipo de Interação Substâncias Interagentes (Exemplos) Resultado/Restrição Regulamentar
Potenciação Farmacodinâmica Diuréticos Tiazídicos (ex.: Hidroclorotiazida), outros análogos da Vitamina D, suplementos de Cálcio/Fosfato Risco aditivo de hipercalcemia; requer precaução e monitorização.
Farmacodinâmica (Risco Cardíaco) Glicosídeos Digitálicos (ex.: Digoxina) Aumento do risco de arritmias cardíacas devido à hipercalcemia.
Farmacocinética (Redução da Absorção) Sequestradores de Ácidos Biliares (ex.: Colestiramina), Óleo Mineral Redução da exposição sistémica; requer obrigatoriamente a separação da administração por várias horas.
Farmacocinética (Aumento da Depuração) Indutores Enzimáticos (ex.: Fenitoína, Barbitúricos, Rifampicina) Aceleração do metabolismo da Vitamina D2, reduzindo a sua concentração sistémica.

O perfil regulamentar define restrições para estas combinações. Por exemplo, é necessária uma separação obrigatória do momento de toma quando se coadministra com sequestradores de ácidos biliares para mitigar a interferência na absorção, enquanto o uso simultâneo com outros metabolitos da Vitamina D é restringido devido ao elevado risco de efeitos aditivos nos níveis de cálcio e fosfato.

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Mecanismo de ação

Transcrição de Genes Mediada por Recetores Nucleares

A vitamina D2 (ergocalciferol) é uma pró-hormona que passa por duas etapas de hidroxilação, essencialmente no fígado e nos rins, para se tornar o metabolito ativo, 1,25-di-hidroxivitamina D2 (ercalcitriol). Esta forma ativa atua como um agonista através de sinalização mediada por recetores, ligando-se ao Recetor da Vitamina D (VDR) nuclear. O complexo VDR-ligando modula a transcrição de genes-alvo ao ligar-se aos Elementos de Resposta à Vitamina D (VDREs) no ADN, iniciando sequências de sinalização que conduzem a efeitos em vários sistemas biológicos.


Efeitos da Cascata de Sinalização no Transporte de Minerais

A ativação do VDR influencia os processos moleculares que controlam o fluxo de cálcio e fósforo. O metabolito ativo da vitamina D2 atua nas células do intestino delgado, dos rins e do osso para influenciar a absorção, reabsorção e mobilização destes minerais. Esta cascata mecanística determina o perfil da concentração sistémica de cálcio e fósforo no organismo.


Influência na Função das Células Imunitárias com Expressão de VDR

O VDR é expresso em células do sistema imunitário. O metabolito ativo aciona mecanismos que influenciam os padrões de transdução de sinal, modificando a diferenciação, a proliferação e a função destas células. Este efeito na via biológica altera os perfis de atividade celular, influenciando a transcrição de genes associados às respostas imunitárias.

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Informações sobre dosagem e administração

A vitamina D2 (Ergocalciferol) é administrada predominantemente por via oral, através de formas farmacêuticas como cápsulas, comprimidos ou uma solução oral calibrada. As informações de prescrição regionais podem também prever a utilização de uma injeção intramuscular em determinados cenários clínicos, como no caso de doentes com malabsorção grave.

Os padrões de utilização oficiais exigem a individualização da dose e distinguem entre a terapia de manutenção crónica e a terapia de reposição. Para condições crónicas como o Hipoparatiroidismo, os esquemas terapêuticos envolvem tipicamente um intervalo de dose diária de 50.000 a 200.000 UI, sendo frequentemente utilizados em conjunto com a suplementação de cálcio. Por outro lado, para a reposição de uma deficiência grave, utiliza-se um esquema intermitente, como a administração de 50.000 UI uma vez por semana durante um período limitado.

As diretrizes de administração determinam que o Ergocalciferol deve ser consumido com uma refeição que contenha gorduras para otimizar a sua absorção, refletindo o seu estado como um composto lipossolúvel. A forma líquida oral requer uma medição precisa, utilizando o conta-gotas calibrado fornecido para o efeito. A documentação regulamentar enfatiza que a dosagem deve ser estritamente individualizada sob supervisão médica próxima. Este acompanhamento inclui a obrigatoriedade de uma monitorização frequente dos níveis de cálcio e fósforo no sangue para orientar eventuais ajustes posológicos necessários. No caso de uma dose esquecida, a orientação oficial é saltar a mesma se o momento estiver próximo da dose seguinte agendada.

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Evidência clínica recente

Vitamina D2: Evidência Clínica Recente

Evidência para o Uso na Deficiência e Insuficiência de Vitamina D

A investigação utilizou principalmente ensaios clínicos controlados e aleatorizados (ECA) de curta duração para examinar alterações no marcador biológico sanguíneo 25-hidroxivitamina D [25(OH)D] em adultos e idosos com níveis baixos de Vitamina D. Os estudos indicam que a administração de Vitamina D2 foi associada a um aumento medido na concentração do marcador 25(OH)D. Os resultados foram divergentes ao avaliar a eficácia relativa em comparação com a Vitamina D3, o que torna difícil estabelecer conclusões amplas sobre qual a forma superior para todos os indivíduos estudados. Além disso, a durabilidade a longo prazo destas alterações não está totalmente estabelecida.

Evidência para a Saúde Esquelética e Regulação Mineral

A base de investigação para a saúde esquelética inclui ensaios clínicos históricos e estudos observacionais. A Vitamina D2 foi avaliada em estudos relativos a condições de amolecimento ósseo, como o raquitismo e a osteomalácia. A evidência descreve que o seu uso foi estudado para marcadores de mineralização óssea em indivíduos com deficiência grave. Embora o seu papel no equilíbrio mineral seja fundamental, os ECA recentes dedicados exclusivamente à D2 para eventos esqueléticos major, como fraturas, são limitados, uma vez que muitos estudos de longo prazo combinaram frequentemente dados de ambas as formas, D2 e D3.

Investigação Exploratória e Questões em Aberto

A investigação tem explorado funções não esqueléticas, tais como alterações em marcadores inflamatórios ou na saúde cardiovascular, essencialmente através de ECA de pequena escala. A evidência é limitada para estes desfechos extra-esqueléticos, dado que a maioria dos grandes ensaios utilizou a Vitamina D3. No geral, o panorama da evidência destaca lacunas de investigação significativas, incluindo dimensões de amostra modestas e períodos de acompanhamento restritos em muitos ensaios. Consequentemente, a relevância clínica das alterações nos marcadores substitutos e os dados para desfechos de longo prazo permanecem incertos em toda a base de investigação.

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Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre a Vitamina D2 (FAQ)

Q: Qual é a diferença entre a Vitamina D2 (Ergocalciferol) e a Vitamina D3 (Colecalciferol)?

A Vitamina D2 (ergocalciferol) e a Vitamina D3 (colecalciferol) são formas quimicamente diferentes. Os documentos regulamentares e as fontes oficiais referem que a D3 é quimicamente semelhante à forma que o corpo produz naturalmente; alguns estudos indicam que a D3 poderá ser mais eficaz do que a D2 a elevar a concentração do marcador biológico de vitamina D circulante, embora a evidência global seja divergente.

Q: Quais são as principais condições que a Vitamina D2 está aprovada para tratar?

De acordo com a informação oficial de prescrição, a Vitamina D2 é indicada para condições específicas. Estas incluem o tratamento do hipoparatiroidismo (uma condição em que o organismo não produz hormona paratiroideia suficiente), raquitismo refratário (uma forma de raquitismo resistente aos tratamentos padrão) e hipofosfatemia familiar (níveis baixos de fosfato com incidência familiar).

Q: Como é habitualmente diagnosticada a deficiência de Vitamina D2?

O estado da vitamina D é geralmente avaliado através da medição da concentração de um marcador específico no sangue chamado 25-hidroxivitamina D (25(OH)D). As orientações médicas oficiais definem geralmente a deficiência como um nível sérico de 25(OH)D inferior a 20 ng/ml. Esta medição é utilizada como uma prática padrão para avaliar o estado da vitamina D de um doente.

Q: A Vitamina D2 pode ser tomada por crianças ou adolescentes?

Sim, os documentos regulamentares oficiais referem que o seu uso está estabelecido em doentes pediátricos para o tratamento da deficiência. No entanto, a utilização do fármaco em crianças requer uma dosagem altamente individualizada e uma supervisão rigorosa por um profissional de saúde, devido à sua estreita margem terapêutica.

Q: Indivíduos com problemas hepáticos podem utilizar Vitamina D2?

A informação oficial refere que a primeira etapa necessária para a ativação da vitamina D ocorre no fígado. Por conseguinte, a insuficiência hepática pode alterar a forma como o fármaco é metabolizado e a sua atividade terapêutica. Além disso, a redução da bílis devido a disfunção hepática pode afetar a absorção oral da Vitamina D2.

Q: A Vitamina D2 interage com medicamentos para o colesterol (estatinas)?

Embora os rótulos regulamentares nem sempre listem uma interação major com todas as estatinas (uma classe comum de fármacos para baixar o colesterol), alguma evidência indica que a Vitamina D e estes medicamentos podem ser metabolizados pela mesma enzima hepática. Esta situação poderá potencialmente alterar a concentração de ambos os medicamentos no organismo.

Q: A Vitamina D2 pode afetar os valores da pressão arterial?

A rotulagem oficial lista a hipertensão (pressão arterial elevada) como uma potencial reação adversa. Isto é assinalado particularmente como um sintoma de hipervitaminose D (toxicidade por vitamina D) que pode ocorrer se os níveis de cálcio se tornarem demasiado elevados, o que pode comprometer a função renal.

Q: Quanto tempo demora a Vitamina D2 a fazer efeito?

Os documentos regulamentares indicam que existe um intervalo de 10 a 24 horas entre a administração e o início da ação do fármaco, devido ao tempo necessário para a ativação no corpo. A evidência clínica demonstra que atingir níveis sanguíneos adequados (a concentração de 25(OH)D) demora geralmente um a três meses de suplementação.

Q: Porque é que algumas pessoas precisam de tomar Vitamina D2 por longos períodos?

A Vitamina D2 está aprovada para o tratamento de condições metabólicas crónicas, tais como o hipoparatiroidismo e a hipofosfatemia familiar. Estas condições requerem frequentemente uma terapia de manutenção a longo prazo para regular continuamente o equilíbrio essencial de cálcio e fósforo no organismo.

Q: Os alimentos ricos em cálcio afetam o funcionamento da Vitamina D2?

A documentação oficial observa que é necessário um aporte adequado de cálcio na dieta para que o medicamento funcione de forma eficaz. No entanto, devido ao risco primário de hipercalcemia (excesso de cálcio no sangue), a ingestão excessiva de cálcio é uma preocupação de segurança mencionada nos avisos oficiais.

Q: Existe investigação científica que suporte o uso de Vitamina D2 para prevenir certas doenças?

Fontes de política médica oficial e as principais diretrizes institucionais indicam que, embora níveis baixos de vitamina D tenham sido associados a um maior risco de certas doenças, não existem atualmente diretrizes institucionais oficiais que recomendem a suplementação de vitamina D especificamente com o propósito de prevenção de doenças.

Q: Existem interações conhecidas entre a Vitamina D2 e suplementos de ervas como a Erva de S. João?

A informação oficial de segurança do fármaco aconselha os doentes a informarem o seu profissional de saúde sobre todos os outros medicamentos, incluindo vitaminas e ervas, ao iniciar a Vitamina D2. O objetivo deste aviso é garantir que o profissional de saúde disponha de informação completa para avaliar potenciais riscos, uma vez que interações específicas com plantas podem não estar explicitamente nomeadas no rótulo.

Q: Qual é a semivida da Vitamina D2 no organismo?

O metabolito biologicamente ativo da Vitamina D2, a 1,25-di-hidroxivitamina D, tem uma semivida circulante relativamente curta, de aproximadamente 4 a 15 horas. A forma de armazenamento, a 25-hidroxivitamina D, que é o principal marcador medido pelos médicos, tem uma semivida muito mais longa, de aproximadamente 15 dias a 2–3 semanas.

Q: A toma de Vitamina D2 afeta os resultados de outras análises ao sangue para além do cálcio?

Embora a monitorização do cálcio e do fósforo no sangue seja necessária, os documentos oficiais listam efeitos secundários relacionados com a toxicidade que podem afetar outros resultados analíticos. Estes incluem efeitos no sistema metabólico, como anemia, e sinais de compromisso renal, como azotemia reversível.

Q: Que evidência existe sobre o papel da Vitamina D2 na função imunitária?

O mecanismo de ação do fármaco refere que o metabolito ativo se liga a recetores encontrados em células imunitárias. A investigação exploratória sugere que a Vitamina D pode desempenhar um papel na função imunitária, por exemplo, ao promover a expressão de certos péptidos antimicrobianos nas células do sistema imunitário.

Q: A Vitamina D2 pode causar reações alérgicas?

A informação oficial do produto refere que o medicamento é contraindicado em doentes com uma sensibilidade anormal ou alergia conhecida aos seus componentes. Além disso, o rótulo de algumas formulações específicas nota que certos aditivos corantes, como um corante amarelo (tartrazina), podem causar reações alérgicas em doentes suscetíveis.

Q: Existem restrições alimentares específicas mencionadas nos documentos oficiais para quem toma Vitamina D2?

A informação oficial aconselha que o médico prescritor poderá necessitar de ajustar a ingestão dietética de alimentos que contenham cálcio e fosfato (naturais ou adicionados). O objetivo deste ajuste é apoiar a manutenção do equilíbrio mineral e reduzir o potencial risco de toxicidade.

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Como Vitamin D2 deve ser armazenado e descartado?

Conservação e Eliminação da Vitamina D2 (Ergocalciferol)

A Vitamina D2 deve ser conservada sob condições específicas e controladas para manter a sua eficácia. A rotulagem regulamentar exige a conservação a uma Temperatura Ambiente Controlada, tipicamente entre os 20°C e os 25°C, com proteção contra a luz e a humidade. O medicamento deve permanecer no seu recipiente original bem fechado e não deve ser congelado.

Por motivos de segurança, o produto deve ser mantido estritamente fora da vista e do alcance das crianças.

A eliminação de Ergocalciferol não utilizado ou fora do prazo de validade deve seguir as orientações oficiais. O produto, de uma forma geral, não deve ser eliminado no lixo doméstico nem em águas residuais. A eliminação deve ser realizada de acordo com os regulamentos locais, utilizando preferencialmente programas de retoma de medicamentos autorizados, sempre que disponíveis.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

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