Vimizim

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Vimizim

Factos Rápidos sobre o Vimizim

Propriedade Descrição
Substância Ativa Elosulfase alfa
Forma Farmacêutica Solução para perfusão intravenosa (IV)
Classe Farmacológica Enzima Lisossómica / Terapia de Substituição Enzimática (TSE)
Indicação Comum Tratamento da síndrome de Morquio A (MPS IVA)
Origem Enzima humana recombinante (Medicamento biológico)

O que é o Vimizim e porque é prescrito?

Vimizim (elosulfase alfa) é uma Terapia de Substituição Enzimática (TSE) especializada, sujeita a receita médica, utilizada para o tratamento a longo prazo da síndrome de Morquio A (Mucopolissacaridose Tipo IVA ou MPS IVA). Este medicamento aborda a causa central desta patologia metabólica hereditária, que consiste na incapacidade do organismo em decompor açúcares complexos específicos, conhecidos como sulfato de queratano, devido à ausência ou deficiência de uma enzima.

A síndrome de Morquio A resulta de uma deficiência na enzima N-acetilgalactosamina-6-sulfatase (GALNS), necessária para a eliminação do sulfato de queratano dos tecidos do corpo. O objetivo principal do Vimizim é suplementar esta enzima em falta para gerir os sintomas e abrandar os efeitos progressivos da doença, tanto em pacientes pediátricos como em adultos. Esta abordagem terapêutica é reconhecida pelo seu papel estabelecido no tratamento deste distúrbio enzimático congénito raro.


Composição e Classe do Vimizim

A substância ativa do Vimizim é a elosulfase alfa, que é classificada como uma enzima lisossómica. Trata-se de uma enzima humana recombinante, o que significa que é fabricada recorrendo à biotecnologia para criar uma cópia funcional da enzima humana que está ausente em pessoas com síndrome de Morquio A.

Este medicamento biológico é estruturalmente semelhante à enzima GALNS que ocorre naturalmente. É administrado através de uma perfusão intravenosa — uma solução administrada diretamente na veia — sendo habitualmente fornecida em contexto clínico ou hospitalar por um profissional de saúde.

Quais efeitos secundários são possíveis com Vimizim?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

O perfil de segurança do Vimizim (elosulfase alfa) é caracterizado principalmente por Reações Relacionadas com a Perfusão (RRP), que abrangem a maioria dos efeitos adversos documentados em ensaios clínicos e ocorrem tipicamente durante ou pouco depois da administração. Estas reações são frequentemente mais comuns durante as primeiras doze semanas de tratamento e geralmente tornam-se menos frequentes com o passar do tempo.


Reações Adversas Classificadas por Frequência

As reações adversas são oficialmente categorizadas de acordo com a sua frequência, abrangendo vários sistemas de órgãos. Os efeitos classificados como Muito Frequentes (≥ 1/10) incluem Cefaleia, Vómitos, Pirexia, Náuseas, Calafrios e Dispneia. Reações como Hipersensibilidade e Mialgia são oficialmente classificadas como Frequentes.


Reações Adversas Graves e Restrições de Segurança

A preocupação de segurança mais crítica é o risco de Anafilaxia e reações de hipersensibilidade graves, que são classificadas como Pouco Comuns, mas são assinaladas como podendo colocar a vida em risco. A anafilaxia foi documentada como podendo ocorrer tanto durante como até três horas após a perfusão, em vários momentos ao longo do curso do tratamento.

Relativamente a restrições de segurança de alto nível, o Vimizim está contraindicado em doentes com antecedentes de uma reação alérgica com risco de vida à elosulfase alfa ou a qualquer componente da formulação.


Notas de Segurança Específicas para Populações

As informações oficiais referem que o perfil de segurança observado em doentes pediátricos com menos de cinco anos de idade é consistente com o da população global do estudo. Está documentada uma precaução de segurança específica para doentes com uma doença febril ou respiratória aguda, uma vez que estes podem apresentar um risco acrescido de complicações graves decorrentes de reações de hipersensibilidade.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

O perfil regulamentar para a sobredosagem de Vimizim (elosulfase alfa) é definido pela experiência clínica documentada com doses elevadas e pela resposta de emergência obrigatória a eventos agudos graves. Os dados oficialmente documentados indicam que não se identificaram sinais ou sintomas específicos em doentes que receberam doses até ao dobro da quantidade recomendada em ensaios clínicos.


Quando procurar ajuda médica imediata

Uma vez que não está estabelecido um perfil de toxicidade único, o foco da ação de emergência reside na gestão da Anafilaxia e de Reações de Hipersensibilidade Graves, que são os eventos potencialmente fatais associados à administração. Os documentos regulamentares determinam que deve ser procurada assistência médica imediata caso ocorram sintomas de uma reação grave. Estes sintomas incluem, mas não se limitam a, hipotensão (tensão arterial baixa), dispneia (falta de ar), cianose, aperto na garganta ou erupção cutânea extensa.

Classificação Foco Regulamentar Oficial
Manifestações de Sobredosagem Sem sintomas específicos documentados em doses supraterapêuticas.
Riscos Potencialmente Fatais Anafilaxia e Reações de Hipersensibilidade Graves.
Ação Necessária Interromper imediatamente a perfusão e iniciar o tratamento médico adequado.

Tratamento de Suporte e Monitorização

Se ocorrer uma reação grave, a perfusão deve ser interrompida imediatamente. A gestão envolve o tratamento de suporte padrão, que pode incluir a utilização de anti-histamínicos ou corticosteroides. Além disso, refere-se na rotulagem oficial que doentes com doença febril ou respiratória aguda apresentam um risco mais elevado de complicações potencialmente fatais e requerem uma monitorização reforçada. Não se conhece nem está documentado qualquer antídoto específico para a elosulfase alfa.

Usos terapêuticos de Vimizim

O que o Vimizim trata: principais utilizações e benefícios

O Vimizim é geralmente utilizado como um tratamento de longo prazo para doentes com Mucopolissacaridose tipo IVA (MPS IVA), também conhecida como síndrome de Morquio A. Esta é uma condição caracterizada por períodos de agravamento dos sintomas e de aumento do stress fisiológico. Este medicamento é relevante para aliviar a carga sintomática dos doentes com esta condição, abrangendo todas as faixas etárias.


Âmbito Terapêutico e Benefícios

O medicamento é geralmente aplicado em contextos onde é necessário um suporte sintomático adicional para abordar a carga global de sintomas da síndrome de Morquio A. O domínio terapêutico é relevante para aliviar sintomas relacionados com o desconforto físico, a mobilidade limitada e a função respiratória.

Esta gestão de suporte desempenha um papel na gestão de sintomas que interferem com o funcionamento diário, tais como a fadiga e os problemas articulares. O tratamento pode ajudar os doentes a lidar de forma mais estável com as flutuações dos sintomas, proporcionando um alívio de apoio quando os sintomas interferem com as atividades rotineiras.

Facto Rápido: Alívio para a Resistência Física O Vimizim é habitualmente utilizado para ajudar a gerir sintomas de resistência física reduzida, o que apoia o bem-estar geral durante as fases sintomáticas.

Esta gestão de suporte pode contribuir para aliviar a carga global de sintomas e ajuda a melhorar o conforto diário durante os períodos sintomáticos.

Critérios de utilização e restrições

Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar Vimizim?

A elegibilidade para o Vimizim (elosulfase alfa) é rigorosamente definida pelas autoridades regulamentares e pela informação oficial de prescrição, centrando-se exclusivamente na população de doentes e em condições de saúde específicas.

Âmbito de Elegibilidade

Categoria Contexto Regulamentar
População Indicada Doentes com Mucopolissacaridose tipo IVA (MPS IVA; síndrome de Morquio A).
Contraindicação Absoluta Doentes com hipersensibilidade grave conhecida (anafilaxia) à elosulfase alfa ou a qualquer um dos excipientes.
Exclusão por Comorbilidade Doentes com problemas hereditários raros de intolerância à frutose (devido ao excipiente sorbitol) não devem utilizar este medicamento.

Restrições Etárias e Fisiológicas

Categoria Contexto Regulamentar
Elegibilidade Pediátrica FDA (EUA): Segurança e eficácia não estabelecidas em doentes com menos de 5 anos. EMA (UE): Aprovado para utilização em doentes de todas as idades.
Uso em Geriatria Segurança e eficácia não estabelecidas em doentes com mais de 65 anos (EMA).
Gravidez e Aleitamento O uso é restrito e condicional; administrado apenas se o benefício potencial for considerado superior ao risco potencial para o feto ou para o lactente.
Restrição por Doença Aguda Doentes com uma doença febril ou respiratória aguda podem necessitar que a perfusão seja adiada ou de uma monitorização reforçada.

O resumo oficial define quem é elegível para receber o medicamento sob as condições aprovadas, principalmente através do diagnóstico e da ausência de condições contraindicadas ou alergias específicas.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil regulamentar oficial do Vimizim (elosulfase alfa) define-se pela ausência de estudos farmacocinéticos formais e pela presença de restrições de procedimento obrigatórias concebidas para assegurar uma administração segura como terapia de substituição enzimática.

Tipo de Interação Declaração Regulamentar Oficial
Farmacocinética / Farmacodinâmica Não foram realizados estudos específicos de interação medicamentosa para avaliar os efeitos de medicamentos administrados em simultâneo; por conseguinte, não estão oficialmente documentadas interações metabólicas clássicas (enzimas CYP) ou que modifiquem a exposição.
Restrição de Procedimento A co-perfusão é estritamente proibida. O Vimizim não deve ser perfundido com outros produtos no mesmo sistema de administração intravenosa. Esta é uma restrição obrigatória, uma vez que a compatibilidade com outras soluções não foi avaliada pelas autoridades regulamentares.
Co-administração Baseada no Tempo A informação do produto exige agentes de pré-tratamento. Devem ser administrados anti-histamínicos (com ou sem antipiréticos) antes da perfusão de Vimizim, como uma regra de co-administração obrigatória para mitigar o risco de reações de hipersensibilidade esperadas.
Nota Específica sobre Condições O quadro clínico de uma doença febril ou respiratória aguda representa um fator de risco específico que pode aumentar a gravidade de complicações associadas ao próprio procedimento de perfusão.

Esta estrutura reflete a conclusão regulamentar de que não existem interações fármaco-fármaco clássicas conhecidas e documentadas na informação oficial de prescrição. Todas as restrições indicadas focam-se exclusivamente na gestão de segurança necessária durante o procedimento de perfusão, garantindo que o medicamento é administrado sob as condições apropriadas detalhadas no resumo das características do medicamento.

Mecanismo de ação

O Vimizim (elosulfase alfa) é uma enzima N-acetilgalactosamina-6-sulfatase humana recombinante (rhGALNS), concebida como uma terapia de substituição enzimática. A sua ação mecânica tem como alvo o compartimento lisossómico no interior das células.

A elosulfase alfa entra na célula através de um reconhecimento específico: os seus resíduos de manose-6-fosfato (M6P) ligam-se aos recetores de manose-6-fosfato (M6PRs) na superfície celular. Esta interação medeia a captação celular e o transporte da enzima exógena para os lisossomas.

No interior do lisossoma, a elosulfase alfa hidrolisa o grupo sulfato dos substratos de glicosaminoglicanos (GAG), o sulfato de queratano (KS) e o sulfato de condroitina-6 (C6S). Esta atividade catalítica restaura a cascata catabólica necessária, levando à degradação hidrolítica dos GAGs acumulados. A principal consequência fisiológica é a eliminação do KS e do C6S armazenados nas vesículas lisossómicas das células, modulando assim a progressão da patologia celular subjacente.

Informações sobre dosagem e administração

O Vimizim (elosulfase alfa) é uma terapia de substituição enzimática administrada exclusivamente por perfusão intravenosa (IV) num contexto de cuidados de saúde. O medicamento é fornecido como um concentrado para solução que deve ser diluído antes da utilização com uma solução injetável de cloreto de sódio a 0,9%.


Dosagem e Esquema Padrão

A dose padronizada de Vimizim é de 2 mg por quilograma (mg/kg) de peso corporal, sendo administrada uma vez por semana como parte de um plano de tratamento a longo prazo. As instruções oficiais referem que a dose para doentes pediátricos é a mesma que para adultos, embora a segurança e a eficácia não tenham sido estabelecidas em doentes com 65 ou mais anos de idade. Se uma dose semanal for omitida, a informação regulamentar aconselha que esta deve ser administrada o mais rapidamente possível, seguindo-se a retoma do esquema semanal original.


Protocolo de Administração

A administração segue um procedimento preciso, começando com o pré-tratamento recomendado através da utilização de anti-histamínicos (com ou sem antipiréticos) 30 a 60 minutos antes da perfusão. O volume final da solução diluída depende do peso: doentes com peso inferior a 25 kg requerem um volume total de 100 mL, enquanto aqueles com 25 kg ou mais requerem 250 mL. A perfusão deve ser administrada durante um período mínimo de 3,5 a 4,5 horas e segue um esquema de titulação da taxa de perfusão, onde a velocidade é aumentada gradualmente a cada 15 minutos para garantir uma introdução controlada da enzima.

Evidência clínica recente

Vimizim (elosulfase alfa): Evidência Clínica Recente

O Vimizim (elosulfase alfa) é uma terapêutica de substituição enzimática (TSE) aprovada para doentes com Mucopolissacaridose tipo IVA (MPS IVA), também conhecida como síndrome de Morquio A. Os estudos clínicos avaliam o seu efeito na resistência física e noutras medidas relacionadas com a doença.


Ensaio Clínico Principal (MOR-004)

A evidência principal que sustenta a utilização do Vimizim provém de um ensaio de Fase 3 (MOR-004), com a duração de 24 semanas, aleatorizado, duplamente cego e controlado por placebo, que envolveu 176 doentes com idades compreendidas entre os 5 e os 57 anos com MPS IVA. O estudo avaliou dois regimes de dosagem face a um placebo.

  • Objetivo Principal: A medida principal de eficácia foi a alteração, face ao valor inicial, no teste de marcha de seis minutos (6MWT), que mede a resistência e a capacidade de marcha.
  • Resultado Chave: Os doentes que receberam a dose semanal recomendada caminharam, em média, mais 22,5 metros do que os que receberam placebo após 24 semanas. Esta diferença foi estatisticamente significativa.

Resultados de Longo Prazo e Exploratórios

Um estudo de extensão de longo prazo (MOR-005) avaliou os efeitos sustentados do Vimizim ao longo de 120 semanas. Neste ensaio de fase aberta, os doentes que continuaram o tratamento demonstraram manutenção ou alterações adicionais na distância do 6MWT em comparação com os seus valores iniciais originais.

Os objetivos exploratórios no ensaio principal, que não foram desenhados para atingir significância estatística, incluíram:

  • Função Pulmonar: Foram avaliadas medidas da função respiratória, tais como o volume expiratório forçado.
  • Capacidade Funcional: Foi utilizado o Questionário de Avaliação de Saúde MPS (MPS-HAQ) para explorar alterações nas atividades da vida diária.
  • Biomarcador: Foram também medidos os níveis urinários de sulfato de queratano (SQ), uma substância que se acumula nesta doença.

Perfil de Segurança e Imunogenicidade

As reações adversas mais frequentemente comunicadas associadas à perfusão incluem febre, vómitos, cefaleias, náuseas, dor abdominal, calafrios e fadiga. Foram observadas reações graves associadas à perfusão em ensaios clínicos, incluindo anafilaxia. Quase todos os doentes tratados com a dose semanal recomendada desenvolveram anticorpos antimedicamento (ADA); no entanto, não foi definitivamente estabelecida nos dados clínicos uma associação clara entre a presença destes anticorpos e a perda de eficácia ou a incidência de reações graves.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre Vimizim (FAQ)

P: As reações relacionadas com a perfusão são comuns com o Vimizim?

R: De acordo com os documentos regulamentares, as reações relacionadas com a perfusão (RP) são uma ocorrência muito comum. Os ensaios clínicos comunicaram que quase todos os doentes (cerca de 96%) registaram uma RP. Estas reações são tipicamente ligeiras ou moderadas e geralmente tendem a ocorrer com menos frequência após as primeiras 12 semanas de início do tratamento.

P: Como se manifesta uma reação à perfusão?

R: "Reações à perfusão" é o termo oficial para os efeitos secundários que ocorrem durante ou pouco tempo após a perfusão. Os sintomas comuns registados na informação oficial do produto incluem cefaleias, febre, vómitos, náuseas, calafrios e dor abdominal. A monitorização por um profissional de saúde é o procedimento padrão durante e após a administração.

P: Existem sintomas específicos que possam ser sinais de uma reação alérgica ao Vimizim?

R: O resumo oficial do medicamento refere que o Vimizim acarreta um risco de reações alérgicas graves, incluindo anafilaxia. Os sinais podem incluir tosse, erupção cutânea ou urticária, rubor ou alterações na cor da pele, falta de ar e aperto na garganta. O rótulo oficial indica que é necessária intervenção médica imediata se houver suspeita de uma reação grave.

P: É normal sentir cansaço no dia seguinte à administração de Vimizim?

R: A fadiga, ou cansaço invulgar, está listada na informação oficial do produto como uma reação adversa muito comum observada em pessoas a tomar Vimizim. Esta informação provém de estudos clínicos que monitorizam os efeitos secundários.

P: O Vimizim é seguro para utilização durante a gravidez, de acordo com os avisos oficiais?

R: A informação oficial indica que o Vimizim deve ser utilizado durante a gravidez apenas se o benefício potencial para a mãe for considerado superior ao risco potencial para o feto. A documentação oficial menciona a existência de um Registo de Morquio A para acompanhar os resultados da gravidez em mulheres expostas ao medicamento.

P: Existe evidência de que o Vimizim é eficaz em adultos?

R: Sim, as revisões regulamentares oficiais baseiam-se em ensaios clínicos que incluíram uma ampla faixa etária de doentes, dos 5 aos 57 anos. A principal evidência de eficácia foi demonstrada nesta população alargada com base na melhoria estatisticamente significativa da capacidade de marcha.

P: Quais são os ingredientes do Vimizim além da substância ativa principal?

R: A substância ativa é a elosulfase alfa. A lista oficial de ingredientes não ativos, conhecidos como excipientes, inclui sódio e sorbitol (E420). Devido à presença de sorbitol, o medicamento está contraindicado (não deve ser utilizado) em doentes com intolerância hereditária rara à frutose, de acordo com o resumo oficial do medicamento.

P: O que se sabe sobre a utilização de Vimizim a longo prazo?

R: Os organismos reguladores reviram dados de um estudo de extensão a longo prazo que avaliou a utilização de Vimizim por mais de 120 semanas. Estes dados indicaram que não foram comunicados novos tipos de reações adversas graves e que os benefícios terapêuticos se mantiveram ao longo do tempo. Os organismos reguladores oficiais exigiram estudos pós-comercialização para continuar a monitorizar a segurança e a eficácia a longo prazo.

P: E se um doente falhar a sua perfusão agendada de Vimizim?

R: As instruções regulamentares oficiais aconselham que, se uma dose for esquecida, esta deve ser administrada logo que possível. O esquema original de dosagem semanal deve então ser retomado a partir desse momento.

P: O Vimizim afeta o fígado?

R: A informação oficial de prescrição refere que a segurança e a eficácia do Vimizim não foram especificamente avaliadas em doentes com compromisso hepático existente (problemas de fígado). A informação nos documentos regulamentares indica que os eventos adversos relacionados com a função hepática não são efeitos secundários comunicados frequentemente.

P: O Vimizim é uma cura para a síndrome de Morquio A ou é um tratamento?

R: O Vimizim é uma terapêutica de substituição enzimática indicada para o tratamento a longo prazo da Mucopolissacaridose tipo IVA (síndrome de Morquio A). Os documentos oficiais descrevem o medicamento como uma forma de gerir a doença, não como uma cura.

P: O Vimizim é um tratamento para toda a vida?

R: O medicamento está indicado para o plano de tratamento a longo prazo da síndrome de Morquio A. Uma vez que a doença é uma condição genética crónica, a terapêutica foi concebida para substituir continuamente a enzima deficiente.

P: Quais são as sensações mais comuns após uma perfusão de Vimizim?

R: Além dos sintomas específicos de reação à perfusão, as sensações ou eventos adversos mais comuns que as pessoas relataram após uma perfusão incluem cefaleia, vómitos, febre e fadiga. Estas sensações constam dos documentos oficiais que resumem o perfil de segurança do fármaco.

P: O Vimizim pode afetar o sistema imunitário?

R: Sim, os documentos regulamentares confirmam que a maioria dos doentes tratados com Vimizim desenvolveu anticorpos antimedicamento (ADA). O desenvolvimento destes anticorpos é uma resposta do sistema imunitário à enzima, que é monitorizada como parte da avaliação global de segurança.

P: O Vimizim pode ser administrado em casa?

R: A informação oficial de prescrição estabelece que, devido ao potencial de reações alérgicas graves e potencialmente fatais (anafilaxia), o Vimizim deve ser administrado num local onde o suporte médico adequado esteja imediatamente disponível.

P: O que deve ser feito se alguém derramar Vimizim acidentalmente?

R: As orientações oficiais de eliminação para o concentrado e para o produto não utilizado estabelecem que qualquer resíduo deve ser manuseado e eliminado de acordo com os requisitos ambientais locais. É um requisito que o produto não utilizado ou os resíduos não sejam eliminados através das águas residuais.

P: Como é que o corpo elimina o Vimizim após o fim da perfusão?

R: Os dados farmacocinéticos mostram que a enzima ativa, elosulfase alfa, é eliminada rapidamente da corrente sanguínea após a perfusão. A semivida média, que mede a rapidez com que o fármaco é processado, é muito curta, aumentando de aproximadamente 7 minutos após a primeira dose para cerca de 35 minutos com a dosagem semanal repetida.

P: Porque é importante tratar o Morquio A com um fármaco como o Vimizim?

R: A síndrome de Morquio A é uma doença hereditária progressiva resultante de uma enzima deficiente, o que leva à acumulação de açúcares complexos (sulfato de queratano) nos tecidos e órgãos. O Vimizim destina-se a ajudar a decompor e a eliminar este material acumulado para gerir os sintomas e abrandar os efeitos progressivos da doença.

P: Existe um registo para pessoas que utilizam Vimizim?

R: Sim, os documentos regulamentares oficiais referem a existência do Registo de Morquio A. Este programa recolhe dados essenciais de segurança e eficácia a longo prazo em doentes que recebem tratamento com Vimizim.

P: O Vimizim pode ser utilizado se uma pessoa tiver certas alergias conhecidas?

R: O Vimizim está absolutamente contraindicado (não deve ser utilizado) em doentes com historial de reação alérgica potencialmente fatal (anafilaxia) à substância ativa, elosulfase alfa, ou a qualquer outro componente da formulação. Questões específicas relativas a outras alergias devem ser dirigidas a um profissional de saúde.

P: O Vimizim requer alguma preparação especial antes da perfusão?

R: O protocolo oficial de administração exige a utilização de medicação de pré-tratamento para ajudar a mitigar o risco de reações relacionadas com a perfusão. Especificamente, recomenda-se a administração de anti-histamínicos (com ou sem antipiréticos) 30 a 60 minutos antes da perfusão de Vimizim.

Como Vimizim deve ser armazenado e descartado?

Requisitos de Conservação e Eliminação de Vimizim (elosulfase alfa)

O concentrado de Vimizim deve ser manuseado e conservado de acordo com diretrizes regulamentares rigorosas para manter a sua estabilidade.


Frascos por abrir

Os frascos fechados devem ser conservados sob refrigeração, entre 2°C e 8°C, e mantidos dentro da embalagem exterior para proteger da luz.

Não congelar nem agitar os frascos. O medicamento deve ser mantido fora do alcance e da vista das crianças.

Solução diluída e eliminação

Uma vez que a solução não contém conservantes, a sua utilização deve ser efetuada imediatamente após a diluição. A administração deve estar concluída num prazo de 48 horas a contar do momento da diluição; este período inclui até 24 horas de conservação sob refrigeração e 24 horas durante a administração à temperatura ambiente (23°C a 27°C).

Os frascos destinam-se a uma utilização única. Qualquer produto não utilizado ou material residual deve ser eliminado de acordo com as exigências locais e não deve ser deitado nas águas residuais.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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