Vicard

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Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Vicard

Propriedade Descrição
Substância Ativa Terazosina (sob a forma de cloridrato de terazosina)
Forma Farmacêutica Comprimidos
Classe Farmacológica Antagonista dos recetores adrenérgicos Alfa-1
Objetivo Geral Controlo da Hipertensão e alívio de sintomas da Hiperplasia Benigna da Próstata (HBP)
Origem Composto sintético (derivado da quinazolina)

O Vicard é um medicamento sujeito a receita médica cujo componente ativo é a Terazosina, sendo um produto de substância única derivado da estrutura química da quinazolina. Este composto sintético é clinicamente reconhecido pela sua longa duração de ação, uma característica diferenciadora frequentemente realçada em estudos farmacológicos. Está classificado como um antagonista dos recetores adrenérgicos alfa-1, vulgarmente designado por bloqueador alfa-1. Esta classificação confirma que o mecanismo fundamental do fármaco consiste no bloqueio seletivo dos recetores alfa-1, particularmente no músculo liso que envolve os vasos sanguíneos e no trato urinário. O Vicard é fabricado e distribuído sob a sua marca comercial numa formulação oral em comprimidos, destinados à administração por via oral em doentes adultos.


Classificação, Composição e Objetivo Geral

A identidade fundamental do Vicard baseia-se na sua substância ativa, o cloridrato de terazosina, que atua através do bloqueio seletivo dos adrenocetores alfa-1. A investigação confirma que a terazosina reduz eficazmente a resistência vascular periférica. Esta ação permite que o fármaco sirva dois propósitos terapêuticos gerais.

Ao relaxar as paredes dos vasos sanguíneos, a substância promove a vasodilatação periférica, o que geralmente auxilia na redução da resistência global ao fluxo sanguíneo — um benefício funcional procurado no controlo da tensão arterial elevada (hipertensão). Por exemplo, este medicamento é tipicamente utilizado como parte de um plano de gestão abrangente para doentes com diagnóstico confirmado de hipertensão que necessitem de intervenção farmacológica sustentada. Adicionalmente, resumos clínicos indicam que os antagonistas alfa-1 aliviam os sintomas do trato urinário inferior associados à HBP. Isto significa que o fármaco auxilia no alívio da obstrução e na melhoria do fluxo urinário através do relaxamento dos músculos lisos da próstata e do colo da bexiga. Este benefício duplo de relaxamento muscular em ambos os sistemas define a ampla utilidade do medicamento.

Quais efeitos secundários são possíveis com Vicard?

Efeitos secundários possíveis e informações de segurança

O perfil de segurança do Vicard (Terazosina) está oficialmente documentado pelas autoridades regulamentares, com as reações adversas categorizadas pela sua frequência e pela classe de sistemas e órgãos afetada. Estas classificações são fundamentais para compreender o perfil de risco do medicamento com base em ensaios clínicos e na vigilância pós-comercialização.


Classificação das Reações Adversas

As reações adversas Frequentes — aquelas observadas com maior regularidade — incluem principalmente astenia (fraqueza), tonturas, cefaleias (dores de cabeça), sonolência, congestão nasal e edema periférico. As reações classificadas como Pouco Frequentes incluem a síncope (desmaio) e o aumento de peso.

As classes de sistemas e órgãos mais afetadas são as Doenças do Sistema Nervoso, Doenças Vasculares, Doenças Cardíacas e as Perturbações Gerais e Alterações no Local de Administração.


Reações Adversas Graves e Padrões de Segurança

Os rótulos oficiais documentam reações adversas graves, tais como a Síncope, a Hipotensão Ortostática (queda acentuada da tensão arterial ao levantar-se) e a ocorrência rara de Priapismo.

Os documentos regulamentares enfatizam um risco específico relacionado com o tempo, conhecido como o “fenómeno da primeira dose”. A hipotensão postural marcada e a síncope têm maior probabilidade de ocorrer entre 30 a 90 minutos após a dose inicial, ao reiniciar a terapia após interrupção ou durante o aumento da dose. Podem ser observados efeitos secundários transitórios, incluindo sintomas ortostáticos, em cada etapa da titulação da dose.


Notas de Segurança para Populações Específicas

O perfil oficial refere que os adultos idosos (geriatria) podem apresentar uma incidência mais elevada de eventos hipotensivos posturais. Além disso, existe uma associação com o risco de Síndrome de Íris Flácida Intraoperatória (IFIS) em doentes submetidos a cirurgia de cataratas, uma preocupação de segurança aplicável a toda a classe dos bloqueadores alfa. As limitações relacionadas com a segurança incluem a contraindicação em casos de hipersensibilidade conhecida a qualquer bloqueador alfa e o risco de efeitos aditivos de redução da tensão arterial quando coadministrado com outros agentes anti-hipertensores.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

A ingestão de uma dose de Vicard superior à prescrita pode levar a uma emergência médica. Os sintomas de uma sobredosagem com Vicard (que pode ser um tipo de medicamento cardiovascular ou psicotrópico, com base nas classes de fármacos habitualmente associadas a sobredosagem) podem variar amplamente, dependendo da quantidade ingerida e de se houve combinação com outras substâncias, como o álcool.

Sintomas Potenciais de Sobredosagem

Os sintomas podem incluir alterações significativas nos sinais vitais e no estado de consciência, podendo manifestar-se como:

  • Cardiovasculares: Hipotensão grave (tensão arterial baixa), bradicardia (ritmo cardíaco lento) ou taquicardia (ritmo cardíaco rápido) e ritmo cardíaco irregular.
  • Sistema Nervoso: Sonolência extrema, confusão, tonturas, convulsões, coma (perda de consciência) ou pupilas dilatadas.
  • Respiratórios: Respiração lenta, superficial ou difícil.

Quando Procurar Ajuda Imediata

Uma sobredosagem é um evento potencialmente fatal que exige intervenção profissional imediata.

Procure assistência médica de emergência imediata (ligue para o 112 ou para o seu número de emergência local) se suspeitar de uma sobredosagem ou se a pessoa apresentar quaisquer sintomas graves, incluindo:

  • Ausência de resposta ou incapacidade de acordar.
  • Dificuldade em respirar ou paragem respiratória.
  • Convulsões.
  • Dor no peito grave ou sinais de choque.

Forneça aos profissionais de saúde informações sobre a idade, o peso e a condição da pessoa, o nome do medicamento, a quantidade tomada e a hora em que foi ingerido. Não tente induzir o vómito, a menos que tal seja indicado por um profissional de saúde.

Usos terapêuticos de Vicard

O Vicard (Terazosina) pode fazer parte da gestão sintomática em duas áreas principais da saúde crónica, abordando sintomas associados ao stresse funcional de órgãos específicos e ao desequilíbrio sistémico. Este medicamento é habitualmente utilizado para ajudar a gerir a tensão arterial elevada e os sintomas da Hiperplasia Benigna da Próstata (HBP).

Gestão de Sintomas Urinários na HBP

Na urologia, o Vicard é relevante para a gestão das manifestações obstrutivas e irritativas associadas à Hiperplasia Benigna da Próstata (HBP) no homem. Estes grupos de sintomas incluem a dificuldade em iniciar a micção (hesitação), um jato urinário fraco e a noctúria incomodativa. O benefício terapêutico apoia o conforto e a estabilidade funcional, auxiliando a que a micção ocorra de forma mais fácil e confortável.

Controlo Continuado da Tensão Arterial Elevada

Na saúde cardiovascular, o Vicard é relevante para a gestão a longo prazo da hipertensão essencial ligeira a moderada. É aplicado em situações que requerem apoio farmacológico continuado para manter a tensão arterial dentro de valores ideais. Isto apoia a carga de trabalho do sistema cardiovascular e pode auxiliar na redução da tensão arterial sistémica. O medicamento é particularmente útil para homens adultos que apresentem simultaneamente hipertensão e HBP sintomática, apoiando múltiplas áreas focadas em sintomas de forma simultânea.


Facto Rápido: Alívio para Dificuldades de Esvaziamento Urinário

Critérios de utilização e restrições

A elegibilidade para o Vicard (Terazosina) é determinada pelas autoridades regulamentares com base na idade, hipersensibilidade e condições médicas pré-existentes.

Populações que não devem utilizar o Vicard

O Vicard está contraindicado e não deve ser utilizado por indivíduos com hipersensibilidade conhecida à terazosina, a qualquer componente da formulação ou a outros derivados da quinazolina (como a prazosina ou a doxazosina). Também não é recomendado para doentes com historial de síncope micturicional (desmaio durante a micção).

Utilização Condicional e Restrições

População / Condição Estado de Elegibilidade Oficial
Doentes Pediátricos (Crianças/Adolescentes) Segurança e eficácia não estabelecidas; não recomendado.
Doentes Idosos (65+ para Hipertensão) Evitar a utilização na hipertensão devido ao elevado risco de hipotensão ortostática.
Gravidez / Lactação Utilizar apenas se o benefício superar o risco; recomenda-se precaução devido a dados humanos insuficientes.
Hiperplasia Benigna da Próstata (HBP) A elegibilidade é condicional; o carcinoma prostático deve ser excluído antes do início do tratamento.
Comprometimento da Função Hepática Utilizar com precaução e cuidados especiais.

O Vicard é indicado para utilização em doentes adultos nas suas duas indicações aprovadas. Os doentes com comprometimento da função renal geralmente não necessitam de uma alteração na dosagem recomendada.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações do Vicard com outros medicamentos e produtos

O perfil de interação do Vicard está estruturado oficialmente em torno do potencial para a potenciação de efeitos hipotensores e da alteração da exposição plasmática, tal como documentado em fontes regulamentares governamentais.

Interações Farmacodinâmicas e com Substâncias

A coadministração com outros agentes anti-hipertensores (por exemplo, diuréticos ou bloqueadores beta) ou com inibidores da fosfodiesterase tipo 5 (PDE-5) (por exemplo, sildenafil) está documentada como resultando em efeitos aditivos na redução da tensão arterial e num aumento do risco de hipotensão sintomática. As informações oficiais indicam que o consumo concomitante de álcool pode ampliar o risco de efeitos adversos hipotensores. Inversamente, a eficácia anti-hipertensiva do Vicard pode ser reduzida pela coadministração de AINEs (anti-inflamatórios não esteroides) e estrogénios.

Considerações Farmacocinéticas e de Eliminação

O bloqueador dos canais de cálcio verapamil tem documentada uma interação farmacocinética com o Vicard, levando a um aumento da exposição plasmática sistémica da terazosina. Devido ao metabolismo extenso do fármaco pelo fígado, os documentos regulamentares exigem que o Vicard seja utilizado com precaução em doentes com comprometimento da função hepática, devido ao potencial de acumulação do fármaco. O uso em casos de insuficiência hepática grave não é recomendado.

Condicionantes de Procedimento Relacionadas com Interações

Para mitigar o risco associado à descida inicial da tensão arterial, as informações de prescrição regulamentares exigem que a primeira dose e quaisquer aumentos subsequentes de dosagem sejam administrados ao deitar. Se o tratamento for interrompido por vários dias, o reinício deve seguir o regime posológico inicial. A única proibição absoluta é contra a utilização em doentes com hipersensibilidade conhecida ao produto.

Mecanismo de ação

Bloqueio Seletivo dos Recetores Adrenérgicos Alfa-1

O Vicard (Terazosina) atua exclusivamente através de uma interação precisa na sinalização do sistema nervoso autónomo a nível periférico, o que modifica a tensão do músculo liso involuntário, resultando em alterações fisiológicas específicas. O seu mecanismo é definido pelo alvo competitivo num único tipo de recetor para induzir o relaxamento sistémico.

A ação principal do fármaco é o antagonismo seletivo competitivo dos recetores adrenérgicos Alfa-1 pós-sinápticos (alfa1-adrenocetores) no músculo liso periférico. Este mecanismo inibe competitivamente a ligação da molécula de sinalização endógena, a noradrenalina. Esta ligação modifica as sequências de sinalização que, normalmente, desencadeiam a contração e a tensão no tecido muscular liso.

Modulação do Tónus Muscular e da Resistência

Esta ação molecular expressa-se através do relaxamento do tecido muscular nas artérias e veias e do relaxamento da cápsula da glândula prostática e do colo da bexiga. O relaxamento vascular resulta numa redução da Resistência Periférica Total em todo o sistema circulatório. Simultaneamente, o relaxamento do músculo liso no trato urinário inferior resulta numa diminuição da resistência uretral. Esta modulação dupla do tónus muscular involuntário em dois sistemas define a ação fisiológica do fármaco.

Informações sobre dosagem e administração

Como Utilizar o Vicard

A utilização do Vicard (Terazosina) é determinada por um protocolo rigoroso que visa minimizar a resposta inicial do doente e ajustar gradualmente a dosagem. O medicamento está disponível em comprimidos para administração oral em dosagens de 1 mg, 2 mg, 5 mg e 10 mg.

Orientações Oficiais de Administração

Âmbito da Administração Instrução Oficial
Via de Administração Ingestão oral com líquido suficiente.
Dose Inicial e Momento 1 mg uma vez por dia, tomado ao deitar. A dose inicial não deve ser excedida.
Relação com a Alimentação Pode ser tomado com ou sem alimentos.
Ajuste da Dose (Titulação) As doses subsequentes devem ser aumentadas lenta e sequencialmente em intervalos semanais ou quinzenais.
Dose Diária Máxima A dose diária máxima recomendada para ambas as condições é de 20 mg.
Uso Renal/Geriátrico Não é necessária qualquer alteração na dosagem recomendada para doentes com comprometimento da função renal ou para adultos idosos.
Regra de Reinício Se a terapia for interrompida por vários dias ou mais, o tratamento deve ser reiniciado utilizando a dose inicial de 1 mg ao deitar.

Regimes de Dosagem Padrão

  • Manutenção na Hipertensão: O intervalo habitual é de 1 mg a 5 mg uma vez por dia, embora alguns doentes possam beneficiar de até 20 mg. Se a resposta terapêutica diminuir significativamente às 24 horas, o médico poderá considerar o aumento da dose ou a alteração para um regime de duas tomas diárias.
  • Manutenção na HBP: A dose é geralmente aumentada para um intervalo de 5 mg a 10 mg uma vez por dia, sendo que 10 mg é geralmente a dose necessária para uma resposta clínica. A resposta sintomática completa poderá exigir uma avaliação após 4 a 6 semanas na dose de manutenção.

Esta abordagem estruturada garante que a medicação é introduzida e mantida de acordo com as normas regulamentares para a gestão de condições crónicas.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Vicard

Evidência na Gestão de Sintomas do Trato Urinário Inferior na HBP

A investigação analisou o Vicard (Terazosina) no contexto de homens adultos com Hiperplasia Benigna da Próstata (HBP) sintomática, uma condição caracterizada por limitações funcionais, tais como a dificuldade em urinar ou um jato urinário fraco.

O que os investigadores estudaram

A evidência principal provém de Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECCA) e metanálises abrangentes. Estes cenários de investigação envolveram a comparação do medicamento com um placebo (um comprimido inativo) durante períodos de curto prazo (por exemplo, 8 a 12 semanas) e de médio prazo (até um ano). Os estudos monitorizaram principalmente as alterações nos resultados comunicados pelos doentes descrevendo o desconforto percecionado (utilizando pontuações de sintomas) e medidas funcionais urinárias, como o Débito Urinário Máximo (Qmax). As populações incluídas foram homens adultos com HBP moderadamente sintomática.

Resultados dos estudos

A investigação coletiva descreve padrões observados nos estudos, tanto nas pontuações de sintomas como nos débitos medidos. Os estudos relatam como os sintomas evoluíram nas populações observadas, com as conclusões a indicarem que as diferenças nos resultados medidos foram observáveis nos grupos que receberam Vicard em comparação com os que receberam placebo.

O que permanece incerto

Embora a investigação forneça perspetivas sobre alterações a curto prazo nos sintomas e no débito, a evidência permanece limitada em relação aos resultados clínicos a longo prazo. Por exemplo, existe informação limitada para resultados a longo prazo sobre se a utilização deste medicamento afeta a incidência de complicações, tais como a necessidade de cirurgia futura relacionada com a HBP ou bloqueios agudos. A investigação fornece dados limitados sobre se a utilização de Vicard altera a progressão natural do aumento subjacente da próstata.


Evidência para o Controlo Sustentado da Tensão Arterial Elevada

O Vicard foi avaliado em investigação para a sua utilização em adultos com hipertensão essencial, uma condição que envolve um desequilíbrio sistémico refletido numa tensão arterial elevada.

O que os investigadores estudaram

A investigação incluiu Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECCA) e estudos de dose-resposta que analisaram o desequilíbrio fisiológico temporário e as alterações na tensão arterial. Estes estudos monitorizaram geralmente alterações nos marcadores da tensão arterial, especificamente na Tensão Arterial Sistólica e Diastólica (TAS e TAD). Os ensaios foram realizados em doentes adultos com hipertensão ligeira a moderada, com alguma investigação a explorar também a sua utilização em combinação com outros medicamentos anti-hipertensores.

Resultados dos estudos

Os dados dos estudos mostram padrões relacionados com os níveis de tensão arterial medidos que foram medidos de forma distinta entre os valores de referência e os grupos placebo. A investigação analisou o tempo das alterações dos marcadores da tensão arterial, notando que as maiores alterações relatadas foram frequentemente medidas nas primeiras horas após a administração, com as alterações medidas muitas vezes reduzidas no final do ciclo de dosagem de 24 horas.

O que permanece incerto

A investigação existente foca-se principalmente em alterações de médio prazo nas leituras da tensão arterial, e os dados de longo prazo relacionados com resultados clínicos major, como o acidente vascular cerebral (AVC) ou o enfarte do miocárdio, não estão totalmente estabelecidos por ensaios de resultados dedicados de vários anos. Certas alterações fisiológicas, como descidas temporárias na tensão arterial ao levantar-se, foram observadas nalguns estudos, particularmente quando a investigação analisou as fases iniciais do tratamento ou ajustes de dosagem.


O que ainda é Incerto no Panorama da Investigação

Os modelos de limitação da investigação indicam que os dados para certos grupos permanecem insuficientes, tais como indivíduos grávidos ou crianças, uma vez que o foco tem sido em homens mais velhos com HBP e hipertensão. Além disso, existe informação limitada para resultados a longo prazo na prevenção da progressão da HBP; a investigação fornece sobretudo perspetivas sobre alterações a curto prazo nas medições de sintomas e débito. No caso da hipertensão, a investigação fornece sobretudo perspetivas sobre alterações a curto prazo nas medições da tensão arterial, e ensaios dedicados que mostrem os dados de longo prazo relacionados com resultados clínicos major não estão, geralmente, totalmente estabelecidos para este medicamento.

Perguntas frequentes (FAQ)

Questões frequentes sobre o Vicard (FAQ)


P: Qual é a diferença entre o Vicard e um placebo nos ensaios clínicos?

Os estudos e as informações oficiais indicam que os níveis de tensão arterial foram mantidos de forma mais eficaz nos doentes que continuaram a receber Vicard em comparação com aqueles que passaram a receber um placebo inativo. Adicionalmente, nos estudos para a HBP, as pontuações de sintomas observadas e as medidas funcionais, como o débito urinário, evoluíram de forma distinta nos grupos que receberam o medicamento face aos que receberam placebo.


P: O que acontece se eu interromper a toma do Vicard subitamente?

A investigação analisou os efeitos da interrupção abrupta do medicamento, notando que os níveis de tensão arterial aumentaram, por vezes para valores observados na hipertensão. No entanto, os investigadores não detetaram uma síndrome de privação nos doentes observados. A documentação oficial descreve um protocolo de reinício obrigatório que envolve a utilização da dose mais baixa caso o tratamento tenha sido interrompido por vários dias ou mais.


P: O Vicard pode afetar os meus níveis de energia?

Sim, o perfil de segurança oficial lista tanto a astenia (termo médico para fraqueza ou falta de força física) como a sonolência como efeitos secundários observados frequentemente. Estes efeitos são por vezes observados em relação aos níveis de energia.


P: Posso tomar Vicard se já tomar um analgésico de venda livre?

As informações oficiais indicam que o efeito de redução da tensão arterial do Vicard pode ser diminuído pela coadministração com anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), que são analgésicos de venda livre comuns. Esta situação é descrita como uma interação que pode afetar a eficácia do medicamento.


P: É verdade que o Vicard pode interagir com certos suplementos à base de plantas?

As orientações regulamentares descrevem a importância de informar os profissionais de saúde sobre todos os medicamentos, incluindo produtos naturais e suplementos à base de plantas, antes de iniciar o Vicard. Esta é uma medida de segurança geral devido ao potencial de interações não estudadas que podem afetar a tensão arterial.


P: O Vicard interage com medicamentos comuns para o refluxo ácido?

Os documentos regulamentares listam interações com diversos medicamentos. Uma vez que o Vicard é utilizado para gerir a tensão arterial, as fontes oficiais descrevem a necessidade de precaução ao coadministrar qualquer fármaco que possa também afetar os níveis da tensão arterial.


P: Quais são os efeitos secundários mais frequentemente relatados do Vicard?

O perfil de segurança oficial relata que as reações adversas mais comummente observadas incluem tonturas, cefaleias (dores de cabeça), astenia (fraqueza), sonolência e congestão nasal.


P: O que acontece no organismo quando o Vicard "deixa de funcionar" para alguém?

A evidência de investigação indica que, na hipertensão arterial, o efeito medido nas alterações da tensão arterial é frequentemente reduzido no final do ciclo de dosagem de 24 horas. Além disso, a documentação oficial refere que os resultados a longo prazo para a gestão da HBP além dos dois anos não estão totalmente estabelecidos.


P: O Vicard pode afetar os resultados de um ECG ou de outros testes de monitorização cardíaca?

As informações oficiais referem que o medicamento pode afetar certos testes laboratoriais. A documentação descreve a necessidade de informar todos os profissionais de saúde e técnicos de análises laboratoriais sobre a toma do fármaco antes de realizar qualquer teste de monitorização.


P: Qual é a semivida do Vicard no organismo?

Os resumos farmacológicos descrevem o medicamento como tendo uma duração de ação relativamente longa e uma semivida aproximada de 12 horas. Esta ação prolongada é a base para a sua formulação como um tratamento de toma única diária.


P: O Vicard é igual a outros medicamentos utilizados para condições semelhantes?

O Vicard (Terazosina) é classificado como um bloqueador alfa-1 (Antagonista do Recetor Adrenérgico Alfa-1). Esta classificação confirma que pertence à mesma classe terapêutica de vários outros medicamentos utilizados para tratar condições semelhantes, como a tensão arterial elevada e a HBP.


P: Existe uma versão genérica do Vicard disponível?

Sim, a substância ativa do Vicard, que é a Terazosina, está disponível em formulações genéricas de cápsulas.


P: É normal sentir ligeiras tonturas após iniciar o Vicard?

Sim, os documentos regulamentares oficiais referem que sintomas de descida da tensão arterial, como tonturas e vertigens, são observados frequentemente. Isto é particularmente notado durante o início da terapia ou após um aumento da dose.


P: Sabe-se se o Vicard causa alterações de peso?

O perfil de segurança oficial documenta que o aumento de peso está classificado como uma reação adversa pouco frequente que foi observada em ensaios clínicos.


P: O Vicard pode afetar os padrões de sono ou causar insónia?

O perfil de segurança lista a sonolência como um efeito secundário comum. No entanto, o potencial para insónia (dificuldade em adormecer) não está explicitamente listado nas reações adversas comuns ou pouco frequentes documentadas pelas fontes regulamentares.


P: São necessários exames de sangue específicos durante a utilização do Vicard?

Os documentos regulamentares referem que a monitorização periódica do Hemograma Completo e dos Testes de Função Hepática está descrita para a fase de manutenção da terapia.


P: O Vicard tem efeitos diferentes com base no meu género?

O Vicard está aprovado para tratar a tensão arterial elevada tanto em homens como em mulheres adultos. No entanto, a sua utilização para tratar sintomas relacionados com a Hiperplasia Benigna da Próstata (HBP) é indicada especificamente para homens adultos.


P: O Vicard tem algum aviso específico sobre a utilização de máquinas?

A documentação oficial descreve a necessidade de precaução e a recomendação de evitar conduzir ou utilizar máquinas pesadas. Isto deve-se ao potencial de tonturas, vertigens ou sonolência, especialmente após a primeira dose ou um aumento da dose.


P: Porque é que o Vicard é por vezes utilizado apenas após outros tratamentos falharem?

Certas diretrizes profissionais descrevem o Vicard como um agente de segunda linha para a tensão arterial elevada devido ao potencial de certos efeitos adversos. Contudo, para a gestão da HBP, pode ser considerado uma escolha terapêutica inicial.


P: Porque é que uma alteração súbita na visão é listada como um efeito secundário raro do Vicard?

O perfil de segurança lista a visão turva como um evento adverso relatado. A informação regulamentar também documenta uma associação com a Síndrome de Íris Flácida Intraoperatória (IFIS), uma condição ocular observada durante a cirurgia de cataratas, que se aplica a esta classe de medicamentos.

Como Vicard deve ser armazenado e descartado?

Requisitos de Armazenamento e Eliminação do Vicard (Terazosina)

O Vicard (Terazosina) deve ser armazenado de acordo com condições regulamentares específicas para manter a sua estabilidade. Os comprimidos devem ser conservados a uma temperatura ambiente controlada, que se situa habitualmente entre os 20°C e os 25°C. O armazenamento exige a proteção obrigatória contra a luz e a humidade, não devendo o medicamento ser guardado na casa de banho. O recipiente deve manter-se bem fechado e na sua embalagem original. Para garantir a segurança, o Vicard deve ser guardado fora do alcance e da vista das crianças.

Para a eliminação de comprimidos não utilizados ou fora do prazo de validade, as orientações oficiais dão prioridade à utilização de um programa de recolha de resíduos de medicamentos. Se este não estiver disponível, o medicamento deve ser tornado inutilizável através da sua mistura com uma substância indesejável (como terra) e colocado num recipiente selado antes de ser deitado no lixo doméstico. O medicamento não deve ser eliminado na sanita.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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