Valpression: Evidência Clínica Recente
O Valpression, que contém o princípio ativo valsartan, é um antagonista dos recetores da angiotensina II (ARA) estudado extensivamente pelos seus efeitos no controlo da hipertensão (pressão arterial elevada) e da insuficiência cardíaca.
Ensaios clínicos estabeleceram o papel do valsartan na redução da pressão arterial em diversos grupos demográficos de doentes. Estudos que comparam o valsartan com outras classes de medicamentos anti-hipertensores, tais como os inibidores da ECA e os bloqueadores dos canais de cálcio, concluíram geralmente que este apresenta um efeito semelhante na redução da pressão arterial sistólica e diastólica em doentes com hipertensão ligeira a moderada.
Evidência no Pós-Enfarte do Miocárdio e Insuficiência Cardíaca
Ensaios clínicos aleatorizados e controlados de grande escala, como o estudo VALIANT (VALsartan In Acute myocardial iNfarcTion), exploraram a utilização do valsartan em doentes que sofreram um enfarte do miocárdio (ataque cardíaco) complicado por insuficiência cardíaca ou disfunção sistólica ventricular esquerda.
O tratamento com valsartan nesta população de alto risco demonstrou não ser inferior ao inibidor da ECA captopril em termos de mortalidade total e eventos cardiovasculares, incluindo morte por causas cardiovasculares e hospitalização por insuficiência cardíaca. Isto sugere que o valsartan é uma opção terapêutica comparável neste contexto.
Para doentes diagnosticados com insuficiência cardíaca, os dados clínicos apoiam a utilização de valsartan para reduzir o risco composto de mortalidade e de hospitalização por insuficiência cardíaca.
Perfil de Segurança e Tolerabilidade
De uma forma geral, observou-se que o valsartan é geralmente bem tolerado nos diversos estudos clínicos. O perfil de eventos adversos comunicados é frequentemente comparável ao do placebo em ensaios para a hipertensão não complicada. Os achados comuns relatados incluem tonturas e cefaleias (dores de cabeça). Menos comuns, mas monitorizados, são os efeitos potenciais de aumento do potássio sérico (hipercaliemia) e alterações na função renal, particularmente em doentes suscetíveis. Os investigadores referem que o valsartan, tipicamente, não provoca a tosse seca persistente frequentemente associada aos inibidores da ECA.