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Valisone (Topical application)

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Valisone (Topical application)

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Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

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Visão geral de Valisone (Topical application)

O que é o Valisone (aplicação tópica)?

Propriedade Descrição
Princípio ativo Dipropionato de betametasona
Formas Creme, Pomada, Loção, Gel ou Espuma (Preparações tópicas)
Classe farmacológica Corticosteroide / Glucocorticoide (Esteroide tópico)
Uso comum Alívio de manifestações inflamatórias e de prurido na pele
Origem Adrenocorticosteroide sintético (análogo da prednisolona)

Definição da Entidade e Composição

O Valisone (aplicação tópica) é uma entidade medicinal centrada no princípio ativo altamente eficaz Dipropionato de Betametasona, que é um derivado adrenocorticosteroide sintético destinado exclusivamente à aplicação dermatológica. Este composto é definido precisamente como o éster 17,21-dipropionato de betametasona, uma estrutura química especializada clinicamente reconhecida por aumentar a solubilidade lipídica e a subsequente penetração cutânea. É tipicamente formulado como um produto de agente único administrado pela via de administração tópica. O veículo específico, como a vaselina para a pomada ou uma base hidrofílica para o creme, é um fator diferenciador que influencia significativamente a potência final e o perfil de absorção.

Classe Farmacológica e Objetivo Geral

O medicamento está formalmente classificado na classe farmacológica potente dos corticosteroides tópicos, agentes sintetizados para regular as respostas inflamatórias e imunitárias locais do corpo. Dentro deste grupo, as formulações de Dipropionato de Betametasona situam-se geralmente num intervalo entre a média e a potência muito alta (super-alta), distinguindo-as de opções mais suaves de venda livre. Estudos farmacológicos confirmam que os corticosteroides desta classe ativam substâncias intracelulares específicas para reduzir o edema, a vermelhidão e o prurido. O objetivo fundamental deste medicamento é, portanto, proporcionar um controlo localizado e rápido sobre os sintomas inflamatórios e pruríticos intensos associados a várias condições inflamatórias da pele.

Conclusão sobre a Identidade

O Valisone (aplicação tópica) é identificado como um glucocorticoide sintético potente, formulado para aplicação externa, tendo como objetivo central a supressão imediata de sintomas inflamatórios e de prurido na pele. As variadas formas tópicas permitem a aplicação personalizada do princípio ativo Dipropionato de Betametasona diretamente na área afetada, assegurando o máximo efeito anti-inflamatório localizado.

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Quais efeitos secundários são possíveis com Valisone (Topical application)?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

O perfil de segurança do Valisone, um corticosteróide tópico potente, é estruturado em torno de duas categorias principais de risco: reações adversas localizadas e efeitos sistémicos resultantes da absorção. As reações adversas mais frequentemente reportadas nos dados clínicos são, geralmente, de natureza localizada e dermatológica.

A classificação de frequência lista as reações locais, tais como sensações de picadas e ardor, como comuns, ocorrendo frequentemente no local de aplicação. Outras reações cutâneas locais documentadas incluem comichão (prurido), irritação, secura, foliculite e alterações na pele como atrofia (adelgaçamento cutâneo) ou estrias. As reações que afetam a pele e o tecido subcutâneo são tecnicamente classificadas como Afeções dos Tecidos Cutâneos e Subcutâneos.

O potencial de absorção sistémica constitui a base para as preocupações de segurança documentadas mais graves. Estas incluem o potencial de supressão do eixo Hipotálamo-Pituitária-Adrenal (HPA) e manifestações da Síndrome de Cushing, que se enquadram na categoria de Doenças Endócrinas. Problemas de segurança ocular, tais como glaucoma e cataratas, são também riscos documentados relacionados com a exposição sistémica.

As informações de segurança específicas referem que os doentes pediátricos apresentam uma suscetibilidade acrescida à toxicidade sistémica, incluindo a supressão do eixo HPA e a hipertensão intracraniana, devido a um rácio superior entre a área de superfície cutânea e o peso corporal. Além disso, o risco de efeitos adversos, tanto locais como sistémicos, é aumentado pela utilização prolongada, aplicação em áreas de grande superfície ou pela utilização de pensos oclusivos. O contacto direto com os olhos deve ser evitado devido ao risco documentado de efeitos adversos oculares.

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Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

A sobredosagem com Valisone ocorre devido à absorção sistémica do corticosteróide potente através da pele, um risco que é aumentado pela utilização em grandes áreas de superfície, terapia prolongada ou aplicação sob pensos oclusivos. Este efeito sistémico atinge principalmente o sistema endócrino, conduzindo à perturbação do eixo hipotálamo-pituitária-adrenal (HPA).

Manifestações de Sobredosagem Documentadas

As manifestações de sobredosagem incluem a supressão reversível do eixo HPA, alterações metabólicas como hiperglicemia e glicosúria e, em casos de exposição elevada e prolongada, sinais de Síndrome de Cushing. Os doentes pediátricos enfrentam um risco significativamente maior devido ao seu rácio de massa corporal, podendo exibir efeitos graves como atraso no crescimento linear e hipertensão intracraniana (ex.: fontanelas protuberantes).

Protocolos de Resposta de Emergência

As orientações oficiais determinam que os doentes em risco devem ser avaliados periodicamente quanto à supressão do eixo HPA através de testes laboratoriais específicos. Caso a supressão seja documentada, a resposta exigida consiste em retirar gradualmente o fármaco, reduzir a frequência de aplicação ou substituir por um agente de menor potência. A gestão é sintomática e de suporte; não é conhecido qualquer antídoto específico. É necessária ajuda médica imediata se surgirem sinais de insuficiência glucocorticosteróide ou de uma síndrome de privação de esteróides grave após a interrupção do tratamento.

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Usos terapêuticos de Valisone (Topical application)

O que o Valisone (aplicação tópica) trata: principais usos e benefícios

O agente tópico potente, Valisone (Dipropionato de Betametasona), é comumente utilizado para proporcionar alívio coadjuvante em doentes com condições cutâneas que respondem aos corticosteroides. O medicamento é geralmente relevante para atenuar as manifestações inflamatórias e pruríticas de dermatoses reativas aos corticosteroides.

O Valisone é aplicado na abordagem de quadros sintomáticos relacionados com prurido intenso (comichão), vermelhidão significativa e edema (inchaço) que caracterizam várias dermatoses. Condições específicas onde o seu uso é comum incluem a Psoríase em Placas, diferentes formas de Eczema (Dermatite Atópica), Dermatite de Contacto e Líquen Simples Crónico. O fármaco auxilia na manutenção da estabilidade funcional ao fornecer um controlo localizado potente sobre características físicas associadas, tais como a descamação e o espessamento da pele, particularmente durante surtos agudos ou fases crónicas desafiantes.

“O principal objetivo desta terapia é apoiar a supressão da inflamação e proporcionar alívio perante a carga sintomática significativa.”

Facto Rápido: Alívio para Prurido Grave O medicamento é relevante em contextos clínicos onde os sintomas relacionados com estados inflamatórios ou irritativos se tornam mais disruptivos durante exacerbações, sendo necessária assistência sintomática de curto prazo.

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Critérios de utilização e restrições

A utilização de Valisone (betametasona tópica) é estritamente regulada por critérios de elegibilidade e contraindicações estabelecidos em documentos normativos para garantir a segurança do doente.

Populações que Não Devem Utilizar Valisone

O uso de Valisone está contraindicado (proibido) em indivíduos com hipersensibilidade ou alergia conhecida à betametasona ou a qualquer outro componente do produto. É igualmente proibido para doentes com determinadas condições cutâneas infeciosas, incluindo doenças virais como herpes simplex, vacínia ou varicela, bem como em casos de tuberculose cutânea.

Restrições de Elegibilidade e Populações Especiais

A utilização não é recomendada ou exige precaução especial em diversas populações:

  • Pediatria: O uso em crianças geralmente não é recomendado para idades inferiores a 13 anos. A administração deve ser limitada à menor quantidade compatível com um regime eficaz, dado que as crianças podem ser mais suscetíveis à absorção sistémica e aos efeitos secundários associados.
  • Condições Específicas: O medicamento não deve ser utilizado na presença de condições existentes como rosácea ou dermatite perioral, nem em lesões cutâneas infetadas não tratadas causadas por fungos ou bactérias. A aplicação junto aos olhos é proibida.
  • Gravidez e Lactação: A betametasona tópica não é recomendada durante a gravidez ou a amamentação, a menos que o benefício potencial justifique o risco. Nestes estados fisiológicos, o fármaco não deve ser utilizado de forma extensiva, em grandes quantidades ou por períodos prolongados.
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O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O Valisone (aplicação tópica), que contém o princípio ativo Dipropionato de Betametasona (um corticosteróide tópico de elevada potência), possui um perfil de interações centrado no risco de exposição sistémica cumulativa a glucocorticóides, conforme descrito em documentos oficiais.

Padrões de Interação Documentados

Tipo de Interação Informação Oficial Documentada
Interação Farmacodinâmica A coadministração com outros produtos que contenham corticosteróides (tópicos ou sistémicos) cria um efeito aditivo que aumenta a carga total de glucocorticóides no organismo.
Modificação da Exposição O uso concomitante com outros agentes glucocorticóides está oficialmente documentado como podendo aumentar o risco de exposição sistémica total, o que pode levar a efeitos como a supressão do eixo HPA.
Interações Metabólicas Nenhuma documentada. As informações oficiais confirmam a ausência de interações fármaco-fármaco específicas conhecidas, incluindo as mediadas por enzimas CYP ou transportadores de fármacos, para a via de administração tópica.

Restrições e Considerações Relacionadas com Interações

Categoria de Restrição Declaração Oficial
Contraindicações Formais Nenhuma explicitamente classificada como contraindicação de interação fármaco-fármaco nas informações oficiais.
Requisitos de Intervalo Nenhum documentado. Não estão estipulados intervalos de separação obrigatórios para a administração com outros medicamentos.
Nota sobre Populações É referido que doentes com insuficiência hepática apresentam um risco acrescido de efeitos de absorção sistémica devido à alteração na depuração do fármaco, aumentando assim o potencial de interação por modificação da exposição.

Contexto Geral

O perfil deste medicamento define a estrutura de interações através do risco de exposição cumulativa decorrente da classe dos glucocorticóides, e não por interações metabólicas específicas. Isto significa que a principal restrição envolve evitar a utilização simultânea de múltiplos produtos que contenham esteróides, conforme indicado nas informações de prescrição.

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Mecanismo de ação

O Valisone (valerato de betametasona tópico) é um corticosteróide sintético que atua através da travessia da membrana celular das células-alvo. O seu mecanismo principal consiste na ligação ao recetor de glucocorticóides intracelular (RG), formando um complexo ligando-recetor. Este complexo transpõe-se então para o núcleo da célula, onde atua como um fator de transcrição para modular a expressão genética.

O Valisone reduz a transcrição de genes que codificam mediadores pró-inflamatórios, tais como citocinas (ex. IL-1, IL-6, TNF-alfa) e quimiocinas. Simultaneamente, aumenta a expressão de proteínas anti-inflamatórias, nomeadamente a lipocortina-1 (anexina A1). A lipocortina-1 inibe a enzima fosfolipase A2 (PLA2), o que restringe a libertação de ácido araquidónico a partir dos fosfolípidos da membrana, conduzindo à supressão da síntese de prostaglandinas e leucotrienos. Esta ação restringe a síntese de eicosanóides.

Esta cascata molecular resulta na redução da fuga vascular local e numa diminuição mediada da permeabilidade da parede capilar. Além disso, o fármaco diminui a migração de neutrófilos e macrófagos para o local de aplicação, contribuindo para a redução da vasodilação e da infiltração celular através da modulação da atividade das células imunitárias locais e dos processos vasculares.

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Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Valisone (aplicação tópica)

O Valisone, que contém o corticosteroide potente Dipropionato de Betametasona, é administrado exclusivamente por via tópica para uso dermatológico. O medicamento destina-se estritamente à aplicação externa na pele e não está aprovado para uso oftálmico, oral ou intravaginal. A forma farmacêutica específica, como creme, pomada ou loção, é escolhida com base na área-alvo, mas todas as formas são geralmente aplicadas seguindo as mesmas normas de procedimento.


Protocolo Oficial de Administração

O regime padrão envolve a aplicação de uma película fina da preparação nas áreas afetadas, ou algumas gotas no caso de uma formulação líquida como a loção. Esta aplicação é habitualmente efetuada uma vez por dia ou duas vezes por dia, dependendo do produto e da formulação específica. Após a aplicação, o utilizador deve friccionar suavemente a preparação na pele.

Restrição de Utilização Requisito Oficial
Dose Cumulativa Máxima Não deve exceder 50 g ou 50 mL por semana em adultos.
Duração Máxima Geralmente limitada a não mais do que duas semanas consecutivas para a maioria das formas otimizadas.
Restrição de Idade Indicado para doentes com 13 anos de idade ou mais.

Restrições de Procedimento

O tratamento está estruturado para ser de curto prazo e orientado para objetivos específicos: a terapia deve ser interrompida prontamente assim que o controlo da condição cutânea seja alcançado. Além disso, as instruções oficiais impõem restrições específicas sobre o local e a técnica de aplicação. O medicamento não deve ser utilizado com pensos oclusivos (como invólucros plásticos ou ligaduras), a menos que tal seja explicitamente indicado, e o seu uso deve ser evitado em áreas sensíveis como o rosto, as virilhas ou as axilas.

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Evidência clínica recente

Evidência Científica / Visão Geral dos Estudos sobre o Valisone (aplicação tópica)

Esta visão geral resume a evidência científica produzida sobre o Dipropionato de Betametasona tópico, focando-se nos tipos de estudos disponíveis, nos parâmetros avaliados e nas áreas onde o conhecimento permanece limitado, sem fornecer qualquer orientação clínica.


Evidência de Ensaios para Psoríase em Placas

A base de evidência que apoia a avaliação deste agente tópico consiste em Ensaios Controlados Aleatorizados (ECA) de curto prazo. Estes estudos foram concebidos para observar de que forma a intensidade ou a variabilidade dos sintomas se alterava em intervalos de tempo definidos, durando geralmente apenas algumas semanas. A investigação explorou principalmente populações de adultos e adolescentes diagnosticados com psoríase em placas localizada, de grau ligeiro a moderado. Os resultados monitorizados incluíram medições físicas específicas, tais como alterações na espessura e na descamação das placas cutâneas, bem como o grau de vermelhidão (eritema).

Nestes contextos de investigação controlada, os estudos exploraram alterações sintomáticas a curto prazo e reportaram medições de pontuações globais avaliadas pelos investigadores, bem como a evolução de sintomas individuais nas populações observadas. Outros estudos monitorizaram o esforço ou stress fisiológico através do exame de efeitos sistémicos temporários, como a função do eixo HPA, um parâmetro avaliado para aferir a absorção sistémica.

Evidência para Uso em Eczema e Outras Dermatoses

Este agente foi estudado para várias condições cutâneas que respondem a corticosteróides, incluindo a Dermatite Atópica (Eczema). A investigação analisou resultados relacionados com o desconforto físico e parâmetros ligados a estados inflamatórios ou irritativos. Estudos realizados durante períodos de maior atividade sintomática exploraram padrões de sintomas a curto prazo em populações com condições onde os sintomas podem variar de intensidade. A investigação analisou a evolução dos sintomas nas populações observadas, particularmente no que toca ao prurido (comichão) e aos sinais de edema (inchaço) cutâneo local.

Estudos de revisão descreveram frequentemente um padrão em que este agente tópico era incluído em avaliações do desempenho global da classe dos corticosteróides tópicos. A evidência para esta utilização baseia-se frequentemente em ECAs que incluem o agente numa avaliação mais ampla da classe, em vez de ensaios exclusivos e extensos para cada tipo individual de dermatite.

O que Ainda Permanece Incerto na Evidência

Apesar da investigação realizada, várias áreas relativas à evidência permanecem incertas:

  • A investigação é limitada quanto aos efeitos a longo prazo. A evidência disponível descreve largamente resultados a curto prazo, existindo pouca informação sobre resultados a longo prazo para condições que apresentam ciclos de estabilidade e exacerbação.
  • Os dados para certos grupos permanecem insuficientes. Subgrupos específicos, particularmente adultos mais velhos e indivíduos com barreiras cutâneas comprometidas ou envolvimento extenso, não têm sido consistentemente representados em estudos de grande escala.
  • Os resultados comparativos foram mistos. A investigação explora frequentemente a forma como os sintomas mudam ao longo do tempo em relação a uma formulação não ativa, mas os resultados sobre a comparação com a gama completa de outros agentes tópicos não são totalmente consistentes em todos os estudos.
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Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Valisone (aplicação tópica) (FAQ)

Q: O Valisone é o mesmo que a Betametasona?

De acordo com as informações oficiais do produto, Valisone é o nome comercial de um medicamento tópico que contém a substância ativa dipropionato de betametasona. Embora a betametasona seja o composto de base, o termo "dipropionato" especifica a estrutura química exata utilizada nesta formulação. Isto significa que se trata de uma versão específica do medicamento betametasona.

Q: É seguro utilizar Valisone durante a gravidez ou amamentação, segundo os documentos oficiais?

Os documentos oficiais classificam frequentemente a betametasona tópica na Categoria C de Gravidez. Estes documentos aconselham que o medicamento apenas deve ser utilizado durante a gravidez se os benefícios potenciais justificarem os possíveis riscos para o feto em desenvolvimento. No que respeita à amamentação, não se sabe se a aplicação tópica passa para o leite materno e, geralmente, recomenda-se precaução.

Q: O Valisone trata a causa subjacente do problema de pele?

Os documentos oficiais descrevem a finalidade do medicamento como proporcionando um alívio temporário dos sintomas de inflamação e prurido (comichão). Atua através da redução de substâncias químicas inflamatórias na pele no local da aplicação. O medicamento não é descrito como uma cura nem como tratando a causa subjacente de condições cutâneas crónicas.

Q: Qual é a diferença entre o Valisone e um creme de hidrocortisona?

O Valisone (dipropionato de betametasona) está oficialmente classificado como um corticosteroide tópico de potência elevada a muito elevada. Em comparação, a hidrocortisona pertence à classe dos esteroides tópicos de baixa potência. As classificações de potência são estabelecidas em categorias baseadas na força do fármaco e no seu potencial de absorção.

Q: Em que medida o Valisone difere de um creme antifúngico?

Os documentos oficiais classificam o Valisone como um esteroide anti-inflamatório e não como um agente anti-infecioso como um creme antifúngico. Os documentos indicam que o medicamento não se destina a ser utilizado em condições cutâneas não tratadas causadas por infeções fúngicas ou bacterianas.

Q: O Valisone tópico está disponível sem receita médica?

De acordo com a rotulagem oficial, as preparações tópicas de Valisone estão disponíveis apenas mediante receita médica (Rx Only). Isto significa que uma pessoa deve obter uma prescrição válida de um profissional de saúde licenciado para adquirir o medicamento.

Q: Qual é a concentração do creme tópico Valisone?

A concentração da substância ativa, o dipropionato de betametasona, é uma informação fundamental presente na rotulagem oficial. As formas de creme, loção e pomada são habitualmente fornecidas numa concentração de 0,05% no mercado dos EUA.

Q: O que acontece se eu parar de utilizar Valisone subitamente?

As diretrizes oficiais referem que a interrupção do tratamento é esperada prontamente assim que a condição esteja controlada. A literatura para esta classe de medicamentos descreve que interromper o tratamento, especialmente após um uso prolongado, pode levar a uma recorrência ou rebound (recidiva) da condição cutânea subjacente.

Q: Porque é que algumas pessoas se referem ao Valisone como valerato de betametasona?

Valisone é o nome comercial para a forma Dipropionato de Betametasona do fármaco. Existe uma formulação diferente e menos potente chamada valerato de betametasona, disponível sob outros nomes. A confusão dos utilizadores surge por vezes porque ambos são ésteres químicos diferentes do mesmo fármaco base, a Betametasona.

Q: O Valisone pode ser utilizado em pele com feridas ou fissuras?

Os avisos oficiais referem que a pele comprometida, incluindo pele com feridas ou fissuras, pode potencialmente levar a um aumento da absorção sistémica do medicamento. Isto significa que pode haver um risco mais elevado de efeitos secundários sistémicos se o medicamento for aplicado em áreas de pele danificada.

Q: O Valisone pode afetar os resultados de outros exames médicos?

A absorção sistémica do medicamento pode causar a supressão do eixo HPA, que consiste numa diminuição da produção de hormonas pelas glândulas suprarrenais. Este efeito está documentado como interferindo com procedimentos laboratoriais, tais como o teste de estimulação com ACTH, e pode também afetar as análises ao sangue para os níveis de cortisol.

Q: Posso utilizar outros cosméticos ou hidratantes enquanto utilizo Valisone?

O texto oficial não documenta interações formais entre o fármaco e cosméticos. No entanto, a utilização de outros produtos, como alguns hidratantes, pode criar uma barreira oclusiva, o que pode potencialmente aumentar a absorção do corticosteroide pelo organismo. Alerta-se contra fatores que potenciem a absorção sistémica.

Q: É comum a condição cutânea regressar após parar o Valisone?

Os documentos oficiais advertem que, após a descontinuação do tratamento, especialmente se o medicamento tiver sido utilizado de forma contínua ou prolongada, existe a possibilidade de um fenómeno de rebound. Isto refere-se a um regresso ou recorrência dos sintomas da condição cutânea subjacente.

Q: O Valisone é utilizado para tratar a caspa?

O medicamento está indicado para o alívio de manifestações inflamatórias e pruríticas de dermatoses sensíveis a corticosteroides. A caspa, que é um tipo comum de inflamação como a dermatite seborreica, é uma condição que frequentemente responde a esta classe de medicação, embora possa não estar explicitamente nomeada no rótulo.

Q: O Valisone pode ser utilizado no couro cabeludo?

O Valisone é fornecido em formulações como loção ou espuma, que são frequentemente concebidas para utilização no couro cabeludo. A rotulagem oficial fornece avisos específicos para evitar a aplicação no rosto, virilhas e axilas, mas não lista uma restrição específica para o couro cabeludo.

Q: O Valisone pode ser utilizado para picadas de insetos ou hera venenosa?

Os documentos oficiais indicam que o medicamento é utilizado para manifestações inflamatórias e pruríticas de dermatoses sensíveis a corticosteroides. Embora as picadas de insetos e a hera venenosa envolvam inflamação aguda, as indicações principais no rótulo focam-se sobretudo em condições crónicas como a psoríase e o eczema.

Q: Porque é que o Valisone requer receita médica?

O Valisone está classificado como um corticosteroide tópico de elevada potência. Devido a esta elevada potência e ao risco documentado de efeitos secundários sistémicos, como a supressão do eixo HPA, as diretrizes oficiais determinam que esta classe de medicamentos requer supervisão por receita médica (Rx Only) para garantir o uso correto.

Q: O Valisone é um nome de marca ou um nome genérico?

Valisone é o nome comercial, também conhecido como nome de marca para este medicamento. O nome genérico para a substância ativa contida no mesmo é dipropionato de betametasona.

Q: É possível desenvolver tolerância ao Valisone?

Os documentos indicam que o uso repetido ou prolongado de corticosteroides tópicos potentes pode levar a uma redução da resposta ao longo do tempo. Esta perda de capacidade de resposta é um padrão conhecido para esta classe de medicamentos, sendo por vezes referida como taquifilaxia ou tolerância.

Q: O Valisone pode causar alterações na pigmentação da pele?

As alterações na pigmentação da pele, que podem envolver o aclaramento (hipopigmentação) ou o escurecimento (hiperpigmentação) da pele, estão documentadas como possíveis efeitos da classe dos corticosteroides tópicos. Estes efeitos são tipicamente considerados reações adversas menos comuns.

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Como Valisone (Topical application) deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar o Valisone (aplicação tópica)

As preparações tópicas de Valisone devem ser armazenadas sob condições ambientais e de acondicionamento específicas, conforme definido nas orientações oficiais.


Requisitos de Conservação

O medicamento deve ser conservado num recipiente fechado a uma temperatura ambiente controlada, tipicamente entre os 20°C e os 25°C. É obrigatório evitar a congelação e proteger o produto do calor excessivo, humidade e luz direta. Algumas formulações específicas, como o spray tópico, devem ser eliminadas quatro semanas após a primeira utilização para manter a sua estabilidade. Todas as formas farmacêuticas devem ser guardadas fora do alcance das crianças.


Instruções de Eliminação

Não se devem conservar medicamentos fora de prazo ou não utilizados. Recomenda-se a consulta de um profissional de saúde para proceder à eliminação adequada de produtos sobrantes. As embalagens de espuma em aerossol não devem ser perfuradas, queimadas ou atiradas ao fogo, mesmo quando vazias, devido a riscos de inflamabilidade e limitações de pressão.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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