Valisone

Links rápidos para seções importantes

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Valisone

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Princípio ativo Dipropionato de Betametasona
Formas farmacêuticas Creme, Pomada, Loção
Classe farmacológica Corticosteroide Tópico de Elevada Potência
Objetivo geral Redução da Inflamação e do Prurido
Origem Glicocorticoide Sintético

Definir o Valisone: Que Tipo de Medicamento É?

O Valisone é uma preparação medicinal sujeita a receita médica, classificada como um corticosteroide tópico de elevada potência, destinada exclusivamente a aplicação na pele. O seu componente ativo, o Dipropionato de Betametasona, é um adrenocorticosteroide sintético. A natureza de elevada potência desta formulação significa que é clinicamente reconhecida pela sua capacidade de tratar respostas inflamatórias localizadas graves, que poderão não ser geridas de forma suficiente por agentes menos potentes. Esta classificação coloca-o na classe farmacológica mais ampla dos glicocorticoides, que são compostos utilizados principalmente pelos seus poderosos efeitos anti-inflamatórios e imunossupressores.

Composição e Formas Disponíveis (Creme, Pomada, Loção)

O fármaco é uma preparação monocomponente que contém uma única substância ativa, o Dipropionato de Betametasona (DCI). Este composto é integrado em vários veículos farmacêuticos para aplicação tópica, sendo disponibilizado sob a forma de creme, pomada ou loção. A escolha entre estas formas — o fator de diferenciação neste nível — baseia-se no método de administração pretendido e nas características da área da pele a ser tratada; por exemplo, a pomada proporciona uma base mais oclusiva, que é frequentemente preferida para aumentar a absorção do esteroide em lesões cutâneas secas e espessas. O Dipropionato de Betametasona atua na redução dos sintomas inflamatórios de patologias cutâneas após a aplicação.

Objetivo Geral: Reduzir a Inflamação e o Prurido

A função primária do Valisone é controlar de forma rápida e eficaz os sintomas clínicos fundamentais de irritação cutânea, através das suas acentuadas ações anti-inflamatórias e imunossupressoras. O propósito geral da aplicação deste agente é alcançar a mitigação célere da vermelhidão persistente, do inchaço localizado e do prurido intenso (comichão) que caracterizam várias condições inflamatórias e alérgicas da pele. Por exemplo, num cenário comum, como em patologias inflamatórias crónicas da pele, o medicamento é aplicado topicamente para exercer um efeito calmante localizado e potente, aliviando o desconforto associado. Esta supressão direcionada da resposta imunitária no local de aplicação conduz diretamente à redução visível da irritação.

Quais efeitos secundários são possíveis com Valisone?

O Valisone (Dipropionato de Betametasona) é um corticosteroide tópico de elevada potência e o seu perfil de segurança inclui riscos de reações localizadas e de efeitos sistémicos devido à absorção cutânea.


Reações Adversas Cutâneas Localizadas

Os efeitos adversos comunicados com maior frequência ocorrem no local de aplicação e são classificados como Comuns, incluindo ardor transitório e prurido (comichão). Reações menos comuns, comunicadas com uma frequência inferior a 1% em ensaios clínicos controlados, incluem eritema (vermelhidão), foliculite e vesiculação. A experiência pós-comercialização também inclui alterações dermatológicas como atrofia cutânea (adelgaçamento da pele), estrias, erupções acneiformes, hipopigmentação e telangiectasias.


Absorção Sistémica e Preocupações Graves de Segurança

A absorção sistémica do corticosteroide pode potencialmente conduzir à reação adversa grave de supressão do eixo Hipotálamo-Pituitária-Adrenal (HPA), que é uma preocupação primordial com agentes tópicos de elevada potência. Foram também comunicadas manifestações de excesso de corticosteroides sistémicos, referidas como síndrome de Cushing. Outros efeitos sistémicos documentados incluem alterações metabólicas como a hiperglicemia (níveis elevados de açúcar no sangue). Os riscos oftalmológicos comunicados pós-comercialização incluem o desenvolvimento de cataratas e glaucoma.


Considerações de Segurança e Restrições

O risco de supressão do eixo HPA e de toxicidade sistémica está explicitamente associado ao uso prolongado, à aplicação sobre uma área de superfície extensa ou à utilização de pensos oclusivos. É oficialmente observado que os doentes pediátricos demonstram uma maior suscetibilidade à toxicidade sistémica devido à sua maior proporção entre a área de superfície cutânea e o peso corporal. O Valisone não se destina a uso oftalmológico e é contraindicado em indivíduos com historial conhecido de hipersensibilidade a qualquer componente da preparação.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Os documentos regulamentares oficiais indicam que a sobredosagem com o medicamento tópico de elevada potência Valisone (Dipropionato de Betametasona) resulta, geralmente, de uma toxicidade crónica. Esta deve-se a uma absorção sistémica prolongada e excessiva, e não a uma única aplicação aguda. A absorção sistémica pode levar à supressão do eixo Hipotálamo-Pituitária-Adrenal (HPA), que constitui a principal manifestação documentada de sobredosagem. O quadro clínico pode incluir sinais compatíveis com a síndrome de Cushing, bem como achados laboratoriais como hiperglicemia (níveis elevados de açúcar no sangue) e glicosúria (presença de açúcar na urina).

Quando Procurar Ajuda

É necessária uma avaliação médica imediata se surgirem sinais clínicos de toxicidade sistémica ou de supressão do eixo HPA. A resposta regulamentar oficial perante uma sobredosagem crónica estabelecida envolve a descontinuação gradual e monitorizada do corticosteroide, de modo a permitir a recuperação da função do eixo HPA. A gestão clínica inclui também a prestação de tratamento sintomático e de suporte adequado para quaisquer manifestações sistémicas, uma vez que não se conhece um antídoto específico para este tipo de toxicidade.

As crianças são especificamente identificadas como uma população de alto risco, apresentando uma maior vulnerabilidade à sobredosagem sistémica e aos desfechos graves associados. Estes incluem o atraso do crescimento linear e efeitos graves no sistema nervoso central, como a hipertensão intracraniana. A monitorização dos efeitos sistémicos é realizada periodicamente através de exames como o teste de estimulação com ACTH.

Usos terapêuticos de Valisone

O que o Valisone trata: Principais utilizações e benefícios

O Valisone (Dipropionato de Betametasona) é um medicamento tópico de elevada potência, habitualmente utilizado para auxiliar no tratamento de sintomas relacionados com estados inflamatórios ou irritativos e para proporcionar alívio sintomático focado em condições cutâneas específicas. A sua aplicação é considerada relevante em contextos que envolvam uma sobrecarga sistémica elevada ou nos quais os sintomas se possam intensificar temporariamente. Este agente de elevada potência é pertinente para atenuar as manifestações inflamatórias e pruriginosas de dermatoses que respondem a corticosteroides, em adolescentes e adultos com estas condições.

O medicamento é habitualmente utilizado em diversas patologias caracterizadas por períodos de agravamento de sintomas, nomeadamente a psoríase em placas localizada grave, a dermatite atópica (eczema) de difícil controlo, o líquen plano e certas dermatoses de contacto crónicas. É aplicado em contextos clínicos marcados por um aumento do desconforto.

“O benefício terapêutico apoia o doente durante episódios difíceis, ao atenuar o mal-estar, e fornece um suporte que ajuda a aliviar a carga global dos sintomas durante os períodos sintomáticos.”

O Valisone ajuda a abordar agrupamentos de sintomas que se podem tornar intensos ou disruptivos, principalmente o prurido intenso (comichão), a vermelhidão visível e o inchaço. É aplicado em cenários onde é necessária uma gestão adicional do desconforto, especialmente quando os sintomas criam um desgaste fisiológico percetível. A preparação oferece um alívio sintomático que contribui para atenuar a carga total da sintomatologia durante os períodos de crise.


Facto Rápido: Alívio de Sintomas Inflamatórios

Domínio dos Sintomas Benefício Principal Cenário de Utilização
Prurido e Eritema Contribui para a melhoria do conforto Utilizado quando os sintomas se tornam mais evidentes
Hiperqueratose Auxilia na gestão do esforço funcional Aplicado em áreas de pele espessa
Surtos Crónicos Apoia a estabilidade durante episódios difíceis Relevante para manifestações recorrentes ou episódicas

Critérios de utilização e restrições

Mapa de Elegibilidade: Quem pode e quem não pode utilizar o Valisone — informação regulamentar oficial

Âmbito de Elegibilidade

No que respeita às populações para as quais a utilização é permitida, conforme a rotulagem, o medicamento destina-se a indivíduos com 13 anos de idade ou mais. Inversamente, a utilização não é recomendada para doentes pediátricos com 12 anos de idade ou menos, uma vez que a segurança e a eficácia não foram formalmente estabelecidas neste grupo etário.

A utilização é considerada contraindicada para doentes com hipersensibilidade conhecida ao Dipropionato de Betametasona, a outros corticosteroides ou a qualquer ingrediente da preparação. Existem também regras de elegibilidade específicas por condição cutânea; o uso é contraindicado na presença de rosácea, acne, dermatite perioral, prurido perianal e genital e na maioria das lesões virais, como o herpes simplex. Adicionalmente, a insuficiência hepática é assinalada como um fator de risco que pode aumentar o potencial de exposição sistémica.

Relativamente ao estatuto de elegibilidade na gravidez e lactação, a utilização durante a gravidez é condicional, exigindo que o benefício potencial justifique o risco potencial para o feto. Deve-se ter precaução quando o fármaco é prescrito a uma mulher em período de amamentação, devendo ser evitada a aplicação direta no mamilo e na aréola.

Existem ainda restrições relacionadas com a modalidade de aplicação: o uso é restrito em áreas de superfície extensas, por períodos prolongados ou sob pensos oclusivos, devido ao risco acrescido de absorção sistémica.

Classificações de Elegibilidade (Nível Geral)

Os documentos oficiais definem o estatuto de elegibilidade em três categorias principais: Contraindicado para condições e sensibilidades específicas, Não Recomendado para crianças com menos de 13 anos e Condicional para os períodos de gravidez e lactação.

Ligação ao perfil de elegibilidade global

Os documentos regulamentares definem a elegibilidade do doente estabelecendo a não-elegibilidade absoluta com base na sensibilidade aos ingredientes ou na presença de patologias cutâneas específicas. O perfil é estruturado por uma exclusão relacionada com a idade e pela imposição de restrições condicionais baseadas no estado fisiológico e em fatores de risco, como a insuficiência hepática, que aumentam o potencial de absorção sistémica deste agente de elevada potência.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil oficial do Valisone (Dipropionato de Betametasona) foca-se nas interações resultantes do potencial de absorção sistémica deste agente tópico de elevada potência, de acordo com as normas regulamentares.

A principal interação farmacodinâmica documentada envolve a co-administração de outros corticosteroides. A utilização concomitante de Valisone com outros glucocorticoides, sejam eles de administração sistémica ou outros agentes tópicos, é oficialmente reconhecida por aumentar o potencial de efeitos sistémicos cumulativos, tais como a supressão do eixo hipotálamo-pituitária-adrenal (HPA).

As informações regulamentares detalham também fatores condicionantes da exposição específicos. O potencial de absorção sistémica, que aumenta formalmente a exposição ao fármaco, é potenciado pela utilização de pensos oclusivos, pela aplicação em áreas extensas da superfície corporal e por uma duração prolongada do tratamento. A aplicação da preparação em zonas onde a integridade da pele esteja comprometida é igualmente reconhecida como um fator de risco oficial que aumenta a absorção.

Além disso, estão documentadas considerações dependentes de populações específicas. É formalmente assinalado que doentes com insuficiência hepática apresentam um risco acrescido de efeitos sistémicos, devido à potencial redução na eliminação (depuração) do corticosteroide. Do mesmo modo, os doentes pediátricos são reconhecidos como sendo mais suscetíveis à toxicidade sistémica, devido a uma maior proporção entre a superfície cutânea e a massa corporal. Não se encontram documentadas na rotulagem oficial deste produto tópico interações medicamentosas específicas mediadas por enzimas metabólicas ou regras obrigatórias de intervalo de tempo entre a aplicação de diferentes produtos.

Mecanismo de ação

Como o Valisone Atua: Mecanismo de Ação

Ativação de Recetores Intracelulares e Controlo Génico

O ingrediente ativo do Valisone, o valerato de betametasona, funciona como um agonista (ativador) do Recetor de Glicocorticoides (RG) que se encontra no interior das células. Esta ligação faz com que o complexo do recetor se desloque para o núcleo celular e inicie uma cascata genómica. Esta ação modifica a taxa de transcrição (ativação/desativação) de genes específicos, o que representa o passo fundamental que conduz às consequências mecanísticas anti-inflamatórias e imunossupressoras a nível celular.


Modulação de Vias e Supressão de Mediadores

O complexo RG ativado exerce o seu efeito tanto através do aumento da expressão de proteínas anti-inflamatórias como pelo bloqueio direto de fatores de transcrição pró-inflamatórios, nomeadamente o NF-kappaB. Esta dupla ação impede a maquinaria celular de sintetizar a maioria dos sinais químicos inflamatórios necessários. Uma consequência a jusante fundamental é o aumento da produção de Anexina A1 (Lipocortina-1), que inibe a enzima Fosfolipase A2 (PLA2).


Supressão da Cascata dos Eicosanoides

A inibição da PLA2 impede a libertação de ácido araquidónico das membranas celulares, bloqueando assim a formação subsequente de importantes mediadores lipídicos: as prostaglandinas e os leucotrienos. O bloqueio desta etapa inicial na cascata do ácido araquidónico suprime de forma abrangente a libertação destes mediadores, resultando no efeito fisiológico de diminuição do inchaço localizado, da vermelhidão e do extravasamento capilar no tecido afetado.

Informações sobre dosagem e administração

O Valisone (Dipropionato de Betametasona) é administrado exclusivamente por via tópica nas áreas afetadas da pele, estando disponível nas formas de creme, pomada e loção. As instruções oficiais definem um padrão de utilização altamente específico e limitado, destinado a controlar a exposição local.

Regime de Administração e Frequência

A administração padronizada envolve a aplicação de uma camada fina da preparação sobre a pele. Esta aplicação é tipicamente agendada para uma ou duas vezes ao dia, dependendo da formulação específica e da condição clínica.

Exposição Máxima e Duração

A rotulagem regulamentar dita que o uso contínuo deste agente de elevada potência é geralmente limitado a não mais do que 2 semanas consecutivas. Além disso, a quantidade total semanal aplicada deve ser restrita a um máximo de 50 gramas. A terapêutica está estruturada para ser interrompida prontamente assim que o objetivo terapêutico seja alcançado.

Restrições Contextuais e de Procedimento

As instruções oficiais estabelecem que a área da pele tratada não deve ser coberta com um penso oclusivo (como ligaduras apertadas ou invólucros), a menos que um profissional de saúde instrua especificamente o contrário. A aplicação deve evitar regiões anatómicas sensíveis específicas, incluindo o rosto, a virilha e as axilas. No caso das formulações em loção, estas requerem uma massagem ligeira na zona até que o produto desapareça.

Regras de Utilização para Populações Específicas

A utilização em crianças com idade inferior a 13 anos não é, geralmente, recomendada. Para adultos mais velhos, o protocolo baseia-se na utilização da quantidade mínima durante a duração mais curta necessária, refletindo o princípio geral de limitação da exposição delineado nos documentos regulamentares oficiais.

Evidência clínica recente

Valisone: Evidência Clínica Recente

Os ensaios clínicos envolvendo o Valisone (Valerato de Betametasona) têm-se focado primordialmente na sua utilização como corticosteroide tópico para o tratamento de diversas condições inflamatórias da pele, incluindo a psoríase, o eczema e a dermatite de contacto. A base de evidência confirma o seu papel na redução da inflamação, da vermelhidão e do prurido associados a estas patologias.

Eficácia e Resultados de Estudos

Ensaios clínicos aleatorizados e controlados recentes, em regime de dupla ocultação, avaliaram o efeito do Valisone em diferentes populações de doentes. Em estudos que envolveram doentes com psoríase em placas de intensidade ligeira a moderada, a aplicação da formulação padrão foi associada a uma redução significativa nas pontuações de gravidade dos sintomas quando comparada com um placebo, sendo estas medições geralmente efetuadas através de índices como o Psoriasis Area and Severity Index (PASI).

Os ensaios reportaram que a maioria dos participantes sentiu uma melhoria dos sintomas num período de duas a quatro semanas com uma aplicação duas vezes ao dia. Além disso, a investigação explorou a utilização do Valisone em conjunto com análogos da Vitamina D para casos graves, com resultados que sugerem que esta abordagem pode melhorar a resposta terapêutica em determinadas populações, comparativamente à monoterapia.

Resumo do Perfil de Segurança

Os dados do perfil de segurança recolhidos ao longo dos ensaios clínicos indicam que os eventos adversos são geralmente localizados e ligeiros, sendo consistentes com a utilização de corticosteroides tópicos. Verificou-se que a incidência de efeitos secundários comuns, como ardor, prurido e atrofia cutânea, depende da dose e da duração do tratamento.

Estudos que envolveram o uso prolongado em áreas extensas ou sob oclusão assinalaram o potencial para uma absorção sistémica mensurável, o que reforça a necessidade de uma monitorização cuidadosa em grupos de doentes vulneráveis.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Valisone (FAQ)

P: Em quanto tempo deverei começar a notar resultados com o Valisone?

De acordo com os documentos regulamentares oficiais, os doentes podem geralmente esperar observar uma melhoria no estado da sua pele nas primeiras duas semanas de tratamento. Se os sintomas não começarem a melhorar neste período, a informação oficial sugere a consulta do profissional de saúde que prescreveu o medicamento.

P: O Valisone pode ser utilizado para tratar picadas de insetos?

As informações oficiais indicam que o Valisone é prescrito para tratar condições que são formalmente definidas como respondendo a corticosteroides. Os documentos regulamentares descrevem que o medicamento é apenas indicado para a patologia específica para a qual foi prescrito por um profissional de saúde.

P: Existem diferentes concentrações ou tipos de Valisone?

A substância ativa do Valisone, o Dipropionato de Betametasona, está disponível em diferentes formas físicas, tais como creme, pomada e loção. Segundo a rotulagem regulamentar, a concentração padrão para as preparações em creme e pomada é de 0,05%.

P: Qual é a diferença entre o Valisone e a Hidrocortisona?

A substância ativa do Valisone é classificada pelos organismos reguladores como um corticosteroide tópico de elevada potência. Este nível de potência é o principal fator que o diferencia de agentes mais suaves, como a hidrocortisona. Esta classificação indica que é utilizado para tratar respostas inflamatórias localizadas mais graves.

P: O que acontece se eu aplicar acidentalmente uma quantidade excessiva de Valisone?

Os avisos oficiais referem que a utilização de quantidades excessivas ou o prolongamento da duração da terapia além dos limites recomendados pode aumentar o risco de efeitos sistémicos. O corpo pode absorver este agente de elevada potência em quantidade suficiente para causar potencialmente problemas reversíveis nas glândulas suprarrenais, conhecidos como supressão do eixo Hipotálamo-Pituitária-Adrenal (HPA).

P: O Valisone é útil para tratar a pele seca e com descamação?

Segundo a informação oficial do produto, o Valisone é utilizado para ajudar a aliviar os sintomas visíveis de condições inflamatórias da pele. Isto inclui a redução de sintomas como vermelhidão, prurido (comichão), inchaço, bem como a secura e a descamação associadas.

P: Posso utilizar o Valisone se tiver pressão arterial elevada?

Devido ao risco de absorção sistémica, o medicamento pode causar efeitos como o aumento do açúcar no sangue (hiperglicemia) ou manifestações da síndrome de Cushing, que está frequentemente associada à pressão arterial elevada. A informação oficial destaca a importância de fornecer um histórico de saúde completo ao profissional de saúde ao discutir condições médicas existentes.

P: Que expectativas gerais devo ter ao iniciar o Valisone?

Os doentes devem normalmente observar uma melhoria da condição nas primeiras duas semanas de aplicação. As instruções regulamentares indicam que a terapia é estruturada para ser descontinuada prontamente assim que o controlo dos sintomas seja alcançado.

P: O Valisone pode ser utilizado em pele com feridas ou infetada?

A informação regulamentar desaconselha a aplicação do medicamento em áreas da pele que apresentem cortes, escoriações ou queimaduras, ou onde existam sinais claros de uma infeção cutânea ativa. Se se desenvolver uma infeção na pele, a informação oficial estabelece que o corticosteroide deve ser interrompido até que a infeção tenha sido adequadamente tratada e controlada.

P: O que acontece se eu parar de utilizar o Valisone subitamente?

Os avisos de segurança oficiais indicam que interromper o tratamento de forma repentina após uma utilização prolongada ou contínua pode levar a uma reação cutânea grave. Esta reação é conhecida como Síndrome de Abstinência de Corticosteroides Tópicos (TSW) e pode envolver vermelhidão e ardor na pele significativamente piores do que a condição inicialmente tratada.

P: O Valisone interage com hidratantes comuns?

A precaução regulamentar desaconselha a aplicação de cosméticos ou outros produtos de cuidados da pele, que podem incluir alguns hidratantes, nas áreas tratadas. Esta precaução aplica-se a menos que um profissional de saúde recomende especificamente um produto particular.

P: O que devo fazer se me esquecer de uma aplicação de Valisone?

Caso se esqueça de uma aplicação de Valisone, a informação oficial ao doente descreve que a dose em falta pode ser aplicada assim que se lembre. Se estiver quase na hora da aplicação seguinte, as instruções indicam que se deve saltar a dose esquecida para continuar com o horário regular.

P: Porque é que o Valisone não é recomendado para certas infeções fúngicas?

Os corticosteroides tópicos não devem ser utilizados isoladamente para tratar infeções fúngicas ou por leveduras. Isto deve-se ao facto de não eliminarem o fungo e poderem enfraquecer as defesas naturais da pele, permitindo potencialmente que a infeção se espalhe ou piore.

P: O que significam as 'condições de utilização' do Valisone?

Em termos regulamentares, as 'condições de utilização' abrangem as instruções oficiais para utilizar o medicamento de forma segura e eficaz. Isto inclui as condições médicas que o fármaco está indicado para tratar, o regime de administração, quaisquer limites máximos de duração ou quantidade, e avisos críticos para uma utilização segura.

P: O Valisone contém látex?

Embora a lista completa de ingredientes inativos conste na rotulagem regulamentar, um aviso específico refere que o medicamento pode danificar e reduzir a eficácia de produtos que contenham látex. Esta informação aplica-se a produtos como preservativos e diafragmas.

P: O Valisone pode causar um efeito de ricochete se for interrompido?

Os avisos de segurança oficiais indicam que a interrupção deste tratamento, particularmente após uma utilização prolongada, pode causar um efeito de ricochete. Este pode manifestar-se como um agravamento da condição cutânea original ou, em casos graves, como uma reação de abstinência de corticosteroides tópicos.

P: Qual é a área máxima de pele recomendada para tratamento com Valisone?

Os documentos regulamentares restringem a quantidade total aplicada a não mais de 50 gramas por semana. A aplicação do medicamento numa área de superfície extensa durante um período prolongado é assinalada como um fator de risco oficial que aumenta o potencial de absorção sistémica e efeitos secundários relacionados.

Como Valisone deve ser armazenado e descartado?

Armazenamento e Eliminação do Valisone (Dipropionato de Betametasona)

A rotulagem oficial estabelece condições específicas para a conservação do Valisone nas formas de creme, pomada e loção.

Requisito Condição Oficial
Temperatura Conservar a temperatura ambiente controlada (20°C a 25°C), protegendo o produto do congelamento.
Proteção Manter o medicamento num recipiente bem fechado, ao abrigo da humidade e da luz direta.
Segurança Infantil O medicamento deve ser mantido estritamente fora do alcance e da vista das crianças.

Para as formulações inflamáveis em aerossol ou espuma, as regras de manuseamento específicas exigem que o recipiente seja mantido afastado do calor, de chamas abertas e de fontes de ignição; a embalagem pressurizada não deve ser perfurada nem lançada ao fogo. Para eliminar medicamentos não utilizados ou fora do prazo de validade, os doentes devem solicitar orientações de eliminação adequadas a um farmacêutico ou a outro profissional de saúde, em vez de os deitar no lixo doméstico.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Valisone encontrado em:

ÍNDICE A-Z: