Advertisements

Vagifem

Links rápidos para seções importantes

Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Advertisements

Visão geral de Vagifem

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substância Ativa Estradiol (DCI)
Forma Comprimido Vaginal
Classe Farmacológica Agonista Estrogénico / Agente de Terapêutica Estrogénica
Ação Principal Restauração Trófica Localizada dos Tecidos
Origem Quimicamente idêntico ao Estrogénio Endogéneo

Que Tipo de Medicamento é o Vagifem? (Classificação e Identidade)

O Vagifem é um medicamento especializado, sujeito a receita médica, classificado como um agente de terapêutica estrogénica (TE) que atua como um agonista estrogénico. Esta preparação hormonal define-se pela sua substância ativa, o estradiol (DCI), uma hormona esteroide quimicamente idêntica ao principal estrogénio endogéneo produzido naturalmente pelo corpo humano (17beta-estradiol). A característica fundamental do Vagifem é a sua formulação para administração local, clinicamente reconhecida por alcançar efeitos direcionados no local de aplicação. Esta abordagem contrasta com os métodos hormonais sistémicos tradicionais, que distribuem a hormona por todo o sistema circulatório. A classificação como agonista estrogénico indica que a substância se destina a ligar-se aos recetores de estrogénio e a ativá-los, promovendo uma resposta tecidular benéfica.

Composição do Vagifem: A Formulação Localizada de Estradiol

A formulação do Vagifem é uma preparação de monoterapia, contendo apenas estradiol como substância ativa sob a forma de um comprimido vaginal sólido. Este design específico constitui um sistema de dose unitária, que fornece uma quantidade precisa de estradiol micronizado num veículo especializado, administrado através de um aplicador descartável. Esta composição garante a exatidão e a consistência da dose em cada aplicação, um fator crítico apoiado por estudos farmacológicos. O estradiol micronizado assegura que o composto, estruturalmente equivalente à hormona nativa, esteja prontamente disponível para uma ação direta no tecido urogenital.

Objetivo Geral da Terapêutica Estrogénica Direcionada

O objetivo geral da utilização deste medicamento é a restauração trófica dos tecidos, uma forma de terapia altamente direcionada para tecidos sensíveis à deficiência de estrogénio em mulheres na pós-menopausa. A ação localizada, alcançada através do mecanismo de agonista estrogénico, estimula os recetores de estrogénio para promover a recuperação da estrutura e da integridade dos tecidos. O benefício principal é o efeito trófico na mucosa vaginal, apoiando a estrutura biológica local, enquanto as diretrizes internacionais enfatizam a sua capacidade de garantir uma absorção sistémica mínima do composto ativo, o estradiol.

Advertisements

Quais efeitos secundários são possíveis com Vagifem?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

O perfil de segurança deste medicamento é classificado pelas autoridades regulamentares com base em dados de ensaios clínicos e relatórios pós-comercialização, organizando os efeitos de acordo com a sua frequência e o sistema fisiológico afetado. As reações adversas observadas com maior regularidade são categorizadas como Frequentes (afetando entre 1 a 10 utilizadores em cada 100), enquanto os eventos menos habituais são listados como Pouco Frequentes.

Reações Adversas por Classificação

As reações adversas classificadas como Frequentes na informação oficial do medicamento incluem efeitos no Sistema Nervoso (ex.: dores de cabeça) e no Sistema Reprodutor (ex.: hemorragia vaginal, corrimento vaginal e desconforto vaginal). A dor no local de aplicação é também documentada como uma ocorrência frequente.

As reações categorizadas como Pouco Frequentes podem incluir Infeções (ex.: infeção fúngica), efeitos no Sistema Imunitário (ex.: hipersensibilidade) e efeitos na Pele e Tecido Subcutâneo (ex.: erupção cutânea).

Considerações de Segurança sobre o Estrogénio Sistémico

A informação oficial incorpora avisos de alto nível relativos a reações adversas graves associadas à utilização de terapêutica estrogénica sistémica, reconhecendo a natureza hormonal da substância ativa, o Estradiol. Estes incluem considerações sobre riscos como o Tromboembolismo Venoso (TEV), o Acidente Vascular Cerebral (AVC) e Neoplasias Malignas (ex.: cancro do endométrio e da mama).

Restrições Regulamentares

Existem condições específicas formalmente listadas como Contraindicações (que proíbem a utilização). Estas incluem antecedentes de hemorragia genital anormal não diagnosticada, cancro da mama confirmado ou suspeito, doença tromboembólica ativa ou outros tumores malignos dependentes de estrogénios. A documentação regulamentar especifica que, caso ocorram condições como icterícia ou o novo aparecimento de dores de cabeça do tipo enxaqueca, a terapia deve ser imediatamente interrompida.

Advertisements

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

O perfil oficial de sobredosagem do Vagifem é definido pela sua aplicação localizada e pelos efeitos clínicos gerais do excesso de estrogénio sistémico, conforme documentado em fontes regulamentares governamentais. Devido à formulação de baixa dosagem do produto para uma ação local direcionada, alguns documentos regulamentares referem que não são conhecidos efeitos específicos decorrentes de uma sobredosagem acidental, embora os riscos de exposição sistémica sejam considerados.

No entanto, os sintomas associados a uma sobredosagem generalizada de estrogénio, que são manifestações clínicas não específicas, incluem náuseas, vómitos, dor de estômago, dores de cabeça, sensibilidade mamária e retenção de líquidos. Outros sinais potenciais são a sonolência, a fadiga e a hemorragia vaginal excessiva, que pode manifestar-se alguns dias após a exposição.

Quando Procurar Ajuda Urgente

Se houver suspeita de sobredosagem, deve procurar-se assistência médica imediata para uma avaliação rápida. A ação obrigatória em caso de exposição elevada acidental envolve a interrupção da terapia com Vagifem e a subsequente instituição de cuidados sintomáticos e de suporte adequados.

A informação oficial confirma que não é conhecido qualquer antídoto específico para a sobredosagem de estrogénio. Os procedimentos de gestão focam-se na monitorização dos sinais vitais e no controlo das manifestações à medida que estas ocorrem. É especificamente aconselhado que não se tente induzir o vómito, a menos que tal seja indicado por pessoal de emergência.

Advertisements

Usos terapêuticos de Vagifem

O que o Vagifem Trata: Principais Utilizações e Benefícios

O Vagifem é relevante para a gestão da síndrome clínica crónica conhecida como Síndrome Geniturinária da Menopausa (SGM), que abrange condições como a Vaginite Atrófica. É geralmente utilizado para ajudar a gerir sintomas decorrentes do desconforto físico que possam estar ligados a alterações nos tecidos após a menopausa. Este apoio terapêutico focado contribui para atenuar a carga sintomática global quando os sintomas se relacionam com o desconforto físico na área afetada.

Esta terapia é aplicável em contextos clínicos que envolvem sintomas crónicos relacionados com a secura vaginal, dor durante a relação sexual (dispareunia) e sintomas associados do trato urinário inferior, tais como a urgência e a frequência urinária. Esta terapia oferece um alívio sintomático que pode ajudar as pacientes a lidar de forma mais constante com as flutuações dos sintomas. É considerada relevante para atenuar os sintomas que interferem com o funcionamento diário, proporcionando um alívio de suporte quando o desconforto se torna mais percetível.

Facto Rápido: Alívio da Atrofia Vulvovaginal
Foco nos Sintomas Secura vaginal e vulvar persistente, ardor e dor localizada.
Benefício Central Ajuda a melhorar o conforto diário durante os períodos sintomáticos e pode auxiliar na manutenção da estabilidade funcional.
Cenário Gestão crónica e a longo prazo de sintomas relacionados com o desconforto localizado.
Advertisements

Critérios de utilização e restrições

As informações oficiais do medicamento estabelecem critérios populacionais rigorosos para a utilização do Vagifem.

Âmbito de Elegibilidade

Classificação Detalhes Populacionais (Baseados nas Informações Oficiais)
Indicado Para Mulheres na pós-menopausa, com ou sem útero intacto.
Não Recomendado Mulheres que estejam a amamentar.
Uso Pediátrico Não indicado para utilização em crianças ou adolescentes (com idade inferior a 18 anos).
Uso Geriátrico A segurança e a eficácia são consideradas estabelecidas na população idosa.

Contraindicações Absolutas

O Vagifem está formalmente contraindicado e não deve ser utilizado por mulheres com as seguintes condições ou históricos específicos, conforme definido pelas autoridades regulamentares:

  • Diagnóstico confirmado, suspeita ou historial de cancro da mama ou de qualquer tumor maligno dependente de estrogénios (por exemplo, cancro do endométrio).
  • Hemorragia genital anormal não diagnosticada.
  • Historial ou presença de tromboembolismo venoso (como trombose venosa profunda ou embolia pulmonar) ou doença tromboembólica arterial (como acidente vascular cerebral ou enfarte do miocárdio).
  • Distúrbios trombofílicos conhecidos (por exemplo, deficiência de Proteína C, Proteína S ou de antitrombina).
  • Hiperplasia do endométrio não tratada ou doença hepática ativa em que os testes de função hepática não tenham regressado aos valores normais.
  • Gravidez confirmada ou suspeita, ou diagnóstico de Porfiria.

Restrições Relacionadas com a Elegibilidade

É necessária uma supervisão médica rigorosa em mulheres com condições pré-existentes, tais como miomas uterinos (leiomiomas), endometriose, hipertensão ou naquelas que possuam um historial de hiperplasia do endométrio.

Advertisements

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

Âmbito das interações

Característica Detalhes (Baseados nas Informações Regulamentares)
Categorias de medicamentos com interações documentadas Indutores da enzima CYP3A4, Inibidores da enzima CYP3A4, Agentes de substituição da hormona tiroideia.
Medicamentos específicos (se explicitamente listados) Fenitoína, Carbamazepina, Rifampicina; Ritonavir, Cetoconazol, Eritromicina; Agentes de substituição tiroideia.
Base mecânica das interações Interação farmacocinética via CYP3A4, que afeta o metabolismo do estrogénio.
Regras de interação baseadas no tempo Não existem instruções documentadas nas informações de prescrição que exijam a separação temporal das doses.
Notas sobre interações em populações específicas O uso é contraindicado em mulheres com disfunção ou doença hepática conhecida, devido à depuração deficiente do estrogénio.
Restrições relacionadas com interações Precaução com a Erva de S. João e o sumo de toranja devido à atividade documentada sobre a CYP3A4.

Classificações de interação (nível geral)

Característica Classificação (Seguindo as Informações Oficiais)
Gravidade das interações As interações variam entre a necessidade de monitorização (terapia tiroideia) e o potencial impacto na concentração plasmática (moduladores da CYP3A4). O uso em caso de doença hepática é uma contraindicação formal.
Base regulamentar Informações de Prescrição Completas e Resumos das Características do Medicamento (SmPC).
Condicionantes do contexto de interação As interações baseiam-se no facto documentado de que ocorre absorção sistémica com a utilização do comprimido vaginal.

Estrutura resultante das interações

Declarações oficiais sobre interações:

A coadministração de indutores da CYP3A4, como a rifampicina e a carbamazepina, pode diminuir a concentração plasmática de estrogénio. A coadministração de inibidores da CYP3A4, como o ritonavir e o cetoconazol, pode aumentar a concentração plasmática de estrogénio. As normas regulamentares exigem a monitorização da função tiroideia em mulheres que recebam simultaneamente terapêutica de substituição da hormona tiroideia. O produto fitoterápico Erva de S. João está documentado como um indutor da CYP3A4 que pode reduzir a exposição ao estrogénio. O sumo de toranja está documentado como um inibidor da CYP3A4 que pode aumentar as concentrações plasmáticas de estrogénio.

Ligação ao perfil global de interações:

O perfil oficial de interações é definido pela absorção sistémica do estradiol, o que resulta na dependência da via metabólica hepática CYP3A4. Esta base farmacocinética documentada determina que certas substâncias indutoras e inibidoras possam alterar formalmente as concentrações plasmáticas de estradiol. Adicionalmente, uma nota farmacodinâmica específica exige a monitorização em caso de terapêutica de substituição da hormona tiroideia, devido à influência do estrogénio nas proteínas de ligação. O perfil combinado foca-se estritamente nestas condicionantes regulamentares.

Advertisements

Mecanismo de ação

Como o Vagifem Atua ao Nível Biológico

O estradiol, o componente ativo, funciona como um agonista ao ligar-se e ativar os recetores de estrogénio intracelulares (ERα e ERβ) presentes nas células epiteliais e estromais do tecido urogenital. Esta ligação inicia uma sequência específica de sinalização hormonal esteroide.

Uma vez ativado, o complexo recetor-estrogénio modula a transcrição genética (a via genómica), atuando como um fator de transcrição que altera a produção de proteínas essenciais para a função celular. Simultaneamente, ativa cascatas rápidas de sinalização não genómica, contribuindo coletivamente para a regulação da proliferação e diferenciação celular.

Esta atividade molecular culmina em efeitos tróficos locais, resultando no espessamento do epitélio vaginal, no aumento da elasticidade e na modulação do fluxo sanguíneo. Estas alterações fisiológicas também regulam a síntese de glicogénio local e de componentes estruturais dos tecidos.

Advertisements

Informações sobre dosagem e administração

A administração do Vagifem 10 µg é realizada exclusivamente por via intravaginal, sendo classificada como uma forma de terapêutica estrogénica local. As informações oficiais de prescrição descrevem um esquema posológico em duas fases para a sua utilização correta. O tratamento inicia-se com uma fase de carga inicial, em que é administrado um comprimido vaginal de 10 µg diariamente durante duas semanas. Após este período inicial, a frequência de administração transita para uma dose de manutenção a longo prazo de um comprimido vaginal duas vezes por semana.

Protocolo de Administração e Frequência

Característica Padrão Oficial
Via de Administração Apenas via intravaginal, utilizando o aplicador descartável fornecido.
Fase de Carga Um comprimido de 10 µg diariamente durante duas semanas.
Fase de Manutenção Um comprimido de 10 µg duas vezes por semana.

A administração deve ser feita aproximadamente à mesma hora todos os dias para assegurar a consistência do tratamento. No caso de esquecimento de uma dose, a instrução oficial recomenda que esta seja administrada assim que a paciente se lembrar, salvaguardando-se que deve ser rigorosamente evitada a aplicação de uma dose dupla.

O tratamento orienta-se pelo princípio da utilização da dose eficaz mais baixa durante a duração mais curta necessária para atingir os objetivos terapêuticos. A necessidade de continuar a terapia deve ser reavaliada periodicamente por um profissional de saúde. As instruções do folheto informativo permitem a utilização em mulheres com ou sem útero intacto. Não existem ajustes posológicos específicos detalhados oficialmente para a população idosa, embora a experiência clínica neste grupo específico seja limitada.

Advertisements

Evidência clínica recente

Vagifem: Evidência Clínica Recente

Evidência para o uso na Atrofia Vulvovaginal e SGM

A avaliação clínica relevante para este medicamento foca-se principalmente na Atrofia Vulvovaginal (AVV), que é uma componente da Síndrome Geniturinária da Menopausa (SGM) de âmbito mais alargado. A base de evidência assenta significativamente em ensaios controlados e aleatorizados (ECA) de curto prazo. Estes estudos analisaram as experiências relatadas pelas pacientes para compreender as alterações ocorridas em intervalos de observação definidos. A investigação comparou este medicamento com um substituto inativo (placebo) em mulheres na pós-menopausa com sintomas de AVV de moderados a graves.

Os estudos monitorizaram resultados relacionados com o desconforto físico. Os investigadores analisaram quais os sintomas considerados como o Sintoma Mais Incomodativo (MBS — Most Bothersome Symptom) pela paciente, tais como a dor durante a relação sexual (dispareunia) ou a secura vaginal persistente. Os estudos reportam padrões relativos à forma como estes sintomas se alteraram durante o período de ensaio de curto prazo.

O que os Ensaios Clínicos Analisaram

Os ensaios clínicos focaram-se em dois eixos principais: resultados relatados pelas pacientes (PROs — patient-reported outcomes) e medidas objetivas que refletem a atividade funcional. Os PROs envolveram a recolha de dados sobre a intensidade e a variabilidade dos sintomas. As medidas objetivas monitorizaram marcadores fisiológicos, focando-se especificamente em mudanças no pH vaginal e alterações nos tipos de células encontradas no revestimento vaginal (citologia) ao longo do período do estudo. Os estudos descrevem as alterações medidas durante o período do estudo para o MBS e para estes marcadores fisiológicos.

Evidência a Longo Prazo e Acompanhamento

A maioria da evidência central derivada dos ECA principais limitou-se a 12 semanas de observação. Embora exista investigação sobre as alterações dos sintomas a curto prazo proveniente dos ensaios fundamentais, os dados que descrevem os padrões de efeito em períodos prolongados estão menos estabelecidos. Embora alguns estudos tenham monitorizado respostas em intervalos de tempo definidos que se estendem até um ano, estas avaliações mais longas transitam frequentemente para desenhos de estudo abertos. Por conseguinte, a evidência é limitada no que diz respeito à manutenção dos padrões de sintomas ou aos resultados de saúde a longo prazo além da marca de um ano.

Evidência em Populações Específicas na Pós-menopausa

A investigação explorou resultados em populações gerais na pós-menopausa e em grupos específicos, incluindo mulheres na pós-menopausa com historial de cancros sensíveis a estrogénios que estavam a receber terapia com Inibidores da Aromatase (IA). Os dados disponíveis para estes subgrupos permanecem limitados. A investigação fornece contexto, mas não determina se a resposta observada na população geral se aplica de forma semelhante a estas pacientes específicas, e a base de evidência resultante é reduzida.

Áreas onde a Investigação Permanece Limitada ou Incerta

O panorama geral da evidência sugere várias limitações fundamentais. Em primeiro lugar, a duração do acompanhamento foi limitada nos principais ECA. Em segundo lugar, os resultados aplicam-se apenas às populações estudadas e os dados para certos grupos permanecem insuficientes. A investigação não determina se um indivíduo responderá de forma semelhante, uma vez que os resultados dos estudos refletem as condições específicas sob as quais foram realizados. Os resultados foram mistos em algumas medidas e a qualidade da evidência varia entre os estudos devido a diferenças na medição dos sintomas.

Advertisements

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Vagifem (FAQ)

P: Qual é a principal diferença entre o Vagifem e os comprimidos de estrogénio por via oral?

As informações regulamentares descrevem o Vagifem como um tratamento localizado destinado a atuar diretamente nos tecidos vaginais. O objetivo deste método de administração local é garantir que a absorção sistémica (a entrada na corrente sanguínea com efeito em todo o corpo) permaneça muito baixa. Esta abordagem contrasta com os comprimidos de estrogénio orais, que são concebidos para uma absorção sistémica por todo o organismo.

P: O Vagifem afeta os níveis de estrogénio em todo o corpo?

Os documentos regulamentares indicam que ocorre absorção sistémica de estradiol com a utilização de Vagifem. No entanto, os estudos demonstram que as concentrações plasmáticas médias de estradiol encontradas na corrente sanguínea permanecem, geralmente, dentro do intervalo observado em mulheres na pós-menopausa que não estão a receber terapia estrogénica.

P: Existem estudos de longo prazo disponíveis sobre a utilização do Vagifem?

A evidência clínica central para este medicamento baseia-se frequentemente em dados de ensaios de curto prazo, muitas vezes limitados a 12 semanas de observação. Os documentos oficiais descrevem que a segurança endometrial da utilização repetida ou a longo prazo (superior a um ano) de estrogénio administrado localmente por via vaginal é alvo de consideração regulamentar devido à incerteza dos dados.

P: O Vagifem pode causar hemorragia vaginal inesperada ou spotting?

As informações oficiais listam a hemorragia vaginal (sangramento ou spotting) como uma reação adversa comum associada a este medicamento. Os documentos regulamentares estabelecem que, caso surja hemorragia ou spotting, a causa tem de ser investigada por um médico.

P: O Vagifem é utilizado para os afrontamentos ou apenas para a secura vaginal?

A indicação regulamentar oficial do Vagifem destina-se estritamente ao tratamento de sintomas de atrofia vaginal devido à menopausa, tais como secura, irritação e relações sexuais dolorosas. A sua indicação regulamentar não inclui o tratamento de afrontamentos.

P: Existem motivos comuns para uma pessoa interromper a utilização do Vagifem?

Os documentos oficiais descrevem critérios para a interrupção imediata da terapia. Estes critérios são acionados perante a ocorrência ou suspeita de eventos graves, tais como tromboembolismo venoso (coágulos sanguíneos), acidente vascular cerebral, hipercalcemia grave (níveis elevados de cálcio) ou o aparecimento de enxaquecas.

P: O Vagifem é o mesmo que o Yuvafem ou o Imvexxy?

A informação regulamentar indica que o Yuvafem é o equivalente genérico do Vagifem. A documentação oficial confirma esta equivalência. Os materiais regulamentares oficiais não abordam a equivalência com outros produtos farmacêuticos.

P: O Vagifem contém outros ingredientes além do estradiol?

Sim, o comprimido vaginal contém a substância ativa estradiol, juntamente com ingredientes inativos, também conhecidos como excipientes. Estes podem incluir substâncias como hipromelose, lactose monohidratada, amido de milho e estearato de magnésio, que ajudam a formar o comprimido e facilitam a administração.

P: O tratamento com Vagifem é permanente ou posso parar de utilizá-lo?

A terapia geralmente não é considerada permanente. Os documentos regulamentares referem que os riscos e benefícios da continuação da terapia devem ser reavaliados periodicamente por um médico. O tratamento deve continuar apenas enquanto se determinar que os benefícios superam os riscos para a paciente.

P: E se eu sentir dor ou desconforto ao inserir o Vagifem?

Os documentos oficiais listam a dor ou o desconforto no local de aplicação como uma reação adversa comum. A informação regulamentar também relatou casos de abrasão local (uma pequena escoriação ou irritação) associada ao aplicador.

P: O estrogénio do Vagifem permanece na zona vaginal?

O Vagifem foi concebido como uma terapia localizada para atuar diretamente no tecido urogenital. Os dados regulamentares confirmam que ocorre apenas um grau muito baixo de absorção sistémica, indicando que a maioria do estradiol se destina a permanecer e atuar localmente na área vaginal.

P: Existe uma ligação entre o Vagifem e o aumento de peso?

Os relatórios de pós-comercialização regulamentares, que acompanham as experiências após a aprovação de um fármaco, identificaram o aumento de peso como um evento relatado associado à utilização de Vagifem.

P: O Vagifem está disponível sem receita médica em alguns países?

O Vagifem é designado como um medicamento sujeito a receita médica pelas autoridades regulamentares nos principais mercados, o que significa que requer uma prescrição válida de um profissional de saúde habilitado.

P: Uma pessoa pode ser alérgica a algum componente do Vagifem?

Os documentos regulamentares listam a hipersensibilidade (alergia) ao fármaco ou a qualquer ingrediente da formulação ou componente do acondicionamento. A hipersensibilidade é formalmente classificada como uma contraindicação, o que significa que a documentação regulamentar proíbe a sua utilização nestas condições.

P: O Vagifem é utilizado para tratar sintomas urinários relacionados com a menopausa?

A informação regulamentar indica que a indicação oficial abrange a redução do desconforto na área urinária e genital, que são frequentemente afetadas pela menopausa. Sintomas relacionados com o trato urinário, como a frequência urinária (necessidade de urinar com frequência), foram também listados em relatórios de pós-comercialização.

P: Existem restrições alimentares mencionadas para quem utiliza Vagifem?

Não estão formalmente listadas restrições alimentares gerais nos documentos oficiais. No entanto, o perfil de interações oficial menciona especificamente que o sumo de toranja está documentado como uma substância que pode aumentar as concentrações plasmáticas de estradiol.

P: O Vagifem pode ser utilizado antes de se atingir a menopausa completa?

A indicação regulamentar do Vagifem destina-se especificamente ao tratamento de sintomas de atrofia vaginal devido à menopausa em mulheres na pós-menopausa. A indicação regulamentar não inclui a utilização em mulheres que ainda não atingiram a fase pós-menopáusica.

P: Quais são as expectativas gerais de melhoria com o Vagifem?

Os ensaios clínicos analisaram as alterações nos resultados relatados pelas pacientes para os sintomas identificados como o Sintoma Mais Perturbador (MBS), como a dor durante a relação sexual ou a secura vaginal. Os estudos também reportaram alterações observadas em marcadores fisiológicos objetivos, incluindo o pH vaginal e tipos específicos de células, ao longo do período do estudo.

P: É normal notar algum corrimento após usar o Vagifem?

As informações regulamentares oficiais listam o corrimento vaginal como uma reação adversa comum associada à utilização de Vagifem.

Advertisements

Como Vagifem deve ser armazenado e descartado?

Armazenamento e Eliminação do Vagifem

O Vagifem (comprimidos vaginais de estradiol) deve ser conservado a uma temperatura ambiente controlada, especificamente entre os 20°C e os 25°C. O medicamento não deve ser refrigerado nem congelado. Para manter a integridade do produto, conserve os comprimidos na embalagem original e protegidos do calor e da humidade. Tal como acontece com todos os medicamentos, certifique-se de que o Vagifem é mantido fora do alcance e da vista das crianças.

Instruções de Eliminação

O aplicador de utilização única fornecido com cada comprimido deve ser eliminado após cada utilização. Qualquer produto não utilizado ou com o prazo de validade expirado deve ser eliminado de acordo com os requisitos regulamentares locais. A substância ativa, o estradiol, pode representar um risco para o meio aquático, pelo que o medicamento não deve ser eliminado através das águas residuais domésticas ou dos sistemas de esgoto.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Vagifem encontrado em:

ÍNDICE A-Z: