Vagibact

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Vagibact

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Vagibact

O que é o Vagibact?

O Vagibact é definido como um medicamento de Combinação de Doses Fixas (FDC), categorizado genericamente como um agente anti-infecioso tópico destinado exclusivamente à administração intravaginal. Este medicamento apresenta-se habitualmente em preparações farmacêuticas localizadas, tais como cápsulas vaginais, óvulos ou creme vaginal, o que facilita a entrega direta dos componentes ativos no local necessário. Esta classificação de FDC estabelece a identidade do fármaco como um agente abrangente, concebido para administrar duas ações farmacológicas distintas em simultâneo — uma estratégia terapêutica amplamente utilizada na abordagem de condições causadas por populações microbianas mistas.

Composição e Classe Farmacológica

A composição central do Vagibact inclui dois princípios ativos essenciais: a Clindamicina e o Clotrimazol. A Clindamicina é classificada como um composto semissintético pertencente à classe dos antibióticos lincosamidas, que funciona como um potente agente antibacteriano. O Clotrimazol, o segundo componente, é um composto inteiramente sintético categorizado entre os antifúngicos azóis, atuando como um agente antimicótico de largo espetro. A combinação destes agentes específicos é clinicamente reconhecida pela sua utilidade em cenários onde estão presentes tanto organismos bacterianos como fúngicos.

Objetivo Geral da Combinação

O propósito fundamental desta combinação dual é proporcionar uma segmentação de duplo patógeno contra microrganismos bacterianos e fúngicos que frequentemente causam o desequilíbrio microbiano vaginal. Esta estratégia é empregue para interromper eficazmente o crescimento e destruir estes agentes patogénicos de forma simultânea. A investigação destaca a eficácia estabelecida da Clindamicina no tratamento de desequilíbrios bacterianos. Ao abordar ambas as potenciais questões microbianas numa única preparação, o Vagibact visa promover a restauração eficaz e abrangente do ambiente microbiano local.

Quais efeitos secundários são possíveis com Vagibact?

O Vagibact, que contém clindamicina (um antibiótico) e clotrimazol (um antifúngico), é geralmente bem tolerado quando utilizado por via vaginal, embora possa causar efeitos secundários localizados e sistémicos.

Efeitos Secundários Locais Comuns

Os efeitos secundários mais frequentes estão tipicamente limitados à área de aplicação e podem incluir:

  • Ardor, picada ou irritação vaginal
  • Prurido (comichão) ou desconforto vaginal
  • Dor na zona pélvica ou no abdómen inferior

Estes sintomas são frequentemente ligeiros e podem resolver-se com o decorrer do tratamento. Se a irritação se tornar grave ou persistente, é importante contactar um profissional de saúde.

Efeitos Secundários Sistémicos e Graves

Devido ao facto de a clindamicina ser um antibiótico, existe o risco de efeitos sistémicos, incluindo o desenvolvimento de diarreia associada a Clostridioides difficile (DAC), que pode variar entre uma diarreia ligeira e uma colite grave, com risco de vida. Esta situação pode ocorrer mesmo semanas após a interrupção do medicamento. Procure assistência médica imediata se sentir cólicas abdominais fortes, diarreia persistente ou aquosa, ou sangue nas fezes.

Foram relatadas reações alérgicas raras, mas graves (anafilaxia), com os componentes do Vagibact. Os sinais de uma reação alérgica grave incluem erupção cutânea generalizada, urticária, inchaço do rosto, língua ou garganta e dificuldade em respirar.

Contraindicações e Avisos de Segurança

Não utilize Vagibact se tiver um historial de hipersensibilidade à clindamicina, lincomicina, clotrimazol ou a qualquer outro componente do produto. Este medicamento está também contraindicado em indivíduos com historial de enterite regional, colite ulcerosa ou colite associada ao uso de antibióticos.

Interações com Contracetivos: Os ingredientes inativos do Vagibact podem fragilizar produtos de látex ou borracha, tais como preservativos e diafragmas vaginais. A fiabilidade destes métodos contracetivos pode ficar comprometida durante o tratamento e até, pelo menos, 72 horas (três dias) após a última dose.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

O perfil de sobredosagem deste produto vaginal é definido principalmente pelo potencial de exposição sistémica ao componente Clindamicina. Mesmo com a administração localizada, pode ocorrer uma absorção suficiente para produzir efeitos sistémicos, o que acarreta o risco grave e documentado de desenvolvimento de colite pseudomembranosa. As manifestações desta complicação grave incluem diarreia grave, com presença de sangue ou aquosa, dor abdominal, náuseas, febre e vómitos. Caso o produto seja engolido acidentalmente, podem também ser documentados sintomas específicos como tonturas, náuseas ou vómitos.

Na eventualidade de uma suspeita de sobredosagem, a orientação oficial é procurar assistência médica imediata. É explicitamente necessária ajuda médica urgente perante quaisquer sintomas sistémicos graves. Deve-se contactar imediatamente os serviços de emergência (como o 112) se a pessoa afetada apresentar sinais de colapso, sofrer uma convulsão, tiver dificuldade em respirar ou não conseguir despertar. O contacto com um Centro de Informação Antivenenos ou com um serviço de urgência hospitalar é também uma ação imediata obrigatória. Não se conhece nenhum antídoto específico para os componentes ativos deste medicamento. Consequentemente, a abordagem de gestão limita-se ao tratamento geral sintomático e de suporte.

Usos terapêuticos de Vagibact

A combinação de Clindamicina e Clotrimazol é relevante em contextos marcados pelo aumento do desconforto ou tensão causados pelo desequilíbrio vaginal infecioso, abordando especificamente cenários onde múltiplos tipos de organismos criam uma tensão fisiológica percetível. Esta combinação é geralmente relevante para infeções ginecológicas que apresentam desconforto sintomático associado à atividade bacteriana e fúngica.

Gestão de Sintomas de Infeções Mistas Bacterianas e Fúngicas

Esta combinação é habitualmente utilizada em condições que se apresentam com episódios agudos, onde o desconforto sintomático está associado a uma infeção mista, envolvendo tanto bactérias patogénicas (associadas à Vaginose Bacteriana) como organismos fúngicos (associados à Candidíase Vulvovaginal). A abordagem terapêutica foca-se na gestão dos sintomas relacionados com ambos os patógenos, o que apoia a gestão global da vaginose mista e auxilia na abordagem ao desequilíbrio microbiano vaginal. Este tratamento é aplicado em contextos clínicos que envolvem padrões de sintomas agudos ou instáveis.

Alívio do Desconforto, Prurido e Odor Fétido

A terapia pode auxiliar na gestão de sintomas que interferem com o conforto diário, incluindo estados inflamatórios ou irritativos como o prurido vaginal e vulvar, a sensação de ardor e a irritação associada que pode tornar-se disruptiva. Crucialmente, é aplicada na abordagem ao complexo de corrimento infecioso e contribui para atenuar a carga sintomática associada à consistência anormal do corrimento e ao odor fétido característico associado ao sobrecrescimento bacteriano. Isto contribui para um melhor conforto durante períodos de sintomas acentuados e auxilia na manutenção da estabilidade funcional.


Facto Rápido: Alívio para o Desconforto Infecioso

Este tratamento combinado é geralmente relevante para suavizar os sintomas agudos e pronunciados da vaginite infeciosa, incluindo o prurido, o ardor e o odor fétido que se possam tornar acentuados, e contribui para atenuar a carga sintomática global.

Critérios de utilização e restrições

O perfil de elegibilidade para o Vagibact (Clotrimazol) em creme baseia-se em documentos oficiais, que definem populações específicas para as quais o uso é permitido, restrito ou estritamente proibido.

Populações para as quais o uso é contraindicado

O uso de Vagibact é estritamente contraindicado para indivíduos com uma hipersensibilidade conhecida ou reação alérgica à substância ativa, o clotrimazol, ou a qualquer um dos ingredientes inativos (excipientes) do produto.

Elegibilidade relacionada com a idade

O produto é geralmente indicado para utilização em adultos e adolescentes com idade igual ou superior a 12 anos. O uso em crianças com menos de 12 anos para aplicação vaginal não está, tipicamente, estabelecido ou requer a consulta de um profissional de saúde.

Uso durante a gravidez e amamentação

Embora a absorção sistémica seja mínima, o uso durante a gravidez (especialmente no primeiro trimestre) é geralmente aconselhado sob a supervisão de um médico. O uso durante a lactação (amamentação) é geralmente permitido, embora a paciente deva demonstrar cautela.

Restrições relacionadas com a elegibilidade

Os pacientes devem ser informados de que os componentes do creme podem danificar e reduzir a eficácia de dispositivos contracetivos de látex (preservativos e diafragmas). Devem ser utilizados métodos contracetivos alternativos durante o tratamento e por um período de tempo específico após o mesmo. O produto não se destina a uso oftálmico (nos olhos).

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Esta secção descreve os padrões de interação oficialmente documentados para os princípios ativos Clindamicina e Clotrimazol, conforme declarados em fontes regulamentares, aderindo estritamente às informações de prescrição.

Perfil Oficial de Interações

Substância/Produto em Interação Classificação da Interação Descrição Oficial do Resultado
Tacrolimus Oral, Sirolimus Oral Farmacocinética (Modificação da Exposição) A coadministração pode levar ao aumento dos níveis plasmáticos destes imunossupressores.
Agentes Bloqueadores Neuromusculares Farmacodinâmica (Potencialização) A clindamicina possui propriedades que podem potenciar a ação destes agentes coadministrados.
Contracetivos de Barreira de Látex/Borracha Incompatibilidade Funcional/Física A base da formulação vaginal pode fragilizar o material, exigindo uma restrição temporal obrigatória.

Restrições Regulamentares e Regras de Temporização

A rotulagem oficial estabelece dois tipos fundamentais de restrições baseadas em riscos documentados de interação. A primeira é uma incompatibilidade funcional: devido aos excipientes oleosos na formulação vaginal, está documentada uma interação física em que o produto pode fragilizar dispositivos fabricados em látex ou borracha. As diretrizes oficiais determinam que o uso destes contracetivos de barreira (preservativos, diafragmas) não seja recomendado simultaneamente ou durante um período de tempo específico, que varia entre 72 horas e cinco dias após a conclusão do tratamento. A segunda restrição envolve um risco de modificação da exposição: o componente Clotrimazol pode aumentar a exposição sistémica de imunossupressores orais coadministrados. Estas interações e restrições documentadas constituem o perfil regulamentar completo e não interpretativo do medicamento.

Mecanismo de ação

Direcionamento da Maquinaria Microbiana Essencial

O Vagibact funciona como um inibidor da síntese proteica, visando seletivamente a subunidade ribossomal 50S nos microrganismos suscetíveis. O composto ativo forma uma ligação estável com esta subunidade, que é o complexo celular responsável pelo fabrico de proteínas essenciais. Esta interação crítica interrompe imediatamente a fase de tradução, bloqueando especificamente o alongamento das cadeias peptídicas. Esta ação mecânica é necessária para interromper os processos vitais fundamentais dos organismos visados.

Inibição da Replicação e do Crescimento Microbiano

A disrupção molecular resultante impede que os microrganismos criem os componentes estruturais e as proteínas enzimáticas necessárias para a sua sobrevivência e divisão celular. Esta cascata leva à supressão da população microbiana alvo, sendo este o efeito fisiológico resultante do mecanismo. A redução na população de organismos suscetíveis é o processo que permite a restauração do equilíbrio da população microbiana local no ambiente de aplicação.

Informações sobre dosagem e administração

A utilização da combinação de doses fixas (FDC) de Clindamicina e Clotrimazol está estruturada em diretrizes de administração oficiais e padronizadas, destinadas a um efeito localizado. Este medicamento destina-se estritamente à administração intravaginal e não deve ser utilizado pelas vias oral, dérmica ou oftálmica. O padrão de utilização é definido por um esquema posológico fixo de curta duração, aplicado durante um número específico de noites consecutivas.

Protocolo Oficial de Administração

Princípio de Utilização Requisito Regulamentar
Unidade e Frequência O regime padrão consiste na administração de uma unidade (óvulo ou cápsula) uma vez ao dia.
Duração do Tratamento O tratamento é um ciclo curto e definido, com a duração de 3 ou 7 noites consecutivas, dependendo da rotulagem da formulação específica.
Momento da Aplicação A administração deve ser concluída ao deitar (antes de dormir). Este horário é crucial para garantir que a dose seja retida no local de aplicação durante o tempo necessário.

Contextos Específicos de Utilização

As pacientes são geralmente instruídas a inserir a unidade profundamente na vagina, enquanto permanecem deitadas em posição de recumbência. Durante todo o ciclo de tratamento, a utilização de outros produtos intravaginais, como tampões ou duches, é geralmente desaconselhada. As instruções oficiais definem que a base do produto pode comprometer a integridade de contracetivos de barreira de látex ou borracha, o que exige uma restrição de utilização relacionada. Relativamente à população, a utilização deste tratamento está geralmente estabelecida para mulheres após a menarca. Caso uma dose agendada seja esquecida, a informação regulamentar aconselha a sua aplicação assim que se recorde, mas proíbe estritamente a toma de doses duplas para compensar uma aplicação esquecida.

Evidência clínica recente

Evidência para utilização em Vaginose Mista (Origem Bacteriana e Fúngica)

Este medicamento foi estudado para condições que envolvem a presença simultânea de microrganismos bacterianos e fúngicos, uma situação designada como vaginose mista. A investigação analisou este tratamento de combinação em mulheres adultas que apresentavam desconforto sintomático e receberam um diagnóstico clínico deste desequilíbrio microbiano. Estas investigações envolveram tipicamente estudos prospetivos multicêntricos, o que significa que os investigadores monitorizaram os resultados em grupos de pacientes ao longo de intervalos de tempo definidos. As conclusões descrevem padrões observados nos estudos relacionados com os resultados medidos. A investigação destaca alterações medidas durante o período do estudo, tais como a normalização do estado do pH vaginal e as características observadas do corrimento vaginal. Os estudos monitorizaram a evolução dos sintomas nas populações observadas, e os dados mostram padrões relacionados com o estado sintomático a curto prazo, que foram acompanhados tanto pelos médicos como pelas próprias pacientes. Esta evidência contribui para a compreensão dos padrões de sintomas em condições associadas a episódios agudos ou disruptivos.

Desenho dos Estudos e Resultados Avaliados

A investigação disponível inclui, em grande parte, avaliações de experiência clínica de caráter aberto e não comparativo. Isto significa que o medicamento não foi comparado diretamente com uma substância inativa ou com outros tratamentos existentes no âmbito do mesmo estudo. Os resultados dos estudos analisados focaram-se intensamente nos resultados comunicados pelas pacientes, descrevendo a perceção de desconforto e o mal-estar físico, como ardor e irritação vaginal. Os estudos monitorizaram a evolução dos sintomas nas populações observadas, com foco em critérios de avaliação relacionados com a resolução clínica — significando a ausência de sinais de infeção — que foi geralmente avaliada dentro de um período de acompanhamento definido. Os dados recolhidos fornecem contexto, mas não previsões individuais sobre a resposta das pacientes, uma vez que os resultados dos estudos refletem as condições específicas em que foram realizados.

Acompanhamento a Longo Prazo e Durabilidade da Resposta

A investigação clínica para este medicamento focou-se principalmente na resposta ao tratamento a curto prazo. As durações típicas de acompanhamento foram de curto prazo, com avaliações primárias variando geralmente entre três a sete dias após o início do tratamento. Os dados ainda são emergentes e a certeza permanece baixa em relação a resultados sustentados. Existe informação limitada sobre resultados a longo prazo, o que significa que o quadro completo de como os sintomas se comportam meses após o tratamento e a frequência de recorrência não estão bem caracterizados na principal investigação publicada. A evidência contribui para compreender o estado dos sintomas a curto prazo, mas a monitorização centrou-se no período inicial de curta duração.

Evidência em Populações Específicas de Estudo

A investigação examinou esta combinação principalmente em mulheres adultas sintomáticas que cumpriam critérios diagnósticos específicos para vaginite infeciosa. Os estudos monitorizaram pacientes com idade igual ou superior a 18 anos com condições marcadas por limitações funcionais e períodos de sintomas acentuados. As conclusões descrevem padrões de grupo relacionados com estas populações específicas.

No entanto, os dados para certos grupos permanecem insuficientes. As durações de acompanhamento foram de curto prazo e os estudos não avaliaram extensivamente os resultados em subgrupos específicos, tais como mulheres grávidas, mulheres na pós-menopausa ou pacientes com certas condições médicas crónicas coexistentes. Portanto, os resultados aplicam-se apenas às populações estudadas e a qualidade da evidência varia entre estes grupos potencialmente excluídos.

Lacunas na Investigação e Áreas para Estudos Adicionais

A investigação existente fornece perspetivas sobre alterações a curto prazo. No entanto, permanecem lacunas fundamentais na investigação. A qualidade da evidência varia entre os estudos, com muitos a utilizarem desenhos abertos e não comparativos, o que limita a capacidade de tirar conclusões firmes sobre a certeza das descobertas. Falta evidência comparativa para explorar como esta combinação de dose fixa se compara quando medida em estudos comparativos diretos com tratamentos de ingrediente único ou outras estratégias terapêuticas. Além disso, os resultados a longo prazo não estão totalmente estabelecidos. A investigação está em curso, mas os dados disponíveis para a durabilidade das alterações reportadas e a frequência de recorrência são ainda emergentes.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Vagibact (FAQ)


P: Existem diferentes dosagens ou versões do Vagibact?

A rotulagem oficial indica que o Vagibact está disponível em diferentes formulações, tais como cápsula vaginal ou creme. Estes produtos podem ser apresentados para um ciclo de tratamento de 3 ou 7 dias. A informação oficial do produto descreve estas diferenças de forma e duração, mas não fornece detalhes específicos sobre variações nas dosagens dos princípios ativos entre estes produtos.


P: Posso utilizar o Vagibact se tiver alergia a tipos de medicamentos semelhantes?

Os documentos oficiais listam contraindicações estritas para indivíduos com uma hipersensibilidade conhecida aos princípios ativos do medicamento (clindamicina, lincomicina, clotrimazol) ou a qualquer um dos seus componentes inativos. Caso tenha alergia a medicamentos quimicamente semelhantes a estes, é geralmente recomendada uma consulta profissional para rever este histórico médico antes da utilização.


P: Os homens podem utilizar o Vagibact para alguma condição?

A informação oficial do produto estabelece que o Vagibact é especificamente indicado para utilização em mulheres adultas e pós-menarca para tratar a vaginite infeciosa. Os documentos oficiais não descrevem nem fornecem orientações para a utilização do produto em homens para qualquer condição.


P: O Vagibact contém conservantes ou ingredientes inativos que eu deva conhecer?

A rotulagem oficial do produto deve listar todos os ingredientes, incluindo os excipientes (ingredientes inativos). Os excipientes específicos listados incluem substâncias como o propilenoglicol, o álcool cetostearílico e o álcool benzílico. A informação técnica refere que alguns destes componentes inativos podem, potencialmente, causar reações cutâneas localizadas.


P: Posso utilizar o Vagibact enquanto utilizo também um creme antifúngico tópico?

As orientações recomendam que, geralmente, os pacientes devem evitar utilizar outros produtos vaginais em simultâneo com o Vagibact para garantir a eficácia do tratamento. Se estiver a considerar a utilização conjunta de um creme tópico, sugere-se a consulta de um profissional de saúde para avaliar a utilização concomitante de produtos.


P: O Vagibact é indicado para episódios recorrentes?

A evidência científica sobre a durabilidade da resposta após o tratamento com Vagibact ainda é emergente, existindo informação limitada sobre resultados a longo prazo. A orientação oficial sobre o componente clotrimazol sugere que, se a infeção regressar em menos de dois meses, justifica-se uma revisão médica profissional.


P: É normal notar algum corrimento após utilizar o Vagibact?

Os dados relativos ao componente clindamicina do Vagibact listam uma alteração na cor, quantidade ou odor do corrimento vaginal como um possível efeito secundário. Se notar um corrimento invulgar ou grave, este poderá estar relacionado com o medicamento.


P: O Vagibact pode afetar o meu período ou ciclo?

A informação oficial para o paciente indica que a utilização do medicamento deve, geralmente, continuar sem interrupção mesmo que ocorra o início de um período menstrual durante o tempo de tratamento, para facilitar a conclusão do ciclo completo. Esta condição faz parte do protocolo de administração estabelecido.


P: O Vagibact está disponível sem receita médica ou requer prescrição?

De acordo com a classificação oficial, o Vagibact está classificado como um Medicamento Sujeito a Receita Médica (MSRM). Isto significa que o medicamento requer uma prescrição válida de um profissional de saúde licenciado antes de poder ser dispensado.


P: O Vagibact afeta a utilização de contracetivos hormonais?

Os avisos oficiais relacionados com o componente clindamicina sugerem que os antibióticos podem, potencialmente, reduzir a eficácia de contracetivos hormonais que contenham etinilestradiol (um estrogénio comum em pílulas contracetivas). Isto poderá estar associado a um aumento do risco de gravidez.


P: O Vagibact é seguro para utilizar se eu tiver um DIU?

Fontes técnicas indicam que a ação localizada da maioria dos antibióticos e antifúngicos vaginais geralmente não afeta a funcionalidade de dispositivos intrauterinos (DIU). No entanto, porque existem diferentes tipos de DIU (hormonais ou não hormonais), quaisquer preocupações sobre a utilização simultânea requerem uma revisão médica profissional.


P: Porque é que algumas pessoas têm infeções fúngicas após utilizar o Vagibact?

As listas oficiais de efeitos secundários para o componente clindamicina referem a candidíase vaginal (uma infeção por fungos) como um possível efeito secundário comum. Este é um fenómeno comum que pode ocorrer quando o componente antibiótico altera o equilíbrio microbiano natural da vagina.


P: O que acontece se o Vagibact for engolido acidentalmente?

A orientação de segurança estabelece que o Vagibact se destina estritamente à administração intravaginal e não deve ser engolido. Exige-se que, se este medicamento for ingerido acidentalmente, seja contactado imediatamente um médico ou um centro de informação antivenenos.


P: Sabe-se se o tratamento com Vagibact causa problemas de odor?

Dados oficiais para o componente clindamicina do Vagibact listam um corrimento vaginal com mau odor ou uma alteração no odor do corrimento vaginal como um possível efeito secundário. Isto está registado como uma possibilidade para produtos vaginais com clindamicina.


P: Sabe-se se o Vagibact causa dores de cabeça?

As listas de efeitos secundários para a formulação em creme vaginal dos componentes do medicamento incluem a cefaleia (dor de cabeça) como um possível efeito secundário comum.


P: Qual é o prazo de validade do Vagibact?

As instruções de conservação focam-se em como guardar o medicamento, aconselhando a mantê-lo bem fechado e protegido da luz e humidade. É exigido que não sejam utilizados medicamentos fora do prazo de validade ou expirados, mas geralmente não se especifica uma duração exata de prazo de validade na informação ao paciente.


P: É necessário completar o ciclo completo de Vagibact mesmo que os sintomas melhorem rapidamente?

A informação para o paciente estabelece que o tratamento geralmente não deve ser interrompido mesmo que os sintomas melhorem rapidamente. A conclusão de todo o ciclo de tratamento é necessária para tratar a infeção na totalidade, conforme as instruções de prescrição.


P: O Vagibact tem algum impacto conhecido nos parceiros sexuais?

As orientações oficiais referem que os excipientes oleosos no medicamento podem fragilizar os contracetivos de barreira em látex, impactando a proteção dos parceiros sexuais. Adicionalmente, aborda-se o envolvimento do parceiro e a possibilidade de tratamento externo para gerir a reinfecão.


P: O Vagibact tem algum aviso de "caixa negra" (black box warning)?

A versão sistémica (oral) do componente antibiótico, a clindamicina, possui um Aviso de Advertência (Boxed Warning) relativo ao risco de diarreia associada a Clostridioides difficile (DACD). Este risco grave é também alvo de precaução para a formulação vaginal devido à potencial absorção sistémica, embora mínima.

Como Vagibact deve ser armazenado e descartado?

Como Conservar e Eliminar o Vagibact

O Vagibact (Clindamicina/Clotrimazol, combinação de dose fixa) deve ser conservado de acordo com condições regulamentares específicas para manter a sua estabilidade e eficácia.

Requisitos de Armazenamento

Condição Requisito
Temperatura Conservar a temperatura ambiente controlada (geralmente abaixo de 30°C).
Proteção Manter na embalagem original, bem fechada, e proteger da luz e da humidade elevada.
Proibições O produto não deve ser congelado e deve ser mantido afastado de calor excessivo.
Segurança Guardar o medicamento fora da vista e do alcance de crianças e animais de estimação.

Instruções de Eliminação

Os medicamentos não utilizados ou com o prazo de validade expirado devem ser manuseados de acordo com as diretrizes regulamentares locais. O produto não deve ser eliminado na sanita nem deitado num ralo (águas residuais). Devem ser seguidas as instruções de um profissional de saúde ou das autoridades locais sobre como eliminar o medicamento e quaisquer dispositivos de aplicação utilizados de forma segura.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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