Vagi-C

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Vagi-C

O que é o Vagi-C? — Visão Geral

Propriedade Descrição
Substância Ativa Ácido Ascórbico (administrado via Ascorbato de Sódio)
Forma Comprimido Vaginal (Libertação Prolongada)
Classe Farmacológica Acidificante Vaginal / Modulador do pH
Uso Comum Restauração do equilíbrio da Flora Vaginal
Origem Sal Sintético (Derivado da Vitamina C)

O que é o Vagi-C e qual a sua Classificação Farmacêutica?

O Vagi-C é uma preparação farmacêutica de marca, comercializada tipicamente como um produto de venda livre, que se classifica como um acidificante vaginal e modulador do pH, destinado à aplicação ginecológica local. Esta classificação indica que a sua função principal é a restauração da flora vaginal fisiológica através da correção de um nível de pH vaginal elevado. Estudos farmacológicos reconhecem clinicamente que a administração localizada de Ácido Ascórbico reduz eficazmente o pH vaginal, auxiliando na gestão de desequilíbrios microbianos. A preparação está formulada como uma preparação monocomponente, focando-se estritamente nesta correção do pH.

Composição: Ácido Ascórbico e a Forma de Libertação Prolongada

A substância ativa desta formulação é o composto Ácido Ascórbico (Vitamina C), administrado sob a forma de sal, o Ascorbato de Sódio. O Ascorbato de Sódio é classificado quimicamente como um sal de sódio orgânico do Ácido Ascórbico e é apresentado como um comprimido vaginal concebido para a via de administração vaginal. Uma característica diferenciadora é a sua formulação especializada como um sistema de libertação prolongada. Este design assegura a entrega contínua e gradual do agente acidificante, o que é essencial para manter um ambiente ácido estável por um período alargado.

Objetivo Geral e Princípio do Mecanismo do Vagi-C

O objetivo terapêutico geral da preparação é a restauração localizada do ecossistema vaginal natural quando a alcalinidade ameaça o equilíbrio microbiano. O princípio do mecanismo baseia-se na redução ativa do pH: a libertação constante de Ácido Ascórbico reduz o pH vaginal para o intervalo ácido necessário de aproximadamente 4,0. Esta acidificação favorece o crescimento preferencial da flora de lactobacilos protetora e produtora de ácido e, simultaneamente, inibe a proliferação de bactérias anaeróbias potencialmente problemáticas e sensíveis ao pH. O objetivo é a manutenção da acidez fisiológica, apoiando as funções protetoras naturais deste ambiente.

Quais efeitos secundários são possíveis com Vagi-C?

Segurança e Efeitos Secundários do Vagi-C (Comprimidos Vaginais de Ácido Ascórbico)

Os comprimidos vaginais de ácido ascórbico (Vitamina C), tais como o Vagi-C, são geralmente bem tolerados quando utilizados de acordo com as instruções para auxiliar na restauração do pH vaginal normal. Sendo um agente de ação local, não se preveem efeitos secundários sistémicos. Contudo, tal como sucede com qualquer produto de aplicação vaginal, podem ocorrer reações adversas locais.

Reações Adversas Locais Reportadas Frequentemente

Os efeitos adversos reportados em estudos clínicos e na experiência pós-comercialização são tipicamente ligeiros e de natureza local. Os efeitos observados com maior frequência incluem:

  • Sensação de ardor (intra-vaginal)
  • Prurido (comichão)
  • Irritação

Estes efeitos são, geralmente, raros ou pouco frequentes. Caso a sensação de ardor ou o prurido sejam intensos ou persistentes, recomenda-se a interrupção da utilização e a consulta de um profissional de saúde.

Contraindicações e Avisos de Segurança

Determinadas situações requerem precaução ou contraindicam a utilização deste produto:

  • Hipersensibilidade: O produto não deve ser utilizado por indivíduos com alergia conhecida ou hipersensibilidade ao ácido ascórbico ou a qualquer um dos componentes inativos do produto.
  • Infeções Vaginais por Fungos: A utilização não é geralmente recomendada se houver suspeita ou presença de uma infeção fúngica (como a candidíase). Visto que o comprimido atua através da redução do pH vaginal, esta acidificação pode, potencialmente, favorecer o crescimento de fungos, que proliferam em ambientes ácidos.
  • Gravidez: A evidência clínica e as informações do produto sugerem que o ácido ascórbico vaginal é seguro para utilização durante a gravidez; no entanto, a utilização durante a gestação ou a amamentação deve ser sempre discutida com um profissional de saúde.
  • Comprimidos Partidos: Não utilize comprimidos partidos para prevenir potenciais lesões acidentais durante a inserção.

Incidentes graves relacionados com a utilização do produto devem ser comunicados ao respetivo fabricante e à autoridade de saúde competente.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

O perfil regulamentar oficial do Vagi-C (comprimido vaginal de Ácido Ascórbico) é definido primariamente pela absorção sistémica desprezível da sua substância ativa após a administração vaginal. A documentação regulamentar indica que o risco sistémico de sobredosagem é altamente improvável, estabelecendo uma classificação de gravidade mínima.

Âmbito da sobredosagem

Classificação Detalhes (Conforme as Informações Regulamentares)
Manifestações de sobredosagem documentadas Não se preveem sinais ou sintomas sistémicos específicos de sobredosagem com esta formulação local. O uso excessivo pode aumentar a incidência de reações adversas locais, tais como ardor ou irritação vaginal.
Sistemas fisiológicos afetados Os efeitos limitam-se ao trato urogenital local devido à elevada concentração de ácido. Não existem efeitos sistémicos documentados no contexto regulamentar oficial.
Fatores relacionados com a dose ou exposição O risco de sobredosagem está associado à utilização de quantidades que excedam a dose diária recomendada, podendo resultar em desconforto local.
Notas sobre populações específicas Nenhum documentado na informação regulamentar oficial para este produto específico.

Medidas de resposta em caso de emergência

Declarações Oficiais sobre Sobredosagem
A gestão é oficialmente descrita como tratamento sintomático e de suporte.
Não se conhece nenhum antídoto específico, nem o mesmo é considerado necessário para este tipo de exposição.
É necessária assistência médica se os sintomas piorarem ou persistirem após a utilização de quantidades excessivas.

Ligação ao perfil geral de sobredosagem

O perfil geral reitera que a base regulamentar classifica a sobredosagem sistémica como não aplicável. As instruções oficiais centram-se na abordagem ao desconforto local grave ou persistente resultante do uso excessivo, em vez de intervenções imediatas de suporte de vida.

Usos terapêuticos de Vagi-C

O Vagi-C é utilizado para auxiliar na gestão de condições específicas relacionadas com o ecossistema vaginal. A sua aplicação principal envolve a contribuição para a restauração de um nível de pH vaginal normal, um fator que está associado a situações como a vaginose bacteriana. Ao apoiar um ambiente naturalmente ácido, o Vagi-C ajuda a gerir sintomas associados, incluindo o corrimento invulgar e o odor desagradável.

Esta abordagem é habitualmente utilizada em cenários clínicos que envolvam a vaginose bacteriana recorrente, de forma a apoiar a manutenção de um equilíbrio saudável da microflora após o tratamento inicial. O foco terapêutico baseia-se no alívio dos sintomas e na manutenção de um ambiente apropriado para desfavorecer o reaparecimento do desconforto. Para orientações adicionais sobre estratégias de tratamento e resultados, devem consultar-se informações clínicas especializadas sobre a vaginose bacteriana.


Facto Rápido: Alívio do Odor e do Corrimento

O Vagi-C pode auxiliar na atenuação dos desconfortos causados pelo odor desagradável persistente e pelo corrimento invulgar, ajudando a normalizar o equilíbrio ácido vaginal.

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar o Vagi-C?

A elegibilidade populacional para o Vagi-C (comprimido vaginal de Ácido Ascórbico) é determinada por documentos regulamentares governamentais oficiais, focando-se em contraindicações absolutas, idade e estado reprodutivo. O medicamento destina-se primordialmente a mulheres adultas em idade reprodutiva.


Contraindicações Absolutas

A rotulagem oficial contraindica estritamente a utilização nas seguintes populações:

Grupo Populacional Base da Restrição
Hipersensibilidade Alergia conhecida ao Ácido Ascórbico ou a qualquer um dos excipientes.
Infeção Local Infeção vaginal por fungos (Candidíase) conhecida ou suspeita.

Elegibilidade por Fase da Vida e Condição de Saúde

Categoria Estatuto Regulamentar
Gravidez/Lactação Permitido. A utilização está documentada como segura e sem efeitos prejudiciais conhecidos para a criança.
Uso Pediátrico Não estabelecido. O produto não está rotulado para utilização em crianças ou adolescentes antes da menarca.
Disfunção de Órgãos Sem restrições especificadas para insuficiência renal ou hepática devido à aplicação localizada.

Esta informação descreve a classificação regulamentar oficial de utilizadores elegíveis e não elegíveis; não substitui o aconselhamento clínico ou uma avaliação médica individualizada.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil oficial de interações do Vagi-C (comprimido vaginal de Ácido Ascórbico) limita-se primariamente a efeitos farmacodinâmicos locais. Devido à sua via de administração localizada e à absorção sistémica residual, conforme documentado na informação regulamentar, o Ácido Ascórbico atua como um acidificante vaginal, o que define o seu padrão de interações potenciais.

Interferência Farmacodinâmica Local no pH

A administração concomitante de Vagi-C com outros medicamentos destinados à via vaginal pode resultar numa interação. Este risco deve-se ao efeito de modulação do pH exercido pelo Vagi-C, que mantém um ambiente ácido. A introdução de outros tratamentos vaginais pode sofrer interferências caso a sua estabilidade, dissolução ou eficácia pretendida dependam de um intervalo de pH específico que não seja ácido.

Requisitos de Intervalo na Administração

Para evitar que o ambiente ácido criado pelo Vagi-C comprometa a função de outros medicamentos vaginais sensíveis ao pH administrados em simultâneo, as informações regulamentares especificam uma separação obrigatória de tempo entre as administrações. Esta restrição assegura o pleno efeito terapêutico local de ambos os tratamentos.

Ausência de Interações Sistémicas

Não existem interações medicamentosas sistémicas documentadas na informação de prescrição regulamentar, incluindo aquelas que envolvam vias metabólicas (como as enzimas CYP) ou modificações na exposição ao fármaco (alteração da AUC ou Cmax de outros fármacos). Adicionalmente, não estão documentadas interações com alimentos, álcool, produtos à base de plantas ou suplementos para esta formulação de ação localizada.

Mecanismo de ação

A ação do Vagi-C é inteiramente local, ocorrendo através de uma cascata físico-química e biológica sequencial, destinada a conduzir o ambiente vaginal ao seu estado de acidez fisiológica.

Modulação Físico-Química do pH e Libertação de H^+

A ação primária consiste na modificação físico-química do ambiente local. O princípio ativo, o Ácido Ascórbico, é libertado de forma contínua pelo veículo de libertação prolongada, libertando iões de hidrogénio (H^+) que reduzem imediatamente o pH alcalino elevado em direção ao intervalo ácido fisiologicamente necessário (pH de aproximadamente 4,0). Esta etapa inicial cria o ambiente químico seletivo necessário para a subsequente alteração das populações microbianas.

Promoção Seletiva da Flora e Reequilíbrio do Ecossistema

O pH ácido recentemente estabelecido atua como um potente fator de crescimento seletivo. Este ambiente inibe simultaneamente o desenvolvimento de bactérias anaeróbias oportunistas e sensíveis ao ácido, enquanto promove preferencialmente a colonização e a proliferação da flora de Lactobacilos (tolerantes à acidez). Esta seleção mecânica é crucial para dar início ao mecanismo de feedback endógeno do ecossistema para a manutenção do pH.

Restabelecimento da Produção Endógena de Ácido Láctico

À medida que a população de Lactobacilos se expande devido a esta promoção seletiva, estas bactérias retomam a sua função metabólica natural: a produção biológica de Ácido Láctico. Este processo restabelece a via endógena do Ácido Láctico, o que contribui para a estabilização do ambiente de pH baixo através da formação de uma camada bioquímica.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Vagi-C: Diretrizes Oficiais de Administração

A administração do Vagi-C é definida por um protocolo rigoroso, estritamente não oral, destinado a assegurar a entrega local de Ácido Ascórbico durante a totalidade do ciclo de tratamento estabelecido.


Protocolo de Administração

Entidade Instrução Oficial (Base Regulamentar)
Via de Administração Exclusivamente via vaginal. O comprimido de 250 mg não se destina ao consumo oral e não deve ser ingerido, conforme estipulado nas monografias do produto.
Esquema Posológico Padrão Um (1) comprimido vaginal de 250 mg de Ácido Ascórbico por dia.
Frequência e Horário A administração é efetuada uma vez ao dia, sendo a inserção tipicamente realizada ao deitar, para garantir o conforto da paciente e uma ação local prolongada.
Duração do Tratamento O tratamento padrão envolve um ciclo de seis (6) dias consecutivos. Poderá ser necessária uma utilização mais longa ou cíclica, dependendo das informações de prescrição regulamentares.

Regras de Procedimento e Manuseamento

Para uma administração adequada, o comprimido de libertação controlada de 250 mg deve ser inserido profundamente na vagina. A integridade do comprimido é essencial para o seu funcionamento; por conseguinte, os comprimidos não devem ser esmagados nem partidos intencionalmente.

Caso ocorra o esquecimento de uma dose diária, esta deve ser inserida assim que possível. No entanto, os documentos regulamentares especificam que o limite diário é de um comprimido, e a dose não deve ser duplicada para compensar a aplicação omitida.

Contexto do Protocolo Geral

Este protocolo de administração estruturado define os parâmetros precisos para a utilização do fármaco. A restrição à via vaginal e a frequência fixa de uma vez ao dia são fundamentais para a utilização aprovada do medicamento. Estas instruções regem toda a sequência de seis dias necessária para completar o ciclo terapêutico definido, estabelecendo um método de aplicação padronizado.

Evidência clínica recente

Evidência Científica e Panorama de Estudos sobre o Vagi-C


Evidência na Utilização para o Tratamento da Vaginose Bacteriana (VB)

A investigação que descreve a avaliação clínica dos comprimidos vaginais de Ácido Ascórbico em situações relacionadas com a vaginose bacteriana aguda tem sido reportada em Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECCA) e revisões sistemáticas. Esta investigação foi desenhada para explorar os resultados a curto prazo observados aquando da utilização da formulação. Os estudos focaram-se em populações de mulheres adultas não grávidas com diagnóstico de VB sintomática, tendo os investigadores medido resultados relacionados com o desconforto físico e desequilíbrios sistémicos ou funcionais.

Nestes ensaios, os investigadores analisaram as taxas de cura clínica — uma medida da alteração dos sintomas nas populações estudadas — e monitorizaram variações em biomarcadores importantes, tais como o nível do pH vaginal. Os estudos reportaram padrões de mudança medidos durante o período do estudo, tais como uma deslocação nos níveis de pH vaginal em direção ao intervalo ácido necessário. Os investigadores reportaram também a forma como os sintomas evoluíram nas populações observadas, e as conclusões descrevem padrões observados nos estudos relativamente a mudanças medidas em sintomas como o corrimento e o odor.

Apesar destes resultados, o nível de certeza permanece baixo, particularmente no que toca a resultados sustentados. A duração do acompanhamento foi limitada em muitos estudos, rastreando frequentemente os resultados apenas durante uma a três semanas após a conclusão do tratamento. Isto significa que os dados sobre efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos. Adicionalmente, escasseia a evidência comparativa, uma vez que existe variabilidade nos resultados quando a formulação é estudada face aos tratamentos antibióticos padrão.


Evidência na Utilização para a Prevenção da Vaginose Bacteriana Recorrente

A investigação também explorou a utilização de comprimidos vaginais de Ácido Ascórbico para situações relacionadas com a prevenção da VB recorrente em mulheres que experienciam episódios frequentes. Estes estudos envolveram tipicamente ensaios clínicos de maior duração, focando-se em mulheres que tinham alcançado previamente sucesso no tratamento inicial com antibióticos. A investigação analisou resultados que refletem o funcionamento diário ou o nível de atividade, medindo primariamente a taxa de recorrência de VB ao longo de vários meses.

Os estudos monitorizaram a forma como as pacientes reportaram a sua experiência em intervalos de tempo definidos. A investigação destaca as alterações medidas durante o período do estudo, particularmente no que respeita ao tempo decorrido até ser notado um novo episódio. Os dados descreveram a estabilidade do nível do pH vaginal em mulheres que utilizaram o produto durante períodos de acompanhamento prolongados. Embora alguns estudos tenham avaliado e reportado a diferença nas taxas de recorrência entre a formulação e uma substância inativa (placebo), o nível de certeza permanece baixo devido ao número global de ensaios de longo prazo disponíveis.

A qualidade da evidência varia entre os estudos no que respeita à manutenção a longo prazo. Os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos e existe informação limitada disponível que se estenda além de aproximadamente seis meses, sugerindo que os dados sobre a durabilidade do efeito ainda são emergentes.


Investigação sobre o Vagi-C como Terapia Adjuvante

Os comprimidos vaginais de Ácido Ascórbico foram estudados quanto ao seu potencial de utilização em conjunto ou após um ciclo de tratamento antibiótico padrão para a VB aguda. Estes ECCA de menor dimensão exploraram alterações de sintomas a curto prazo, com os investigadores a analisar se a adição do acidificante vaginal ao protocolo antibiótico influenciava as taxas de cura clínica ou o risco de recorrência.


Incertezas no Panorama Atual da Investigação

A investigação atual contribui para o panorama geral da evidência, mas também destaca áreas onde a compreensão ainda se está a desenvolver. Uma limitação fundamental é a falta de evidência comparativa para muitas comparações diretas com tratamentos estabelecidos, o que dificulta a contextualização total dos resultados.

Além disso, a qualidade da evidência varia entre os estudos e a duração do acompanhamento foi limitada em muitos ensaios primários, especialmente naqueles relacionados com o tratamento agudo. Isto significa que, embora a investigação forneça contexto, o nível de certeza permanece baixo quanto a resultados a longo prazo ou sustentados. Em essência, a investigação oferece uma visão sobre as alterações a curto prazo, mas não apresenta dados conclusivos a longo prazo para todos os cenários clínicos.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Vagi-C (FAQ)


P: O Vagi-C é a mesma coisa que os comprimidos de Vitamina C?

R: O Vagi-C não é habitualmente considerado o mesmo que os comprimidos comuns de Vitamina C por via oral. Embora a sua substância ativa seja o Ácido Ascórbico (Vitamina C), o Vagi-C está formulado como um comprimido vaginal específico de libertação prolongada, destinado apenas a uso local. Os documentos regulamentares indicam explicitamente que o produto não se destina ao consumo por via oral.


P: O Vagi-C é utilizado para tratar a vaginose bacteriana (VB)?

R: De acordo com a documentação regulamentar, o Vagi-C é utilizado para ajudar a reduzir e aliviar os sintomas da vaginose bacteriana (VB). A sua utilização documentada serve para auxiliar na restauração do equilíbrio do pH vaginal.


P: Com que rapidez é que o Vagi-C começa a atuar?

R: A substância ativa, o Ácido Ascórbico, é um acidificante vaginal que inicia a sua ação de correção do pH imediatamente após a inserção. O design de libertação prolongada visa que a substância seja libertada gradualmente ao longo de várias horas, o que ajuda a estabelecer e a manter um nível de pH benéfico.


P: Preciso de terminar o tratamento completo de Vagi-C mesmo que me sinta melhor?

R: Os documentos regulamentares recomendam a conclusão do ciclo de tratamento para assegurar a restauração de um pH fisiológico estável e de uma flora vaginal normal. Se os sintomas persistirem ou piorarem após a conclusão do ciclo recomendado, é geralmente aconselhada a consulta de um profissional de saúde.


P: Quanto tempo dura o efeito do Vagi-C?

R: O comprimido utiliza um sistema especializado de libertação prolongada, concebido para libertar a substância ativa ao longo de várias horas, mantendo a correção do pH até à administração seguinte. A durabilidade do efeito terapêutico após a conclusão do ciclo de tratamento completo pode variar entre indivíduos.


P: O Vagi-C pode ser utilizado para a manutenção geral da saúde vaginal?

R: O ciclo de tratamento padrão destina-se habitualmente a tratar um desequilíbrio ou sintomas atuais. Os documentos regulamentares não rotulam especificamente o produto para uma utilização contínua de bem-estar geral na ausência de um desequilíbrio conhecido.


P: O Vagi-C é recomendado para uso a longo prazo?

R: O ciclo padrão de Vagi-C destina-se tipicamente a uma utilização a curto prazo. Embora o rótulo regulamentar possa permitir uma utilização mais longa ou cíclica com base numa avaliação profissional, a investigação oficial sobre os efeitos contínuos a longo prazo permanece limitada.


P: O Vagi-C pode causar uma infeção por fungos?

R: A informação oficial de segurança indica que o Vagi-C não é geralmente recomendado se já existir suspeita ou presença de uma infeção vaginal por fungos (candidíase). A advertência oficial refere que a ação de redução do pH do produto pode, potencialmente, ser favorável ao crescimento de fungos.


P: Porque é que as fontes oficiais listam populações específicas que devem evitar o Vagi-C?

R: As fontes oficiais listam contraindicações para proteger indivíduos com riscos conhecidos. Estas restrições aplicam-se principalmente a indivíduos com uma hipersensibilidade (alergia) conhecida aos componentes ou a pessoas com suspeita de infeção vaginal por fungos, uma vez que o efeito do produto no pH pode complicar esta última condição.


P: Quais são os motivos mais comuns para a interrupção do uso de Vagi-C?

R: Informação proveniente de estudos clínicos indica que algumas mulheres interromperam o tratamento devido a efeitos secundários locais. Os motivos mais comummente reportados para a interrupção foram reações locais, tais como comichão e uma sensação de ardor ou irritação na área vaginal.


P: O que devo fazer se engolir acidentalmente o Vagi-C?

R: Os avisos regulamentares indicam explicitamente que o produto não deve ser engolido. No caso de uma ingestão acidental, recomenda-se geralmente procurar orientação junto de um Centro de Informação Antivenenos ou de um profissional de saúde, de acordo com as diretrizes oficiais.


P: O uso de Vagi-C afeta a intimidade ou a atividade sexual?

R: A informação regulamentar oficial indica que as relações sexuais podem ser evitadas durante a utilização da medicação. Esta precaução é também indicada para duches vaginais ou para a utilização de outros produtos vaginais durante o período de tratamento, a menos que tenha sido recebida orientação específica de um profissional de saúde.


P: Os documentos oficiais mencionam o uso de Vagi-C com produtos espermicidas?

R: O rótulo regulamentar adverte contra a utilização de Vagi-C com outros produtos vaginais. Uma vez que os espermicidas dependem de um ambiente químico específico para a sua função, o efeito de redução do pH do Vagi-C pode, potencialmente, comprometer a eficácia dos produtos espermicidas.


P: O Vagi-C afeta os resultados do rastreio cervical (teste de Papanicolau)?

R: Embora a monografia do produto não liste uma interação específica, as diretrizes gerais para a citologia cervical recomendam frequentemente evitar o uso de medicamentos vaginais e duches durante, pelo menos, 24 horas antes do teste. Esta recomendação é feita porque estes produtos podem interferir na precisão do exame.


P: O que acontece se a aplicação do Vagi-C for difícil ou parcial?

R: O fabricante aconselha a inserção do comprimido o mais profundamente possível na vagina, de forma confortável. Se o comprimido se partir acidentalmente, os documentos regulamentares indicam que a dose completa, incluindo os fragmentos, deve ser administrada.


P: Como é que o Vagi-C é habitualmente embalado ou vendido?

R: O Vagi-C está disponível comercialmente em tamanhos de embalagem correspondentes à duração padrão do tratamento. É habitualmente vendido em embalagens contendo 6 comprimidos (correspondentes ao ciclo típico) e 12 comprimidos.


P: O Vagi-C tem aprovação da FDA dos EUA ou da EMA da UE?

R: O Vagi-C é comercializado como um medicamento autorizado não sujeito a receita médica em certas jurisdições globais, como na Europa. Está autorizado para a sua utilização rotulada na restauração do equilíbrio da flora vaginal.

Como Vagi-C deve ser armazenado e descartado?

Como conservar e eliminar o Vagi-C

O Vagi-C (comprimidos vaginais de ácido ascórbico) deve ser conservado e manuseado de acordo com os requisitos regulamentares para garantir a estabilidade e a segurança do produto.


Requisitos de Conservação

O produto deve ser conservado à temperatura ambiente, a uma temperatura igual ou inferior a 30°C, e não deve ser utilizado após o prazo de validade impresso na embalagem exterior. Para proteger a substância ativa, os comprimidos devem ser protegidos da luz e guardados num local seco. É obrigatório manter o produto na embalagem original até ao momento da administração.


Segurança e Eliminação

Todos os produtos medicinais, incluindo o Vagi-C, devem ser mantidos fora da vista e do alcance das crianças.

Relativamente à eliminação, os comprimidos de Vagi-C não utilizados ou fora da validade não devem ser deitados no lixo doméstico nem na canalização. Devem ser eliminados de acordo com os requisitos locais para resíduos farmacêuticos, frequentemente através da devolução num ponto de recolha na farmácia.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Vagi-C encontrado em:

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