Ursopol

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Ursopol

Factos Rápidos

Característica Detalhe
Substância Ativa Ácido ursodesoxicólico (AUDC)
Classe Terapêutica Ácido biliar, Agente hepatoprotetor
Principais Utilizações Dissolução de cálculos biliares de colesterol, Colangite Biliar Primária (CBP)

O Ursopol é um medicamento que contém a substância ativa ácido ursodesoxicólico (AUDC), também designado por ursodiol. O AUDC é um ácido biliar que ocorre naturalmente no organismo humano, embora, em condições normais, represente apenas uma pequena fração da reserva total de ácidos biliares. Após a administração oral, o AUDC torna-se um componente principal desta reserva biliar, deslocando ácidos biliares hidrofóbicos mais tóxicos que podem danificar as células do fígado (hepatócitos e colangiócitos) em doenças hepáticas colestáticas.

O ácido ursodesoxicólico atua através de diversos mecanismos. Ajuda a dissolver cálculos biliares de colesterol ao reduzir a quantidade de colesterol secretada na bílis e ao inibir a sua absorção nos intestinos. Esta ação diminui a saturação de colesterol na bílis, permitindo que os cálculos de colesterol se dissolvam de forma gradual.

No contexto de doenças do fígado, como a Colangite Biliar Primária (CBP), o AUDC proporciona um efeito citoprotetor às células hepáticas. Ao aumentar a proporção de ácidos biliares hidrofílicos, ajuda a proteger contra lesões causadas pela acumulação de ácidos biliares tóxicos, melhora o fluxo biliar e pode retardar a progressão dos danos no fígado. É um tratamento estabelecido para a CBP, uma doença hepática autoimune crónica.

Quais efeitos secundários são possíveis com Ursopol?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

Esta secção descreve as reações adversas e as informações de segurança oficialmente documentadas para o Ursopol (ursodiol), conforme registado nos documentos regulamentares. Estas informações não substituem o aconselhamento médico profissional nem constituem instruções de utilização.


Reações Adversas Classificadas por Frequência

Os efeitos secundários documentados com maior frequência são categorizados de acordo com a sua incidência em estudos clínicos e relatórios de pós-comercialização:

As reações comuns, que afetam entre 1% a 10% dos utilizadores, incluem distúrbios gastrointestinais, como diarreia e dor abdominal, bem como dores de cabeça (cefaleias). Foram também documentadas reações adversas pouco frequentes e raras, que incluem reações alérgicas e obstrução intestinal.


Grupos de Segurança por Sistema de Órgãos

As reações adversas estão organizadas oficialmente pelo sistema corporal afetado, o que inclui distúrbios do sistema gastrointestinal, da pele e do tecido subcutâneo (como urticária ou erupções cutâneas) e distúrbios hepatobiliares, que afetam o fígado e as vias biliares.


Restrições de Segurança e Monitorização

Os documentos regulamentares definem condições específicas nas quais o medicamento não deve ser utilizado, conhecidas como contraindicações. A utilização está restringida a indivíduos com hipersensibilidade conhecida (alergia) ao ursodiol e a doentes com obstrução total do ducto biliar.

A medida de segurança mais significativa envolve a monitorização obrigatória: devem ser realizados testes de função hepática, incluindo GGT, fosfatase alcalina, AST e ALT, de forma programada — por exemplo, mensalmente durante os primeiros três meses de tratamento — para detetar uma eventual deterioração da saúde do fígado. O risco de bloqueio intestinal (enterólitos ou bezoares) foi documentado em casos raros, particularmente em doentes com condições intestinais preexistentes que os tornem suscetíveis.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

O perfil regulamentar oficial para a sobredosagem de Ursopol (ácido ursodesoxicólico) está estritamente definido pelos seus efeitos no sistema gastrointestinal, resultantes da ação osmótica de uma concentração excessiva de ácido biliar no cólon. A manifestação clínica mais provável de uma sobredosagem aguda grave é a diarreia, caracterizada por fezes frequentes e moles.

Manifestações Documentadas e Riscos Associados

Os principais sintomas documentados nas informações de prescrição regulamentares são diarreia grave e fezes pastosas. A principal complicação grave associada a estas manifestações gastrointestinais é o potencial para uma perda significativa de fluidos e eletrólitos, o que acarreta um risco distinto de desenvolver desidratação. Os documentos regulamentares afirmam consistentemente que não se conhece nenhum antídoto específico para a sobredosagem de ácido ursodesoxicólico, sendo necessário focar a abordagem em cuidados de suporte.

Ações Imediatas e Orientação

Para a gestão de uma suspeita de sobredosagem, é necessária atenção médica imediata ou o contacto com um centro de informação antivenenos regional. Os cuidados médicos urgentes são especificamente necessários para tratar a diarreia persistente e grave e para facilitar a correção clínica dos desequilíbrios de fluidos e eletrólitos que possam resultar. Se ocorrer diarreia durante a exposição, as orientações oficiais indicam que a dose deve ser reduzida. Além disso, a terapia medicamentosa deve ser interrompida se a diarreia se tornar persistente. O curso de ação obrigatório é o tratamento sintomático e de suporte. Não estão explicitamente documentadas na rotulagem oficial considerações específicas baseadas na população relativas ao aumento da gravidade da sobredosagem em grupos como a pediatria ou indivíduos com compromisso orgânico existente.

Usos terapêuticos de Ursopol

O que o Ursopol trata: principais utilizações e benefícios

O Ursopol é habitualmente aplicado em áreas terapêuticas relacionadas com o fluxo biliar, podendo auxiliar na gestão de manifestações relacionadas com cálculos biliares e sintomas associados. Pode oferecer um alívio de suporte em condições crónicas que afetam o fígado e as vias biliares. O medicamento é considerado relevante para o acompanhamento de condições específicas do fígado e da vesícula biliar.

As utilizações principais podem envolver o auxílio no processo de dissolução de pequenos cálculos biliares de colesterol não calcificados, contribuindo para a gestão do risco de formação de cálculos durante períodos de perda de peso rápida (por exemplo, após procedimentos bariátricos), sendo também relevante para proporcionar alívio de suporte na Colangite Biliar Primária (CBP).

Nestas condições, o Ursopol pode ser aplicado para ajudar a abordar o desconforto acentuado, incluindo a comichão (prurido), associado à alteração do fluxo biliar. Isto pode proporcionar um alívio de suporte que ajuda os doentes a lidar de forma mais estável com episódios difíceis e contribui para um maior conforto durante os períodos sintomáticos.

Facto Rápido: Alívio para a Comichão Relacionada com a Bílis

O medicamento contribui para atenuar a carga global dos sintomas e pode auxiliar na manutenção da estabilidade funcional, apoiando o bem-estar geral durante as fases sintomáticas.

Critérios de utilização e restrições

A elegibilidade para a utilização de Ursopol (ácido ursodesoxicólico/AUDC) é rigorosamente definida por documentos regulamentares, que especificam as populações de doentes para as quais o uso é permitido, condicionado ou absolutamente proibido.

Populações com Contraindicações (Não deve utilizar)

A utilização está contraindicada em doentes com hipersensibilidade conhecida aos ácidos biliares ou a qualquer um dos excipientes da formulação. Aplicam-se também proibições absolutas em condições específicas do trato biliar, incluindo a presença de cálculos biliares calcificados radiopacos, inflamação aguda da vesícula biliar, oclusão total do trato biliar e situações de vesícula biliar não funcionante.

Uso Restrito e Elegibilidade por Idade

Restrições de Idade: O medicamento está estabelecido para utilização em adultos, tanto para a Colangite Biliar Primária (CBP) como para a dissolução de cálculos biliares. Contudo, em doentes pediátricos, o uso apenas está oficialmente estabelecido para distúrbios hepáticos específicos associados à fibrose quística, em crianças e jovens dos 6 aos 18 anos, em determinadas regiões; caso contrário, a utilização na população pediátrica geral não está, habitualmente, estabelecida.

Uso Condicional: As mulheres em idade fértil que tomem o medicamento para a dissolução de cálculos biliares devem utilizar métodos de contraceção não hormonal eficazes.

Etapas da Vida: As orientações regulamentares variam, mas a utilização geralmente não é recomendada ou deve ser feita com precaução durante a gravidez e a amamentação, devido aos dados de segurança limitados.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Perfil Oficial de Interações do Ursopol (Ácido Ursodesoxicólico)

O perfil documentado de interações para o Ursopol está estruturado em dois tipos fundamentais: as que reduzem a sua absorção pelo organismo (interações farmacocinéticas) e as que se opõem à sua ação pretendida (contra-ações farmacodinâmicas). De acordo com a rotulagem regulamentar oficial, nenhuma combinação de medicamentos é formalmente classificada como contraindicada.

Tipo de Interação Categorias de Produtos e Exemplos Declaração Regulamentar Oficial
Redução da Absorção Sequestradores de Ácidos Biliares: Colestiramina, Colestipol. Antiácidos à base de Alumínio: Hidróxido de Alumínio. Estes agentes interferem com o Ursopol ao reduzir a sua absorção gastrointestinal, o que pode diminuir a sua exposição global no organismo.
Oposição à Eficácia Medicamentos Modificadores de Lípidos: Estrogénios, Contracetivos Orais, Clofibrato. Estas substâncias podem contrariar a eficácia do Ursopol ao aumentar a secreção de colesterol na bílis, favorecendo assim a formação de cálculos biliares.

Limitações Relacionadas com Interações

As interações listadas acima envolvem substâncias que podem comprometer a ação do Ursopol. Embora o mecanismo de redução da absorção esteja descrito, as informações regulamentares oficiais não estabelecem explicitamente um requisito de separação temporal específico (por exemplo, "deve ser tomado com um intervalo de X horas") para antiácidos ou sequestradores de ácidos biliares.

Além disso, o rótulo não documenta instâncias em que o Ursopol atue como inibidor ou indutor das enzimas do Citocromo P450 ou de transportadores de fármacos que pudessem afetar significativamente os níveis plasmáticos de outros medicamentos administrados em simultâneo.

Mecanismo de ação

Como o Ursopol Atua

O Ursopol (Ácido Ursodesoxicólico, AUDC) exerce os seus efeitos fisiológicos através de múltiplas ações interligadas, focadas na modulação da composição hepatobiliar e na inibição das vias de lesão celular.


Citoproteção e Defesa Celular

Este mecanismo envolve o AUDC, um ácido biliar hidrofílico, que atua na redução das lesões nas células do fígado (hepatócitos e colangiócitos) resultantes dos danos, semelhantes aos de um detergente, provocados pelos ácidos biliares hidrofóbicos tóxicos. Isto é alcançado através da estabilização física das membranas mitocondriais e plasmáticas e pela inibição da cascata de sinalização que conduz à morte celular programada (apoptose). Esta ação caracteriza-se mecanisticamente pela estabilização das membranas celulares e pela inibição da apoptose.


Modulação da Composição Biliar

Este mecanismo central envolve a transformação do AUDC no ácido biliar predominante na circulação entero-hepática, deslocando ativamente os ácidos biliares mais tóxicos e reduzindo a secreção de colesterol pelo fígado. Esta alteração fundamental modifica o ambiente físico-químico, resultando numa diminuição do índice de saturação biliar do colesterol e aumentando a quantidade de colesterol que pode ser mantida em solução.


Ação Colerética e Regulação do Transporte

O AUDC aumenta o fluxo da bílis (colerese) ao estimular a secreção de bicarbonato e água pelas células hepáticas. Este processo envolve a regulação funcional positiva de proteínas de transporte canaliculares fundamentais, como o permutador aniónico cloreto-bicarbonato (AE2). Esta ação facilita um fluxo biliar mais rápido e menos tóxico, aumentando a taxa de transporte de solutos para fora do fígado.

Informações sobre dosagem e administração

Diretrizes Oficiais de Administração

O Ursopol, que contém ácido ursodesoxicólico, é administrado exclusivamente por via oral, através de cápsulas, comprimidos (por exemplo, de 250 mg ou 500 mg ranhurados) ou suspensão oral. O protocolo oficial de utilização é definido pelo peso do doente, por requisitos específicos de horário e pela duração do tratamento.


Dosagem Padrão e Frequência

A dose diária é calculada com base na patologia e no peso do doente. O regime padrão para a Colangite Biliar Primária (CBP) é habitualmente calculado entre 13 a 15 mg/kg de peso corporal por dia. Para a dissolução de cálculos biliares, a dose indicada varia entre 8 a 12 mg/kg por dia. A dosagem para a prevenção de cálculos biliares durante períodos de perda de peso rápida é, geralmente, fixada em 300 mg tomados duas vezes ao dia.

A dose diária total é, na maioria das vezes, administrada em duas a quatro doses divididas, juntamente com as refeições. Algumas orientações regulamentares permitem a consolidação da dose total numa única administração à noite, após um período inicial. Para doentes pediátricos (por exemplo, aqueles com doenças hepáticas associadas à fibrose quística), a dose baseia-se no peso, iniciando-se geralmente nos 20 mg/kg por dia.


Momento da Toma e Condições de Procedimento

A administração é geralmente instruída para ocorrer com as refeições ou alimentos, de modo a alinhar-se com as especificações do rótulo. A utilização correta exige que outros medicamentos sejam tomados num horário separado; os sequestradores de ácidos biliares (como a colestiramina) e os antiácidos que contenham alumínio devem ser tomados pelo menos duas horas antes ou depois do medicamento para evitar interferências.

O tratamento para a CBP é habitualmente considerado crónico e de longo prazo. Para a dissolução de cálculos biliares, é necessário um curso definido de 6 meses até 2 anos, continuando por um período mínimo de três meses após o desaparecimento completo dos cálculos para garantir a conclusão terapêutica.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Panorama de Estudos sobre o Ursopol

Evidência em Estudos sobre Colangite Biliar Primária (CBP)

A investigação sobre o Ursopol na Colangite Biliar Primária (CBP) — uma condição caracterizada por limitações funcionais e desequilíbrio sistémico — foi realizada através de uma variedade de estudos. Estes incluem ensaios clínicos controlados e aleatorizados (ECA), revisões sistemáticas e estudos de coorte observacionais de muito longo prazo. A investigação examinou os principais resultados clínicos, tais como a necessidade de transplante hepático ou a mortalidade, bem como marcadores bioquímicos alternativos, como os níveis séricos de fosfatase alcalina (FA) e de bilirrubina total. Os estudos também exploraram a evolução dos sintomas nas populações observadas, focando-se em resultados reportados pelos próprios doentes sobre o desconforto percebido.

Os resultados descrevem padrões observados nos estudos relacionados com os marcadores bioquímicos. A investigação destaca as medições registadas durante o período do estudo, com os dados a documentarem consistentemente que as medições de FA e de bilirrubina foram reduzidas na maioria dos indivíduos tratados. Análises subsequentes de dados observacionais em larga escala descrevem uma associação com períodos de sobrevida livre de transplante mais longos em doentes que cumpriram critérios bioquímicos predefinidos após um ano. Os estudos que descrevem a evolução dos sintomas através de medições de prurido reportadas pelos doentes apresentaram resultados mistos.

Evidência na Dissolução de Cálculos Biliares de Colesterol

O panorama da investigação do Ursopol na gestão de cálculos biliares baseia-se principalmente em ensaios clínicos aleatorizados e estudos de coorte. Estes estudos foram desenhados para avaliar o medicamento na eliminação de tipos específicos de cálculos biliares. A investigação examinou o resultado relacionado com o tamanho e a composição dos cálculos, baseando-se em parâmetros de imagem, como a ecografia, para confirmar a sua eliminação. Os estudos focaram-se especificamente em adultos que apresentavam cálculos pequenos, radiolúcidos (não calcificados) e uma vesícula biliar funcionante.

Os resultados destes ensaios descrevem as observações relacionadas com a eliminação de cálculos biliares num subgrupo de doentes. A investigação sublinha que a observação dependia fortemente das características dos cálculos do doente; os resultados aplicam-se apenas às populações estudadas. Os estudos também relataram que a eliminação, quando observada, exigiu frequentemente períodos de tratamento prolongados.

Compreender as Lacunas e Limitações da Investigação

Uma limitação significativa é a constatação de que uma percentagem substancial de doentes com CBP é categorizada como não respondedora do ponto de vista bioquímico, e os resultados de estudos de longo prazo para este grupo específico não estão totalmente caracterizados. Relativamente aos cálculos biliares, uma lacuna fundamental da investigação é a elevada taxa de recorrência de cálculos documentada em estudos de acompanhamento pós-tratamento, a par do facto de os resultados se aplicarem apenas a doentes com cálculos pequenos e não calcificados. A investigação fornece contexto, mas não previsões individuais, e a evidência destaca o que é conhecido — e o que permanece incerto.

Perguntas frequentes (FAQ)

Questões frequentes sobre o Ursopol (FAQ)


P: Quanto tempo demora o Ursopol a fazer efeito?

As informações oficiais provenientes de fontes regulamentares indicam que a substância ativa do Ursopol atinge uma concentração estável no pool de ácidos biliares do organismo em cerca de três semanas. No entanto, o tempo necessário para observar o benefício total do tratamento é geralmente longo. Por exemplo, condições como a dissolução de cálculos biliares podem exigir seis meses ou mais de utilização contínua.

P: Existem alimentos ou bebidas que interajam com o Ursopol?

O Ursopol é descrito nos documentos regulamentares como tendo a condição de utilização de ser tomado com alimentos. Os documentos oficiais focam o perfil de interações noutros fármacos e não listam especificamente interações formais com alimentos comuns ou bebidas não alcoólicas.

P: Porque é que o Ursopol é por vezes prescrito para condições fora do uso principal listado?

As informações oficiais do produto listam várias indicações para as quais o medicamento tem um uso estabelecido. Estas incluem o tratamento da Colangite Biliar Primária (CBP) e a dissolução de certos tipos de cálculos biliares. Em algumas regiões, o seu uso também está estabelecido para doenças hepáticas específicas associadas à fibrose quística em crianças.

P: O Ursopol pode interagir com suplementos de ervas ou vitaminas?

As informações oficiais de aconselhamento ao doente descrevem a necessidade de um profissional de saúde ser informado sobre todas as substâncias coadministradas. Isto inclui medicamentos com e sem receita médica, vitaminas, minerais, produtos à base de plantas e outros suplementos.

P: O Ursopol interage com analgésicos comuns, como o ibuprofeno?

O perfil formal de interações lista classes específicas de fármacos que podem afetar o modo como o Ursopol funciona ou é absorvido. Embora os analgésicos comuns de venda livre não estejam especificamente listados, a informação regulamentar destaca a importância de discutir com um profissional de saúde todos os medicamentos de venda livre (OTC) coadministrados.

P: O Ursopol pode ser tomado com outros medicamentos de prescrição para problemas comuns?

As orientações regulamentares sublinham a importância da revisão por um médico de todos os medicamentos de prescrição coadministrados. O fármaco não está documentado como afetando significativamente os níveis plasmáticos de outros medicamentos através da influência nos sistemas enzimáticos comuns P450. No entanto, certos fármacos podem ainda exigir separação de tomas ou monitorização.

P: O Ursopol tem um potencial elevado de interações medicamentosas?

Os documentos regulamentares listam apenas um número limitado de classes específicas de fármacos que podem reduzir a absorção do medicamento ou contrariar os seus efeitos pretendidos. Os rótulos oficiais afirmam que nenhuma combinação fármaco-fármaco é formalmente classificada como contraindicada, sugerindo um conjunto limitado de interações conhecidas.

P: O Ursopol pode ser esmagado ou dividido?

Algumas formas farmacêuticas são fabricadas como comprimidos ranhurados, os quais a informação oficial confirma que podem ser divididos ao meio. No entanto, as orientações regulamentares referem que as formas em cápsula geralmente transportam a instrução de não serem esmagadas, mastigadas ou abertas.

P: Existe uma versão genérica disponível?

Sim. As listagens regulamentares de medicamentos confirmam que a substância ativa, o ácido ursodesoxicólico — também conhecido como ursodiol — está amplamente disponível em forma genérica sob vários nomes comerciais.

P: O Ursopol afeta a capacidade de conduzir ou utilizar máquinas?

Os dados oficiais de reações adversas listam potenciais efeitos secundários, tais como cefaleias (dores de cabeça) e tonturas. Os documentos regulamentares observam que estes potenciais efeitos secundários podem afetar a capacidade de realizar tarefas que exijam concentração, como conduzir ou operar maquinaria.

P: É comum sentir cansaço ao iniciar o Ursopol?

Os documentos regulamentares listam a fadiga e o mal-estar como reações adversas notificadas na experiência clínica. A fadiga refere-se a sentir-se muito cansado, e o mal-estar é uma sensação geral de desconforto. Os relatórios regulamentares indicam que a presença de tais sintomas justifica uma discussão com um profissional de saúde.

P: O Ursopol pode causar ganho ou perda de peso?

Os dados regulamentares de reações adversas listam o ganho ou perda de peso invulgar como uma reação adversa documentada, notificada durante a experiência pós-comercialização. A informação oficial não especifica a taxa de incidência para estes efeitos.

P: Existem avisos especiais para idosos que tomam Ursopol?

Os dados regulamentares relatam que uma análise de subgrupos de doentes com mais de 65 anos em estudos clínicos não identificou diferenças na segurança e eficácia em comparação com doentes mais jovens. No entanto, não se pode excluir completamente uma maior sensibilidade individual nos idosos.

P: O Ursopol afeta os padrões de sono?

Os relatórios oficiais de reações adversas listam a dificuldade em dormir (insónia) como um potencial efeito documentado. Este sintoma é referido nos dados regulamentares, embora a sua frequência seja classificada como desconhecida.

P: Existem restrições documentadas para pessoas com problemas renais que utilizam Ursopol?

Os dados farmacocinéticos indicam que o fármaco é eliminado principalmente através das fezes, sendo a eliminação renal (rins) apenas uma via menor. No entanto, a monitorização de segurança inclui a verificação de sintomas urinários ou relacionados com os rins como parte dos relatórios de reações adversas.

P: Como é que o Ursopol é eliminado do corpo?

Os dados farmacocinéticos oficiais explicam que o fármaco é eliminado principalmente nas fezes. Apenas uma quantidade muito pequena, tipicamente inferior a 1%, é excretada através da urina, exceto na presença de doença hepática colestática grave.

P: Quanto tempo permanece o Ursopol no sistema após interromper o tratamento?

Os dados farmacocinéticos regulamentares fornecem uma estimativa para a semivida de eliminação da substância ativa. Esta semivida estimada varia entre 3,5 e 5,8 dias.

P: Posso parar de tomar Ursopol subitamente?

A linguagem regulamentar relativa à duração do tratamento fornece um contexto importante, especialmente para a dissolução de cálculos biliares. Notas oficiais afirmam que interromper o tratamento demasiado cedo pode levar a que os cálculos não se dissolvam totalmente ou que voltem a ocorrer.

P: O que acontece se tomar mais Ursopol do que a quantidade indicada pelo médico?

De acordo com o rótulo de segurança regulamentar, não houve relatos de sobredosagem acidental ou intencional com o fármaco em seres humanos. A informação de segurança regista este facto, mas não fornece instruções relativas ao consumo excessivo.

P: Existem interações conhecidas entre o Ursopol e a cafeína?

As informações oficiais de aconselhamento ao doente destacam a necessidade de discussão com um profissional de saúde relativamente a todas as substâncias coadministradas, incluindo suplementos. Uma vez que a cafeína é frequentemente consumida como suplemento, deve ser revista juntamente com todas as outras substâncias coadministradas.

Como Ursopol deve ser armazenado e descartado?

Como Conservar e Eliminar o Ursopol (Ursodiol)

Os produtos de ursodiol devem ser conservados a uma temperatura ambiente controlada, definida entre os 20 °C e os 25 °C. O medicamento deve ser mantido num recipiente hermeticamente fechado e resistente à luz, sendo protegido do calor excessivo e da humidade para garantir a manutenção da sua estabilidade.

Manuseamento e Segurança Infantil

  • Manter o medicamento fora da vista e do alcance das crianças.
  • Se os comprimidos ranhurados forem divididos, a metade do comprimido deve ser utilizada ou eliminada num prazo de 28 dias, conforme especificado nas informações regulamentares.

Requisitos de Eliminação

  • A eliminação de Ursopol não utilizado ou fora do prazo de validade deve seguir as regulamentações locais e nacionais.
  • Segundo as orientações oficiais, o produto não deve ser deitado na sanita nem eliminado no lixo doméstico, de forma a prevenir a contaminação ambiental.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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