Ursomax

Links rápidos para seções importantes

Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Ursomax

O que é o Ursomax?

O Ursomax é um medicamento que contém a substância ativa ácido ursodesoxicólico. Esta substância é um ácido biliar natural que se encontra em pequenas quantidades na bílis humana. O medicamento é utilizado principalmente para tratar condições em que o fígado e o sistema biliar são afetados, auxiliando na regulação da composição da bílis e na proteção das células hepáticas.

O ácido ursodesoxicólico atua através da redução da quantidade de colesterol libertada pelo fígado para a bílis e da dissolução gradual de cálculos biliares de colesterol. Além disso, em doenças hepáticas crónicas, ajuda a melhorar o fluxo biliar e a proteger o fígado contra os efeitos prejudiciais de outros ácidos biliares mais tóxicos que se podem acumular em situações de colestase.

Este medicamento é habitualmente indicado para a dissolução de cálculos biliares de colesterol em doentes que não pretendem ou não podem ser submetidos a cirurgia, e para o tratamento da cirrose biliar primária (CBP), uma condição em que as vias biliares no fígado são progressivamente danificadas.

Quais efeitos secundários são possíveis com Ursomax?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

O perfil de segurança do Ácido Ursodesoxicólico (Ursomax) está formalmente estruturado em documentos regulamentares, delineando as reações adversas com base na sua frequência e no sistema fisiológico afetado.

Reações Adversas Oficialmente Documentadas

Os efeitos secundários são categorizados pelo sistema corporal afetado, com a maioria a enquadrar-se nas Doenças Gastrointestinais.

Classificação Reação Adversa Sistema Corporal (SOC)
Frequentes (1 a 10 em 100 utilizadores) Diarreia, Fezes pastosas Gastrointestinal
Pouco frequentes (1 a 10 em 1.000 utilizadores) Náuseas, Vómitos, Níveis elevados de enzimas hepáticas Gastrointestinal, Hepatobiliar
Muito raros (menos de 1 em 10.000 utilizadores) Calcificação de cálculos biliares, Urticária Hepatobiliar, Pele

Considerações de Segurança Graves

O perfil regulamentar documenta reações adversas muito raras, mas clinicamente significativas. Para doentes com Colangite Biliar Primária (CBP) avançada, foi observada a possibilidade de descompensação hepática (agravamento da função hepática). Este efeito é mais provável no início do tratamento ou durante o aumento da dose e pode reverter parcialmente após a interrupção do medicamento.

Restrições de Segurança (Contraindicações)

O Ácido Ursodesoxicólico não deve ser utilizado em indivíduos com condições pré-existentes específicas, conforme definido na rotulagem oficial. Estas contraindicações incluem inflamação aguda da vesícula biliar ou do trato biliar, oclusão completa do trato biliar (por exemplo, obstrução do ducto biliar comum) e a presença de cálculos biliares radiopacos calcificados.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

As informações abaixo resumem as descrições oficialmente documentadas de sobredosagem de Ácido Ursodesoxicólico (Ursomax) e as ações de emergência determinadas pelas autoridades regulamentares.

Manifestações Documentadas e Classificação de Risco

Os documentos regulamentares oficiais indicam que a manifestação primária de uma sobredosagem grave é a diarreia. Isto deve-se ao mecanismo pelo qual a absorção do Ácido Ursodesoxicólico diminui à medida que a dose aumenta, o que limita o potencial para outros sintomas. Devido a este fator, a base regulamentar para este medicamento classifica a ocorrência de efeitos adversos graves como improvável após uma sobredosagem.

Não existe um antídoto específico documentado para a sobredosagem de Ácido Ursodesoxicólico; por conseguinte, o tratamento deve ser sintomático e de suporte.

Ações de Emergência Necessárias

É obrigatória assistência médica imediata em caso de suspeita de sobredosagem. As orientações regulamentares exigem que os indivíduos contactem imediatamente um profissional de saúde, um serviço de urgência hospitalar ou o Centro de Informação Antivenenos.

Se o indivíduo desenvolver sintomas graves com risco de vida, tais como colapso, convulsões, dificuldade em respirar ou incapacidade de despertar, é necessário o contacto imediato com os serviços de emergência.

Os procedimentos de abordagem clínica descritos na rotulagem oficial incluem a utilização de resinas de troca iónica para ligar os ácidos biliares no intestino, e determinam que a função hepática deve ser monitorizada através de análises ao sangue durante o período de observação.

Usos terapêuticos de Ursomax

Para que é utilizado o Ursomax: principais utilizações e benefícios

O Ursomax é aplicado em áreas onde pode ser necessário um apoio sintomático adicional para manifestações que interferem com o funcionamento diário. A substância ativa é relevante em contextos que envolvem uma carga sistémica acrescida, tais como condições crónicas e agudas específicas, incluindo a colangite biliar primária e a dissolução de cálculos biliares. Este medicamento é habitualmente utilizado em patologias que apresentam manifestações episódicas ou flutuantes, ou naquelas marcadas por um aumento do stress fisiológico. Ajuda a abordar agrupamentos de sintomas que podem tornar-se intensos ou disruptivos, e pode auxiliar na manutenção da estabilidade funcional durante períodos de sintomas acentuados.

O medicamento é considerado relevante em contextos clínicos que envolvam padrões de sintomas agudos ou instáveis. O Ursomax é pertinente quando os sintomas se tornam temporariamente desgastantes, podendo proporcionar um alívio de suporte quando estes interferem com as atividades rotineiras.

Facto Rápido: Relevante para a Gestão de Agrupamentos de Sintomas

Critérios de utilização e restrições

Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar Ursomax?

O perfil oficial de elegibilidade para o Ursomax (Ácido Ursodesoxicólico/Ursodiol) é rigorosamente definido pelas autoridades regulamentares e centra-se na doença subjacente do doente, na função hepática e no estado do trato biliar.

Populações para as quais a utilização é permitida (Conforme o Rótulo)

Classificação Regra de Elegibilidade
Adultos Aprovado para indivíduos com Colangite Biliar Primária (CBP) e para a dissolução de pequenos cálculos biliares de colesterol, radiotransparentes e não calcificados.
Pediátricos Aprovado para crianças e jovens dos 6 aos 18 anos, exclusivamente para distúrbios hepatobiliares associados à fibrose quística.

Populações para as quais o uso é Contraindicado (Não Elegibilidade Absoluta)

A utilização de Ursomax é proibida em doentes com:

  • Hipersensibilidade conhecida aos ácidos biliares ou a qualquer componente da formulação.
  • Oclusão completa do trato biliar ou inflamação aguda da vesícula biliar.
  • Cálculos biliares calcificados radiopacos ou comprometimento grave da contractilidade da vesícula biliar.
  • Úlceras pépticas ativas ou doenças inflamatórias do intestino delgado ou do cólon.

Utilização Restrita e Condicional

O uso não é recomendado em doentes com cirrose descompensada (CBP avançada com sintomas como ascite ou hemorragia por varizes). Além disso, o medicamento não deve ser utilizado durante a gravidez e as mulheres com potencial para engravidar devem utilizar um método contracetivo fiável durante todo o período da terapia.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil regulamentar oficial do Ácido Ursodesoxicólico (Ursomax) define as interações com base em duas categorias primárias: aquelas que interferem com a sua eficácia e aquelas que alteram a exposição sistémica de medicamentos administrados em simultâneo.

Interações que Afetam a Eficácia do Ursomax

A administração conjunta é formalmente restringida com certas substâncias quando o Ursomax é utilizado para a dissolução de cálculos biliares. Esta restrição aplica-se a Hormonas Estrogénicas, incluindo contracetivos orais hormonais, e a fármacos hipolipidemiantes como o Clofibrato (um fibrato). Estas substâncias estão oficialmente referenciadas por aumentarem a secreção hepática de colesterol, o que contraria diretamente o efeito anticolesterol do Ursomax.

Interações que Requerem Intervalo na Administração

Certos produtos medicinais interferem com a absorção do Ursomax, o que reduz a sua eficácia global. Isto inclui Sequestrantes dos Ácidos Biliares (por exemplo, colestiramina e colestipol) e Antiácidos à Base de Alumínio. Para evitar esta redução na absorção, as orientações regulamentares indicam que estes agentes devem ser tomados pelo menos 2 horas antes ou 2 horas depois do Ursomax.

Alterações na Exposição de Medicamentos Coadministrados

O Ursomax altera a absorção e os níveis sistémicos de outros medicamentos específicos. Está documentado que aumenta a absorção intestinal e as concentrações plasmáticas subsequentes da Ciclosporina, o que requer monitorização terapêutica. Inversamente, demonstrou-se que o Ursomax reduz a concentração plasmática máxima e a exposição total (AUC) de medicamentos como o antagonista do cálcio Nitrendipina. Foi também reportada uma redução do efeito terapêutico com a Ciprofloxacina e a Dapsona.

Mecanismo de ação

Como funciona o Ursomax

O Ursomax, que é o ácido ursodesoxicólico (AUDC), é um ácido biliar hidrofílico que é absorvido no intestino delgado e se acumula seletivamente na circulação hepática, tornando-se uma fração importante do pool total de ácidos biliares.

O seu mecanismo envolve vários alvos. O AUDC atua como um agente de deslocamento competitivo, aumentando a proporção de ácidos biliares hidrofílicos em relação aos hidrofóbicos no pool de ácidos biliares, modulando assim as propriedades físico-químicas da bílis. Esta alteração reduz a toxicidade celular dos ácidos biliares hidrofóbicos endógenos nas membranas dos hepatócitos e colangiócitos.

A nível intracelular, o AUDC apresenta um efeito antiapoptótico através da estabilização das membranas mitocondriais, o que inibe a via mitocondrial da apoptose e previne a libertação do citocromo C. O AUDC também modula as proteínas de transporte de membrana, como o aumento da expressão do permutador aniónico Cl^-/ HCO3^- (AE2) na membrana canalicular dos colangiócitos. Esta ação leva a uma estimulação da secreção de bicarbonato e de bílis (efeito colerético) para os ductos biliares. A nível sistémico, também suprime a síntese e secreção hepática de colesterol e atua como um inibidor da absorção intestinal de colesterol.

Informações sobre dosagem e administração

Orientações de Administração do Ursomax

A administração do ácido ursodesoxicólico (ursodiol) é regida por normas que detalham a via necessária, os padrões de dosagem e o calendário específico para uma utilização adequada. O medicamento destina-se exclusivamente à administração oral e está disponível em formas como cápsulas, comprimidos (que podem ser sulcados para permitir flexibilidade na dosagem) e suspensões orais preparadas.

Regimes de Dosagem e Frequência

A dosagem é tipicamente baseada no peso, variando entre 8 a 15 mg/kg de peso corporal por dia, dependendo da patologia específica a ser tratada. A quantidade diária é geralmente administrada em doses divididas (por exemplo, duas a quatro vezes por dia), assegurando a entrega consistente do princípio ativo. Para a prevenção de cálculos biliares em contextos específicos, uma dose não baseada no peso de 600 mg por dia é administrada como 300 mg duas vezes por dia.

Condições de Administração e Duração

O ursodiol deve ser tomado com alimentos ou com um pequeno lanche para facilitar a administração adequada. Se um comprimido for sulcado para ser dividido ao meio para uma dosagem precisa, os fragmentos devem ser deglutidos inteiros e não devem ser mastigados.

A duração do tratamento é determinada pela patologia: para a Colangite Biliar Primária, a utilização é habitualmente crónica e de longo prazo. Para a dissolução de cálculos biliares, um ciclo pode durar de 6 a 24 meses, sendo necessária a continuação durante pelo menos três meses após a confirmação da dissolução dos cálculos. Se uma dose for esquecida, esta deve ser tomada assim que houver recordação, a menos que esteja quase na hora da dose seguinte; neste caso, a dose esquecida deve ser omitida para evitar a ingestão de uma quantidade dupla.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre Ursomax (Ursodiol)


Evidência para Uso na Colangite Biliar Primária (CBP)

A base de investigação do Ursomax na Colangite Biliar Primária (CBP) fundamenta-se em diversos tipos de estudos, incluindo Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECA) de curto prazo e estudos observacionais plurianuais. Estes esforços de investigação analisaram prioritariamente doentes adultos com um diagnóstico de CBP. Os investigadores acompanharam parâmetros clínicos objetivos de progressão da doença, tais como o transplante hepático ou a mortalidade de causa hepática. Os estudos também monitorizaram alterações em análises sanguíneas, especificamente enzimas hepáticas como a Fosfatase Alcalina (ALP) e a Bilirrubina Total.

A investigação reportou observações de níveis mais baixos de certas enzimas hepáticas e padrões relacionados com alterações nos resultados dos testes de função hepática. Além disso, alguns ensaios exploraram padrões relacionados com as características histológicas da fibrose e cirrose nas populações observadas. Os estudos indicam que uma proporção significativa da população de doentes apresentou uma resposta bioquímica inadequada em contextos de investigação.


Evidência para Uso na Dissolução de Cálculos Biliares de Colesterol

A evidência para esta utilização inclui Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECA) e ensaios clínicos controlados. Estes estudos analisaram doentes adultos cujos cálculos biliares cumpriam critérios específicos: pequenos (geralmente com menos de 15 mm) e radiotransparentes. Os resultados medidos nestes ensaios incluíram a obtenção da dissolução completa dos cálculos biliares, avaliada radiologicamente. As medições secundárias monitorizaram a redução parcial do tamanho dos cálculos e reportaram alterações na frequência da dor biliar.

As taxas de dissolução reportadas variaram dependendo das características dos cálculos e dos doentes, sendo que este resultado foi tipicamente observado apenas após períodos prolongados de estudo. A recorrência foi associada à cessação do tratamento em alguns estudos.


O Panorama dos Estudos na Colangite Esclerosante Primária (CEP)

O Ursomax foi avaliado em contextos de investigação para a Colangite Esclerosante Primária (CEP) através de Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECA). Os estudos monitorizaram alterações na bioquímica hepática e acompanharam os principais parâmetros clínicos de progressão da doença. Os resultados foram mistos, com observações inconsistentes ou inconclusivas nos principais ensaios relativamente aos resultados clínicos a longo prazo. Além disso, alguns estudos reportaram que ensaios envolvendo regimes de doses elevadas foram interrompidos precocemente devido às observações registadas. A evidência nesta área é limitada e as conclusões ainda são incertas quanto aos resultados clínicos a longo prazo.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Ursomax (FAQ)


P: Quanto tempo demora normalmente o Ursomax a começar a atuar nos cálculos biliares?

Embora o tratamento completo para cálculos biliares possa demorar vários meses, os estudos indicam que o medicamento pode começar a atuar em poucos dias. Os doentes, por norma, não sentem uma diferença imediata. As alterações nos cálculos biliares ou melhorias nas análises ao sangue são geralmente observadas apenas após vários meses de terapia contínua.


P: Durante quanto tempo pode uma pessoa precisar de tomar Ursomax?

A duração necessária do tratamento depende da condição específica que está a ser tratada. Para a condição crónica colangite biliar primária (CBP), as diretrizes oficiais indicam que a utilização é frequentemente de longo prazo. Para a dissolução de cálculos biliares de colesterol, o curso dura tipicamente entre 6 a 24 meses, conforme descrito nos documentos regulamentares.


P: O Ursomax pode interagir com analgésicos comuns de venda livre?

Os documentos oficiais enfatizam a importância de discutir todos os medicamentos coadministrados com um profissional de saúde. No entanto, analgésicos específicos sem receita médica, como o ibuprofeno ou o paracetamol, são geralmente referidos como permitidos em algumas informações regulamentares para o doente.


P: Que tipos de medicamentos sujeitos a receita médica são conhecidos por interagir com o Ursomax?

As interações estão descritas no perfil oficial do fármaco em várias categorias. Estas incluem medicamentos onde a eficácia do Ursomax pode ser reduzida (como as hormonas estrogénicas) e outros fármacos onde a concentração plasmática do medicamento coadministrado pode sofrer alterações (como a ciclosporina). Os sequestrantes dos ácidos biliares e os antiácidos à base de alumínio também são conhecidos por interferirem com a absorção do Ursomax.


P: O Ursomax interage com medicamentos para o colesterol, como as estatinas?

O perfil regulamentar restringe a utilização de certos fármacos hipolipidemiantes mais antigos, nomeando especificamente agentes como o clofibrato (um fibrato). Estas restrições aplicam-se a medicamentos que aumentam a secreção de colesterol pelo fígado, pois podem contrariar os efeitos pretendidos de modulação do colesterol do Ursomax.


P: O que acontece se uma pessoa se esquecer de tomar uma dose de Ursomax?

De acordo com as diretrizes oficiais de administração, uma dose esquecida deve ser tomada quando lembrada, a menos que esteja quase na hora da próxima dose agendada. Se estiver quase na hora da dose seguinte, a dose esquecida deve ser ignorada para evitar a toma de uma quantidade dupla.


P: É possível tomar Ursomax durante muitos anos?

Sim, estudos e informações oficiais indicam que para a gestão de condições crónicas, como a Colangite Biliar Primária (CBP), a utilização de Ursomax é frequentemente descrita como sendo de longo prazo e crónica.


P: O Ursomax é uma substância de ocorrência natural?

O ácido ursodesoxicólico ocorre naturalmente no corpo humano em pequenas quantidades, o que significa que é um composto endógeno. No entanto, o medicamento utilizado para terapia farmacêutica é um derivado sintético desta substância fabricado com precisão.


P: Em que medida o Ursomax é diferente do ácido biliar que o meu corpo produz naturalmente?

O Ursomax é um ácido biliar hidrofílico, o que significa que é mais solúvel em água do que os ácidos biliares que o corpo produz naturalmente. A sua função é alterar a composição total do conjunto de ácidos biliares, reduzindo assim a concentração dos ácidos biliares hidrofóbicos potencialmente mais tóxicos do organismo.


P: O Ursomax é um medicamento anti-inflamatório?

Os documentos regulamentares oficiais classificam o Ursomax principalmente como um Agente Colelitolítico (dissolve cálculos biliares) e um Agente Hepatoprotetor (protege o fígado). Esta classificação reflete as suas ações principais, que envolvem a modulação da composição da bílis e a proteção das células hepáticas.


P: O Ursomax afeta os níveis de enzimas hepáticas?

Sim, a documentação oficial de segurança indica que níveis elevados de enzimas hepáticas foram documentados como uma reação adversa pouco frequente. Por este motivo, a monitorização destes níveis é frequentemente necessária durante o curso da terapia.


P: Qual é a relação geral entre o Ursomax e o colesterol?

O Ursomax atua no sentido de reduzir a saturação de colesterol na bílis, o que é uma das suas funções terapêuticas primárias. Consegue-o através da supressão da síntese e secreção de colesterol pelo fígado, reduzindo simultaneamente a sua absorção no intestino.


P: O Ursomax pode causar desconforto gástrico ou náuseas?

A náusea está oficialmente documentada como um efeito secundário pouco frequente no perfil regulamentar. Outros problemas gastrointestinais são também frequentemente reportados nos dados de segurança do doente. Estes podem incluir mal-estar estomacal geral ou dor abdominal.


P: É normal sentir dor de cabeça ao tomar Ursomax?

A dor de cabeça é uma reação que tem sido frequentemente reportada nos dados de segurança do doente durante a utilização de ursodiol. É descrita como uma reação adversa frequente nos documentos oficiais de segurança.


P: Porque é que uma pessoa se pode sentir tonta após iniciar o Ursomax?

As tonturas são uma reação que foi reportada nos dados de segurança pós-comercialização ou em ensaios clínicos para o ursodiol. Estão listadas como uma possível reação do sistema nervoso no perfil de segurança do medicamento.


P: A perda de cabelo foi reportada como um efeito secundário ao tomar Ursomax?

Sim, a perda de cabelo (alopécia) está documentada como uma reação dermatológica que foi reportada nos dados de segurança do doente. Todas as reações adversas notificadas estão detalhadas no perfil de segurança oficial.


P: A dor nas costas é um possível efeito secundário reportado do Ursomax?

A dor nas costas é uma reação musculoesquelética que tem sido frequentemente reportada nos dados de segurança do doente durante a utilização de ursodiol. Esta consta na lista completa de reações adversas documentadas em ensaios clínicos.


P: Que sinais podem indicar uma reação alérgica ao Ursomax?

Os sinais de uma reação alérgica grave que foram reportados incluem inchaço da face, lábios, boca ou garganta, e dificuldade em respirar ou pieira. Uma erupção cutânea generalizada ou urticária também está listada como uma reação muito rara no perfil de segurança oficial.


P: Tomar Ursomax afeta os padrões de sono?

A dificuldade em dormir, ou insónia, está documentada como uma reação psiquiátrica que foi reportada nos dados de segurança do doente. Esta informação está incluída no perfil de segurança oficial do fármaco.


P: Existem vitaminas ou suplementos específicos que não devam ser tomados com Ursomax?

Os doentes são geralmente aconselhados a informar o seu profissional de saúde sobre todas as vitaminas, produtos à base de plantas e outros suplementos que utilizem. O Ursomax pode potencialmente interagir com certos agentes, o que pode afetar a sua absorção ou eficácia global.


P: O Ursomax pode ser utilizado por pessoas que tenham doenças inflamatórias intestinais existentes, como a doença de Crohn?

O uso de Ursomax é proibido (contraindicado) em doentes com úlceras pépticas ativas ou doenças inflamatórias do intestino delgado ou do cólon. Esta regra de não elegibilidade inclui condições como a doença de Crohn, conforme observado nas informações oficiais de prescrição.


P: Existem considerações especiais para a utilização de Ursomax em idosos?

Embora os estudos não tenham identificado problemas específicos relacionados com a geriatria que limitem a sua utilização, observou-se que os doentes idosos são mais sensíveis aos efeitos do medicamento em comparação com adultos mais jovens. Esta observação é referida no perfil regulamentar oficial.


P: Porque é que a dosagem de Ursomax é por vezes baseada no peso corporal de uma pessoa?

A dose necessária para muitas condições é frequentemente baseada no peso (por exemplo, medida em mg por kg de peso corporal). Este cálculo é utilizado para garantir que o ingrediente ativo atinge a concentração pretendida para tratar eficazmente a condição específica.


P: O Ursomax afeta os níveis de açúcar no sangue?

Um nível elevado de açúcar no sangue (hiperglicemia) foi reportado como uma reação adversa grave nos dados de segurança do ursodiol. Este parâmetro é monitorizado como parte do perfil de segurança global do medicamento.


P: O Ursomax pode causar retenção de líquidos ou inchaço?

O inchaço dos tornozelos ou pés, conhecido como edema periférico, foi reportado como uma reação adversa cardiovascular nos dados de segurança do doente. Isto está detalhado no perfil de segurança oficial do medicamento.


P: O que acontece se uma pessoa parar subitamente de tomar Ursomax?

A interrupção abrupta do medicamento, particularmente para a dissolução de cálculos biliares, está associada ao risco de comprometer o resultado pretendido, de acordo com as informações oficiais. Em doentes com Colangite Biliar Primária (CBP) avançada, foi notado um agravamento temporário da função hepática (descompensação hepática) se o medicamento for interrompido.

Como Ursomax deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar o Ursomax (Ácido Ursodesoxicólico)

As informações regulamentares oficiais definem condições específicas necessárias para manter a qualidade e a estabilidade do Ursomax. O medicamento deve ser armazenado a uma temperatura ambiente controlada, tipicamente entre os 20 °C e os 25 °C (68 °F e 77 °F), e não deve ser congelado.

Requisitos de Conservação e Manuseamento

  • Proteção: O produto requer proteção contra o calor excessivo e a humidade, devendo ser mantido num recipiente bem fechado.
  • Estabilidade: Se os comprimidos ranhurados forem partidos, as metades resultantes devem ser utilizadas num prazo de 28 dias.
  • Segurança Infantil: O Ursomax deve ser armazenado fora do alcance e da vista das crianças.

Instruções para Eliminação

Os medicamentos não utilizados ou fora do prazo de validade devem ser geridos de acordo com as orientações oficiais. O método preferencial é a utilização de um programa comunitário de retoma de medicamentos (como os pontos de recolha em farmácias). Se tal não estiver disponível, o medicamento deve ser misturado com uma substância indesejável (como terra ou borras de café), colocado num recipiente selado e eliminado no lixo doméstico. As informações de identificação no rótulo da prescrição devem ser rasuradas antes da eliminação.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Ursomax encontrado em:

ÍNDICE A-Z: