Ursa

Links rápidos para seções importantes

Ursa

Opção de tratamento:

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Ursa

Que tipo de medicamento é o Ursa (Ursodiol)?

O Ursa é uma marca específica de um medicamento sujeito a receita médica cujo componente ativo é o Ácido Ursodesoxicólico (AUDC), um composto reconhecido globalmente pelo seu papel como agente hepatoprotetor e como um agente especializado na dissolução de cálculos biliares. Este produto de ingrediente único é tipicamente administrado por via oral, existindo em formulações comuns que incluem cápsulas, comprimidos revestidos e suspensões orais. A função principal deste fármaco consiste em alterar a química física da reserva biliar, proporcionando um efeito estabilizador e protetor no sistema biliar.

Composição, Origem e Formas Disponíveis

O Ácido Ursodesoxicólico é classificado quimicamente como um ácido biliar secundário derivado do ácido colânico, sendo, no entanto, fabricado através de um processo sintético para utilização farmacêutica. Esta substância química hidrofílica, designada como ácido 3alpha,7beta-di-hidroxi-5beta-colan-24-oico, é a fonte exclusiva da ação terapêutica do medicamento. As preparações finais de Ursa combinam este princípio ativo com excipientes farmacêuticos, criando formas de dosagem oral estáveis. O fabrico do Ursa e de marcas semelhantes prioriza a entrega oral estável, garantindo que o medicamento possa ser adequadamente absorvido para exercer a sua influência sistémica.

Objetivo Terapêutico Geral do Ursa

O objetivo fundamental do Ursa é restaurar o equilíbrio químico no sistema biliar, particularmente através da redução das concentrações de colesterol e do suporte à integridade das células hepáticas. O fármaco atua como um agente de dissolução de cálculos biliares ao promover ativamente a solubilização do colesterol e ao reduzir a sua saturação na bílis. Esta ação é clinicamente reconhecida por auxiliar na gestão de condições em que o fluxo biliar está comprometido. Adicionalmente, este medicamento oferece um suporte protetor essencial ao estabilizar as membranas dos hepatócitos, minimizando assim os danos celulares em casos de acumulação crónica de bílis. Este mecanismo duplo assegura que o Ursa aborda tanto os desequilíbrios químicos como oferece benefícios protetores gerais para a função do fígado.

Quais efeitos secundários são possíveis com Ursa?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança do Ursa (Ácido Ursodeoxicólico) é definido essencialmente por efeitos no sistema gastrointestinal e por restrições específicas relacionadas com condições do trato biliar. A classificação das reações adversas baseia-se em documentos regulamentares oficiais.


Reações Adversas Classificadas por Frequência

Os eventos adversos mais frequentes limitam-se, geralmente, ao trato digestivo. Estes são classificados com base na estrutura de frequência regulamentar padrão:

Classificação Reação(ões) Adversa(s)
Muito Frequentes Diarreia, fezes moles
Muito Raros Calcificação de cálculos biliares, dor grave no quadrante superior direito do abdómen, descompensação de cirrose hepática, urticária

Padrões de Segurança e Restrições

As informações do produto referem que a diarreia e as fezes moles podem ser mais frequentes no início do tratamento ou durante alterações iniciais da dose. Em casos raros, sintomas como o prurido (comichão) podem agravar-se temporariamente em doentes com Colangite Biliar Primária (CBP) no início da terapia.

A segurança é adicionalmente definida por contraindicações explícitas que restringem o seu uso. O medicamento não deve ser utilizado em indivíduos com inflamação aguda da vesícula biliar ou do trato biliar, oclusão do trato biliar (por exemplo, do ducto cístico ou do colédoco) ou na presença de cálculos biliares calcificados radiopacos.


Populações e Considerações Graves

O perfil oficial documenta reações adversas muito raras, mas clinicamente significativas, incluindo a calcificação de cálculos biliares e a descompensação de cirrose hepática, especialmente em doentes com CBP avançada. Para mulheres com potencial engravidável, deve ser utilizada contraceção eficaz devido a declarações de segurança específicas relativas à gravidez.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

Os documentos regulamentares oficiais para o Ácido Ursodeoxicólico (Ursa) definem o perfil de sobredosagem com base nas manifestações documentadas e nas ações de emergência obrigatórias.

Manifestações Documentadas e Gestão

A manifestação clínica mais provável de uma sobredosagem grave é a diarreia. Este sintoma agudo e autolimitado é geralmente citado como o desfecho principal, em grande parte devido à absorção limitada do fármaco em doses elevadas. A informação regulamentar refere que não foram formalmente reportados casos de sobredosagem acidental ou intencional que resultassem em complicações humanas sistémicas graves. Consequentemente, não se encontram documentados nas secções oficiais de sobredosagem desfechos graves específicos, tais como eventos cardiovasculares ou neurológicos.

Ações de Emergência Necessárias

Está oficialmente estabelecido que se deve procurar assistência médica imediata em caso de qualquer suspeita de sobredosagem. A gestão descrita na rotulagem regulamentar envolve a prestação de tratamento sintomático para abordar a diarreia aguda. Adicionalmente, pode ser considerada a utilização de resinas de troca iónica como medida de suporte. Após a exposição, a monitorização das análises da função hepática é um requisito processual essencial documentado na informação de prescrição. Esta informação serve como a base exclusiva para os critérios para a procura de assistência.

Usos terapêuticos de Ursa

O que o Ursa trata: principais utilizações e benefícios

O domínio terapêutico central do Ursa (ursodiol, ou ácido ursodeoxicólico) é a gestão de condições hepatobiliares específicas que envolvam processos inflamatórios ou irritativos. É frequentemente utilizado para o controlo de sintomas associados ao stresse funcional específico do órgão.

Este composto é considerado relevante para a gestão de condições que apresentem manifestações agudas ou episódicas, como a Colangite Biliar Primária (CBP), uma patologia caracterizada por períodos de exacerbação dos sintomas. É também comummente aplicado na abordagem de sintomas relacionados com a composição da bílis, sendo relevante em situações que envolvam manifestações recorrentes ou episódicas que causem um aumento do desconforto.

O medicamento auxilia na gestão de sintomas que interferem com o conforto diário nestas condições. A aplicação deste fármaco é indicada para a gestão de certas condições hepáticas e na abordagem de manifestações episódicas relacionadas com a bílis. Este uso de suporte contribui para a melhoria do conforto durante períodos de sintomas mais intensos. O Ursa é utilizado em contextos clínicos que envolvem padrões de sintomas agudos ou instáveis, proporcionando um alívio de suporte que ajuda a manter uma sensação de estabilidade quando os sintomas são mais percetíveis.

Facto Rápido: Apoia a Gestão de Sintomas que Interferem com o Funcionamento Diário

Critérios de utilização e restrições

Mapa de Elegibilidade: Quem pode e quem não pode utilizar o Ursa — informação regulamentar oficial

A utilização de Ursa (Ácido Ursodeoxicólico) é regida por normas rigorosas de elegibilidade populacional delineadas em documentos regulamentares oficiais. A elegibilidade é definida pelo estado de saúde atual do doente, pela função específica de órgãos e pelo seu estado fisiológico.


Populações para as quais a utilização é contraindicada

O uso de Ursa é estritamente proibido em doentes com hipersensibilidade conhecida aos ácidos biliares, obstrução biliar completa, vesícula biliar não funcional ou naqueles que apresentem cálculos biliares calcificados radiopacos. O medicamento está também contraindicado em casos de colecistite aguda persistente, colangite ou cirrose hepática descompensada.


Elegibilidade por Idade e Condições Específicas

Idade: O Ursa está aprovado para adultos com indicações estabelecidas. A sua utilização para a dissolução de cálculos biliares geralmente não está estabelecida ou não é recomendada em crianças e adolescentes com menos de 18 anos, embora esteja aprovado para patologias hepáticas pediátricas específicas, como a Doença Hepática associada à Fibrose Quística. Não é especificado qualquer ajuste de dose para idosos.

Estado Fisiológico: A utilização não é recomendada, de uma forma geral, durante a gravidez ou a lactação, devido a dados insuficientes ou riscos potenciais. Mulheres com potencial engravidável devem utilizar métodos de contraceção não hormonal.

Função de Órgãos: Além da contraindicação na cirrose descompensada, é necessário precaução e monitorização em doentes com condições predisponentes a estenose ou estase intestinal, ou em casos de insuficiência renal grave.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

O perfil oficial de interações do Ursa (Ácido Ursodeoxicólico) está estruturado em torno de agentes que interferem com a sua absorção e produtos medicinais que antagonizam a sua ação química pretendida, conforme documentado pelas autoridades reguladoras.

Interações Farmacológicas Documentadas

Tipo de Interação Agente Interativo Resultado Regulamentar Oficial
Exposição Reduzida ao Ursa Agentes sequestradores de ácidos biliares (ex.: Colestiramina) e antiácidos à base de alumínio Estas substâncias ligam-se fisicamente aos ácidos biliares, levando a uma redução da absorção e à diminuição da eficácia do Ursa.
Eficácia Neutralizada Estrogénios, contracetivos orais e fármacos hipolipemiantes do tipo Clofibrato Estes agentes aumentam a secreção de colesterol na bílis, o que se opõe diretamente ao objetivo químico do Ursa e neutraliza o seu efeito terapêutico.
Exposição Alterada de Outros Fármacos Ciclosporina, Nitrendipina, Dapsona O Ácido Ursodeoxicólico pode aumentar a absorção intestinal da Ciclosporina, exigindo uma monitorização cuidadosa. Está também documentado que pode reduzir as concentrações plasmáticas da Nitrendipina e o efeito da Dapsona.

Restrições e Requisitos de Horário

Para substâncias que reduzem a absorção do Ursa, a documentação regulamentar exige um intervalo obrigatório na administração. Agentes como os sequestradores de ácidos biliares e os antiácidos contendo alumínio devem ser tomados pelo menos duas horas antes ou duas horas depois da dose de Ácido Ursodeoxicólico. Preparações como o Carvão vegetal e a Smectite são igualmente classificadas como substâncias que inibem a absorção. No caso de mulheres que tomam Ursa para a dissolução de cálculos biliares, as fontes oficiais aconselham o uso de contraceção não hormonal, devido ao efeito de oposição estabelecido pelos estrogénios.

Mecanismo de ação

Modulação do Reservatório de Ácidos Biliares e Proteção das Células Hepáticas

O fármaco, um modulador hidrofílico dos ácidos biliares, atua através da alteração da composição da circulação entero-hepática. Este atinge uma acumulação seletiva no reservatório de ácidos biliares, onde substitui os ácidos biliares mais lipofílicos (solúveis em gordura) pela sua forma hidrossolúvel, menos citotóxica. Este mecanismo reduz o stresse químico e os danos semelhantes aos de um detergente exercidos sobre as membranas celulares dos hepatócitos e dos colangiócitos, contribuindo para a estabilização das suas estruturas celulares.


Regulação do Colesterol e Excreção

O Ursa influencia o sistema biliar através de duas ações primárias: a inibição competitiva da absorção de colesterol no intestino delgado e a diminuição da secreção de colesterol do fígado para a bílis. Estas ações, coletivamente, reduzem a concentração de colesterol no fluido biliar, diminuindo a sua saturação. Esta alteração química resulta na solubilização do colesterol e aumenta o fluxo biliar (colerese), principalmente através de um efeito osmótico que potencia o transporte de fluidos para os ductos biliares.

Informações sobre dosagem e administração

Como Utilizar o Ursa: Diretrizes Oficiais de Administração

O Ursa (Ácido Ursodeoxicólico) é administrado de acordo com instruções de dosagem e calendários específicos definidos pelas autoridades reguladoras.

Dosagem Oficial e Frequência

Condição de Utilização Regime de Dosagem Padrão Frequência e Horário Padrão de Duração
Colangite Biliar Primária (CBP) 13–15 mg/kg por dia ou 12–16 mg/kg por dia. Administrado inicialmente em 2 a 4 doses repartidas diariamente com alimentos. Pode consolidar-se para uma toma única à noite mais tarde no tratamento. Frequentemente continuado indefinidamente.
Dissolução de Cálculos Biliares 8–12 mg/kg por dia. Administrado em doses repartidas, frequentemente com a dose maior ou a dose total tomada à noite. Tipicamente 6 a 24 meses; continuado por 3–4 meses após o desaparecimento dos cálculos.

Detalhes de Administração e Regras Populacionais

O Ursa destina-se apenas a administração oral, estando disponível em cápsulas, comprimidos e suspensão oral. Todas as formas sólidas devem ser engolidas inteiras com líquidos. Os comprimidos que são ranhurados (por exemplo, na dosagem de 500 mg) podem ser divididos ao meio para uma dosagem precisa, mas não devem ser mastigados.

  • Uso Pediátrico: Para crianças e adolescentes dos 6 aos 18 anos com doença hepática relacionada com a fibrose quística, a dosagem inicia-se nos 20 mg/kg por dia, em 2 a 3 doses repartidas, com um aumento potencial até 30 mg/kg/day.
  • Agentes Concomitantes: O medicamento deve ser separado por, pelo menos, duas horas da administração de antiácidos que contenham alumínio ou agentes de ligação ao colesterol, como a colestiramina, uma vez que estes podem interferir com a sua absorção.
  • Ajuste de Dose: As instruções oficiais estabelecem que, se ocorrer diarreia, a dose diária deve ser reduzida.

Ligação ao Protocolo Geral de Utilização

A administração de Ursa é regida por um esquema de dosagem dependente do peso corporal, que é tomado com alimentos para maximizar a absorção. O protocolo define uma transição clara de doses iniciais repartidas para uma possível dose única noturna e estipula padrões de duração específicos ligados à condição clínica, estruturando a utilização padronizada do medicamento conforme estabelecido na documentação regulamentar.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Ursa

A investigação relativa ao Ursa (Ácido Ursodeoxicólico, UDCA) consiste em estudos que exploraram a sua aplicação em condições específicas que envolvem o fígado e as vias biliares. Esta visão geral resume a base de evidência de acordo com fontes regulamentares oficiais e científicas revistas por pares, focando-se nos tipos de estudos existentes e na descrição dos seus achados, em vez de fornecer orientação clínica individual.


Evidência para Uso na Colangite Biliar Primária (CBP)

A investigação que explorou o Ursa foi avaliada no contexto da CBP através de extensos ensaios clínicos aleatorizados e controlados (ECA) de longa duração e subsequentes estudos observacionais de grande escala. Os investigadores monitorizaram desfechos clínicos major, tais como a necessidade de transplante hepático ou a mortalidade por todas as causas, a par de alterações em marcadores bioquímicos específicos. Os estudos acompanharam padrões na taxa de variação em direção a desfechos clínicos significativos entre os grupos estudados a longo prazo (até 4 anos).

O que permanece incerto é o quadro completo de desfechos em indivíduos com doença hepática avançada e descompensada, dado que os dados para este grupo permanecem insuficientes. Um subgrupo de participantes na investigação é consistentemente identificado como não apresentando alterações percetíveis em marcadores bioquímicos específicos quando avaliado.


Evidência para a Dissolução de Cálculos Biliares de Colesterol

A base de investigação para o Ursa explorou a sua aplicação na gestão de cálculos biliares e foca-se num tipo específico de cálculo. A evidência baseia-se principalmente em Ensaios Clínicos Aleatorizados (ECA) que monitorizaram a ausência total de cálculos biliares de colesterol radiotransparentes (não calcificados) em exames de imagem de acompanhamento. Os ensaios reportaram que, para uma parte dos participantes estudados, a imagiologia indicou a ausência total de cálculos biliares. É importante notar que o Ursa foi estudado apenas para cálculos de colesterol, e os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos quanto ao potencial de recorrência dos cálculos.


Investigação noutras Condições Hepatobiliares

Também tem sido realizada investigação para explorar o Ursa na Colangite Esclerosante Primária (CEP) e na Colestase Intra-hepática da Gravidez (CIG).

CEP e Achados de Investigação Inconsistentes

A CEP foi estudada em vários ECA. Os resultados relativos ao desfecho de sobrevivência livre de transplante foram associados a achados mistos em diferentes ensaios. Além disso, um estudo importante que examinava um regime de dose elevada foi interrompido precocemente, o que contribuiu para a incerteza da investigação relativa ao regime de dose elevada.

CIG e Evidência para a Gestão de Sintomas

Os estudos focaram-se em desfechos relacionados com o desconforto físico, tais como sintomas maternos (gravidade do prurido/comichão) e marcadores bioquímicos maternos. Os ensaios descreveram achados onde foram medidas alterações nos sintomas maternos e nos níveis de ácidos biliares em alguns estudos. No entanto, os achados foram mistos quanto a um padrão estatisticamente significativo de alteração em desfechos fetais adversos quando comparados com controlos.


Lacunas na Evidência e Incerteza da Investigação

As principais limitações documentadas na investigação incluem: a persistência de achados mistos ou conflituantes relativos a desfechos clínicos concretos para condições como a CEP, e o facto de os efeitos a longo prazo não estarem totalmente estabelecidos para várias condições estudadas, uma vez que as durações do acompanhamento foram limitadas.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Ursa (FAQ)

Q: Quanto tempo após o início do Ursa deverei esperar ver uma alteração?

Os dados de estudos clínicos indicam que as alterações, como a melhoria nos marcadores da função hepática, podem começar a ser notadas após aproximadamente 3 a 4 semanas do início do tratamento. Separadamente, os doentes podem considerar que os efeitos secundários gastrointestinais, como fezes moles, podem ser mais frequentes no início da toma do medicamento, o que sugere um período de ajuste inicial.

Q: O Ursa afeta o sono ou causa insónia?

Estudos clínicos documentados em materiais regulamentares oficiais referem que ocorreram perturbações do sono e dificuldade em dormir, conhecidas como insónia, como reação adversa em alguns doentes a utilizar Ursa.

Q: O que acontece, em geral, se falhar uma dose programada de Ursa?

A informação geral para o doente indica uma abordagem comum quando uma dose é esquecida: tomá-la assim que se lembrar, a menos que esteja próximo da hora da dose seguinte. No entanto, os doentes devem consultar a informação de prescrição específica ou o seu profissional de saúde para obter orientação individualizada sobre como gerir doses esquecidas.

Q: O Ursa é geralmente considerado adequado para pessoas com problemas hepáticos pré-existentes?

A informação regulamentar indica que o uso de Ursa em paralelo com condições hepáticas existentes está associado à necessidade de uma monitorização próxima e regular da função hepática. A documentação oficial especifica que o medicamento é estritamente proibido em casos de condições agudas persistentes ou cirrose hepática avançada e descompensada.

Q: Que tipo de monitorização ou exames são habitualmente aconselhados enquanto se utiliza Ursa?

Os documentos regulamentares indicam que a monitorização próxima de marcadores de saúde específicos é uma prática padrão durante o tratamento com Ursa. Isto inclui habitualmente análises ao sangue para a função hepática, que são frequentemente realizadas a cada 4 semanas durante os primeiros três meses e, posteriormente, a cada 3 meses.

Q: O Ursa está atualmente disponível como medicamento genérico?

A substância ativa do Ursa, que é o Ácido Ursodeoxicólico, está disponível globalmente sob vários nomes de marcas genéricas. A sua disponibilidade genérica é reconhecida nas listagens das principais autoridades de saúde governamentais.

Q: Quais são as limitações ou restrições conhecidas na atividade ao tomar Ursa?

Fontes regulamentares oficiais indicam que não foram observados efeitos na capacidade de conduzir ou utilizar máquinas durante os estudos com o Ursa.

Q: É comum sentir náuseas ou mal-estar estomacal ao iniciar o Ursa?

Foram reportadas náuseas e mal-estar estomacal geral como reações adversas associadas ao Ursa. No entanto, os documentos oficiais observam que a frequência específica ou a prevalência destes efeitos particulares não é conhecida com precisão a partir dos dados regulamentares atuais.

Q: O Ursa tem impacto na saúde reprodutiva ou na fertilidade?

A informação regulamentar destaca diretrizes específicas para a saúde reprodutiva. A informação de prescrição oficial estabelece que as mulheres com potencial reprodutor devem utilizar contraceção não hormonal fiável durante o tratamento. Além disso, o medicamento não é recomendado, de uma forma geral, durante a gravidez ou amamentação, devido a dados insuficientes ou riscos potenciais.

Q: Como é o Ursa classificado pelos organismos de saúde governamentais (por exemplo, é uma substância controlada)?

O Ursa, que é classificado como um medicamento sujeito a receita médica e um agente hepatoprotetor, não é designado como uma substância controlada de acordo com as tabelas e classificações publicadas pelos principais organismos de saúde governamentais.

Q: Quais são os ingredientes inativos ou excipientes contidos na formulação do Ursa?

A substância ativa é o Ácido Ursodeoxicólico. No entanto, os ingredientes inativos (excipientes) específicos utilizados na formulação podem variar consoante a marca específica e a forma farmacêutica. Estes detalhes encontram-se sempre listados nos Folhetos Informativos oficiais ou no Resumo das Caraterísticas do Medicamento (RCM) desse produto.

Q: O Ursa é considerado um medicamento mais recente ou está disponível há muito tempo?

A substância ativa, o Ácido Ursodeoxicólico, não é considerada um medicamento novo. Os documentos oficiais indicam que tem um historial de utilização que abrange várias décadas, e a substância química propriamente dita foi caracterizada pela primeira vez há mais de cem anos.

Q: De que forma o Ursa afeta a função cognitiva geral ou a agilidade mental?

O Ursa não está classificado como um fármaco psicoativo que visa primariamente a função cognitiva. No entanto, os relatórios de reações adversas nos dados oficiais incluem efeitos secundários como dor de cabeça e tonturas, que podem influenciar temporariamente a agilidade mental ou o foco.

Q: Quais são as razões comuns pelas quais os profissionais de saúde decidem interromper o tratamento com Ursa?

Os textos oficiais especificam que um agravamento grave da doença hepática, como a descompensação da cirrose hepática, exige a interrupção imediata do medicamento. Adicionalmente, a ocorrência de diarreia persistente ou grave pode obrigar a uma redução da dose ou à cessação total da terapia.

Q: Que investigação foi realizada sobre o perfil de segurança a longo prazo do Ursa?

Investigação a longo prazo, incluindo extensos Ensaios Clínicos Aleatorizados (ECA), tem sido realizada para examinar o uso do Ursa para condições como a Colangite Biliar Primária (CBP). No entanto, os documentos regulamentares referem que os dados sobre os efeitos a longo prazo são limitados ou não estão totalmente estabelecidos em todas as condições onde o fármaco foi estudado.

Q: O Ursa pode causar alterações no apetite ou no peso?

O ganho ou perda de peso invulgar foi reportado na informação ao doente como um possível efeito adverso do Ursa. Os dados regulamentares oficiais indicam que a frequência precisa destas alterações de peso não é conhecida atualmente a partir da informação clínica reportada.

Como Ursa deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar o Ursa (Ursodiol)

O armazenamento do Ursa (ursodiol) é rigorosamente definido por normas regulamentares para garantir a estabilidade do produto. O medicamento deve ser mantido a uma Temperatura Ambiente Controlada, que varia entre os 20°C e os 25°C, sendo permitidas variações (excursões) entre os 15°C e os 30°C.

Regras Principais de Armazenamento e Manuseamento:

  • Temperatura: Conserve o medicamento apenas dentro do intervalo de Temperatura Ambiente Controlada estipulado.
  • Segurança Infantil: Tal como todos os medicamentos, o Ursa deve ser mantido fora da vista e do alcance das crianças.
  • Comprimidos Ranhurados: Se utilizar comprimidos ranhurados URSO Forte, quaisquer segmentos resultantes da divisão do comprimido devem ser guardados separadamente dos comprimidos inteiros, conforme estabelecido nas informações de prescrição.

Eliminação:

O Ursa não utilizado ou com prazo de validade expirado deve ser eliminado de acordo com as diretrizes governamentais oficiais para a eliminação segura de medicamentos, que frequentemente direcionam os utilizadores para programas autorizados de recolha de fármacos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Ursa encontrado em:

ÍNDICE A-Z: