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Uromitexan

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Uromitexan

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Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

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Visão geral de Uromitexan

O que é o Uromitexan?

Propriedade Descrição
Substância ativa Mesna (2-mercaptoetanossulfonato de sódio)
Forma Solução injetável, solução oral, comprimido oral
Classe farmacológica Uroprotetor, Agente quimioprotetor
Utilização comum Prevenção da toxicidade na bexiga induzida por quimioterapia
Origem Sintética

Que Tipo de Medicamento é o Uromitexan (Mesna)?

O Uromitexan é um medicamento sintético cujo componente ativo é o Mesna, classificado como um agente quimioprotetor e, mais especificamente, como um uroprotetor. Funciona exclusivamente como uma terapia adjuvante essencial e não é utilizado para o tratamento terapêutico direto de doenças. O fármaco é um produto de substância única e é definido estruturalmente como um composto de sulfidrilo, utilizando o seu grupo químico específico para desempenhar a sua função protetora. O Mesna está aprovado especificamente para contrariar os efeitos urotóxicos de agentes de oxazafosforina, como a ifosfamida. Isto significa que o medicamento é clinicamente reconhecido e necessário para manter a segurança do doente quando este é submetido a quimioterapia de elevada potência.

Qual é o Objetivo Geral deste Uroprotetor?

O objetivo principal e geral do Uromitexan é prevenir danos na bexiga do doente através da neutralização de metabolitos tóxicos produzidos durante terapias oncológicas específicas. O Mesna é administrado como um agente profilático para reduzir a incidência de inflamação grave na bexiga, conhecida como cistite hemorrágica. A eficácia e necessidade deste fármaco nesta função estão estabelecidas, observando-se que o Mesna ataca eficazmente o subproduto tóxico da degradação, a acroleína, formando um conjugado não tóxico que é depois excretado em segurança. Esta ação protetora é crucial, uma vez que o regime de tratamento padrão exige que o Mesna esteja presente no corpo para gerir a eliminação necessária de compostos altamente reativos.

O Uromitexan está Disponível em Forma Injetável ou Oral?

O Uromitexan é fabricado tanto para administração intravenosa (IV) como oral, permitindo flexibilidade na prestação de uma uroproteção contínua. Está disponível como uma solução injetável estéril para perfusão intravenosa, e também nas preparações de solução oral e comprimido oral. A disponibilidade destas diferentes formas farmacêuticas é uma característica fundamental, permitindo que os profissionais de saúde mantenham a uroproteção contínua durante toda a fase de eliminação do fármaco quimioterápico.

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Quais efeitos secundários são possíveis com Uromitexan?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança oficial do Uromitexan (mesna) é categorizado para comunicar de forma clara os riscos documentados e a sua respetiva frequência, assegurando uma compreensão padronizada das potenciais reações adversas.

Reações Adversas Oficialmente Documentadas

Os efeitos adversos estão agrupados de acordo com a sua incidência e com os sistemas fisiológicos específicos que afetam. As informações clínicas classificam diversas reações como Muito Frequentes (≥ 1/10), as quais incluem tipicamente dor de cabeça, náuseas, diarreia, dor abdominal, febre e fadiga. As reações são categorizadas em classes de sistemas de órgãos, tais como as Doenças Gastrointestinais, Doenças do Sistema Nervoso (ex.: sonolência, tonturas) e Afeções dos Tecidos Cutâneos e Subcutâneos (ex.: erupção cutânea, prurido).

Reações Adversas Graves e Restrições de Segurança

Existem registos de reações adversas raras, mas clinicamente significativas, incluindo eventos de hipersensibilidade sistémica grave como a Anafilaxia e reações cutâneas adversas graves, como a síndrome de Stevens-Johnson (SSJ) e a Necrólise Epidérmica Tóxica (NET).

Independentemente da via de administração, existem restrições de segurança que incluem uma contraindicação contra a utilização em doentes com hipersensibilidade conhecida ao mesna ou a outros compostos de tiol. É explicitamente referido que o medicamento não previne outras toxicidades associadas aos agentes oxazafosforinas, tais como a neurotoxicidade ou a mielossupressão.

Notas de Segurança sobre a Formulação e Populações Específicas

A formulação injetável do Uromitexan contém álcool benzílico, um conservante associado a reações adversas graves em recém-nascidos prematuros e bebés com baixo peso ao nascer. Por este motivo, a forma injetável é especificamente contraindicada nesta população. As reações de hipersensibilidade podem manifestar-se logo na primeira exposição ou após vários meses de exposição.

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Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem de Uromitexan e Quando Procurar Ajuda

As informações oficialmente documentadas relativas à sobredosagem de Mesna (Uromitexan) baseiam-se estritamente em detalhes de prescrição. A exposição a doses mais elevadas, como a administração intravenosa de 80 mg/kg por dia, tem sido associada a uma maior frequência de manifestações sistémicas documentadas, incluindo náuseas, vómitos, diarreia e febre.

Manifestações mais graves estão ligadas a reações de hipersensibilidade agudas induzidas por doses elevadas. Estes resultados graves, que exigem a interrupção imediata do medicamento, incluem hipotensão ligeira, dificuldade respiratória, exacerbação da asma, erupção cutânea e rubor. É necessária assistência médica urgente para o tratamento e gestão destas alterações sistémicas graves.


Ações de Emergência e Gestão Necessárias

A gestão de uma sobredosagem está oficialmente documentada como sendo estritamente sintomática e de suporte, dado que não se conhece nenhum antídoto específico para o Mesna. Existe uma consideração de sobredosagem específica para o frasco multidose relativa a uma determinada população: o conservante contido, o álcool benzílico, apresenta um risco de eventos adversos graves ou fatais, incluindo a "síndrome de gasping", em recém-nascidos prematuros e bebés com baixo peso ao nascer caso ocorra uma exposição elevada. Este risco específico está oficialmente registado para esta formulação.

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Usos terapêuticos de Uromitexan

O que trata o Uromitexan: Principais Utilizações e Benefícios

O Uromitexan é estritamente um medicamento de suporte utilizado em cuidados oncológicos. Não é um tratamento para o cancro em si, mas sim um agente protetor considerado relevante para gerir o potencial de lesões graves induzidas pela quimioterapia. A sua utilização é frequentemente aplicada em situações clínicas específicas de alto risco para apoiar a segurança e o conforto do doente.

O Uromitexan (Mesna) está indicado como um agente profilático na redução da incidência de cistite hemorrágica induzida por ifosfamida.


Prevenção de Danos Graves e Dor na Bexiga

O medicamento é relevante para o alívio de sintomas relacionados com estados inflamatórios ou irritativos na bexiga. É comumente utilizado em várias condições caracterizadas por períodos de sintomas agravados que surgiriam da urotoxicidade, tais como dor vesical grave, desconforto geral e irritação. O benefício de suporte é significativo, pois ajuda a mitigar o risco desta complicação grave que, de outra forma, poderia interferir com o tratamento oncológico necessário.

Apoio a Regimes de Quimioterapia de Dose Elevada

O Uromitexan é geralmente utilizado em contextos que envolvem padrões de sintomas agudos ou disruptivos, sendo um fármaco essencial de coadministração para doentes oncológicos adultos e pediátricos que recebem agentes quimioterápicos de alto risco. O benefício central contribui para um melhor conforto durante períodos de sintomas acentuados, o que pode auxiliar na manutenção do esquema de doses terapêuticas necessário. Esta medida de proteção ajuda a manter a estabilidade funcional ao gerir o potencial de toxicidade significativa que limita a dose.


“É aplicado em domínios onde é necessário suporte sintomático adicional para prevenir o desenvolvimento de uma complicação grave.”

Facto Rápido: Alívio para sintomas relacionados com estados inflamatórios ou irritativos

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Critérios de utilização e restrições

O perfil oficial de elegibilidade do Uromitexan (mesna) define grupos específicos de doentes para os quais o medicamento é necessário e outros para os quais a sua utilização é estritamente proibida ou restrita, com base nas informações regulamentares.

Populações Excluídas ou Restritas

Classificação Grupo Populacional
Contraindicado Doentes com hipersensibilidade conhecida ao mesna, a outros compostos de tiol ou a qualquer um dos excipientes.
Restrição Absoluta Recém-nascidos, prematuros e bebés com baixo peso ao nascer devem evitar as formulações injetáveis multidose que contenham o conservante álcool benzílico.
Utilização Condicional Doentes com doenças autoimunes pré-existentes (por exemplo, lúpus eritematoso sistémico) podem ter um risco acrescido de reações de hipersensibilidade e requerem uma avaliação cuidadosa.
Não Recomendado A amamentação não é, geralmente, recomendada durante o tratamento e durante, pelo menos, uma semana após a última dose.

Utilização Aprovada e Condicional

O Uromitexan está indicado para utilização em doentes oncológicos adultos e pediátricos para prevenir danos na bexiga durante a quimioterapia com doses elevadas de oxazafosforinas (ifosfamida, ciclofosfamida). A utilização em doentes geriátricos (idosos) requer uma seleção cautelosa da dose devido à potencial diminuição das funções orgânicas (hepática, renal ou cardíaca), embora esta condição não constitua uma contraindicação absoluta.

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O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

As informações oficiais indicam que o perfil de interações do Uromitexan (Mesna) é definido primordialmente por limitações de ordem física e química, em vez das tradicionais interações entre medicamentos, uma vez que não foram realizados estudos clínicos formais de interação.

Incompatibilidades de Administração

O Uromitexan não deve ser misturado na mesma solução intravenosa com diversos medicamentos específicos devido a incompatibilidades químicas e físicas documentadas. Estas combinações são instáveis ou resultam na inativação de um dos agentes coadministrados. As substâncias que devem ser separadas durante a preparação ou coadministração incluem a Cisplatina, a Carboplatina, a Mostarda de Azoto e a Epirrubicina. Além disso, quando o Mesna é misturado com a Ifosfamida numa solução única, aplica-se uma restrição em que a concentração de Ifosfamida não deve exceder os 50 mg/mL.

Interferência em Testes de Diagnóstico

O Uromitexan é um composto de sulfidrilo que pode interferir com ensaios químicos específicos, conduzindo potencialmente a resultados de exames imprecisos. Esta interferência pode resultar em resultados falso-positivos para cetonas urinárias quando se utilizam testes baseados em nitroprussiato de sódio. Pode também causar resultados falso-negativos em testes de atividade enzimática da CPK que dependam de um composto de tiol para a reação.

Restrições Relacionadas com Excipientes

O conservante Álcool Benzílico contido na solução injetável multidose está associado a toxicidade em certas populações. Por conseguinte, a utilização destes frascos é evitada em recém-nascidos prematuros e bebés com baixo peso ao nascer, devido ao risco associado a este excipiente.

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Mecanismo de ação

Neutralização Química do Metabolito Urotóxico

O Mesna atua como um doador de sulfidrilo que participa numa reação de conjugação química. O seu alvo principal é a acroleína, um aldeído altamente reativo gerado por fármacos de quimioterapia. Este mecanismo funciona através da ligação covalente da componente ativa do Mesna à acroleína na urina, neutralizando-a instantaneamente e formando um composto estável e não tóxico. A formação deste conjugado não tóxico altera a estrutura química da acroleína, mitigando o seu potencial para reagir com macromoléculas celulares.


Manutenção Localizada da Estrutura Urotelial

A cascata de neutralização química interrompe os eventos moleculares que precedem os danos celulares, impedindo que a acroleína se ligue às macromoléculas das células uroteliais. Ao limitar a reatividade química da acroleína em relação às células uroteliais, o mecanismo evita a ativação subsequente de cascatas inflamatórias localizadas e a resultante libertação de mediadores inflamatórios. Este mecanismo mantém a organização estrutural da camada de células uroteliais, o que contribui para o estado fisiológico basal do tecido.


Especificidade Anatómica e Limitações do Mecanismo

A ação da molécula é estritamente localizada no trato urinário. Esta especificidade é alcançada porque a molécula ativa é gerada e concentrada principalmente no rim e na própria urina, após o seu precursor inativo ser filtrado da corrente sanguínea. Esta limitação anatómica significa que o mecanismo executa a desativação química localizada de um metabolito específico, mas não influencia nem modula toxicidades sistémicas (por exemplo, neurotoxicidade ou mielossupressão) associadas ao regime de quimioterapia.

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Informações sobre dosagem e administração

Como Utilizar o Uromitexan

O Uromitexan (Mesna) é administrado de acordo com um protocolo rigoroso e dependente do tempo para assegurar uma uroproteção contínua durante regimes específicos de quimioterapia. A sua utilização é estritamente procedimental, com a dose e o esquema cronológico diretamente ligados ao agente quimioterápico coadministrado, habitualmente a ifosfamida.

Vias de Administração Oficiais e Cálculo da Dose

O Uromitexan é administrado oficialmente por via intravenosa (injeção ou infusão) ou por via oral (comprimido ou solução). A dose não é fixa, sendo calculada como uma percentagem (peso por peso) da dose de ifosfamida que o doente recebe concomitantemente. Por exemplo, a dose diária total de Mesna pode ser 60% da dose de ifosfamida quando se utiliza um esquema exclusivamente intravenoso, ou 100% quando se utiliza um regime combinado intravenoso e oral.

Esquema Posológico Dependente do Tempo

A administração está estruturada como uma série de doses intermitentes programadas em torno do início da infusão de quimioterapia, sendo este padrão repetido em todos os dias em que a quimioterapia é administrada.

Padrão de Administração Esquema (Relativo ao Início da Ifosfamida)
Regime IV Três doses iguais (20% da ifosfamida cada) administradas às 0 horas, 4 horas e 8 horas.
Regime Combinado IV/Oral Uma dose IV (20%) às 0 horas, seguida de doses orais (40% cada) às 2 horas e 6 horas.

Requisitos Procedimentais e de Duração

Para utilização intravenosa, o Mesna injetável deve ser diluído em soluções compatíveis, como Cloreto de Sódio a 0,9%, para uma concentração de 20 mg/mL antes da infusão. Uma regra procedimental fundamental refere-se à gestão de doses: se um doente vomitar nas duas horas seguintes à ingestão de uma dose oral, essa dose deve ser repetida ou substituída por uma administração intravenosa. A administração de Mesna deve continuar por um período suficiente após a dose final de quimioterapia para cobrir totalmente a fase de eliminação dos metabolitos urotóxicos, garantindo que a proteção é mantida até que a depuração esteja completa. Os ajustamentos posológicos para doentes pediátricos mantêm, de forma geral, a proporção de dose necessária em relação ao agente quimioterápico.

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Evidência clínica recente

Uromitexan: Evidência Clínica Recente

Visão Geral da Função e Foco da Investigação

A investigação clínica sobre o Uromitexan tem-se focado principalmente no seu papel na redução do risco de uma toxicidade específica associada a certos agentes quimioterápicos oxazafosforinas, como a ifosfamida e a ciclofosfamida. Os estudos têm investigado a capacidade protetora do metabolito ativo, o mesna, em ligar-se e desintoxicar os metabolitos urotóxicos no interior da bexiga, ajudando a prevenir a cistite hemorrágica.

Resumo dos Achados Clínicos

Os dados clínicos, frequentemente sob a forma de estudos retrospetivos e prospetivos, têm documentado de forma consistente uma redução na incidência e na gravidade da cistite hemorrágica induzida por quimioterapia quando o Uromitexan é coadministrado com doses elevadas de oxazafosforinas.

  • Redução de Risco: Protocolos de investigação utilizaram o Uromitexan para mitigar a urotoxicidade, reportando taxas de sucesso próximas de 100% na prevenção de cistite grave em doentes submetidos a regimes padrão de ifosfamida em doses elevadas.
  • Comparação de Eficácia: Estudos que comparam diferentes esquemas de administração demonstraram que o tempo de administração e a dose total de mesna são fatores críticos para alcançar uma uroproteção ideal. Foram examinados protocolos de infusão contínua em comparação com doses em bólus intermitentes, tendo ambos os métodos demonstrado elevada eficácia quando devidamente programados.

Perfil de Segurança e Tolerabilidade

O mesna é geralmente bem tolerado, particularmente em doses profiláticas padrão. As reações adversas mais comuns reportadas nos dados clínicos incluem cefaleias, tonturas, rubor e sintomas gastrointestinais ligeiros, como náuseas ou vómitos. Estes eventos adversos são tipicamente transitórios e apresentam uma taxa de incidência baixa.

Considerações Especiais

Os protocolos clínicos exigem frequentemente o ajuste do esquema posológico do mesna com base no protocolo de quimioterapia do doente e na respetiva função renal, uma vez que a eficácia do fármaco depende de uma excreção urinária adequada.

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Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas comuns sobre o Uromitexan (FAQ)

P: O Uromitexan é o fármaco propriamente dito ou é um nome comercial?

O Uromitexan é um nome comercial do medicamento. A substância ativa do Uromitexan é o Mesna, que é o nome genérico do fármaco. As informações oficiais do produto indicam que o Mesna está disponível sob vários nomes comerciais em diferentes regiões.

P: Com que rapidez o Uromitexan começa a atuar após ser administrado?

As informações regulamentares indicam que a excreção de Mesna na urina começa pouco tempo após a administração, especialmente quando administrado por via intravenosa (IV). O seu objetivo principal é estar presente no trato urinário para neutralizar quimicamente as substâncias tóxicas à medida que estas são eliminadas pelo organismo.

P: Por que razão o Uromitexan tem de ser administrado num contexto médico?

O Uromitexan é uma terapia adjuvante que é administrada de acordo com um protocolo preciso e dependente do tempo, em coordenação com fármacos específicos de quimioterapia. A administração envolve uma monitorização cuidadosa e supervisão médica para ajudar a garantir que o efeito protetor seja contínuo durante o período de tratamento necessário.

P: Existem diferentes nomes comerciais para o medicamento Uromitexan?

Sim, a substância ativa Mesna está disponível sob diferentes nomes comerciais, tais como Uromitexan e Mesnex, dependendo do país ou região. Estes nomes diferentes referem-se ao mesmo medicamento.

P: O Uromitexan causa queda de cabelo?

Os dados de segurança oficiais listam a queda de cabelo (alopécia) como uma das reações adversas muito comuns observadas. No entanto, o Uromitexan é administrado em conjunto com a quimioterapia, que é, por si só, uma causa conhecida de queda de cabelo. Estas reações são tipicamente categorizadas a partir de estudos onde o Mesna foi utilizado com quimioterapia.

P: O Uromitexan pode afetar o meu apetite?

Sim, os documentos regulamentares oficiais listam a perda de apetite (anorexia) como uma das reações adversas mais comuns observadas em doentes que recebem Mesna juntamente com quimioterapia. Esta é geralmente listada entre outros efeitos secundários ligeiros e transitórios.

P: É normal sentir um sabor metálico após o Uromitexan?

O sabor metálico foi relatado em observações clínicas como um efeito secundário documentado, especialmente durante a perfusão intravenosa. Esta é geralmente uma sensação temporária.

P: O Uromitexan interage com analgésicos comuns como o paracetamol?

Geralmente, não foram relatados estudos formais de interação medicamentosa com analgésicos comuns. Certas diretrizes de cuidados de suporte mencionam o uso de paracetamol para gerir efeitos secundários comuns, tais como febre ou dor de cabeça.

P: É seguro beber álcool durante o tratamento com Uromitexan?

Os folhetos informativos oficiais indicam que o consumo de álcool durante o tratamento com Uromitexan pode aumentar a intensidade dos efeitos secundários no sistema nervoso central. Estes efeitos incluem tonturas ou vertigens, que também são relatados como reações adversas comuns do fármaco.

P: Existem alimentos ou bebidas que devam ser evitados durante a toma de Uromitexan?

As monografias oficiais afirmam que a absorção e a eliminação do Mesna não são, geralmente, afetadas pelos alimentos. Portanto, a administração normalmente não é restrita com base na ingestão alimentar.

P: O Uromitexan é seguro para ser utilizado por pessoas grávidas?

Estudos em animais não indicaram risco para o feto, o que coloca o fármaco na Categoria B de Gravidez. No entanto, a sua utilização durante a gravidez requer uma avaliação por um profissional de saúde para garantir que o benefício potencial justifica quaisquer riscos potenciais.

P: Porque é que a hidratação é importante quando um doente está a receber Uromitexan?

As diretrizes regulamentares enfatizam que a hidratação adequada e um débito urinário suficiente são requisitos fundamentais. Isto ajuda a diluir os metabolitos tóxicos da quimioterapia na urina, contribuindo para o esforço protetor global juntamente com o Uromitexan.

P: O Uromitexan pode causar alterações na pressão arterial?

Embora as alterações na pressão arterial não estejam listadas como efeitos secundários comuns, podem ocorrer reações de hipersensibilidade sistémicas graves, mas raras. Estas reações graves podem incluir sintomas cardiovasculares, como hipotensão (pressão arterial baixa) ou taquicardia (ritmo cardíaco acelerado).

P: O que deve ser monitorizado pela equipa médica quando um doente está a receber Uromitexan?

A rotulagem oficial afirma que a urina do doente é monitorizada para a presença de hematúria (sangue na urina) todos os dias antes de receber a quimioterapia. Esta monitorização é realizada para verificar a eficácia protetora do fármaco.

P: Existem versões genéricas do Uromitexan amplamente disponíveis?

Sim, o fármaco ativo, Mesna, está disponível como medicamento genérico, além de ser vendido sob nomes comerciais como Uromitexan e Mesnex. A disponibilidade de genéricos é confirmada por listagens regulamentares globais.

P: O Uromitexan altera a cor ou o cheiro da urina?

Os documentos oficiais referem que, se a urina ficar com uma cor rosada ou avermelhada, isso pode ser um sinal de hematúria (sangue na urina), o que indica urotoxicidade. Esta observação pode levar a verificações clínicas adicionais.

P: O Uromitexan afeta a fertilidade em homens ou mulheres?

Os documentos regulamentares indicam que estudos em animais não encontraram evidências de efeitos adversos na fertilidade. No entanto, a informação disponível sugere que não se sabe se o Mesna pode afetar adversamente a capacidade reprodutiva em humanos.

P: O que acontece se eu esquecer uma dose de Uromitexan?

Se uma dose for esquecida, deve consultar-se imediatamente um profissional de saúde para determinar o próximo passo correto. Adicionalmente, as diretrizes regulamentares especificam que, se o doente vomitar nas duas horas seguintes à toma da formulação oral, poderá ser necessária uma dose repetida ou uma dose intravenosa.

P: Quanto tempo é que o Uromitexan permanece no meu organismo?

O Mesna é eliminado com relativa rapidez do plasma sanguíneo, mas o seu esquema de administração é especificamente cronometrado por protocolo. O fármaco é administrado durante um período suficiente, tipicamente 8 a 12 horas após a última dose de quimioterapia, para garantir que o trato urinário permaneça protegido enquanto os metabolitos tóxicos são totalmente eliminados.

P: O Uromitexan pode ser administrado a doentes com problemas renais?

As informações oficiais do produto indicam que não é necessário um ajuste específico da dose para doentes com compromisso renal (problemas nos rins). No entanto, como a eficácia do fármaco depende de uma excreção urinária adequada, o esquema posológico é adaptado ao protocolo de quimioterapia e ao estado de excreção urinária do doente.

P: Qual é a razão para as diferentes vias de administração do Uromitexan (IV vs. oral)?

A disponibilidade das formas intravenosa (IV) e oral destina-se a permitir uma uroproteção contínua. O tratamento começa frequentemente com a administração IV durante a perfusão de quimioterapia e pode transitar para doses orais para cobrir o período de proteção necessário posteriormente.

P: O Uromitexan afeta o funcionamento da quimioterapia?

Não, o Mesna é um uroprotetor e não possui qualquer atividade antitumoral por si só. As informações oficiais confirmam que não parece interferir com a atividade antitumoral (eficácia) dos fármacos quimioterápicos coadministrados.

P: O Uromitexan pode ser administrado a crianças pequenas?

O Mesna está indicado para utilização em doentes pediátricos para prevenir danos na bexiga. No entanto, a formulação injetável multidose contém um conservante, o álcool benzílico, e é especificamente evitada em recém-nascidos prematuros e bebés com baixo peso à nascença devido a preocupações de segurança associadas a esse excipiente.

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Como Uromitexan deve ser armazenado e descartado?

Requisitos de Armazenamento e Eliminação do Uromitexan

O Uromitexan (mesna) deve ser conservado a uma Temperatura Ambiente Controlada, definida entre os 20°C e os 25°C, sendo permitidas variações de temperatura até aos 30°C. Os frascos devem ser protegidos da luz e mantidos na sua embalagem de cartão original até ao momento da utilização.

Estabilidade e Manuseamento

As instruções do rótulo do produto indicam que os frascos não devem ser congelados. Os frascos multidose podem ser conservados e utilizados por um período máximo de 8 dias após a primeira perfuração. As soluções diluídas para administração intravenosa devem ser utilizadas num prazo de 24 horas quando conservadas a 25°C. Este medicamento deve ser mantido fora da vista e do alcance das crianças.

Eliminação

O Uromitexan não utilizado ou fora do prazo de validade não deve ser eliminado no lixo doméstico nem em águas residuais. A eliminação deve seguir os procedimentos de segurança para a gestão de resíduos farmacêuticos e cumprir as instruções hospitalares ou a regulamentação local.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

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