Uricam

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Uricam

Método de ação: Hypouricemic, Uricosuric

Opção de tratamento: Gout

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Uricam

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Princípio ativo Benzbromarona
Forma Comprimido (Preparação oral)
Classe farmacológica Agente uricosúrico
Objetivo geral Redução de níveis elevados de ácido úrico
Origem Composto sintético

O que é o Uricam e qual a sua classificação?

O Uricam é um medicamento sujeito a receita médica cujo componente ativo é o fármaco genérico Benzbromarona. Esta substância está formalmente classificada como um agente uricosúrico, o que significa que se trata de um tipo especializado de fármaco hipouricemiante. O composto pertence ao grupo farmacológico de agentes que aumentam a excreção renal de ácido úrico, confirmando a sua classificação e o seu mecanismo principal. A Benzbromarona é clinicamente reconhecida pela sua potência quando comparada com agentes mais antigos da classe dos uricosúricos, revelando-se uma ferramenta valiosa nos casos em que as terapêuticas padrão possam ser insuficientes.

Composição, origem e forma farmacêutica

O princípio ativo central, a Benzbromarona, é um composto sintético quimicamente identificado como um derivado do benzofurano. O Uricam é disponibilizado como uma preparação oral em forma de comprimido, o que permite a sua absorção sistémica. A composição baseia-se na substância ativa Benzbromarona, combinada com os excipientes sólidos necessários para formar a estrutura do comprimido. Dados clínicos confirmam que o fármaco é um agente uricosúrico altamente eficaz, diferenciando a sua ação de outros medicamentos comuns para a gota. O medicamento é habitualmente posicionado para doentes adultos que necessitem de uma terapêutica de manutenção para a hiperuricemia crónica.

Objetivo geral da terapêutica com Uricam

O objetivo geral da terapêutica com Uricam é apoiar a capacidade do organismo para eliminar o excesso de ácido úrico, reduzindo assim a sua concentração global na corrente sanguínea. A função do medicamento consiste principalmente em promover a uricosúria, que é o termo técnico para o aumento da excreção de ácido úrico através dos rins. Esta eliminação reforçada é o mecanismo fundamental através do qual o fármaco mantém níveis de ácido úrico baixos e estáveis, servindo como o objetivo essencial para uma terapêutica de manutenção a longo prazo. Um cenário comum de utilização envolve o uso do medicamento para atingir um nível pretendido de urato sérico, considerado seguro pelos profissionais de saúde.

Quais efeitos secundários são possíveis com Uricam?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança do Uricam (cloridrato de fenazopiridina) está oficialmente documentado por organismos reguladores governamentais e descreve as reações adversas conhecidas e as restrições críticas à sua utilização.

Abrangência das Reações Adversas

As reações adversas são classificadas pelo sistema de órgãos afetado e pela frequência de ocorrência, conforme estabelecido em ensaios clínicos e relatórios pós-comercialização.

  • Reações Comuns (Classe de Sistema de Órgãos): Foram reportadas reações como cefaleias (dores de cabeça), erupções cutâneas, prurido (comichão) e distúrbios gastrointestinais ocasionais (incluindo náuseas, vómitos e mal-estar estomacal).
  • Reações Adversas Graves: Os efeitos graves reportados, tipicamente associados a sobredosagem ou condições pré-existentes, incluem metemoglobinemia, anemia hemolítica, toxicidade renal (incluindo insuficiência renal aguda transitória) e toxicidade hepática. Também foram descritas reações do tipo anafilatoide.

Restrições e Limitações Relacionadas com a Segurança

Certas condições restringem o uso do Uricam devido ao aumento dos riscos de segurança. O medicamento é contraindicado em pacientes com hipersensibilidade conhecida ao fármaco ou aos seus componentes, bem como em pacientes com insuficiência renal (CrCl <50 mL/min) e insuficiência hepática grave.

Riscos Específicos da População e de Exposição:

  • Deficiência de G6PD: Pacientes com deficiência de Glucose-6-Fosfato Desidrogenase (G6PD) apresentam um risco acrescido de anemia hemolítica, mesmo em doses normais.
  • Acumulação do Medicamento: A coloração amarelada da pele ou da esclera dos olhos (a parte branca) é um sinal de acumulação do fármaco, frequentemente devido à diminuição da função renal, e exige que o medicamento seja interrompido imediatamente.
  • Duração da Utilização: Os documentos regulamentares enfatizam que o uso não deve exceder os 2 dias quando tomado com um agente antibacteriano para infeções do trato urinário, a menos que especificado por um profissional de saúde.

Notas de Segurança de Alto Nível:

A substância é um corante azo que confere uma cor vermelho-alaranjada inofensiva à urina e às fezes, o que pode manchar a roupa ou as lentes de contacto. O Uricam pode também interferir com certos testes laboratoriais que dependem de métodos colorimétricos.

Esta informação oficial serve para definir o perfil de risco conhecido do medicamento, baseando-se estritamente em conclusões regulamentares.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

O perfil regulamentar oficial do Uricam (Benzbromarona) é dominado pelo risco de distúrbios hepáticos graves e potencialmente fatais, o que dita a resposta de emergência necessária. As manifestações clínicas documentadas de toxicidade grave alinham-se com as de uma lesão hepática aguda, incluindo icterícia (coloração amarelada da pele ou dos olhos), urina escura, mal-estar geral e sintomas gastrointestinais como anorexia ou dor abdominal. Estas apresentações são frequentemente acompanhadas por uma elevação crítica das enzimas hepáticas em testes laboratoriais e representam o gatilho essencial para a procura imediata de ajuda. Refira-se que este risco crítico está oficialmente registado como ocorrendo predominantemente nos primeiros seis meses de administração.

A toxicidade grave ou extrema tem sido associada, na documentação regulamentar, a hepatite fulminante e insuficiência hepática aguda, desfechos que podem evoluir para disfunção grave da coagulação, encefalopatia hepática e podem, potencialmente, levar à morte ou necessitar de um transplante de fígado de emergência. As orientações oficiais exigem estritamente que o utilizador interrompa imediatamente a toma do medicamento perante o aparecimento de quaisquer sintomas sugestivos de lesão hepática. Deve procurar-se ajuda médica urgente porque não existe um antídoto específico conhecido para a toxicidade pelo Uricam. A gestão é estritamente sintomática e de suporte, exigindo observação próxima, monitorização e medidas adequadas para tratar as consequências fisiológicas que colocam a vida em risco.

Usos terapêuticos de Uricam

Para que serve o Uricam: Principais Utilizações e Benefícios

O Uricam é um medicamento anti-inflamatório não esteroide (AINE) indicado principalmente para o tratamento de condições inflamatórias e dolorosas do sistema osteoarticular. A sua substância ativa atua na redução da inflamação, da dor e da febre, sendo frequentemente prescrito para o alívio de sintomas associados a patologias crónicas e agudas das articulações e tecidos circundantes.

Indicações Terapêuticas Principais

O uso deste medicamento é comum no tratamento da artrite reumatoide, uma condição inflamatória crónica que afeta as articulações, e da osteoartrose, caracterizada pela degeneração das cartilagens. É também eficaz na gestão da espondilite anquilosante, uma forma de inflamação que atinge a coluna vertebral e as grandes articulações. Além destas condições crónicas, o Uricam é utilizado para tratar episódios agudos de gota, bem como afeções musculoesqueléticas agudas, tais como tendinites, bursites e dores resultantes de traumatismos.

Benefícios do Tratamento

O principal benefício do Uricam reside na sua capacidade de melhorar a mobilidade e a qualidade de vida do paciente ao reduzir significativamente o inchaço e a rigidez articular. Ao controlar o processo inflamatório, o medicamento permite que indivíduos com patologias degenerativas ou inflamatórias mantenham a funcionalidade nas atividades diárias. O alívio da dor proporcionado pelo tratamento contribui para a redução do desconforto físico associado a crises inflamatórias intensas.

Critérios de utilização e restrições

Elegibilidade Oficial e Contraindicações

O Uricam (Benzbromarona) é definido pelos documentos regulamentares oficiais como uma terapia de segunda linha para a redução do urato na hiperuricemia crónica e na gota. Isto significa que a sua utilização está restrita a adultos e adolescentes com 14 ou mais anos de idade, apenas quando o tratamento com agentes de primeira linha, como o alopurinol, não é possível devido a intolerância ou contraindicações.


Contraindicações Absolutas

Os documentos regulamentares proíbem explicitamente o uso de Uricam em várias populações e condições específicas:

O medicamento é contraindicado em pacientes com função renal comprometida ou com um distúrbio hepático preexistente. Do mesmo modo, a sua utilização é proibida em indivíduos com diátese de litíase renal, o que se refere à tendência para a formação de cálculos renais.

Relativamente ao estado clínico e etapas da vida, o início do tratamento é contraindicado durante uma crise aguda de gota. O uso é também contraindicado durante a gravidez e, geralmente, não é recomendado durante o período de amamentação. Por fim, o Uricam é contraindicado em pacientes com alergia conhecida à substância ativa ou a qualquer um dos seus excipientes.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

O perfil oficial de interações do Uricam é definido por alterações farmacocinéticas e pela potencial redução da eficácia quando administrado em conjunto com produtos medicinais específicos. Os documentos regulamentares indicam que a Benzbromarona é um inibidor da enzima CYP2C9, uma interação farmacocinética documentada que aumenta a exposição plasmática de medicamentos coadministrados que sejam metabolizados por esta via. Este efeito é clinicamente relevante no caso do anticoagulante Varfarina, em que a alteração do metabolismo pode elevar oficialmente o risco de hemorragia.

Por outro lado, a ação terapêutica uricosúrica do Uricam está oficialmente documentada como sendo diminuída quando coadministrada com o Ácido Acetilsalicílico (Aspirina) ou com certos Diuréticos Tiazídicos.

uma interação farmacodinâmica distinta envolve efeitos aditivos quando o fármaco é coadministrado com outros agentes uricosúricos (por exemplo, Probenecida), o que pode aumentar o risco documentado de formação de cálculos renais de ácido úrico.

As informações regulamentares incluem restrições específicas para certas populações: a administração é formalmente contraindicada em doentes com distúrbios hepáticos graves, devido à amplificação documentada do risco de hepatotoxicidade relacionado com a via metabólica do fármaco. Além disso, o perfil oficial observa que o consumo de álcool pode contrariar o objetivo terapêutico de redução do urato, ao aumentar os níveis de ácido úrico no soro sanguíneo.

Mecanismo de ação

O mecanismo do Uricam, impulsionado pelo princípio ativo Benzbromarona, atua no processo fisiológico de eliminação do urato.

Bloqueio Seletivo da Reabsorção Renal de Urato

O Uricam atua como um inibidor do Transportador de Urato 1 (URAT1), uma proteína localizada na superfície das células dos túbulos renais. Este alvo molecular é responsável pela reabsorção de aproximadamente 90% do ácido úrico filtrado de volta para a corrente sanguínea. Ao bloquear o URAT1, o fármaco garante que o ácido úrico permaneça no filtrado renal em vez de ser reciclado para a circulação. A cascata mecânica é direta: o bloqueio do transportador leva à falha da reabsorção, resultando num aumento da uricosúria (excreção de ácido úrico na urina).

Modulação da Homeostase Sistémica do Urato

O aumento da eliminação causado pelo bloqueio do URAT1 altera o equilíbrio global de urato no organismo. Esta ação prolongada é sustentada pela formação de um metabolito ativo (6-hidroxibenzbromarona), que mantém o efeito inibitório sobre o transportador, estendendo a duração da depuração do urato. Este mecanismo resulta numa redução da concentração de ácido úrico na corrente sanguínea sistémica. A eficácia deste processo é intrinsecamente limitada pela função subjacente dos rins, uma vez que é necessária uma filtração adequada para entregar o ácido úrico aos transportadores bloqueados.

Informações sobre dosagem e administração

O Uricam (Benzbromarona) é utilizado exclusivamente por via oral, sob a forma de comprimido, destinado à terapia de manutenção a longo prazo da hiperuricemia crónica. O medicamento deve ser tomado inteiro e sempre acompanhado por uma quantidade suficiente de água, tipicamente um copo, uma vez que a manutenção de uma ingestão hídrica adequada e de um elevado débito urinário é uma condição procedimental obrigatória durante todo o tratamento.

O esquema posológico segue uma estrutura de titulação clara para adultos. A terapia é iniciada com uma dose inicial baixa de 25 mg ou 50 mg, tomada uma vez por dia. Com base nos requisitos clínicos, a dose é ajustada para um regime de manutenção que geralmente se situa entre 50 mg e 100 mg por dia. A dose pode ser tomada uma única vez ao dia ou dividida para administração até três vezes ao dia, seguindo as orientações de prescrição regionais. A dose diária máxima aprovada está documentada como sendo de 200 mg.

O momento da ingestão especifica que o comprimido deve ser tomado com ou após os alimentos para auxiliar a administração. A dosagem global é flexível e está sujeita a ajustes de acordo com a idade e a condição do paciente, mas a sua utilização é restringida por uma limitação oficial: o medicamento é contraindicado em casos de insuficiência renal grave, especificamente quando a depuração da creatinina é inferior a 20 mL/min. Se uma dose for esquecida, as instruções oficiais especificam que deve ser tomada quando lembrada, a menos que esteja próxima da hora da próxima dose agendada, proibindo-se explicitamente a duplicação da dose.

Evidência clínica recente

Evidência Científica: Visão Geral dos Estudos sobre o Uricam

Evidência para o Uso na Hiperuricemia Crónica e Gota

A investigação científica analisou o Uricam em contextos que envolvem condições caracterizadas por manifestações flutuantes ou episódicas, tais como a hiperuricemia crónica e a gota. Os estudos focaram-se na forma como os níveis de urato sérico (sUA) se alteram em intervalos de tempo definidos. A investigação inclui ensaios controlados aleatorizados (ECA) de curto prazo e estudos de coorte observacionais de longo prazo.

Os resultados descrevem padrões observados nos estudos, reportando principalmente medições de alterações nos níveis do biomarcador de urato sérico. Os ensaios exploraram resultados que descrevem alterações episódicas ou agudas relacionadas com a frequência de crises de gota. A investigação descreve padrões de medições de sUA ao longo de períodos de observação mais extensos em doentes seguidos em contextos observacionais.

O que permanece incerto é a caracterização a longo prazo da durabilidade relativamente ao estado funcional e à saúde das articulações. Verifica-se uma carência de evidência comparativa face a outros fármacos hipouricemiantes em ensaios clínicos dedicados de grande escala. Adicionalmente, decorre investigação para clarificar os critérios de estudo ideais para avaliar o tratamento da hiperuricemia crónica recém-diagnosticada.

Evidência em Grupos de Doentes Específicos e de Difícil Tratamento

A investigação explorou o uso do Uricam em grupos de doentes categorizados como refratários, ou seja, doentes que tiveram uma resposta insuficiente a terapias padrão anteriores. Estes estudos focaram-se em alterações de sintomas a curto prazo, examinando se os doentes atingiram os níveis pretendidos de sUA. Os dados mostram padrões relacionados com a persistência do doente na terapia.

Foco da Investigação: Resultados a Longo Prazo e Risco Cardiovascular

A investigação examinou a relação entre o uso de Uricam e resultados que monitorizam o esforço ou stresse fisiológico, particularmente os Eventos Cardiovasculares Adversos Maiores (MACE). Esta análise baseia-se fortemente em análises de coorte retrospetivas de longo prazo e revisões sistemáticas.

A certeza permanece baixa quanto aos efeitos a longo prazo no risco cardiovascular devido à escassez de ensaios aleatorizados de grande escala especificamente desenhados para avaliar este desfecho. Os dados retrospetivos estão sujeitos a limitações, tais como fatores de confusão que podem influenciar os padrões observados.

Populações Especiais Estudadas: Foco na Insuficiência Renal

Estudos monitorizaram o Uricam em populações especiais, particularmente naquelas com Doença Renal Crónica (DRC) moderada coexistente. Esta investigação acompanhou marcadores da função renal, como a taxa de filtração glomerular estimada (eGFR). Os efeitos a longo prazo na progressão da condição renal subjacente não estão totalmente estabelecidos, uma vez que as durações do acompanhamento foram limitadas em contextos controlados.

Exame do Panorama Geral da Investigação e Lacunas

Os estudos realçam que a qualidade da evidência varia entre os estudos, abrangendo desde ECA de curto prazo a dados observacionais de grande dimensão. Verifica-se uma carência de evidência comparativa e os dados para certos grupos de alto risco permanecem insuficientes. A investigação não determina se um indivíduo irá responder de forma semelhante aos padrões de grupo reportados na literatura, uma vez que os resultados dos estudos refletem as condições específicas sob as quais foram conduzidos.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Uricam (FAQ)


P: O que devo fazer se me esquecer de tomar uma dose?

As instruções regulamentares especificam que, caso se esqueça de uma dose, esta deve ser tomada assim que se lembrar, a menos que esteja próxima da hora da dose seguinte. As informações oficiais do produto proíbem explicitamente a toma de uma dose dupla para compensar a dose que foi esquecida.


P: Qual é a relação entre o Uricam e a Varfarina?

Está documentado que o Uricam afeta o metabolismo de certos medicamentos. De acordo com as informações oficiais do produto, este atua como um inibidor da enzima CYP2C9. Esta ação pode aumentar a concentração de medicamentos como a Varfarina na corrente sanguínea, o que está oficialmente documentado como um fator que eleva o risco de hemorragia.


P: Qual é a ingestão de líquidos necessária ao tomar Uricam?

As instruções oficiais de administração indicam que o fármaco deve ser sempre administrado com uma quantidade suficiente de água, normalmente um copo. A manutenção de uma ingestão adequada de líquidos e de um débito urinário elevado é uma condição procedimental necessária para apoiar o efeito pretendido do medicamento durante o tratamento.


P: As crianças ou adolescentes podem tomar Uricam?

Os documentos regulamentares oficiais definem restrições de idade específicas para o Uricam. O uso deste fármaco está restrito a adultos e adolescentes a partir dos 14 anos de idade. Não está indicado para utilização em crianças com idade inferior a 14 anos.


P: Porque é que a minha urina parece cor de laranja avermelhada após tomar este fármaco?

A substância do Uricam é um corante azo que é conhecido por conferir uma cor alaranjada ou avermelhada tanto à urina como às fezes. Esta alteração de cor é um efeito conhecido, documentado nas informações oficiais de segurança, e não representa um sinal de um problema grave com o medicamento.


P: Qual é o tempo de semivida do Uricam ou do seu metabolito ativo?

O perfil farmacocinético do Uricam é definido pelo seu princípio ativo, a Benzbromarona. Segundo os dados regulamentares, o composto de origem tem um tempo de semivida de eliminação relativamente curto, de cerca de 3 horas. No entanto, o seu metabolito ativo sustenta o efeito com um tempo de semivida significativamente mais longo, de aproximadamente 30 horas.


P: O Uricam tem um prazo de validade conhecido a partir da data de fabrico?

Tal como todos os medicamentos sujeitos a receita médica, o Uricam possui um prazo de validade. Esta data é determinada por testes de estabilidade realizados pelo fabricante e correlaciona-se com as condições de conservação especificadas descritas nas informações do produto.


P: Como posso saber se o medicamento está a funcionar para baixar o meu ácido úrico?

As diretrizes clínicas indicam como deve ser monitorizada a eficácia dos fármacos redutores de urato. A eficácia é geralmente acompanhada através de medições rotineiras da quantidade de ácido úrico numa amostra de sangue (conhecido como teste de urato sérico) para confirmar que o nível terapêutico pretendido está a ser mantido.

Como Uricam deve ser armazenado e descartado?

O Uricam deve ser conservado à temperatura ambiente, longe do calor excessivo e da humidade, o que geralmente significa evitar o armazenamento no quarto de banho. É necessário manter o medicamento no seu recipiente original e garantir que a tampa está bem fechada para manter a estabilidade do produto.

Segurança Infantil e Eliminação

Para segurança, armazene sempre o Uricam fora da vista e do alcance das crianças, mantendo os fechos de segurança trancados. Ao eliminar medicamentos não utilizados ou fora do prazo de validade, a opção preferencial é utilizar um programa comunitário de recolha de fármacos ou um envelope de devolução pré-pago. Se não estiver disponível uma opção de recolha e o Uricam não constar da lista de substâncias que podem ser eliminadas por via de esgoto, deve misturá-lo com uma substância desagradável (como terra ou borras de café), colocar a mistura num recipiente selado e, depois, eliminá-lo no lixo doméstico. Não elimine o produto de uma forma que permita o acesso fácil ou o seu consumo.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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