Uptravi

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Uptravi

Forma selecionada

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Uptravi

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Princípio ativo Selexipag (composto progenitor/pró-fármaco)
Forma farmacêutica Comprimidos revestidos por película e pó para solução para injeção
Classe farmacológica Agonista Seletivo do Recetor IP da Prostaciclina
Objetivo geral Reduzir a pressão arterial pulmonar (vasodilatador)
Origem Molécula orgânica sintética (não-prostanóide)

A Identidade Fundamental: Definir o Uptravi e o Selexipag

O Uptravi é um agente farmacêutico especializado, sujeito a receita médica, utilizado como terapia dirigida para adultos com diagnóstico de Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP), especificamente do Grupo I da OMS. O seu princípio ativo é o Selexipag, uma pequena molécula sintética que gere as alterações vasculares subjacentes à HAP ao atuar na via de sinalização da prostaciclina. Estudos farmacológicos confirmam o seu desenvolvimento como o primeiro da sua classe a ser um agonista oral e seletivo do recetor IP, de natureza não-prostanóide. Este medicamento é frequentemente utilizado para apoiar regimes de tratamento existentes, representando uma abordagem reconhecida na gestão da progressão da doença.

Uma característica distintiva do Selexipag é a sua classificação como um pró-fármaco inativo. Este tem de ser primeiro convertido in vivo pela enzima carboxilesterase 1 (CES1) no seu metabolito ativo significativamente mais potente, o ACT-333679, antes que o efeito terapético total possa ser exercido. O medicamento é fornecido principalmente sob a forma de comprimidos revestidos por película para toma bi-diária, oferecendo uma diferenciação fundamental face a tratamentos mais antigos baseados em infusões.

Classificação Farmacológica, Composição e Objetivo

O Uptravi pertence à classe dos Agonistas dos Recetores da Prostaciclina, com o seu mecanismo central focado na estimulação do recetor IP específico nas células musculares lisas das artérias pulmonares. Esta ativação desencadeia uma resposta celular benéfica, promovendo a vasodilatação (alargamento dos vasos) e efeitos antiproliferativos (inibição do espessamento da parede vascular).

Para os períodos em que a administração oral não é possível, está disponível uma preparação para injeção intravenosa, assegurando a continuidade da terapia dirigida. Esta ação essencial alivia a sobrecarga crónica e severa no lado direito do coração, apoiando a função cardiopulmonar global em doentes com HAP.

Quais efeitos secundários são possíveis com Uptravi?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O Uptravi (selexipag) pode causar efeitos secundários, muitos dos quais estão relacionados com o seu mecanismo de ação como vasodilatador, sendo frequentemente mais comuns durante a fase inicial de titulação da dose.


Efeitos Secundários Comuns

Os efeitos secundários comunicados com maior frequência, ocorrendo numa percentagem significativa de doentes em ensaios clínicos (mais de 10%), incluem:

  • Cefaleia (o mais frequente)
  • Diarreia
  • Dor na mandíbula
  • Náuseas
  • Vómitos
  • Dor muscular (mialgia) e dor nas extremidades (braços ou pernas)
  • Rubor (vermelhidão temporária da pele)
  • Dor articular (artralgia)
  • Erupção cutânea

Outros efeitos secundários comuns incluem a anemia (contagem baixa de glóbulos vermelhos) e a diminuição do apetite.


Avisos Graves e Precauções

Os doentes devem ser monitorizados quanto a condições mais graves, embora menos frequentes. O Uptravi deve ser utilizado com precaução em doentes com Doença Pulmonar Veno-Oclusiva (DPVO), uma vez que, nesta patologia, os vasodilatadores podem levar ao edema pulmonar (presença de líquido nos pulmões). Caso surjam sinais de edema pulmonar, o tratamento com Uptravi deve ser interrompido.

Doentes com insuficiência hepática grave (classe C de Child-Pugh) devem geralmente evitar o uso de Uptravi, dado que o organismo poderá processar o medicamento de forma demasiado lenta. São necessários ajustes na dose para doentes com insuficiência hepática moderada.

Adicionalmente, foram notificados casos de hipertiroidismo (glândula tiroide hiperativa) num número reduzido de doentes.


Interações Medicamentosas

O Uptravi está contraindicado para utilização com inibidores fortes do CYP2C8, como o gemfibrozil, devido a um aumento significativo da exposição ao metabolito ativo. A dose deve ser reduzida para uma vez ao dia quando coadministrada com inibidores moderados do CYP2C8 (por exemplo, o clopidogrel).

Antes de tomar Uptravi, os doentes devem informar o seu profissional de saúde sobre todas as condições médicas atuais, incluindo problemas hepáticos, historial de DPVO e todos os medicamentos de prescrição, de venda livre, vitaminas e suplementos de ervas que estejam a tomar.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

As informações seguintes derivam estritamente das secções oficiais sobre sobredosagem e das orientações de emergência publicadas pelas autoridades regulamentares governamentais.

Categoria Declaração Oficial
Manifestações documentadas Náuseas ligeiras e transitórias constituem a manifestação clínica específica documentada em casos isolados de sobredosagem, com ingestões únicas comunicadas até 3200 mcg.
Sistemas afetados A potente ação vasodilatadora do fármaco pode conduzir a hipotensão grave (pressão arterial baixa), o que representa uma consequência expectável de uma dose excessiva.
Resposta de emergência Procure assistência médica imediata ou contacte o Centro de Informação Antivenenos (CIAV) em caso de suspeita de sobredosagem.
Sinais de urgência imediata Os serviços de emergência devem ser contactados urgentemente se o indivíduo apresentar sinais de compromisso grave, tais como colapso, convulsões, dificuldade respiratória ou perda de consciência.

Declarações Oficiais sobre Sobredosagem:

A gestão de um evento de sobredosagem é inteiramente sintomática e de suporte, uma vez que os documentos regulamentares oficiais não listam um antídoto conhecido. Devido à elevada ligação do selexipag e do seu metabolito ativo às proteínas plasmáticas, é pouco provável que tentativas de remoção do fármaco através de procedimentos como a diálise sejam eficazes. Não são detalhadas considerações específicas para populações particulares (por exemplo, em casos de insuficiência renal ou hepática) na secção oficial de sobredosagem das rotulagens regulamentares.

Contexto do Perfil de Sobredosagem:

O perfil de sobredosagem é definido essencialmente através do sintoma único documentado (náuseas) e do elevado potencial de risco de hipotensão decorrente do mecanismo do fármaco. Este perfil determina que se deve procurar ajuda de emergência perante qualquer suspeita de sobredosagem, sendo que sinais graves específicos exigem o envolvimento imediato dos serviços médicos de urgência. O protocolo clínico limita as intervenções apenas a cuidados de suporte.

Usos terapêuticos de Uptravi

O que o Uptravi Trata: Principais Usos e Benefícios

O Uptravi é utilizado na gestão sintomática a longo prazo da Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP), especificamente na classificação do Grupo 1 da OMS. Este domínio terapêutico inclui condições idiopáticas, hereditárias e associadas, tais como a HAP relacionada com doenças do tecido conjuntivo. O seu uso clínico está em conformidade com as diretrizes para doentes adultos cujos sintomas se enquadram na Classe Funcional II ou Classe Funcional III da OMS, o que indica um certo grau de limitação física. O suporte proporcionado poderá auxiliar na manutenção da estabilidade funcional no contexto desta patologia progressiva.

Um benefício fundamental é o apoio ao doente durante estados marcados por um aumento do stress fisiológico. O medicamento é utilizado para gerir sintomas como a falta de ar e a fadiga que interferem com a rotina diária. O seu papel consiste primariamente em ajudar na gestão da progressão da doença e poderá auxiliar na redução do risco de hospitalização relacionada com a HAP. É habitualmente aplicado em cenários onde é necessário suporte sintomático adicional, sendo frequentemente um componente relevante de regimes de terapia combinada.


Facto Rápido: Apoio nos Sintomas de Limitação Física O medicamento apoia os doentes na gestão dos sintomas funcionais associados à HAP de Classe Funcional II e III da OMS, e poderá contribuir para aliviar a carga sintomática global durante os períodos sintomáticos.

Critérios de utilização e restrições

O Uptravi (selexipag) não é indicado para todos os doentes. Os documentos regulamentares oficiais definem populações específicas que devem evitar este medicamento.

Populações Contraindicadas

O uso de Uptravi é contraindicado (não deve ser utilizado) em doentes que estejam a tomar inibidores fortes da enzima CYP2C8, como o gemfibrozil. A coadministração aumenta significativamente a concentração do fármaco no organismo.

O medicamento é também contraindicado para qualquer indivíduo com uma alergia conhecida ou sensibilidade grave ao selexipag ou a qualquer um dos seus excipientes (ingredientes não ativos).

A utilização deve ser evitada em doentes com insuficiência hepática grave (Classe C de Child-Pugh). Doentes com insuficiência hepática moderada (Classe B de Child-Pugh) requerem uma dose inicial modificada de uma vez ao dia.


Restrições de Elegibilidade e Considerações Especiais

A rotulagem europeia contraindica o uso em doentes com antecedentes de eventos cardíacos graves específicos, incluindo enfarte do miocárdio (ataque cardíaco) nos últimos seis meses, arritmias graves ou certos defeitos valvulares.

A segurança e a eficácia do Uptravi em crianças não foram estabelecidas. A sua administração na população pediátrica não é, geralmente, recomendada.

Não existem estudos adequados sobre o uso em mulheres grávidas. No que respeita ao aleitamento, as mães devem ou descontinuar o fármaco ou interromper o aleitamento, dada a necessidade de optar entre o tratamento materno e a amamentação.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Combinações Contraindicadas e Alterações na Exposição ao Fármaco

O perfil oficial de interações do Uptravi é definido primordialmente por restrições farmacocinéticas relacionadas com a enzima metabólica Citocromo P450 2C8 (CYP2C8). A limitação mais rigorosa é a contraindicação formal contra a administração conjunta de inibidores fortes da CYP2C8, como o Gemfibrozil.

Esta restrição é obrigatória porque a inibição forte da CYP2C8 está documentada como sendo capaz de aumentar significativamente a exposição sistémica do metabolito ativo (ACT-333679) em aproximadamente 11 vezes.

Inibidores Moderados e Indutores da CYP2C8: A coadministração com inibidores moderados da CYP2C8 (por exemplo, Clopidogrel ou Deferasirox) resulta num aumento documentado da exposição ao metabolito ativo, o que exige um ajuste na administração da quantidade diária total. Inversamente, a coadministração com indutores fortes das enzimas (por exemplo, Rifampicina), que afetam tanto as enzimas CYP2C8 como as UGT, causa uma redução substancial na exposição ao metabolito ativo, exigindo igualmente um ajuste correspondente na administração.

Outras Restrições de Interação: Nota-se uma interação farmacodinâmica com outros vasodilatadores e medicamentos hipotensores, o que pode levar a um risco de redução cumulativa da pressão arterial. Além disso, a utilização é formalmente evitada em doentes com insuficiência hepática grave (classe C de Child-Pugh), uma vez que a própria condição clínica cria um risco de exposição grave específico para esta população.

Mecanismo de ação

Ativação Seletiva do Recetor de Prostaciclina IP

Este mecanismo centra-se na ligação seletiva e estimulação do recetor IP pela molécula ativa ACT-333679 nas células musculares lisas das artérias pulmonares. Esta ação molecular fornece o estímulo funcional do mediador de sinalização natural, iniciando uma cascata que eleva significativamente o mensageiro intracelular Monofosfato de Adenosina Cíclico (cAMP) no interior das células musculares lisas.

Ação Dual: Vasodilatação e Modulação da Remodelação Vascular

O aumento do cAMP produz um efeito fisiológico duplo: media o relaxamento das células musculares lisas (vasodilatação) e, simultaneamente, limita a proliferação destas células e a síntese da matriz extracelular. Estas ações combinadas resultam numa redução da Resistência Vascular Pulmonar (RVP) e medeiam um efeito limitador das alterações estruturais progressivas.

Estratégia de Pró-fármaco para um Agonismo de Alta Afinidade

O composto progenitor, o Selexipag, funciona como um pró-fármaco inativo que é rapidamente convertido pela enzima Carboxylesterase 1 (CES1) no agente terapêutico principal, a ACT-333679. Esta conversão assegura um efeito agonista seletivo e de alta afinidade pelo metabolito ativo no recetor-alvo, levando ao envolvimento da via do cAMP que serve de base ao mecanismo fisiológico do fármaco.

Informações sobre dosagem e administração

A administração do Uptravi (selexipag) é regida por um protocolo rigoroso e individualizado, que se foca tanto no comprimido oral como na perfusão intravenosa. A forma oral destina-se a uma utilização a longo prazo e deve ser iniciada com uma dose inicial de 200 µg, duas vezes ao dia. Posteriormente, a dose é aumentada de forma gradual — um processo designado como titulação — em incrementos de 200 µg, duas vezes ao dia, geralmente em intervalos semanais, até que o doente atinja a dose mais elevada que consiga tolerar, com um limite máximo de 1600 µg, duas vezes ao dia.

Para uma toma correta, os comprimidos devem ser engolidos inteiros com água, não devendo ser partidos, esmagados ou mastigados. A ingestão do medicamento com alimentos pode ajudar na tolerabilidade. A via intravenosa está reservada para doentes que se encontrem temporariamente impossibilitados de tomar os comprimidos orais. Quando administrada por via intravenosa, a dose é aplicada através de uma perfusão de 80 minutos, duas vezes ao dia, correspondendo a dose à dose oral estável atual.

Existem regras específicas para o ajuste das doses. Caso o tratamento seja interrompido por três ou mais dias consecutivos, o medicamento deve ser reiniciado com uma dose inferior e o processo de titulação deve ser repetido. Para doentes com insuficiência hepática moderada (Child-Pugh B), a dose inicial e os incrementos de titulação devem ser reduzidos. No entanto, não é necessário qualquer ajuste na dose inicial para doentes com insuficiência renal não grave.

Evidência clínica recente

Evidência Científica e Resumo de Estudos sobre o Uptravi

Evidência na Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP)

A base principal da investigação sobre o selexipag foca-se na sua utilização em adultos com diagnóstico de Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP), uma condição caracterizada por limitações funcionais. O selexipag foi avaliado num ensaio clínico controlado e aleatorizado de grande escala e longa duração, que comparou o tratamento com um placebo. Os investigadores monitorizaram um desfecho primário composto de morbilidade/mortalidade, que incluiu o tempo decorrido até o doente sofrer um evento major (evento grave) relacionado com a sua HAP, como o internamento por agravamento da doença.

A investigação examinou tanto doentes recém-diagnosticados como aqueles que já recebiam outras terapias orais para a HAP. Os resultados descrevem padrões observados nos estudos onde o desfecho primário medido registou eventos como o internamento por agravamento da HAP e a progressão da doença. À 26.ª semana, a investigação reportou uma diferença na medida da função física (distância percorrida no teste de marcha de 6 minutos — 6MWD) de aproximadamente 12 metros entre o grupo do selexipag e o grupo do placebo.

Contexto da Investigação: Uso em Terapia Combinada

O selexipag foi estudado tanto em monoterapia como quando adicionado a um ou dois medicamentos orais já existentes para a HAP. Análises de subgrupos do ensaio principal indicaram que o desfecho composto do estudo foi explorado nos doentes, independentemente de estarem a receber uma terapia de base simples ou dupla no início do estudo. A investigação explorou também o uso do selexipag como parte de um regime inicial de tripla combinação, onde os estudos monitorizaram alterações nos parâmetros hemodinâmicos (como a resistência vascular pulmonar).

Medidas Funcionais e Resultados no Mundo Real

A investigação examinou vários resultados que refletem o funcionamento diário e o nível de atividade, incluindo o Teste de Marcha de 6 Minutos (6MWD). A investigação sublinha que a alteração medida no 6MWD no ensaio principal foi pequena. As autoridades regulamentares observaram que esta diferença medida ficou abaixo da alteração mínima geralmente reconhecida como clinicamente relevante. A investigação também monitorizou alterações na Classe Funcional da OMS do doente; contudo, os padrões observados para este desfecho secundário específico foram limitados durante o ensaio principal.

O que Permanece Incerto na Investigação

A investigação continua em curso, mas alguns aspetos do tratamento ainda não estão totalmente estabelecidos. A evidência principal baseia-se num desfecho composto, o que torna o impacto isolado em eventos individuais menos certo do que no desfecho composto como um todo. A investigação indica que a alteração medida nos principais resultados funcionais foi pequena e a sua relevância clínica é considerada limitada segundo as avaliações de alguns especialistas. Por último, os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos para além dos períodos de acompanhamento comunicados nos ensaios clínicos existentes.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Uptravi (FAQ)


P: Qual é a diferença entre o Uptravi e um prostanoide tradicional, uma vez que é descrito como 'não-prostanoide'?

R: O Uptravi é classificado como uma molécula não-prostanoide. Foi concebido para ativar seletivamente apenas o recetor IP (prostaciclina), que é um tipo específico de recetor no organismo. Esta elevada seletividade contrasta com o funcionamento dos prostanoides tradicionais, que podem estar associados a uma gama mais ampla de efeitos devido a uma menor seletividade de recetores.

P: Existem efeitos secundários graves associados ao Uptravi que devam ser conhecidos?

R: A rotulagem oficial inclui avisos sobre reações graves, tais como sinais de uma alergia grave ou o desenvolvimento de edema pulmonar (fluido nos pulmões) caso o doente sofra de uma condição específica chamada Doença Veno-Oclusiva Pulmonar (DVOP). Estas manifestações podem exigir atenção médica imediata.

P: O tratamento com Uptravi é adequado para pessoas que estejam grávidas, planeiem engravidar ou que estejam a amamentar?

R: Existem dados limitados sobre a utilização do Uptravi em mulheres grávidas. As doentes que possam engravidar são aconselhadas a utilizar métodos contracetivos eficazes durante o tratamento. O aleitamento não é recomendado, uma vez que se desconhece se o fármaco passa para o leite materno.

P: O Uptravi foi estudado em crianças ou doentes pediátricos e o que mostram os resultados?

R: A segurança e a eficácia do Uptravi não foram estabelecidas em crianças com idade inferior a 18 anos. Portanto, a utilização nesta população não está validada.

P: O Uptravi pode ser tomado com outras terapias específicas para a HAP (ex: ERAs ou inibidores da PDE-5)?

R: A eficácia do Uptravi foi estabelecida em ensaios clínicos onde os doentes estavam a iniciar tratamento ou já tomavam um ou dois outros medicamentos orais específicos para a HAP. A sua utilização está integrada num plano de terapia combinada.

P: Que tipos de medicamentos de venda livre ou suplementos podem interagir com o Uptravi?

R: O Uptravi pode interagir com outros medicamentos (sujeitos ou não a receita médica), vitaminas ou suplementos à base de plantas. É essencial informar o profissional de saúde sobre todos os produtos utilizados, pois alguns podem afetar a forma como o organismo processa o medicamento.

P: Qual é o período de tempo habitual para completar a fase de ajuste de dose?

R: O ajuste inicial da dose, ou fase de titulação, é altamente individualizado. No ensaio clínico principal, esta fase foi planeada para abranger as primeiras 12 semanas de tratamento, sendo que a duração mediana para atingir a dose de manutenção individualizada foi de aproximadamente 8 a 12 semanas.

P: O que acontece se um doente parar de tomar Uptravi por vários dias?

R: Se o tratamento for interrompido por três ou mais dias consecutivos, a medicação deve ser reiniciada com uma dose inferior e o processo de titulação deve ser repetido.

P: O Uptravi tem efeito na pressão arterial ou no ritmo cardíaco?

R: Como fármaco que promove a dilatação dos vasos sanguíneos (vasodilatação), pode contribuir para a pressão arterial baixa (hipotensão). Um ritmo cardíaco acelerado ou irregular é assinalado como um sintoma grave que pode exigir atenção médica imediata.

P: Qual é o mecanismo pelo qual o Uptravi dilata os vasos sanguíneos nos pulmões?

R: O metabolito ativo do Uptravi atua ativando o recetor IP nos vasos sanguíneos dos pulmões. Esta ação mimetiza a sinalização natural do corpo e faz com que as células musculares lisas nas artérias relaxem e se dilatem.

P: E se um doente não tolerar os efeitos secundários durante a fase de ajuste de dose?

R: Se o doente não tolerar as reações adversas numa determinada dose, a recomendação oficial é reduzir a dose para um nível tolerado anteriormente, mantendo o tratamento enquanto se gere o conforto.

P: O Uptravi atua apenas numa via no corpo ou afeta múltiplos sistemas?

R: O Uptravi atua principalmente através da ativação seletiva do recetor IP na via da prostaciclina. Contudo, também foram descritos efeitos secundários como a inibição da agregação plaquetária e a supressão da proliferação do músculo liso.

P: Qual é o risco de desenvolver uma erupção cutânea (rash) ao tomar Uptravi?

R: A erupção cutânea é um efeito secundário comum, reportado em 12% dos doentes a tomar o fármaco no ensaio clínico principal, em comparação com 5% no grupo placebo.

P: A ocorrência ou gravidade dos efeitos secundários diminui habitualmente após o período de ajuste de dose?

R: Certas reações adversas ligadas ao mecanismo de ação, como dores de cabeça ou dor na mandíbula, são mais frequentes durante a fase de titulação. Estes efeitos são geralmente temporários e podem tornar-se mais geríveis com o tempo.

P: Existem avisos especiais para doentes idosos com mais de 75 anos que utilizem Uptravi?

R: Não é necessário um ajuste geral da dose, mas aconselha-se precaução em doentes com mais de 75 anos de idade devido à experiência clínica limitada nesta população específica.

P: Como é que o médico determina a dose final de longo prazo para um doente?

R: A dose de manutenção individualizada é determinada pelo aumento gradual da dose ao longo do tempo, até que o doente atinja a dose mais elevada que consiga tolerar.

P: Quais são os resultados dos ensaios clínicos de longo prazo que apoiam o uso do Uptravi?

R: O principal ensaio clínico de longo prazo reportou uma redução do risco relativo de 16,5% para o desfecho composto de morbilidade/mortalidade, definido como o tempo até um evento grave relacionado com a progressão da doença ou morte.

P: O estudo principal (estudo GRIPHON) mostrou que o Uptravi melhora a capacidade de exercício do doente?

R: Após 26 semanas, o aumento médio na distância percorrida no teste de marcha de 6 minutos foi aproximadamente 12 metros superior ao do grupo placebo.

P: Que tipo específico de progressão da doença visaram atrasar os ensaios clínicos do Uptravi?

R: Os ensaios visaram atrasar um desfecho composto que incluiu eventos como o internamento por agravamento da HAP, a necessidade de iniciar medicação injetável ou outras medidas de progressão da doença.

P: A toma de Uptravi pode causar alterações nos níveis da hormona estimulante da tiroide (TSH) no organismo?

R: Foi reportado hipertiroidismo num pequeno número de doentes, indicando um efeito potencial na glândula tiroide responsável pela regulação da TSH.

P: O Uptravi está associado a um risco aumentado de desenvolver anemia ou uma contagem baixa de glóbulos vermelhos?

R: A anemia é um efeito secundário comum, reportado em 8% dos doentes no ensaio principal, em comparação com 3% no grupo placebo.

P: É necessário evitar certos alimentos ou bebidas enquanto se toma Uptravi?

R: Não se impõe a exclusão de alimentos específicos, mas a toma dos comprimidos com alimentos pode melhorar a tolerabilidade.

P: Os doentes que sofram de tipos específicos de doença cardíaca congénita podem utilizar Uptravi?

R: A eficácia foi estabelecida numa população de doentes com HAP que apresentavam tipos específicos de doença cardíaca congénita com shunts corrigidos.

P: Existe alguma investigação sobre a utilização do Uptravi em doentes com HAP classificada como Classe Funcional IV da OMS?

R: O ensaio clínico principal envolveu maioritariamente doentes em Classe Funcional II ou III, pelo que os dados de investigação em doentes de Classe IV são limitados.

P: O Uptravi pode afetar o apetite ou o peso de uma pessoa?

R: A diminuição do apetite está listada como um efeito secundário comum. Não existe menção direta a efeitos no peso corporal.

P: O Uptravi tem efeito na função renal?

R: O Uptravi foi associado a eventos adversos como insuficiência renal aguda num pequeno número de doentes. Recomenda-se precaução em indivíduos com insuficiência renal grave.

P: Existe informação sobre o perfil de segurança do Uptravi especificamente em doentes com HAP associada a doenças do tecido conjuntivo?

R: A eficácia foi estabelecida em doentes com HAP associada a doenças do tecido conjuntivo, grupo que representou 29% da população no ensaio clínico principal.

P: O Uptravi pode causar acumulação de líquidos no corpo ou nos pulmões?

R: Existe um aviso de que vasodilatadores podem causar ou agravar o edema pulmonar em doentes com Doença Veno-Oclusiva Pulmonar (DVOP), exigindo monitorização atenta.

Como Uptravi deve ser armazenado e descartado?

Requisitos Oficiais de Conservação e Eliminação

As condições de conservação do Uptravi (selexipag) estão estritamente definidas na rotulagem regulamentar e dependem da formulação específica.

Formulação Condição de Conservação Necessária Restrição Chave
Comprimidos Orais Conservar à temperatura ambiente, geralmente abaixo de 30°C. Não congelar; proteger da luz e da humidade; manter no blister original.
Frasco para Injeção (Fechado) Conservar no frigorífico entre 2°C e 8°C. Proteger da luz armazenando na cartonagem original.

Para manter a integridade do fármaco, os comprimidos orais não devem ser partidos, esmagados ou mastigados. A solução intravenosa preparada deve ser manuseada sob proteção constante da luz, diluída apenas em recipientes de vidro e a perfusão deve ser concluída no prazo de 4 horas após a perfuração inicial do frasco para injetáveis. Ambas as formulações devem ser guardadas fora da vista e do alcance das crianças. O medicamento não utilizado e os frascos de utilização única devem ser eliminados de acordo com os regulamentos locais ou através de pontos de recolha específicos para medicamentos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Uptravi encontrado em:

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