Perguntas frequentes sobre o Uptravi (FAQ)
P: Qual é a diferença entre o Uptravi e um prostanoide tradicional, uma vez que é descrito como 'não-prostanoide'?
R: O Uptravi é classificado como uma molécula não-prostanoide. Foi concebido para ativar seletivamente apenas o recetor IP (prostaciclina), que é um tipo específico de recetor no organismo. Esta elevada seletividade contrasta com o funcionamento dos prostanoides tradicionais, que podem estar associados a uma gama mais ampla de efeitos devido a uma menor seletividade de recetores.
P: Existem efeitos secundários graves associados ao Uptravi que devam ser conhecidos?
R: A rotulagem oficial inclui avisos sobre reações graves, tais como sinais de uma alergia grave ou o desenvolvimento de edema pulmonar (fluido nos pulmões) caso o doente sofra de uma condição específica chamada Doença Veno-Oclusiva Pulmonar (DVOP). Estas manifestações podem exigir atenção médica imediata.
P: O tratamento com Uptravi é adequado para pessoas que estejam grávidas, planeiem engravidar ou que estejam a amamentar?
R: Existem dados limitados sobre a utilização do Uptravi em mulheres grávidas. As doentes que possam engravidar são aconselhadas a utilizar métodos contracetivos eficazes durante o tratamento. O aleitamento não é recomendado, uma vez que se desconhece se o fármaco passa para o leite materno.
P: O Uptravi foi estudado em crianças ou doentes pediátricos e o que mostram os resultados?
R: A segurança e a eficácia do Uptravi não foram estabelecidas em crianças com idade inferior a 18 anos. Portanto, a utilização nesta população não está validada.
P: O Uptravi pode ser tomado com outras terapias específicas para a HAP (ex: ERAs ou inibidores da PDE-5)?
R: A eficácia do Uptravi foi estabelecida em ensaios clínicos onde os doentes estavam a iniciar tratamento ou já tomavam um ou dois outros medicamentos orais específicos para a HAP. A sua utilização está integrada num plano de terapia combinada.
P: Que tipos de medicamentos de venda livre ou suplementos podem interagir com o Uptravi?
R: O Uptravi pode interagir com outros medicamentos (sujeitos ou não a receita médica), vitaminas ou suplementos à base de plantas. É essencial informar o profissional de saúde sobre todos os produtos utilizados, pois alguns podem afetar a forma como o organismo processa o medicamento.
P: Qual é o período de tempo habitual para completar a fase de ajuste de dose?
R: O ajuste inicial da dose, ou fase de titulação, é altamente individualizado. No ensaio clínico principal, esta fase foi planeada para abranger as primeiras 12 semanas de tratamento, sendo que a duração mediana para atingir a dose de manutenção individualizada foi de aproximadamente 8 a 12 semanas.
P: O que acontece se um doente parar de tomar Uptravi por vários dias?
R: Se o tratamento for interrompido por três ou mais dias consecutivos, a medicação deve ser reiniciada com uma dose inferior e o processo de titulação deve ser repetido.
P: O Uptravi tem efeito na pressão arterial ou no ritmo cardíaco?
R: Como fármaco que promove a dilatação dos vasos sanguíneos (vasodilatação), pode contribuir para a pressão arterial baixa (hipotensão). Um ritmo cardíaco acelerado ou irregular é assinalado como um sintoma grave que pode exigir atenção médica imediata.
P: Qual é o mecanismo pelo qual o Uptravi dilata os vasos sanguíneos nos pulmões?
R: O metabolito ativo do Uptravi atua ativando o recetor IP nos vasos sanguíneos dos pulmões. Esta ação mimetiza a sinalização natural do corpo e faz com que as células musculares lisas nas artérias relaxem e se dilatem.
P: E se um doente não tolerar os efeitos secundários durante a fase de ajuste de dose?
R: Se o doente não tolerar as reações adversas numa determinada dose, a recomendação oficial é reduzir a dose para um nível tolerado anteriormente, mantendo o tratamento enquanto se gere o conforto.
P: O Uptravi atua apenas numa via no corpo ou afeta múltiplos sistemas?
R: O Uptravi atua principalmente através da ativação seletiva do recetor IP na via da prostaciclina. Contudo, também foram descritos efeitos secundários como a inibição da agregação plaquetária e a supressão da proliferação do músculo liso.
P: Qual é o risco de desenvolver uma erupção cutânea (rash) ao tomar Uptravi?
R: A erupção cutânea é um efeito secundário comum, reportado em 12% dos doentes a tomar o fármaco no ensaio clínico principal, em comparação com 5% no grupo placebo.
P: A ocorrência ou gravidade dos efeitos secundários diminui habitualmente após o período de ajuste de dose?
R: Certas reações adversas ligadas ao mecanismo de ação, como dores de cabeça ou dor na mandíbula, são mais frequentes durante a fase de titulação. Estes efeitos são geralmente temporários e podem tornar-se mais geríveis com o tempo.
P: Existem avisos especiais para doentes idosos com mais de 75 anos que utilizem Uptravi?
R: Não é necessário um ajuste geral da dose, mas aconselha-se precaução em doentes com mais de 75 anos de idade devido à experiência clínica limitada nesta população específica.
P: Como é que o médico determina a dose final de longo prazo para um doente?
R: A dose de manutenção individualizada é determinada pelo aumento gradual da dose ao longo do tempo, até que o doente atinja a dose mais elevada que consiga tolerar.
P: Quais são os resultados dos ensaios clínicos de longo prazo que apoiam o uso do Uptravi?
R: O principal ensaio clínico de longo prazo reportou uma redução do risco relativo de 16,5% para o desfecho composto de morbilidade/mortalidade, definido como o tempo até um evento grave relacionado com a progressão da doença ou morte.
P: O estudo principal (estudo GRIPHON) mostrou que o Uptravi melhora a capacidade de exercício do doente?
R: Após 26 semanas, o aumento médio na distância percorrida no teste de marcha de 6 minutos foi aproximadamente 12 metros superior ao do grupo placebo.
P: Que tipo específico de progressão da doença visaram atrasar os ensaios clínicos do Uptravi?
R: Os ensaios visaram atrasar um desfecho composto que incluiu eventos como o internamento por agravamento da HAP, a necessidade de iniciar medicação injetável ou outras medidas de progressão da doença.
P: A toma de Uptravi pode causar alterações nos níveis da hormona estimulante da tiroide (TSH) no organismo?
R: Foi reportado hipertiroidismo num pequeno número de doentes, indicando um efeito potencial na glândula tiroide responsável pela regulação da TSH.
P: O Uptravi está associado a um risco aumentado de desenvolver anemia ou uma contagem baixa de glóbulos vermelhos?
R: A anemia é um efeito secundário comum, reportado em 8% dos doentes no ensaio principal, em comparação com 3% no grupo placebo.
P: É necessário evitar certos alimentos ou bebidas enquanto se toma Uptravi?
R: Não se impõe a exclusão de alimentos específicos, mas a toma dos comprimidos com alimentos pode melhorar a tolerabilidade.
P: Os doentes que sofram de tipos específicos de doença cardíaca congénita podem utilizar Uptravi?
R: A eficácia foi estabelecida numa população de doentes com HAP que apresentavam tipos específicos de doença cardíaca congénita com shunts corrigidos.
P: Existe alguma investigação sobre a utilização do Uptravi em doentes com HAP classificada como Classe Funcional IV da OMS?
R: O ensaio clínico principal envolveu maioritariamente doentes em Classe Funcional II ou III, pelo que os dados de investigação em doentes de Classe IV são limitados.
P: O Uptravi pode afetar o apetite ou o peso de uma pessoa?
R: A diminuição do apetite está listada como um efeito secundário comum. Não existe menção direta a efeitos no peso corporal.
P: O Uptravi tem efeito na função renal?
R: O Uptravi foi associado a eventos adversos como insuficiência renal aguda num pequeno número de doentes. Recomenda-se precaução em indivíduos com insuficiência renal grave.
P: Existe informação sobre o perfil de segurança do Uptravi especificamente em doentes com HAP associada a doenças do tecido conjuntivo?
R: A eficácia foi estabelecida em doentes com HAP associada a doenças do tecido conjuntivo, grupo que representou 29% da população no ensaio clínico principal.
P: O Uptravi pode causar acumulação de líquidos no corpo ou nos pulmões?
R: Existe um aviso de que vasodilatadores podem causar ou agravar o edema pulmonar em doentes com Doença Veno-Oclusiva Pulmonar (DVOP), exigindo monitorização atenta.