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Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Ultravac

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substância Ativa Vírus da Gripe (Influenza), Vivo Atenuado
Forma Farmacêutica Spray Nasal (Formulação Líquida)
Classe Farmacológica Vacina; Agente Biológico
Uso Comum Prevenção da Gripe Sazonal (Profilaxia)
Origem Estirpes de Vírus Recombinantes, Adaptadas ao Frio

Que tipo de medicamento é o Ultravac?

O Ultravac é classificado como um Agente Biológico pertencente à classe farmacológica das Vacinas, especificamente do tipo Vacina contra a Gripe de Vírus Vivos Atenuados (LAIV). Este produto distingue-se por ser administrado sob a forma de Spray Nasal, sendo a sua via de administração intranasal. Este método evita a necessidade da injeção intramuscular tipicamente associada às vacinas inativadas, tornando-o uma opção distinta para a imunização ativa. A sua classificação define-o como um produto composto por vírus vivos e enfraquecidos.


Qual é a composição do Ultravac?

As substâncias ativas do Ultravac são múltiplas estirpes de vírus da gripe (Influenza) vivos e atenuados. Este produto combinado é geralmente quadrivalente, o que significa que inclui quatro estirpes virais específicas que foram adaptadas ao frio e geneticamente recombinadas para apresentarem baixa virulência. Estudos farmacológicos confirmaram que estas estirpes foram concebidas para se replicarem em segurança apenas no ambiente mais frio da mucosa nasal, o que constitui uma característica diferenciadora fundamental das vacinas de vírus vivos atenuados. Estas estirpes são atualizadas anualmente para corresponderem aos vírus da gripe que se prevê virem a circular em cada época, assegurando a relevância do agente profilático.


Qual é o objetivo geral da vacina?

O objetivo geral deste spray nasal é a profilaxia, ou prevenção, alcançada através da imunização ativa contra a gripe sazonal. Ao fornecer o vírus vivo e enfraquecido diretamente no trato respiratório, o mecanismo visa estimular uma resposta imunitária abrangente. O benefício geral é proporcionar uma proteção que se assemelha à imunidade natural, preparando o organismo para neutralizar eficazmente o vírus Influenza e diminuir o risco ou a gravidade da doença em grupos de doentes elegíveis.

Quais efeitos secundários são possíveis com Ultravac?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

O perfil de segurança regulamentar desta vacina viva atenuada contra a gripe é definido principalmente por sintomas respiratórios locais e reações sistémicas, classificados de acordo com as categorias oficiais de frequência constantes na informação de prescrição.

Reações Adversas Documentadas Oficialmente

As reações adversas estão formalmente agrupadas por sistemas fisiológicos, seguindo as normas regulamentares (Classes de Sistemas de Órgãos ou SOCs).

Classificação Exemplos de Reações Classe de Sistema de Órgãos Afetada
Muito Frequentes Rinorreia (corrimento nasal), Congestão Nasal, Cefaleia (dor de cabeça) Respiratório, Nervoso
Frequentes Febre (Pirexia), Mialgia (dores musculares), Fadiga, Dor de Garganta Perturbações Gerais, Musculoesquelético

Estes efeitos comuns, como os sintomas nasais e a febre, têm tipicamente um início documentado no período de 7 a 10 dias após a administração.

Reações Adversas Graves e Condicionantes de Segurança

Os riscos documentados no rótulo incluem reações adversas raras, mas clinicamente significativas, como a Anafilaxia (reação alérgica grave) e eventos neurológicos como a Síndrome de Guillain-Barré (SGB).

Existem condicionantes de segurança específicas baseadas na população estabelecidas nos documentos regulamentares. A vacina está contraindicada para indivíduos grávidos, pessoas com o sistema imunitário gravemente comprometido e crianças ou adolescentes que recebam terapia crónica com aspirina ou medicamentos contendo salicilatos, devido à associação com a Síndrome de Reye. Além disso, existe uma limitação explícita relativa à coadministração de agentes antivirais contra a gripe, que podem inibir a eficácia da vacina se utilizados num período demasiado próximo ao da vacinação.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

No caso de ter sido administrada uma dose superior à recomendada de Ultravac, é fundamental agir com rapidez e precaução. Embora a administração desta vacina seja geralmente realizada por profissionais de saúde qualificados, o que reduz o risco de erros de dosagem, qualquer suspeita de sobredosagem deve ser comunicada imediatamente.

Sinais a observar

Uma dose excessiva pode não causar sintomas imediatos ou distintos dos efeitos secundários comuns. No entanto, deve estar atento a reações invulgares ou a uma intensificação severa de sintomas conhecidos, tais como reações cutâneas extensas, febre muito elevada ou mal-estar geral persistente. Se sentir qualquer alteração preocupante no seu estado de saúde após a vacinação, deve procurar assistência médica.

Procedimentos em caso de emergência

Se suspeitar que recebeu uma dose excessiva ou se apresentar sintomas de uma reação alérgica grave — como dificuldade em respirar, inchaço do rosto ou da garganta, batimentos cardíacos acelerados ou tonturas extremas — procure ajuda médica de emergência de imediato. Pode contactar os serviços de urgência locais ou dirigir-se ao hospital mais próximo.

Ao procurar ajuda, informe o profissional de saúde sobre a vacina que recebeu, a dose (se souber) e o momento exato da administração. Estas informações são cruciais para que receba o tratamento de suporte adequado e para a monitorização contínua do seu quadro clínico. Não tente auto-administrar qualquer medicação para reverter os efeitos sem orientação médica prévia.

Usos terapêuticos de Ultravac

Para que é utilizado o Ultravac: Principais Usos e Benefícios

A função terapêutica primária do Ultravac é a de um agente profilático utilizado para a imunização ativa contra o vírus da gripe sazonal. Esta abordagem é relevante em contextos clínicos que geralmente privilegiam a prevenção em vez do tratamento. A categoria de Vacinas contra a Gripe de Vírus Vivos Atenuados é utilizada para ajudar a apoiar a proteção contra a gripe em grupos elegíveis.

Prevenção e Mitigação de Sintomas

O Ultravac contribui para a redução do risco de gripe sazonal em populações saudáveis, tanto pediátricas como adultas, que sejam elegíveis. Esta abordagem preventiva é relevante quando os sintomas provocam um esforço fisiológico percetível e pode auxiliar na manutenção da estabilidade funcional. A imunização é considerada relevante para atenuar o risco de formas graves da doença e para apoiar a gestão da carga sintomática global, incluindo doenças febris intensas e sintomas agudos do trato respiratório superior. Os objetivos terapêuticos centrais deste agente profilático envolvem a imunização ativa, o apoio à redução do risco de doença e o auxílio na mitigação da gravidade dos sintomas durante a época da gripe.

Contexto Clínico de Apoio

Esta opção profilática é geralmente aplicada em grupos específicos de doentes saudáveis para ajudar a apoiar a proteção individual e comunitária. Esta opção oferece um apoio que ajuda a aliviar a carga sintomática global para indivíduos preocupados com procedimentos que envolvam agulhas.


Facto Rápido
Relevante para a prevenção de doença febril sistémica

Critérios de utilização e restrições

Elegibilidade para Ultravac (Vacina Viva Atenuada contra a Gripe)

A Ultravac está oficialmente indicada para utilização em indivíduos saudáveis e não grávidas, dentro de faixas etárias específicas. A utilização aprovada abrange habitualmente o intervalo dos 2 aos 49 anos de idade, com base na aprovação regulamentar dos EUA, ou dos 2 anos até menos de 18 anos de idade, de acordo com a rotulagem europeia. A segurança e a eficácia não foram estabelecidas para adultos com 50 ou mais anos de idade.

Contraindicações (Não deve utilizar)

Grupo Populacional Base da Restrição
Bebés/Crianças pequenas Crianças com menos de 2 anos de idade
Terapia com Aspirina Crianças ou adolescentes a receber terapia com aspirina ou salicilatos
Imunocomprometidos Pessoas com imunodeficiência clínica ou imunossupressão
Gravidez/Alergia Mulheres grávidas ou pessoas com historial de reação alérgica grave à vacina ou aos seus componentes

Restrições de Utilização

A Ultravac não é geralmente recomendada para pessoas com doenças crónicas subjacentes, tais como doenças pulmonares, cardiovasculares, renais, hepáticas ou distúrbios metabólicos crónicos. A administração deve também ser adiada na presença de doença febril aguda grave ou obstrução nasal, ou após a receção recente de determinados medicamentos antivirais contra a gripe.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil regulamentar oficial do Ultravac (Vacina contra a Gripe de Vírus Vivos Atenuados) detalha padrões de interação específicos, com foco nos intervalos de administração e nas restrições de coadministração documentadas na rotulagem oficial.

Condicionantes de Administração Baseadas no Tempo

A administração do Ultravac está sujeita a requisitos temporais rigorosos quando coadministrada com medicamentos antivirais contra a gripe. Os documentos regulamentares exigem que a aplicação do Ultravac seja adiada por um período mínimo de 48 horas a 17 dias após a interrupção de um medicamento antiviral, dependendo do agente específico, como o Oseltamivir ou o Baloxavir. Inversamente, os medicamentos antivirais não devem ser administrados durante as duas semanas seguintes à utilização da vacina.

Restrições Formais e Outros Produtos Biológicos

A coadministração com aspirina ou terapias contendo salicilatos é uma contraindicação formal, tratando-se de uma restrição específica que se aplica estritamente a indivíduos entre os 2 e os 17 anos de idade. Esta restrição está documentada na rotulagem oficial. Quando o Ultravac é administrado com outras vacinas vivas injetáveis, é necessário um período de separação obrigatório de quatro semanas, caso os agentes não sejam aplicados em simultâneo. No entanto, está documentado que o Ultravac não apresenta uma interação inibitória significativa com a resposta provocada por preparações de imunoglobulina ou outros produtos sanguíneos, o que significa que não é necessário um intervalo de tempo entre a administração destas substâncias.

Mecanismo de ação

O mecanismo inicia-se com a administração intranasal do vírus adaptado ao frio nas células epiteliais nasofaríngeas superiores. Devido à natureza sensível à temperatura da substância ativa, o vírus sofre uma replicação transitória e restrita apenas neste ambiente de temperatura inferior da mucosa. Este processo controlado é essencial, uma vez que gera o sinal molecular abundante necessário para uma vasta apresentação de antigénios. A exposição dos antigénios virais (Hemaglutinina e Neuraminidase) às células imunitárias locais conduz à via de ativação imunitária adaptativa abrangente.

O efeito fisiológico é a indução de Imunidade de Mucosa (gerando IgA secretora local) e de Imunidade Sistémica (gerando células B de memória e linfócitos T citotóxicos). Esta via de dupla ação estabelece uma Memória Imunológica que inicia uma resposta de neutralização acelerada perante uma exposição subsequente ao vírus selvagem. Além disso, a composição Quadrivalente assegura a ativação coordenada da memória imunitária contra quatro estirpes circulantes distintas, aumentando o espetro da memória imunitária específica estabelecida, embora este mecanismo esteja limitado pela sua dependência da etapa de replicação.

Informações sobre dosagem e administração

O protocolo de utilização do Ultravac baseia-se em diretrizes regulamentares que o estabelecem como um agente profilático anual administrado exclusivamente por via intranasal. A administração está restrita a indivíduos saudáveis com idades compreendidas entre os 2 e os 49 anos.

Âmbito da Administração

Característica Regra Oficial
Via de administração Intranasal (administrado no nariz).
Esquema posológico (Adultos e crianças ge 9 anos) Dose Padrão: Uma dose de 0,2 mL por época gripal. A dose é dividida, sendo administrados 0,1 mL em cada narina.
Regras por grupo etário Aprovado para utilização em pessoas saudáveis dos 2 aos 49 anos.
Esquema de Primovacinação (Crianças dos 6 meses aos 8 anos) As crianças neste grupo etário podem necessitar de duas doses separadas por um intervalo mínimo de 4 semanas, dependendo do seu histórico de vacinação contra a gripe.

Estrutura do Procedimento

O medicamento é fornecido num aplicador nasal pré-cheio de utilização única e é utilizado sem preparação prévia, como a diluição. Durante a administração, o recetor deve encontrar-se numa posição vertical. O volume de 0,2 mL é administrado bilateralmente, com metade da dose colocada em cada narina. Existem protocolos específicos que regem a gestão de uma administração interrompida: a aplicação pode ser adiada se estiver presente uma congestão nasal significativa. Caso o recetor espirre imediatamente após a administração, as instruções oficiais indicam que a dose não deve ser repetida. O protocolo global está estruturado como um regime sazonal, sendo tipicamente administrado durante os meses de outono para garantir a proteção ao longo do ciclo anual da gripe.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre a Ultravac

Evidência para a Utilização na Prevenção da Gripe Sazonal

A Ultravac foi estudada para a sua utilização como medida de profilaxia, ou prevenção, da gripe sazonal em populações elegíveis. A avaliação clínica primária incluiu múltiplos Ensaios Controlados Aleatorizados (ECA) rigorosos, nos quais a vacina foi avaliada em indivíduos saudáveis em comparação com um placebo ou com uma vacina da gripe inativada. Além disso, foram aplicadas revisões sistemáticas e estudos observacionais de larga escala para examinar o desempenho da vacina em condições reais ao longo do tempo.

Estes ensaios fundamentais investigaram se a utilização da vacina estava associada a diferenças nas taxas de infeção por gripe confirmada laboratorialmente durante o período do estudo. Os estudos monitorizaram padrões relacionados com a ocorrência de doença aguda, particularmente resultados relacionados com o desequilíbrio sistémico ou funcional, tais como febre e sintomas respiratórios superiores graves. Os resultados descrevem padrões observados nos estudos ao longo de diferentes épocas gripais, e a investigação contribui para o panorama mais amplo de evidência relativo a este tipo de vacina.


Resultados dos Estudos e o que os Investigadores Mediram

A investigação sobre a Ultravac centrou-se em resultados que descrevem alterações episódicas ou agudas associadas à doença da gripe. Os investigadores monitorizaram a frequência de doença febril — uma medida fundamental do esforço fisiológico — e o número total de doenças febris do trato respiratório superior comunicadas pelos participantes.

Para compreender o impacto funcional mais amplo, os estudos também incluíram resultados que refletem o funcionamento diário ou o nível de atividade. Os investigadores monitorizaram medições como dias de doença e dias de trabalho ou escola perdidos, cujos estudos relatam como os sintomas evoluíram nos grupos observados. Estes resultados descrevem a experiência da doença relatada pelo paciente e qualquer interrupção das atividades normais.


Evidência a Longo Prazo e Durabilidade da Proteção

A Ultravac foi avaliada em investigação que explora alterações de sintomas a curto prazo, tipicamente ao longo de uma única época gripal. Alguma investigação explorou os padrões observados quando a vacina foi estudada ao longo de épocas consecutivas, particularmente em crianças. Estes estudos sequenciais fornecem informações sobre como os sintomas evoluíram nas populações observadas ao longo de intervalos de tempo definidos.

Embora a investigação tenha monitorizado efeitos a curto e médio prazo, os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos para além do período de acompanhamento sazonal. Os dados sobre a duração total da proteção ao longo de muitos anos permanecem limitados, o que significa que a evidência contribui principalmente para a compreensão dos padrões de sintomas numa base sazonal, e o nível de certeza permanece baixo em relação a resultados sustentados por múltiplos anos.


Evidência em Diferentes Grupos de Pacientes

A investigação para esta vacina focou-se principalmente em populações pediátricas saudáveis, especificamente crianças com dois anos ou mais, e adultos saudáveis. Os resultados descrevem os padrões observados nestes grupos, e os resultados aplicam-se apenas às populações estudadas.

No entanto, os dados para certos grupos permanecem insuficientes. A população idosa (com 65 ou mais anos) não está bem representada nos estudos de eficácia centrais, o que significa que existe informação limitada disponível para descrever os resultados nesta faixa etária específica. Da mesma forma, indivíduos com condições médicas crónicas que possam complicar a gripe não estão bem representados nos ensaios primários, e os resultados dos subgrupos são incertos para estas categorias de alto risco.


O que Ainda é Incerto Sobre a Investigação

A investigação destaca o que é conhecido, mas também o que ainda é incerto. Uma limitação fundamental identificada no panorama da evidência é a inconsistência nos resultados de eficácia clínica documentados ao longo de diferentes épocas gripais. Os resultados foram mistos quando a vacina foi avaliada contra certas estirpes virais em circulação (tais como variantes específicas de H1N1), levando a padrões variáveis de eficácia clínica de ano para ano. Existe heterogeneidade nos desenhos dos estudos e nos resultados entre estudos, especialmente entre os ensaios controlados iniciais e os contextos observacionais de vida real subsequentes. Falta evidência comparativa com outros tipos de vacinas contra a gripe para alguns resultados específicos, e estão em curso mais investigações para definir melhor o papel da vacina no panorama global da evidência.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre a Ultravac (FAQ)

P: Quanto tempo dura a proteção conferida pela Ultravac?

A: A informação oficial do produto indica que a proteção da Ultravac se destina à época gripal em curso. Estudos e documentos oficiais referem que os efeitos a longo prazo, para além dos períodos de acompanhamento sazonal, não estão totalmente estabelecidos.

P: A Ultravac é de administração única ou requer um ciclo de administrações?

A: Para a maioria dos adultos elegíveis, a utilização da Ultravac segue um regime de administração única por época. Contudo, as regras de administração diferem para crianças mais jovens, que podem necessitar de uma série primária de mais do que uma dose, dependendo do seu historial de vacinação.

P: Durante quanto tempo costumam durar os efeitos secundários ligeiros e comuns?

A: Efeitos adversos comuns, como corrimento nasal ou febre, estão documentados como tendo um início tipicamente entre 7 a 10 dias após a administração. Estes sintomas são geralmente temporários e refletem a resposta do organismo à vacina.

P: O fabricante lista algum efeito secundário raro mas potencialmente grave?

A: Sim, a informação oficial lista reações adversas raras mas clinicamente significativas. Estas incluem uma reação alérgica grave denominada Anafilaxia e eventos neurológicos específicos, como a Síndrome de Guillain-Barré (SGB).

P: Existem analgésicos comuns de venda livre que possam afetar a eficácia da Ultravac?

A: Documentos regulamentares oficiais indicam que a administração conjunta de Aspirina ou Terapias que Contenham Salicilatos é uma contraindicação formal para indivíduos entre os 2 e os 17 anos de idade. A informação oficial não fornece dados explícitos sobre interações com outros analgésicos comuns de venda livre.

P: A Ultravac está oficialmente aprovada para utilização na população idosa (mais de 65 anos)?

A: No, os dados oficiais de segurança e eficácia da Ultravac não foram estabelecidos para adultos com 50 ou mais anos de idade. A população idosa, especificamente a partir dos 65 anos, não foi bem representada nos estudos de eficácia centrais, o que levou a esta restrição.

P: O que diz a evidência científica sobre o uso da Ultravac em pessoas com problemas cardíacos pré-existentes?

A: A informação oficial de prescrição refere que a vacina não é geralmente recomendada para pessoas com doenças crónicas subjacentes, o que pode incluir certos distúrbios cardiovasculares. Os resultados da investigação para estes subgrupos de alto risco permanecem incertos.

P: Qual é a informação oficial sobre o uso da Ultravac durante a gravidez ou amamentação?

A: A Ultravac é formalmente contraindicada para grávidas devido à sua natureza de vacina viva atenuada. Além disso, a utilização da vacina durante a amamentação não é recomendada, sendo desconhecido se a vacina é excretada no leite humano.

P: Qual é a definição do termo médico específico utilizado para descrever o mecanismo de ação da Ultravac?

A: A informação oficial do produto descreve o mecanismo como envolvendo a replicação transitória e restrita do vírus adaptado ao frio na mucosa nasal. Este processo foi concebido para estimular a resposta imunitária local e sistémica.

P: Quais foram as principais conclusões da investigação publicada sobre a eficácia da Ultravac?

A: Resumos regulamentares dos estudos clínicos indicam que os resultados de eficácia têm sido mistos e inconsistentes entre diferentes épocas gripais. Os resultados mostraram padrões variados de eficácia clínica, especialmente quando avaliada contra certas estirpes virais em circulação.

P: A eficácia da Ultravac varia consoante a idade do paciente?

A: Investigação clínica focou-se principalmente em populações pediátricas e adultas saudáveis dentro da faixa etária aprovada. Os documentos oficiais confirmam que os resultados se aplicam apenas às populações estudadas, sendo limitada a informação para quem se encontra fora dos grupos etários designados.

P: Que tipos de pacientes foram excluídos dos principais ensaios clínicos da Ultravac?

A: Os principais ensaios clínicos recrutaram maioritariamente indivíduos saudáveis. Grupos com contraindicações formais, tais como pessoas imunocomprometidas ou grávidas, ou indivíduos com 50 ou mais anos, não foram geralmente bem representados ou foram excluídos dos estudos primários.

P: As orientações oficiais sobre a Ultravac são consistentes entre os principais organismos reguladores como a FDA e a EMA?

A: Não, as orientações regulamentares mostram algumas diferenças na utilização oficialmente aprovada. Por exemplo, a elegibilidade etária está definida entre os 2 e os 49 anos de idade com base na rotulagem dos EUA, mas entre os 2 anos e menos de 18 anos de idade com base na rotulagem europeia.

P: Quais são os ingredientes principais da Ultravac, além do componente ativo?

A: De acordo com a informação de composição do produto, os componentes inativos podem incluir substâncias como glutamato monossódico, gelatina suína hidrolisada, arginina e sacarose. Adicionalmente, podem estar presentes em vestígios subprodutos residuais do processo de fabrico, como a ovalbumina (proteína do ovo) e o sulfato de gentamicina.

P: A Ultravac afeta a capacidade de conduzir ou utilizar máquinas?

A: A informação oficial do produto não indica explicitamente uma restrição à condução ou utilização de máquinas. No entanto, podem ocorrer temporariamente reações adversas comuns listadas, tais como cefaleias e fadiga.

P: Se um paciente receber a Ultravac enquanto tem uma doença ligeira, isso pode afetar o resultado?

A: Os avisos regulamentares estipulam que a administração deve ser adiada na presença de doença febril aguda grave ou obstrução nasal significativa. A informação oficial não fornece orientação específica sobre o resultado caso o paciente apresente uma doença ligeira e não febril.

P: O paciente pode ser um portador temporário da condição após receber a Ultravac?

A: Sim, os dados regulamentares sobre o comportamento da vacina referem que a excreção viral (shedding) do vírus vivo atenuado da vacina é comum durante vários dias após a administração. Contudo, não foi relatado que a transmissão do vírus excretado tenha causado doença grave.

P: A Ultravac contém alergénios comuns como ovos ou látex?

A: A vacina pode conter vestígios de proteínas do ovo/ovalbumina como subproduto residual do processo de fabrico, razão pela qual um historial de reação alérgica grave à vacina ou aos seus componentes constitui uma contraindicação. O látex não está geralmente listado como um componente.

Como Ultravac deve ser armazenado e descartado?

Como conservar e eliminar Ultravac

Requisitos de Conservação

Para manter a viabilidade dos componentes vivos atenuados, a Ultravac deve ser conservada sob condições rigorosas de cadeia de frio. A temperatura de conservação obrigatória é no frigorífico, entre 2 °C e 8 °C.

É essencial que o produto não seja congelado, uma vez que o congelamento compromete a sua estabilidade e torna-o inutilizável. O produto deve ser protegido da luz e mantido na embalagem original até ao momento da utilização. A conservação deve também cumprir as normas de segurança infantil, sendo necessário que a Ultravac seja mantida fora da vista e do alcance das crianças.

Instruções de Eliminação

Qualquer produto Ultravac não utilizado ou fora do prazo de validade, incluindo os resíduos associados, não deve ser eliminado no lixo doméstico comum nem deitado no esgoto. A eliminação deve ser realizada de acordo com os requisitos das autoridades locais para resíduos farmacêuticos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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