Ulsicral

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Ulsicral

Factos Rápidos: Ulsicral (Sucralfato)

Propriedade Descrição
Substância Ativa Sucralfato
Classe Farmacológica Agente Antiulceroso, Agente Citoprotetor
Formas Principais Suspensão Oral, Comprimido, Granulado
Origem Composto Sintético
Via de Administração Via Oral

Que Tipo de Medicamento é o Ulsicral (Sucralfato)?

O Ulsicral é um medicamento concebido especificamente para o suporte localizado do sistema digestivo, sendo classificado como um agente antiulceroso e, mais especificamente, um agente citoprotetor. A sua substância ativa, o Sucralfato, é um composto sintético complexo derivado de uma base de sacarose sulfatada quimicamente ligada ao hidróxido de alumínio, formando um complexo salino de alumínio. Este composto foi desenvolvido para uma ação localizada no sistema digestivo, uma propriedade clinicamente reconhecida pelo seu benefício na prevenção da irritação dos tecidos lesionados. Ao contrário dos antiácidos ou dos redutores de acidez, o Ulsicral foi desenhado para atuar primordialmente através da proteção física, uma característica que diferencia a sua abordagem terapêutica.


Composição e Formas Disponíveis do Ulsicral

O Ulsicral é um produto composto por um único ingrediente, baseado exclusivamente na substância ativa Sucralfato, e está formulado para administração por via oral. Encontra-se habitualmente disponível em diversas formas farmacêuticas distintas, incluindo a suspensão oral líquida, comprimidos sólidos e granulado dispersível. Estas opções visam oferecer flexibilidade na aplicação da substância diretamente no revestimento gastrointestinal. O Sucralfato atua através da formação de um revestimento protetor sobre as úlceras.


Qual é o Objetivo Geral da Ação Localizada do Ulsicral?

O objetivo geral do Ulsicral é oferecer uma proteção física e direta a superfícies irritadas ou lesionadas, tais como o revestimento do estômago e do duodeno. Esta função é alcançada através da ligação seletiva e rápida do Sucralfato às proteínas presentes no local do dano na mucosa, onde forma uma barreira protetora física e altamente aderente. O benefício central desta defesa direcionada é o facto de proteger o tecido exposto contra a agressão química contínua dos fluidos digestivos corrosivos, incluindo o ácido gástrico e a enzima pepsina, criando assim um ambiente propício à reparação natural dos tecidos.

Quais efeitos secundários são possíveis com Ulsicral?

Perfil de Efeitos Secundários

O Ulsicral (sucralfato) é geralmente bem tolerado devido à sua absorção sistémica mínima; no entanto, podem ocorrer efeitos secundários, afetando principalmente o trato gastrointestinal.

Frequência Reação Adversa (Classe de Órgãos e Sistemas)
Frequentes (1% a <10%) Obstipação (Gastrointestinal)
Pouco Frequentes / Raros (<1%) Boca seca, náuseas, vómitos, flatulência, dor de cabeça, tonturas, prurido (comichão), erupção cutânea (Vários)

Reações Adversas Graves e Precauções de Segurança

Embora raras, certas reações adversas graves e considerações de segurança estão documentadas na informação oficial do medicamento:

  • Hipersensibilidade: Foram notificadas reações alérgicas graves na experiência pós-comercialização, incluindo urticária, angioedema, inchaço facial, laringospasmo e dificuldade respiratória.
  • Toxicidade do Alumínio: O Ulsicral contém alumínio e, embora seja minimamente absorvido, pode ocorrer acumulação. É necessária precaução em doentes com insuficiência renal crónica ou naqueles submetidos a diálise, uma vez que o aumento da absorção de alumínio pode levar a intoxicação por alumínio, osteodistrofia ou encefalopatia.
  • Formação de Bezoares: Foram relatados bezoares gástricos (massas de material indigestível), principalmente em doentes com condições que prejudicam o esvaziamento do estômago, tais como doentes a receber alimentação por sonda enteral ou com dificuldades de deglutição.
  • Segurança na Administração: O Ulsicral nunca deve ser administrado por via intravenosa. Foram reportadas complicações fatais, incluindo embolias pulmonares e cerebrais, após a injeção intravenosa inadvertida da suspensão oral.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

A documentação regulamentar oficial estabelece que a sobredosagem oral aguda de Ulsicral (sucralfato) é considerada de risco mínimo e é frequentemente reportada como assintomática, devido à reduzida absorção sistémica do fármaco. Quando ocorrem manifestações clínicas, estas limitam-se tipicamente a perturbações gastrointestinais não específicas, tais como dor abdominal, náuseas, vómitos e dispepsia. A abordagem geral para gerir uma sobredosagem oral restringe-se ao tratamento sintomático e de suporte, uma vez que as informações oficiais confirmam que não é conhecido nem recomendado qualquer antídoto específico.

Um aviso crucial documentado refere o risco de utilização incorreta: a administração intravenosa inapropriada da suspensão oral resultou em complicações fatais, incluindo embolias pulmonares e cerebrais. Por este motivo, o medicamento deve ser administrado obrigatoriamente apenas por via oral.

É necessária assistência médica imediata perante qualquer suspeita de sobredosagem. Os indivíduos são aconselhados a contactar a linha de apoio do Centro de Informação Antivenenos (CIAV). Deve-se procurar ajuda imediata através dos serviços de emergência (112) se a pessoa estiver gravemente debilitada, apresentando sinais como colapso, convulsões ou dificuldade em respirar. Além disso, existe uma consideração específica de sobredosagem para doentes com insuficiência renal crónica ou em diálise; estes indivíduos apresentam um risco acrescido de acumulação e toxicidade do alumínio (por exemplo, osteodistrofia) devido à excreção deficiente de alumínio.

Usos terapêuticos de Ulsicral

Para que é utilizado o Ulsicral: principais utilizações e benefícios

O Ulsicral, que contém a substância ativa sucralfato, é um medicamento especificamente indicado para o tratamento e alívio de diversas afeções gastrointestinais que envolvem a erosão ou inflamação do revestimento do trato digestivo superior. A sua função principal é atuar como um agente protetor da mucosa, proporcionando uma barreira física que permite a cicatrização dos tecidos afetados.

Indicações principais

Este medicamento é habitualmente prescrito para o tratamento da úlcera duodenal e da úlcera gástrica benigna. Nestas condições, o Ulsicral adere localmente ao local da lesão, protegendo-a contra a agressão do ácido gástrico, da pepsina e dos sais biliares, facilitando assim o processo natural de recuperação da mucosa.

Além do tratamento de úlceras ativas, o Ulsicral é também indicado para a prevenção da recorrência da úlcera duodenal, ajudando a manter a integridade do revestimento intestinal após a fase aguda da doença.

Outras aplicações clínicas

O espectro de utilização do Ulsicral estende-se a outras formas de inflamação gastrointestinal, nomeadamente:

  • Gastrite aguda e crónica: Ajuda a aliviar a inflamação do revestimento do estômago.
  • Esofagite de refluxo: Atua na proteção do esófago contra a irritação causada pelo refluxo do conteúdo gástrico.
  • Duodenite: Indicado para o tratamento da inflamação que ocorre na primeira parte do intestino delgado.

Benefícios e eficácia

O principal benefício do Ulsicral reside na sua ação localizada. Ao contrário de outros medicamentos que reduzem a produção de ácido no estômago, o sucralfato exerce o seu efeito diretamente na superfície da úlcera ou da zona inflamada. Esta abordagem permite o alívio dos sintomas de dor e desconforto abdominal, promovendo simultaneamente um ambiente favorável à regeneração dos tecidos sem interferir significativamente com o processo digestivo normal.

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar o Ulsicral — informações oficiais de elegibilidade

O Ulsicral é um medicamento oral que forma uma barreira protetora sobre as úlceras. A elegibilidade para a sua utilização é definida por documentos regulamentares oficiais, focando-se principalmente nas contraindicações e na necessidade de precaução em populações específicas.

Estado de Elegibilidade Grupo de Doentes / Condição
Contraindicado Indivíduos com reações conhecidas de hipersensibilidade ao sucralfato ou a qualquer um dos seus componentes inativos.
Utilizar com Precaução Insuficiência Renal Crónica ou Doentes em Diálise: é necessária precaução devido ao risco de acumulação e toxicidade do alumínio (ex.: problemas ósseos ou cerebrais), uma vez que o alumínio é dificilmente eliminado em caso de função renal comprometida.
Requer Revisão Especial Doentes Idosos: a seleção da dose deve ser cautelosa, iniciando-se habitualmente no limite inferior do intervalo de dosagem, devido à maior probabilidade de diminuição da função renal. A monitorização da função renal pode ser útil.
Apenas se Claramente Necessário Grávidas (Categoria B): o fármaco deve ser utilizado durante a gravidez apenas se for claramente necessário.
Requer Avaliação Médica Doentes Pediátricos: um médico deve rever as precauções de segurança ao considerar a utilização nesta população.

O principal impedimento à utilização é uma reação de hipersensibilidade. Para doentes com função renal comprometida, o componente de alumínio do Ulsicral exige que a sua utilização seja restrita e cautelosa. O potencial de toxicidade do alumínio, que pode conduzir a problemas de saúde graves, é a principal limitação tanto para doentes com insuficiência renal crónica como para doentes em diálise.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com Outros Medicamentos e Produtos

O Ulsicral (sucralfato) apresenta interações documentadas com diversas categorias de produtos medicinais, principalmente através da redução da sua absorção no estômago e nos intestinos. Este efeito ocorre porque o Ulsicral forma um complexo que se pode ligar a outros medicamentos administrados por via oral.


Domínios de Interação Clinicamente Significativos

Domínio de Interação Restrição Prática / Requisito
Redução da Absorção de Fármacos Orais Muitos medicamentos orais requerem um intervalo no horário de administração (ex.: 2 horas antes ou depois do Ulsicral) para manterem a sua eficácia.
Absorção/Toxicidade do Alumínio O risco é acrescido em doentes com compromisso renal avançado ou naqueles que tomam outros produtos que contenham alumínio.

Produtos e Substâncias com Interação

Medicamentos específicos com interação, explicitamente listados na documentação oficial, incluem a digoxina, a fenitoína, a levotiroxina e a varfarina. A eficácia destes agentes, especialmente aqueles com uma janela terapêutica estreita, pode ser reduzida se não forem tomados separadamente do Ulsicral.

Categorias com interações documentadas incluem antibióticos quinolonas (ex.: ciprofloxacina, norfloxacina), tetraciclinas, antagonistas dos recetores H2 (ex.: cimetidina) e certos antirretrovirais. As diretrizes oficiais determinam que as quinolonas devem ser administradas pelo menos 2 horas antes ou 6 horas depois do Ulsicral para garantir uma exposição adequada ao fármaco.

As regras baseadas no tempo são centrais na gestão do perfil de interações, estipulando que outros medicamentos orais devem ser tomados com, pelo menos, duas horas de intervalo em relação ao Ulsicral para mitigar o risco de redução da absorção sistémica.

Mecanismo de ação

Como funciona o Ulsicral

O Ulsicral (sucralfato) atua através de um mecanismo de citoproteção local e não sistémico, que depende diretamente da acidez gástrica. Quando exposto a um ambiente ácido (pH inferior a 4), o fármaco polimeriza-se rapidamente, transformando-se num polianião com carga negativa e de elevada viscosidade. Este complexo apresenta uma afinidade eletrostática forte e seletiva para as proteínas de carga positiva (como o fibrinogénio) que se concentram na base das lesões da mucosa, formando um escudo físico duradouro sobre o tecido danificado.

Esta barreira reduz simultaneamente o contacto químico e enzimático ao inibir de forma não competitiva a enzima pepsina A e ao adsorver os sais biliares. Para além da proteção física, o fármaco modula localmente a homeostase da mucosa ao estimular a síntese e a libertação de prostaglandina E2 (PGE2). Esta atividade aumenta a secreção de muco protetor e de bicarbonato, melhorando também o fluxo sanguíneo na mucosa. Em conjunto, estes processos criam as condições que facilitam a regeneração celular natural e a restauração da função de barreira da mucosa. A ativação deste mecanismo é limitada caso o pH gástrico seja mantido acima de 4.0.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Ulsicral: Diretrizes Oficiais de Administração

O Ulsicral (sucralfato) é um medicamento de administração oral. A adesão à dose prescrita e aos horários definidos é necessária para uma utilização eficaz.

Dosagem e Horários

A dosagem recomendada para adultos baseia-se na fase do tratamento:

Fase do Tratamento Dosagem Oral (Adultos) Frequência Duração
Úlcera Duodenal Ativa 1 grama Quatro vezes por dia 4 a 8 semanas
Manutenção da Úlcera Duodenal 1 grama Duas vezes por dia Longo prazo

O tratamento para úlceras ativas deve ser continuado durante 4 a 8 semanas, a menos que haja confirmação médica da cicatrização.


Instruções de Procedimento

Regra de Administração Requisito
Horário (Refeições) Administrar o Ulsicral com o estômago vazio.
Antiácidos Não tomar antiácidos no período de meia hora antes ou depois do Ulsicral.
Preparação Se utilizar a suspensão oral, agitar bem o líquido antes de cada dose.

Populações Especiais e Dose Esquecida

  • Doentes Idosos: A seleção da dose deve ser cautelosa, iniciando-se habitualmente no limite inferior do intervalo de dosagem, devido à maior frequência de diminuição das funções orgânicas relacionada com a idade.
  • Dose Esquecida: No caso de se esquecer de uma dose, deve-se saltar a dose esquecida se estiver quase na hora da próxima dose programada. Não se devem tomar duas doses ao mesmo tempo para compensar uma dose esquecida.

Evidência clínica recente

A base de investigação para o Ulsicral (sucralfato) foi conduzida em condições específicas caracterizadas por irritação localizada ou soluções de continuidade no revestimento digestivo. Os estudos reunidos até ao momento fornecem um contexto sobre a evolução dos sintomas e sobre como a cicatrização dos tecidos é medida em populações observadas. É importante recordar que os resultados dos estudos refletem as condições específicas sob as quais foram realizados e que a investigação não determina se um indivíduo responderá de forma semelhante.


Evidência no Tratamento da Úlcera Duodenal Ativa

A investigação envolveu principalmente ensaios clínicos controlados e aleatorizados (ECA) de curto prazo, focados em adultos com úlceras duodenais confirmadas. Estes estudos exploraram métricas que incluíram a taxa e a rapidez da cicatrização da úlcera, avaliadas através de endoscopia, e monitorizaram os resultados reportados pelos doentes descrevendo o desconforto ao longo de períodos de observação que duraram, geralmente, 4 a 8 semanas. A investigação examinou as taxas de cicatrização em populações onde outros tratamentos estudados, tais como os antagonistas dos recetores H2, também foram avaliados. O que permanece incerto é o contexto total dos resultados de estudos mais antigos devido a alterações na gestão da infeção por H. pylori, sendo que estes estudos de tratamento agudo têm frequentemente durações de acompanhamento limitadas.


Evidência na Gestão da Esofagite Sintomática

Para a esofagite sintomática, a evidência deriva de uma combinação de ECA, estudos-piloto e estudos multicêntricos. Os investigadores examinaram doentes que apresentavam condições ligadas a estados inflamatórios, tais como esofagite de refluxo confirmada. Os resultados dos estudos foram analisados quanto a métricas como a classificação endoscópica da melhoria dos tecidos e os resultados reportados pelos doentes descrevendo o desconforto percecionado, como a azia intensa. A evidência comparativa é escassa quando se analisam especificamente os medicamentos modernos de redução ácida em doses elevadas, como os Inibidores da Bomba de Protões (IBP).


Lacunas e Incertezas na Investigação

As conclusões destacam áreas onde a base de evidência para o Ulsicral ainda apresenta limitações. Existe pouca informação disponível sobre os resultados a longo prazo em todas as indicações, e a evidência foca-se largamente em alterações de curto prazo e episódios agudos. O tamanho das amostras foi modesto nalguns ensaios, o que significa que o nível de certeza permanece baixo em certas áreas. Os dados para determinados grupos, tais como indivíduos com comorbilidades complexas, continuam a ser insuficientes, e os resultados aplicam-se apenas às populações estudadas.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Ulsicral (FAQ)


P: O Ulsicral é o mesmo tipo de medicamento que outros com nomes semelhantes?

R: O Ulsicral (sucralfato) está oficialmente classificado como um agente antiulceroso e citoprotetor. Isto significa que a sua ação principal é local, formando uma barreira física sobre o tecido danificado no estômago e no duodeno. Este mecanismo difere dos antiácidos e dos medicamentos redutores de acidez, que funcionam principalmente através da neutralização ou redução do ácido gástrico.


P: Com que rapidez posso esperar que o Ulsicral comece a fazer efeito?

R: Estudos sobre a ação do Ulsicral indicam que o efeito protetor começa, geralmente, entre 1 a 2 horas após a administração. A camada que protege o tecido lesionado foi concebida para durar até 6 horas. Este período reflete o momento em que a ação protetora se inicia.


P: O Ulsicral costuma causar sonolência ou afetar a condução?

R: Relatórios oficiais indicam que as tonturas e a sonolência estão listadas como efeitos secundários pouco comuns ou raros. Os doentes que sintam efeitos no sistema nervoso central são aconselhados a ter precaução ao realizar tarefas perigosas, como conduzir. Esta orientação baseia-se no impacto potencial destes efeitos.


P: O Ulsicral está disponível para compra livre ou é de venda exclusiva com receita médica?

R: O Ulsicral (sucralfato) não pode ser adquirido sem indicação médica. É um medicamento de venda exclusiva mediante receita médica. O estatuto regulamentar oficial exige que seja obtido com uma receita válida.


P: Existem alimentos ou bebidas específicos que devam ser evitados durante a utilização de Ulsicral?

R: As informações oficiais de prescrição não listam alimentos específicos que devam ser evitados. As diretrizes oficiais indicam que deve ser administrado de estômago vazio para garantir a sua ação protetora ideal. Embora o Ulsicral não interaja com o álcool, o álcool é geralmente reconhecido como uma substância que pode irritar ou agravar os sintomas das úlceras.


P: Tomar Ulsicral afeta a contraceção ou a fertilidade?

R: Estudos realizados em animais não mostraram qualquer indicação de que o Ulsicral prejudique a fertilidade. Informações específicas sobre os seus potenciais efeitos na eficácia de medicamentos contracetivos orais não são explicitamente abordadas nos documentos regulamentares.


P: Quais são os motivos mais comuns para um médico prescrever Ulsicral?

R: Documentos regulamentares indicam que o Ulsicral está aprovado para dois fins principais. Isto inclui o tratamento a curto prazo de uma úlcera duodenal ativa, que dura tipicamente até 8 semanas. Também está aprovado para terapia de manutenção, para ajudar a prevenir a recorrência da úlcera após a cicatrização.


P: Posso parar de tomar Ulsicral subitamente ou requer uma redução gradual?

R: As diretrizes oficiais enfatizam a adesão à duração total prescrita do tratamento. O cumprimento do ciclo completo destina-se a apoiar o processo de cicatrização. As informações de prescrição não contêm instruções explícitas para a redução gradual da dose ou desabituação do medicamento.


P: É normal sentir uma alteração no apetite enquanto tomo Ulsicral?

R: Relatórios oficiais de eventos adversos registaram casos de alterações no apetite, incluindo tanto a falta de apetite como o aumento da fome. Embora isto não esteja listado como um efeito secundário comum, os relatórios oficiais reconhecem a sua ocorrência.


P: O Ulsicral pode ser utilizado por pessoas com problemas hepáticos?

R: O Ulsicral é minimamente absorvido pelo organismo e não é metabolizado pelo fígado. No entanto, em populações onde a função orgânica está diminuída, como nos idosos, é frequentemente aconselhada precaução médica. A precaução geral pode refletir o potencial para a diminuição da função hepática nestes grupos.


P: O Ulsicral interage com analgésicos comuns como o ibuprofeno?

R: A ação de ligação do Ulsicral pode reduzir a absorção de muitos medicamentos orais, incluindo alguns fármacos anti-inflamatórios não esteroides (AINE), como o naproxeno. Uma vez que o Ulsicral pode afetar a eficácia de outros medicamentos orais, é geralmente necessária uma separação de pelo menos duas horas para a maioria dos medicamentos por via oral.


P: O Ulsicral pode ser tomado em segurança com vitaminas ou suplementos à base de ervas?

R: Os textos regulamentares oficiais aconselham que o Ulsicral pode ligar-se e reduzir a absorção de outros agentes orais, incluindo produtos sem receita médica. Os doentes são aconselhados a discutir a utilização de todos os suplementos com um profissional de saúde, sendo habitualmente necessária a separação horária para garantir uma absorção adequada.


P: O Ulsicral pode causar problemas com o sono?

R: A rotulagem oficial do Ulsicral lista a insónia (dificuldade em dormir) como um efeito adverso. Este efeito é reportado como raro ou pouco comum. Quaisquer dificuldades de sono novas ou agravadas devem ser motivo de consulta com um profissional de saúde.


P: O Ulsicral causa ganho ou perda de peso?

R: Relatórios pós-comercialização registaram casos de perda de peso inexplicada em indivíduos que utilizam Ulsicral. A documentação oficial não fornece a frequência desta ocorrência.


P: Quanto tempo permanece o Ulsicral no corpo após a última dose?

R: O Ulsicral tem uma absorção sistémica mínima, o que significa que muito pouco do fármaco entra realmente na corrente sanguínea. A pequena quantidade que é absorvida é rapidamente eliminada através da urina, com uma semivida de eliminação que não é considerada clinicamente significativa.


P: O Ulsicral afeta os níveis de açúcar no sangue?

R: Informações regulamentares oficiais referem que foram reportados casos de hiperglicemia (açúcar elevado no sangue) em doentes diabéticos que utilizam Ulsicral. Por este motivo, a monitorização da glicemia para doentes diabéticos pode ser útil ao tomar Ulsicral.


P: Com que frequência as pessoas que utilizam Ulsicral reportam efeitos secundários graves?

R: A obstipação está listada como um efeito adverso comum, ocorrendo em 1% a 10% dos utilizadores. Efeitos adversos graves, como reações alérgicas sérias e toxicidade por alumínio, são tipicamente reportados em relatórios pós-comercialização ou casos espontâneos, o que significa que a sua frequência exata muitas vezes não é conhecida ou calculada.


P: É verdade que o Ulsicral já existe há muito tempo?

R: Sim, os registos regulamentares indicam que a formulação em comprimido do Ulsicral (sucralfate) foi aprovada pela FDA antes de 1 de janeiro de 1982. Isto significa que o medicamento tem sido documentado e estudado durante um período de tempo considerável.


P: O Ulsicral pode ser esmagado ou partido se o comprimido for demasiado grande?

R: As orientações oficiais indicam que os comprimidos de Ulsicral não se dissolvem bem quando intactos, mas podem ser dispersos numa pequena quantidade de água para criar uma suspensão fluida. Este método de preparação pode ser utilizado para doentes que tenham dificuldade em engolir a forma em comprimido.


P: O Ulsicral interage com o consumo de álcool?

R: Não se conhecem interações farmacológicas entre o Ulsicral e o consumo de álcool. No entanto, o álcool é geralmente reconhecido como uma substância que pode irritar o revestimento gastrointestinal e potencialmente agravar a condição subjacente, como as úlceras.


P: As versões genéricas do Ulsicral são tão eficazes como a de marca?

R: Entidades como a FDA garantem que todas as versões genéricas aprovadas do Ulsicral cumprem padrões rigorosos de qualidade e pureza. Os produtos genéricos que cumprem estes critérios são considerados terapeuticamente equivalentes ao produto de marca.


P: O Ulsicral é seguro para pessoas com tensão arterial elevada?

R: A tensão arterial elevada não está listada como uma contraindicação na documentação oficial. No entanto, nos idosos, é aconselhada precaução na seleção da dose, refletindo a maior frequência de diminuição da função cardíaca. A utilização de Ulsicral na presença de condições preexistentes como a tensão arterial elevada deve ser consultada com um médico.


P: O Ulsicral pode ser tomado por pessoas com problemas cardíacos?

R: As condições cardíacas não estão listadas como uma contraindicação para a utilização de Ulsicral. A rotulagem oficial aconselha precaução ao determinar a dose para doentes idosos, devido à maior probabilidade de diminuição da função cardíaca. A utilização de Ulsicral na presença de condições cardíacas preexistentes é um assunto para consulta com um profissional de saúde.

Como Ulsicral deve ser armazenado e descartado?

Requisitos Oficiais de Conservação e Eliminação

As condições de conservação do Ulsicral (sucralfato) são definidas por documentos regulamentares para manter a qualidade do fármaco e garantir a segurança. O medicamento deve ser conservado à temperatura ambiente, na sua embalagem original, que deve estar bem fechada. É obrigatório manter a embalagem afastada do calor excessivo e da humidade; a forma líquida não deve, especificamente, ser congelada.

Segurança Infantil e Manuseamento

Para prevenir a ingestão acidental, o medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças, preferencialmente num local seguro e utilizando fechos de segurança.

Eliminação Adequada

O método preferencial para eliminar o Ulsicral não utilizado ou fora de prazo é através de um programa de retoma de medicamentos autorizado. Se não estiver disponível um programa de retoma e o medicamento não constar da lista oficial de substâncias que podem ser eliminadas por escoamento, este deve ser misturado com uma substância indesejável (como terra ou borras de café usadas), selado numa embalagem e colocado no lixo doméstico. O medicamento não deve ser deitado na sanita nem no lavatório.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

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