UFT

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UFT

Opção de tratamento: Colorectal Cancer, Cancer

Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de UFT

Que tipo de medicamento é o UFT (Tegafur e Uracilo)?

O UFT, um acrónimo para a combinação dos ingredientes Tegafur e Uracilo, é categorizado como um agente antineoplásico sintético pertencente à classe das fluoropirimidinas (agentes quimioterápicos). Este agente oral, geralmente em forma de cápsulas, destina-se à quimioterapia sistémica para combater o crescimento celular descontrolado. O fármaco representa uma evolução distinta face às terapias mais antigas de fluorouracilo intravenoso, e o seu design tem sido amplamente estudado por comunidades médicas internacionais. Uma revisão fidedigna que examinou a natureza do fármaco concluiu que a sua formulação de duplo componente oferece uma vantagem bioquímica para a administração de uma terapia fundamental à base de fluorouracilo. Isto confirma que o medicamento foi concebido para disponibilizar eficazmente o princípio ativo em todo o corpo através de um sistema especializado. Devido à sua combinação única, é agrupado numa classe conhecida como fluoropirimidinas inibidoras da DPD.

Composição e Forma: Os Dois Princípios Ativos

O medicamento consiste em dois componentes primários, o Tegafur e o Uracilo, fornecidos conjuntamente numa proporção molar específica de 1:4. O Tegafur é inativo após a ingestão; atua como um pró-fármaco que o organismo deve converter na substância anticancerígena potente, o 5-fluorouracilo (5-FU). O componente coadministrado, o Uracilo, não é um agente de tratamento por si só, mas desempenha um papel vital na prevenção da rápida degradação enzimática do 5-FU ativo. A investigação confirma que esta coadministração é consensualmente reconhecida por aumentar a biodisponibilidade oral do componente terapêutico ativo.

Objetivo Geral e Modulação Bioquímica

O objetivo primordial do design do UFT é otimizar a atividade do fármaco, mantendo a concentração do componente terapêutico no organismo. Isto é alcançado através de um processo designado por modulação bioquímica, no qual o Uracilo inibe competitivamente a enzima natural DPD (Di-hidropirimidina Desidrogenase). Ao bloquear esta enzima, o UFT garante que o 5-FU ativo é protegido de uma decomposição prematura, permitindo uma exposição sustentada que resulta em atividade antitumoral ao interromper a síntese e replicação do ADN, necessárias para a proliferação de células anómalas. Este mecanismo é frequentemente aplicado no contexto do tratamento de tumores sólidos.

Quais efeitos secundários são possíveis com UFT?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O UFT (Tegafur e Uracilo) está associado a toxicidades sistémicas expectáveis de um agente antineoplásico da classe das fluoropirimidinas. O perfil de segurança do medicamento é definido por reações adversas documentadas oficialmente, categorizadas pela sua frequência e pelo sistema de órgãos afetado.

Principais Classificações Regulamentares

As reações adversas muito frequentes, definidas como ocorrendo em 1 ou mais de cada 10 pessoas, envolvem principalmente o sistema gastrointestinal e o sistema sanguíneo e linfático. Estes efeitos comunicados frequentemente incluem a neutropenia, leucopenia, anemia, trombocitopenia, diarreia, náuseas, vómitos, estomatite (feridas na boca) e efeitos sistémicos como a fadiga e a anorexia (perda de apetite).

As reações adversas frequentes incluem a neutropenia febril e problemas cutâneos como a eritrodisestesia palmar-plantar (síndrome mão-pé).

Reações Adversas Graves e Restrições

Embora raras, os documentos regulamentares destacam o potencial para reações adversas graves, incluindo eventos que podem colocar a vida em risco, tais como sepsis neutropénica, hepatite fulminante (insuficiência hepática grave) e cardiotoxicidade grave (ex.: isquemia miocárdica ou angina).

Existem restrições de segurança para populações específicas. O medicamento está contraindicado em doentes com uma deficiência completa da enzima DPD (di-hidropirimidina desidrogenase), devido ao risco muito aumentado de toxicidade grave e potencialmente fatal. Geralmente, também não é recomendado em indivíduos com insuficiência hepática grave ou insuficiência renal grave. Adicionalmente, a rotulagem adverte para o potencial de danos fetais, exigindo precauções apropriadas para doentes com potencial reprodutivo. O perfil de segurança estabelece que o risco está ligado à dose administrada e ao esquema de tratamento.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

O perfil oficial de sobredosagem do UFT (Tegafur e Uracilo) é caracterizado pelas toxicidades sistémicas graves associadas ao seu metabolito ativo, o 5-fluorouracilo (5-FU), tal como documentado nas diretrizes regulamentares governamentais.

Manifestações Documentadas e Consequências Graves

A exposição excessiva pode conduzir a toxicidades sérias e a complicações potencialmente fatais. As manifestações documentadas incluem mielossupressão grave (contagens sanguíneas baixas), diarreia de Grau 3 ou 4 e mucosite grave. Os resultados que podem colocar a vida em risco incluem cardiotoxicidade (como arritmia) e neurotoxicidade, que se pode manifestar como encefalopatia hiperamonémica.

Ação de Emergência Necessária

É necessária assistência médica imediata perante a ocorrência de sinais de toxicidade moderados ou graves. Os protocolos regulamentares estabelecem que, em caso de sobredosagem confirmada ou de toxicidades graves de início precoce, o antídoto específico, o triacetato de uridina, deve ser administrado o mais rapidamente possível e dentro de um prazo de 96 horas após a última dose. O suporte sintomático e a monitorização rigorosa dos parâmetros fisiológicos, incluindo a hematologia e a função renal, são componentes obrigatórios do plano de gestão clínica.

Risco Populacional

A rotulagem oficial adverte que os indivíduos com uma ausência completa de atividade da enzima Di-hidropirimidina Desidrogenase (DPD) apresentam um risco acrescido de reações adversas agudas de início precoce e potencialmente fatais.

Usos terapêuticos de UFT

Para que é utilizado o UFT: Principais Aplicações e Benefícios

O UFT (Tegafur e Uracilo) é frequentemente utilizado em patologias que apresentam desconforto sistémico ou localizado associado a neoplasias sólidas. Este medicamento é aplicado em contextos onde é necessário apoio sintomático adicional em condições marcadas por um aumento do stress fisiológico, tais como o cancro colorretal e o cancro gástrico.

Abordagem dos Sintomas de Desconforto Sistémico

O seu papel principal aplica-se em áreas onde é necessário suporte sintomático complementar, o que pode contribuir para aliviar a carga global de sintomas e apoiar o doente durante episódios difíceis, mitigando o mal-estar. Esta abordagem é relevante para suavizar sintomas que se tornam mais disruptivos durante períodos de agudização e que podem interferir com o funcionamento diário.

Apoio Após o Tratamento Definitivo

O UFT é considerado relevante em contextos que envolvem uma carga sistémica elevada após o tratamento definitivo, em patologias caracterizadas por períodos de sintomas intensificados. O tratamento é habitualmente utilizado para ajudar a gerir sintomas associados ao risco de recorrência, o que auxilia na manutenção da estabilidade funcional e apoia o bem-estar geral durante as fases sintomáticas.

Auxílio na Estabilidade Funcional

A forma oral é considerada pertinente para gerir sintomas que interferem com o conforto diário durante o tratamento. Esta via de administração é relevante para a gestão de manifestações recorrentes ou episódicas, auxiliando na manutenção da estabilidade funcional do doente.

“A forma oral é habitualmente utilizada para a gestão de sintomas associados a manifestações recorrentes ou episódicas, auxiliando na manutenção da estabilidade funcional.”

Facto Rápido: Apoia em sintomas que interferem com o funcionamento diário.

Critérios de utilização e restrições

Elegibilidade e Restrições Oficiais para o UFT (Tegafur e Uracilo)

Os documentos regulamentares oficiais definem critérios rigorosos para as populações autorizadas a utilizar este medicamento e para os grupos nos quais o mesmo está formalmente contraindicado.

Classificação Restrição ou Regra Populacional
Contraindicações Absolutas Deficiência Completa de DPD: Doentes com ausência total conhecida de atividade da enzima Di-hidropirimidina Desidrogenase (DPD) não devem utilizar o UFT, devido ao risco de toxicidade grave e potencialmente fatal.
Gravidez e Amamentação: O uso está contraindicado em mulheres grávidas devido ao potencial de danos fetais (teratogenicidade). Está também contraindicado durante a amamentação.
Restrições de Idade População Pediátrica: A segurança e a eficácia não foram estabelecidas em lactentes, crianças ou adolescentes, resultando numa contraindicação para estes grupos. O uso está geralmente restrito a doentes adultos (18 anos ou mais).
Uso Condicional Função de Órgãos: O medicamento está restrito a doentes que possuam reservas adequadas das funções hepática e renal. O uso exige precaução e monitorização rigorosa em indivíduos com comprometimento renal ou hepático pré-existente de grau ligeiro a moderado.
Potencial Reprodutivo: Doentes do sexo masculino e feminino com potencial reprodutivo devem utilizar medidas contracetivas eficazes durante o tratamento e por um período especificado após a dose final.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

A documentação regulamentar oficial estabelece limitações específicas de interação para o UFT (Tegafur e Uracilo) no que diz respeito a determinados produtos medicinais.

Restrições e Limitações Relacionadas com Interações

A coadministração com um produto de combinação composto por tegafur, gimeracilo e oteracilo potássico está formalmente contraindicada devido ao risco de toxicidade grave. Esta proibição é mandatória e exige um período de intervalo de segurança de 7 dias após a descontinuação do referido produto de combinação, de modo a evitar possíveis resultados adversos. O perfil regulamentar destaca também interações que modificam a exposição ou o efeito de medicamentos administrados em simultâneo, o que torna necessária uma monitorização cuidadosa.

Declarações Oficiais de Interação

Categoria do Produto de Interação Produto de Interação Específico Declaração Regulamentar Oficial
Combinação Contraindicada Produto de combinação tegafur-gimeracilo-oteracilo potássico A coadministração está formalmente contraindicada; exige um intervalo obrigatório de 7 dias após a descontinuação.
Exposição a Fármacos Coadministrados Fenitoína A coadministração requer monitorização devido ao risco documentado de aumento da concentração plasmática de Fenitoína.
Alteração dos Parâmetros de Coagulação Anticoagulantes cumarínicos (ex.: Varfarina) A coadministração requer monitorização de alterações no tempo de protrombina ou no Índice Internacional Normalizado (INR).

Estas declarações oficiais definem a estrutura de interações do fármaco com base em proibições absolutas e riscos farmacocinéticos clinicamente significativos. Estas limitações estabelecem os passos procedimentais necessários para a utilização concomitante com agentes como a Fenitoína e a Varfarina, focando-se na monitorização obrigatória de métricas específicas de exposição e de coagulação, tal como ditado pelas autoridades regulamentares.

Mecanismo de ação

O mecanismo do UFT (Tegafur e Uracilo) baseia-se numa estratégia molecular de duas etapas, concebida para apoiar a geração e a proteção do seu componente citotóxico, seguida de uma interferência em múltiplos níveis na capacidade da célula para produzir material genético.

Modulação Bioquímica e Exposição Sustentada ao Fármaco

Esta área abrange a sinergia entre os dois componentes. O precursor inativo, o Tegafur, é convertido no agente ativo, o 5-Fluorouracilo (5-FU). Simultaneamente, o Uracilo inibe de forma competitiva a enzima Di-hidropirimidina Desidrogenase (DPD), que é a responsável pela decomposição do 5-FU. Esta inibição promove a exposição sistémica sustentada do componente ativo, facilitando os seus efeitos subsequentes.

Disrupção da Síntese e Integridade Genética

Os metabolitos do 5-FU definem o cerne do mecanismo. Um metabolito fundamental bloqueia de forma irreversível a enzima Timidilato Sintetase (TS), interrompendo a produção dos blocos de construção do ADN (dTMP). Além disso, outros metabolitos são erradamente integrados nas estruturas do ADN e do ARN, causando danos celulares. Esta sequência de inibição e disrupção estrutural desencadeia a morte celular programada (apoptose) e a subsequente redução na proliferação de células de divisão rápida.

Informações sobre dosagem e administração

A utilização do UFT (Tegafur e Uracilo) é definida por um protocolo de administração rigoroso e cíclico para as cápsulas duras orais, cuja dosagem é baseada em diretrizes regulamentares oficiais. A dose diária padrão de tegafur é de 300 mg/m², sendo a dose total calculada de acordo com a Área de Superfície Corporal (ASC) do doente. As cápsulas são administradas em três doses iguais ao longo do dia, preferencialmente de oito em oito horas. Este método de administração oral é frequentemente estudado no contexto de terapias avançadas contra o cancro.

Um requisito fundamental do protocolo de administração é a coadministração obrigatória de folinato de cálcio oral (90 mg/day), que deve ser tomado em simultâneo com as cápsulas de UFT. Para garantir uma ingestão correta, o medicamento deve ser engolido inteiro com água, pelo menos uma hora antes ou uma hora após as refeições.

O tratamento segue um ciclo rigoroso de 35 dias: o UFT e o folinato de cálcio são tomados durante 28 dias consecutivos, seguidos de um período de descanso de 7 dias. As instruções oficiais ditam procedimentos específicos de manuseamento: se uma dose for esquecida durante o período de 28 dias, não deve ser tomada mais tarde para compensar. Além disso, se o regime de UFT for interrompido ou a dose reduzida, a mesma não deve ser aumentada novamente durante o resto da terapia. O UFT é contraindicado e não deve ser administrado a crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos.

Evidência clínica recente

UFT: Evidência Clínica Recente

A investigação científica tem explorado a utilidade clínica do UFT (combinação de uracilo e tegafur) em diversos contextos oncológicos. Os estudos clínicos centram-se na avaliação do seu papel como agente quimioterápico, comparando frequentemente os seus efeitos com outros tratamentos padrão ou avaliando a sua utilização em populações específicas de doentes.

Eficácia e Desenho dos Estudos

A evidência provém maioritariamente de ensaios clínicos aleatorizados (ECA) e de meta-análises. Estas investigações analisaram se o UFT, tipicamente combinado com outros moduladores como a leucovorina, estava associado a diferenças nos resultados dos doentes, incluindo a sobrevida livre de doença e a sobrevida global, em comparação com monoterapias estabelecidas ou regimes combinados. A investigação também examinou o perfil de segurança e a tolerabilidade do UFT quando administrado durante períodos prolongados.

Principais Áreas de Avaliação:

Área de Investigação Foco Principal dos Indicadores (Endpoints)
Tratamento Adjuvante Investigação de alterações no risco de recorrência após a cirurgia.
Doença Metastática Avaliação dos efeitos na progressão da doença e nas taxas de sobrevida.
Ensaios Comparativos Avaliação de diferenças na eficácia e eventos adversos face ao fluorouracilo ou à capecitabina.

Terapia Combinada e Descobertas Observacionais

Vários estudos avaliaram o UFT como parte de um regime combinado para determinar se este afetava as taxas de resposta clínica global quando utilizado em conjunto com agentes biológicos específicos ou radioterapia. Foram também analisados dados observacionais recolhidos de registos de doentes e de programas de monitorização de segurança em larga escala para melhor compreender os padrões de utilização e a incidência no mundo real de efeitos adversos associados em diversos grupos de doentes.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o UFT (FAQ)


P: Porque é que o UFT é prescrito juntamente com a leucovorina?

R: O UFT está oficialmente descrito como requerendo uma coadministração obrigatória com o folinato de cálcio, também conhecido como leucovorina. A documentação estabelece que o propósito desta combinação é a modulação bioquímica. Esta coadministração destina-se a modificar a atividade do componente ativo do fármaco, o 5-fluorouracilo.


P: Qual é a diferença entre o UFT e a capecitabina?

R: Tanto o UFT como a capecitabina são classificados como parte da classe das fluoropirimidinas, um grupo de agentes quimioterápicos. A evidência científica tem analisado a utilização destes dois medicamentos, comparando frequentemente os seus métodos específicos de administração e os perfis de eventos adversos comunicados.


P: É normal sentir náuseas ligeiras ao iniciar o UFT?

R: Os documentos oficiais classificam a náusea como uma reação adversa muito frequente associada à utilização de UFT. Isto significa que está classificada como ocorrendo em 1 em cada 10 pessoas ou mais. A elevada frequência indicada no perfil de segurança esclarece o potencial para a ocorrência deste efeito.


P: O UFT é utilizado apenas para o cancro ou tem outros usos?

R: De acordo com a documentação oficial, o UFT é classificado como um agente antineoplásico, o que significa que é um fármaco utilizado para combater o crescimento celular descontrolado. O seu propósito geral é especificamente definido como proporcionando atividade antitumoral sistémica, o que confirma a sua designação para este tipo de utilização.


P: O UFT é considerado um fármaco de terapia dirigida?

R: O UFT está oficialmente classificado como um antimetabolito antineoplásico pertencente à classe das fluoropirimidinas. Este tipo de fármaco atua interferindo com a produção de componentes celulares básicos, tais como o material genético. Esta classificação é distinta da categoria conhecida como 'terapia dirigida'.


P: Que alimentos ou bebidas são conhecidos por interagir com o UFT?

R: As instruções oficiais de administração especificam como o UFT deve ser tomado em relação à alimentação para garantir a ingestão adequada. É necessário que o medicamento seja engolido inteiro com água pelo menos uma hora antes ou uma hora após as refeições. Este tempo específico em relação às refeições é obrigatório para a administração.


P: Existe o risco de interação entre o UFT e suplementos como a Vitamina C ou multivitamínicos?

R: Os documentos definem interações medicamentosas específicas que exigem monitorização obrigatória, tais como com a fenitoína ou a varfarina. As vitaminas gerais ou os multivitamínicos não estão listados entre os agentes com interações formalmente definidas ou restritas na documentação oficial.


P: Posso tomar analgésicos como o ibuprofeno enquanto estiver a tomar UFT?

R: A documentação oficial lista apenas produtos medicinais específicos que requerem monitorização obrigatória de interação, tais como a fenitoína e os anticoagulantes cumarínicos. Os analgésicos comuns, como o ibuprofeno, não estão listados entre os agentes com interações formalmente definidas ou restritas na documentação oficial.


P: De que forma o peso de uma pessoa afeta a utilização do UFT?

R: As diretrizes oficiais indicam que a dose diária padrão de UFT é calculada com base na Área de Superfície Corporal (ASC) do doente. A ASC é uma medida derivada tanto do peso como da altura da pessoa, o que significa que o peso é um fator no cálculo da dose recomendada.


P: Que tipo de exames de monitorização são habitualmente feitos durante a toma de UFT?

R: O perfil de segurança observa que reações adversas muito frequentes envolvem o sistema sanguíneo e linfático, incluindo problemas como neutropenia e anemia. Existem também requisitos para a monitorização dos parâmetros de coagulação (como o tempo de protrombina ou o INR) quando o UFT é utilizado em simultâneo com anticoagulantes cumarínicos.


P: Qual é a diferença entre uma cápsula de UFT e um comprimido?

R: A forma farmacêutica aprovada para o UFT é definida como uma cápsula dura oral. Uma cápsula é uma dose sólida onde o medicamento está contido dentro de um invólucro. Isto difere de um comprimido, que é tipicamente uma forma sólida e comprimida do medicamento.


P: O UFT pode ser tomado com alimentos ou tem de ser em jejum?

R: As instruções oficiais de administração indicam que o medicamento deve ser engolido inteiro com água pelo menos uma hora antes ou uma hora após as refeições. Este tempo específico em relação às refeições é um requisito para a administração.


P: O UFT ainda é amplamente utilizado ou é um fármaco antigo?

R: Os documentos referem que o UFT representa uma evolução distinta face às antigas terapias de fluorouracilo intravenoso. Indicam também que a sua formulação de duplo componente tem sido amplamente estudada em comunidades médicas internacionais pela sua atividade antitumoral sistémica.


P: Existe uma hora padrão do dia em que o UFT é habitualmente tomado?

R: O protocolo dita que o medicamento deve ser tomado em três doses iguais ao longo do dia. As instruções especificam que estas doses devem, preferencialmente, ser tomadas a cada oito horas para manter um intervalo consistente.

Como UFT deve ser armazenado e descartado?

Requisitos de Armazenamento

As cápsulas de UFT devem ser conservadas a uma temperatura ambiente controlada, definida entre os 20°C e os 25°C. A rotulagem oficial permite variações temporárias de temperatura até aos 30°C, mas proíbe estritamente a congelação e a exposição a calor excessivo. O produto deve ser mantido na sua embalagem original para garantir a proteção contra fatores ambientais, especificamente a humidade e a luz, que podem comprometer a estabilidade dos ingredientes ativos. Como sucede com todos os medicamentos, a embalagem deve ser mantida fora da vista e do alcance das crianças por motivos de segurança.

Instruções de Eliminação

As cápsulas de UFT não utilizadas ou fora do prazo de validade devem ser eliminadas de acordo com os requisitos locais para agentes citotóxicos. O método recomendado consiste na utilização de um programa de recolha de medicamentos sob supervisão ou na entrega num local de recolha autorizado para assegurar o manuseamento adequado de resíduos farmacêuticos. Se as opções de recolha não estiverem disponíveis e o fármaco não constar de uma lista oficial de substâncias que podem ser eliminadas por escoamento, este deve ser preparado para o lixo doméstico: as cápsulas devem ser misturadas com uma substância indesejável, a mistura deve ser selada num saco de plástico e, finalmente, o saco deve ser colocado no lixo comum.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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