Udiliv

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Udiliv

O que é o Udiliv?

O Udiliv é um medicamento de substância única, sujeito a receita médica, cujo princípio ativo é o Ácido Ursodesoxicólico (AUDC), também conhecido como Ursodiol. Este fármaco é um derivado especializado dos ácidos biliares, utilizado para gerir e apoiar as funções do sistema hepatobiliar — o fígado, as vias biliares e a vesícula biliar.

Propriedade Descrição
Substância ativa Ácido Ursodesoxicólico (AUDC)
Forma farmacêutica Forma sólida oral (Comprimido ou Cápsula)
Classe farmacológica Agente Colerético e Colelitolítico
Uso comum Gestão de distúrbios hepatobiliares
Origem Derivado semissintético de ácido biliar

Que Tipo de Medicamento é o Udiliv?

O Udiliv é classificado como um colerético (que promove o fluxo biliar) e um agente colelitolítico (que dissolve certos cálculos biliares), o que define o seu foco terapêutico na correção de desequilíbrios na bílis. O Ácido Ursodesoxicólico é reconhecido internacionalmente como um medicamento essencial devido à sua estrutura química única: o AUDC é um ácido biliar hidrofílico (solúvel em água) e a sua introdução por via oral ajuda a substituir os ácidos biliares naturalmente presentes no organismo, que são mais hidrofóbicos (solúveis em gordura) e potencialmente prejudiciais para as células do fígado.


Composição, Forma e Origem

A composição central do Udiliv é o seu componente ativo único, o Ácido Ursodesoxicólico (Ursodiol), que é geralmente fornecido numa forma farmacêutica sólida oral, como comprimidos ou cápsulas. O AUDC é estruturalmente um derivado semissintético de ácido biliar; o agente terapêutico é produzido sob condições farmacêuticas controladas para garantir a sua pureza e padronização. Propriedades farmacológicas estabelecidas indicam que o AUDC diminui significativamente a saturação biliar de colesterol. Esta evidência demonstra que o medicamento atua diretamente na prevenção da formação e na dissolução de cálculos de base colesterólica na bílis.


Propósito Geral e Ação (Nível Geral)

O objetivo geral do Udiliv é apoiar e proteger a saúde do sistema hepatobiliar através da normalização química do fluido biliar. Isto é alcançado primordialmente através de um mecanismo citoprotetor, que estabiliza e protege as células hepáticas e as células das vias biliares. Ao reduzir ativamente a saturação de colesterol na bílis, o Udiliv ajuda a facilitar o amolecimento e a eventual dissolução de cálculos biliares específicos de colesterol, o que é clinicamente reconhecido como uma aplicação fundamental desta classe de fármacos. Este apoio ao fluxo biliar e à proteção das células do fígado promove a saúde hepatobiliar de forma global.

Quais efeitos secundários são possíveis com Udiliv?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

O Udiliv (ácido ursodesoxicólico ou AUDC) é geralmente bem tolerado, mas o seu perfil de segurança inclui reações gastrointestinais comuns e eventos hepatobiliares graves e raros.

Reações Adversas

A reação adversa mais comum relatada em ensaios clínicos é a ocorrência de fezes moles ou diarreia, que pode estar relacionada com a dose. Outros efeitos frequentemente comunicados incluem dor abdominal, obstipação, náuseas, dispepsia e cefaleias (dores de cabeça).

As reações adversas muito raras incluem a calcificação de cálculos biliares e, especificamente em doentes com Colangite Biliar Primária (CBP), o potencial para dor intensa no quadrante superior direito do abdómen ou a descompensação (agravamento) de uma cirrose hepática pré-existente.

As reações provenientes da vigilância pós-comercialização com frequência desconhecida incluem reações de hipersensibilidade ao fármaco (por exemplo, edema facial, urticária, angioedema), icterícia, erupção cutânea e aumento dos níveis de enzimas hepáticas (transaminases).

Monitorização de Segurança e Restrições

Os testes de função hepática (gama-GT, fosfatase alcalina, AST, ALT e bilirrubina) devem ser monitorizados regularmente: inicialmente todos os meses durante os primeiros três meses de terapia e, posteriormente, a cada seis meses. A interrupção do tratamento pode ser considerada se estes parâmetros aumentarem para um nível clinicamente significativo.

O Udiliv está contraindicado em doentes com inflamação aguda da vesícula biliar ou dos ductos biliares, oclusão do ducto biliar (colestase obstrutiva), cálculos biliares calcificados visíveis em radiografia ou compromisso da contratilidade da vesícula biliar. Os dados de segurança na população pediátrica não estão totalmente estabelecidos.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

A documentação regulamentar oficial estabelece que a manifestação clínica mais provável após uma ingestão aguda de uma dose elevada de Ácido Ursodesoxicólico é a diarreia, que é tipicamente autolimitada. A absorção do fármaco pelo organismo diminui em doses muito elevadas, resultando num aumento da excreção fecal, o que contribui para um perfil de toxicidade sistémica grave reduzido em humanos. As autoridades regulamentares indicam que a ocorrência de efeitos adversos graves é considerada improvável com base nos dados disponíveis, e não existem relatos de complicações fatais ou de sobredosagem grave na experiência clínica humana.

Quando Procurar Ajuda Imediata

Na eventualidade de uma suspeita de sobredosagem, é obrigatório que os doentes procurem tratamento médico de emergência imediato. Contacte o Centro de Informação Antivenenos (CIAV) ou os serviços de emergência imediatamente se a pessoa afetada colapsar, sofrer uma convulsão ou tiver dificuldade em respirar, conforme detalhado nas orientações regulamentares.

Gestão Oficial de Sobredosagem

Não existe um antídoto específico para a sobredosagem de Ácido Ursodesoxicólico documentado na rotulagem oficial. O tratamento é sintomático e de suporte, visando principalmente a gestão da diarreia que possa ocorrer. As medidas de suporte documentadas na rotulagem incluem a possível utilização de resinas de troca iónica para ajudar a ligar os ácidos biliares no intestino. A monitorização médica durante a gestão da sobredosagem deve incluir o acompanhamento dos testes de função hepática.

Usos terapêuticos de Udiliv

Para que é utilizado o Udiliv: principais utilizações e benefícios

O Udiliv, cujo princípio ativo é o ácido ursodesoxicólico, é um medicamento utilizado principalmente para tratar e gerir diversas condições hepatobiliares. A sua função primordial foca-se na melhoria do fluxo biliar e na proteção das células do fígado contra danos causados por ácidos biliares tóxicos.

Dissolução de cálculos biliares

Uma das principais utilizações do Udiliv é a dissolução de cálculos biliares de colesterol em doentes que apresentam pedras radiotransparentes (não visíveis nos raios-X convencionais) e que possuem uma vesícula biliar funcional. Este tratamento é geralmente indicado quando a intervenção cirúrgica não é aconselhável ou quando os cálculos são pequenos, permitindo que o ácido ursodesoxicólico reduza a saturação de colesterol na bílis e promova a sua gradual dissolução.

Tratamento da Cirrose Biliar Primária (CBP)

O Udiliv é amplamente prescrito para o tratamento da cirrose biliar primária, agora também conhecida como colangite biliar primária. Nestes casos, o medicamento ajuda a retardar a progressão da doença, melhorando os parâmetros laboratoriais da função hepática e reduzindo a acumulação de substâncias nocivas que podem causar inflamação e fibrose no tecido do fígado.

Benefícios na Colestase e Saúde Hepática

Além das indicações principais, o Udiliv oferece benefícios em várias formas de doenças hepáticas colestáticas, onde o fluxo da bílis está interrompido ou reduzido. Ao promover a secreção biliar e substituir os ácidos biliares mais agressivos por uma forma citoprotetora, o medicamento auxilia na redução de sintomas como o prurido (comichão persistente) associado a problemas hepáticos e protege a integridade das membranas das células do fígado.

O tratamento com Udiliv é habitualmente de longo prazo e visa manter a função hepática estável, prevenindo complicações graves associadas à estase biliar crónica.

Critérios de utilização e restrições

Contraindicações de Utilização

O Udiliv (Ácido Ursodesoxicólico) não deve ser utilizado em indivíduos com condições clínicas preexistentes específicas, conforme determinado pela documentação regulamentar. As contraindicações incluem a inflamação aguda da vesícula biliar ou das vias biliares, obstrução do trato biliar ou uma vesícula biliar não funcional. O uso é também proibido se o doente tiver cálculos biliares calcificados (radiopacos) ou se sofrer de episódios frequentes de cólicas biliares. Aplica-se uma contraindicação absoluta a doentes com cirrose hepática descompensada em fases avançadas de Colangite Biliar Primária, bem como a pessoas com hipersensibilidade conhecida à substância ativa ou aos seus componentes.

Restrições Populacionais e por Idade

O uso está geralmente estabelecido para adultos nas indicações aprovadas. No entanto, na população pediátrica, a utilização está restrita a crianças e adolescentes com idades compreendidas entre os 6 e os 18 anos, exclusivamente para distúrbios hepatobiliares associados à fibrose quística. Para todas as outras indicações, o uso em crianças é geralmente considerado como não estabelecido. O medicamento não deve ser utilizado durante a gravidez; as mulheres em idade fértil devem utilizar contraceção eficaz, a qual deve ser não hormonal quando o objetivo for o tratamento de cálculos biliares.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

O perfil regulamentar oficial do Udiliv, que contém ácido ursodesoxicólico (AUDC), detalha várias interações relacionadas principalmente com a absorção intestinal e com o mecanismo de dissolução do colesterol.

Interações que afetam a absorção do Udiliv

A administração concomitante com agentes sequestradores de ácidos biliares (ex.: colestiramina, colestipol) ou com antiácidos à base de alumínio (ex.: hidróxido de alumínio) está documentada como redutora da absorção intestinal do AUDC. Esta é uma interação farmacocinética que diminui a quantidade de substância ativa disponível para exercer o efeito pretendido. Para gerir esta interação, aplica-se uma regra de intervalo obrigatória: os agentes que reduzem a absorção devem ser tomados pelo menos duas horas antes ou duas horas depois da dose de Udiliv.

Anulação do efeito farmacodinâmico

Certos medicamentos são oficialmente referidos por contrariarem a eficácia do AUDC, particularmente quando este é utilizado para a dissolução de cálculos biliares de colesterol. Isto inclui hormonas estrogénicas, contracetivos orais hormonais e alguns fármacos hipolipemiantes, como o clofibrato. Estas substâncias aumentam a saturação de colesterol na bílis, o que se opõe diretamente à ação do AUDC na dissolução de cálculos de colesterol.

Interações que afetam outros medicamentos administrados em simultâneo

O AUDC demonstrou alterar a exposição sistémica de outros fármacos co-administrados:

Medicamento/Classe Co-administrada Resultado da Interação Documentado Oficialmente
Ciclosporina (Imunossupressor) Aumenta a absorção e pode levar a concentrações sanguíneas mais elevadas.
Nitrendipina (Antagonista do Cálcio) Reduz a concentração plasmática máxima (C máx) e a área sob a curva (AUC).
Ciprofloxacina, Dapsona (Antibióticos) Reduz a absorção ou reduz o efeito terapêutico (casos isolados relatados).
Rosuvastatina (Hipolipemiante) Observados níveis plasmáticos ligeiramente elevados.

Embora se tenha considerado inicialmente o potencial do AUDC para induzir as enzimas do Citocromo P450 3A (CYP3A), ensaios clínicos controlados demonstraram que o AUDC não possui um efeito indutor relevante sobre estas enzimas.

Mecanismo de ação

Como funciona o Udiliv

A ação do Udiliv, centrada no ácido ursodesoxicólico (AUDC), fundamenta-se num perfil farmacodinâmico multifacetado que corrige a composição biliar e exerce uma ação citoprotetora nas células hepatobiliares. O mecanismo ocorre exclusivamente no sistema entero-hepático, modulando processos cruciais a nível molecular e celular.

Mecanismo de Citoproteção e Anti-apoptótico

A molécula integra-se nas membranas celulares e mitocondriais, estabilizando-as fisicamente contra os danos causados por ácidos biliares tóxicos. Este fenómeno impede o início da cascata apoptótica (morte celular) ao inibir a ativação de caspases, o que conduz a um aumento da estabilidade celular e à resistência face ao stresse citotóxico.

Química Biliar e Solubilização do Colesterol

A principal ação química envolve uma substituição competitiva, na qual o AUDC, de natureza hidrofílica, substitui os ácidos biliares hidrofóbicos (semelhantes a detergentes) na circulação entero-hepática. Esta troca altera o conjunto de ácidos biliares para uma composição menos citotóxica. Ao modificar o metabolismo do colesterol, o AUDC reduz a secreção de colesterol do fígado para a bílis, promovendo a formação de micelas mistas solúveis. O efeito fisiológico resultante é uma redução acentuada na saturação de colesterol biliar.

Ação Colerética e Fluxo Biliar Facilitado

O AUDC atua como um agente colerético que estimula a secreção de bicarbonato e água por parte das células dos ductos biliares (colangiócitos), em parte através da modulação de proteínas de transporte de membrana, como o permutador AE2. Este mecanismo aumenta o volume e a alcalinidade da bílis, resultando numa lavagem ductular que facilita a depuração física de substâncias presentes no trato biliar.

Informações sobre dosagem e administração

Orientações Oficiais de Administração

O Udiliv (ácido ursodesoxicólico) destina-se estritamente à administração por via oral, estando disponível sob a forma de cápsulas, comprimidos (incluindo comprimidos sulcados de 500 mg) e, em certas regiões, suspensão oral. A abordagem posológica é baseada essencialmente no peso corporal, sendo a dose diária total habitualmente administrada em doses divididas. É obrigatório tomar o medicamento com alimentos para garantir a absorção adequada.

Dosagem e Frequência

Indicação Regime Posológico (Adultos) Esquema de Administração
Colangite Biliar Primária (CBP) 13-15 mg por kg de peso corporal por dia Duas a quatro doses divididas por dia; pode transitar para uma dose única à noite após melhoria inicial.
Dissolução de Cálculos Biliares 8-12 mg por kg de peso corporal por dia Tipicamente administrado em duas ou três doses divididas.
Pediátrico (Fibrose Quística) 20 mg por kg de peso corporal por dia (crianças dos 6 aos 18 anos) Administrado em duas ou três doses divididas.

Procedimentos de Utilização e Duração

Os comprimidos e cápsulas devem ser engolidos inteiros com líquido. Se um comprimido sulcado de 500 mg for dividido para ajuste de dose, os segmentos devem ser deglutidos sem serem mastigados. Em caso de esquecimento de uma dose, esta deve ser tomada assim que se lembrar, a menos que esteja próxima da hora da dose seguinte; nessa situação, a dose esquecida deve ser ignorada. É proibida a toma de doses duplas.

A duração do tratamento varia significativamente: a terapia para a CBP é geralmente contínua e de longo prazo. Em contraste, o tratamento para a dissolução de cálculos biliares requer um período de 6 a 24 meses, continuando por mais 3 a 4 meses após os cálculos deixarem de ser visíveis em exames de imagem.

Evidência clínica recente

Evidências de investigação / Visão geral dos estudos sobre o Udiliv (Ácido Ursodesoxicólico)

As evidências de investigação disponíveis sobre o Udiliv (Ácido Ursodesoxicólico) centram-se em condições hepatobiliares específicas e foram extraídas de vários tipos de estudos, incluindo ensaios clínicos controlados e estudos observacionais de doentes de grande escala e longa duração. A investigação examinou que alterações foram observadas nos doentes em diferentes intervalos de tempo, focando-se em marcadores de progressão da doença e em resultados específicos relacionados com cada condição.


Evidência Estudada para a Colangite Biliar Primária (CBP)

Estudos sobre Marcadores Bioquímicos vs. Desfechos Clínicos

A investigação que explora o papel do Udiliv na Colangite Biliar Primária (CBP) envolveu principalmente dois tipos de desenhos de estudo. Os Ensaios Controlados Aleatorizados (ECA) iniciais foram utilizados para explorar os resultados medidos em intervalos de tempo curtos ou intermédios. Estes ensaios monitorizaram de perto os marcadores bioquímicos — especificamente, como os níveis de enzimas hepáticas, como a Fosfatase Alcalina e a Bilirrubina, evoluíram nas populações observadas. Estas descobertas descrevem padrões observados nos estudos relacionados com uma alteração nos valores medidos destes marcadores.

Devido ao facto de a CBP ser uma condição crónica de progressão lenta, é necessária evidência de mais longo prazo. Os investigadores também monitorizaram grandes grupos de doentes utilizando estudos de coorte retrospetivos de longo prazo e dados de registos. Estes estudos não aleatorizados examinaram desfechos clínicos major, tais como a frequência com que os doentes necessitaram de um transplante de fígado ou a sobrevivência dos doentes. A evidência sugere uma associação entre o medicamento e os desfechos clínicos monitorizados a longo prazo nestes grandes grupos de doentes.

Evidência Estudada para a Dissolução de Cálculos Biliares de Colesterol Específicos

A investigação explorou o Udiliv como objeto de estudo para cálculos biliares de colesterol não calcificados. Isto foi estudado para condições associadas a episódios agudos ou disruptivos decorrentes da presença de cálculos biliares. As descobertas descrevem padrões observados nos estudos onde a dissolução foi associada à composição específica e ao tamanho inicial dos cálculos biliares. As conclusões dos estudos descreveram padrões específicos para cálculos pequenos, puramente à base de colesterol. O que permanece incerto é o estado a longo prazo dos doentes após a conclusão do tratamento; os estudos relatam que a recorrência de cálculos biliares foi observada em alguns estudos após a cessação do medicamento.


O que ainda é incerto sobre a investigação do Udiliv

As principais limitações incluem o facto de que, para muitos desfechos clínicos a longo prazo na CBP, os dados mais robustos são observacionais e não aleatorizados, o que significa que faltam evidências comparativas nesse contexto. A investigação focada em desfechos comunicados pelos doentes que descrevem o desconforto percebido, como a fadiga e a comichão na CBP, produziu resultados mistos e continua a ser uma área onde a certeza permanece baixa. Finalmente, para a doença hepática relacionada com a Fibrose Quística (FQ), a qualidade da evidência varia entre os estudos e os desfechos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Udiliv (FAQ)

P: O que é o Udiliv e para que é utilizado?

R: O Udiliv é um medicamento que contém ácido ursodesoxicólico (também conhecido como ursodiol), um tipo de ácido biliar que ocorre naturalmente no organismo em pequenas quantidades.

É utilizado principalmente para dissolver certos tipos de cálculos biliares de colesterol e para tratar doenças hepáticas como a Colangite Biliar Primária (CBP), na qual melhora o fluxo biliar e protege as células do fígado contra danos.

P: Como funciona o Udiliv?

R: O Udiliv atua de várias formas, dependendo da condição a ser tratada:

  • Para cálculos biliares de colesterol: Reduz a quantidade de colesterol produzida pelo fígado e absorvida pelos intestinos, o que torna a bílis menos saturada com colesterol. Isto ajuda a dissolver gradualmente os cálculos biliares à base de colesterol.
  • Para doenças hepáticas (como a CBP): Substitui os ácidos biliares mais tóxicos no conjunto de ácidos biliares por si mesmo, reduzindo o potencial dano destes ácidos tóxicos para as células hepáticas. Também ajuda a melhorar o fluxo biliar.

P: Quais são os efeitos secundários comuns do Udiliv?

R: Os efeitos secundários comunicados com maior frequência são gastrointestinais, incluindo:

  • Diarreia
  • Náuseas e/ou vómitos
  • Dor abdominal
  • Fezes pastosas ou pegajosas

Outros efeitos secundários potenciais podem incluir erupções cutâneas e comichão. Se sentir efeitos secundários graves ou persistentes, deve contactar o seu médico.

P: Existem efeitos secundários graves a que deva estar atento?

R: Embora sejam raros, podem ocorrer efeitos secundários graves. Deve procurar assistência médica imediata se apresentar sinais de uma reação alérgica grave (como dificuldade em respirar ou inchaço da face, lábios ou garganta) ou sinais de agravamento da função hepática, tais como:

  • Amarelecimento da pele ou dos olhos (icterícia)
  • Náuseas ou vómitos graves e persistentes
  • Urina escura ou fezes claras

P: O Udiliv pode interagir com outros medicamentos?

R: Sim, o Udiliv pode interagir com outros medicamentos específicos, afetando potencialmente a forma como estes funcionam. É importante informar o seu médico ou farmacêutico sobre todos os outros medicamentos, suplementos ou produtos à base de plantas que esteja a tomar.

De notar particularmente:

  • Medicamentos para baixar o colesterol (como a colestiramina ou o colestipol) e alguns antiácidos, que podem reduzir a eficácia do Udiliv. Estes devem ser tomados pelo menos 2 horas antes ou depois do Udiliv.
  • Alguns contracetivos orais (aqueles que contêm níveis elevados de estrogénio) podem reduzir o efeito do Udiliv, especialmente quando utilizado para dissolver cálculos biliares.
  • Imunossupressores (como a ciclosporina), uma vez que o Udiliv pode aumentar o seu efeito.

Como Udiliv deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Proceder à Eliminação do Udiliv (Ácido Ursodesoxicólico)

Para garantir a estabilidade do produto, o Udiliv (Ácido Ursodesoxicólico) deve ser armazenado a uma temperatura ambiente controlada, habitualmente entre os 20 °C e os 25 °C. O medicamento deve ser protegido do congelamento e resguardado do calor excessivo e da humidade.

O produto deve ser mantido no seu recipiente original, que deve ser conservado bem fechado. Qualquer medicamento não utilizado deve ser mantido fora da vista e do alcance das crianças para prevenir a ingestão acidental.

A eliminação deve seguir os requisitos regulamentares locais. Não elimine o Udiliv não utilizado ou fora de validade através das águas residuais ou do lixo doméstico, a menos que tal seja indicado por orientações oficiais, como um programa de retoma de medicamentos (por exemplo, através do sistema de recolha nas farmácias).

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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