Tridosil

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Tridosil

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substância Ativa Azitromicina
Classe Farmacológica Antibiótico Azalido (subclasse dos Macrólidos)
Utilização Comum Tratamento de infeções bacterianas
Origem Semissintético
Via de Administração Oral ou Intravenosa

O Tridosil é uma preparação farmacêutica classificada como um antibiótico de largo espetro, utilizado no controlo de infeções causadas por bactérias suscetíveis. É um medicamento sujeito a receita médica destinado a uso sistémico, o que significa que atua em todo o organismo para eliminar microrganismos prejudiciais.


Definição do Tridosil: Um Agente Anti-infecioso do Grupo dos Azalidos

O Tridosil é um agente anti-infecioso que contém a substância ativa azitromicina, a qual é incluída pela Organização Mundial da Saúde (OMS) nas suas Listas de Medicamentos Essenciais. Do ponto de vista químico, a azitromicina é definida como um antibiótico azalido, uma subclasse distinta do grupo dos antibióticos macrólidos. Esta modificação estrutural dos azalidos é clinicamente reconhecida por proporcionar uma maior estabilidade contra o ácido gástrico e por contribuir para um perfil distinto dos macrólidos mais antigos. A azitromicina é um composto semissintético, derivado do macrólido natural eritromicina, mas estruturalmente alterado para a melhoria das suas propriedades.


Composição, Formas e Objetivo Terapêutico Geral

A composição central do Tridosil baseia-se na azitromicina, frequentemente formulada como azitromicina di-hidratada, em conjunto com os excipientes e veículos farmacêuticos necessários. Estudos farmacológicos publicados na literatura médica confirmam que a azitromicina se distingue pela sua presença prolongada nos tecidos e pela sua elevada capacidade de penetração tecidular. O medicamento encontra-se disponível em diversas formas farmacêuticas e vias de administração, incluindo comprimidos para uso oral comum, suspensões orais (frequentemente formuladas para doentes pediátricos) e pó liofilizado destinado a infusão intravenosa (IV) em contexto hospitalar. O objetivo terapêutico geral do Tridosil é interromper o ciclo de vida das bactérias, interferindo com a sua capacidade de sintetizar proteínas essenciais, o que trava o crescimento e a multiplicação da população bacteriana.

Quais efeitos secundários são possíveis com Tridosil?

Possíveis Efeitos Secundários e Informação de Segurança

O perfil de segurança do Tridosil (Azitromicina) está formalmente documentado pelas autoridades regulamentares, que classificam as potenciais reações adversas de acordo com a sua frequência e o sistema fisiológico afetado.

Reações Adversas Classificadas por Frequência

As reações adversas são classificadas segundo os intervalos de frequência regulamentares padrão:

  • Muito Frequentes: Perturbações gastrointestinais, sendo a diarreia o efeito reportado com maior frequência.
  • Frequentes: Observam-se geralmente efeitos como cefaleias (dores de cabeça), náuseas, vómitos e dor abdominal.
  • Pouco Frequentes: As reações aqui classificadas incluem tonturas, insónia, erupção cutânea e reações ligeiras de hipersensibilidade.

Classes de Sistemas de Órgãos e Reações Graves

As questões de segurança são agrupadas por Classes de Sistemas de Órgãos (CSO), incluindo os sistemas gastrointestinal, nervoso, hepatobiliar e cardíaco.

As informações regulamentares identificam diversas reações classificadas como reações adversas graves. Estas incluem o risco de prolongamento do intervalo QT, que pode conduzir a uma irregularidade do ritmo cardíaco fatal conhecida como Torsades de pointes. Estão também documentados casos de hepatotoxicidade grave, incluindo relatos de insuficiência hepática fatal, e reações cutâneas graves, como a Síndrome de Stevens-Johnson (SSJ). A diarreia associada a Clostridioides difficile (DACD) é listada como uma potencial reação gastrointestinal grave.


Restrições de Segurança em Populações Específicas

A informação oficial de prescrição inclui limitações específicas quanto à utilização em certas populações. O uso é restringido em indivíduos com antecedentes de icterícia colestática ou disfunção hepática associada à azitromicina. É especificada precaução particular para doentes com prolongamento do intervalo QT conhecido ou outros fatores de risco cardíaco, bem como em doentes com insuficiência hepática grave. Além disso, a azitromicina pode exacerbar a fraqueza muscular em pessoas com Miastenia gravis.


Notas de Segurança Relacionadas com a Exposição

Alguns efeitos, tais como as perturbações gastrointestinais, são referidos nos documentos regulamentares como podendo ser mais comuns no início do tratamento.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

Os documentos regulamentares indicam que a sobredosagem com Tridosil (Azitromicina) pode resultar num aumento da gravidade dos acontecimentos adversos observados com doses terapêuticas. As manifestações clínicas documentadas envolvem principalmente perturbações gastrointestinais graves, incluindo náuseas, vómitos e diarreia intensos, a par do potencial para a perda de audição reversível.

O perfil de sobredosagem destaca o risco de toxicidade cardiovascular grave. A sobredosagem pode levar ao prolongamento do intervalo QT do coração, o que acarreta o risco de desenvolvimento de arritmias potencialmente fatais, como a Torsades de pointes. Os doentes com condições cardíacas pré-existentes ou níveis baixos de eletrólitos são reconhecidos como estando em risco particular perante estes eventos potencialmente fatais.

Devido ao potencial de desfechos graves e fatais, as autoridades regulamentares determinam que se deve contactar assistência médica imediata ou a linha de apoio do centro de informação antivenenos perante a suspeita de sobredosagem. Os serviços de emergência devem ser contactados imediatamente se o indivíduo afetado tiver colapsado, sofrido uma convulsão ou estiver com dificuldades em respirar. Não se conhece um antídoto específico para a sobredosagem de Tridosil; por conseguinte, a gestão clínica foca-se em medidas sintomáticas e de apoio geral, podendo ser necessária monitorização hospitalar para gerir as funções vitais e observar a ocorrência de irregularidades cardíacas.

Usos terapêuticos de Tridosil

O que o Tridosil trata: Principais Utilizações e Benefícios

O Tridosil é utilizado para proporcionar um apoio terapêutico essencial em diversos domínios clínicos, através da gestão de sintomas relacionados com o desconforto físico. Este fármaco é relevante para o alívio de sintomas associados a várias infeções nos pulmões, na pele e nos órgãos reprodutores.


Âmbito Terapêutico

O Tridosil é commumente utilizado para ajudar a gerir condições que se apresentam com episódios agudos ou disruptivos, incluindo a pneumonia adquirida na comunidade, bronquite, sinusite bacteriana aguda, otite média e infeções não complicadas da pele e dos tecidos moles. É também aplicado em regimes terapêutico para infeções sexualmente transmissíveis (IST) específicas, como as causadas por Chlamydia trachomatis. A sua aplicação ajuda a tratar conjuntos de sintomas como febre, agravamento da tosse, dor localizada e inflamação genital.

“O Tridosil é habitualmente utilizado quando os sintomas se intensificam e é necessário um alívio de suporte em áreas onde as manifestações agudas interferem com o funcionamento normal.”

Em casos de Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC), o medicamento é considerado relevante para a gestão de exacerbações bacterianas agudas. Esta utilização oferece um suporte que contribui para atenuar a carga sintomática global e auxilia na manutenção da estabilidade funcional durante fases sintomáticas desafiantes.

Facto Rápido: Alívio em Infeções Agudas
Foco nos sintomas: Febre, dor localizada e desconforto respiratório.
Benefício contextual: Contribui para aliviar o desconforto durante períodos de exacerbação de sintomas associados a doenças bacterianas.

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar o Tridosil?

A elegibilidade para o Tridosil (Azitromicina) é determinada por diretrizes regulamentares baseadas na saúde e na idade do doente. Este medicamento é geralmente prescrito para adultos e crianças a partir dos 6 meses de idade para indicações aprovadas. A utilização em doentes idosos requer precaução devido a um risco aumentado de arritmias cardíacas específicas.


Inelegibilidade Absoluta (Contraindicações)

O Tridosil não deve ser utilizado se o doente tiver uma alergia conhecida (hipersensibilidade) à azitromicina, à eritromicina ou a qualquer antibiótico macrólido ou cetólido. É também contraindicado em indivíduos com antecedentes de icterícia colestática ou disfunção hepática que tenham sido associadas ao uso prévio de azitromicina, ou em doentes com prolongamento do intervalo QT (congénito ou documentado como adquirido).


Utilização Restrita ou Condicionada

A utilização é restrita ou exige precaução significativa em diversas populações:

  • Bebés com menos de 6 meses de idade: A segurança e a eficácia não estão estabelecidas para a maioria das utilizações indicadas.
  • Comprometimento Orgânico Grave: É necessária precaução em doentes com insuficiência renal grave ou doença hepática significativa.
  • Risco Cardiovascular: O medicamento, por norma, não é recomendado para doentes com condições pré-existentes como baixos níveis de potássio não corrigidos ou certas arritmias cardíacas.
  • Gravidez e Amamentação: A utilização durante a gravidez é aconselhada apenas se clinicamente necessária. Habitualmente, a amamentação deve ser interrompida durante o tratamento.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com Outros Medicamentos e Produtos

Os documentos regulamentares oficiais definem padrões de interação específicos e documentados para o Tridosil (Azitromicina), incluindo combinações que são formalmente restringidas ou que requerem monitorização.

Combinações Contraindicadas

A coadministração de Tridosil é oficialmente proibida com a Pimozida e com Alcaloides do ergot (tais como a ergotamina ou a di-hidroergotamina). A restrição relativa à pimozida baseia-se no risco documentado de prolongamento aditivo do intervalo QT e no potencial de ocorrência de eventos cardíacos graves.

Interações que Requerem Monitorização

Substância de Interação Resultado Documentado Oficialmente
Anticoagulantes Orais (ex: Varfarina) Potencial de aumento do Tempo de Protrombina ou do INR, exigindo a monitorização obrigatória dos parâmetros de coagulação.
Digoxina ou Ciclosporina Podem aumentar as concentrações plasmáticas do fármaco administrado em conjunto, exigindo a monitorização obrigatória dos respetivos níveis séricos.
Nelfinavir A coadministração aumenta significativamente a exposição plasmática da azitromicina (AUC e Cmax).

Requisitos de Momento de Administração

Os antiácidos que contêm alumínio e magnésio reduzem a concentração plasmática máxima do Tridosil e devem ser administrados com, pelo menos, 2 horas de intervalo. Relativamente às formas farmacêuticas, a cápsula e a suspensão oral devem ser tomadas sem alimentos, enquanto os comprimidos podem ser ingeridos com ou sem alimentos. Recomenda-se precaução na utilização em doentes com insuficiência renal grave devido ao aumento da exposição sistémica.

Mecanismo de ação

Como Funciona o Tridosil

O mecanismo de ação do Tridosil é definido por duas atividades biológicas fundamentais e complementares: a interrupção do crescimento microbiano e a modulação da resposta inflamatória do hospedeiro.


Bloqueio da Linha de Montagem Bacteriana

Esta função primária atua como um inibidor da síntese proteica. O fármaco liga-se de forma seletiva e com elevada afinidade ao ARN ribossómico 23S no interior da subunidade ribossómica bacteriana 50S. Ao obstruir fisicamente o túnel de saída da cadeia peptídica nascente, a azitromicina bloqueia de imediato o prolongamento de cadeias proteicas essenciais, causando a paragem da replicação bacteriana (bacteriostase). Este mecanismo é necessário para o efeito bacteriostático resultante, o qual permite que os sistemas de defesa naturais do hospedeiro eliminem a população microbiana não replicante.


Modulação da Sinalização das Células Imunitárias

Este domínio secundário descreve o efeito do fármaco nos sistemas de defesa do organismo. A azitromicina acumula-se ativamente nas células fagocíticas do hospedeiro (como os macrófagos), onde atua como um modulador das vias de sinalização intracelular. Esta atividade conduz à supressão da libertação de citocinas pró-inflamatórias, resultando na modulação da inflamação tecidular. Além disso, o fármaco pode interferir com sistemas de comunicação bacteriana, como o quorum sensing, o que também modula um mecanismo chave de virulência.

Informações sobre dosagem e administração

Como Utilizar o Tridosil

A administração do Tridosil (Azitromicina) é realizada oficialmente por via oral (sob a forma de comprimidos, suspensão convencional ou suspensão de libertação prolongada) ou através de infusão intravenosa (IV) em contexto hospitalar.

O padrão habitual de utilização em adultos segue uma frequência de uma vez ao dia durante um ciclo curto, totalizando geralmente uma dose de 1500 mg administrada ao longo de três ou cinco dias consecutivos. No regime de 5 dias, o tratamento inicia-se com 500 mg no primeiro dia, seguidos de 250 mg diários do segundo ao quinto dia. Para infeções específicas, utiliza-se uma dose única oral de 1 g. A terapêutica intravenosa serve frequentemente como um início de tratamento de 1 a 2 dias para condições graves, sendo seguida pela administração oral para completar um ciclo total de 7 a 10 dias.

O momento da administração depende da formulação específica:

  • Comprimidos Orais e Suspensão Convencional: Podem ser tomados com ou sem alimentos.
  • Suspensão de Libertação Prolongada: Deve ser tomada com o estômago vazio (pelo menos 1 hora antes ou 2 horas após uma refeição).

O pó para solução intravenosa requer reconstituição e posterior diluição antes de ser administrado como uma infusão lenta, com uma duração mínima de 60 minutos. Relativamente a populações específicas, a dosagem para doentes pediátricos é calculada com base no peso corporal (mg/kg), enquanto os doentes adultos com insuficiência renal ou hepática ligeira a moderada, geralmente, não necessitam de ajuste posológico. Caso ocorra o esquecimento de uma dose, a orientação das autoridades regulamentares é que esta seja tomada imediatamente, a menos que esteja quase na hora da dose seguinte programada.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Tridosil


Evidência em Infeções Agudas do Trato Respiratório

A investigação tem explorado extensivamente a utilização do Tridosil em indivíduos com infeções bacterianas agudas no sistema respiratório, tais como a Pneumonia Adquirida na Comunidade e a Sinusite bacteriana, principalmente através de Ensaios Clínicos Aleatorizados (ECA) e meta-análises. Estes ensaios monitorizaram resultados relacionados com a alteração dos sintomas em populações adultas e pediátricas. As conclusões descrevem padrões observados nos estudos que foram avaliados em relação a outros tratamentos estabelecidos. O que permanece incerto é a necessidade de mais ECA em dupla ocultação contemporâneos e o impacto a longo prazo em infeções recorrentes.


Evidência em Exacerbações de Doença Pulmonar Crónica

O Tridosil foi estudado para a sua utilização na gestão de exacerbações bacterianas agudas da Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) através de Ensaios Controlados por Placebo focados na terapia de manutenção. Os estudos analisaram a frequência e o momento de futuros episódios de exacerbação. Os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos e os dados de subgrupos permanecem insuficientes para doentes com comorbilidades graves. O potencial para o aparecimento de resistência antimicrobiana durante a manutenção a longo prazo foi referido como uma limitação da investigação.


Evidência em Infeções da Pele e Infeções Sexualmente Transmissíveis

A investigação, incluindo ECA e estudos observacionais multicêntricos, avaliou o Tridosil em Infeções da Pele Não Complicadas e em IST específicas, como as causadas por Chlamydia trachomatis. Os estudos reportaram medidas elevadas de taxas de cura microbiológica e clínica para infeções urogenitais não complicadas. No entanto, carece de evidência comparativa em relação a ECA de larga escala focados em infeções extragenitais, e as conclusões descreveram resultados variáveis medidos nestes locais.


Estudos a Longo Prazo e Seguimento

A investigação explorou estudos de duração prolongada (até 12 meses ou mais) para condições crónicas. As conclusões ajudam a contextualizar a experiência do doente durante a observação prolongada, mas, globalmente, existe informação limitada sobre os resultados a longo prazo além do período inicial de resolução dos sintomas para a maioria das utilizações agudas.


Evidência em Populações Especiais

O Tridosil foi avaliado em estudos que analisaram as experiências reportadas pelos doentes, tanto em populações adultas como pediátricas, incluindo idosos. No entanto, os dados para certos grupos permanecem insuficientes e as dimensões das amostras foram modestas para subgrupos específicos de doentes idosos ou frágeis.


Lacunas na Investigação e Incerteza

A investigação existente destaca várias áreas onde a certeza permanece baixa ou os dados são limitados. Os períodos de seguimento foram limitados em muitos estudos, o que significa que a investigação oferece menos perspetivas sobre a durabilidade da resposta anos mais tarde. Carece de evidência comparativa para algumas das utilizações do medicamento face a opções terapêuticas mais recentes, indicando que os resultados se aplicam apenas às populações estudadas.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Tridosil (FAQ)


P: O Tridosil é considerado um medicamento de uso prolongado?

R: As informações oficiais de prescrição indicam que o Tridosil é utilizado principalmente em tratamentos de curta duração, que frequentemente duram apenas alguns dias, para a maioria das infeções bacterianas. Embora tenha sido estudado para uso prolongado em condições crónicas específicas, a decisão sobre a utilização a longo prazo deve ser tomada por um profissional de saúde, que avaliará os potenciais benefícios e riscos.

P: Que alimentos ou bebidas devo evitar enquanto estiver a tomar Tridosil?

R: A informação oficial estabelece que os antiácidos que contenham alumínio ou magnésio não devem ser tomados ao mesmo tempo que o medicamento, pois podem reduzir a quantidade de Tridosil que o corpo absorve. Os comprimidos orais e as suspensões normais podem ser tomados com ou sem alimentos. No entanto, a suspensão de libertação prolongada deve ser tomada com o estômago vazio, geralmente uma hora antes ou duas horas após uma refeição.

P: O que devo fazer se me esquecer de tomar uma dose de Tridosil?

R: As orientações oficiais indicam que a dose esquecida deve ser tomada assim que se lembrar. Contudo, se estiver quase na hora da dose seguinte, a dose esquecida deve ser omitida e deve retomar-se o horário regular. É importante não tomar uma dose dupla para compensar a dose que se esqueceu de tomar.

P: O que devo fazer se os efeitos secundários do Tridosil forem muito incomodativos?

R: Se ocorrerem sinais de uma reação grave, como uma reação alérgica severa ou sintomas de hepatite (problemas no fígado), a documentação oficial aconselha a interrupção imediata do medicamento. Para efeitos secundários comuns que sejam apenas incómodos, os documentos oficiais recomendam contactar um profissional de saúde para obter orientação.

P: O Tridosil interage com os contracetivos orais (pílula)?

R: Os estudos mencionados nas informações de prescrição indicam que a azitromicina (a substância ativa do Tridosil) não parece afetar a eficácia da maioria dos contracetivos orais. É importante que os doentes informem o seu profissional de saúde sobre todos os medicamentos que estão a tomar.

P: É seguro tomar Tridosil durante a amamentação?

R: Sabe-se que a azitromicina passa para o leite materno. A decisão de continuar ou interromper a amamentação, ou de parar a medicação, deve ser tomada por um profissional de saúde após uma análise cuidadosa do risco potencial para o lactente face à importância do medicamento para a saúde da mãe. A doente deve discutir a utilização deste medicamento com o seu médico.

P: É normal sentir algumas náuseas ao começar a tomar Tridosil?

R: A náusea está listada como um efeito secundário comum no perfil de segurança oficial. A informação regulamentar refere que as perturbações gastrointestinais, como as náuseas, podem ser mais comuns no início do tratamento.

P: O Tridosil afetará a minha capacidade de conduzir ou utilizar máquinas?

R: Não existem dados específicos sobre se o Tridosil prejudica a capacidade de conduzir. No entanto, os efeitos secundários relatados incluem tonturas, que poderiam potencialmente afetar a concentração. Os doentes são aconselhados a estar cientes de como o medicamento os afeta antes de conduzirem ou utilizarem máquinas. Caso ocorram efeitos secundários como tonturas, é importante consultar um profissional de saúde.

P: Já existe uma versão genérica do Tridosil disponível?

R: Sim. A substância ativa do Tridosil é a Azitromicina, que é o nome genérico do medicamento. A azitromicina está amplamente disponível em formulações genéricas, de acordo com as listagens regulamentares.

P: O Tridosil tem algum impacto na pressão arterial?

R: Embora seja raro, os documentos regulamentares oficiais listam a hipotensão (pressão arterial baixa) como uma potencial reação adversa. O Tridosil também contém avisos sobre efeitos cardíacos graves, o que reforça a necessidade de precaução. Recomenda-se cautela a doentes com condições cardíacas pré-existentes, devendo qualquer preocupação ser discutida com um profissional de saúde.

P: O Tridosil destina-se a curar uma condição ou apenas a gerir os sintomas?

R: O Tridosil é um agente anti-infecioso indicado para tratar infeções bacterianas. A sua ação principal consiste em interferir com a capacidade das bactérias de criarem proteínas essenciais, o que interrompe o crescimento dos microrganismos nocivos e permite que as defesas naturais do organismo eliminem a infeção.

P: O Tridosil precisa de ser tomado com alimentos?

R: Isso depende da forma específica do medicamento. Os comprimidos orais e as suspensões líquidas normais podem ser tomados com ou sem alimentos. Contudo, a suspensão líquida de libertação prolongada deve ser tomada sem alimentos, com o estômago vazio.

P: Como é conservado o Tridosil e qual o seu prazo de validade?

R: Os comprimidos e o pó seco devem ser mantidos a uma temperatura ambiente controlada. Após a mistura da suspensão líquida, os documentos oficiais aconselham que esta deve ser rejeitada após 10 dias. A solução intravenosa (IV) também possui um período de estabilidade limitado. Todas as formas devem ser guardadas na embalagem original e fora da vista e do alcance das crianças.

P: O Tridosil é utilizado para tratar a inflamação?

R: Embora o Tridosil seja principalmente um antibiótico, o seu mecanismo de ação inclui um efeito secundário descrito em documentos oficiais. Pode modular a resposta inflamatória do hospedeiro, afetando as vias de sinalização das células imunitárias.

P: O Tridosil afetará os resultados de análises ao sangue comuns?

R: A rotulagem oficial refere que, em ensaios clínicos, alguns doentes registaram alterações nos valores laboratoriais. Estas alterações podem incluir níveis elevados de enzimas hepáticas (AST e ALT) e variações na contagem de glóbulos brancos ou em marcadores da função renal.

P: O que acontece se parar de tomar Tridosil subitamente?

R: Interromper o medicamento demasiado cedo pode aumentar o risco de falha do tratamento, o que significa que a infeção pode não ser completamente eliminada. Além disso, a interrupção prematura do uso de antibióticos é um fator que pode contribuir para o desenvolvimento de bactérias resistentes aos medicamentos.

P: O Tridosil interage com antiácidos ou medicamentos para a azia?

R: Sim, pode interagir. Os antiácidos que contêm alumínio ou magnésio reduzem a quantidade de Tridosil que o corpo absorve. Para prevenir esta interação, estes antiácidos e o Tridosil devem ser tomados com pelo menos duas horas de intervalo.

P: O Tridosil tem algum efeito nos padrões de sono?

R: O perfil de segurança oficial lista a insónia (dificuldade em dormir) como um efeito secundário pouco frequente. Qualquer alteração nos padrões de sono deve ser discutida com um profissional de saúde.

Como Tridosil deve ser armazenado e descartado?

Como Conservar e Eliminar o Tridosil (Azitromicina)

Os requisitos de conservação e manuseamento do medicamento dependem da forma farmacêutica específica (comprimido, suspensão ou solução intravenosa) e devem cumprir rigorosamente as indicações da rotulagem oficial.

Condições de Conservação e Estabilidade

Os comprimidos e o pó seco de Tridosil devem ser conservados a temperatura ambiente controlada e protegidos do calor excessivo e da humidade. A suspensão oral, após ser misturada, deve ser conservada entre 5 °C e 30 °C e não deve ser congelada.

Forma Farmacêutica Regra de Estabilidade Após Preparação
Suspensão Oral Rejeitar qualquer porção não utilizada após 10 dias.
Solução Intravenosa (Diluída) Estável durante 7 dias sob refrigeração ou 24 horas à temperatura ambiente.

Todas as formas de Tridosil devem ser mantidas na embalagem original, bem fechadas e guardadas fora da vista e do alcance das crianças.

Eliminação

Qualquer produto não utilizado ou fora do prazo de validade deve ser eliminado de acordo com os regulamentos locais. As porções não utilizadas da suspensão líquida devem ser rejeitadas após o período de estabilidade indicado.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Tridosil encontrado em:

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