Evidência de investigação / Visão geral dos estudos sobre Trevina (Estradiol/MPA)
Evidência sobre a utilização na gestão de sintomas vasomotores
A investigação que explora a forma como os sintomas evoluem ao longo do tempo com este tipo de terapêutica hormonal baseia-se principalmente em Ensaios Clínicos Aleatorizados (ECA) de curto a médio prazo. Estes estudos envolveram tipicamente mulheres na pós-menopausa que apresentavam afrontamentos e suores noturnos frequentes e graves. Os investigadores monitorizaram tanto a frequência como a intensidade destas alterações episódicas ou agudas, aplicando-as em estudos que analisaram as experiências relatadas pelas doentes através de questionários especializados.
O que permanece incerto são os resultados a longo prazo dos padrões de sintomas e se estes persistem após a conclusão do período de estudo. Os tempos de acompanhamento foram limitados nos estudos primários focados na gestão de sintomas. Além disso, a investigação não determina se um indivíduo responderá de forma semelhante, uma vez que os resultados se aplicam apenas às populações específicas estudadas e os dados para certos grupos permanecem insuficientes.
Evidência para a abordagem da Síndrome Geniturinária da Menopausa (SGM)
Foram realizados estudos durante períodos de maior atividade sintomática para avaliar os resultados relacionados com as alterações físicas associadas à Síndrome Geniturinária da Menopausa (SGM), que se apresenta com ciclos de estabilidade e agudização. Os estudos foram concebidos para medir alterações nas características físicas dos tecidos vulvares e vaginais, tais como os níveis de pH vaginal e a saúde das células.
A evidência é limitada no que respeita à forma como os investigadores mediram o efeito da terapia oral sistémica quando alguns participantes no estudo podem ter utilizado tratamentos locais em simultâneo. Embora os estudos relatem a forma como os sintomas evoluíram nas populações observadas, os períodos de acompanhamento foram limitados para a monitorização a longo prazo das alterações nos tecidos.
Evidência para a prevenção da perda de massa óssea pós-menopáusica
A investigação nesta área inclui ECA de prevenção primária de larga escala e longa duração, bem como estudos observacionais subsequentes de acompanhamento alargado. Esta investigação analisou a associação do regime terapêutico com a Densidade Mineral Óssea (DMO) em áreas-chave como a anca e a coluna, e também monitorizou o esforço ou stress fisiológico através do registo da incidência de diferentes tipos de fraturas.
Uma limitação fundamental é o facto de os resultados se aplicarem apenas às populações estudadas. Os estudos mais influentes foram realizados em populações que incluíam mulheres mais velhas ou que se encontravam mais distantes do início da menopausa do que as que tipicamente iniciam a terapia para os sintomas, pelo que os resultados refletem as características demográficas específicas e mais abrangentes sob as quais foram conduzidos.
Lacunas na investigação e áreas de incerteza
Os resultados indicam que, apesar de muitos anos de estudo, os desenhos dos estudos são heterogéneos entre si e os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos para todos os desfechos potenciais. Por exemplo, as populações incluídas nos grandes ensaios não representaram totalmente as mulheres mais jovens, em menopausa recente, o que constitui uma limitação identificada na investigação. Persistem lacunas na investigação relativamente a resultados associados a estados inflamatórios ou irritativos e resultados que descrevam alterações episódicas ou agudas em diversos subgrupos, uma vez que os dados para certos grupos permanecem insuficientes.