Trenaxa

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Trenaxa

Definição do Trenaxa: Substância Ativa e Classe Farmacológica

O Trenaxa é um medicamento cujo princípio ativo é o Ácido Tranexâmico (DCI), um composto de origem sintética reconhecido clinicamente como um agente antifibrinolítico. Esta classificação confirma o papel do medicamento na inibição específica dos processos naturais do organismo que dissolvem os coágulos sanguíneos, posicionando-o na categoria de agente hemostático sistémico. O fármaco é fabricado pela Macleods Pharmaceuticals, Ltd., e é comercializado como um medicamento sujeito a receita médica. O Ácido Tranexâmico é quimicamente um análogo da lisina, sintetizado originalmente em 1962, o que assegura uma função altamente específica e eficaz no controlo de hemorragias.

Composição e Forma: Origem Sintética e Preparações Disponíveis

A base do Trenaxa é a sua substância ativa única, o Ácido Tranexâmico, que é inteiramente sintético. Esta composição de ingrediente único garante que o seu efeito terapêutico se foque exclusivamente na estabilização da fibrina. Uma característica distintiva é a sua disponibilidade em dupla forma, como comprimido oral e como solução estéril para injeção intravenosa (preparação parentérica). Estas formas permitem a administração sistémica através do trato digestivo ou diretamente na corrente sanguínea, uma versatilidade frequentemente apoiada em compêndios oficiais de medicamentos.

Objetivo Geral: Estabilizar Coágulos para Controlar a Hemorragia

O principal objetivo geral do Trenaxa é apoiar a estabilidade e a integridade dos coágulos sanguíneos que o corpo já formou, a fim de reduzir ou prevenir a perda excessiva de sangue. A sua ação evita a degradação prematura da estrutura da fibrina, que é a rede essencial de um coágulo. A investigação destacou que o Ácido Tranexâmico é eficaz na mitigação de complicações hemorrágicas numa variedade de desafios hemostáticos. Isto confirma que o seu papel fundamental é fornecer um apoio fiável à defesa natural do organismo contra a hemorragia excessiva.

Quais efeitos secundários são possíveis com Trenaxa?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

O perfil de segurança do Trenaxa (Ácido Tranexâmico) é classificado de acordo com a frequência e o tipo de reações adversas documentadas em fontes regulatórias oficiais.

Reações Adversas Classificadas por Frequência

Os efeitos secundários documentados com maior frequência estão habitualmente relacionados com o sistema gastrointestinal, incluindo náuseas, vómitos, diarreia e dor abdominal, sendo geralmente categorizados como Comuns. Estão também documentadas dores musculoesqueléticas, tais como dores nas costas e dores nas articulações (artralgia). As reações Pouco Comuns podem incluir respostas alérgicas cutâneas (dermatite alérgica). Os eventos classificados como Raros ou de Frequência Desconhecida incluem reações mais graves.

Reações Adversas Graves e Restrições de Segurança

As reações adversas com maior relevância clínica listadas oficialmente referem-se aos sistemas vascular e neurológico. Devido ao mecanismo de ação do fármaco, os eventos tromboembólicos — como a trombose venosa profunda (TVP), a embolia pulmonar e a oclusão retiniana — são documentados como riscos sérios, tal como a ocorrência de convulsões.

Os documentos regulatórios estabelecem restrições de segurança, indicando que o medicamento é tipicamente contraindicado em indivíduos com doença tromboembólica ativa, antecedentes de convulsões ou insuficiência renal grave. Além disso, o perfil de segurança refere que pode ocorrer hipotensão após a administração intravenosa rápida, sendo necessário um ajuste posológico específico para doentes com insuficiência renal preexistente, de forma a prevenir a acumulação do medicamento no organismo.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda médica

O perfil regulatório oficial do Ácido Tranexâmico (Trenaxa) descreve as manifestações clínicas específicas e as ações de emergência obrigatórias em caso de ingestão excessiva ou sobredosagem.

Manifestações Documentadas de Sobredosagem

Uma sobredosagem pode apresentar-se através de sintomas gastrointestinais graves (como náuseas, vómitos e diarreia) e hipotensão (tensão arterial baixa). Os riscos documentados mais sérios incluem efeitos neurológicos graves, tais como convulsões, perturbações visuais e alterações do estado mental. Estes efeitos no Sistema Nervoso Central (SNC) tendem a ocorrer com maior frequência à medida que a dose aumenta. Um desfecho crítico e potencialmente fatal documentado é a possibilidade de ocorrência de tromboembolismo (eventos arteriais, venosos ou embólicos).

Ações de Emergência e Gestão de Suporte

Deve ser procurada assistência médica imediata perante qualquer reação grave ou suspeita de sobredosagem. As orientações regulatórias determinam que o doente deve procurar cuidados médicos urgentes e contactar os serviços de emergência se surgirem sintomas graves, tais como colapso, convulsões ou dificuldade respiratória. A abordagem clínica oficial baseia-se no tratamento sintomático e de suporte, uma vez que não se conhece um antídoto específico para a sobredosagem por Ácido Tranexâmico. As informações oficiais de prescrição referem ainda um risco aumentado de reações tóxicas e de acumulação do fármaco em doentes com insuficiência renal, devido à principal via de eliminação do medicamento.

Usos terapêuticos de Trenaxa

O que o Trenaxa trata: Principais Utilizações e Benefícios

O Trenaxa (Ácido Tranexâmico) é um agente terapêutico de ação específica, utilizado para gerir e reduzir hemorragias excessivas ou descontroladas em diversos contextos clínicos fundamentais. Este medicamento é relevante para atenuar os sintomas relacionados com o volume e a duração da hemorragia. É frequentemente utilizado para auxiliar no controlo de sintomas associados à perda de sangue anormal em várias situações.


Alívio de Sintomas e Contexto de Utilização

Este medicamento é habitualmente utilizado para ajudar a gerir condições que causam perdas de sangue patologicamente intensas ou prolongadas, tais como períodos menstruais abundantes e crónicos (menorragia) nas mulheres, onde auxilia na moderação do fluxo que, geralmente, interfere com a estabilidade funcional. É também aplicado no controlo de sintomas hemorrágicos localizados, como hemorragias nasais (epistaxe) graves e frequentes, ou perdas de sangue após extrações dentárias em doentes com distúrbios de coagulação subjacentes.

É comummente utilizado como parte da gestão de suporte em cenários marcados por um desequilíbrio fisiológico temporário, como o trauma agudo e a hemorragia pós-parto (HPP) grave. Além disso, é utilizado rotineiramente no contexto perioperatório (por exemplo, em cirurgias ortopédicas ou cardíacas de grande porte) para gerir preventivamente a perda de sangue cirúrgica. Esta aplicação é relevante para aliviar sintomas relacionados com o desequilíbrio sistémico e apoia o bem-estar geral durante fases sintomáticas, ajudando os doentes a lidar de forma mais estável com as flutuações dos sintomas.

Facto Rápido: Alívio de Sintomas Hemorrágicos
O Trenaxa auxilia na gestão de conjuntos de sintomas associados a uma elevada atividade fisiológica relacionada com eventos de alto risco, como o pós-trauma ou cirurgias de grande porte, e sintomas que se tornam mais disruptivos durante períodos de exacerbação, como as menstruações intensas.

Critérios de utilização e restrições

Perfil de Elegibilidade: Ácido Tranexâmico (Trenaxa)

Os documentos regulatórios oficiais definem rigorosamente as populações que não devem utilizar este medicamento e aquelas para as quais o uso é condicional. O fator determinante principal para a elegibilidade é o risco de trombose.

Populações que Não Devem Utilizar (Contraindicações)

O ácido tranexâmico é contraindicado em doentes com antecedentes ou presença ativa de doença tromboembólica venosa ou arterial, o que inclui a trombose venosa profunda, a embolia pulmonar ou a oclusão das artérias cerebral e retiniana. O seu uso é também proibido em indivíduos com insuficiência renal grave, devido ao risco de acumulação do fármaco, e em pessoas com antecedentes de convulsões ou perturbações adquiridas da visão das cores.

Utilização Condicional ou Restrita

Insuficiência Renal: O uso está restrito a doentes com insuficiência renal ligeira a moderada, exigindo uma redução obrigatória da dose com base nos níveis de creatinina sérica. O medicamento não é indicado para casos de hematúria (sangue na urina) causada por doenças do parênquima renal, devido ao risco de retenção de coágulos.

Risco de Trombofilia: Doentes com historial pessoal ou familiar de doença tromboembólica apenas devem utilizar o medicamento se existir uma indicação médica forte e sob estrita supervisão médica.

Formulações Orais: A forma oral é contraindicada em mulheres com potencial reprodutivo que utilizem simultaneamente contraceção hormonal combinada, devido ao risco potencialmente aumentado de trombose.

Idade e Estado Reprodutivo

Uso Pediátrico: A utilização está geralmente estabelecida para crianças com idade igual ou superior a 2 anos; no entanto, a experiência clínica no tratamento de períodos menstruais abundantes é limitada em crianças com menos de 15 anos.

Gravidez e Aleitamento: O uso durante a gravidez não é, por norma, recomendado, a menos que seja considerado essencial pelo médico assistente. O fármaco é excretado no leite materno e o seu uso durante o aleitamento é frequentemente não recomendado nas informações regulatórias.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

As informações regulatórias oficiais relativas ao Trenaxa (Ácido Tranexâmico) centram-se em combinações de fármacos que acarretam um risco acrescido de eventos tromboembólicos ou em agentes que interferem com a ação principal do medicamento.

Combinações Contraindicadas

A administração concomitante é formalmente proibida ou fortemente desaconselhada pelas autoridades reguladoras nos seguintes casos:

Contracetivos Hormonais Combinados: O uso é contraindicado em mulheres com potencial reprodutivo devido ao risco aumentado de trombose quando combinados com este agente antifibrinolítico.

Concentrados de Complexo de Fator IX / Concentrados Coagulantes Anti-inibidores: O uso concomitante com estes fatores de coagulação sanguínea é, geralmente, contraindicado ou não recomendado, pois pode aumentar o risco de trombose.

Efeitos Farmacodinâmicos e Sistémicos

Produtos Médicos Pró-trombóticos: A coadministração com produtos médicos pró-trombóticos deve, de forma geral, ser evitada, uma vez que o risco de reações adversas tromboembólicas pode ser aumentado.

Preparações Fibrinolíticas: O uso concomitante com fármacos trombolíticos, como a Alteplase, está associado a um antagonismo farmacodinâmico, dado que o Ácido Tranexâmico pode anular o efeito de dissolução de coágulos destes agentes.

Tretinoína Oral (Ácido Todo-Trans-Retinoico): A coadministração não é recomendada em certas populações de doentes (por exemplo, na indução da remissão da Leucemia Promielocítica Aguda) devido à possível exacerbação do efeito pró-coagulante.

Insuficiência Renal: Em doentes com a função renal comprometida, a eliminação (depuração) fisiológica do fármaco é reduzida, levando a concentrações plasmáticas aumentadas e ao potencial de acumulação.

Incompatibilidades de Administração

No que respeita à solução intravenosa, restrições específicas limitam a preparação ou a administração simultânea:

A solução não deve ser misturada com soluções que contenham penicilina.

A solução não deve ser misturada com sangue.

Mecanismo de ação

Atuação no Sistema de Fibrinólise

O mecanismo principal do Trenaxa envolve a regulação molecular de coágulos sanguíneos existentes, atuando na via fibrinolítica, que é o processo natural de dissolução dos coágulos. O princípio ativo, o Ácido Tranexâmico, funciona como um inibidor competitivo. Este liga-se de forma reversível aos Sítios de Ligação da Lisina (LBSs) de elevada afinidade no plasminogénio, o precursor inativo da enzima. Esta interação impede fisicamente que o plasminogénio e o ativador do plasminogénio tecidular (tPA) se fixem aos resíduos de lisina expostos na superfície da rede de fibrina, limitando assim a etapa necessária para iniciar a degradação do coágulo.


Cascata para a Preservação do Coágulo

Ao bloquear os LBSs, o fármaco suprime a cascata enzimática que, de outra forma, degradaria a estrutura de fibrina. O resultado é uma resistência fisiológica à degradação prematura do coágulo. Este mecanismo é inteiramente estabilizador e anti-lise; a sua função é manter a integridade estrutural da rede de fibrina já existente, o que representa uma função fisiológica diferente da iniciação das fases iniciais da coagulação.


Especificidade do Mecanismo e Limitações

A função da molécula está estritamente limitada à manutenção da estabilidade de um coágulo de fibrina pré-formado e não influencia os fatores de coagulação a montante. Uma limitação mecanística fundamental envolve o potencial para efeitos fora do alvo: em concentrações sistémicas elevadas, o Ácido Tranexâmico pode atuar como um antagonista competitivo nos recetores GABA A, uma atividade molecular não relacionada que pode levar à excitação neuronal central.

Informações sobre dosagem e administração

Diretrizes Oficiais de Administração

A utilização do Ácido Tranexâmico é estritamente regulada pelas informações oficiais de prescrição, que detalham as vias de administração aprovadas, as doses específicas e as restrições necessárias. O medicamento é fabricado sob a forma de comprimido oral e de solução estéril para injeção intravenosa (IV). A solução IV destina-se exclusivamente à injeção numa veia; a administração através das vias intramuscular, intratecal ou epidural é explicitamente proibida.

Dosagem Padrão e Calendário de Toma

A dose oral padronizada para utilizações aprovadas, como a gestão de períodos menstruais abundantes, é de 1300 mg, administrada três vezes ao dia. Este regime cíclico está limitado a uma duração máxima de cinco dias durante o ciclo menstrual, com a toma diária máxima fixada nos 3900 mg. Para utilizações de curto prazo, como o controlo de hemorragias em doentes com hemofilia submetidos a procedimentos dentários, uma dose inicial IV de 10 mg/kg de peso corporal real é tipicamente seguida por um regime de manutenção de três a quatro administrações diárias, durante dois a oito dias.

Requisitos de Procedimento e Populações Especiais

Os comprimidos orais devem ser engolidos inteiros, não podendo ser esmagados nem partidos, e podem ser tomados com ou sem alimentos. A administração intravenosa exige que a solução seja aplicada lentamente, a uma velocidade que não exceda 1 mL/minuto, sendo esta uma restrição de procedimento concebida para mitigar o risco de hipotensão transitória. Os doentes com insuficiência renal necessitam de uma redução obrigatória da dose, tanto para a utilização oral como intravenosa, com ajustes posológicos específicos delineados com base nos níveis de creatinina sérica para prevenir a acumulação do fármaco. A solução IV é também especificada como incompatível com sangue ou com soluções que contenham penicilina.

Evidência clínica recente

Evidência científica / Visão geral dos estudos sobre o Trenaxa

Evidência na Utilização em Hemorragias Agudas (Trauma e Pós-parto)

Ensaios clínicos aleatorizados (ECA) de larga escala examinaram este medicamento em situações de hemorragia grave e aguda, especificamente em trauma major e hemorragia pós-parto (HPP). Estes estudos monitorizaram resultados críticos, tais como as taxas de sobrevivência, a mortalidade por todas as causas e a necessidade de transfusões de sangue. Os dados da investigação indicam padrões relacionados com o tempo de administração, especialmente no trauma. Os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos; a duração do acompanhamento foi limitada principalmente às primeiras semanas após o evento agudo, existindo informação limitada sobre os resultados a longo prazo para os sobreviventes.

Evidência na Utilização em Contexto Cirúrgico

Estudos clínicos multicêntricos avaliaram o medicamento em investigações que analisaram a perda de sangue durante e imediatamente após cirurgias major (contexto perioperatório), incluindo procedimentos ortopédicos e cardíacos. Estes estudos monitorizaram alterações agudas no volume total de perda de sangue e as necessidades transfusionais. Os estudos observaram padrões onde as medições não foram uniformes em todos os procedimentos cirúrgicos ou regimes de administração. Dado que o foco foi o período imediato, a duração do acompanhamento foi limitada e falta evidência comparativa em algumas áreas cirúrgicas.

Evidência no Controlo de Perdas de Sangue Crónicas (Menorragia e Procedimentos)

Ensaios que investigaram o papel do medicamento em condições caracterizadas por manifestações flutuantes, como a hemorragia menstrual crónica abundante, exploraram a forma como os sintomas mudam ao longo do tempo. Os resultados medidos incluíram alterações objetivas no volume de perda de sangue e resultados relatados pelos doentes que descrevem o funcionamento diário. O medicamento foi também avaliado em estudos que exploraram a hemorragia localizada após procedimentos dentários menores em doentes com distúrbios de coagulação preexistentes. Uma limitação fundamental é o facto de existir informação limitada sobre os resultados a longo prazo (por exemplo, além de um ano) para a hemorragia menstrual abundante crónica.

Investigação em Grupos Específicos de Doentes

Embora o medicamento tenha sido avaliado em diversas populações, os dados para certos grupos permanecem insuficientes. Por exemplo, a evidência é limitada relativamente ao uso do medicamento em alguns tipos de doentes pediátricos com trauma, o que significa que o espetro total de resultados para as crianças não é bem compreendido. Os resultados aplicam-se apenas às populações estudadas nos ensaios existentes.

Principais Áreas de Incerteza Científica

Esta secção final destaca as principais lacunas na evidência. A relação precisa com eventos vasculares oclusivos raros foi monitorizada em alguns estudos, e continuam a surgir dados relativos ao perfil em todos os grupos de doentes. Além disso, decorre investigação para explorar mais detalhadamente o tempo de administração e os regimes para todas as indicações. A qualidade global da evidência varia entre os estudos, levando a certos aspetos onde a certeza permanece baixa.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas comuns sobre o Trenaxa (FAQ)

P: Quanto tempo demora normalmente o Trenaxa a começar a atuar? R: Os dados farmacocinéticos provenientes de resumos regulatórios indicam frequentemente que as concentrações máximas do fármaco no organismo são atingidas poucas horas após a administração. O tempo total para que o efeito terapêutico seja observado pode variar entre indivíduos e depende da condição específica que está a ser tratada.

P: O Trenaxa pode ser esmagado ou partido se eu tiver dificuldade em engolir comprimidos? R: As diretrizes oficiais de administração referem que os comprimidos orais se destinam, normalmente, a ser engolidos inteiros e não devem ser esmagados ou partidos. Modificar o comprimido desta forma pode alterar a forma como o fármaco é absorvido pelo organismo. Se houver dificuldades de deglutição, um profissional de saúde pode fornecer orientação.

P: Existem alimentos ou bebidas específicos que deva evitar enquanto tomo Trenaxa? R: A informação oficial do produto indica que os comprimidos orais podem ser tomados com ou sem alimentos. Geralmente, não são identificados nos documentos regulatórios alimentos ou bebidas não alcoólicas específicos que necessitem de ser estritamente evitados durante o uso deste medicamento.

P: É seguro beber álcool enquanto tomo Trenaxa? R: Os documentos de orientação oficial indicam que o consumo de álcool é, geralmente, permitido enquanto se toma este medicamento. Como acontece com qualquer fármaco, é prática comum os indivíduos consultarem um profissional de saúde relativamente ao uso simultâneo de álcool.

P: O Trenaxa interage com suplementos à base de plantas? R: Existe informação específica limitada nos documentos regulatórios oficiais sobre a segurança do uso de remédios complementares ou herbáceos em conjunto com este medicamento. Os organismos reguladores referem que os doentes informam frequentemente um profissional de saúde sobre todos os remédios à base de plantas e suplementos que estejam a utilizar.

P: Como é que o Trenaxa se compara com as opções de venda livre para o controlo de hemorragias? R: Este medicamento é classificado como um agente antifibrinolítico, o que significa que atua estabilizando os coágulos sanguíneos já existentes no organismo. Está disponível apenas mediante receita médica. Outros medicamentos utilizados para tratar hemorragias são classificados de forma diferente e não partilham o mesmo mecanismo de ação antifibrinolítico.

P: O Trenaxa pode afetar o meu humor ou causar ansiedade? R: A ansiedade está listada nalguns relatórios oficiais de eventos adversos; contudo, a frequência desta ocorrência não está consistentemente estabelecida em todos os grupos de doentes. Os documentos regulatórios também referem que foram documentados efeitos neurológicos mais graves, como convulsões.

P: É normal ter uma ligeira dor de cabeça ao iniciar o Trenaxa? R: A dor de cabeça (cefaleia) está documentada em fontes oficiais como uma reação adversa comum para este medicamento. A frequência deste efeito secundário pode diferir dependendo do grupo específico de doentes ou da indicação para a qual o medicamento está a ser utilizado.

P: É comum sentir cansaço ao tomar Trenaxa? R: As listagens oficiais de eventos adversos para o medicamento incluem o cansaço ou fraqueza invulgar como um possível efeito comum. Esta informação provém de dados de segurança agregados comunicados às autoridades reguladoras.

P: O que acontece se eu me esquecer de tomar uma dose de Trenaxa? R: A informação oficial para o doente descreve que, se uma dose for esquecida, é geralmente recomendado tomá-la quando se lembrar, mas indica que não se devem tomar duas doses simultaneamente para compensar a dose esquecida.

P: Os homens podem usar Trenaxa para alguma condição? R: O medicamento está indicado para uso em adultos e crianças a partir de um ano de idade na prevenção e tratamento de hemorragias devidas a fibrinólise geral ou local. Esta indicação ampla significa que se aplica tanto a doentes do sexo masculino como feminino para condições como hemorragias cirúrgicas, traumáticas e localizadas.

P: Qual é a evidência científica em torno do uso de Trenaxa a longo prazo? R: Os resumos regulatórios de ensaios clínicos referem que os estudos realizados para condições crónicas tiveram frequentemente períodos de acompanhamento limitados, por vezes inferiores a um ano. Consequentemente, dados abrangentes relativos aos resultados e segurança a longo prazo podem não estar totalmente estabelecidos para todos os usos.

P: Durante quanto tempo tenho normalmente de tomar Trenaxa? R: A duração de utilização necessária está inteiramente dependente da condição que está a ser tratada. Para algumas indicações, como a hemorragia menstrual abundante, o uso é tipicamente limitado a alguns dias durante o ciclo. Outros usos, como certos distúrbios hemorrágicos, podem envolver tratamento a curto prazo ao longo de várias semanas, conforme descrito nas secções de posologia regulamentares.

P: O Trenaxa é igual a outros medicamentos utilizados para condições semelhantes? R: Este medicamento é um composto sintético classificado especificamente como um agente antifibrinolítico. Esta classificação significa que possui um mecanismo de ação distinto, atuando na prevenção da degradação dos coágulos sanguíneos. Outros medicamentos utilizados para hemorragias podem pertencer a classes farmacológicas diferentes e operar de formas alternativas.

P: Pessoas com problemas hepáticos podem tomar Trenaxa? R: Os documentos regulatórios oficiais indicam que, geralmente, não é necessário ajuste de dose para doentes com insuficiência hepática (fígado). Isto acontece porque o medicamento é excretado principalmente de forma inalterada pelos rins e não é processado significativamente pelo fígado.

P: O Trenaxa é um fármaco anti-inflamatório? R: Não, o medicamento está oficialmente classificado como um agente antifibrinolítico, que é um tipo de agente hemostático. O seu propósito é estabilizar os coágulos sanguíneos através da inibição da sua degradação, não sendo categorizado como um fármaco anti-inflamatório.

P: Porque é que o Trenaxa só está disponível mediante receita médica? R: Está classificado como um medicamento sujeito a receita médica devido à natureza específica da sua ação farmacológica e ao potencial para reações adversas graves. Estes riscos, tais como eventos tromboembólicos e convulsões, estão documentados e requerem supervisão médica profissional.

P: Com que rapidez o Trenaxa sai do organismo após interromper o tratamento? R: O fármaco é eliminado principalmente de forma inalterada através da urina. Em indivíduos com função renal normal, o tempo necessário para o corpo reduzir para metade a quantidade da substância ativa (meia-vida de eliminação terminal) é de aproximadamente duas horas, conforme descrito nos dados oficiais de farmacocinética.

P: O Trenaxa é utilizado para hemorragias graves não relacionadas com a menstruação? R: Sim, os documentos regulatórios indicam que o medicamento é utilizado para a prevenção e tratamento de hemorragias devidas a fibrinólise geral ou local. Isto inclui indicações para além da hemorragia menstrual abundante, tais como hemorragia gastrointestinal e distúrbios urinários hemorrágicos.

Como Trenaxa deve ser armazenado e descartado?

O Trenaxa deve ser armazenado e manuseado de acordo com a formulação específica, que inclui comprimidos orais e a solução intravenosa (IV).

Condições de Armazenamento

Formulação Requisito de Temperatura Regra de Manuseamento Especial
Comprimidos Orais Conservar entre 20°C e 25°C (Temperatura Ambiente Controlada) Manter no recipiente original e bem fechado.
Solução IV Conservar entre 20°C e 25°C (Temperatura Ambiente Controlada) Não refrigerar nem congelar. Proteger da luz.

Estabilidade e Eliminação

Após a diluição da solução injetável, esta deve ser utilizada imediatamente. Se a utilização imediata não for viável, a solução diluída pode ser conservada por um período máximo de 4 horas à temperatura ambiente. A solução injetável destina-se a uma única utilização e qualquer porção não utilizada que permaneça no frasco ou na ampola deve ser eliminada. Todos os medicamentos fora de prazo ou não utilizados devem ser eliminados de acordo com os regulamentos locais. O medicamento deve ser guardado fora da vista e do alcance das crianças.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

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