Trachisan

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Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Trachisan

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substâncias Ativas Cloridrato de Lidocaína, Tirotricina, Digluconato de Clorexidina
Forma Farmacêutica Pastilha (para dissolver na boca)
Classe Farmacológica Preparações Estomatológicas, Combinação de Antimicrobianos Tópicos e Anestésico Local
Uso Comum Gestão sintomática de irritações e infeções da boca e da garganta
Origem Combinação de componentes sintéticos e biossintéticos

Trachisan: Definição, Forma Farmacêutica e Classe Farmacológica

O Trachisan é uma preparação farmacêutica multicomponente, não sujeita a receita médica, administrada por via oromucosa e apresentada essencialmente na forma de pastilha. Está classificado no grupo das Preparações Estomatológicas, sendo definido por uma composição que associa um antimicrobiano tópico a um anestésico local. Esta identidade de produto combinado é frequentemente utilizada para o tratamento sintomático de irritações comuns da boca e da garganta. A forma de pastilha garante que os compostos ativos sejam libertados e concentrados topicamente no local da mucosa irritada.

Composição Tripla e Objetivo Geral

A formulação do Trachisan caracteriza-se pela sua natureza de componente triplo, incorporando as substâncias ativas Cloridrato de Lidocaína, Tirotricina e Digluconato de Clorexidina. Esta combinação diferencia-se ao unir três ações farmacológicas distintas: o anestésico sintético Lidocaína, o antissético sintético Clorexidina e o antibiótico polipeptídico biossintético Tirotricina. A origem biossintética da Tirotricina é reconhecida cientificamente, sendo este componente valorizado pela sua atividade de largo espetro contra certas bactérias Gram-positivas e fungos.

Esta combinação tripla específica foi concebida para o alívio imediato e para a gestão da carga microbiana. A investigação indica que a combinação de um anestésico local com um antissético proporciona um alívio eficaz da dor associada à inflamação da mucosa oral. O objetivo geral desta ação em três vertentes é proporcionar um alívio analgésico sintomático, apoiando simultaneamente o esforço local contra agentes microbianos na cavidade oral.

Quais efeitos secundários são possíveis com Trachisan?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

O perfil de segurança destas pastilhas é definido pelas reações adversas oficialmente documentadas, as quais são classificadas por frequência e pelo sistema corporal afetado, de acordo com as normas regulamentares.

Âmbito das Reações Adversas

Categoria Descrição
Efeitos Frequentes (até 1 em cada 10 pessoas) Dormência temporária ou perda de sensibilidade na boca ou língua, alteração transitória do paladar e irritação localizada na garganta ou boca.
Efeitos Raros (até 1 em cada 1.000 pessoas) Reações alérgicas sistémicas graves, incluindo manifestações de hipersensibilidade como angioedema (inchaço do rosto, boca ou língua) e broncoespasmo (dificuldade em respirar).
Classes de Sistemas de Órgãos Os efeitos estão documentados em: Perturbações do sistema nervoso, Doenças gastrointestinais, Perturbações do sistema imunitário e Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos.

Considerações de Segurança e Restrições

Os efeitos listados com maior frequência, tais como a dormência temporária e a irritação local, são geralmente atribuíveis à ação anestésica local do componente Lidocaína. Embora o risco de reações alérgicas sistémicas graves seja classificado como Raro, este representa o evento de segurança com maior relevância clínica documentado.

Padrões Relacionados com a Exposição: O uso prolongado ou repetido do componente Clorexidina pode estar associado ao aparecimento temporário de uma coloração acastanhada nos dentes ou na língua.

Restrições de Segurança: A utilização do medicamento está restringida por uma contraindicação para indivíduos com hipersensibilidade conhecida a qualquer uma das substâncias ativas — Lidocaína, Tirotricina ou Clorexidina — ou a qualquer outro componente da formulação da pastilha. Não estão descritos, na secção de efeitos adversos da rotulagem, ajustes posológicos específicos para populações especiais que sejam independentes da via de administração.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda Médica

O perfil oficial de sobredosagem para esta combinação de pastilhas (Lidocaína, Tirotricina e Clorexidina) é definido pelo potencial de toxicidade sistémica associado, principalmente, ao componente Lidocaína após uma ingestão massiva ou acidental.

Característica Declaração Regulamentar Oficial
Manifestações de sobredosagem documentadas A intoxicação sistémica pode apresentar-se inicialmente com excitação do Sistema Nervoso Central (SNC) (tremor, inquietação), progredindo para a depressão do SNC (sonolência, coma, paragem respiratória), a par de efeitos gastrointestinais (náuseas, vómitos, diarreia).
Sistemas fisiológicos afetados Sistema Nervoso Central (SNC) e Sistema Cardiovascular (SCV).
Quando é necessária ajuda médica imediata Deve procurar-se assistência médica urgente imediatamente após o aparecimento de quaisquer sinais de intoxicação sistémica, especialmente os que afetam o SNC ou o SCV, tais como convulsões, sonolência extrema, hipotensão grave ou bradicardia.

A ingestão acidental, particularmente em crianças, exige uma atenção especial devido à menor tolerância sistémica deste grupo à Lidocaína. A toxicidade sistémica grave pode levar a complicações potencialmente fatais, incluindo hipotensão severa e paragem cardíaca.

O tratamento é estritamente sintomático e de suporte, uma vez que os documentos regulamentares observam que não se conhece um antídoto específico para esta combinação. Em casos de suspeita de ingestão significativa, pode ser necessária monitorização hospitalar, incluindo observação cardíaca e respiratória. A instrução regulamentar determina a interrupção imediata do medicamento e a procura imediata de assistência médica perante a suspeita de intoxicação sistémica.

Usos terapêuticos de Trachisan

O que o Trachisan trata: principais utilizações e benefícios

O Trachisan é considerado relevante para a gestão sintomática a curto prazo da dor associada à garganta inflamada em infeções não purulentas. Este domínio terapêutico central oferece assistência sintomática em diversas situações que envolvam sintomas relacionados com estados inflamatórios ou irritativos na boca e na garganta.

O medicamento é habitualmente utilizado para ajudar a gerir episódios sintomáticos agudos e localizados de Faringite, Amigdalite e inflamações orais, tais como a Estomatite e a Gengivite. É aplicado em contextos onde é necessário um apoio sintomático adicional para abordar sintomas relacionados com a dor local aguda, ardor, sensibilidade dolorosa e dificuldade em engolir (disfagia). Este benefício apoia o doente durante episódios difíceis, aliviando o mal-estar e ajudando a lidar de forma mais estável com fases caracterizadas por uma sintomatologia acentuada.

Quando os sintomas se intensificam, o medicamento é frequentemente utilizado para tratar conjuntos de sintomas que podem tornar-se disruptivos, proporcionando um suporte que ajuda a atenuar a carga sintomática global. É também relevante em contextos clínicos para proporcionar conforto e assistência sintomática adicional antes e após pequenos procedimentos cirúrgicos na cavidade oral.


Bloco de Factos Rápidos

Facto Rápido: Suporte Sintomático
Foco nos Sintomas Dor aguda localizada, ardor e dificuldade em engolir.
Condições Faringite, Amigdalite, Estomatite, Gengivite.
Benefício Primário Proporciona apoio que ajuda a atenuar a carga global dos sintomas.

Critérios de utilização e restrições

Mapa de Elegibilidade: Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar Trachisan — Informação Regulamentar Oficial

O perfil oficial de elegibilidade para as pastilhas Trachisan é definido por documentos regulamentares, que distinguem entre as populações autorizadas, restritas ou absolutamente proibidas de utilizar o medicamento.

Âmbito de Elegibilidade Estado População / Condição
Populações Autorizadas Permitido Adultos e, nalgumas regiões, crianças com mais de 6 anos.
Contraindicações Proibido Indivíduos com hipersensibilidade conhecida a qualquer componente (substâncias ativas ou excipientes) e doentes com feridas frescas de grandes dimensões ou lesões erosivas extensas na cavidade oral ou garganta.
Restrição por Condição Proibido Doentes com Intolerância Hereditária à Frutose (IHF) devido ao excipiente sorbitol.

Regras de Elegibilidade Relacionadas com a Idade

Os documentos regulamentares, de uma forma geral, contraindicam ou não recomendam o uso em crianças com idade inferior a 6 ou 12 anos. Esta restrição baseia-se frequentemente na necessidade de uma precaução acrescida em crianças mais jovens, devido ao risco de os anestésicos locais prejudicarem a capacidade de deglutição e aumentarem o risco de aspiração pulmonar.

Restrições em Populações Especiais e Uso Condicional

O uso durante a gravidez e amamentação não é recomendado, a menos que seja considerado estritamente necessário por um médico, devido à quantidade limitada de dados clínicos controlados disponíveis. De igual modo, doentes com insuficiência hepática ou renal pré-existente requerem cuidados especiais durante a utilização, uma vez que a eliminação comprometida das substâncias pode aumentar a sua absorção sistémica.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

A documentação regulamentar das pastilhas Trachisan descreve condicionantes de interação que se prendem, essencialmente, com a ação local e tópica do produto e com a sua baixa absorção sistémica.


Incompatibilidade Farmacodinâmica

A interação documentada mais relevante é uma incompatibilidade farmacodinâmica que envolve o componente antissético, a Clorexidina. Este componente é quimicamente neutralizado por Agentes Aniónicos ou Tensioativos, frequentemente encontrados em produtos como pastas dentífricas ou outros dentífricos. Esta interação causa uma perda da eficácia local pretendida pela pastilha.

Tipo de Interação Categorias de Substâncias Interagentes
Incompatibilidade Tópica Agentes Aniónicos / Tensioativos (ex: em dentífricos)

Regra de Intervalo na Administração

Para evitar a perda da ação antissética, é imposta na rotulagem oficial uma regra de intervalo na administração: a utilização da pastilha deve ser separada da utilização de produtos de higiene oral que contenham tensioativos. Isto requer que a pastilha seja administrada numa altura diferente do dia, ou que a boca seja abundantemente enxaguada com água entre a utilização dos agentes incompatíveis.

Perfil de Interação Sistémica

Devido à via de administração oromucosa e à consequente baixa exposição sistémica, não se conhecem reações adversas relacionadas com interações medicamentosas sistémicas para a formulação do Trachisan em pastilhas. O rótulo não lista contraindicações formais ou interações metabólicas específicas, tais como as que envolvem as enzimas CYP450, que estão habitualmente associadas à administração sistémica de Lidocaína em doses elevadas.

Mecanismo de ação

A ação do Trachisan é definida pela intervenção simultânea de três componentes distintos em dois domínios fisiológicos centrais: a sinalização nervosa periférica e a integridade celular microbiana. Este perfil envolve a interação simultânea de canais iónicos específicos e de estruturas celulares microbianas.


Interrupção da Condução Nervosa Periférica

Este mecanismo centra-se na capacidade da Lidocaína para interromper a condução nervosa periférica. Atua nos canais de sódio voltagem-dependentes (NaV) localizados nas membranas das terminações nervosas sensoriais periféricas. Ao bloquear fisicamente estes canais, o fármaco impede o influxo de iões de sódio (Na^+) e inibe a capacidade da célula nervosa de gerar impulsos elétricos. O resultado fisiológico é a supressão localizada da sinalização nervosa aferente no local da aplicação.


Disrupção Celular Microbiana por Via Dupla

Este domínio tira partido das ações complementares da Tirotricina e da Clorexidina. O polipeptídeo Tirotricina insere-se fisicamente na membrana celular microbiana, formando poros que destroem imediatamente a integridade estrutural e o equilíbrio osmótico da célula. Paralelamente, a Clorexidina catiónica liga-se à superfície celular microbiana de carga negativa, levando a uma rápida permeabilização e à coagulação dos componentes celulares internos. A consequência fisiológica desta abordagem de duplo alvo é a inativação local de microrganismos através de uma ação bactericida e fungicida direta.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Trachisan: Orientações Oficiais de Administração

O Trachisan é administrado por via orofaríngea, sendo necessário que a pastilha se dissolva lentamente na boca para libertar os princípios ativos topicamente na mucosa. As instruções oficiais especificam o esquema posológico, os limites máximos de utilização e a técnica correta para garantir o efeito local pretendido.


Âmbito da Administração

Instrução Detalhe
Via de administração Oromucosa / Orofaríngea (Dissolução local na boca).
Esquema posológico (Adultos e Adolescentes > 12 anos) 1 pastilha a cada 2 horas (intervalo mínimo). A ingestão diária máxima está especificada como sendo até 8 pastilhas em alguns documentos regulamentares, ou 6 pastilhas noutros.
Regras para grupos etários Crianças (6 a 12 anos): A dose diária máxima é de 6 pastilhas, administradas com o intervalo mínimo de 2 horas. O uso em crianças com menos de 6 anos não é recomendado, de uma forma geral.
Momento em relação às refeições Não comer nem beber imediatamente após a pastilha estar totalmente dissolvida, para maximizar o tempo de contacto local das substâncias ativas.
Limite de duração do tratamento O uso contínuo não deve, habitualmente, exceder os 10 dias sem consulta médica. Para apoiar a eficácia a longo prazo, o uso pode ser continuado por mais 2 a 3 dias após o desaparecimento dos sintomas.

Estrutura Procedimental Resultante

O protocolo define a sequência de utilização para manter a ação localizada da pastilha. Deve permitir-se que a pastilha se dissolva lentamente na boca; não deve ser mastigada nem engolida inteira. O esquema é restringido por intervalos de tempo, exigindo um intervalo mínimo de 2 horas entre doses, ao mesmo tempo que limita estritamente a ingestão total ao máximo diário definido. Esta estrutura regulamentar fornece o quadro normalizado para a administração do medicamento.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Trachisan


Evidência para o Alívio Sintomático na Dor de Garganta Aguda

A investigação sobre esta preparação oral foi conduzida no contexto de sintomas agudos relacionados com a inflamação da boca e da garganta, tais como os associados à faringite. A base de evidência inclui diversos Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECCA) e estudos comparativos que exploraram a evolução dos sintomas ao longo do tempo. Estes ensaios analisaram especificamente os resultados relatados pelos doentes relativos ao desconforto percebido, e as conclusões descrevem padrões observados nos estudos no que respeita à duração e intensidade de sintomas agudos e episódicos.

Estes ensaios focaram-se em resultados relacionados com o desconforto físico, principalmente através da medição de alterações na dor de garganta aguda. O objetivo principal desta investigação foi avaliado em contextos que acompanham padrões de sintomas a curto prazo ou episódicos, tendo sido monitorizadas as alterações após a administração.


Medição de Resultados: O que os Estudos Analisaram

Para além da experiência do doente, as propriedades das substâncias ativas também foram alvo de estudo. Dados de análises laboratoriais (in vitro) mostram padrões relacionados com as propriedades dos componentes Tirotricina e Clorexidina, que foram estudados quanto ao seu efeito em certos microrganismos que podem estar associados a infeções orais. Estes estudos contribuem para o panorama geral da evidência ao fornecerem contexto sobre as potenciais atividades dos componentes.


O Panorama de Incerteza e Lacunas na Investigação

Embora a investigação descreva a atividade dos componentes e os padrões sintomáticos a curto prazo, a certeza global permanece baixa para alegações definitivas. Uma limitação fundamental é o facto de faltar evidência comparativa para a combinação específica de Tirotricina, Lidocaína e Clorexidina na principal literatura científica indexada.

Além disso, os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos, uma vez que os períodos de acompanhamento foram limitados nos ensaios existentes. O conhecimento continua em desenvolvimento nesta área clínica, mas os dados atuais fornecem contexto sobre padrões sintomáticos agudos, em vez de resultados sustentados a longo prazo. A evidência destaca o que é conhecido — e o que ainda permanece incerto — sobre esta formulação de tripla componente.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Trachisan (FAQ)

P: Com que rapidez o Trachisan costuma começar a atuar?

O Trachisan contém um componente anestésico local destinado a proporcionar um alívio localizado no local da aplicação. A informação oficial do produto indica que o medicamento foi formulado para um início de ação rápido, atuando diretamente onde é necessário, na boca e na garganta.


P: Existem alimentos ou bebidas comuns que interajam com o Trachisan?

As instruções regulamentares aconselham a não comer nem beber imediatamente após a pastilha se ter dissolvido completamente. Esta regra de procedimento visa maximizar o tempo de contacto das substâncias ativas com a superfície da mucosa. Aborda também o risco de o efeito anestésico local prejudicar temporariamente a deglutição.


P: Existem avisos sobre o uso de Trachisan com álcool?

De acordo com a rotulagem oficial do medicamento, não foram conhecidas ou relatadas reações adversas relacionadas com o consumo de álcool em conjunto com o Trachisan. A pastilha atua principalmente de forma local na boca e na garganta, resultando numa absorção sistémica muito baixa.


P: Qual é a diferença entre o funcionamento do Trachisan e o dos antibióticos sistémicos?

O Trachisan é classificado oficialmente como uma combinação de antimicrobiano tópico e anestésico local. A sua ação é limitada ao local de aplicação na boca e garganta. Isto contrasta com os antibióticos sistémicos, que são absorvidos e distribuídos por todo o organismo para tratar infeções generalizadas.


P: O Trachisan pode ser utilizado em conjunto com analgésicos comuns como o ibuprofeno ou o paracetamol?

Os documentos oficiais referem que, devido à administração oromucosa da pastilha e à baixa exposição sistémica, não são conhecidas atualmente reações adversas relacionadas com interações medicamentosas sistémicas. Isto aplica-se, de forma geral, a outros medicamentos sistémicos, incluindo analgésicos comuns de venda livre.


P: Por que razão se recomenda não comer nem beber imediatamente após usar Trachisan?

Esta restrição de procedimento é necessária para maximizar o tempo de contacto local das substâncias ativas na zona da mucosa irritada. Ajuda também a minimizar o risco de aspiração pulmonar de alimentos ou líquidos enquanto a garganta pode estar temporariamente adormecida pelo componente anestésico.


P: Existem diferentes dosagens ou formulações de Trachisan disponíveis?

O produto oficial apresenta-se principalmente como uma pastilha para chupar, contendo uma dose padronizada e definida das suas substâncias ativas. A informação regulamentar foca-se nesta formulação específica.


P: Qual é a diferença entre o Trachisan e outras pastilhas comuns para a garganta?

A composição do Trachisan caracteriza-se pela combinação de três componentes distintos: um anestésico local (Lidocaína), um componente antibiótico biossintético (Tirotricina) e um antissético (Clorexidina). Este perfil de tripla componente confere-lhe uma classificação única como produto de combinação.


P: O Trachisan é seguro para utilizar durante a gravidez?

Os documentos oficiais referem que a utilização não é recomendada durante a gravidez, a menos que seja considerada estritamente necessária por um médico. Esta restrição deve-se, principalmente, à escassez de dados clínicos controlados disponíveis em estudos sobre esta população.


P: O Trachisan tem um sabor amargo ou desagradável?

Os dados oficiais de segurança listam a perturbação temporária do paladar como um efeito secundário comum da utilização da pastilha, embora o sabor base não seja descrito. Este efeito indica que pode ocorrer uma alteração na perceção do paladar durante o uso.


P: O uso de Trachisan causa sonolência ou afeta a condução?

Os documentos regulamentares oficiais afirmam especificamente que se considera improvável que as pastilhas Trachisan tenham impacto na capacidade de conduzir ou de utilizar máquinas em segurança.


P: Posso usar Trachisan se estiver a tomar medicação para a tensão arterial?

Uma vez que o Trachisan atua localmente e é apenas minimamente absorvido pelo organismo, a rotulagem oficial indica que não se conhecem reações adversas relacionadas com interações sistémicas. Isto inclui medicamentos sistémicos comuns, como os utilizados para a tensão arterial.


P: Por que motivo algumas pessoas sentem descoloração na língua com o Trachisan?

O aparecimento temporário de uma coloração acastanhada nos dentes ou na língua está mencionado na informação regulamentar. Esta alteração está associada à utilização prolongada ou repetida do componente Clorexidina presente na formulação da pastilha.


P: Existem grupos específicos de doentes que devam evitar o Trachisan?

As contraindicações oficiais proíbem o uso por indivíduos com hipersensibilidade (alergia) conhecida a qualquer componente. O uso é também restrito em doentes com feridas grandes ou recentes na cavidade oral ou garganta, e naqueles com Intolerância Hereditária à Frutose (IHF) devido a um excipiente.


P: O Trachisan é seguro para doentes com diabetes?

A informação oficial do produto observa a presença de sorbitol como um excipiente na pastilha, o que pode necessitar de ser considerado por doentes com diabetes. O sorbitol é um poliol (açúcar-álcool).


P: Existem efeitos conhecidos a longo prazo da utilização de Trachisan?

A duração oficial da utilização contínua é geralmente limitada a um período de 10 dias. Além disso, a evidência de investigação existente tem períodos de acompanhamento limitados e as fontes oficiais indicam que os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos nos estudos realizados.


P: O que distingue o mecanismo de ação do Trachisan das pastilhas suavizantes básicas?

O mecanismo do Trachisan envolve uma tripla ação definida. Esta inclui a supressão localizada dos sinais de dor nervosa combinada com a ação dual de dois componentes distintos para a rutura das células microbianas. As pastilhas suavizantes básicas proporcionam geralmente um alívio sintomático sem esta combinação específica de ações.


P: O Trachisan interage com suplementos à base de ervas?

A rotulagem oficial não lista nem avisa especificamente sobre interações entre o Trachisan e suplementos à base de ervas. No entanto, devido à baixa absorção sistémica do medicamento, não se conhecem reações adversas sistémicas.


P: Os efeitos secundários do Trachisan são geralmente ligeiros ou graves?

Os efeitos secundários são classificados oficialmente por frequência. Os efeitos mais comuns, como o entorpecimento temporário, são geralmente locais e transitórios. No entanto, os dados de segurança oficiais também classificam eventos raros, como reações alérgicas sistémicas graves (ex: angioedema ou dificuldade respiratória).


P: Posso usar Trachisan se tiver um problema renal existente?

Os documentos oficiais indicam que os doentes com condições renais ou hepáticas pré-existentes requerem cuidados especiais durante a utilização. Isto deve-se ao facto de uma eliminação comprometida poder potencialmente aumentar a absorção sistémica da substância ativa.


P: O Trachisan tem alguma interação relatada com contracetivos orais?

Devido à baixa absorção sistémica do medicamento na corrente sanguínea, a informação oficial do produto afirma que não se conhecem reações adversas relacionadas com interações medicamentosas sistémicas. Isto inclui interações com contracetivos orais hormonais.


P: Qual é o consenso na investigação relativamente ao perfil de segurança do Trachisan?

Os dados oficiais de segurança descrevem os efeitos adversos classificados por frequência. A investigação indica que, embora os padrões de sintomas a curto prazo tenham sido estudados, a certeza global permanece baixa para alegações definitivas sobre a segurança a longo prazo.


P: Como se compara o uso do Trachisan em diferentes territórios regulamentares?

Embora a composição base permaneça consistente, a ingestão diária máxima oficialmente documentada pode diferir entre vários territórios. Por exemplo, o número máximo de pastilhas permitidas para adultos é especificado como sendo de até oito em algumas regiões e de seis noutras.

Como Trachisan deve ser armazenado e descartado?

Requisitos de Conservação e Proteção

A rotulagem oficial define condições específicas para a conservação das pastilhas Trachisan, de forma a garantir a manutenção da sua qualidade:

  • Temperatura: O medicamento deve ser conservado a uma temperatura não superior a 25°C.
  • Ambientes Proibidos: Está explicitamente indicado para não refrigerar ou congelar as pastilhas, protegendo-as assim do frio ou do gelo.
  • Recipiente e Proteção: O produto deve ser mantido na embalagem de origem para assegurar a proteção contra a humidade e outros fatores ambientais.
  • Segurança Infantil: O Trachisan, tal como todos os medicamentos, deve ser guardado fora da vista e do alcance das crianças.

Instruções Oficiais de Eliminação

Para ajudar a proteger o ambiente, as pastilhas Trachisan não utilizadas ou com o prazo de validade expirado não devem ser eliminadas no lixo doméstico nem deitadas nos esgotos. Os doentes devem consultar um farmacêutico sobre os métodos adequados para eliminar os medicamentos de que já não necessitam, seguindo as normas locais aplicáveis aos resíduos farmacêuticos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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