Tracetate

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Tracetate

Método de ação: Endocrine Therapy

Opção de tratamento: Anorexia, Cachexia, Cancer, Breast Cancer

Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Tracetate

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Princípio Ativo Acetato de megestrol
Formas Farmacêuticas Suspensão oral, Comprimidos
Classe Farmacológica Progestagénio, Agente antineoplásico, Estimulante do apetite
Objetivo Geral Apoio paliativo, gestão da síndrome de definhamento (caquexia)
Origem Derivado sintético da progesterona

Que tipo de medicamento é o Tracetate?

O Tracetate é um medicamento sujeito a receita médica que contém o acetato de megestrol como o seu único componente ativo. Esta substância é um derivado sintético da progesterona, uma hormona esteroide natural, o que lhe confere uma influência acentuada sobre os sistemas hormonais do organismo. Está formalmente classificado em três classes farmacológicas distintas: um progestagénio, um agente antineoplásico e um estimulante do apetite. Esta tripla classificação reflete a sua função dual estabelecida nos cuidados médicos, tirando partido tanto da modulação hormonal como dos efeitos metabólicos. A utilidade deste composto está confirmada na gestão de condições clínicas avançadas selecionadas.

Composição e Formas Disponíveis

A composição do medicamento centra-se inteiramente na molécula de acetato de megestrol, preparada para exercer um efeito sistémico através da administração oral. O composto é fornecido em duas formas farmacêuticas principais para dar resposta às necessidades dos doentes: uma suspensão oral líquida e os convencionais comprimidos sólidos. A disponibilização de uma forma líquida é uma característica fundamental que facilita frequentemente a administração a doentes que enfrentam condições que complicam a ingestão de medicação sólida. Dados farmacológicos confirmam que o acetato de megestrol é um agente progestagénico de elevada potência, o que sublinha a sua significativa atividade biológica.

Objetivo Geral e Ação

O objetivo geral do Tracetate é oferecer apoio paliativo ao intervir tanto no crescimento celular como na função metabólica. A sua ação de alto nível envolve influenciar as vias de certas células sensíveis a hormonas, promovendo também um aumento do apetite e o subsequente ganho de peso. Esta funcionalidade é vital em cenários como o combate à perda de peso inexplicada severa e à caquexia (síndrome de definhamento) associadas a doenças crónicas, apoiando o esforço crítico do doente para estabilizar ou aumentar a sua massa corporal.

Quais efeitos secundários são possíveis com Tracetate?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

Tal como todos os medicamentos, este fármaco pode causar efeitos secundários, embora estes não se manifestem em todas as pessoas. A monitorização regular e a comunicação imediata de quaisquer sintomas invulgares ao seu médico são fundamentais para garantir a segurança durante o tratamento.

Efeitos secundários comuns

Os efeitos secundários comunicados com maior frequência incluem distúrbios gastrointestinais leves, tais como náuseas, desconforto abdominal ou alterações nos hábitos intestinais. Estes sintomas ocorrem geralmente no início da terapia e tendem a diminuir à medida que o corpo se adapta à medicação. Outras reações comuns podem incluir dores de cabeça ligeiras ou tonturas.

Reações graves e precauções

Embora raras, podem ocorrer reações mais graves que requerem atenção médica imediata. Estas incluem reações de hipersensibilidade, caracterizadas por erupções cutâneas, comichão intensa, inchaço da face ou garganta e dificuldade em respirar. Se sentir algum destes sintomas, deve interromper a utilização e procurar assistência de emergência.

Existe também o risco de alterações nos indicadores da função hepática ou renal em alguns doentes. Por este motivo, o acompanhamento clínico através de exames laboratoriais periódicos é recomendado para avaliar a tolerância do organismo ao medicamento.

Interações e advertências gerais

Antes de iniciar o tratamento, é essencial informar o profissional de saúde sobre todo o histórico médico, especialmente se existirem condições preexistentes de insuficiência hepática ou renal. O uso concomitante com outros medicamentos deve ser avaliado para evitar interações que possam comprometer a eficácia ou aumentar o risco de toxicidade.

Este medicamento não é recomendado durante a gravidez ou amamentação, a menos que seja explicitamente indicado por um médico após uma avaliação rigorosa do benefício-risco. Mantenha sempre o medicamento fora do alcance das crianças e conserve-o de acordo com as instruções de armazenamento na embalagem para garantir a sua estabilidade.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

A documentação regulamentar oficial descreve o perfil de sobredosagem do Tracetate (acetato de megestrol) com base em relatórios de pós-comercialização e em estudos clínicos de doses elevadas.

As manifestações de sobredosagem comunicadas na vigilância pós-comercialização incluíram um perfil de sintomas documentado que apresenta diarreia, náuseas, dor abdominal, falta de ar (dispneia), tosse, marcha instável, letargia e dor no peito.


Ações de Emergência Necessárias

As orientações regulamentares determinam que os doentes ou cuidadores devem procurar assistência médica imediata ou contactar os serviços de emergência caso o indivíduo tenha colapsado, sofrido uma convulsão, apresente dificuldade em respirar ou não consiga ser acordado. É também aconselhável contactar o Centro de Informação Antivenenos.


Gestão de Suporte

Não existe um antídoto específico conhecido para a sobredosagem de acetato de megestrol. Por conseguinte, a ação regulamentar oficial consiste na adoção de medidas de suporte adequadas. Estudos clínicos que envolveram dosagens diárias muito elevadas, até 1600 mg, não resultaram em efeitos secundários graves inesperados. No entanto, uma vez que a excreção do fármaco ocorre através dos rins, o risco de reações tóxicas pode ser superior em doentes com compromisso da função renal, incluindo idosos. Nestas populações, a monitorização da função renal pode ser útil.

Usos terapêuticos de Tracetate

O Tracetate (acetato de megestrol) é habitualmente utilizado para proporcionar apoio terapêutico em dois domínios clínicos interligados: o suporte nutricional de doentes que enfrentam a síndrome de definhamento e a oferta de apoio hormonal paliativo para cancros específicos. O seu uso é considerado relevante para estas aplicações primárias.

Combate à Anorexia e Síndrome de Definhamento Severa

Este domínio aborda a perda de peso severa e involuntária, bem como a anorexia profunda (perda de apetite) que geralmente surgem em conjunto em condições como o cancro avançado e o VIH/SIDA. O Tracetate é aplicado nestes contextos para apoiar o estado nutricional do doente. O seu papel terapêutico central auxilia no apetite e é relevante para atenuar a perda de peso involuntária severa, o que ajuda a manter a estabilidade funcional. Esta intervenção faz parte habitualmente de um apoio paliativo para manter as reservas físicas e pode auxiliar na melhoria do conforto quotidiano durante fases desafiantes da doença crónica.

Terapia Endócrina Paliativa para Cancros Avançados

O Tracetate é geralmente utilizado na gestão paliativa do cancro da mama e do cancro do endométrio, em estádios avançados ou recorrentes, que sejam conhecidos por serem sensíveis a hormonas. O medicamento é relevante para a gestão de sintomas na atividade tumoral sensível a hormonas. Isto proporciona um suporte importante para o alívio da carga global de sintomas da doença e pode ajudar os doentes a lidar de forma mais constante com as flutuações sintomáticas.


Facto Rápido: Alívio de Défices Nutricionais

Categoria Benefício Primário
Agrupamento de Sintomas Anorexia severa, perda de peso involuntária, caquexia
Papel Terapêutico Apoia o apetite e o esforço para estabilizar a massa corporal
Contexto de Uso Apoio paliativo em cancro avançado ou VIH/SIDA
Benefício para o Doente Ajuda a manter as reservas físicas e o conforto geral

Critérios de utilização e restrições

Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar o Triacetato de Uridina

Este medicamento está aprovado para o tratamento de emergência de toxicidade grave ou potencialmente fatal causada pelos agentes de quimioterapia fluorouracilo ou capecitabina. O seu perfil de elegibilidade é definido por parâmetros regulamentares rigorosos.


Populações que Podem Utilizar o Medicamento

O Triacetato de Uridina está autorizado para utilização em doentes adultos e pediátricos que tenham sofrido uma sobredosagem ou que apresentem reações adversas graves de início precoce (por exemplo, toxicidade gastrointestinal grave ou neutropenia) após a administração de fluorouracilo ou capecitabina.

Populações que Não Podem Utilizar o Medicamento

Não existem contraindicações absolutas listadas nas informações oficiais de prescrição, o que significa que não foram identificadas condições ou populações que proíbam estritamente a sua utilização no contexto de emergência definido.

Restrições de Elegibilidade

Classificação Estado/Restrição
Limite Temporal O tratamento deve ser iniciado nas 96 horas seguintes ao término da administração de fluorouracilo ou capecitabina. A utilização iniciada após esta janela temporal não é recomendada.
Utilização em Contextos Não Urgentes O fármaco não é recomendado para o tratamento não urgente de reações adversas.
Doentes Geriátricos Não existem dados suficientes para determinar se doentes com 65 ou mais anos respondem de forma diferente de doentes mais jovens.
Compromisso Hepático/Renal Não foram estabelecidas regras de elegibilidade específicas ou ajustes de dose, uma vez que estas populações de doentes não foram formalmente estudadas.

Gravidez e Amamentação

Existem dados humanos limitados relativamente ao risco para o feto durante a gravidez. No que respeita à amamentação, desconhece-se se o fármaco está presente no leite humano ou quais os efeitos que poderá ter na criança amamentada.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

As informações regulamentares oficiais relativas ao perfil de interação do Triacetato de Uridina (Tracetate) indicam um espectro limitado de interações documentadas entre medicamentos e entre medicamentos e alimentos.

Potenciais Interações Farmacocinéticas

Tipo de Interação Informação Específica da Rotulagem
Mediadas por Transportadores O Triacetato de Uridina é um substrato e inibidor fraco do transportador da glicoproteína-P (gp-P) in vitro. Devido às concentrações elevadas esperadas no intestino, não pode ser excluída uma interação com fármacos substratos da gp-P administrados por via oral (ex.: Digoxina), o que poderá levar a um aumento da exposição ao fármaco substrato.
Metabolismo CYP450 O fármaco demonstrou não ter efeitos inibitórios ou indutores significativos nas principais enzimas CYP450 (tais como CYP3A4, 1A2, 2D6, etc.) em estudos in vitro. Não se preveem interações clinicamente significativas baseadas no metabolismo das principais enzimas.
Combinações Contraindicadas Não existem produtos medicinais explicitamente listados como sendo absolutamente contraindicados para coadministração nos documentos regulamentares oficiais.

Interações com Alimentos e Horários de Administração

A administração de Triacetato de Uridina com alimentos não altera a taxa global ou a extensão da exposição (AUC ou Cmax) da parte ativa, a uridina. Por conseguinte, o medicamento pode ser administrado independentemente das refeições. Não existem requisitos específicos documentados na rotulagem oficial para a separação de doses ou para o horário de administração em relação a outros medicamentos, com base em estudos de interação.

Considerações sobre Populações Específicas

Os documentos oficiais não especificam quaisquer preocupações ou restrições únicas de interação medicamentosa para populações de doentes específicas, tais como doentes com insuficiência hepática ou renal, no âmbito da secção de interações.

Mecanismo de ação

O Tracetate funciona como um inibidor do ligante do recetor ativador do NF-kB (RANKL), uma citocina essencial que medeia o processo de reabsorção óssea. O medicamento alcança o seu efeito ao ligar-se seletivamente ao RANKL, impedindo assim a sua interação necessária com o recetor RANK, expresso na superfície dos precursores dos osteoclastos e dos osteoclastos maduros.

Este bloqueio interrompe a sinalização celular necessária para a diferenciação, atividade e sobrevivência dos osteoclastos. A redução resultante no número e na função dos osteoclastos ativos diminui diretamente a taxa de reabsorção do osso. Esta ação modula o ciclo global de remodelação óssea, alterando o equilíbrio a favor dos processos de formação óssea, o que contribui para a preservação da estrutura e da massa óssea existentes.

Informações sobre dosagem e administração

Como o Tracetate é Utilizado — Diretrizes Oficiais de Administração

Âmbito da Administração

As instruções oficiais para a utilização do Tracetate (acetato de megestrol) definem padrões de administração precisos que variam com base na concentração do medicamento e na condição específica a ser tratada. O medicamento é fornecido exclusivamente para a via de administração oral.

Categoria Instrução Oficial (Base Regulamentar)
Esquema de dosagem Síndrome de Definhamento: A dose recomendada para adultos para a suspensão oral de alta concentração (125 mg/mL) é de 625 mg uma vez por dia. A suspensão padrão de 40 mg/mL utiliza tipicamente uma dose de 800 mg uma vez por dia. Cancro Avançado: As doses para uso paliativo variam entre 40 mg e 320 mg por dia para o carcinoma do endométrio e 160 mg por dia para o cancro da mama.
Frequência e horários A suspensão oral para a síndrome de definhamento é geralmente tomada uma vez por dia. A dosagem em comprimidos para o tratamento do cancro é frequentemente administrada em doses divididas ao longo do dia.
Requisitos de preparação Se utilizar a suspensão oral, o recipiente deve ser bem agitado antes de cada medição e administração.
Regras por grupo etário Pacientes Geriátricos: A seleção da dose deve ser cautelosa, começando geralmente no limite inferior da gama de dosagem, devido à maior probabilidade de redução da função dos órgãos. Pacientes Pediátricos: A segurança e a eficácia nesta população não foram estabelecidas.
Condições procedimentais especiais A suspensão oral de alta concentração (125 mg/mL) não é intercambiável nem substituível pela concentração padrão de 40 mg/mL numa base de miligrama por miligrama.

Ligação ao Protocolo Geral de Utilização

Estas diretrizes oficiais estabelecem regras procedimentais claras que regem a utilização do medicamento nas suas diferentes formas. A dose e a frequência necessárias são ditadas pelo contexto clínico específico. Para indicações oncológicas, a eficácia é avaliada apenas após um mínimo de dois meses de tratamento contínuo. Esta abordagem estruturada, que inclui a adesão estrita às instruções específicas do produto — como o manuseamento correto da suspensão e o respeito pelas diferenças de concentração —, garante que o medicamento seja utilizado exatamente conforme documentado pelas autoridades de saúde competentes.

Evidência clínica recente

Evidência científica / Visão geral dos estudos sobre o Tracetate

Evidência para utilização na Síndrome de Anorexia-Caquexia e Perda de Peso

O medicamento foi avaliado em estudos que exploraram a sua aplicação na Síndrome de Anorexia-Caquexia (SAC) e na perda de peso involuntária, condições caracterizadas por manifestações flutuantes ou episódicas relacionadas com o apetite e o metabolismo. Esta base de evidência consiste principalmente em Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECA) e revisões abrangentes que agruparam dados destes ensaios. O papel do agente na investigação sobre a perda de apetite e alterações involuntárias de peso foi avaliado nestes contextos.

Os resultados descrevem padrões observados nos estudos em que os doentes reportaram a evolução dos sintomas como um aumento do apetite. Os ensaios documentaram medições de aumento do peso corporal. No entanto, os resultados que refletem o funcionamento diário ou o nível de atividade — frequentemente designados como Qualidade de Vida (QDV) — foram mistos nos diversos ensaios relatados. A investigação indica que os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos e que escasseia evidência comparativa para clarificar totalmente os resultados quando avaliados face a outras intervenções.


Evidência para utilização como Terapia Endócrina Paliativa em Cancros Avançados

O medicamento foi avaliado em estudos que exploraram um mecanismo hormonal em condições que envolvem períodos de agravamento de sintomas relacionados com cancro avançado ou recorrente. A substância foi testada em doentes com cancro da mama sensível a hormonas (principalmente em mulheres na pós-menopausa) e em certos carcinomas do endométrio.

Estes ensaios monitorizaram resultados específicos da doença, tais como a Taxa de Resposta Objetiva (ORR), que mede a frequência da resposta do tumor. Os investigadores também exploraram o Tempo Até à Progressão (TTP) da doença. Os dados mostram padrões relacionados com a utilização do medicamento como uma abordagem paliativa — o que significa que se foca na gestão da doença em vez de uma intenção curativa — nestas populações.


Estudos a Longo Prazo e Acompanhamento

A investigação principal que levou à utilização do medicamento foi relevante em ensaios que avaliaram padrões de sintomas a curto prazo ou episódicos, focando-se frequentemente em intervalos de tempo definidos de algumas semanas ou meses. Esta secção resume que os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos para além destes períodos de ensaio. A investigação não determinou se os padrões observados nos estudos relativamente ao peso ou à resposta são sustentados por períodos que excedam o âmbito dos ensaios clínicos. Estão ainda a surgir dados relativos a estas áreas de incerteza.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Tracetate (FAQ)

P: O Tracetate deve ser tomado com alimentos ou pode ser tomado em jejum?

As informações oficiais do produto indicam que a suspensão oral de alta concentração de Tracetate pode ser tomada independentemente das refeições (com ou sem alimentos). No entanto, a suspensão oral em concentração padrão pode apresentar uma maior absorção quando tomada com alimentos. Os doentes devem seguir as instruções de administração específicas fornecidas pelo médico prescritor.


P: É comum sentir desconforto gástrico ao iniciar o Tracetate?

Os documentos regulamentares listam vários efeitos adversos comuns que afetam o sistema gastrointestinal, incluindo diarreia, náuseas e flatulência. Estes sintomas são reconhecidos como parte do perfil de segurança conhecido do medicamento e podem ser sentidos quando o tratamento é iniciado.


P: É normal sentir tonturas ao começar o Tracetate?

As tonturas foram comunicadas como um possível efeito secundário do Tracetate. Qualquer sintoma novo ou que se agrave, incluindo tonturas, deve ser discutido com o profissional de saúde assistente.


P: O Tracetate é uma substância controlada?

O Tracetate contém acetato de megestrol, que é um derivado sintético da hormona esteroide progesterona. É um medicamento sujeito a receita médica, mas não está habitualmente classificado como uma substância controlada nos principais esquemas governamentais de controlo de fármacos.


P: O Tracetate afeta a pressão arterial ou a frequência cardíaca?

As informações oficiais de prescrição referem que foram comunicados efeitos adversos que envolvem o sistema cardiovascular. Estes podem incluir hipertensão (pressão arterial elevada) e palpitação (sensação de batimento cardíaco acelerado ou forte). A informação oficial recomenda precaução em doentes com condições cardíacas preexistentes.


P: O Tracetate pode causar erupções cutâneas ou reações alérgicas?

O medicamento está contraindicado (não deve ser utilizado) em doentes com hipersensibilidade conhecida ao fármaco ou a qualquer um dos seus componentes. Além disso, as erupções cutâneas e o prurido (comichão) estão listados como eventos adversos documentados.


P: Quais são as regras gerais para a eliminação de Tracetate não utilizado?

Os documentos regulamentares indicam que o medicamento não deve ser despejado em ralos ou na sanita para evitar a libertação para o meio ambiente. Para orientação sobre a eliminação correta de medicamentos não utilizados ou fora de prazo, recomenda-se consultar um farmacêutico ou as entidades locais de recolha de resíduos.


P: O Tracetate pode causar alterações no humor ou no comportamento?

Estão documentados eventos adversos que envolvem o Sistema Nervoso Central, incluindo relatos de depressão, confusão e pensamento anormal. Qualquer alteração no humor ou comportamento deve ser discutida com o profissional de saúde.


P: A eficácia do Tracetate é afetada pela idade ou pelo género?

Relativamente à idade, a seleção da dose para adultos seniores requer geralmente precaução. Isto deve-se principalmente à maior probabilidade de redução das funções renal ou hepática nesta população, e não a uma alteração direta na eficácia do fármaco. As fontes oficiais não fornecem uma declaração definitiva sobre o efeito do género na eficácia geral do medicamento.


P: Que informações devo transmitir ao meu médico antes de iniciar o Tracetate?

É importante que os doentes informem o seu médico sobre todas as condições preexistentes. É especialmente importante mencionar a diabetes mellitus, um historial de doença trombótica (coágulos sanguíneos) e se está ou poderá vir a ficar grávida, uma vez que estas situações requerem precaução específica ou podem impedir a utilização.


P: Tomar Tracetate pode causar cansaço ou fadiga?

O cansaço, também conhecido como astenia, é por vezes relatado como um possível efeito secundário listado nas informações oficiais de segurança do medicamento.


P: O que acontece se me esquecer de uma dose de Tracetate?

As orientações gerais para o doente sugerem que, se uma dose for esquecida, esta deve ser tomada assim que se lembre, a menos que esteja quase na hora da próxima dose agendada; nesse caso, a dose esquecida é saltada. As orientações oficiais referem que os doentes não devem tomar uma dose dupla para compensar uma dose esquecida. As instruções específicas do médico prescritor devem ser sempre seguidas.


P: Quanto tempo dura, em média, um ciclo de tratamento com Tracetate?

Para indicações oncológicas específicas, as diretrizes oficiais referem que a eficácia é avaliada apenas após um mínimo de dois meses de tratamento contínuo. A duração total da terapia para qualquer indicação é determinada pelo médico assistente com base na condição específica e na resposta do doente.


P: O Tracetate precisa de ser tomado a uma hora específica do dia?

A forma de suspensão oral é tipicamente prescrita para ser tomada uma vez por dia. Para ajudar na adesão, é prática comum tomar a dose à mesma hora todos os dias, embora o horário específico seja flexível.


P: É verdade que o Tracetate pode afetar os padrões de sono?

Sim, dificuldades em adormecer ou em manter o sono (designadas por insónia) estão listadas nos documentos oficiais como um possível efeito secundário do medicamento.


P: Com que frequência ocorrem os efeitos secundários do Tracetate nos utilizadores?

Os efeitos secundários são categorizados oficialmente pela sua frequência. Por exemplo, efeitos como aumento de peso, diarreia e náuseas são listados como ocorrências comuns, enquanto eventos mais graves, como eventos tromboembólicos (coágulos sanguíneos), são classificados como pouco comuns.


P: Quanto tempo permanece o Tracetate no organismo após a última dose?

O tempo necessário para que metade do medicamento seja eliminado do corpo (a semivida) é de aproximadamente 20 a 50 horas para a suspensão oral. A maior parte do medicamento é eliminada do organismo, principalmente através da urina e das fezes, no prazo de 10 dias após a última dose.


P: O Tracetate é conhecido por causar aumento ou perda de peso?

O aumento de peso está explicitamente listado como uma reação adversa comum nas informações oficiais de segurança. O medicamento é, de facto, indicado para o fim clínico de aumentar o apetite e promover o ganho de peso em doentes que lidam com síndromes de emaciação (wasting syndrome).


P: Com que rapidez devo esperar que o Tracetate comece a atuar?

Os ensaios clínicos para estimulação do apetite mostraram que o aumento da ingestão calórica e a estabilização do peso foram tipicamente documentados em períodos de tratamento que duraram várias semanas, como por exemplo 12 semanas. Embora uma alteração no apetite possa ser notada mais cedo, a resposta terapêutica completa é avaliada ao longo de um período de semanas a meses.


P: O Tracetate pode ser utilizado por crianças e, em caso afirmativo, a partir de que idade?

Os documentos regulamentares oficiais declaram claramente que a segurança e a eficácia do Tracetate em doentes pediátricos não foram estabelecidas. As decisões relativas à utilização e gestão do Tracetate em doentes pediátricos são tomadas pelo médico assistente.

Como Tracetate deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Proceder à Eliminação do Tracetate

O Tracetate (acetato de megestrol, suspensão oral) deve ser conservado a uma temperatura ambiente controlada, especificamente entre os 15 e os 25 °C. O recipiente deve ser mantido bem fechado e protegido de calor excessivo. Para garantir a estabilidade adequada do medicamento, é necessário agitar bem o frasco antes de cada utilização.

Devido ao potencial de toxicidade, o medicamento deve ser guardado fora do alcance das crianças e mantido num local fechado à chave.

Para eliminar o Tracetate, siga as orientações fornecidas pelo seu farmacêutico ou pelos programas locais de recolha de resíduos. O produto não deve ser despejado em ralos ou na sanita (autoclismo). Deve ser tido um cuidado especial para evitar a libertação para o meio ambiente, cumprindo todos os regulamentos locais e nacionais aplicáveis.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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