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Tigecycline

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Tigecycline

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

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Visão geral de Tigecycline

A tigeciclina é um antibiótico semissintético indicado para combater infeções bacterianas, particularmente aquelas que podem apresentar resistência a medicamentos mais antigos. É a substância ativa (DCI) com o mesmo nome e representa o primeiro composto da classe única das glicilciclinas, que possui uma estrutura relacionada com os antibióticos tradicionais da família das tetraciclinas, embora se distinga destes.

Propriedade Descrição
Substância ativa Tigeciclina
Forma Pó liofilizado para solução para perfusão
Classe farmacológica Glicilciclina (Antibiótico)
Uso comum Ação antibacteriana sistémica contra agentes patogénicos resistentes
Origem Semissintética (derivada da minociclina)

Definição da Tigeciclina: Classe e Origem

A tigeciclina pertence à classe das glicilciclinas, um grupo especializado de antibióticos destinados ao uso sistémico contra agentes patogénicos bacterianos. Esta classificação, integrada no código ATC J01AA12, realça o seu papel como um agente antibacteriano especializado. Sendo um composto semissintético, a tigeciclina foi desenvolvida quimicamente com base na estrutura da minociclina, um antibiótico pertencente à família das tetraciclinas. Esta modificação estrutural foi o fator diferenciador, resultando num composto que mantém um amplo espetro de atividade e é reconhecido clinicamente pela sua eficácia contra uma variedade de agentes patogénicos.


Composição e Preparação para Utilização

O medicamento é fornecido como um pó liofilizado para solução para perfusão, o que significa que requer preparação e diluição por profissionais de saúde antes da sua administração. A tigeciclina é um produto com uma única substância ativa e a sua administração é estritamente feita por via intravenosa (parentérica), ou seja, injetada diretamente numa veia. O pó contém o composto ativo, a tigeciclina, juntamente com ingredientes inativos necessários, como a lactose mono-hidratada, que ajudam a estabilizar a formulação até que esta esteja pronta para a reconstituição com um diluente compatível. Este método de entrega específico é essencial para atingir a concentração sistémica necessária.


Qual é o Objetivo Geral da Tigeciclina?

O objetivo geral da tigeciclina é combater infeções estabelecidas, interferindo com o crescimento e a sobrevivência das bactérias. O fármaco alcança este objetivo funcionando como um inibidor da síntese proteica, impedindo que a maquinaria interna da célula bacteriana produza as proteínas essenciais de que necessita para se multiplicar. Esta ação proporciona um efeito bacteriostático, travando o crescimento de agentes patogénicos suscetíveis. A sua relevância clínica reside na capacidade de visar e gerir eficazmente doenças bacterianas complexas, devido ao seu design estrutural que ajuda a contornar certas defesas de resistência bacteriana. Esta propriedade sustenta a sua utilização em infeções graves onde a resistência é confirmada ou suspeitada.

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Quais efeitos secundários são possíveis com Tigecycline?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

Esta secção descreve as reações adversas e as características de segurança da tigeciclina oficialmente documentadas, baseando-se estritamente nas classificações regulamentares das autoridades de saúde.


Reações Adversas Classificadas por Frequência

O perfil de segurança é definido principalmente por efeitos no sistema gastrointestinal, que são observados frequentemente e podem ocorrer com maior incidência no início do tratamento, geralmente nos primeiros um a dois dias.

Classificação Exemplos Comuns (Por Classe de Sistemas e Órgãos)
Muito Frequentes (superior ou igual a 1/10) Náuseas e Vómitos (Doenças Gastrointestinais)
Frequentes (superior ou igual a 1/100 a < 1/10) Diarreia, Dor abdominal (Gastrointestinais); Cefaleia, Tonturas (Sistema Nervoso); Aumento das Enzimas Hepáticas (Hepatobiliares)

Restrições de Segurança Graves Documentadas

Os documentos oficiais incluem avisos específicos relativos a reações adversas graves. Uma meta-análise de ensaios clínicos identificou um aumento observado na mortalidade por todas as causas em comparação com outros agentes de controlo, o que levou a restrições na sua utilização em determinados contextos clínicos. Outras reações graves documentadas incluem a pancreatite aguda e condições potencialmente fatais, como a diarreia associada a Clostridioides difficile (DACD) e lesão hepática grave.


Considerações para Populações Específicas

Existem declarações de segurança específicas para determinados grupos de doentes. Devido à sua semelhança estrutural com as tetraciclinas, a utilização em doentes pediátricos com idade inferior a oito anos está associada ao risco de coloração permanente dos dentes e problemas no esmalte dentário. Adicionalmente, doentes com insuficiência hepática grave (Child-Pugh C) requerem monitorização devido à redução da eliminação sistémica do medicamento. É ainda observado que o fármaco pode causar danos fetais, com base em dados obtidos em animais.

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Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

O perfil regulamentar relativo à sobredosagem de tigeciclina baseia-se em eventos clínicos específicos e em ações de emergência obrigatórias. As informações oficiais de prescrição documentam que a exposição a doses elevadas, como a administração intravenosa de uma dose única de 300 mg, resultou num aumento da incidência de náuseas e vómitos em indivíduos saudáveis.

Foco Oficial na Sobredosagem Orientação Regulamentar
Sinais Agudos Observados Documentou-se um aumento da incidência de náuseas e vómitos após a exposição a doses três vezes superiores à dose inicial recomendada.
Estado do Tratamento Específico Não se conhece nem existe um antídoto específico disponível para a sobredosagem. A gestão deve ser essencialmente sintomática e de suporte.
Procura de Ajuda Obrigatória É necessária assistência médica imediata perante o aparecimento de sintomas graves ou que coloquem a vida em risco.

As diretrizes oficiais determinam que os serviços de emergência devem ser contactados imediatamente caso a pessoa afetada tenha colapsado, sofrido uma convulsão, apresente dificuldade em respirar ou manifeste incapacidade de despertar. Em qualquer situação de suspeita de sobredosagem, os documentos regulamentares exigem o contacto com o Centro de Informação Antivenenos para obter orientações. O foco da descrição regulamentar centra-se nos sintomas observados e na ausência de opções de tratamento específico, tornando a rapidez da resposta de emergência crítica para a gestão de manifestações graves.

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Usos terapêuticos de Tigecycline

O que a Tigeciclina trata: principais utilizações e benefícios

A tigeciclina é uma terapia antibiótica especializada utilizada para a gestão de infeções complexas e graves. É geralmente aplicada em contextos clínicos que envolvem padrões de sintomas agudos ou instáveis. A sua utilização é relevante em cenários que apresentam uma elevada carga sistémica devido a infeções estabelecidas. É comummente utilizada em condições que incluem infeções complicadas da pele e das estruturas da pele (cSSSI), infeções intra-abdominais complicadas (cIAI) e pneumonia bacteriana adquirida na comunidade (PBAC).

Esta abordagem especializada apoia o doente durante episódios difíceis ao atenuar o mal-estar causado por estirpes bacterianas multirresistentes.

“Este medicamento é aplicado na gestão de sintomas relacionados com o desconforto físico, tais como dor localizada intensa e febre sistémica, frequentemente associados a infeções complexas.”

Foco Terapêutico e Alívio

A tigeciclina é relevante em contextos que envolvem uma carga sistémica aumentada, uma vez que ajuda a gerir sintomas relacionados com o desequilíbrio sistémico, como febre alta e calafrios, bem como sintomas relacionados com estados inflamatórios ou irritativos no abdómen e nos tecidos moles. Ao gerir os sintomas graves, contribui para a melhoria do conforto durante períodos de sintomatologia acentuada e auxilia na manutenção da estabilidade funcional quando os sintomas são mais visíveis. Isto é aplicado em ambientes clínicos que envolvem padrões de sintomas agudos ou instáveis, exigindo frequentemente assistência sintomática de curto prazo.

Facto Rápido: Alívio do Desequilíbrio Sistémico
Apoia o doente ao abordar a febre alta e o mal-estar sistémico generalizado associado a infeções graves e estabelecidas.
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Critérios de utilização e restrições

Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar a Tigeciclina?

A elegibilidade para a utilização de tigeciclina é rigorosamente definida por documentos regulamentares, que identificam as populações para as quais o uso é permitido, restrito ou contraindicado.

Populações Contraindicadas

O medicamento é contraindicado (não deve ser utilizado) em doentes com antecedentes conhecidos de hipersensibilidade à substância ativa, a tigeciclina, ou a qualquer antibiótico pertencente à classe das tetraciclinas.


Restrições Baseadas na Idade e em Condições de Saúde

Grupo Populacional Estado de Elegibilidade (Base Regulamentar)
Crianças com menos de 8 anos Não recomendado devido ao risco potencial de coloração permanente dos dentes, um efeito de classe.
Grávidas Não recomendado; classificado como Categoria de Gravidez D, o que significa que existe evidência de risco para o feto humano.
Insuficiência Hepática Grave (Child-Pugh C) Uso condicional; a dose deve ser reduzida após a dose de carga inicial.
Insuficiência Renal Uso estabelecido; não é necessário qualquer ajuste posológico para doentes com qualquer grau de compromisso renal.
Neutropenia Grave Não recomendado; a utilização é restrita em doentes com neutropenia grave concomitante.

O uso encontra-se estabelecido e aprovado para adultos (com 18 ou mais anos) e está aprovado para doentes pediátricos dos 8 aos 17 anos em infeções específicas. De uma forma geral, a utilização não está estabelecida em doentes com presença concomitante de bactérias na corrente sanguínea (bacteriemia) para as indicações aprovadas.

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O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

A tigeciclina é um antibiótico da classe das glicilciclinas e não se prevê que altere significativamente o metabolismo de muitos outros medicamentos, uma vez que não inibe nem induz a atividade das principais enzimas hepáticas (isoformas do Citocromo P450). No entanto, a sua utilização requer precaução e monitorização quando combinada com determinadas categorias de fármacos.

Categoria de Produto Interagente Ação Principal/Monitorização Necessária
Anticoagulantes (ex: Varfarina) A tigeciclina pode prolongar o Tempo de Protrombina (TP) e o Tempo de Tromboplastina Parcial ativada (TTPa), tendo sido também associada a hipofibrinogenemia. É obrigatória a monitorização rigorosa dos testes de coagulação sanguínea, como o TP ou outros testes de anticoagulação adequados, quando estes fármacos são administrados em conjunto.
Inibidores da Calcineurina (ex: Tacrolimus, Ciclosporina) O uso concomitante pode levar a um aumento das concentrações séricas mínimas do inibidor da calcineurina. Para evitar a toxicidade do fármaco, estas concentrações devem ser monitorizadas de perto durante o tratamento com tigeciclina.
Contracetivos Orais A utilização concomitante de fármacos antibacterianos com contracetivos orais pode diminuir a eficácia dos contracetivos hormonais. Os doentes devem ser informados sobre a possibilidade de uma redução na eficácia.

Num estudo clínico que envolveu a Digoxina, a tigeciclina não afetou a taxa ou a extensão da absorção, nem a eliminação da digoxina. Com base nestes dados, não é considerado necessário qualquer ajuste de dose para nenhum dos fármacos.

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Mecanismo de ação

Como Funciona a Tigeciclina

A tigeciclina, um representante da classe das glicilciclinas, exerce a sua ação intervindo diretamente na síntese proteica bacteriana. O seu principal alvo biológico é a subunidade ribossómica 30S do microrganismo suscetível. A tigeciclina estabelece uma interação de alta afinidade nesta subunidade, ocupando o mesmo local que as tetraciclinas, mas com uma característica de ligação reforçada.

Este bloqueio específico impede fisicamente o ponto de acesso essencial para as moléculas de RNA de transferência (tRNA) aminoacil ao local A (aceitador) do ribossoma. A inibição deste alojamento do tRNA aminoacil evita o processo fundamental de alongamento da cadeia peptídica. A consequência intracelular resultante é a interrupção da síntese de proteínas bacterianas críticas. Esta desarticulação da maquinaria celular central conduz a um efeito bacteriostático na proliferação das bactérias. O mecanismo funciona independentemente dos sistemas de proteção ribossómica e das bombas de efluxo, que são os dois principais mecanismos mediadores da resistência às tetraciclinas.

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Informações sobre dosagem e administração

Como Utilizar a Tigeciclina — Diretrizes Oficiais de Administração

A tigeciclina é administrada exclusivamente por perfusão intravenosa (IV). O medicamento é fornecido na forma de um pó seco que deve ser corretamente preparado antes da sua utilização.

Doses Oficiais e Frequência

População Regime Posológico Frequência Duração do Tratamento
Adultos (≥ 18 anos) Dose de carga de 100 mg, seguida de uma dose de manutenção de 50 mg. De 12 em 12 horas Geralmente 5 a 14 dias
Pediatria (12 a <18 anos) 50 mg por dose. De 12 em 12 horas Geralmente 5 a 14 dias
Pediatria (8 a <12 anos) 1,2 mg/kg (máximo de 50 mg por dose). De 12 em 12 horas Geralmente 5 a 14 dias

A duração do tratamento é determinada pelo profissional de saúde com base no tipo e na gravidade da infeção.

Preparação e Administração

  1. O pó liofilizado deve ser primeiro reconstituído utilizando um solvente específico, como uma solução injetável de Cloreto de Sódio a 0,9% ou de Glicose (Dextrose) a 5%.
  2. A solução reconstituída deve ser então imediatamente diluída num saco de perfusão intravenosa até uma concentração máxima de 1 mg/mL.
  3. A solução final é administrada através de uma perfusão lenta durante um período de 30 a 60 minutos.

Condições Procedimentais Especiais

Insuficiência Hepática: Doentes adultos com insuficiência hepática grave (Child-Pugh C) devem ter a sua dose de manutenção reduzida para 25 mg a cada 12 horas, após receberem a dose inicial de carga de 100 mg. Normalmente, não é necessário ajuste para insuficiência ligeira a moderada.

Uso Pediátrico: A utilização está geralmente restrita a doentes com idade igual ou superior a 8 anos. Não se justifica o ajuste da dose em doentes idosos ou em doentes com insuficiência renal.

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Evidência clínica recente

Evidências Clínicas Recentes

A tigeciclina é o primeiro antibiótico de uma classe denominada glicilciclinas, desenvolvida para superar os mecanismos de resistência comuns às tetraciclinas mais antigas. A investigação clínica centra-se na sua atividade contra agentes patogénicos multirresistentes (MDR), incluindo o Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA) e as Enterobacteriaceae resistentes aos carbapenemos (CRE).

Indicações Aprovadas e Estudos Comparativos

Ensaios controlados aleatorizados compararam a tigeciclina com outros regimes antibióticos estabelecidos para as suas utilizações aprovadas em adultos:

As evidências sugerem que as taxas de sucesso clínico com a tigeciclina em Infeções Intra-abdominais Complicadas (cIAI) foram comparáveis às obtidas com imipenem/cilastatina. Da mesma forma, em casos de Infeções Complicadas da Pele e das Estruturas Cutâneas (cSSSI), a investigação indicou que a tigeciclina foi associada a taxas de sucesso de tratamento clínico semelhantes às de outros regimes antibióticos de comparação.

Dados de Segurança e Risco de Mortalidade

Os dados de ensaios clínicos, incluindo meta-análises, destacaram uma preocupação de segurança crítica relativa ao risco global de mortalidade.

Descoberta Descrição do Risco
Mortalidade por Todas as Causas Análises conjuntas de ensaios indicaram um aumento numérico na mortalidade por todas as causas em doentes tratados com tigeciclina, quando comparados com regimes de controlo.
Infeções Graves O aumento do risco foi mais acentuado em doentes tratados para certas infeções graves, particularmente pneumonia hospitalar e pneumonia associada ao ventilador, condições para as quais o fármaco não está indicado.

Consequentemente, as diretrizes recomendam que o medicamento seja reservado para situações em que tratamentos alternativos não sejam adequados. Os efeitos adversos comuns observados nos estudos clínicos incluíram náuseas e vómitos, que foram reportados com frequência.

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Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre a Tigeciclina (FAQ)


P: A tigeciclina é considerada um antibiótico forte?

R: Os documentos oficiais classificam a tigeciclina como um antibiótico da classe das glicilciclinas, com atividade contra um largo espetro de agentes patogénicos, incluindo muitas bactérias que desenvolveram resistência a medicamentos mais antigos. As orientações indicam que este medicamento deve ser reservado para utilização quando outros tratamentos alternativos não forem adequados.

P: É verdade que a tigeciclina só é utilizada para infeções muito graves?

R: As diretrizes aconselham que este fármaco seja reservado para situações em que as alternativas terapêuticas não sejam apropriadas. Esta recomendação baseia-se numa revisão de dados de segurança. Por este motivo, a sua utilização é geralmente limitada a certos tipos de infeções complexas ou resistentes.

P: Qual é a principal diferença entre a tigeciclina e outros antibióticos comuns?

R: A explicação oficial foca-se na sua estrutura química única dentro da classe das glicilciclinas. Esta estrutura permite-lhe superar defesas bacterianas comuns, como a proteção ribossómica e as bombas de efluxo, que são mecanismos que tornam as bactérias resistentes a antibióticos mais antigos, como os da família das tetraciclinas.

P: É comum mudar de outro antibiótico para a tigeciclina?

R: A regulamentação exige que o fármaco seja reservado para utilização quando outros tratamentos não são viáveis. Esta posição está alinhada com a sua utilização após outras terapias terem sido consideradas inadequadas ou ineficazes para o tipo de infeção em causa.

P: A investigação demonstra uma elevada taxa de cura com a tigeciclina?

R: Os ensaios clínicos para as utilizações aprovadas demonstraram que as taxas de sucesso clínico foram, de um modo geral, comparáveis às dos regimes antibióticos estabelecidos utilizados como controlo. No entanto, observa-se também um aumento numérico na mortalidade por todas as causas em comparação com os grupos de controlo em análises conjuntas de ensaios clínicos.

P: Existem alimentos ou bebidas que devam ser evitados durante o tratamento?

R: A informação foca-se na monitorização necessária de interações com outros medicamentos. Uma vez que a tigeciclina é administrada por via intravenosa, a informação oficial do produto não costuma listar restrições específicas de alimentos ou bebidas.

P: É normal sentir cansaço durante o tratamento com tigeciclina?

R: A fadiga ou o cansaço invulgar não constam nas categorias de efeitos secundários muito frequentes ou frequentes na rotulagem oficial deste medicamento. Os efeitos secundários comuns estão habitualmente relacionados com o sistema digestivo.

P: Existem efeitos secundários a longo prazo associados ao uso de tigeciclina?

R: A rotulagem oficial adverte que o uso em crianças com menos de 8 anos pode causar descoloração permanente dos dentes, o que é um efeito de classe. Existem também avisos relativos a condições como disfunção hepática e pancreatite.

P: A tigeciclina torna a pele mais sensível ao sol?

R: Sim, os documentos oficiais indicam que a tigeciclina partilha alguns efeitos adversos com a classe de fármacos das tetraciclinas. Isto inclui o potencial de fotossensibilidade, o que significa uma reação aumentada da pele à luz solar.

P: A tigeciclina trata infeções virais?

R: Não. A tigeciclina é um agente antibacteriano. Está aprovada apenas para o tratamento de infeções específicas comprovadamente causadas, ou com forte suspeita de o serem, por bactérias suscetíveis, não tratando doenças virais.

P: Quanto tempo permanece a tigeciclina no corpo após a última dose?

R: A tigeciclina tem uma semivida de eliminação que varia, em média, entre as 27 e as 42 horas em adultos saudáveis. A semivida define o tempo necessário para que a concentração do medicamento no corpo desça para metade.

P: A tigeciclina pode causar problemas no pâncreas?

R: Estão descritos casos de pancreatite aguda, ou inflamação do pâncreas, com o uso deste medicamento. A rotulagem oficial aconselha os profissionais de saúde a considerar a interrupção do fármaco se houver suspeita de pancreatite.

P: O que acontece se o local da perfusão ficar vermelho ou doloroso?

R: Como o medicamento é administrado diretamente na veia, as reações adversas comuns incluem dor local, inflamação ou inchaço no local da injeção ou perfusão. Tais alterações devem ser comunicadas ao profissional de saúde.

P: Qual é a razão para a tigeciclina não estar disponível em comprimidos?

R: O medicamento é formulado exclusivamente para perfusão intravenosa. Esta via de administração é necessária porque as propriedades do fármaco, como a fraca absorção no sistema digestivo, exigem que seja entregue diretamente na corrente sanguínea para atingir concentrações eficazes.

P: A tigeciclina afeta a capacidade de conduzir ou utilizar máquinas?

R: Devido a efeitos secundários potenciais como tonturas, as advertências indicam que este medicamento pode ter influência na capacidade do doente para conduzir ou utilizar máquinas.

P: O que deve o doente saber sobre as evidências da investigação?

R: Embora as taxas de sucesso clínico do fármaco tenham sido semelhantes a outros tratamentos nas indicações aprovadas, os dados destacam um risco aumentado de mortalidade por todas as causas em comparação com os grupos de controlo.

P: O que significa a tigeciclina ser um fármaco bacteriostático?

R: O mecanismo de ação descreve a tigeciclina como bacteriostática. Este termo significa que o medicamento atua principalmente ao inibir o crescimento e a reprodução das bactérias, em vez de destruir a célula bacteriana de forma direta.

P: A tigeciclina pode afetar os níveis de açúcar no sangue?

R: Sim, existe um aviso de segurança sobre o potencial de hipoglicemia não reconhecida. Isto pode ocorrer porque o medicamento pode interferir com certos métodos comuns de teste de glicose no sangue.

P: A tigeciclina pode ser usada para infeções fora do hospital?

R: As indicações aprovadas incluem a Pneumonia Bacteriana Adquirida na Comunidade, que se refere a infeções contraídas fora do ambiente hospitalar. Embora seja administrada por via intravenosa, a indicação em si não está restrita apenas ao meio hospitalar.

P: Porque há preocupações sobre o uso de tigeciclina em infeções da corrente sanguínea?

R: O uso do fármaco não está estabelecido em doentes com bacteriemia concomitante nas indicações aprovadas. Isto deve-se às baixas concentrações atingidas no sangue e ao risco reportado de aumento da mortalidade quando utilizado em certas infeções graves.

P: A tigeciclina é considerada um antibiótico de último recurso?

R: As orientações oficiais afirmam que o fármaco deve ser reservado para utilização quando outros tratamentos alternativos não são adequados. Esta é uma medida devida a achados de segurança e transmite uma noção de utilização restrita.

P: Existem sintomas específicos que exijam atenção médica imediata?

R: Deve procurar-se atenção imediata perante sinais associados a reações adversas graves, tais como diarreia grave e persistente, amarelecimento da pele ou olhos ou sintomas sugestivos de pancreatite, como dor abdominal súbita e grave.

P: É normal a cor da solução de tigeciclina variar?

R: Sim. A solução reconstituída é descrita como tendo naturalmente uma cor entre o amarelo e o alaranjado. Se a solução não estiver dentro deste intervalo específico, deve ser descartada.

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Como Tigecycline deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar a Tigeciclina?

O armazenamento e a eliminação da tigeciclina (pó liofilizado para solução para perfusão) devem cumprir rigorosamente os requisitos regulamentares para garantir a estabilidade do fármaco e o manuseamento adequado dos resíduos.

Requisitos de Armazenamento

Estado do Produto Temperatura e Proteção
Pó em frasco fechado Conservar a temperatura ambiente controlada (20°C a 25°C) e proteger da luz.
Solução Preparada Não congelar. Estável durante 48 horas sob refrigeração (2°C a 8°C) ou 24 horas à temperatura ambiente (inferior ou igual a 25°C).

A solução reconstituída deve apresentar uma coloração entre o amarelo e o alaranjado; caso não apresente esta cor, deve ser descartada. O produto deve ser mantido fora da vista e do alcance das crianças.

Instruções de Eliminação

A tigeciclina não utilizada ou com o prazo de validade expirado, bem como os resíduos relacionados, devem ser eliminados de acordo com os regulamentos locais. O produto não deve ser eliminado no lixo doméstico nem despejado no sistema de águas residuais.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

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