Tervalon

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Tervalon

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Tervalon

O que é o Tervalon? (Besilato de Anlodipina)

Propriedade Descrição
Substância ativa Anlodipina (sob a forma de besilato)
Forma farmacêutica Comprimido
Classe farmacológica Bloqueador dos Canais de Cálcio (Di-hidropiridina)
Objetivo geral Redução da pressão arterial e melhoria do fluxo sanguíneo cardíaco
Origem Sintética

O Tervalon é um medicamento farmacêutico sintético de substância única, classificado como um medicamento sujeito a receita médica, destinado à gestão cardiovascular em adultos. A sua identidade é definida pelo composto ativo, a Anlodipina, que é habitualmente administrada sob a forma de um sal estável, o besilato de anlodipina.

Que tipo de medicamento é o Tervalon?

O Tervalon pertence à classe farmacológica dos Bloqueadores dos Canais de Cálcio (BCC), inserindo-se especificamente no subgrupo das di-hidropiridinas. Esta classificação estabelece o papel fundamental do fármaco tanto como agente anti-hipertensor como agente antianginoso. A anlodipina possui um papel estabelecido no tratamento da hipertensão arterial e da dor no peito causada pela restrição do fluxo sanguíneo. Esta aplicação geral é clinicamente reconhecida pela sua eficácia sustentada, tornando o medicamento uma escolha padrão para condições de longo prazo em que o sistema circulatório requer assistência consistente para funcionar de forma ideal. Como di-hidropiridina, a sua ação concentra-se principalmente no relaxamento do músculo liso dos vasos sanguíneos, diferenciando o seu perfil dentro da classe mais ampla dos BCC.

Composição e forma de administração do Tervalon

Todo o efeito terapêutico do Tervalon deriva do besilato de anlodipina que este contém, o que o torna um produto de monoterapia. O componente ativo é um composto químico sintético formulado com excipientes inertes para criar um comprimido estável, adequado para uma administração oral fiável. A anlodipina atua nas células musculares lisas vasculares, proporcionando o mecanismo para o seu efeito terapêutico. A formulação foca-se na entrega da substância ativa de elevada pureza, a anlodipina, que tem sido objeto de extensos estudos farmacológicos que fundamentam o seu uso como agente principal na gestão da resistência vascular.

Princípio geral de ação do Tervalon

O princípio fundamental da ação do Tervalon é a vasodilatação seletiva, que consiste no alargamento e relaxamento das artérias em todo o corpo. Ao inibir a entrada de iões de cálcio nas células musculares lisas vasculares, a anlodipina provoca uma redução direta da resistência vascular periférica. Esta ação fisiológica serve o propósito geral de diminuir a pressão arterial global e reduzir a resistência contra a qual o coração tem de bombear sangue, atuando, desta forma, como um componente necessário da terapia cardioprotetora.

Quais efeitos secundários são possíveis com Tervalon?

Efeitos secundários possíveis e informações de segurança

O perfil de segurança do Tervalon (Besilato de Anlodipina) é definido por reações adversas documentadas oficialmente, classificadas por frequência e por sistema corporal, baseando-se estritamente em dados regulamentares governamentais.

Classificação por Frequência e Sistema

As reações adversas comunicadas com maior frequência, categorizadas como Frequentes em ensaios clínicos, incluem efeitos relacionados principalmente com a ação vasodilatadora do fármaco. Estas reações abrangem o edema periférico (inchaço), cefaleia (dor de cabeça), fadiga, náuseas, dor abdominal e tonturas. O edema periférico, em particular, é a reação adversa mais comum, estando confirmado nos documentos regulamentares que a sua incidência está relacionada com a dose. Foram observadas reações menos frequentes em diversas Classes de Sistemas de Órgãos, incluindo o Sistema Nervoso (ex.: hipoestesia, parestesia), Sistema Cardiovascular (ex.: arritmia, palpitações) e Sistema Gastrointestinal (ex.: dispepsia, hiperplasia gengival).

Reações Adversas Graves e Restrições de Segurança

Os documentos regulamentares oficiais incluem avisos de segurança de nível elevado relativamente ao potencial de hipotensão sintomática, uma preocupação particularmente relevante em doentes com estenose aórtica grave. Além disso, o risco de agravamento da angina ou de enfarte agudo do miocárdio está documentado como uma preocupação de segurança que pode desenvolver-se no início da terapêutica ou após um aumento da dosagem.

As notas de segurança determinam uma precaução particular para certas populações de doentes. Indivíduos com insuficiência hepática e doentes idosos requerem uma gestão cautelosa devido à diminuição documentada da eliminação do fármaco, o que aumenta a exposição sistémica. O uso é geralmente restrito ou evitado em condições como choque cardiogénico e angina instável aguda.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

A sobredosagem com Tervalon é definida pelos efeitos cardiovasculares graves documentados na rotulagem regulamentar. A manifestação principal é a hipotensão sistémica marcada e prolongada, resultante de uma vasodilatação periférica excessiva. Outras apresentações documentadas incluem taquicardia reflexa, bradicardia e síncope (desmaio). Em casos de sobredosagem massiva, a literatura oficial refere que pode ocorrer choque, podendo inclusive levar a um desfecho fatal. Raramente, foi reportado edema pulmonar não cardiogénico, por vezes com um início tardio.

Na eventualidade de uma sobredosagem, é necessária assistência médica imediata; os doentes devem procurar ajuda de urgência ou contactar imediatamente o Centro de Informação Antivenenos. A gestão descrita nos documentos oficiais é estritamente sintomática e de suporte, uma vez que não se conhece um antídoto específico para reverter os efeitos do Tervalon.

Medidas Oficiais de Suporte

As intervenções oficialmente descritas para gerir a sobredosagem podem incluir a descontaminação gastrointestinal, como lavagem gástrica ou administração de carvão ativado. Os procedimentos de suporte cardiovascular abrangem intervenções para restaurar o tónus vascular e o volume de fluido circulante, tais como a expansão de volume e a utilização de vasoconstritores. É necessária uma monitorização cardíaca e respiratória contínua, sendo frequentemente necessária uma observação clínica prolongada devido à semivida de eliminação longa do fármaco.

Os documentos regulamentares observam que a semivida é prolongada e os efeitos podem ser mais graves ou duradouros em doentes com função hepática comprometida.

Usos terapêuticos de Tervalon

Factos Rápidos: Domínio Terapêutico do Tervalon

  • Condições Alvo: Gestão da hipertrigliceridemia (níveis elevados de triglicerídeos no sangue), disbetalipoproteinemia primária (Hiperlipoproteinemia Tipo III) e hipercolesterolemia familiar homozigótica (HFH).
  • Objetivo Terapêutico: Reduzir níveis elevados de LDL-C (colesterol de lipoproteína de baixa densidade), colesterol total e ApoB (apolipoproteína B) na corrente sanguínea.

Principais Usos e Benefícios do Tervalon

O Tervalon é um agente farmacêutico sujeito a receita médica utilizado para gerir tipos específicos de distúrbios lipídicos em doentes adultos. A sua aplicação principal é no tratamento da hipertrigliceridemia, uma patologia caracterizada por níveis elevados de um tipo de gordura no sangue designada por triglicerídeos.

Adicionalmente, o Tervalon está indicado para o controlo da disbetalipoproteinemia primária (também conhecida como Hiperlipoproteinemia Tipo III), um distúrbio genético raro que afeta a capacidade do organismo em eliminar gorduras específicas do sangue. O medicamento é também utilizado em doentes diagnosticados com hipercolesterolemia familiar homozigótica (HFH), que constitui uma forma hereditária grave de colesterol elevado.

Os benefícios terapêuticos do Tervalon baseiam-se na sua capacidade de reduzir os níveis elevados de vários lípidos e lipoproteínas essenciais. Especificamente, o tratamento tem como objetivo baixar o LDL-C, o colesterol total e a ApoB na circulação. O benefício global reside na gestão abrangente destes parâmetros lipídicos para promover resultados favoráveis na saúde. Para orientações suplementares sobre as utilizações aprovadas, deve consultar-se a visão geral terapêutica pertinente.

Critérios de utilização e restrições

Contraindicações Absolutas

O Tervalon está contraindicado e não deve ser utilizado por doentes com hipersensibilidade conhecida à anlodipina, a outras di-hidropiridinas ou a qualquer componente da formulação. É igualmente contraindicado em estados clínicos específicos: doentes que apresentem hipotensão grave, indivíduos em estado de choque (incluindo choque cardiogénico), aqueles com obstrução do trato de saída do ventrículo esquerdo (por exemplo, estenose aórtica de grau elevado) e doentes com insuficiência cardíaca hemodinamicamente instável após enfarte agudo do miocárdio.

Restrições de Idade e Órgãos

O medicamento está aprovado para adultos em todas as indicações descritas e para doentes pediátricos dos 6 aos 17 anos apenas para o tratamento da hipertensão. A segurança e eficácia não foram estabelecidas para a utilização em crianças com menos de seis anos de idade. O uso requer precaução em idosos e em doentes com insuficiência hepática grave; estes últimos necessitam de um início de terapêutica cuidadoso e lento. Não é habitualmente necessário o ajuste posológico em doentes com insuficiência renal.

Gravidez e Lactação

Os documentos regulamentares oficiais referem que a segurança do medicamento durante a gravidez não foi estabelecida. O uso apenas é aconselhado quando o benefício para a mãe justifica o risco. O Tervalon é excretado no leite humano e, por conseguinte, o uso durante a lactação não é recomendado.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações do Tervalon com outros medicamentos e produtos

O perfil de interações do Tervalon é definido primariamente pelos resultados farmacocinéticos e farmacodinâmicos documentados no rotulado regulamentar oficial. As interações farmacocinéticas são significativas quando o Tervalon é administrado concomitantemente com substâncias que alteram a atividade da enzima CYP3A4. Os inibidores fortes e moderados da CYP3A4, tais como o cetoconazol e o itraconazol, resultam oficialmente num aumento significativo da exposição sistémica ao Tervalon. Inversamente, indutores da CYP3A4 como a rifampicina ou o Hipericão (Erva de São João) podem causar uma redução na concentração plasmática do Tervalon.

O rotulado oficial do medicamento documenta também interações em que o Tervalon afeta outros fármacos. A coadministração com a sinvastatina leva a um aumento da exposição sistémica desta última; devido a esta evidência, as autoridades regulamentares restringem a dose máxima permitida de sinvastatina a 20 mg diários. De igual modo, a informação oficial indica que o Tervalon pode aumentar as concentrações sanguíneas da ciclosporina e do tacrolimus.

As interações farmacodinâmicas ocorrem quando o Tervalon é combinado com outros agentes anti-hipertensores ou inibidores da PDE5, resultando num efeito aditivo de redução da pressão arterial oficialmente registado. O consumo de álcool pode também potenciar este efeito hipotensor. Além disso, as interações que aumentam a exposição sistémica são oficialmente reconhecidas como sendo mais acentuadas em doentes com insuficiência hepática e em idosos, devido à redução subjacente da capacidade de eliminação do fármaco.

Mecanismo de ação

Bloqueio Seletivo dos Canais de Cálcio Vasculares

A ação do Tervalon centra-se no bloqueio seletivo dos Canais de Cálcio Dependentes de Voltagem do tipo L (L-VDCCs) presentes no músculo liso arterial. Ao impedir a entrada de iões de cálcio extracelular (Ca^2+) nas células musculares, o fármaco inibe a cascata molecular necessária para a contração celular. Esta ação molecular produz diretamente a vasodilatação (alargamento) das artérias periféricas e coronárias.


Modulação do Tónus Arteriolar e da Resistência Sistémica

A vasodilatação resultante nas arteríolas leva a uma redução da Resistência Vascular Sistémica (RVS), também conhecida como pós-carga. Esta consequência fisiológica reduz a carga mecânica (pós-carga) imposta ao coração. A cinética de ligação lenta do fármaco contribui também para um bloqueio prolongado, resultando numa modulação contínua do tónus arterial sem afetar a condução ou a contratilidade cardíaca.

Informações sobre dosagem e administração

Como o Tervalon é Utilizado: Orientações Oficiais de Administração

O Tervalon (Besilato de Anlodipina) é administrado exclusivamente por via oral, habitualmente sob a forma de comprimido, podendo ser tomado com ou sem alimentos. Um princípio fundamental da sua utilização é a posologia de toma única diária, o que permite manter um efeito terapêutico consistente durante 24 horas. Para assegurar níveis plasmáticos estáveis, o medicamento deve ser ingerido à mesma hora todos os dias, de acordo com as orientações oficiais do Resumo das Características do Medicamento.


Regimes Posológicos Padrão

A dose inicial padrão para doentes adultos é de 5 mg uma vez ao dia. O intervalo para a dose de manutenção situa-se geralmente entre 5 mg e 10 mg uma vez ao dia, sendo que 10 mg representa a dose máxima diária recomendada. Caso sejam necessários ajustes na dosagem, estes são determinados por um período de titulação e não devem ocorrer, por norma, com uma frequência superior a cada 7 ou 14 dias, para que a resposta do organismo ao novo nível de dose possa ser avaliada com precisão.


Regras para Populações Específicas e Procedimentos

Estão definidos procedimentos específicos para certos grupos de doentes. Para adultos mais velhos e doentes com insuficiência hepática, as instruções recomendam iniciar a terapêutica com uma dose reduzida de 2,5 mg uma vez ao dia, devido a possíveis alterações na eliminação do fármaco pelo organismo. Para doentes pediátricos, entre os 6 e os 17 anos, tratados com Tervalon para a hipertensão, a dose máxima diária aprovada é de 5 mg.

Em caso de esquecimento de uma dose, as orientações indicam que a toma deve ser feita assim que o doente se lembre. No entanto, se for verificado que a dose está atrasada há mais de 12 horas, a dose esquecida deve ser totalmente omitida e o esquema regular deve ser retomado, evitando-se a utilização de uma dose dupla para compensar o esquecimento. O protocolo global está estruturado para uma administração oral contínua e de longo prazo.

Evidência clínica recente

Evidência Científica / Visão Geral dos Estudos sobre Tervalon

Evidência para o uso no Controlo da Pressão Arterial Elevada (Hipertensão)

A investigação sobre o Tervalon foi realizada em contextos clínicos que envolveram a pressão arterial elevada, uma condição relacionada com desequilíbrios sistémicos ou funcionais. Os investigadores conduziram inúmeros Ensaios Clínicos Aleatorizados (ECA) para avaliar esta questão. Estes estudos de curto prazo monitorizaram alterações na Pressão Arterial (PA) Sistólica e Diastólica. Os estudos reportaram alterações medidas em ambos os tipos de PA quando comparados com um tratamento não ativo.

Para além da medição imediata da PA, estudos amplos e de longo prazo exploraram a forma como o composto estava associado a resultados relacionados com eventos cardiovasculares major. Os relatórios destes ensaios de longo prazo descreveram padrões observados na incidência de eventos, incluindo o Acidente Vascular Cerebral (AVC) e o Enfarte do Miocárdio (EM), quando comparados com outras abordagens estudadas. Os resultados de longo prazo para os doentes não estão totalmente estabelecidos quando se considera o âmbito completo de outras abordagens terapêuticas em coortes específicas de alto risco.


Evidência para o uso no Controlo da Angina (Dor no Peito)

O Tervalon foi estudado quanto ao seu efeito na dor no peito (angina) estável e vasoespástica. A investigação utilizou prioritariamente ensaios em dupla ocultação, controlados por placebo, relevantes na avaliação de padrões de sintomas a curto prazo. Os resultados medidos incluíram o acompanhamento do tempo de tolerância ao exercício do doente e a frequência de ataques de angina reportados pelas populações observadas. Os ensaios descreveram medições observadas de alterações na duração do exercício antes do início dos sintomas, quando comparados com o placebo.

A evidência é limitada no que diz respeito a resultados de longo prazo especificamente para a angina. A investigação foca-se largamente no alívio de sintomas a curto prazo, e os dados ainda estão a surgir relativamente a resultados para doentes com certos subtipos de angina complexos ou raros.


Estudos de Longo Prazo e Lacunas de Evidência

Os estudos exploraram a associação do composto com a incidência de AVC, ataque cardíaco e a necessidade de procedimentos durante um período prolongado, com durações de acompanhamento que variaram tipicamente entre 1,5 e 5 anos. A evidência relativa à associação do composto apresentou resultados mistos para doentes com insuficiência cardíaca crónica grave pré-existente, e o nível de certeza permanece baixo nesta área.

Os dados para certos grupos permanecem insuficientes. A investigação explorou alterações medidas na PA numa população limitada de crianças com idades compreendidas entre os 6 e os 17 anos; no entanto, os dados para crianças com menos de 6 anos, ou para o uso no controlo da angina em crianças, continuam a ser insuficientes e não estão atualmente estabelecidos.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Tervalon (FAQ)


Q: Quanto tempo demora o Tervalon a começar a fazer efeito?

A informação oficial do produto descreve que a concentração máxima da substância ativa na corrente sanguínea é atingida, geralmente, entre 6 a 12 horas após uma dose única. Para atingir os níveis de estado estacionário, em que a quantidade de medicamento no organismo é consistente, são normalmente necessários cerca de 7 a 8 dias de utilização diária contínua.


Q: O Tervalon causa aumento de peso?

Os documentos regulamentares listam tanto o aumento como a diminuição de peso como reações adversas notificadas durante os ensaios clínicos. Adicionalmente, um efeito secundário comum deste medicamento é o edema periférico (inchaço), que consiste numa acumulação de líquidos que pode estar associada a alterações no peso corporal.


Q: O Tervalon pode ser tomado por pessoas com pressão arterial elevada?

Sim, as autoridades regulamentares indicaram formalmente o Tervalon para o tratamento da pressão arterial elevada (hipertensão), bem como para o controlo de certos tipos de angina (dor no peito). Está classificado como um agente anti-hipertensor.


Q: Existem alimentos ou bebidas comuns que interagem com o Tervalon?

As orientações oficiais para o doente referem que o consumo de toranja ou sumo de toranja está documentado como podendo aumentar a exposição sistémica ao medicamento, o que pode intensificar a ocorrência de efeitos secundários. Além disso, a rotulagem regulamentar documenta que o consumo de álcool pode potenciar o efeito de redução da pressão arterial do fármaco.


Q: O Tervalon pode ser utilizado a longo prazo?

Os protocolos de administração oficiais especificam que este medicamento está estruturado para uma administração oral contínua e a longo prazo para as condições crónicas para as quais está aprovado. Foi reportada evidência científica proveniente de estudos com períodos de acompanhamento de até 5 anos.


Q: O que acontece se eu me esquecer acidentalmente de tomar uma dose de Tervalon?

As orientações regulamentares oficiais descrevem um protocolo em que a dose esquecida deve ser tomada assim que possível. As diretrizes referem ainda que, se for determinado que a dose tem um atraso superior a 12 horas, a instrução regulamentar é saltar a dose esquecida e continuar com o esquema original, evitando a utilização de uma dose dupla.


Q: O Tervalon afeta o sono?

Os relatórios oficiais de ensaios clínicos incluem efeitos psiquiátricos e no sistema nervoso. Foram notificadas reações adversas como insónia (dificuldade em dormir) e sonolência nas categorias de frequência menos comuns.


Q: Posso tomar Tervalon se estiver a tomar um antidepressivo?

A rotulagem oficial documenta um risco de interação com qualquer medicamento que altere significativamente o sistema enzimático CYP3A4, que processa o Tervalon no organismo. Este risco aplica-se a qualquer medicamento coadministrado, incluindo certos antidepressivos, identificado como um inibidor forte ou moderado do CYP3A4.


Q: O Tervalon interage com o álcool?

A documentação regulamentar refere que o consumo de álcool pode resultar num efeito aditivo de redução da pressão arterial quando combinado com este medicamento. Trata-se de uma interação farmacodinâmica, o que significa que as duas substâncias afetam o organismo de formas semelhantes.


Q: Durante quanto tempo foi o Tervalon estudado em ensaios clínicos?

Estudos de larga escala e de longo prazo que exploraram resultados cardiovasculares acompanharam populações de doentes por períodos prolongados. Os relatórios oficiais de estudos clínicos indicam que as durações de acompanhamento variaram tipicamente entre 1,5 e 5 anos.


Q: Qual é a principal diferença entre o Tervalon e um suplemento?

O Tervalon é um medicamento sujeito a receita médica (MSRM) classificado como um composto farmacêutico sintético. Está sujeito a uma aprovação regulamentar governamental completa quanto à segurança e eficácia, o que difere da classificação regulamentar e dos testes exigidos para suplementos alimentares.


Q: Existem interações conhecidas entre o Tervalon e produtos à base de plantas?

Os documentos regulamentares mencionam explicitamente que o produto à base de plantas Erva de São João (Hipericão) pode interagir com o Tervalon. Isto deve-se à sua classificação como um indutor do CYP3A4, o que pode causar uma redução na quantidade de Tervalon na corrente sanguínea.


Q: Porque é que o Tervalon só está disponível mediante receita médica?

O medicamento está classificado como sujeito a receita médica porque a sua utilização segura e eficaz requer supervisão profissional. Este acompanhamento é necessário para monitorizar os efeitos do medicamento no sistema circulatório, gerir a dosagem correta e vigiar potenciais interações medicamentosas ou condições de saúde existentes.


Q: Se eu tiver uma reação alérgica ligeira, devo interromper imediatamente o Tervalon?

A informação oficial estabelece que o Tervalon é contraindicado (não deve ser utilizado) em doentes com hipersensibilidade conhecida ou alergia à substância ativa. Uma hipersensibilidade conhecida representa uma contraindicação à utilização do medicamento, conforme definido nos documentos regulamentares.


Q: Existem limitações à condução ou utilização de máquinas durante o uso de Tervalon?

A informação oficial do produto adverte que a capacidade de conduzir ou utilizar máquinas pode estar condicionada se o utilizador sentir efeitos secundários como tonturas, dores de cabeça ou fadiga. Este potencial compromisso é especialmente relevante no início do tratamento ou após um aumento da dose.


Q: O Tervalon é eficaz para todas as pessoas que o utilizam?

Os ensaios clínicos reportaram alterações medidas na pressão arterial e nos sintomas de angina quando comparados com um tratamento não ativo. Os documentos oficiais não contêm garantias relativamente ao resultado ou à magnitude do efeito para cada doente individualmente, uma vez que as respostas individuais podem variar.


Q: O Tervalon é seguro para utilizar durante a amamentação?

A informação oficial refere que a substância ativa é excretada no leite humano. Evidências de recursos de saúde governamentais sugerem que, embora a dose seja habitualmente baixa, as declarações regulamentares oficiais geralmente desaconselham a sua utilização durante a lactação devido à presença da substância ativa no leite.


Q: Os adultos mais velhos podem utilizar o Tervalon em segurança?

O medicamento está aprovado para adultos mais velhos, mas as notas regulamentares aconselham que esta população requer uma gestão cautelosa. Isto deve-se a uma diminuição documentada da depuração (eliminação) do fármaco, o que significa que é especificamente recomendada uma dose inicial reduzida para avaliação.


Q: O Tervalon pode ser utilizado por pessoas com problemas renais?

De acordo com a informação oficial, a insuficiência renal não altera significativamente a forma como o medicamento é processado no organismo. Por conseguinte, os doentes com problemas renais não necessitam, por rotina, de um ajuste da dose.


Q: O Tervalon altera o humor ou os níveis de ansiedade?

As reações adversas documentadas em ensaios clínicos incluem efeitos no sistema psiquiátrico. Alterações de humor (incluindo ansiedade e nervosismo) e depressão foram notificadas nas categorias de frequência menos comuns.


Q: Se eu parar de tomar Tervalon, os efeitos desaparecem imediatamente?

A informação farmacocinética oficial refere que a substância ativa tem uma semivida de eliminação prolongada, de 30 a 50 horas. Isto indica que o medicamento é eliminado lentamente do organismo e os seus efeitos diminuem gradualmente ao longo de um período de tempo, em vez de desaparecerem imediatamente.


Q: Quais são os sinais de um efeito secundário grave do Tervalon?

Os avisos de segurança oficiais incluem o potencial de hipotensão sintomática (queda acentuada da pressão arterial) e o risco de agravamento da angina (dor no peito). Sinais graves mencionados nos guias de aconselhamento ao doente incluem dor no peito mais frequente ou mais grave e sensações como desmaio.


Q: Existe uma versão genérica do Tervalon disponível?

Sim, o Tervalon contém a substância ativa Besilato de Anlodipina. Este composto está oficialmente disponível em versões genéricas que contêm a mesma substância ativa e estão aprovadas pelos organismos reguladores.


Q: Sabe-se se o Tervalon causa visão turva?

As reações adversas notificadas nos ensaios clínicos incluem efeitos na visão. Visão anormal, diplopia (visão dupla) e visão turva foram todas notificadas nas categorias de frequência menos comuns.


Q: Existem alterações específicas no estilo de vida recomendadas ao tomar Tervalon?

As orientações oficiais para o doente incluem frequentemente medidas gerais de estilo de vida a par da medicação. Estas medidas incluem frequentemente referências à manutenção de um peso saudável, à prática de atividade física e à moderação do consumo de sódio (sal) e de álcool.


Q: Quanto tempo demora até que o benefício total do Tervalon seja visível?

O tempo necessário para avaliar a resposta total ao medicamento é definido pelo protocolo de dosagem. Os ajustes de dose (titulações) são habitualmente utilizados para avaliar a resposta total do organismo a um novo nível de dose e não devem, geralmente, ocorrer com uma frequência superior a cada 7 a 14 dias.


Q: Sabe-se se o Tervalon causa reações cutâneas ou erupções na pele?

Sim, as reações adversas documentadas incluem vários efeitos na pele. Estes incluem reações comuns como erupção cutânea e prurido (comichão) e, em casos raros, foram notificadas condições graves como eritema multiforme no perfil de segurança oficial.

Como Tervalon deve ser armazenado e descartado?

Guia de Conservação e Eliminação: Como armazenar e eliminar o Tervalon — informações regulamentares oficiais

Requisito Declaração Regulamentar Obrigatória
Requisitos de temperatura de conservação Conservar abaixo de 25°C (temperatura ambiente controlada) ou conforme especificado (ex.: refrigerado entre 2°C e 8°C).
Proteção contra a luz e humidade Proteger da humidade e/ou proteger da luz.
Requisitos de manuseamento Não congelar ou não conservar acima da temperatura máxima indicada.
Regras de acondicionamento (se aplicável) Manter o medicamento na embalagem original e manter o recipiente bem fechado.
Estabilidade após abertura/reconstituição Eliminar decorridos X dias (ou horas) após a primeira abertura.
Segurança infantil (se indicado) Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.
Instruções de eliminação (fontes governamentais) Não deitar fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Devolver os medicamentos não utilizados ou fora de prazo numa farmácia ou num ponto de recolha autorizado.

Contexto do perfil de conservação e eliminação:

Os documentos regulamentares definem formalmente a forma como o produto deve ser armazenado, manuseado e eliminado para manter a sua qualidade e garantir a segurança. Isto inclui a indicação explícita da temperatura necessária e a proteção contra elementos como a luz e a humidade, especificando que o produto não deve ser descartado nos fluxos de resíduos comuns. Estas condicionantes obrigatórias asseguram que o medicamento permanece estável até à data de validade indicada na embalagem.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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