Teri

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Teri

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substância Ativa Terlipressina (sob a forma de acetato de terlipressina)
Forma Farmacêutica Pó liofilizado para solução injetável
Classe Farmacológica Vasoconstritor, Agonista dos recetores da vasopressina
Administração Injeção por via endovenosa (IV)
Origem Análogo sintético (Pró-fármaco)

Que tipo de medicamento é o Teri (Terlipressina)?

O medicamento Teri contém a substância ativa terlipressina, classificada de forma definitiva como um potente vasoconstritor e agonista dos recetores da vasopressina. Esta classificação confirma que a função principal do fármaco é atuar sobre os vasos sanguíneos do organismo, provocando a sua constrição. A terlipressina é produzida como um análogo sintético da neuro-hormona vasopressina, que ocorre naturalmente no corpo. Funciona como um pró-fármaco, o qual o organismo converte no agente terapêutico ativo, a L-lisina vasopressina (lipressina), após a sua injeção. Este design único de pró-fármaco, reconhecido pela sua ação prolongada, é essencial para proporcionar uma gestão circulatória estável e controlada em contextos de cuidados críticos.

Qual é a composição e forma da Terlipressina?

O Teri é um produto composto por uma única substância ativa, formulado exclusivamente para injeção, apresentando-se habitualmente como um pó liofilizado estéril para solução injetável. A única via de administração permitida é a injeção endovenosa (IV). Esta formulação é característica de medicamentos destinados a uma utilização aguda e urgente, onde a biodisponibilidade absoluta e imediata é necessária. O pó, que contém terlipressina (sob a forma de sal de acetato), inclui excipientes essenciais como o manitol para manter a estabilidade e assegurar a sua preparação como uma solução aquosa, límpida e estéril. Esta forma injetável potente diferencia-o de terapias orais menos agudas.

Qual é o objetivo geral de um vasoconstritor seletivo?

O objetivo geral da terlipressina é ajudar a estabilizar um doente que enfrente perturbações circulatórias específicas. O seu efeito primordial é a vasoconstrição esplâncnica seletiva, o que significa que o medicamento provoca um estreitamento direcionado dos vasos sanguíneos que irrigam os órgãos abdominais. Esta ação é o mecanismo fundamental utilizado para gerir complicações como hemorragias incontroladas no trato gastrointestinal devido a pressão elevada. Ao restringir o fluxo para esta área, o fármaco atua de modo a modular e reduzir a pressão anormalmente alta no sistema da veia porta. A ação focada do fármaco em recetores específicos é fundamental para o controlo de desequilíbrios circulatórios graves e para o suporte da função cardiovascular global em condições críticas.

Quais efeitos secundários são possíveis com Teri?

Efeitos secundários possíveis e informações de segurança

O perfil de segurança da terlipressina é caracterizado principalmente por reações adversas relacionadas com a sua ação como vasoconstritor potente, afetando os sistemas cardiovascular e vascular. Os efeitos secundários documentados estão categorizados por frequência e por classe de órgãos e sistemas.

Classificação de Frequência Exemplos de Reações Documentadas
Muito Frequentes (≥ 1/10) Dispneia (falta de ar, observada em alguns grupos de doentes).
Frequentes (≥ 1/100 a < 1/10) Bradicardia (ritmo cardíaco lento), hipertensão (pressão arterial elevada), dor abdominal, diarreia, náuseas, vasoconstrição periférica.
Pouco Frequentes (≥ 1/1.000 a < 1/100) Enfarte do miocárdio, insuficiência cardíaca, sépsis, sobrecarga hídrica, necrose cutânea.

As reações adversas graves documentadas incluem a insuficiência respiratória grave ou fatal, um risco que constitui um aviso importante em determinadas informações de prescrição. Outros eventos graves incluem várias formas de isquemia (por exemplo, cardíaca, mesentérica, periférica), Torsade de Pointes e sépsis ou choque sético.

As restrições de segurança e considerações para populações específicas são fundamentais para a utilização correta do medicamento. O uso é geralmente contraindicado em doentes com isquemia coronária, periférica ou mesentérica ativa, bem como em mulheres grávidas, devido ao risco de danos fetais resultantes de contrações uterinas e da diminuição do fluxo sanguíneo uterino. Além disso, recomenda-se precaução ou abstenção de uso em doentes com disfunção renal avançada (por exemplo, creatinina sérica basal ≥ 442 μmol/L) e comprometimento hepático grave (por exemplo, ACLF de Grau 3), a menos que o clínico assistente determine que o benefício supera o risco.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

As informações abaixo descrevem as manifestações oficialmente documentadas de sobre-exposição à terlipressina e as ações determinadas pelas autoridades reguladoras.

Manifestações de sobredosagem e resultados graves documentados

As manifestações de sobredosagem estão principalmente relacionadas com a vasoconstrição excessiva e os efeitos antidiuréticos do medicamento.

Sistema/Efeito Manifestações Documentadas Resultados Graves
Cardiovascular Hipertensão grave, bradicardia Isquemia cardíaca, enfarte do miocárdio, arritmias ventriculares
Respiratório Dispneia Insuficiência respiratória (incluindo casos fatais)
Vascular/Isquémico Palidez periférica Isquemia intestinal, isquemia cerebrovascular, necrose tecidular
Metabólico Hiponatremia N/A

Ações de emergência oficiais

A ação documentada para casos de sobredosagem ou para o início de reações adversas graves é a interrupção imediata da terlipressina. Esta ação é necessária perante a deteção de sinais de hipoxia (baixo nível de oxigénio) ou de qualquer agravamento de uma reação adversa isquémica (ex.: dor no peito, palidez acentuada).

Não existe um antídoto específico para a sobredosagem com terlipressina listado nas informações oficiais de prescrição. A gestão clínica consiste em tratamento sintomático e cuidados de suporte. A oximetria de pulso contínua é necessária para a monitorização do doente.

Quando procurar ajuda imediata: O aparecimento de qualquer manifestação grave, especialmente dificuldade respiratória ou sinais de isquemia, constitui uma emergência e requer atenção médica imediata.

Usos terapêuticos de Teri

O que o Teri trata: Principais Utilizações e Benefícios

Este medicamento é habitualmente utilizado na abordagem de uma condição associada à doença hepática avançada: a Síndrome Hepatorrenal com Lesão Renal Aguda (SHR-LRA). Esta patologia envolve sintomas relacionados com um declínio rápido e profundo da função renal. O benefício terapêutico apoia o alívio de sintomas ligados ao stress funcional de órgãos específicos, contribuindo para uma gestão de suporte durante períodos de sobrecarga funcional orgânica.

O Teri é também frequentemente utilizado em contexto clínico para ajudar a gerir hemorragias agudas e graves decorrentes da rutura de varizes esofágicas. Estas duas condições representam contextos que envolvem uma elevada carga sistémica onde este medicamento é aplicado. O benefício terapêutico apoia o controlo de manifestações clínicas graves relacionadas com a hemorragia e pode auxiliar na abordagem de sintomas associados a uma pressão arterial criticamente baixa. Os doentes enfrentam frequentemente sintomas relacionados com o desequilíbrio sistémico e a instabilidade circulatória. O medicamento é relevante quando a gestão de suporte dos sintomas é adequada perante stresses fisiológicos agudos.

Facto Rápido: Aplicável na Gestão de Sintomas

“A gestão de suporte ajuda os doentes a lidar de forma mais estável com as flutuações dos sintomas e auxilia na manutenção da estabilidade funcional.”

Critérios de utilização e restrições

Elegibilidade Oficial e Contraindicações

Os documentos regulamentares estabelecem exclusões absolutas (contraindicações) específicas para a utilização deste medicamento, as quais se centram principalmente na insuficiência orgânica grave, no estado reprodutivo e no historial de hipersensibilidade.

Populações Contraindicadas (Não Devem Utilizar) Restrições de Elegibilidade
Insuficiência Hepática Grave: Doentes com função hepática gravemente diminuída (ex.: Classe C de Child-Pugh).
Gravidez: Mulheres que estejam grávidas ou que planeiem engravidar.
Mulheres com Potencial Reprodutor: Não devem utilizar o medicamento a menos que utilizem métodos contracetivos eficazes e fiáveis durante o tratamento. A gravidez deve ser excluída antes do início da terapia.
Historial de Hipersensibilidade: Indivíduos com uma reação alérgica conhecida à substância ativa ou à leflunomida (que está estreitamente relacionada).
Uso Concomitante: Doentes que se encontrem atualmente sob tratamento com leflunomida.

Regras por Idade e Condições Específicas

A utilização não está estabelecida em doentes pediátricos (com idade inferior a 18 anos). Embora o medicamento seja contraindicado na insuficiência hepática grave, geralmente não é necessário proceder a ajustes na dosagem em doentes com insuficiência hepática ou renal ligeira a moderada que não estejam submetidos a diálise. As mulheres com potencial reprodutor devem manter uma contraceção eficaz e podem ser aconselhadas a submeter-se a um procedimento de eliminação acelerada após a interrupção do tratamento, até que a concentração do fármaco no plasma seja inferior a um nível de segurança especificado (habitualmente 0,02 mg/L).

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil regulamentar oficial da terlipressina documenta interações baseadas principalmente no seu efeito fisiológico combinado (interações farmacodinâmicas), em vez de vias metabólicas. As principais restrições relacionam-se com a segurança cardiovascular e a coadministração necessária para indicações específicas.

Entidade/Categoria de Interação Restrição/Resultado de Interação Documentado
Medicamentos que prolongam o intervalo QTc A coadministração pode resultar num risco aditivo e grave de prolongamento do intervalo QTc, exigindo restrições rigorosas.
Medicamentos que causam bradicardia A coadministração pode resultar em bradicardia aditiva grave (ritmo cardíaco excessivamente lento).
Outros agentes pressores / Vasoconstritores O uso concomitante pode resultar num efeito aditivo na pressão arterial, podendo causar vasoconstrição excessiva ou hipertensão.
Metabólicas (CYP/Transportadores) Não estão documentadas interações farmacocinéticas clinicamente significativas; o fármaco é eliminado por peptidases tecidulares ubíquas.
Albumina Humana A coadministração necessária para a Síndrome Hepatorrenal (SHR) exige monitorização devido ao risco aumentado de insuficiência respiratória relacionada com o volume, especialmente em doentes com sobrecarga de volume ou ACLF de Grau 3.

A restrição oficial incide sobre a combinação de terlipressina com outros medicamentos que apresentem um risco acrescido de bradicardia grave ou de prolongamento do intervalo QTc. As informações indicam que as interações metabólicas são improváveis, uma vez que a degradação do fármaco pelas peptidases tecidulares geralmente não é afetada por outros medicamentos. Uma advertência específica observa o risco aumentado de complicações relacionadas com o volume, como a insuficiência respiratória, que está associada à coadministração necessária de albumina humana para o tratamento da SHR.

Mecanismo de ação

Ativação do Pró-fármaco e Agonismo Prolongado

A terlipressina atua como um pró-fármaco inativo, que requer uma decomposição gradual por parte das peptidases endoteliais no organismo para libertar a sua forma ativa, a L-lisina vasopressina (LVP). Este processo de conversão lenta e contínua proporciona uma ativação sustentada dos recetores-alvo ao longo de várias horas, o que permite uma modulação prolongada das vias biológicas.

Estimulação Direcionada dos Recetores V1A

A molécula ativa LVP funciona como um agonista, ligando-se e estimulando os recetores V1A localizados nas células musculares lisas vasculares. Esta interação com o recetor desencadeia a cascata de sinalização da proteína Gq, iniciando um aumento do cálcio intracelular (Ca^2+) que faz com que o músculo liso se contraia.

Vasoconstrição Esplâncnica Seletiva

A contração resultante do músculo liso produz uma vasoconstrição focada principalmente na circulação esplâncnica — os vasos sanguíneos que abastecem os órgãos abdominais. Ao restringir o fluxo de entrada nesta área, o fármaco modula a atividade da via no fluxo sanguíneo regional da circulação esplâncnica. Esta ação conduz diretamente a uma redução da pressão no sistema da veia porta.

Modulação da Hemodinâmica Geral

Para além da sua ação direcionada, o mecanismo influencia o equilíbrio sistémico global através do aumento da resistência vascular sistémica. No entanto, o fármaco também mantém alguma atividade residual nos recetores V2 nos rins, o que pode modular a reabsorção de água e representa uma limitação mecanística na sua seletividade.

Informações sobre dosagem e administração

Como Utilizar o Teri: Orientações Oficiais de Administração

O Teri (teriparatida) é administrado através de uma injeção subcutânea diária. As instruções oficiais de utilização estabelecem um procedimento específico para garantir a dosagem, a técnica e a segurança corretas, conforme delineado pelas diretrizes regulamentares.

Dose e Via de Administração

A dose necessária é de 20 mcg, administrada uma vez por dia. O medicamento deve ser aplicado exclusivamente por injeção subcutânea na coxa ou na região abdominal, não estando aprovado para utilização intravenosa ou intramuscular. Antes da injeção, a solução deve ser inspecionada visualmente; o medicamento não deve ser utilizado se apresentar aspeto turvo, corado ou se contiver partículas sólidas, devendo ser sempre límpido e incolor.

Condições do Procedimento

As primeiras doses devem ser administradas enquanto o doente se encontra sentado ou deitado, seguindo condições procedimentais específicas definidas na rotulagem oficial. Relativamente ao limite de duração, o medicamento não deve ser utilizado por mais de 2 anos ao longo da vida de um doente. A ultrapassagem desta duração total apenas deve ser considerada caso o doente permaneça ou regresse a um risco elevado de fratura. Este medicamento não se destina a utilização em doentes pediátricos (menores de 18 anos) ou em jovens adultos cujos ossos ainda se encontrem em fase de crescimento (com epífises abertas).

Em Caso de Omissão de uma Dose

Se uma dose for esquecida, os doentes não devem tomar uma dose dupla para compensar a falta. O doente deve simplesmente retomar o esquema regular de uma injeção por dia no dia seguinte. Embora o medicamento possa ser tomado a qualquer hora do dia, o horário da injeção diária deve manter-se consistente.

Evidência clínica recente

Evidências de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre a Terlipressina


Evidência de Ensaios para a Síndrome Hepatorrenal com Lesão Renal Aguda (SHR-LRA)

A base de investigação clínica para a terlipressina no contexto da Síndrome Hepatorrenal com Lesão Renal Aguda (SHR-LRA) envolve principalmente ensaios clínicos aleatorizados (ECA) de curto prazo. Estes estudos analisaram a forma como o medicamento se compara a um placebo em adultos com doença hepática avançada que apresentam um declínio rápido da função renal. Os investigadores monitorizaram desfechos de monitorização do esforço ou stresse fisiológico e focaram-se na questão de saber se os doentes atingiam critérios específicos para a reversão da função renal, a qual foi avaliada através de reduções específicas nos níveis de creatinina sérica. A investigação monitorizou medições relacionadas com a frequência da terapia de substituição renal (TSR) entre os grupos de estudo durante o período de tratamento agudo.

Os estudos reportaram padrões nos quais as metas de redução da creatinina sérica pré-definidas foram atingidas com maior frequência no grupo de tratamento do que nos grupos placebo. Os ensaios desenharam o período de observação para o desfecho renal primário ao longo da curta duração da fase de tratamento, frequentemente até duas semanas. Os resultados relacionados com desfechos prolongados dos doentes, como a sobrevivência a longo prazo, foram mistos entre os principais ensaios.

Evidência de Ensaios para Hemorragia Aguda e Grave de Varizes Esofágicas

Para o tratamento da hemorragia aguda e grave por rutura de varizes esofágicas, a investigação tem explorado o medicamento através de ensaios clínicos aleatorizados (ECA), comparando-o frequentemente com um placebo ou outros agentes vasoativos. Estes estudos foram realizados durante períodos de maior atividade dos sintomas e focaram-se em dois desfechos principais: a mortalidade por todas as causas em pontos de acompanhamento de curto prazo (como os primeiros cinco dias) e a obtenção da hemóstase inicial (paragem da hemorragia ativa) num intervalo de 24 a 48 horas. Dados de revisões sistemáticas e de múltiplos ensaios contiveram observações relativas à mortalidade por todas as causas durante o evento hemorrágico agudo em comparação com doentes que receberam placebo ou nenhum tratamento vasoativo.


Que Lacunas na Investigação e Incertezas Persistem

As revisões científicas destacam várias áreas onde o grau de certeza permanece baixo ou a investigação ainda está em desenvolvimento. Uma limitação fundamental é que é escassa a evidência comparativa para a terlipressina face a todos os padrões de tratamento contemporâneos para ambas as indicações. Além disso, existe informação limitada sobre resultados a longo prazo, particularmente no que diz respeito à sobrevivência do doente para além da fase aguda imediata do tratamento. Uma vez que a qualidade da evidência varia entre os estudos e as amostras foram modestas em algumas das investigações comparativas mais antigas, permanece a incerteza quanto à aplicação ampla de achados específicos dos ensaios.

Perguntas frequentes (FAQ)

Questões frequentes sobre a terlipressina (FAQ)


P: A terlipressina é um tipo de antibiótico?

R: A terlipressina não é um antibiótico. As classificações regulamentares oficiais descrevem-na como um potente vasoconstritor e um agonista dos recetores da vasopressina. Isto significa que a função do medicamento é promover o estreitamento dos vasos sanguíneos, conforme descrito nas classificações oficiais.


P: A terlipressina causa aumento ou perda de peso?

R: O aumento de peso é mencionado nos documentos regulamentares oficiais como uma reação adversa grave, frequentemente associada a uma condição conhecida como edema (inchaço) ou sobrecarga de líquidos. A perda de peso não está listada entre os efeitos secundários comuns ou documentados nos materiais regulamentares oficiais.


P: Que tipo de dor é descrita como efeito secundário da terlipressina?

R: O tipo de dor mais frequentemente reportado nas fontes oficiais são as cólicas abdominais ou dor abdominal. Dores menos comuns relacionam-se com a isquemia (fluxo sanguíneo reduzido) no coração, no mesentério ou nos membros, o que é assinalado como um efeito secundário grave e menos frequente.


P: Qual é a percentagem de pessoas que sofrem os efeitos secundários graves mencionados no folheto?

R: Os documentos regulamentares classificam a frequência dos efeitos secundários utilizando categorias para descrever a regularidade com que ocorrem. Por exemplo, espera-se que um evento classificado como "Frequente" ocorra em, pelo menos, 1 em cada 100 pessoas, mas em menos de 1 em cada 10. Um evento "Pouco frequente" ocorre em, pelo menos, 1 em cada 1.000 pessoas, mas em menos de 1 em cada 100, de acordo com a definição oficial.


P: Por que motivo é importante compreender o mecanismo de ação da terlipressina?

R: É importante compreender o mecanismo do medicamento porque os documentos oficiais descrevem o fármaco como um potente vasoconstritor. Esta ação é a base fundamental tanto para os seus efeitos terapêuticos pretendidos como para os seus potenciais efeitos secundários, conforme descrito nos avisos regulamentares.


P: De que forma a terlipressina se diferencia de outros medicamentos semelhantes?

R: A terlipressina é descrita nas propriedades farmacológicas oficiais como um pró-fármaco sintético que é gradualmente convertido pelo organismo no agente terapêutico ativo, a L-lisina vasopressina. Este processo de conversão está associado aos efeitos sustentados do medicamento ao longo de várias horas, conforme destacado na descrição do produto.


P: O nome comercial Teri é a única versão ou existe outro nome?

R: A substância ativa é conhecida pelo nome genérico terlipressina. Está disponível sob vários nomes comerciais, tais como Terlivaz nos Estados Unidos, dependendo do país ou região de utilização.


P: Com que rapidez a terlipressina começa a atuar?

R: Os dados clínicos indicam que os efeitos em parâmetros como a pressão arterial e a frequência cardíaca podem iniciar-se logo aos cinco minutos após a administração. A alteração máxima nos efeitos medidos é habitualmente observada entre 1,2 a 2 horas após a administração.


P: A terlipressina afeta os níveis de açúcar no sangue?

R: Os documentos regulamentares oficiais listam a observação de hiperglicemia, ou açúcar elevado no sangue, como um efeito indesejável muito raro. Isto significa que foi notado nalguns doentes, embora não seja considerado comum.


P: Qual é a duração máxima de utilização da terlipressina?

R: De acordo com a rotulagem regulamentar oficial para o tratamento da Síndrome Hepatorrenal (SHR), o tratamento não deve exceder os 14 dias ou terminar 24 horas após a função renal do doente cumprir os critérios de recuperação especificados, conforme limitado pelo rótulo regulamentar.


P: Existem efeitos a longo prazo conhecidos da toma de terlipressina?

R: O medicamento está oficialmente aprovado para gestão aguda de curto prazo, com uma duração máxima habitualmente limitada a 14 dias. Devido a esta curta duração de utilização, os efeitos oficiais a longo prazo não são rotineiramente documentados ou estudados nos ensaios regulamentares para as indicações aprovadas.

Como Teri deve ser armazenado e descartado?

Como conservar e eliminar a terlipressina

O medicamento, terlipressina, deve ser conservado sob condições específicas de refrigeração para manter a sua eficácia, conforme exigido pela rotulagem regulamentar.

Condições e Requisitos de Conservação

  • Temperatura: Os frascos por abrir devem ser conservados no frigorífico, a um intervalo de temperatura controlado entre 2 °C e 8 °C (36 °F a 46 °F). O produto não deve ser congelado.
  • Proteção: Os frascos devem ser mantidos na sua embalagem exterior de origem para proteger o medicamento da luz até ao momento da utilização.
  • Estabilidade: Se a solução for reconstituída e não for administrada imediatamente, pode ser conservada sob refrigeração (2 °C a 8 °C) por um período máximo de 48 horas.

Instruções de Eliminação

  • Gestão de Resíduos: Qualquer medicamento não utilizado ou fora do prazo de validade deve ser eliminado de acordo com os requisitos regulamentares locais.
  • Segurança Ambiental: Para evitar a contaminação ambiental, o produto não diluído não deve atingir águas subterrâneas, cursos de água ou a rede de esgotos.
  • Segurança Infantil: O medicamento deve ser mantido fora da vista e do alcance das crianças.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

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