Tergum

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Tergum

Opção de tratamento: Infection

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Tergum

O que é o Tergum?

Propriedade Descrição
Princípio ativo Ivermectina
Formas farmacêuticas Comprimidos orais, creme tópico, loção tópica
Classe farmacológica Agente antiparasitário, Lactona macrocíclica
Objetivo geral Eliminação de infestações parasitárias internas e externas
Origem Semissintética (derivada de Streptomyces avermitilis)

Tergum: Definição e Classificação Farmacológica

O Tergum é um medicamento definido pelo seu princípio ativo único, a Ivermectina, que é reconhecida como um potente agente anti-helmíntico semissintético. Pertence à classe das lactonas macrocíclicas, uma família distinta de fármacos com eficácia clinicamente comprovada contra diversas doenças parasitárias. O fármaco é classificado primariamente como um agente antiparasitário de largo espetro, destinado à eliminação de organismos patogénicos em seres humanos. É também classificado funcionalmente como escabicida e pediculicida, sublinhando a sua eficácia contra infestações externas, como ácaros e piolhos.

Composição e Formas Disponíveis

A origem da ivermectina é cientificamente definida como semissintética, sendo quimicamente derivada dos produtos de fermentação da bactéria do solo Streptomyces avermitilis. O Tergum é disponibilizado como um produto de princípio ativo único em múltiplas formas farmacêuticas, que incluem o comprimido oral para tratamento sistémico interno e preparações tópicas, como creme ou loção, para aplicação direta na superfície da pele. Esta versatilidade garante que o medicamento possa tratar infestações que se manifestam tanto interna como externamente.

Objetivo Geral e Intenção Terapêutica

O objetivo geral do Tergum é proporcionar a eliminação e resolução eficaz e direcionada de infestações parasitárias em seres humanos. Esta utilidade é amplamente confirmada por organismos de saúde globais; a Ivermectina faz parte da Lista de Medicamentos Essenciais da Organização Mundial da Saúde (OMS), o que sinaliza a sua importância estabelecida para a saúde pública. O mecanismo do fármaco baseia-se na toxicidade seletiva, explorando sistemas neuro-musculares exclusivos do parasita para induzir uma paralisia rápida e assegurar a eliminação do organismo.

Quais efeitos secundários são possíveis com Tergum?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

O perfil de segurança oficial do Tergum (Ivermectina) classifica as potenciais reações adversas com base na sua frequência de ocorrência e no sistema fisiológico afetado, aderindo às normas regulamentares.


Frequência e Classes de Sistemas de Órgãos

As reações documentadas com maior frequência afetam as Classes de Sistemas de Órgãos de Doenças Gastrointestinais e Doenças do Sistema Nervoso. As reações são categorizadas como Frequentes se ocorrerem em, pelo menos, 1 em cada 100 pacientes tratados. Estas incluem efeitos como fadiga, tonturas, sonolência, náuseas, vómitos, diarreia, prurido e erupção cutânea. Com menor frequência, as reações são classificadas como Pouco Frequentes, tais como leucopenia, tremores e vertigens.

Para as formas tópicas, os efeitos são essencialmente locais, incluindo irritação cutânea e eritema no local de aplicação.


Reações Graves e Padrões Específicos de Segurança

Existem registos de reações adversas raras e graves cuja frequência é classificada como Desconhecida, incluindo reações cutâneas graves como a Necrólise Epidérmica Tóxica e a Síndrome de Stevens-Johnson. O comprometimento hepático, evidenciado pelo aumento dos níveis de enzimas do fígado, também é assinalado.

Exclusiva do tratamento de certas infeções parasitárias é a reação de Mazzotti, um conjunto de sintomas — incluindo febre, erupção cutânea e dores articulares — que é tipicamente observado após a primeira dose do comprimido oral e que está relacionado com a morte rápida das microfilárias.

Restrições e Limitações

O medicamento é contraindicado em indivíduos com hipersensibilidade conhecida à substância ativa. Observam-se também restrições populacionais específicas: a segurança e a eficácia do comprimido oral não estão estabelecidas para pacientes pediátricos com peso inferior a 15 kg. É recomendada precaução na utilização em indivíduos com função comprometida da barreira hematoencefálica.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Manifestações de Sobredosagem e Resultados Graves

A sobredosagem de Tergum, definida como uma sobre-exposição significativa, acidental ou intencional, está associada a um perfil específico de sinais clínicos documentados. As manifestações iniciais incluem frequentemente distúrbios gastrointestinais, tais como náuseas, vómitos, diarreia e dor abdominal. Outros sinais sistémicos podem incluir dores de cabeça, tonturas, astenia (fraqueza geral), erupção cutânea e edema.

O perfil clínico destaca explicitamente o potencial para resultados graves e possivelmente fatais. Estas manifestações graves envolvem o sistema nervoso central, incluindo ataxia (perda de coordenação), tremores, convulsões e coma. O colapso cardiovascular, definido como hipotensão (tensão arterial baixa), e a dispneia (dificuldade respiratória) estão também documentados como efeitos tóxicos críticos.


Ação de Emergência Obrigatória

Devido ao potencial de toxicidade grave, é determinado que os indivíduos devem procurar assistência médica imediata e contactar um centro de informação antivenenos ou os serviços de emergência imediatamente em caso de suspeita de sobredosagem. Note-se que não se conhece um antídoto específico para a sobredosagem por Ivermectina.

Consequentemente, as medidas de gestão focam-se estritamente no tratamento sintomático e de suporte. Os procedimentos descritos podem envolver a administração de carvão ativado ou a realização de uma lavagem gástrica, seguidos de uma observação rigorosa contínua ou monitorização hospitalar para controlar os sinais vitais.

Usos terapêuticos de Tergum

O que o Tergum trata: principais utilizações e benefícios

O Tergum, que contém Ivermectina, é aplicado na abordagem de múltiplas condições causadas por parasitas e artrópodes que se manifestam através de desconforto sistémico ou localizado. A forma oral é geralmente utilizada para ajudar no controlo de duas infeções parasitárias internas importantes. O medicamento desempenha um papel na gestão de condições associadas a episódios agudos ou disruptivos em diversos domínios terapêuticos.

É frequentemente utilizado para ajudar em infestações como a escabiose (sarna) e a pediculose (piolhos), no tratamento de infeções por vermes internos como a estrongiloidíase, e pode fazer parte da gestão sintomática de doenças tropicais negligenciadas, incluindo a oncocercose (cegueira dos rios) e a filariose linfática. Esta abordagem terapêutica é relevante quando os sintomas se tornam temporariamente desgastantes, proporcionando um alívio de suporte quando as manifestações interferem com o funcionamento diário.

Facto Rápido: Alívio do Prurido Intenso

O Tergum é comummente utilizado na gestão de condições caracterizadas por sintomas relacionados com estados inflamatórios ou irritativos, nomeadamente a comichão (prurido) intensa e persistente e as manifestações cutâneas associadas a infestações por parasitas e ácaros.

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar o Tergum? (Ivermectina)

A elegibilidade para a utilização do Tergum é estritamente regulamentada, definindo populações específicas que devem evitar o medicamento (contraindicações) e aquelas que requerem uma utilização condicionada com base na idade ou no estado de saúde subjacente.


Contraindicações e Exclusões

O Tergum está contraindicado em pacientes com historial conhecido de hipersensibilidade (alergia) à Ivermectina ou a qualquer componente da formulação. O medicamento está, de um modo geral, contraindicado em pacientes grávidas e não é recomendado para mulheres que se encontrem a amamentar durante a primeira semana após o parto.


Restrições Baseadas na Idade e Condição Médica

Grupo Populacional Estado de Elegibilidade
Crianças A utilização oral não está estabelecida para crianças com peso inferior a 15 quilogramas.
Idosos Geralmente permitida, mas é necessária precaução devido ao maior potencial de declínio das funções hepática ou renal relacionado com a idade.
Coinfeção por Loa loa A utilização é restrita devido ao risco de reações neurológicas adversas graves (neurotoxicidade).
Imunocomprometidos A eficácia muitas vezes não está estabelecida e a cura pode não ser alcançável em pacientes gravemente imunocomprometidos, como aqueles com VIH.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil de interações do Tergum (Ivermectina) está oficialmente documentado com base nos mecanismos farmacocinéticos e farmacodinâmicos que podem alterar a exposição sistémica ou causar efeitos aditivos. Não existem produtos medicinais formalmente listados como contraindicados para a administração conjunta nas principais diretrizes regulamentares.


Padrões de Interação Farmacocinética

A exposição sistémica da Ivermectina é suscetível a alterações quando administrada em conjunto com certos medicamentos. O princípio ativo é um substrato para a enzima CYP3A4 e para o transportador de efluxo glicoproteína-P. Consequentemente, a coadministração com inibidores potentes da CYP3A4 pode aumentar as concentrações plasmáticas da Ivermectina ao reduzir a sua depuração metabólica. Por outro lado, os indutores da CYP3A4 podem diminuir essas concentrações. Do mesmo modo, os inibidores da glicoproteína-P podem resultar num aumento da absorção e da exposição sistémica.

Considerações de Administração e Farmacodinâmicas

A administração do comprimido oral com alimentos aumenta a sua biodisponibilidade e a consequente exposição sistémica. Esta é uma interação farmacocinética documentada e relacionada com o método de administração. Uma consideração farmacodinâmica fundamental envolve o risco de depressão aditiva do Sistema Nervoso Central quando a Ivermectina é coadministrada com outros fármacos depressores do sistema nervoso, incluindo o álcool. Além disso, pacientes com função hepática comprometida podem apresentar uma maior exposição sistémica, o que é um fator relevante na avaliação do risco global de interações medicamentosas.

Mecanismo de ação

Alvo Molecular e Inibição da Proliferação de Células Imunitárias

O Tergum atua como um inibidor reversível e seletivo da enzima di-hidroorotato desidrogenase (DHODH), que se encontra na membrana mitocondrial interna. A DHODH é um componente crucial da via de síntese de novo das pirimidinas. Esta intervenção molecular bloqueia a geração essencial de pirimidinas, que são os elementos fundamentais necessários para o ADN e o ARN em células em proliferação.

Dado que os linfócitos T e B ativados dependem fortemente desta via para a sua proliferação, a inibição conduz a um efeito citostático que abranda a expansão e o crescimento clonal destas células imunitárias de elevada atividade.

Impacto na Migração de Células Imunitárias Ativadas

Ao limitar a proliferação e reduzir o número de células imunitárias ativadas na circulação periférica, o mecanismo ajuda a controlar a reserva sistémica destas populações celulares. Esta redução na reserva periférica resulta numa diminuição do movimento e da infiltração de células imunitárias ativadas através da barreira hematoencefálica para o sistema nervoso central (SNC), alterando, desta forma, a presença de células imunitárias no SNC.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Tergum

O Tergum (Ivermectina) é utilizado de acordo com vias de administração e padrões de frequência específicos, determinados pela formulação oficial e pela indicação clínica. O medicamento é administrado de forma sistémica por via oral ou de forma local através de aplicação tópica. O padrão de utilização está estritamente definido pelas diretrizes regulamentares.


Administração e Dosagem

Comprimidos Orais

O Tergum oral é fornecido em comprimidos de 3 mg e a dose é calculada com base no peso corporal do paciente. No caso de infeções parasitárias como a estrongiloidíase, é geralmente administrada uma dose única de aproximadamente 200 microgramas por quilo.

Os comprimidos orais devem ser tomados com o estômago vazio, acompanhados por água, para garantir a correta absorção sistémica. O tratamento para a estrongiloidíase consiste tipicamente num ciclo de dose única. Para condições como a oncocercose, pode ser necessário repetir o tratamento em intervalos que podem ir de três meses a, habitualmente, 12 meses para a gestão crónica. A forma oral não é geralmente recomendada para crianças com peso inferior a 15 kg.

Preparações Tópicas

As formas tópicas destinam-se a condições externas e seguem uma dosagem baseada na aplicação. O creme tópico a 1% é utilizado para o tratamento da rosácea, sendo aplicado uma vez por dia. Deve aplicar-se uma quantidade semelhante ao tamanho de uma ervilha nas áreas faciais afetadas, evitando os olhos e os lábios. Esta utilização pode prolongar-se por um período de longa duração.

A loção tópica a 0,5% é utilizada para a pediculose (piolhos) num ciclo de utilização única. A loção é aplicada no cabelo e couro cabeludo secos, deve atuar durante 10 minutos e é depois enxaguada com água. Esta forma está aprovada para utilização em crianças com idade igual ou superior a 6 meses.

Evidência clínica recente

Evidência Científica / Visão Geral dos Estudos sobre o Tergum

Evidência no Tratamento de Infeções por Vermes Parasitários

A evidência científica disponível para a forma oral do Tergum inclui Ensaios Clínicos Aleatorizados, revisões sistemáticas e estudos observacionais de grande escala que analisaram duas condições principais: a estrongiloidíase (infeção por nemátodos intestinais) e a oncocercose (cegueira dos rios). Para a estrongiloidíase, os estudos monitorizaram padrões relacionados com a cura parasitológica em pacientes adultos. A investigação registou medições das taxas de depuração observadas e comparou-as com as de outros agentes anti-helmínticos. No entanto, a investigação que explora a persistência a longo prazo da eliminação do parasita não está ainda bem caracterizada.

Relativamente à oncocercose, a evidência deriva de programas de administração em massa de medicamentos de longo prazo e larga escala. Estes estudos monitorizaram populações amplas, medindo a redução da carga microfilarial na pele e alterações nas taxas de transmissão da doença ao longo do tempo. Esta investigação fornece o contexto sobre a utilidade do fármaco em estratégias de saúde pública destinadas ao controlo da doença ao nível da comunidade.


Evidência na Abordagem de Infestações Externas

A investigação que explora a utilização do Tergum para condições externas, tais como a escabiose (sarna) e a pediculose (piolhos), consiste em Ensaios Clínicos Aleatorizados que comparam as formas oral e tópica com os tratamentos tópicos padrão. Estes estudos focaram-se em dois resultados principais: a eliminação parasitológica e a cura clínica (resolução dos problemas cutâneos associados). Os estudos monitorizaram o estado dos pacientes durante um período de duração intermédia, habitualmente até 12 semanas, para avaliar as alterações nas taxas de eliminação.


Evidência para o Tratamento Tópico da Rosácea

A evidência para a formulação em creme tópico centra-se na rosácea papulopustulosa em pacientes adultos, baseando-se em ensaios clínicos principais, aleatorizados e duplamente cegos. Os investigadores mediram o sucesso com base na pontuação da Avaliação Global pelo Investigador e na alteração da contagem de lesões inflamatórias. Os ensaios principais registaram medições da taxa de sucesso da avaliação global que foram comparadas entre o creme e o controlo inativo. No entanto, a investigação limita-se à formulação tópica, fornecendo dados específicos limitados sobre o efeito do fármaco na vermelhidão facial persistente (eritema).

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Tergum (FAQ)

P: O Tergum é considerado um tratamento de curta ou longa duração?

R: A duração necessária do tratamento com Tergum não é padronizada e depende inteiramente da condição específica a ser tratada. Para algumas infeções parasitárias, as instruções oficiais descrevem o tratamento como uma dose única. Inversamente, para condições crónicas como a oncocercose ou a rosácea, o tratamento pode envolver doses repetidas ao longo de 3 a 12 meses ou o uso contínuo da formulação tópica.

P: O Tergum afeta a função hepática?

R: Documentos oficiais indicam que o uso de Tergum tem sido associado a efeitos na função do fígado. Isto pode ser evidenciado por níveis elevados de enzimas hepáticas. Os dados de segurança também referem que reações adversas graves incluíram hepatite aguda, que é uma forma de inflamação do fígado.

P: Porque é que o Tergum não é recomendado para crianças?

R: De acordo com a informação oficial do produto, a segurança e eficácia da formulação em comprimido oral não foram estabelecidas para pacientes pediátricos com peso inferior a 15 kg. Esta restrição baseia-se na ausência de dados suficientes para a utilização nessa população específica.

P: Que tipo de investigação foi realizada sobre o uso a longo prazo do Tergum?

R: Os estudos sobre a utilização a longo prazo do Tergum derivam principalmente de esforços de saúde pública em larga escala. Por exemplo, a evidência científica inclui programas de administração em massa de medicamentos de longa duração realizados para condições como a oncocercose para monitorizar o controlo da doença na comunidade.

P: Quais são os possíveis efeitos secundários a longo prazo mencionados nos dados oficiais?

R: Os documentos de referência categorizam tipicamente as reações adversas pela frequência com que ocorrem e não pela sua persistência. Embora os dados oficiais não classifiquem especificamente os efeitos como sendo de longa duração, a monitorização da segurança em condições crónicas tem sido realizada no âmbito de programas alargados de administração em massa.

P: O Tergum pode ser utilizado com outros tratamentos para a mesma condição?

R: O perfil de interações documenta principalmente como o Tergum interage com outros medicamentos através de mecanismos farmacocinéticos, que se referem à forma como o corpo processa o fármaco. O uso concomitante de Tergum com qualquer outro produto terapêutico requer uma avaliação profissional, dada a possibilidade de alteração na exposição sistémica ou de efeitos aditivos.

P: Qual a diferença entre o Tergum e outros medicamentos comuns para a mesma condição?

R: A substância ativa do Tergum pertence à classe das lactonas macrocíclicas, o que o distingue quimicamente de muitos outros agentes antiparasitários. O seu mecanismo baseia-se na toxicidade seletiva, o que significa que atua sobre sistemas nervosos e musculares únicos do parasita para induzir paralisia e garantir a eliminação do organismo do corpo.

P: O Tergum é geralmente seguro para pessoas com problemas renais?

R: Os dados farmacocinéticos oficiais, que descrevem como o corpo lida com o medicamento, indicam que menos de 1% da dose administrada é excretada através da urina. A maioria do fármaco é eliminada através das fezes. No entanto, é aconselhada precaução em idosos que possam apresentar um declínio geral da função renal relacionado com a idade.

P: O que acontece se eu me esquecer de tomar o Tergum um dia?

R: As instruções oficiais indicam que, se uma dose for esquecida, esta pode ser tomada assim que se lembrar. Contudo, se estiver quase na hora da dose seguinte, a dose esquecida deve ser ignorada. É desaconselhada a toma de doses duplas ou extra para compensar uma dose em falta.

P: O Tergum está disponível como medicamento genérico?

R: Sim, registos oficiais confirmam que versões genéricas da formulação em comprimido oral contendo Ivermectina estão aprovadas e disponíveis, constituindo opções válidas para os pacientes.

P: Pessoas com tensão arterial elevada podem utilizar o Tergum?

R: A hipertensão não está listada como uma exclusão formal para o uso do medicamento. No entanto, dados oficiais de segurança indicam que o fármaco tem sido associado a efeitos como a hipotensão, ou tensão arterial baixa, nalguns pacientes.

P: Existem interações conhecidas entre o Tergum e suplementos à base de plantas?

R: Não existem interações específicas documentadas entre o Tergum e suplementos individuais. Contudo, uma vez que a administração conjunta com qualquer outro produto pode afetar a forma como o corpo processa o fármaco, qualquer combinação deve ser discutida com um profissional de saúde.

P: Se estiver a tomar Tergum, ainda posso conduzir?

R: A informação oficial do produto aconselha precaução em atividades que exijam atenção total. Como o Tergum pode causar efeitos secundários como tonturas ou sonolência, recomenda-se que os pacientes sejam cautelosos ao realizar atividades potencialmente perigosas, como conduzir ou operar máquinas.

P: É normal sentir uma ligeira dor de cabeça após iniciar o Tergum?

R: A dor de cabeça é um efeito secundário reportado nos documentos oficiais de segurança do Tergum. Em pacientes tratados para certas infeções por filárias, a dor de cabeça pode ser observada especificamente como um sintoma comum que faz parte da reação pós-tratamento.

P: Quanto tempo duram os efeitos de uma toma de Tergum?

R: Após uma dose oral única, a semivida plasmática do Tergum é de aproximadamente 18 horas. Esta é uma medida que indica o tempo necessário para que a concentração da substância ativa no corpo seja reduzida para metade.

P: Qual é a diferença entre o Tergum e um placebo nos ensaios clínicos?

R: Nos ensaios clínicos, o medicamento demonstrou maior eficácia no alcance de objetivos clínicos específicos quando comparado com um controlo inativo ou placebo. Estes objetivos incluíram medidas definidas como as taxas de sucesso na Avaliação Global pelo Investigador para a rosácea e taxas de eliminação parasitológica para certas infeções.

P: Posso tomar Tergum se também tomar aspirina?

R: O perfil oficial de interações não lista a aspirina como uma interação formal específica. No entanto, todos os medicamentos administrados em conjunto, incluindo produtos comuns de venda livre, podem necessitar de revisão por um profissional de saúde para avaliar a segurança global.

P: O Tergum está disponível sem receita médica nalguns locais?

R: A substância ativa do Tergum é classificada como um medicamento sujeito a receita médica em muitos países para uso humano. Este estatuto significa que só está legalmente disponível quando prescrito por um profissional de saúde licenciado.

P: Houve atualizações recentes nos avisos oficiais de segurança do Tergum?

R: As agências de saúde acompanham e revêem continuamente o perfil de segurança de todos os medicamentos. Atualizações oficiais ou avisos de saúde pública relacionados com novos dados são emitidos sempre que necessário.

P: Como é monitorizada a utilização do Tergum nos pacientes?

R: A monitorização pode envolver a avaliação do estado de saúde geral do paciente, particularmente a função hepática. O acompanhamento é frequentemente realizado para verificar a eliminação da infeção ou a resolução da condição tratada.

P: O Tergum afeta os padrões de sono?

R: O perfil oficial de segurança lista a sonolência como um efeito secundário comummente reportado que pode afetar o estado de vigília. O impacto total nos padrões de sono para além da sonolência não está detalhado especificamente nas listagens de efeitos secundários comuns.

P: Como é acompanhada a segurança do Tergum após o lançamento no mercado?

R: O acompanhamento da segurança é gerido através do processo de farmacovigilância. Trata-se de um sistema onde os organismos de saúde monitorizam e avaliam continuamente os dados sobre suspeitas de efeitos secundários após o medicamento estar disponível para o público.

P: O Tergum tem interações conhecidas com medicamentos comuns para a constipação ou gripe?

R: O perfil oficial lista potenciais interações com certos medicamentos de venda livre que podem ser encontrados em remédios para a gripe ou constipação. Para garantir o uso adequado, a administração conjunta deve ser revista por um profissional de saúde.

P: Que tipo específico de dor ou desconforto o Tergum trata?

R: O objetivo principal do medicamento é a resolução de infestações parasitárias internas e externas. Qualquer alívio de dor ou desconforto é secundário ao tratamento da infeção ou condição subjacente, como a redução das lesões cutâneas associadas à rosácea.

P: O Tergum está relacionado com medicamentos mais antigos que foram descontinuados?

R: A substância ativa do Tergum é cientificamente definida como sendo derivada das avermectinas. Esta é uma família de compostos que teve origem na bactéria do solo Streptomyces avermitilis, inserindo-o numa classe estabelecida de agentes antiparasitários.

P: Existe um folheto informativo para o paciente disponível para o Tergum?

R: Sim, é obrigatória a disponibilização de um Folheto Informativo que faculta ao paciente dados detalhados e oficiais sobre o uso correto e a segurança do medicamento.

Como Tergum deve ser armazenado e descartado?

Como Conservar e Eliminar o Tergum

Os requisitos de conservação e eliminação do Tergum (Ivermectina) estão estritamente definidos para garantir a estabilidade do produto e a segurança dos utilizadores.


Requisitos Oficiais de Conservação

O Tergum deve ser conservado a uma temperatura ambiente controlada, especificamente entre os 20°C e os 25°C. O produto deve ser protegido da luz e da humidade, sendo mantido na sua embalagem original, que deve estar bem fechada. É obrigatório manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças, bem como evitar a congelação ou a exposição a calor excessivo.


Instruções de Eliminação

Para eliminar o Tergum não utilizado ou fora do prazo de validade, o procedimento recomendado é utilizar um programa de retoma de medicamentos, como os pontos de recolha existentes nas farmácias. Caso não esteja disponível uma opção de retoma, o produto deve ser removido da sua embalagem, misturado com uma substância indesejável (como borras de café ou terra) e, em seguida, colocado num saco selado para eliminação no lixo doméstico, evitando sempre a libertação para as águas residuais.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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