Surlid

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Surlid

Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Surlid

Surlid, cujo princípio ativo é a roxitromicina, é um agente antimicrobiano sujeito a receita médica pertencente à classe dos antibióticos macrólidos. A sua função principal é suprimir o crescimento de bactérias patogénicas responsáveis por infeções bacterianas sistémicas.

Propriedade Descrição
Substância Ativa Roxitromicina
Forma Farmacêutica Comprimido revestido por película; Suspensão oral
Classe Farmacológica Antibiótico macrólido; Agente antibacteriano
Origem Semissintética (derivada da eritromicina)

O que é o antibiótico macrólido roxitromicina?

A roxitromicina é especificamente identificada como um antibiótico macrólido semissintético, o que significa que a sua estrutura química deriva da substância natural eritromicina, tendo sido refinada quimicamente para melhorar as suas propriedades. A classificação como macrólido define o mecanismo pelo qual o fármaco interfere com o ciclo de vida das bactérias patogénicas. A roxitromicina é clinicamente reconhecida pela sua eficácia contra organismos que habitualmente causam infeções no trato respiratório e na pele. Ao contrário da eritromicina original, esta versão semissintética oferece uma melhor absorção por via oral e uma ação mais prolongada, propriedades fundamentadas por estudos farmacológicos.

Composição e apresentação do medicamento

A preparação farmacêutica Surlid é um medicamento com uma única substância ativa, contendo apenas a roxitromicina. É disponibilizado principalmente para a via oral em formas farmacêuticas comuns, tais como o comprimido revestido por película ou a suspensão oral. A utilização de um comprimido revestido por película é uma característica de design que visa proteger o composto do ambiente ácido do estômago, assegurando a distribuição sistémica eficaz da substância ativa por todo o corpo.

Objetivo terapêutico geral e ação principal

O objetivo terapêutico fundamental do Surlid é o tratamento de infeções bacterianas sistémicas através do controlo do crescimento microbiano. O fármaco atua como um inibidor da síntese proteica, interrompendo processos essenciais das bactérias patogénicas. Esta interferência resulta numa atividade bacteriostática, travando a multiplicação bacteriana e permitindo que as defesas imunitárias do organismo superem a infeção, como ocorre na resolução de uma infeção comum adquirida na comunidade.

Quais efeitos secundários são possíveis com Surlid?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança do Surlid, que contém roxitromicina, é oficialmente classificado pelos documentos regulamentares governamentais com base nas Classes de Sistemas de Órgãos (SOCs) e na frequência das reações adversas.

Reações Adversas Classificadas por Frequência

As reações adversas mais comuns relatadas em fontes regulamentares envolvem principalmente perturbações gastrointestinais, incluindo náuseas, vómitos, diarreia, dor epigástrica e flatulência. As reações classificadas como pouco frequentes incluem reações de hipersensibilidade, tais como erupções cutâneas e prurido (comichão).

Estão também documentadas reações categorizadas como de frequência desconhecida, que abrangem eventos observados durante a utilização pós-comercialização, onde não é possível estimar com fiabilidade a incidência exata. Estas incluem efeitos mais significativos no sistema nervoso (por exemplo, dores de cabeça, tonturas, confusão), perturbações hepatobiliares (hepatite, enzimas hepáticas elevadas) e perturbações cardíacas.

Reações Adversas Graves e Restrições de Segurança

A rotulagem oficial destaca o potencial para várias reações adversas graves. Estas incluem eventos significativos com impacto no coração, tais como o prolongamento do intervalo QT e arritmias ventriculares (Torsades de Pointes). Outras reações graves documentadas são as Reações Adversas Cutâneas Graves (SCARs), como a Síndrome de Stevens-Johnson (SJS), e a colite pseudomembranosa.

Existem restrições de segurança específicas obrigatórias para determinados grupos. O medicamento é oficialmente contraindicado em pacientes com insuficiência hepática grave. Além disso, é necessária precaução em pacientes com insuficiência renal pré-existente ou naqueles que tomam medicamentos específicos, sendo o fármaco contraindicado para o uso concomitante com alcaloides do ergot vasoconstritores (por exemplo, ergotamina). O tratamento a longo prazo (superior a duas semanas) requer monitorização oficial da função hepática, função renal e hemograma. O risco de superinfeção por organismos não suscetíveis, como a candidíase, está associado ao uso prolongado.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

No caso de ter tomado uma dose de Surlid superior à que lhe foi prescrita pelo médico, deve contactar imediatamente um profissional de saúde ou dirigir-se ao serviço de urgência hospitalar mais próximo. É fundamental levar consigo a embalagem do medicamento, mesmo que esta se encontre vazia, para que os profissionais possam identificar prontamente a substância e a dosagem ingerida.

A ingestão acidental ou deliberada de uma quantidade excessiva deste antibiótico pode resultar no agravamento dos efeitos secundários conhecidos. Os sintomas de uma sobredosagem podem incluir náuseas, vómitos, dores abdominais e diarreia. Em situações mais graves, podem ocorrer tonturas ou outros sinais de mal-estar geral.

Não existe um antídoto específico para a roxitromicina. Em ambiente hospitalar, o tratamento da sobredosagem foca-se na eliminação do medicamento do organismo, recorrendo frequentemente à lavagem gástrica, e na administração de cuidados de suporte para aliviar os sintomas apresentados pelo doente. A monitorização clínica contínua é essencial nestes casos.

Se tiver dúvidas sobre como proceder ou se suspeitar que outra pessoa, especialmente uma criança, ingeriu o medicamento por engano, procure assistência médica sem demora. Não tente induzir o vómito sem orientação profissional prévia.

Usos terapêuticos de Surlid

O que o Surlid Trata: Principais Utilizações e Benefícios

O Surlid (Roxitromicina) é relevante em contextos onde a gestão de suporte dos sintomas é adequada para condições caracterizadas por períodos de agudização de sintomas causados por bactérias suscetíveis.

Este medicamento é habitualmente utilizado para tratar infeções bacterianas nas vias respiratórias superiores e inferiores, incluindo condições como faringite aguda, amigdalite, sinusite e bronquite. A sua utilização é aplicada na abordagem de sintomas relacionados com a causa bacteriana nestas áreas, bem como em infeções da pele e dos tecidos moles, tais como celulite infeciosa e impetigo, e infeções específicas do trato urogenital.

“O medicamento é geralmente aplicado em contextos clínicos que envolvem padrões de sintomas agudos ou instáveis e é relevante para o alívio de sintomas relacionados com o desconforto físico.”

A sua utilização está associada ao alívio sintomático em condições causadas por bactérias suscetíveis, sendo utilizado para gerir sintomas que interferem com o conforto diário, tais como febre, tosse persistente e dor localizada. Esta intervenção contribui para atenuar a carga global dos sintomas e apoia o bem-estar geral durante as fases sintomáticas.

Facto Rápido: Alívio de sintomas relacionados com o desconforto físico.

Critérios de utilização e restrições

O Surlid (Roxitromicina) está sujeito a regras de elegibilidade rigorosas definidas pelas agências regulamentares, que determinam as populações que podem ou não utilizar o medicamento.

Populações contraindicadas

A utilização é absolutamente contraindicada se o doente tiver uma hipersensibilidade conhecida à roxitromicina ou a qualquer outro antibiótico macrolídeo. Também não deve ser utilizado em doentes diagnosticados com insuficiência hepática grave (doença grave do fígado). Além disso, o medicamento é proibido em doentes com antecedentes de prolongamento do intervalo QT, seja este congénito ou adquirido. A coadministração com certos medicamentos, incluindo alcaloides do ergot vasoconstritores (como a ergotamina) e agentes específicos que prolongam o intervalo QT (como cisaprida, astemizol ou terfenadina), também é formalmente contraindicada.

Restrições etárias e fisiológicas

A rotulagem regulamentar restringe o uso com base na idade, proibindo a administração a lactentes com menos de seis meses de idade. O uso não é formalmente recomendado durante a gravidez e requer precaução durante a amamentação, uma vez que a substância passa para o leite materno. Embora o uso padrão seja permitido em adultos e idosos, é necessária precaução em indivíduos com compromisso hepático ligeiro a moderado ou com certas condições pró-arrítmicas, conforme documentado oficialmente na rotulagem do produto.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O Surlid (Roxitromicina) possui um perfil de interações documentado e categorizado pelas autoridades regulamentares, com combinações específicas que são formalmente proibidas ou que requerem uma monitorização rigorosa.

Proibições Regulamentares Formais

Certas combinações são contraindicadas devido ao risco de eventos adversos graves ou potencialmente fatais:

  • Alcaloides do Ergot Vasoconstritores (ex.: Ergotamina, Di-hidroergotamina): A coadministração é proibida devido ao risco de vasoconstrição grave, conhecida como ergotismo, e potencial necrose.
  • Agentes que prolongam o intervalo QT: O uso concomitante com agentes tais como Cisaprida, Astemizol, Terfenadina e Pimozida é contraindicado devido ao potencial de prolongamento do intervalo QT e arritmias cardíacas graves.

Modificação da Exposição e Monitorização

Medicamentos específicos podem sofrer alterações nas concentrações plasmáticas quando coadministrados, levando a requisitos oficiais de monitorização:

  • Anticoagulantes: A coadministração com Antagonistas da Vitamina K (ex.: Varfarina) está associada a um aumento oficial do Índice Internacional Normalizado (INR), exigindo uma monitorização rigorosa do INR.
  • Glicosídeos Cardíacos (ex.: Digoxina): A roxitromicina pode aumentar a absorção e os níveis séricos subsequentes destes agentes, exigindo monitorização obrigatória através de ECG e controlo dos níveis séricos.
  • Teofilina e Ciclosporina: A roxitromicina pode aumentar ligeiramente as concentrações plasmáticas destes medicamentos.

Restrições de Administração e de Substâncias

  • Alimentos: A toma de roxitromicina com alimentos resulta numa diminuição da absorção. Fontes oficiais aconselham a toma do medicamento com o estômago vazio (por exemplo, 15 minutos antes de uma refeição).
  • Antiácidos: Recomenda-se um intervalo de 2 horas entre a roxitromicina e medicamentos antiácidos que contenham alumínio ou magnésio para evitar a redução da absorção.
  • Álcool: A abstenção é aconselhada por alguns organismos regulamentares, uma vez que o álcool pode agravar os efeitos associados.

Nota Relativa a Populações Específicas

  • Compromisso Grave da Função Hepática: É necessária precaução, dado que a semivida sérica da roxitromicina aumenta em pacientes com insuficiência hepática grave, o que é um fator relevante na gestão do risco de interações.

Mecanismo de ação

Bloqueio da Síntese Proteica Bacteriana (Bacteriostase)

O mecanismo primário envolve a inibição direcionada do crescimento microbiano através da ligação à subunidade ribossómica 50S no interior das bactérias suscetíveis. A roxitromicina, o princípio ativo, interage com a componente de ARN ribossómico 23S, criando um obstáculo estérico que bloqueia fisicamente o túnel de saída utilizado para a montagem das proteínas. Esta interação molecular impede o alongamento essencial de novas cadeias de péptidos. Este efeito conduz ao desfecho fisiológico da bacteriostase — a interrupção da multiplicação bacteriana — e a consequente redução na proliferação microbiana altera o equilíbrio entre o patógeno e o hospedeiro.


Modulação das Respostas Inflamatórias do Hospedeiro

O mecanismo estende-se para além do microrganismo, incluindo a modulação das vias de sinalização imunitária do hospedeiro. O fármaco influencia processos intracelulares, como os controlados pelo Fator Nuclear kappa B (NF-κB), que são críticos para a ativação de respostas inflamatórias. Este envolvimento com as vias do hospedeiro leva a uma regulação negativa da sinalização inflamatória local e à redução da libertação de mediadores inflamatórios no local de ação.


Restrições Mecanísticas e Resistência

O mecanismo funcional é fisiologicamente limitado pelo aparecimento de sistemas de defesa bacterianos que contrariam diretamente a ação pretendida do fármaco. A inibição é restringida quando as bactérias desenvolvem bombas de efluxo para expulsar ativamente o medicamento ou quando modificam geneticamente o local alvo no ribossoma, impedindo a ligação necessária.

Informações sobre dosagem e administração

Como Utilizar o Surlid: Orientações Oficiais de Administração

O Surlid, que contém a substância ativa roxitromicina, destina-se estritamente à via oral de administração. Os documentos regulamentares descrevem dois regimes principais de dosagem diária para adultos, totalizando 300 mg por dia: 300 mg tomados uma vez ao dia ou 150 mg tomados duas vezes ao dia, em doses divididas.


Condições e Momento da Administração

Para assegurar uma absorção sistémica correta, o Surlid deve ser administrado com o estômago vazio. Esta condição exige que o comprimido revestido seja tomado pelo menos 15 minutos antes de uma refeição ou que se aguarde mais de três horas após uma refeição. Os comprimidos devem ser engolidos inteiros com água e não devem ser esmagados, partidos ou mastigados.

Duração do Tratamento e Gestão de Doses

O curso típico de tratamento dura habitualmente entre 5 a 10 dias, embora a terapia para condições específicas, como a amigdalite estreptocócica, exija um mínimo de 10 dias de administração contínua. No caso de uma dose programada ser esquecida, as instruções oficiais estipulam que a dose deve ser ignorada inteiramente e o paciente deve retomar o horário normal; não deve ser tomada uma dose dupla para compensar o esquecimento.

Ajustes em Populações Específicas

A dosagem requer ajustes específicos apenas para pacientes com compromisso da função hepática. Em casos de insuficiência hepática grave, a dose deve ser reduzida para metade, ou seja, 150 mg uma vez ao dia. Pelo contrário, não é necessária qualquer alteração na dosagem para pacientes com insuficiência renal ou para idosos. As crianças com peso igual ou superior a 40 kg recebem tipicamente a dose de adulto de 150 mg duas vezes ao dia.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Surlid

Esta secção fornece uma visão geral factual da investigação clínica realizada sobre a substância ativa roxitromicina, incluindo os tipos de estudos realizados, as populações examinadas e o que permanece incerto no panorama da evidência.

Evidência para o uso em infeções respiratórias agudas e da pele

A investigação que explora a aplicação do Surlid em infeções agudas, tais como as do trato respiratório superior e inferior (ITRS/ITRI), envolve habitualmente ensaios controlados aleatorizados (ECA) de curto prazo e metanálises agregadas. Estes ensaios recrutam geralmente adultos e são desenhados para comparar resultados em grupos de tratamento contra um grupo de controlo ou comparador.

Os estudos monitorizaram principalmente dois tipos de resultados: medidas de evolução e alteração de sintomas, que se referem a mudanças em sinais visíveis e sintomas relatados pelos próprios doentes (como tosse e febre) durante um período curto e definido; e o estado bacteriológico após o tratamento, que mede a presença ou ausência de bactérias suscetíveis após o curso do tratamento. As conclusões descrevem padrões observados nestes estudos, onde as medições clínicas foram acompanhadas em populações que apresentavam condições associadas a episódios agudos ou disruptivos.

Evidência para o uso noutras infeções agudas específicas

O Surlid foi estudado quanto à sua relevância em contextos de investigação noutras infeções agudas, incluindo infeções da pele e tecidos moles e algumas infeções do trato urogenital. Para as condições de pele, os estudos monitorizaram geralmente resultados relacionados com o desconforto físico e sinais objetivos, como a resolução de inchaço e de lesões. Os resultados contribuem para o panorama mais amplo da evidência ao descreverem como os doentes relataram a sua experiência e como os sintomas evoluíram nas populações observadas durante o curto período do estudo.

No caso das infeções urogenitais, a investigação focou-se em agentes patogénicos atípicos suscetíveis específicos. Os estudos examinaram resultados relacionados com o desconforto físico e as medições de erradicação bacteriológica (eliminação das bactérias visadas). Os dados mostram padrões relacionados com alterações de curto prazo nestes resultados. No entanto, a qualidade da evidência varia entre os estudos.

Estudos a longo prazo e acompanhamento prolongado

Para a maioria das infeções agudas, a investigação centrou-se em resultados de curto prazo e as durações do acompanhamento foram limitadas ao período imediato pós-tratamento (tipicamente 7 a 28 dias). Consequentemente, existe informação limitada sobre resultados a longo prazo, tais como padrões de sintomas sustentados ou a durabilidade do efeito do tratamento ao longo de muitos meses.

A investigação tem explorado o uso da classe dos macrolídeos num contexto de longo prazo para certas condições respiratórias crónicas, como a bronquiectasia. Estes estudos envolveram frequentemente ensaios-piloto controlados por placebo com a duração de vários meses. Neste contexto, os estudos examinaram resultados relacionados com o equilíbrio funcional e medidas relatadas pelos doentes, tais como alterações nas pontuações de Qualidade de Vida (QoL) e a frequência de exacerbações (períodos de agravamento dos sintomas). Embora a investigação forneça informações sobre alterações de curto prazo nas pontuações de sintomas relatados pelos doentes, os dados ainda estão a emergir.

Lacunas na investigação e áreas de incerteza

Uma revisão da evidência destaca várias áreas de incerteza remanescentes. Embora tenham sido realizados numerosos estudos para infeções respiratórias agudas, a qualidade da evidência varia entre os estudos devido a diferenças metodológicas. Para o uso exploratório em condições crónicas, as dimensões das amostras foram modestas nos ensaios-piloto e os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos, particularmente a relevância clínica sustentada das propriedades anti-inflamatórias observadas em alguns estudos.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Surlid (FAQ)

P: Qual é a diferença entre o Surlid e a amoxicilina ou outros antibióticos comuns?

O Surlid é classificado como um antibiótico macrolídeo, enquanto medicamentos como a amoxicilina pertencem à classe das penicilinas. Esta diferença significa que utilizam mecanismos distintos para combater as bactérias.

As informações oficiais indicam que os macrolídeos como o Surlid atuam visando e bloqueando os mecanismos celulares de produção de proteínas (a subunidade ribossomal 50S) dentro das bactérias suscetíveis, o que interrompe o seu crescimento.


P: Para que condições ou infeções é que o Surlid está oficialmente aprovado?

Os documentos regulamentares listam geralmente o Surlid (Roxitromicina) como estando autorizado para o tratamento de infeções causadas por microrganismos suscetíveis específicos.

Estas incluem habitualmente infeções no trato respiratório (como certos tipos de pneumonia e faringoamigdalite), otite média aguda (infeção do ouvido médio) e certas infeções da pele e tecidos moles.


P: O Surlid pode causar tonturas ou afetar a minha capacidade de conduzir?

A informação oficial do produto refere que o Surlid pode causar efeitos adversos como tonturas ou fazer com que a pessoa sinta sonolência. Devido a estes potenciais efeitos no sistema nervoso, a informação regulamentar sugere que os utilizadores do medicamento determinem como este os afeta antes de conduzir ou operar máquinas.


P: Que tipos de alimentos ou bebidas devem ser evitados durante a toma de Surlid?

O Surlid é tipicamente administrado com o estômago vazio (pelo menos 15 minutos antes ou 3 horas após uma refeição), porque a ingestão de alimentos pode diminuir a sua absorção pelo organismo.

Além disso, alguns organismos reguladores incluem uma recomendação sobre evitar o álcool durante o tratamento, uma vez que este pode potencialmente agravar os efeitos secundários associados.


P: O Surlid é conhecido por outros nomes comerciais noutros países?

Sim, a substância ativa do Surlid é a Roxitromicina, e esta substância ativa é comercializada sob vários nomes comerciais em diferentes países. Exemplos encontrados em bases de dados regulamentares internacionais incluem o Rulide e o Roxithromycin Sandoz.


P: A toma de Surlid afeta os resultados de exames laboratoriais comuns?

Os documentos regulamentares confirmam que a administração conjunta com certos medicamentos anticoagulantes, especificamente Antagonistas da Vitamina K (como a varfarina), está associada a um aumento do Rácio Internacional Normalizado (INR). A monitorização deste valor laboratorial é uma parte oficialmente exigida na administração concomitante.


P: O Surlid pode afetar a eficácia da pílula contracetiva oral?

Os documentos regulamentares sobre interações medicamentosas indicam que a roxitromicina, a substância ativa do Surlid, não parece interagir com contracetivos orais (pílulas de controlo de natalidade).


P: O Surlid causa problemas de estômago com mais frequência do que outros antibióticos?

A informação oficial de segurança classifica as Doenças Gastrointestinais como o tipo mais comum de reação adversa comunicada para o Surlid (Roxitromicina). Estes efeitos comuns incluem náuseas, vómitos, diarreia e dor abdominal.


P: O que deve o doente esperar se sentir que o Surlid não está a resultar na sua infeção?

As orientações regulamentares sugerem que, se os sintomas da infeção não melhorarem poucos dias após o início do Surlid, ou se os sintomas piorarem, sugere-se a consulta de um profissional de saúde. Os documentos regulamentares descrevem que o tratamento deve continuar por alguns dias após a melhoria dos sinais clínicos da infeção.


P: Como é que a EMA ou a FDA classificam o perfil de segurança do Surlid?

Agências regulamentares, como a TGA na Austrália, utilizam sistemas de classificação para descrever o estado de segurança de um fármaco. Por exemplo, o uso da roxitromicina na gravidez é classificado numa categoria (ex: B1). Apesar do uso destas categorias, o medicamento não é geralmente recomendado para uso durante a gravidez.


P: Quanto tempo é que o Surlid permanece no corpo após a última dose?

Dados farmacocinéticos regulamentares indicam que o Surlid tem uma semivida sérica específica, que é o tempo necessário para que a quantidade do fármaco no sangue se reduza a metade. Os documentos oficiais referem que esta semivida aumenta em doentes com insuficiência hepática grave, o que significa que o fármaco demora mais tempo a ser eliminado do organismo nessa população.


P: O Surlid pode causar alterações de humor ou ansiedade?

Os documentos oficiais de segurança não listam especificamente alterações de humor ou ansiedade como reações adversas. No entanto, os efeitos documentados no Sistema Nervoso incluem reações como cefaleias, tonturas e confusão, que estão listadas com uma frequência desconhecida.


P: Porque é que o Surlid é por vezes prescrito quando os tratamentos de primeira linha não resultaram?

A informação oficial sobre o mecanismo do fármaco menciona que a sua capacidade de atuação é limitada pela resistência bacteriana, o que significa que algumas bactérias desenvolveram formas de o neutralizar. O Surlid é utilizado para visar infeções causadas por tipos específicos de bactérias que se sabe serem suscetíveis a esta classe de fármacos.


P: É normal sentir cansaço ou fadiga durante a toma de Surlid?

Os documentos oficiais de segurança não listam explicitamente a fadiga. No entanto, referem que o fármaco pode fazer com que a pessoa sinta sonolência ou causar outros efeitos no Sistema Nervoso, como tonturas, que podem contribuir para uma sensação de cansaço.

Como Surlid deve ser armazenado e descartado?

Como conservar e eliminar o Surlid (Roxitromicina)

Condições oficiais de conservação

Os comprimidos de Surlid devem ser conservados a uma temperatura inferior a 25°C, num local fresco e seco. O medicamento deve ser protegido da luz e da humidade, devendo ser mantido afastado da exposição solar direta. Os comprimidos devem permanecer na sua embalagem original ou no blister até ao momento da sua utilização para garantir a manutenção da estabilidade da substância.

Segurança infantil e requisitos de eliminação

É um requisito regulamentar obrigatório manter o Surlid fora da vista e do alcance das crianças. Relativamente à eliminação, qualquer Surlid não utilizado ou fora do prazo de validade deve ser devolvido a um farmacêutico ou entregue num ponto de recolha aprovado para uma eliminação segura. Este procedimento previne a contaminação ambiental e o uso indevido; não elimine o medicamento no lixo doméstico ou através das águas residuais.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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