Stolax

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Stolax

Método de ação: Laxative

Opção de tratamento: Hemorrhoids, Constipation, Proctitis, Surgery

Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Stolax

O que é o Stolax?

O Stolax é um medicamento habitualmente indicado para o tratamento sintomático da obstipação. A sua formulação principal consiste numa combinação de substâncias que atuam no sistema digestivo para facilitar a evacuação intestinal, sendo frequentemente classificado como um laxante de contacto ou estimulante.

Este medicamento atua diretamente sobre a mucosa do intestino grosso, estimulando os movimentos peristálticos — as contrações naturais do cólon — que promovem a progressão e a expulsão das fezes. Ao aumentar a atividade motora intestinal, o Stolax ajuda a reduzir o tempo de trânsito das fezes, facilitando o alívio do desconforto associado à irregularidade intestinal.

O Stolax é geralmente utilizado em situações pontuais de obstipação ocasional, em que as alterações na dieta ou no estilo de vida não foram suficientes para restabelecer o funcionamento normal do intestino. Pode também ser indicado em contextos clínicos específicos que exijam a facilitação da evacuação, sempre sob orientação ou supervisão adequada.

É fundamental sublinhar que este tipo de medicação deve ser utilizado com moderação. O uso prolongado ou excessivo de laxantes estimulantes pode levar à dependência do sistema digestivo para o funcionamento normal e causar desequilíbrios eletrolíticos. O Stolax destina-se ao alívio temporário e não deve substituir uma alimentação equilibrada e rica em fibras, nem a ingestão adequada de líquidos.

Quais efeitos secundários são possíveis com Stolax?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança do Stolax (Bisacodilo) baseia-se exclusivamente nas reações adversas e limitações documentadas na rotulagem regulamentar oficial das autoridades governamentais. A maioria dos efeitos reportados é passageira e localiza-se no sistema gastrointestinal.

Reações Adversas Documentadas Oficialmente

As reações adversas são classificadas por frequência, conforme definido nos documentos regulamentares:

Classificação Exemplos de Reações
Frequentes (≥ 1/100 a < 1/10) Dor abdominal, Diarreia, Náuseas
Pouco Frequentes (≥ 1/1000 a < 1/100) Vómitos, Desconforto abdominal, Hematoquézia (sangue nas fezes), Tonturas
Raras (≥ 1/10000 a < 1/1000) Reações de hipersensibilidade, Síncope, Angioedema, Colite (incluindo colite isquémica)

Reações Adversas Graves e Condicionantes de Segurança

Certos efeitos raros e graves estão oficialmente documentados, incluindo reações anafiláticas e angioedema (inchaço grave). O perfil regulamentar destaca também riscos associados à duração da utilização.

  • Utilização Excessiva Prolongada: A rotulagem oficial indica que o uso prolongado e excessivo pode levar ao desequilíbrio de fluidos e eletrólitos (como a Hipocaliemia) e ao potencial de o cólon se tornar não funcional (cólon atónico).
  • Contraindicações: A utilização é restrita em doentes com condições pré-existentes graves, incluindo obstrução intestinal, doenças inflamatórias intestinais agudas e desidratação grave.
  • Notas Populacionais: As notas de segurança especificam que o uso deve ser interrompido se estiver presente uma desidratação grave. Os doentes que apresentem espasmos abdominais devem evitar tarefas que exijam alerta, como conduzir ou operar máquinas, devido ao potencial de tonturas e síncope (desmaio).

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Manifestações Documentadas de Sobredosagem

A sobredosagem aguda de Stolax é caracterizada por manifestações gastrointestinais graves, incluindo fezes líquidas, cólicas abdominais intensas, dor abdominal, náuseas e vómitos. A utilização excessiva crónica está associada a uma síndrome específica documentada na rotulagem regulamentar, que envolve diarreia crónica, hiperaldosteronismo secundário e lesões nos túbulos renais.

Riscos Fisiológicos Graves e Consequências

O principal perigo fisiológico, tanto na sobredosagem aguda como na crónica, é a perda significativa de fluidos e de eletrólitos essenciais, o que conduz especificamente a uma desidratação grave e à hipocaliemia (níveis baixos de potássio). Este desequilíbrio eletrolítico profundo pode potencialmente levar a consequências fatais, tais como arritmias cardíacas, convulsões e insuficiência renal. O risco de danos resultantes da perda de líquidos é oficialmente assinalado como sendo especialmente importante nos idosos e nos jovens.

Medidas de Emergência

A gestão de uma sobredosagem requer a procura imediata de assistência médica. Uma vez que não se conhece um antídoto específico, as orientações oficiais determinam que o tratamento seja sintomático e de suporte. Esta gestão foca-se na necessidade crítica de reposição de fluidos e na correção do desequilíbrio eletrolítico. Recomenda-se o contacto com o Centro de Informação Antivenenos para qualquer consulta sobre sobredosagem. Poderá ser necessária monitorização hospitalar dos sinais vitais, análises ao sangue e a realização de um ECG, devido ao potencial de complicações cardíacas graves.

Usos terapêuticos de Stolax

O Stolax (Bisacodilo) é um laxante estimulante habitualmente utilizado em situações onde a gestão de sintomas a curto prazo é adequada, atuando principalmente através da promoção de uma evacuação rápida do cólon.

De acordo com as informações farmacológicas de referência, o bisacodilo é utilizado de forma temporária para tratar a obstipação e para esvaziar os intestinos antes de cirurgias e de determinados procedimentos médicos.

Este medicamento é relevante para o alívio de sintomas que interferem com o conforto diário, incluindo movimentos intestinais infrequentes, esforço ao evacuar e consistência endurecida das fezes. A aplicação deste fármaco destina-se a abordar condições caracterizadas por manifestações episódicas ou flutuantes, mais frequentemente a obstipação aguda e ocasional, a limpeza intestinal pré-procedimento e a obstipação induzida por medicamentos.


Alívio da Obstipação Aguda e Ocasional

Este medicamento é aplicado na abordagem de sintomas relacionados com o desconforto físico causado pela irregularidade intestinal temporária. Ao proporcionar um alívio de suporte, o Stolax contribui para a melhoria do conforto quotidiano durante períodos de sintomas acentuados e auxilia na manutenção da estabilidade funcional. O objetivo terapêutico é simplificar o alívio da carga física inerente ao episódio.

“Oferece um alívio sintomático que ajuda os pacientes a lidar de forma mais estável com episódios difíceis.”


Uso de Suporte para Procedimentos Médicos

O Stolax é também relevante quando a gestão sintomática de suporte é adequada para a preparação intestinal antes de certos procedimentos diagnósticos e cirúrgicos, tais como a colonoscopia. Esta é uma aplicação pertinente em contextos marcados por um desequilíbrio fisiológico temporário. O medicamento auxilia na manutenção da estabilidade funcional, ajudando a alcançar a limpeza interna completa, que é importante para a conclusão bem-sucedida e para a visualização necessária ao exame médico.


Facto Rápido: Alívio para Sintomas de Obstipação
Domínio dos Sintomas: Movimentos intestinais infrequentes e esforço
Contexto Comum: Episódios agudos e ocasionais
Benefício Principal: Fornece suporte que ajuda a atenuar a carga global dos sintomas

Critérios de utilização e restrições

A elegibilidade para o uso de Stolax (Bisacodilo) é definida por critérios regulamentares rigorosos, focados na integridade gastrointestinal, na idade e no estado fisiológico. O medicamento é, geralmente, permitido para utilização a curto prazo por adultos e adolescentes com 12 ou mais anos. No entanto, a sua utilização é absolutamente contraindicada em várias populações, devido ao risco de agravamento de condições clínicas graves.

Classificação Populações que Não Devem Utilizar (Contraindicado)
Gastrointestinal Íleo, obstrução intestinal, doenças inflamatórias intestinais agudas, colite tóxica, megacólon tóxico, retenção gástrica.
Sistémica Desidratação grave, hipersensibilidade conhecida ao Bisacodilo ou aos seus excipientes.

O uso não é recomendado em crianças com menos de 12 anos para utilização rotineira de venda livre; o tratamento para este grupo, bem como a utilização em crianças com menos de dois anos de idade, requer orientação médica. Para mulheres grávidas, o uso não é recomendado e exige aconselhamento médico para avaliar o risco versus o benefício.

A utilização condicional aplica-se a doentes propensos à perda de fluidos, tais como aqueles com insuficiência renal ou idosos, exigindo supervisão médica caso ocorra desidratação. Adicionalmente, as formas retais não devem ser utilizadas na presença de fissuras anais ou proctite ulcerativa.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com Outros Medicamentos e Produtos

As informações oficiais do Stolax (Bisacodilo) descrevem dados específicos sobre interações relacionados com o potencial de efeitos gastrointestinais e desequilíbrios eletrolíticos quando o medicamento é administrado em conjunto com certos fármacos. Esta informação é classificada como clinicamente significativa e exige precauções específicas.


Categorias de Produtos com Interação Documentada

As principais condicionantes de interação envolvem as seguintes categorias de produtos medicinais:

  • Antiácidos e Leite: Estes produtos podem causar a dissolução prematura do revestimento protetor do comprimido, que foi concebido para resistir ao ácido gástrico. Esta falha pode resultar em irritação gástrica (indigestão) e fazer com que o medicamento não atue de forma eficaz.
  • Diuréticos e Corticosteroides (ex: Prednisolona): O uso excessivo de Stolax pode levar à perda de sais e minerais essenciais, particularmente de potássio. Este desequilíbrio é agravado quando o Stolax é tomado com diuréticos ou corticosteroides, que também afetam os níveis de eletrólitos.
  • Digoxina (um medicamento cardíaco): Se o uso excessivo de Stolax causar um desequilíbrio significativo de potássio (hipocaliemia), tal poderá aumentar o risco de efeitos secundários graves associados à digoxina, um medicamento utilizado para condições cardíacas.
  • Outros Laxantes: O uso concomitante de outros laxantes é geralmente restrito, devido ao potencial de um aumento do risco de efeitos secundários, tais como cólicas abdominais e perda de fluidos.

Condicionantes de Interação Obrigatórias

As informações regulamentares oficiais determinam um intervalo temporal para a toma de antiácidos, de forma a prevenir o mecanismo de interação: não se deve tomar Stolax no período de uma hora após o consumo de antiácidos ou produtos lácteos. Para todas as outras categorias referidas, a restrição central prende-se com evitar o uso excessivo ou crónico de Stolax, que é o fator principal que conduz à perda de eletrólitos clinicamente significativa.

Mecanismo de ação

Ativação Localizada do Pró-fármaco

O princípio ativo do Stolax, o Bisacodilo, é um pró-fármaco farmacologicamente inerte que deve ser submetido a uma hidrólise por enzimas endógenas no revestimento intestinal para se tornar ativo, formando o agente terapêutico real, o Bis-(p-hidroxifenil)-piridil-2-metano (BHPM). Esta transformação garante que a atividade biológica do fármaco seja localizada no cólon, iniciando o subsequente duplo mecanismo de ação no local pretendido do tecido.


Dupla Modulação da Função Colónica

O metabolito ativo, BHPM, exerce duas ações periféricas simultâneas para produzir o seu efeito fisiológico:

1. Estimulação Neural e Muscular Direta

O BHPM estimula diretamente os neurónios entéricos e o tecido muscular na parede do cólon. Isto desencadeia a libertação de mediadores procinéticos, levando a um aumento da frequência e da força das contrações musculares colónicas. Este mecanismo cria uma forte força propulsora, acelerando o trânsito do conteúdo intestinal.

2. Alteração da Dinâmica de Fluidos

Concomitantemente, a sinalização mediada pelo BHPM (através de vias que envolvem a Prostaglandina E2 e o cAMP) influencia as células epiteliais colónicas. Esta cascata induz a secreção ativa de água e eletrólitos para o lúmen, enquanto inibe simultaneamente a reabsorção através de canais como a Aquaporina-3 (AQP3). Isto resulta na acumulação líquida de fluidos, o que aumenta o volume e reduz a viscosidade do material intestinal.

Informações sobre dosagem e administração

Instruções Oficiais de Administração

O Stolax (Bisacodilo) está oficialmente aprovado para administração por via oral e retal, estando geralmente disponível em comprimidos revestidos de 5 mg e supositórios de 10 mg. O medicamento está estritamente regulamentado para utilização apenas a curto prazo, e o protocolo de administração exige a adesão a regras específicas de dose, tempo e preparação para garantir a correta libertação intestinal da substância.

Via e Posologia

Para adultos e crianças com 12 ou mais anos, a posologia é administrada numa dose diária única. A dose oral padrão para a obstipação varia entre 5 mg e 15 mg (um a três comprimidos). As formas retais, como o supositório de 10 mg, são utilizadas uma vez ao dia quando é necessário um efeito mais imediato. A duração máxima do tratamento é estritamente limitada e, geralmente, não deve exceder os 5 a 7 dias sem uma avaliação médica prévia.

Momento da Toma e Preparação

Os comprimidos orais são frequentemente recomendados para serem tomados à noite, de modo a produzir uma evacuação na manhã seguinte. É uma instrução de administração obrigatória que os comprimidos devem ser engolidos inteiros com água e não podem ser mastigados, esmagados ou partidos. Para preservar o revestimento entérico específico, os comprimidos não devem ser tomados no período de uma hora antes ou depois do consumo de leite, antiácidos ou inibidores da bomba de protões (IBP).

Regras Específicas por Idade

As informações oficiais descrevem ajustamentos posológicos específicos para doentes mais jovens. Crianças entre os 6 e os 11 anos devem receber uma dose diária única de 5 mg (um comprimido oral ou meio supositório). A administração em crianças com menos de 6 anos não é recomendada de forma geral, exceto sob indicação estrita de um profissional de saúde. Em casos de limpeza intestinal pré-procedimento, o regime de dosagem combinado específico é administrado sob supervisão médica direta.

Evidência clínica recente

Evidência Clínica Recente

Estudos clínicos recentes têm reforçado o perfil de eficácia e segurança do bisacodilo, a substância ativa do Stolax, no tratamento da obstipação ocasional e na preparação para exames de diagnóstico. Investigações controladas demonstram que a administração de bisacodilo resulta numa melhoria significativa na frequência das evacuações e na consistência das fezes em comparação com o placebo, mantendo-se como uma opção terapêutica de confiança na gestão de curto prazo do trânsito intestinal lento.

Análises de segurança em contextos clínicos reais confirmam que o fármaco é geralmente bem tolerado quando utilizado de acordo com as recomendações posológicas. Os dados sugerem que o impacto na qualidade de vida dos doentes com obstipação funcional é positivo, evidenciando uma redução dos sintomas de desconforto abdominal e esforço defecatório. Além disso, a investigação clínica continua a validar a sua utilização em protocolos de limpeza intestinal pré-operatória e radiológica, destacando a previsibilidade do seu tempo de ação.

Embora o bisacodilo seja eficaz, a evidência sublinha a importância de não exceder a duração recomendada do tratamento para evitar desequilíbrios eletrolíticos. Estudos de monitorização pós-comercialização não identificaram novos riscos significativos, reafirmando que o Stolax continua a cumprir os critérios contemporâneos de benefício-risco para o alívio sintomático da obstipação em adultos e crianças, sob supervisão adequada.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre Stolax (FAQ)

P: Com que rapidez o Stolax começa habitualmente a atuar?

De acordo com as informações oficiais do produto, o tempo necessário para o Stolax fazer efeito depende da forma farmacêutica utilizada. O efeito do comprimido oral é tipicamente retardado, estando reportado o início da sua ação entre 6 a 12 horas após a toma. Os supositórios retais são descritos como proporcionando um efeito mais imediato, atuando geralmente num período de 10 a 45 minutos.

P: O Stolax interage com analgésicos comuns como o ibuprofeno?

A rotulagem oficial detalha avisos de interação específicos para certos medicamentos, tais como diuréticos, corticosteroides e o fármaco cardíaco digoxina, devido ao risco de perda de minerais essenciais. Analgésicos comuns de venda livre, como o ibuprofeno, não estão explicitamente detalhados entre os avisos de interação obrigatórios nos documentos regulamentares que especificam restrições de tempo ou de coadministração.

P: Existem interações conhecidas entre o Stolax e produtos à base de plantas?

As agências reguladoras oficiais referem frequentemente que os dados abrangentes sobre a segurança da utilização de Stolax em conjunto com medicamentos complementares e remédios herbáceos são limitados. Isto deve-se ao facto de estes produtos, muitas vezes, não serem testados da mesma forma que os medicamentos aprovados para determinar interações específicas.

P: O Stolax pode ser utilizado por adolescentes ou idosos?

As orientações oficiais permitem a utilização de Stolax por adolescentes com idade igual ou superior a 12 anos. Para os idosos, as notas de segurança oficiais descrevem a importância da supervisão médica em doentes propensos à desidratação ou perda de fluidos, uma vez que se aplica a este grupo uma utilização condicionada.

P: Quais são as condições típicas de utilização do Stolax?

O medicamento está oficialmente classificado apenas para o alívio a curto prazo da obstipação ocasional. A duração máxima de utilização para a obstipação rotineira é estritamente limitada nos documentos regulamentares, sendo geralmente aconselhado que não exceda os 5 a 7 dias.

P: É seguro utilizar Stolax durante a gravidez ou a amamentação?

As orientações oficiais indicam que a utilização durante a gravidez é geralmente desaconselhada e requer uma avaliação médica individual do risco versus benefício. Relativamente à amamentação, os dados regulamentares sugerem que não se pensa que a substância ativa passe para o leite materno, sendo a sua utilização descrita como aceitável pelo período de tempo mais curto possível.

P: Quanto tempo permanece o Stolax no organismo?

A substância ativa do Stolax tem uma semivida de eliminação reportada de aproximadamente 16 horas. Com base em modelos farmacocinéticos padrão, considera-se geralmente que a substância é eliminada do sistema após cerca de 3,5 dias. Apesar disso, as alterações diretas na função do cólon causadas pelo medicamento regressam frequentemente aos valores de base nas 24 horas seguintes à última dose.

P: O Stolax é habitualmente utilizado em combinação com outros fármacos?

Embora o Stolax esteja classificado como um medicamento de agente único (monoterapia) para a obstipação ocasional, os documentos oficiais descrevem a sua utilização em combinação com outras preparações. Por exemplo, é utilizado como um componente adicional (adjuvante) a soluções como o polietilenoglicol, quando utilizado para a limpeza intestinal prévia a procedimentos.

P: O Stolax é o mesmo tipo de medicamento que [medicamento semelhante]?

O Stolax está quimicamente classificado como um derivado do difenilmetano. Pertence à classe terapêutica dos laxantes estimulantes ou de contacto. Isto significa que o seu mecanismo central envolve a estimulação direta dos nervos e do tecido muscular do intestino grosso para promover o movimento, o que é a característica definidora desta classe de fármacos.

P: Estão disponíveis diferentes dosagens ou formas de Stolax?

A rotulagem oficial e as fontes de informação sobre o medicamento descrevem a sua disponibilidade em múltiplas formas. Estas incluem comprimidos orais de 5 mg com revestimento entérico, supositórios retais de 10 mg e, ocasionalmente, um enema retal de 10 mg / 30 mL.

P: Os efeitos do Stolax podem diminuir com o tempo?

O Stolax destina-se apenas a uma utilização a curto prazo. A rotulagem regulamentar oficial inclui um aviso específico de que a utilização prolongada ou excessiva pode, em casos raros, levar a um cólon não funcional, uma condição frequentemente designada por cólon atónico. Isto descreve a perda de capacidade do cólon para funcionar por si próprio.

P: Existe evidência de que o Stolax funciona em todos os doentes?

A evidência científica que apoia a utilização de Stolax consiste principalmente em ensaios de curta duração em grupos de doentes. Embora a informação oficial reporte padrões observados de aumento dos movimentos intestinais nos grupos de estudo em comparação com o placebo, os documentos regulamentares focam-se nas conclusões dos grupos de doentes estudados em ensaios clínicos, em vez de fornecerem declarações específicas sobre resultados individuais garantidos.

P: Os estudos mostram que o Stolax ajuda na qualidade de vida?

Alguns ensaios clínicos de curta duração incluíram avaliações utilizando resultados relatados pelos doentes, tais como questionários de qualidade de vida (PAC-QoL). Os resultados destes estudos descreveram padrões de melhoria na satisfação dos doentes com a função intestinal, em comparação com os grupos que receberam um placebo.

P: Qual é a diferença entre o Stolax e um placebo em ensaios clínicos?

Nos ensaios clínicos de curta prazo realizados, os grupos que receberam Stolax relataram um número médio de movimentos intestinais espontâneos por semana significativamente superior ao dos grupos que receberam um placebo. A evidência também observou que a consistência das fezes mudou para uma forma mais macia no grupo do Stolax.

P: O Stolax atua imediatamente ou demora algum tempo a acumular-se no corpo?

O Stolax é classificado como um pró-fármaco, o que significa que é biologicamente inativo até sofrer uma alteração química no intestino grosso. Devido a este mecanismo de ativação, o comprimido oral não proporciona um efeito imediato e tem um início de ação retardado de 6 a 12 horas, uma vez que necessita de tempo para atingir o cólon.

P: O Stolax causa habituação?

A rotulagem oficial adverte que a utilização prolongada, contínua ou excessiva de laxantes estimulantes como o Stolax pode levar a que o corpo se torne dependente do medicamento para o seu funcionamento regular. Esta dependência pode estar associada a alterações funcionais no cólon.

P: O Stolax é considerado um tratamento de longo prazo?

Não. O Stolax é oficialmente regulado e classificado apenas para utilização a curto prazo e não se destina a uma utilização diária contínua ou como um tratamento de longo prazo. Seu objetivo principal é o alívio temporário da obstipação ocasional.

P: Existem restrições importantes de comida ou bebida com o Stolax?

As únicas restrições obrigatórias documentadas estão relacionadas com o momento da administração. Para proteger o revestimento entérico do comprimido, o Stolax não deve ser tomado no período de uma hora após o consumo de leite, antácidos ou certos medicamentos redutores da acidez gástrica (IBPs).

P: Como é que a segurança a longo prazo do Stolax é apoiada pela investigação?

Os documentos oficiais observam que os principais ensaios clínicos que apoiam a eficácia do medicamento foram de curta duração, geralmente até 4 semanas. Como resultado, a evidência disponível não fornece dados sobre os padrões de utilização ou segurança que se estendam além desse curto período de estudo.

P: O que acontece se eu me esquecer de tomar uma dose de Stolax?

A orientação oficial descreve que, se uma dose programada for esquecida, esta deve ser saltada inteiramente. A dose seguinte deve ser tomada à hora regular programada e não é recomendado nas instruções duplicar a dose para compensar a que foi esquecida.

P: O Stolax pode afetar os resultados de exames laboratoriais?

A utilização excessiva ou a longo prazo de Stolax acarreta um aviso oficial sobre o potencial de perda de sais e minerais essenciais, particularmente o potássio. Este desequilíbrio de fluidos e eletrólitos é uma condição que é detetada e monitorizada através de exames laboratoriais padrão.

P: Quais são as razões pelas quais alguém poderá necessitar de interromper a utilização de Stolax?

As notas de segurança oficiais especificam que o medicamento deve ser descontinuado se estiver presente uma desidratação grave. A descontinuação é também aconselhada se um doente apresentar reações adversas graves, tais como reações anafiláticas, ou sintomas novos e preocupantes, como hemorragia retal ou ausência de movimento intestinal.

P: É verdade que o Stolax tem um baixo risco de dependência?

Os avisos oficiais abordam o facto de a utilização contínua e excessiva de laxantes estimulantes como o Stolax poder levar a que o cólon se torne dependente do medicamento para o seu funcionamento regular. Esta dependência pode estar associada a alterações funcionais no cólon.

Como Stolax deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar o Stolax (Bisacodilo)

Condições Oficiais de Armazenamento

Os produtos Stolax devem ser armazenados de acordo com os requisitos regulamentares para garantir a sua estabilidade. Os comprimidos de libertação retardada devem ser conservados a 25°C, sendo permitidas variações entre os 15°C e os 30°C. Estes comprimidos devem também ser protegidos da humidade excessiva. Os supositórios requerem armazenamento entre os 20°C e os 25°C, não devendo exceder os 30°C. Todas as formas do medicamento devem ser mantidas fora do alcance das crianças.

Integridade do Recipiente e Eliminação

Não utilize o medicamento se os selos da embalagem estiverem danificados, como, por exemplo, um selo de alumínio rasgado ou aberto nos supositórios. Relativamente à eliminação, o produto não deve ser eliminado na canalização do lavatório nem na sanita. O Stolax não utilizado ou com o prazo de validade expirado deve ser colocado no lixo doméstico após ser misturado com uma substância indesejável. O melhor método para descartar medicamentos não utilizados é através de um programa comunitário de recolha de medicamentos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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