Stericef

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Stericef

O Stericef é um medicamento antibiótico sujeito a receita médica que pertence à classe das cefalosporinas de terceira geração. Este fármaco contém a substância ativa ceftriaxona, um agente bactericida utilizado para tratar uma vasta gama de infeções causadas por bactérias sensíveis a este componente.

Devido às suas propriedades farmacológicas, o Stericef é habitualmente administrado por via parentérica, através de injeção intravenosa ou intramuscular. Atua interferindo na formação da parede celular bacteriana, o que conduz à eliminação dos microrganismos responsáveis pela infeção. É frequentemente indicado para o tratamento de infeções graves, tais como meningite, septicémia e infeções respiratórias, abdominais ou do trato urinário, sendo também utilizado na profilaxia cirúrgica para prevenir o desenvolvimento de infeções após determinados procedimentos médicos.

Quais efeitos secundários são possíveis com Stericef?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

Tal como acontece com todos os medicamentos, o Stericef pode causar efeitos secundários, embora estes não se manifestem em todas as pessoas. A maioria das reações é de natureza ligeira a moderada e tende a desaparecer com a continuação do tratamento ou após a sua conclusão.

Os efeitos secundários comunicados com maior frequência incluem distúrbios gastrointestinais, tais como diarreia, náuseas ou dor abdominal. Algumas pessoas podem também experienciar dores de cabeça ou tonturas. Em casos menos comuns, podem ocorrer reações cutâneas, como erupções cutâneas ou prurido (comichão).

É fundamental monitorizar a ocorrência de reações de hipersensibilidade. Embora raras, podem ocorrer reações alérgicas graves, caracterizadas por inchaço da face, lábios ou garganta, dificuldade em respirar ou urticária generalizada. Perante qualquer sinal de uma reação alérgica grave, deve procurar-se assistência médica imediata.

A utilização prolongada ou repetida de antibióticos pode, por vezes, resultar num crescimento excessivo de organismos não suscetíveis, incluindo fungos ou certas bactérias que causam colite pseudomembranosa (inflamação do cólon). Se desenvolver diarreia grave ou persistente durante ou após o tratamento, deve consultar um profissional de saúde antes de tomar qualquer medicamento para interromper o trânsito intestinal.

Antes de iniciar o tratamento, informe o seu médico sobre o seu historial clínico completo, especialmente se tiver antecedentes de doenças renais ou problemas gastrointestinais. A segurança do medicamento durante a gravidez e a amamentação deve ser avaliada por um profissional de saúde, que ponderará os benefícios face aos potenciais riscos.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

A sobredosagem com Ceftriaxona está oficialmente documentada como apresentando sintomas gastrointestinais, tais como náuseas, vómitos e diarreia. A preocupação mais significativa, conforme indicado nas informações regulamentares de prescrição, é o potencial para complicações sistémicas e excretoras graves devido à elevada concentração do fármaco.

A sobredosagem pode levar à formação de precipitados de sal de ceftriaxona-cálcica nos sistemas urinário e biliar. Esta acumulação pode causar obstrução ureteral e resultar potencialmente numa Insuficiência Renal Aguda Pós-renal (IRAP) com risco de vida. Efeitos graves no Sistema Nervoso Central (SNC), incluindo convulsões e encefalopatia, estão também associados a níveis plasmáticos elevados, particularmente em doentes com função renal comprometida.

A assistência médica imediata deve ser procurada perante qualquer suspeita de sobredosagem ou o aparecimento destas manifestações graves. O tratamento é estritamente sintomático e de suporte. A rotulagem oficial confirma que não é conhecido qualquer antídoto específico para a Ceftriaxona. Além disso, a hemodiálise ou a diálise peritoneal não são eficazes na redução da concentração plasmática do fármaco. Populações específicas, incluindo a população pediátrica e doentes com disfunção hepática ou renal grave, requerem uma monitorização estreita devido a um risco elevado de acumulação e toxicidade.

Usos terapêuticos de Stericef

Para que é utilizado o Stericef: principais utilizações e benefícios

O Stericef é um antibiótico indicado para o tratamento de uma vasta gama de infeções bacterianas. Sendo um agente de largo espetro, a sua aplicação principal foca-se na eliminação de microrganismos sensíveis à sua substância ativa, atuando em diferentes sistemas do organismo humano.

Infeções do Trato Respiratório

Este medicamento é frequentemente prescrito para tratar infeções que afetam as vias respiratórias superiores e inferiores. Isto inclui quadros de bronquite aguda e crónica, bem como pneumonia adquirida na comunidade. Além disso, é eficaz em situações de otite média, sinusite e faringite, onde a presença de bactérias exige uma intervenção terapêutica direta para prevenir complicações.

Infeções do Trato Urinário e Outras Áreas

O Stericef é igualmente utilizado no tratamento de infeções do trato urinário, tanto complicadas como não complicadas, como a cistite e a pielonefrite. A sua eficácia estende-se também a infeções da pele e dos tecidos moles, bem como a certas infeções sexualmente transmissíveis, nomeadamente a gonorreia não complicada.

Benefícios e Eficácia

O principal benefício do Stericef reside na sua capacidade de interromper o crescimento da parede celular bacteriana, o que conduz à destruição dos agentes patogénicos responsáveis pela infeção. Ao combater a causa bacteriana, o medicamento auxilia na resolução dos sintomas clínicos e na recuperação do doente. A sua formulação permite que o tratamento seja direcionado, reduzindo o risco de propagação da infeção para outros tecidos, desde que cumprido o ciclo terapêutico completo estabelecido pelo profissional de saúde.

Critérios de utilização e restrições

Elegibilidade e Contraindicações Oficiais

Os documentos regulamentares definem populações específicas que podem e não podem utilizar Stericef (Ceftriaxona), baseando-se principalmente na hipersensibilidade e em riscos relacionados com a idade.

Categoria Estatuto Regulamentar (Termos Oficiais)
Contraindicado Doentes com hipersensibilidade conhecida à ceftriaxona ou à classe das cefalosporinas. Neonatos (até 28 dias) que apresentem hiperbilirrubinemia, sejam prematuros ou necessitem de soluções intravenosas que contenham cálcio.
Aprovado para Uso Adultos e adolescentes (com 12 ou mais anos e peso igual ou superior a 50 kg) estão aprovados para a dosagem padrão. Crianças (dos 15 dias aos 12 anos) têm aprovação com base no peso. Pessoas idosas não requerem modificação da dose se a função renal e hepática for satisfatória.

Restrições Baseadas em Condições Específicas

A utilização requer precaução ou está sujeita a um limite condicional em certas populações. Doentes com disfunção renal e hepática grave concomitante não devem receber mais de 2 gramas diários sem monitorização plasmática. Recomenda-se também precaução em doentes com antecedentes de alergia não anafilática a penicilinas ou a outros agentes beta-lactâmicos.

Estado de Gravidez e Lactação

O uso durante a gravidez (Categoria B) é permitido apenas se for claramente necessário. Recomenda-se precaução durante a lactação, uma vez que a ceftriaxona é excretada no leite materno humano.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

As informações regulamentares do Stericef (Ceftriaxona) definem restrições específicas de interação, principalmente no que diz respeito a soluções que contêm cálcio.

Combinações Contraindicadas e Restritas

A coadministração intravenosa (IV) simultânea com qualquer solução que contenha cálcio, como Ringer ou Hartmann, é formalmente contraindicada em todos os doentes. Esta proibição deve-se ao risco documentado de precipitação do sal de ceftriaxona-cálcio na vasculatura. Esta restrição também se aplica à utilização de solventes que contêm cálcio para a reconstituição.

A Ceftriaxona é estritamente contraindicada em neonatos (até 28 dias de idade) que necessitem de tratamento com cálcio IV. Esta restrição específica para esta população baseia-se no risco elevado de precipitação e no potencial documentado da Ceftriaxona para deslocar a bilirrubina da albumina sérica. Além disso, as soluções reconstituídas com Lidocaína destinam-se exclusivamente a uso intramuscular e estão contraindicadas para administração IV.

Interações Farmacodinâmicas Documentadas

O folheto oficial documenta que a coadministração com anticoagulantes orais (ex. Varfarina) pode causar alterações no Tempo de Protrombina (INR), o que requer supervisão regulamentar. O uso com aminoglicosídeos acarreta um risco documentado de aumento da nefrotoxicidade (toxicidade aditiva). O folheto refere ainda que a Ceftriaxona pode afetar negativamente a eficácia dos contracetivos hormonais orais.

Para doentes com mais de 28 dias de idade, a administração sequencial de Ceftriaxona e de soluções de cálcio é permitida sob a condição obrigatória de que a linha intravenosa seja submetida a uma lavagem cuidadosa com um fluido compatível entre as duas perfusões.

Mecanismo de ação

O Stericef é um medicamento antibiótico pertencente à classe das cefalosporinas de terceira geração. O seu mecanismo de ação baseia-se na interferência com a formação da parede celular bacteriana. Para que as bactérias sobrevivam e se multipliquem, necessitam de manter a integridade da sua parede celular, que as protege do ambiente externo e mantém a sua estrutura.

A substância ativa do Stericef atua ligando-se a proteínas específicas situadas na membrana das bactérias, conhecidas como proteínas de ligação à penicilina. Esta ligação inibe a fase final da síntese do peptidoglicano, um componente essencial que confere rigidez à parede celular. Como resultado, a parede celular torna-se instável e enfraquecida.

Devido a esta interrupção estrutural, as bactérias perdem a capacidade de resistir à pressão osmótica interna, o que leva à rutura da célula bacteriana e à sua subsequente morte. Por visar especificamente processos de síntese que não ocorrem nas células humanas, o medicamento exerce uma ação seletiva contra os microrganismos patogénicos responsáveis pela infeção.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar Stericef

Este medicamento deve ser administrado exatamente conforme as instruções do seu médico ou profissional de saúde. O Stericef é geralmente administrado por via injetável, através de uma injeção profunda num músculo (intramuscular) ou por perfusão numa veia (intravenosa).

A dosagem e a duração do tratamento serão determinadas pelo seu médico, baseando-se na gravidade e no tipo de infeção, bem como no seu peso, idade e função renal. É fundamental completar o ciclo de tratamento prescrito, mesmo que comece a sentir-se melhor após as primeiras doses. A interrupção precoce do tratamento pode permitir o reaparecimento da infeção ou o desenvolvimento de resistência bacteriana.

Se o medicamento for administrado em casa, certifique-se de que compreende todas as instruções de preparação e administração fornecidas pelo seu profissional de saúde. Verifique visualmente o produto quanto a partículas ou descoloração antes da utilização. Se detetar qualquer anomalia, não utilize a solução.

Caso se esqueça de uma dose, deve contactar o seu médico ou enfermeiro o mais rapidamente possível para receber orientações sobre o novo escalonamento da administração. Não deve ser administrada uma dose dupla para compensar uma dose esquecida.

Em caso de administração de uma dose superior à recomendada, procure assistência médica imediata. Os sintomas de sobredosagem podem incluir reações neurológicas ou convulsões.

Evidência clínica recente

Evidência de investigação / Visão geral dos estudos sobre Stericef

Esta secção resume a investigação oficial realizada sobre a Ceftriaxona (a substância ativa do Stericef). As informações abaixo descrevem os tipos de estudos que foram realizados, os resultados que mediram e o que permanece por esclarecer, com base em relatórios de organismos reguladores e literatura científica revista por pares.


Evidência em Infeções Sistémicas e Neurológicas Graves

Investigadores realizaram diversos Ensaios Clínicos Aleatorizados e Controlados (ECAC) e revisões sistemáticas para estudar o uso da Ceftriaxona em condições de risco de vida, como a meningite bacteriana. Estes estudos visaram medir resultados críticos, tais como a sobrevivência dos doentes, a depuração de bactérias do líquido cefalorraquidiano (esterilização do LCR) e o risco de problemas a longo prazo, como a perda de audição. Os estudos exploraram tanto populações adultas como pediátricas, incluindo lactentes.

Nestes ensaios comparativos, as conclusões descrevem padrões em que as medições reportadas de sobrevivência e depuração de agentes patogénicos foram geralmente semelhantes às observadas com outros regimes de antibióticos de largo espetro estabelecidos. A meia-vida longa da Ceftriaxona foi frequentemente observada em contextos clínicos, o que constituiu um fator no desenho do estudo relativamente à frequência de administração. No entanto, algumas revisões científicas referiram que o grau de certeza nas comparações diretas entre a Ceftriaxona e outros antibióticos específicos permanece baixo, porque a qualidade da evidência varia entre os estudos, particularmente nos mais antigos.


Evidência para Infeções Específicas e Monitorização de Resistências

Para a gonorreia não complicada, a evidência deriva de estudos realizados durante períodos de maior atividade da doença, utilizando principalmente ECAC e estudos observacionais de vigilância contínua. Estes estudos exploraram a erradicação microbiológica e o desenvolvimento de resistências. A investigação descreve que a medição da depuração microbiológica foi observada em ensaios. No entanto, os estudos de vigilância relatam como a resistência aos antibióticos evoluiu nas populações observadas a nível global. É necessária investigação contínua, uma vez que ainda estão a surgir dados relativamente aos padrões de resistência.

A Ceftriaxona foi avaliada em estudos retrospetivos e controlados para infeções complicadas do trato urinário (ITUc). Estes ensaios monitorizaram resultados relacionados com o desconforto físico, tais como o sucesso clínico e o tempo de internamento hospitalar. No entanto, alguns dados retrospetivos mostram padrões relacionados com uma associação entre o uso de Ceftriaxona e o risco de infeção subsequente por organismos inerentemente resistentes (como certas espécies de Enterococcus), particularmente em doentes com condições subjacentes complexas.


O Corpo Global de Evidência e Incertezas Atuais

A evidência destaca o que se sabe — e o que ainda é incerto — sobre a Ceftriaxona. Embora os ensaios forneçam contexto sobre o uso do antibiótico em infeções sistémicas graves, falta evidência comparativa ou existem conclusões mistas em alguns cenários específicos. A principal incerteza em diversas indicações prende-se com o cenário dinâmico da resistência antimicrobiana e com a informação limitada disponível sobre os resultados a longo prazo para muitas indicações agudas.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre Stericef (FAQ)

P: Contra que tipos específicos de bactérias o Stericef foi concebido para combater?

R: De acordo com as informações oficiais do produto, o Stericef é ativo contra uma ampla gama de bactérias, incluindo certos organismos Gram-positivos e Gram-negativos. Os tipos específicos de bactérias para os quais é utilizado no tratamento estão formalmente listados nas informações de prescrição para as suas indicações sistémicas aprovadas.

P: Qual a diferença entre o Stericef e um antibiótico da classe das penicilinas na sua classificação?

R: O Stericef é uma cefalosporina de terceira geração, um antibiótico estruturalmente distinto do grupo das penicilinas. Ambos fazem parte da classe mais abrangente dos antibióticos beta-lactâmicos. O rótulo oficial recomenda precaução para doentes com um histórico conhecido de alergia às penicilinas.

P: Quais são os sinais de uma possível reação alérgica ao Stericef?

R: Os sinais de uma reação alérgica grave, conforme detalhado nas informações de segurança oficiais, podem incluir sintomas como erupção cutânea, urticária, comichão, rouquidão, falta de ar ou inchaço do rosto, boca ou garganta. Estes sinais são indicados nos avisos oficiais como requerendo atenção médica imediata.

P: Existem sinais de efeitos secundários raros mas graves que exijam atenção médica imediata?

R: Efeitos secundários graves a observar incluem diarreia aquosa ou sanguinolenta grave, cansaço ou fraqueza invulgares, ou sinais de uma erupção cutânea grave, como a formação de bolhas ou descamação da pele. Os avisos oficiais indicam que sintomas graves ou inesperados devem ser comunicados imediatamente a um profissional de saúde.

P: O Stericef tem efeitos conhecidos no fígado ou nos rins que devam ser monitorizados?

R: O fármaco está associado a alterações nos valores laboratoriais, como a elevação dos níveis de enzimas hepáticas, de acordo com relatórios oficiais. Além disso, as informações oficiais referem que são necessárias precauções e limites específicos na dosagem para doentes com compromisso grave concomitante do fígado (hepático) ou dos rins (renal).

P: Uma erupção cutânea ligeira ou urticária são sempre sinais de uma alergia grave ao Stericef?

R: Relatórios oficiais indicam que nem sempre é esse o caso. A erupção cutânea está listada como um efeito secundário comum. No entanto, os avisos oficiais distinguem este sintoma de reações cutâneas graves e raras, como a Síndrome de Stevens-Johnson (SSJ), que envolvem bolhas graves ou a descamação da pele.

P: Com que rapidez é que o Stericef começa normalmente a atuar após a primeira dose?

R: Dados oficiais de farmacocinética mostram que as concentrações máximas mensuráveis no sangue são geralmente atingidas 2 a 3 horas após a administração. As informações destinadas ao doente indicam que a melhoria é geralmente reportada durante os primeiros dias de tratamento.

P: Qual é a razão para o Stericef não dever ser utilizado se uma infeção bacteriana não for certa? (Relacionado com a resistência)

R: Os avisos regulamentares afirmam que a utilização deste antibiótico quando uma infeção bacteriana não está comprovada ou não é fortemente suspeita aumenta o risco de desenvolvimento de bactérias resistentes aos medicamentos. Isto significa que as bactérias podem mudar e tornar-se mais difíceis de tratar no futuro.

P: Qual é a base da evidência para a aprovação regulamentar do Stericef?

R: A aprovação do fármaco baseia-se em estudos clínicos, incluindo Ensaios Clínicos Aleatorizados e Controlados (ECAC), que avaliaram o seu perfil de eficácia e segurança. Esta evidência sustenta a sua utilização para as indicações oficialmente aprovadas, tais como infeções sistémicas graves.

P: Qual é a diferença entre as bactérias tornarem-se resistentes e uma pessoa tornar-se resistente ao Stericef?

R: A rotulagem oficial foca-se no desenvolvimento de bactérias resistentes aos medicamentos. Isto ocorre quando as bactérias alteram a sua estrutura, por exemplo, produzindo enzimas que inativam o fármaco. O corpo humano não se torna resistente à medicação.

P: A eficácia do Stericef foi estudada em ambiente real, fora de ensaios clínicos controlados?

R: Sim, a eficácia e a segurança são monitorizadas continuamente através de métodos como a vigilância pós-comercialização e estudos observacionais. Estes esforços acompanham os resultados e o desenvolvimento de resistência antimicrobiana em ambientes reais após a aprovação do fármaco.

P: Porque existe um incentivo aos programas de gestão (stewardship) de antibióticos que envolvem fármacos como o Stericef?

R: A gestão de antibióticos é enfatizada porque avisos regulamentares confirmam que o uso indevido ou excessivo de antibióticos como o Stericef aumenta o risco de desenvolvimento de bactérias resistentes. O foco é minimizar a ameaça da resistência.

P: Qual é a diferença entre uma infeção viral e uma infeção bacteriana no contexto do tratamento com Stericef?

R: Informações regulamentares oficiais indicam que o Stericef é um agente bactericida, o que significa que mata ativamente bactérias suscetíveis. Por conseguinte, é apenas utilizado para tratar infeções bacterianas comprovadas ou fortemente suspeitas, não sendo eficaz contra infeções virais, como a constipação comum ou a gripe.

P: O uso de Stericef pode causar fadiga ou sensação de cansaço excessivo?

R: Sim, algumas informações de segurança oficiais listam o cansaço ou fraqueza invulgares (fadiga) como um efeito secundário reportado da medicação.

P: É aceitável consumir álcool durante o tratamento com Stericef?

R: As informações oficiais de prescrição não listam uma interação direta que cause uma reação do tipo dissulfiram com o álcool. No entanto, o consumo de álcool pode potencialmente agravar outros efeitos secundários listados, como tonturas ou náuseas.

P: Existem analgésicos de venda livre ou suplementos comuns que devam ser evitados com Stericef?

R: O rótulo oficial documenta interações conhecidas com certos medicamentos sujeitos a receita médica, como anticoagulantes orais. A orientação oficial refere que os doentes são aconselhados a informar o seu profissional de saúde sobre todos os produtos sujeitos a receita, de venda livre (OTC) ou produtos à base de plantas que estejam a tomar.

P: Devo notificar o meu médico sobre quaisquer suplementos à base de plantas ou vitaminas que tome enquanto utilizo Stericef?

R: Sim. As informações oficiais para o doente indicam que estes devem informar o seu médico sobre todos os medicamentos com e sem receita médica, vitaminas, suplementos nutricionais e produtos à base de plantas que estejam a tomar. Isto serve para monitorizar possíveis riscos.

P: Existem alimentos ou bebidas específicos que se saiba afetarem a ação do Stericef?

R: Resumos regulamentares oficiais indicam geralmente que não existem interações graves conhecidas com alimentos ou restrições dietéticas específicas para este medicamento. Os doentes são aconselhados a manter a sua dieta normal, a menos que recebam instruções contrárias de um profissional de saúde.

P: Qual é o prazo geral para os doentes notarem uma melhoria nos sintomas enquanto tomam Stericef?

R: Informações de fontes oficiais indicam que a melhoria é geralmente reportada durante os primeiros dias de tratamento com Stericef.

P: O que acontece se uma pessoa falhar uma única dose de Stericef?

R: Se falhar uma dose, as informações oficiais aconselham a utilizar a dose esquecida assim que se lembrar. Se estiver quase na hora da dose seguinte, o conselho é saltar a dose esquecida para evitar tomar doses duplas ou extras.

P: É importante terminar todo o ciclo de Stericef prescrito, mesmo que me sinta melhor?

R: Sim. As informações oficiais indicam que o ciclo completo prescrito é necessário, mesmo que os sintomas comecem a melhorar. Isto serve para garantir que a infeção é completamente tratada e para evitar que as bactérias se tornem resistentes.

P: O efeito terapêutico total do Stericef é geralmente atingido antes do fim do ciclo de tratamento?

R: A orientação oficial aconselha a continuar a medicação durante todo o ciclo prescrito, o que acontece frequentemente até pelo menos dois dias após todos os sinais e sintomas da infeção terem desaparecido. Isto indica que atingir o objetivo terapêutico total requer a conclusão do tratamento.

P: Porque é que as fontes oficiais sublinham que os doentes não devem partilhar a sua medicação Stericef?

R: A orientação oficial afirma explicitamente: 'Não partilhe este medicamento com outras pessoas'. Isto é sublinhado porque o fármaco é prescrito com base nas necessidades individuais do doente, incluindo o tipo específico de infeção, peso e estado geral de saúde.

P: O que acontece se os meus sintomas piorarem após alguns dias de começar o Stericef?

R: A orientação oficial indica que os sintomas que não melhoram ou que pioram durante o tratamento devem ser comunicados a um médico. Isto serve para garantir que a medicação está a funcionar como esperado.

P: O uso de Stericef pode afetar os resultados de quaisquer exames médicos comuns?

R: Sim. As informações oficiais indicam que os doentes são aconselhados a informar o seu médico e o pessoal do laboratório de que estão a tomar este medicamento antes de realizarem quaisquer exames laboratoriais, uma vez que o fármaco pode potencialmente afetar os resultados.

P: Como é determinada e mantida a potência do Stericef?

R: A potência do fármaco é mantida quimicamente ao aderir às condições de conservação específicas para o pó estéril, tais como a proteção da luz. Existe também um período de estabilidade limitado para a solução reconstituída, conforme detalhado nas informações oficiais do produto.

P: Existe o risco de desenvolver uma infeção por fungos (sapinhos) enquanto tomo Stericef?

R: Sim. O fármaco pode aumentar o risco de desenvolver uma superinfeção, que pode incluir uma infeção fúngica (candidíase) na boca ou na vagina. Isto está listado nas informações de segurança oficiais como um efeito secundário pouco frequente.

Como Stericef deve ser armazenado e descartado?

Como conservar e eliminar Stericef (Ceftriaxona)

Requisitos de Conservação

O Stericef (ceftriaxona em pó estéril) deve ser conservado a uma temperatura ambiente controlada, tipicamente entre os 20°C e os 25°C. O produto deve ser mantido na sua embalagem original e protegido da luz. Não congele o pó.

Após a reconstituição, a estabilidade da solução é limitada: deve ser utilizada num prazo de 6 a 48 horas à temperatura ambiente ou entre 48 horas a 10 dias sob refrigeração (2°C a 8°C), dependendo a duração exata do diluente e da concentração utilizados.

Segurança e Eliminação

Todos os medicamentos devem ser mantidos fora da vista e do alcance das crianças.

O produto não utilizado ou com prazo de validade expirado deve ser eliminado de acordo com os requisitos locais para resíduos farmacêuticos. Não elimine este medicamento através do lixo doméstico ou de águas residuais para evitar a contaminação ambiental.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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