Stamaril

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Stamaril

Forma selecionada

Método de ação: Vaccine

Opção de tratamento: Fever

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Stamaril

O que é o Stamaril?

Propriedade Descrição
Substância Ativa Antigénio vivo do vírus da febre amarela, estirpe 17D-204
Forma Farmacêutica Pó e veículo para suspensão injetável
Classe Farmacológica Vacina Viral (Agente Imunológico)
Uso Comum Profilaxia contra a doença da febre amarela
Origem Produto biológico; produzido em embriões de galinha isentos de agentes patogénicos específicos

Que Tipo de Medicamento é a Vacina Stamaril?

O Stamaril é formalmente conhecido como Vacina da Febre Amarela (Viva), um agente imunológico profilático altamente específico, sujeito a receita médica. Está classificado na classe farmacológica das vacinas virais e, mais precisamente, como uma vacina de vírus vivo atenuado. Esta formulação é clinicamente reconhecida pela sua capacidade de gerar imunidade duradoura após a administração. O propósito fundamental deste tipo de vacina é conferir proteção ativa contra uma doença antes da exposição ao agente patogénico, em vez de servir como tratamento para uma infeção já existente.

Composição: Estirpe Viva Atenuada 17D-204

A composição do produto baseia-se no antigénio vivo do vírus da febre amarela, estirpe 17D-204, que é derivado da estirpe virulenta original Asibi através de um processo de atenuação estabelecido. A vacina é um produto biológico, sendo o antigénio cultivado em embriões de galinha isentos de agentes patogénicos específicos. A forma farmacêutica consiste num pó e solvente para suspensão injetável, com o antigénio fornecido sob a forma de um pó liofilizado (seco por congelação) que deve ser reconstituído com a solução estéril de cloreto de sódio acompanhante antes da administração. Esta formulação focada na estabilidade é um fator diferenciador que assegura a viabilidade do antigénio vivo.

Objetivo Geral: Profilaxia Contra a Febre Amarela

O objetivo global do Stamaril é conferir imunização ativa a indivíduos, geralmente a partir dos nove meses de idade, contra a febre amarela, uma doença viral aguda grave causada por um flavivírus transmitido por mosquitos. A utilização da estirpe atenuada 17D-204 destina-se a estimular o sistema imunitário a produzir os anticorpos neutralizantes necessários e memória imunológica. Este produto é indicado para indivíduos que viajam para, ou residem em, áreas de África e da América do Sul onde a transmissão do vírus é conhecida, sustentando o seu papel como uma medida de saúde pública.

Quais efeitos secundários são possíveis com Stamaril?

Os possíveis efeitos secundários e o perfil de segurança do Stamaril, uma vacina de vírus vivo atenuado, estão rigorosamente documentados nas informações regulamentares oficiais, categorizados por frequência e pelo sistema do organismo afetado.

Reações Adversas Classificadas por Frequência

As reações adversas comunicadas com maior frequência são geralmente ligeiras e transitórias. Os efeitos Muito Frequentes (≥ 1/10) incluem dor de cabeça (cefaleia), dor muscular (mialgia), fraqueza geral (astenia) e dor ou sensibilidade no local da injeção. Nas crianças, a febre, os vómitos, a irritabilidade e a perda de apetite também são classificados como muito frequentes. As reações Frequentes (≥ 1/100 a < 1/10) incluem febre (em adultos), dor nas articulações (artralgia), náuseas, erupções cutâneas e inchaço ou hematoma no local da injeção. Reações de frequência Rara ou Desconhecida incluem diarreia, gânglios inchados (linfadenopatia) e reações alérgicas graves, como a anafilaxia.

Reações Adversas Graves

A informação técnica detalha duas reações adversas específicas e muito raras associadas ao vírus vivo atenuado:

  • Doença Neurotrópica Associada à Vacina da Febre Amarela (YEL-AND): Uma síndrome neurológica rara com um início reportado tipicamente nos 30 dias seguintes à vacinação.
  • Doença Viscerotrópica Associada à Vacina da Febre Amarela (YEL-AVD): Uma doença multissistémica grave e rara, semelhante à infeção pela febre amarela selvagem, com um início tipicamente reportado nos 10 dias após a vacinação.

Considerações de Segurança para Populações Específicas

Os documentos regulamentares oficiais identificam certos grupos com um risco documentado acrescido de YEL-AND e YEL-AVD. Isto inclui indivíduos com 60 ou mais anos de idade e aqueles com antecedentes de disfunção do timo ou sistemas imunitários comprometidos. Devido ao potencial de transmissão, é assinalado um risco provável de YEL-AND para lactentes expostos à vacina através do aleitamento materno. Adicionalmente, a documentação refere que a vacinação pode originar resultados falsos positivos em testes serológicos para outras infeções por flavivírus, como a dengue.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

As informações regulamentares sobre a sobredosagem com Stamaril indicam que as manifestações resultantes da administração de uma dose superior à recomendada são consistentes com o perfil de segurança conhecido da vacina. Isto significa que uma sobredosagem se apresenta, primordialmente, como um aumento do potencial para reações adversas graves, com risco de vida.

Manifestações Documentadas e Resultados Graves

Os desfechos graves oficialmente documentados e associados ao perfil de segurança incluem a Doença Viscerotrópica (YEL-AVD) e a Doença Neurotrópica (YEL-AND) associadas à vacina da febre amarela.

A Doença Neurotrópica (YEL-AND) pode envolver febre alta, confusão, convulsões ou défices neurológicos focais. Por sua vez, a Doença Viscerotrópica (YEL-AVD) pode manifestar-se através de febre e hipotensão, podendo progredir para a falência multiorgânica, afetando o fígado e os rins. A anafilaxia ou reações alérgicas graves constituem também um risco imediato documentado.

Requisitos Oficiais de Atuação em Emergência

É necessária assistência médica imediata perante o aparecimento de quaisquer sintomas sugestivos de YEL-AND, YEL-AVD ou reações de hipersensibilidade grave. Os vacinados devem contactar os serviços de emergência de imediato se estes sintomas se desenvolverem.

A gestão das reações graves associadas envolve tratamento sintomático e de suporte. Deve estar prontamente disponível supervisão médica adequada, e a Adrenalina (epinefrina) deve estar acessível para a gestão imediata de choque anafilático. Indivíduos com 60 ou mais anos de idade e lactentes com menos de 9 meses de idade são oficialmente identificados como tendo um risco acrescido para estes desfechos graves.

Usos terapêuticos de Stamaril

O que o Stamaril trata: principais utilizações e benefícios

O principal benefício terapêutico do Stamaril desempenha um papel na gestão do risco da febre amarela, uma doença caracterizada por episódios agudos e disruptivos. A vacinação é uma medida preventiva relevante, utilizada geralmente quando os indivíduos viajam para, ou residem em, zonas geográficas de alto risco, incluindo partes de África e da América do Sul. Esta abordagem profilática é aplicada em domínios onde é necessário suporte sintomático adicional, sendo utilizada para abordar grupos de sintomas que podem tornar-se intensos ou disruptivos.


No seu papel como tratamento preventivo, o Stamaril é relevante para a gestão de sintomas associados a condições marcadas por um aumento do stress fisiológico. A vacina ajuda a aliviar a carga global de sintomas, o que pode auxiliar na redução do risco de experienciar sintomas graves que interferem com o funcionamento diário. Isto apoia o bem-estar geral, ajudando a gerir o risco de sintomas relacionados com o desconforto físico e o desequilíbrio sistémico.

“A vacina é considerada relevante para indivíduos que entrem em regiões de alto risco onde a doença é prevalente.”

Este domínio preventivo é aplicável em contextos clínicos que envolvam padrões de sintomas agudos ou instáveis, sendo habitualmente utilizada quando é necessário apoio sintomático a curto prazo para viagens e conformidade regulamentar. Para o doente, isto auxilia na manutenção da estabilidade funcional e ajuda a manter uma sensação de estabilidade ao mitigar os riscos associados às viagens.


Facto Rápido: Apoia a Estabilidade Sistémica

Critérios de utilização e restrições

Indicações e Restrições de Utilização do Stamaril

O Stamaril é uma vacina indicada para a imunização ativa contra a febre amarela em indivíduos que viajam para, de passagem por, ou que residem em áreas onde a febre amarela é endémica ou onde a sua ocorrência foi reportada. A vacina é também recomendada para pessoal de laboratório que manuseie materiais potencialmente infeciosos.

Quem pode utilizar a vacina

A vacina pode ser administrada a adultos e crianças com idade igual ou superior a 9 meses. Em circunstâncias específicas e de acordo com as recomendações oficiais em vigor, a vacinação pode ser considerada para bebés a partir dos 6 meses de idade, se o risco de infeção for muito elevado.

Quem não deve utilizar a vacina (Contraindicações)

Existem situações específicas em que a administração do Stamaril é estritamente contraindicada:

  • Pessoas com historial de reações de hipersensibilidade grave (anafilaxia) a ovos, proteínas de galinha ou a qualquer componente da vacina.
  • Indivíduos que tenham sofrido uma reação adversa grave após uma dose anterior de uma vacina contra a febre amarela.
  • Pessoas com imunodeficiência grave, seja ela congénita, adquirida ou resultante de tratamentos (como quimioterapia, doses elevadas de corticosteroides sistémicos ou outros agentes imunossupressores).
  • Indivíduos com disfunção do timo, incluindo historial de timoma ou timectomia.
  • Pessoas com infeção por VIH que apresentem imunodeficiência sintomática ou uma redução significativa da contagem de células T CD4+.
  • Crianças com idade inferior a 6 meses.

Precauções especiais e grupos de risco

A vacinação deve ser adiada em pessoas que sofram de uma doença febril grave ou de uma doença aguda.

Para indivíduos com 60 anos ou mais, a decisão de vacinar deve ser avaliada cuidadosamente, uma vez que este grupo pode ter um risco ligeiramente superior de desenvolver reações adversas raras mas graves associadas à vacina. Nestes casos, a vacina só deve ser administrada se houver um risco considerável e inevitável de infeção pela febre amarela.

No que diz respeito à gravidez e amamentação, a vacina geralmente não é recomendada. No entanto, se a viagem for essencial para uma área de alto risco, o profissional de saúde deve ponderar os benefícios da vacinação face aos riscos potenciais.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

As interações do Stamaril com outros medicamentos e produtos são classificadas, primordialmente, como interações farmacodinâmicas, centrando-se na natureza da vacina como um vírus vivo atenuado.

Combinações Contraindicadas

A coadministração com quaisquer terapias imunossupressoras é formalmente contraindicada. Esta classe inclui tratamentos como agentes citotóxicos, radioterapia e esquemas específicos de corticosteroides sistémicos em doses elevadas. Esta proibição rigorosa baseia-se na determinação regulamentar oficial de que a imunossupressão acarreta um elevado risco de reações adversas graves associadas à vacina.

Regras de Intervalo e Separação

Caso o Stamaril não seja administrado simultaneamente com outras vacinas vivas atenuadas, as normas regulamentares exigem um intervalo mínimo de 30 dias ou quatro semanas para evitar potenciais interferências imunitárias. Em contraste, as vacinas inativadas podem ser administradas simultaneamente ou em qualquer intervalo, sem necessidade de separação temporal. Adicionalmente, após um ciclo de terapia com corticosteroides sistémicos em doses elevadas com duração igual ou superior a 14 dias, a administração deve ser adiada até pelo menos um mês após a conclusão do tratamento.

Ausência de Interações Farmacocinéticas

Os documentos regulamentares oficiais confirmam que o Stamaril não está associado a interações documentadas que envolvam as enzimas hepáticas do citocromo P450 ou transportadores de fármacos. Além disso, não constam nas informações oficiais avisos específicos de interação relativos a alimentos, álcool ou produtos à base de plantas. A informação técnica inclui uma nota específica relativa a indivíduos com 60 ou mais anos de idade, que apresentam um risco acrescido de eventos adversos raros e graves.

Mecanismo de ação

Interação Inicial do Sistema Imunitário e Apresentação do Antigénio

O mecanismo central inicia-se com a introdução de um antigénio viral vivo e enfraquecido (estirpe YFV 17D), que desencadeia um ciclo de replicação limitado e não patogénico nas células locais do organismo. Este processo atua diretamente sobre as Células Apresentadoras de Antigénio (APCs), que capturam os componentes virais e os transportam para os nódulos linfáticos, cumprindo a primeira etapa crítica da sinalização imunitária.


Ativação da Imunidade Adaptativa e Resposta Humoral/Celular

Uma vez apresentados, os antigénios ativam o sistema imunitário adaptativo, estimulando especificamente a proliferação e diferenciação de células T e células B. Esta cascata modula as vias de resposta imunitária, levando à produção sustentada de anticorpos neutralizantes (imunidade humoral) e à formação de linfócitos de memória (imunidade celular). Este duplo resultado estabelece um estado em que uma exposição futura ao vírus selvagem desencadeia tanto a neutralização imediata pelos anticorpos como a destruição celular pelas células T, limitando assim a disseminação viral.


Estabelecimento de Memória Imunológica a Longo Prazo

O efeito fisiológico final e duradouro é o estabelecimento de memória imunológica, na qual células T e células B altamente especializadas são mantidas num estado de prontidão. Isto proporciona um sistema de defesa fisiológico com um limiar de ativação reduzido, permitindo que o sistema imunitário lance uma resposta secundária acelerada ao reencontrar o agente patogénico. Esta resposta imunitária rápida altera o curso de uma exposição viral subsequente ao limitar a disseminação sistémica.

Informações sobre dosagem e administração

A administração do Stamaril segue um protocolo de dose única padronizado, estabelecido pelos documentos regulamentares. O produto é fornecido como um pó liofilizado e respetivo veículo para suspensão injetável, devendo ser reconstituído imediatamente antes da utilização através da mistura do pó com o diluente estéril de solução de cloreto de sódio a 0,4% que acompanha a embalagem. Este processo garante a preparação correta da vacina antes da sua aplicação.

As vias oficiais de administração do Stamaril são prioritariamente a injeção subcutânea (SC), embora a via intramuscular (IM) possa ser utilizada conforme as recomendações oficiais. A vacina não deve ser misturada com qualquer outro medicamento na mesma seringa e nunca deve ser injetada por via intravascular (diretamente num vaso sanguíneo). É obrigatório que a administração seja efetuada por um profissional de saúde qualificado.

O esquema primário padrão para a imunização ativa é uma dose única de 0,5 mL, contendo no mínimo 1000 Unidades Internacionais (UI) da estirpe 17D-204. Esta dose é uniforme para adultos e para a maioria das crianças com idade igual ou superior a nove meses. O protocolo de utilização depende estritamente do tempo, sendo necessária a administração pelo menos 10 dias antes da entrada numa área onde o vírus da febre amarela esteja presente. Embora a documentação oficial indique que a proteção desta dose única seja geralmente duradoura, poderá ser necessária uma dose de reforço de 0,5 mL a cada dez anos, dependendo das normas locais em vigor ou para indivíduos em risco contínuo. No caso de doentes com distúrbios hemorrágicos, as instruções procedimentais confirmam que a via subcutânea deve ser preferida em relação à via intramuscular.

Evidência clínica recente

Investigação Clínica sobre a Imunização Ativa contra a Febre Amarela

A seguinte visão geral sintetiza as conclusões clínicas e científicas, conforme descritas por fontes regulamentares e científicas, relativamente à vacina Stamaril.

A investigação relevante para esta indicação foi avaliada em ensaios clínicos controlados e aleatorizados e em revisões sistemáticas. Os estudos exploraram o desenvolvimento de anticorpos neutralizantes (taxa de seroconversão e TMG - Título Médio Geométrico), que são utilizados como um parâmetro de substituição científico (surrogate endpoint) em vez da medição da prevenção da doença clínica, que é rara. Os resultados demonstraram medições elevadas destes anticorpos durante o primeiro mês após a administração.

Investigação sobre a Durabilidade da Proteção e Seguimento

A investigação monitorizou especificamente a duração da resposta imunitária em coortes observacionais de longo prazo. Os estudos acompanharam a persistência de anticorpos neutralizantes durante períodos de seguimento que podem estender-se até aos 20 anos ou mais. Os dados indicam que os níveis parecem frequentemente persistir por intervalos de longo prazo na maioria dos indivíduos observados, contribuindo para o panorama mais amplo de evidência científica.

Evidência em Populações Específicas Estudadas

Os estudos avaliaram os resultados de anticorpos em grupos específicos, incluindo bebés e crianças (a partir dos 9 meses), adultos seniores (60 anos ou mais) e indivíduos com determinados níveis de imunossupressão. As conclusões foram geralmente consistentes em muitas populações, mas podem apresentar padrões variáveis quando comparadas com adultos jovens saudáveis, particularmente nas crianças mais pequenas.

Principais Incertezas Científicas e Lacunas na Investigação

O que permanece incerto:

  • Parâmetros de Substituição: A evidência é limitada porque a avaliação baseia-se num parâmetro de substituição (nível de anticorpos). A investigação ainda está a clarificar a força da ligação entre o declínio dos níveis de anticorpos e a manutenção da proteção clínica.
  • Persistência em Subgrupos: Os dados para certos grupos permanecem insuficientes, incluindo grávidas ou indivíduos gravemente imunocomprometidos. A consistência da persistência de anticorpos pode variar em bebés vacinados antes dos 2 anos de idade, sendo esta uma área onde a investigação continua em curso.
  • Aplicabilidade: Os resultados dos estudos refletem as condições específicas sob as quais foram realizados e aplicam-se apenas às populações estudadas.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas Frequentes sobre o Stamaril (FAQ)

P: Com que rapidez costumam surgir os efeitos secundários após a vacinação?

R: De acordo com as informações oficiais do produto, certos efeitos secundários — como febre, dor de cabeça (cefaléia), rigidez muscular ou cansaço — podem ocorrer aproximadamente quatro a sete dias após a administração. Este intervalo é típico, uma vez que coincide com o período esperado para que o sistema imunitário inicie a sua resposta à vacina.

P: Porque é que o Certificado Internacional de Vacinação é frequentemente exigido para o Stamaril?

R: O Certificado Internacional de Vacinação (CIV) pode ser exigido por determinados países como condição de entrada, uma regra estabelecida ao abrigo do Regulamento Sanitário Internacional (RSI) da Organização Mundial da Saúde. Este requisito apoia o objetivo de limitar a propagação internacional da febre amarela.

P: O Stamaril protege contra outros vírus semelhantes, além da Febre Amarela?

R: O Stamaril está estritamente licenciado e indicado para a prevenção da febre amarela. Embora não se pretenda que proteja contra outros vírus, a documentação oficial refere que a vacina pode causar "resultados falsos positivos" em testes laboratoriais para doenças por flavivírus semelhantes, tais como o dengue ou a encefalite japonesa.

P: Porque é que o Stamaril é por vezes descrito como uma vacina com baixa frequência de eventos graves?

R: Esta descrição é apoiada por dados de farmacovigilância, que estimam que a taxa de notificação para os eventos adversos mais graves, como a Doença Viscerotrópica Associated à Vacina da Febre Amarela (YEL-AVD), é muito baixa. Os dados citam frequentemente uma taxa de reações graves de cerca de 1 caso por milhão de doses administradas globalmente.

P: Porque é que o vírus da Febre Amarela é descrito como sendo endémico em certas regiões?

R: Uma região é classificada como endémica quando a vigilância contínua demonstra um risco persistente da doença, com base na presença do vírus em seres humanos ou animais, na presença do mosquito vetor ou nos resultados de inquéritos serológicos populacionais.

P: Onde é publicada habitualmente a informação regulamentar oficial sobre o Stamaril?

R: A informação oficial sobre o Stamaril é publicada em documentos como o Resumo das Características do Produto (RPU) na Europa, o Data Sheet na Austrália e Nova Zelândia e informações de prescrição semelhantes divulgadas por agências como a FDA.

P: O Stamaril pode ser administrado a indivíduos que tenham certas condições de saúde crónicas?

R: Se uma condição crónica não estiver explicitamente listada como uma contraindicação ou aviso especial, geralmente não é um motivo obrigatório para o adiamento da vacinação na rotulagem oficial.

P: Existem interações conhecidas entre o Stamaril e medicamentos amplamente utilizados?

R: A rotulagem oficial contraindica estritamente a vacina com terapias imunossupressoras. Além disso, os documentos regulamentares não contêm avisos gerais relativos a interações com alimentos comuns, álcool, produtos à base de plantas ou aqueles que envolvem enzimas hepáticas.

P: Que classificações de segurança são aplicadas ao Stamaril nos documentos oficiais?

R: O rótulo enfatiza que certos grupos de risco, tais como pessoas com 60 anos ou mais, estão sujeitos a avisos especiais e requerem uma avaliação de risco-benefício, conforme descrito na documentação oficial.

P: Qual é a definição de uma contraindicação relacionada com o Stamaril?

R: Uma contraindicação é uma condição ou fator que impede a administração da vacina porque aumentaria significativamente o risco de uma reação adversa grave ou tornaria a vacina ineficaz. Portanto, uma contraindicação é uma condição sob a qual o produto é designado como não devendo ser utilizado.

P: É aceitável receber o Stamaril se uma pessoa estiver ligeiramente doente no dia da administração?

R: A documentação oficial especifica que o adiamento é exigido apenas para doenças febris ou agudas de moderadas a graves.

P: Existem interações conhecidas entre o Stamaril e anticoagulantes?

R: Embora não exista uma interação farmacológica que afete a eficácia da vacina, a rotulagem oficial especifica que a via subcutânea é utilizada em preferência à via intramuscular para pessoas em terapia anticoagulante ou com distúrbios hemorrágicos.

P: Qual é a expectativa geral para o início da imunidade protetora após receber o Stamaril?

R: Estudos e informações oficiais indicam que a imunidade protetora começa a surgir entre 7 e 10 dias após a dose primária. Por este motivo, as regulamentações de saúde oficiais especificam que a vacina deve ser administrada pelo menos 10 dias antes de entrar numa área onde a febre amarela constitui um risco.

P: O que constitui um efeito secundário raro na informação oficial de segurança do Stamaril?

R: Um efeito secundário raro é definido como ocorrendo em 1/10.000 a < 1/1.000 indivíduos vacinados.

P: O Stamaril pode ser administrado a indivíduos com infeção conhecida por VIH?

R: A documentação oficial indica que a elegibilidade para indivíduos com infeção por VIH assintomática requer uma avaliação profissional baseada no estado da sua função imunitária.

Como Stamaril deve ser armazenado e descartado?

Requisitos de Conservação e Eliminação

Categoria do Requisito Condição Oficial de Conservação
Requisito de Temperatura Conservar no frigorífico, entre 2°C e 8°C.
Condições de Proteção Deve ser mantido na embalagem exterior de origem para proteger da luz.
Restrição de Congelação Não congelar a vacina em circunstância alguma.
Estabilidade após Reconstituição A vacina deve ser utilizada imeditamente após a reconstituição.
Segurança Infantil Manter fora da vista e do alcance das crianças.
Regra de Eliminação Não eliminar na canalização ou no lixo doméstico.

Os documentos regulamentares definem rigorosamente o ambiente de conservação do STAMARIL. O produto exige uma cadeia de frio obrigatória, mantendo uma temperatura entre 2°C e 8°C, e não deve ser congelado. Os componentes ativos são protegidos da luz através da obrigatoriedade de conservação na embalagem original. Após o pó ser misturado com o solvente, a vacina deve ser utilizada imediatamente. Toda a vacina não utilizada, fora do prazo de validade ou que tenha sido reconstituída deve ser eliminada de acordo com as orientações de um farmacêutico ou com os requisitos locais para resíduos farmacêuticos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Stamaril encontrado em:

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