Spirulina

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Spirulina

O que é a Espirulina e que tipo de suplemento é?

A Espirulina é o nome comum aplicado à biomassa seca de cianobactérias do género Arthrospira, principalmente das espécies A. platensis e A. maxima. Este microrganismo é classificado cientificamente como uma microalga filamentosa fotossintética e é de origem natural. Distingue-se como um nutracêutico e alimento funcional, inserindo-se na categoria de suplemento fitoterápico e alimentar, em vez de ser um agente farmacêutico convencional. A sua utilização em certas categorias de alimentos é amplamente aceite e reconhecida como segura, sendo esta classificação sustentada pela investigação sobre o seu elevado teor nutricional e potencial apoio à saúde geral.

De que é feita a Espirulina e em que formas se apresenta?

A biomassa é notável pela sua composição altamente concentrada, que inclui todos os aminoácidos essenciais e um teor proteico substancial, juntamente com a C-ficocianina (um pigmento azul), beta-caroteno (provitamina A) e ácidos gordos como o ácido gama-linolénico (GLA). Estudos confirmam a presença destes componentes ativos que contribuem para o seu perfil nutricional. A Espirulina está amplamente disponível para a via de administração oral em várias formas de apresentação comuns, incluindo em , que pode ser facilmente misturado em alimentos, ou comprimida em comprimidos e contida em cápsulas.

Qual é o objetivo geral da toma de Espirulina?

O objetivo geral da Espirulina é fornecer uma suplementação alimentar abrangente, enriquecendo assim a dieta e apoiando a manutenção da saúde geral. A sua elevada densidade nutricional é frequentemente utilizada para ajudar a colmatar potenciais lacunas nutricionais, por exemplo, em indivíduos que seguem dietas de base vegetal. A atividade antioxidante inerente a componentes como a C-ficocianina apoia adicionalmente a vitalidade geral ao auxiliar na neutralização de radicais livres, contribuindo de forma ampla para as funções defensivas normais do organismo e para o bem-estar geral.

Quais efeitos secundários são possíveis com Spirulina?

O perfil de segurança oficial da Espirulina é definido pelo seu consumo enquanto nutracêutico, estando as preocupações documentadas relacionadas sobretudo com a qualidade do produto e com a sensibilidade de populações específicas.

Extensão das Reações Adversas

Categorias Principais de Reações Adversas: Os efeitos adversos são agrupados em Perturbações Gastrointestinais (ex.: náuseas, dor abdominal, vómitos) e Perturbações do Sistema Imunitário (reações alérgicas e hipersensibilidade). Estes efeitos não graves apresentam tipicamente uma Frequência Não Definida nos termos regulamentares padrão para suplementos alimentares, mas são considerados possíveis com base em notificações espontâneas.

Reações Adversas Graves: Eventos graves, embora Raramente Notificados ou Pouco Frequentes, documentados em revisões regulamentares, incluem a Anafilaxia (uma reação alérgica grave) e a Hepatotoxicidade (danos no fígado). O risco de hepatotoxicidade está associado primariamente à contaminação da biomassa de Espirulina por cianotoxinas, como as Microcistinas, e não à substância pura em si.

Restrições de Segurança e Limitações

A substância está sujeita a constrangimentos específicos e precauções assinaladas em documentos oficiais:

A Espirulina é formalmente contraindicada para indivíduos com Fenilcetonúria (PKU), uma vez que constitui uma fonte natural do aminoácido essencial fenilalanina. As revisões regulamentares destacam uma precaução para indivíduos com doenças autoimunes pré-existentes (como Lúpus ou Esclerose Múltipla), dado que a substância pode teoricamente modular a função imunitária e, potencialmente, agravar os sintomas.

As orientações regulamentares padrão estipulam que as pessoas grávidas ou a amamentar devem procurar aconselhamento profissional antes da utilização. Um constrangimento de segurança crítico, enfatizado pelas autoridades de saúde, é o risco de contaminação com cianotoxinas e metais pesados, sublinhando a necessidade de um rigoroso controlo de qualidade na produção.

Ligação ao Perfil de Segurança Global: A informação oficial de segurança estrutura o perfil de risco do produto em torno da necessidade de um controlo de qualidade rigoroso para mitigar reações graves relacionadas com toxinas, a par das restrições de uso para indivíduos com condições metabólicas como a PKU. Os restantes efeitos documentados são geralmente ligeiros e sistémicos, refletindo a classificação da substância como um nutracêutico de grau alimentar.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

O perfil de segurança oficial da Espirulina, classificada como um suplemento alimentar "Geralmente Reconhecido como Seguro" (GRAS), define que o risco de toxicidade aguda decorre principalmente da contaminação do produto e não de uma sobredosagem farmacêutica convencional. O foco regulamentar detalha tanto as apresentações adversas comuns como as consequências graves que podem colocar a vida em risco.


Manifestações Documentadas

As manifestações associadas a uma ingestão elevada ou à toxicidade do produto incluem dor abdominal, diarreia, náuseas e vómitos, afetando o sistema gastrointestinal. As consequências graves estão ligadas sobretudo à presença de toxinas de microcistina que contaminam o produto, o que se associa a danos no fígado e à elevação das enzimas hepáticas. Outros eventos adversos graves documentados incluem a anafilaxia e reações que se manifestam através de dificuldade respiratória.


Quando procurar ajuda urgente

Deve-se procurar assistência médica imediata perante qualquer sintoma de toxicidade grave ou persistente. Isto é expressamente exigido para sinais clínicos como a icterícia (coloração amarelada da pele ou dos olhos, sinal potencial de lesão hepática) ou uma reação alérgica grave, particularmente a dificuldade em respirar. No caso de suspeita de sobredosagem, a informação regulamentar determina que o paciente deve contactar imediatamente um centro de informação antivenenos ou procurar ajuda médica de emergência. A gestão da toxicidade documentada consiste em tratamento sintomático e de suporte, uma vez que os documentos regulamentares oficiais declaram que não se conhece um antídoto específico.

Usos terapêuticos de Spirulina

A relevância da Espirulina deriva do seu perfil nutricional denso, o que a torna pertinente em áreas que envolvem desequilíbrios sistémicos e que requerem uma manutenção de suporte da saúde. As suas utilizações estão categorizadas em torno do apoio nutricional e da moderação de certas manifestações sintomáticas.

A Espirulina é considerada relevante para indivíduos que procuram um alívio de suporte para sintomas relacionados com desequilíbrios sistémicos (tais como níveis elevados de lípidos no sangue e valores de pressão arterial), sintomas relacionados com desconforto físico (como fraqueza e fadiga associadas a carências nutricionais) e sintomas relacionados com estados inflamatórios ou irritativos, como os observados na Rinite Alérgica.

Este suplemento é comummente utilizado para auxiliar em sintomas de desconforto físico, nomeadamente a fraqueza sistémica e o cansaço resultantes de lacunas nutricionais. No domínio cardiometabólico, a sua aplicação ocorre sobretudo em contextos onde se procura um apoio nutricional adicional para condições que apresentam desconforto sistémico ou localizado. No caso de reações alérgicas, este suporte contribui para atenuar a carga sintomática global e auxilia na manutenção da estabilidade funcional durante os períodos de maior sintomatologia.

Facto Rápido: Gestão de Suporte de Sintomas Nasais

A Espirulina é frequentemente utilizada para ajudar em sintomas relacionados com estados inflamatórios ou irritativos, como espirros recorrentes, secreção nasal e congestão, o que pode auxiliar na manutenção da estabilidade funcional e contribuir para um melhor conforto diário durante os períodos sintomáticos.

Critérios de utilização e restrições

Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar Espirulina?

A elegibilidade para a utilização da Espirulina é determinada estritamente pela documentação regulamentar, que define tanto a utilização aceitável como as contraindicações específicas, baseando-se na composição do produto e nos dados de segurança disponíveis. O texto abaixo reflete apenas as regras de elegibilidade populacional oficialmente documentadas.

Contraindicações (Inelegibilidade Absoluta)

A utilização é formalmente proibida a indivíduos diagnosticados com Fenilcetonúria (PKU), dado que a Espirulina contém o aminoácido essencial Fenilalanina. É igualmente contraindicada para pessoas com Doenças Autoimunes ativas, tais como o Lúpus Eritematoso Sistémico (LES) ou a Artrite Reumatoide (AR), devido ao seu potencial documentado para estimular o sistema imunitário. A utilização é também excluída para qualquer pessoa com uma alergia conhecida ao produto.

Utilização Restrita ou Condicional

O uso é geralmente aceitável para adultos saudáveis, adolescentes e crianças com idade igual ou superior a dois anos, com limites de elegibilidade específicos definidos por grupo etário. No entanto, a Espirulina não é recomendada durante a gravidez ou lactação, uma vez que os dados de segurança humana são atualmente insuficientes. É necessária precaução em indivíduos com distúrbios da coagulação ou gota/hiperuricemia, devido aos seus efeitos notados na atividade plaquetária e ao elevado teor de purinas. A segurança em indivíduos com comprometimento renal ou hepático grave não se encontra frequentemente estabelecida nas monografias regulamentares.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil regulamentar da Espirulina é definido por potenciais interações farmacodinâmicas, em vez de efeitos farmacocinéticos formais, o que é coerente com a sua classificação como um produto de saúde natural.


Padrões de Interação Farmacodinâmica

Tipo de Interação Medicamentos Envolvidos
Risco de Reforço Medicamentos Anticoagulantes e Antiagregantes Plaquetários (ex.: Varfarina, Heparina, AINEs)
Risco de Interferência Medicamentos Imunossupressores (ex.: Ciclosporina, Corticosteroides)

A administração conjunta com agentes anticoagulantes e antiagregantes plaquetários pode apresentar um risco de efeito aditivo. Esta é uma preocupação farmacodinâmica baseada nas propriedades antiplaquetárias documentadas da Espirulina. Inversamente, a coadministração com agentes imunossupressores pode levar a uma interferência na sua atividade, resultante do potencial da Espirulina em apoiar a função imunitária, uma classificação observada em monografias oficiais de saúde.


Constrangimentos de Administração e Estatuto Regulamentar

Os documentos regulamentares não classificam qualquer combinação como uma combinação formalmente contraindicada.

Não são citadas interações metabólicas específicas (como a inibição ou indução do citocromo CYP450) ou interações baseadas em transportadores que exijam ajustes formais de dosagem. No entanto, produtos que contenham níveis específicos de minerais podem exigir uma regra de separação temporal: tomar o produto algumas horas antes ou depois de outros medicamentos ou produtos de saúde para evitar o comprometimento da absorção. Este constrangimento está explicitamente incluído em monografias regulamentares oficiais.

Mecanismo de ação

A ficocianina, um dos componentes principais da Espirulina, atua diretamente como um antioxidante através da neutralização de radicais livres. O seu derivado, a ficocianobilina (PCB), funciona como um ligante molecular. Do ponto de vista do mecanismo, a PCB interage com o centro ativo da enzima NADPH oxidase (NOX), resultando na inibição direta da sua atividade catalítica. Esta interação inicial é fundamental para os efeitos subsequentes na homeostase celular.

A inibição da atividade da NOX no interior da célula interrompe uma etapa crítica do metabolismo oxidativo. Esta cascata leva a uma diminuição demonstrável na geração de espécies reativas de oxigénio (ROS) e de outros aniões superóxido. A consequente redução da carga oxidativa intracelular modula vias de sinalização essenciais sensíveis ao estado redox, que são parte integrante da regulação dos mecanismos de proliferação e sobrevivência celular.

Para além dos efeitos mediados pela ficocianina, outras espécies moleculares presentes na Espirulina, especificamente polissacáridos sulfatados como a Espirulana de Cálcio, exibem uma atividade biológica distinta. Estas macromoléculas funcionam principalmente através da modulação de recetores de reconhecimento de padrões, incluindo a sinalização pelo recetor do tipo Toll 4 (TLR4). O efeito a jusante desta modulação altera o perfil de transcrição de citocinas pró-inflamatórias, contribuindo, em última análise, para a modulação integrada da sinalização redox e das vias inflamatórias em diversos tecidos.

Informações sobre dosagem e administração

Como a Espirulina é Utilizada: Diretrizes Oficiais de Administração

A Espirulina, enquanto produto de saúde natural, é utilizada de acordo com princípios de administração estabelecidos por autoridades regulamentares. O princípio geral de administração foca-se na via oral, recorrendo a formas disponíveis como pós, comprimidos e cápsulas.


Dosagem e Regras Específicas por Idade

As diretrizes regulamentares oficiais definem limites máximos específicos de consumo diário, baseados na idade, para garantir uma utilização adequada. Estes limites são habitualmente expressos como o máximo de gramas de biomassa seca de Espirulina que deve ser ingerido diariamente.

Grupo Populacional Dose Diária Máxima Recomendada
Adultos (18 anos ou mais) 8 gramas por dia (g/dia)
Adolescentes (15–17 anos) 8 gramas por dia (g/dia)
Crianças (2–4 anos) 1 grama por dia (g/dia)

A dose diária é tipicamente administrada numa toma única ou fracionada em várias administrações ao longo do dia, dependendo da formulação específica do produto.


Condições de Administração

A utilização de formas adequadas à idade é uma consideração procedimental fundamental. No caso de crianças mais pequenas, as formas de apresentação são frequentemente limitadas a preparações de base líquida, como soluções ou suspensões, para permitir uma administração correta. Além disso, as instruções oficiais para produtos que contêm ferro aconselham a toma da Espirulina algumas horas antes ou depois de outros medicamentos ou produtos de saúde, de forma a prevenir potenciais impactos na absorção. Estas diretrizes estruturam o uso oficial da Espirulina ao definirem limites procedimentais claros para a ingestão, frequência e níveis máximos de consumo entre os vários grupos etários.

Evidência clínica recente

Evidência Científica / Panorama de Estudos sobre a Espirulina

Evidência na Gestão de Suporte de Níveis Elevados de Lípidos no Sangue

A investigação tem analisado a Espirulina em indivíduos com níveis elevados de lípidos no sangue ou colesterol. A investigação baseia-se primariamente em Revisões Sistemáticas e Ensaios Clínicos Aleatorizados (ECAs) realizados em adultos, incluindo pessoas com condições metabólicas subjacentes, como a Diabetes Tipo 2. Os estudos avaliaram alterações nos resultados relacionados com o perfil lipídico sérico, incluindo marcadores como o Colesterol Total e o LDL-C. Os resultados descrevem medições observadas nos estudos em que os níveis destes componentes lipídicos foram registados durante o período de estudo de curta duração. Os dados sobre resultados a longo prazo ainda são escassos e o grau de certeza relativamente à manutenção destes resultados permanece baixo.


Evidência na Gestão de Suporte da Pressão Arterial Elevada

A Espirulina foi avaliada no âmbito da investigação sobre a pressão arterial elevada. Os estudos exploraram esta área principalmente através de meta-análises que agregam dados de múltiplos ECAs. Os estudos incluíram populações adultas que apresentavam leituras de pressão arterial associadas a risco cardiometabólico. Os resultados indicam que algumas investigações destacam padrões em que foram registadas leituras mais baixas de PAS (Sistólica) e PAD (Diastólica) durante o período de estudo. A evidência é limitada em populações com pressão arterial normal e os ensaios foram geralmente de curta duração, variando frequentemente entre 2 e 13 semanas. Por conseguinte, existe informação limitada quanto aos resultados a longo prazo.


Evidência na Gestão de Suporte de Sintomas Nasais na Rinite Alérgica

A investigação descreve a Espirulina como tendo sido avaliada em estudos que exploram a Rinite Alérgica (RA). A base de investigação é limitada, consistindo em Revisões Sistemáticas que resumiram os resultados de um pequeno número de ensaios clínicos. Estes estudos exploraram alterações de curto prazo nos sintomas em populações que incluíram tanto adultos como crianças. Os estudos analisaram os resultados comunicados pelos próprios doentes, medindo pontuações para sintomas subjetivos em áreas como espirros e congestão. No entanto, a qualidade da evidência é geralmente considerada muito baixa e limitada na literatura científica. Foram utilizadas amostras pequenas nos ensaios originais e o grau de certeza permanece baixo.


O Que Ainda é Incerto na Investigação sobre a Espirulina

A evidência é limitada em todas as indicações estudadas e o grau de certeza permanece baixo em relação a resultados definitivos e previsíveis. As principais limitações descritas pelos revisores são o facto de terem sido utilizadas amostras pequenas em muitos ensaios e de os períodos de acompanhamento terem sido reduzidos. Isto significa que os resultados a longo prazo e a durabilidade dos padrões observados não estão bem caracterizados. Além disso, a qualidade da evidência varia entre os estudos e existe informação limitada para muitas populações especiais, incluindo os idosos.

Perguntas frequentes (FAQ)

Questões frequentes sobre a Espirulina (FAQ)

P: Qual é o significado da cor azul-esverdeada da Espirulina?

A cor característica da Espirulina provém de um pigmento chamado C-ficocianina. Este componente é reconhecido em fontes oficiais e na literatura científica. A investigação tem analisado a C-ficocianina devido ao seu potencial em termos de atividades antioxidantes e anti-inflamatórias.

P: É adequado tomar Espirulina em pó misturada num batido diário?

As orientações oficiais indicam que a Espirulina pode ser administrada por via oral sob a forma de pó, comprimido ou cápsula. A apresentação em pó foi concebida para ser facilmente misturada em alimentos ou líquidos. Misturá-la num batido é coerente com este princípio geral de administração.

P: A Espirulina precisa de ser refrigerada após a abertura?

As diretrizes regulamentares sobre o armazenamento adequado não listam a refrigeração como um requisito. Instruem que o produto deve ser mantido num local fresco e seco, resguardado da luz solar direta e do calor excessivo. É obrigatório manter o produto num recipiente bem fechado para evitar a sua degradação.

P: A origem geográfica é importante ao escolher um produto de Espirulina?

Os alertas oficiais das autoridades governamentais de saúde enfatizam que os produtos de Espirulina devem provir de uma fonte testada e reputada. Isto deve-se ao risco crítico de segurança relacionado com a contaminação por toxinas, como as cianotoxinas, e metais pesados, riscos que estão associados aos métodos de cultivo e à origem do produto.

P: É seguro tomar Espirulina simultaneamente com um multivitamínico comum?

A necessidade de separação de outros suplementos é condicional. Os documentos regulamentares oficiais aconselham a toma de Espirulina algumas horas antes ou depois de outros medicamentos apenas se o produto de Espirulina contiver ferro (0,6 mg ou mais por dia). Esta regra de temporização serve para prevenir uma potencial interferência na absorção do ferro.

P: As reações alérgicas à Espirulina são consideradas comuns?

As reações alérgicas e a hipersensibilidade são efeitos adversos documentados que podem ocorrer com o uso de Espirulina. No entanto, a terminologia regulamentar para suplementos alimentares implica que a frequência exata (se é comum, pouco comum ou rara) não está tipicamente definida nos documentos oficiais.

P: A Espirulina é adequada para adultos mais velhos ou idosos?

A investigação clínica e as informações oficiais indicam que existem estudos que investigaram especificamente o uso de Espirulina em indivíduos com 50 ou mais anos. Esta investigação avaliou os seus potenciais efeitos em condições relevantes para idades mais avançadas, como a anemia e a função imunitária.

P: É seguro tomar Espirulina durante todo o ano sem interrupções?

As monografias regulamentares, que definem o uso do produto, não exigem uma declaração específica sobre a duração do uso para a Espirulina. Isto indica que não existem limitações formais ou requisitos definidos nestes documentos oficiais relativamente à necessidade de fazer pausas.

P: Posso tomar Espirulina se tiver diabetes ou pré-diabetes?

A evidência científica proveniente de revisões sistemáticas indica que foram realizados estudos sobre o uso de Espirulina em indivíduos com condições metabólicas subjacentes, incluindo a Diabetes Tipo 2. Esta investigação focou-se no impacto do produto em parâmetros metabólicos relacionados com o controlo do açúcar no sangue (estado glicémico).

P: Que tipo de investigação existe sobre os efeitos da Espirulina no sistema imunitário?

A investigação sobre os efeitos imunitários da Espirulina inclui estudos experimentais que analisam a supressão de marcadores inflamatórios, modelos animais que investigam condições como a artrite e a asma, e ensaios clínicos em humanos que avaliam sintomas alérgicos e biomarcadores inflamatórios.

P: Porque é que algumas pessoas se referem à Espirulina como uma 'proteína completa'?

O termo é utilizado porque as análises oficiais de composição confirmam que o teor proteico da Espirulina é considerado de alto valor biológico. Os dados factuais mostram que a mesma contém todos os aminoácidos essenciais, o que constitui a base nutricional para ser categorizada como uma fonte de proteína completa.

P: A Espirulina contém iodo naturalmente?

Sim, as fontes oficiais e as análises de composição dos produtos descrevem a Espirulina como contendo naturalmente vários nutrientes. Estes nutrientes incluem o oligoelemento iodo.

P: A Espirulina é adequada para vegetarianos ou vegans?

A Espirulina deriva de um tipo de microrganismo classificado como microalga ou cianobactéria, o que significa que tem uma origem de base vegetal. É frequentemente citada na literatura oficial como sendo utilizada para fornecer suporte nutricional a indivíduos que seguem dietas de base vegetal.

P: A Espirulina pode ser misturada com líquidos quentes, como chá ou café?

A investigação científica fornece informações sobre a estabilidade dos componentes. Os estudos indicam que os principais componentes ativos da Espirulina, como a ficocianina, são sensíveis a temperaturas elevadas (superiores a 45 °C). A exposição ao calor pode causar a degradação e uma potencial perda da sua capacidade antioxidante.

P: O consumo de Espirulina afeta a qualidade do sono?

Ensaios clínicos investigaram o efeito da Espirulina nos resultados do sono. Algumas investigações focadas em populações adultas específicas registaram alterações nas medidas de qualidade do sono durante o período do estudo.

P: A Espirulina contém Vitamina B12 ou trata-se de um equívoco comum?

A Espirulina contém compostos quimicamente semelhantes à Vitamina B12. No entanto, alguma investigação científica indica que estes análogos da B12 podem ter uma biodisponibilidade limitada em humanos, o que significa que o corpo poderá não ser capaz de os utilizar eficazmente como verdadeira Vitamina B12.

P: A Espirulina é segura para quem tem intolerância à lactose ou alergia a laticínios?

A Espirulina deriva de microalgas (cianobactérias) e é classificada como um nutracêutico/suplemento. A informação oficial de composição confirma que a Espirulina não é um produto lácteo.

P: Existe alguma orientação especial para pessoas com problemas de tiroide que usem Espirulina?

A Espirulina contém naturalmente componentes, incluindo iodo e tirosina, que podem influenciar a função da tiroide. Por este motivo, as informações de segurança oficiais destacam a necessidade de indivíduos com condições tiroideias pré-existentes consultarem um profissional de saúde antes da utilização.

P: Existe investigação científica disponível especificamente sobre a Espirulina e os níveis de energia?

A investigação explorou o potencial da Espirulina no suporte à energia e resistência. Alguns estudos assinalaram o seu uso em contextos de nutrição desportiva devido ao seu elevado teor proteico e a conclusões relacionadas com a fadiga induzida pelo exercício.

Como Spirulina deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar a Espirulina

As diretrizes oficiais para os suplementos de Espirulina centram-se na manutenção da estabilidade da biomassa seca e na garantia de uma eliminação segura. Para proteger o produto até à sua data de validade, o armazenamento deve ser efetuado num local fresco e seco, resguardado da luz solar direta e do calor excessivo. É obrigatório manter o produto num recipiente bem fechado para evitar a degradação causada pela humidade.

Por motivos de segurança, todos os suplementos devem ser mantidos fora da vista e do alcance das crianças.

A eliminação de produtos não utilizados ou fora de validade deve seguir os regulamentos locais e nacionais relativos a resíduos. O método preferencial consiste na utilização de um programa de retoma de medicamentos (como a entrega em pontos de recolha específicos em farmácias). Caso este não esteja disponível, o produto deve ser misturado com uma substância indesejável, colocado num saco selado e depositado no lixo doméstico, com a instrução explícita de não deitar o material em canos ou cursos de água.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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