Speridan

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Speridan

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Speridan

O Speridan é um agente psicotrópico sujeito a receita médica que contém uma única substância ativa, a Risperidona. É classificado como um antipsicótico atípico, também amplamente identificado como um Antipsicótico de Segunda Geração (ASG), que atua no auxílio à estabilização de perturbações graves do pensamento, do humor e da perceção, através da modulação de sinais químicos fundamentais no cérebro.


Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substância ativa Risperidona
Forma Comprimidos, solução oral, comprimidos orodispersíveis
Classe farmacológica Antipsicótico Atípico (ASG)
Objetivo geral Equilibrar os mensageiros químicos cerebrais
Origem Composto sintético

Que tipo de medicamento é o Speridan? (Identidade e Classificação)

O Speridan define-se pela sua substância ativa, a Risperidona, um composto sintético derivado da estrutura química do benzisoxazol. A classificação como antipsicótico atípico confirma que este medicamento foi concebido para atuar em dois sistemas de sinalização principais: os recetores de dopamina e os recetores de serotonina. A Risperidona atua simultaneamente como um potente antagonista dos recetores de serotonina 5-HT2A e um potente antagonista dos recetores de dopamina D2, definindo assim o seu perfil farmacológico. Este mecanismo dual é amplamente reconhecido pela sua capacidade de auxiliar na gestão de condições graves de saúde mental.

Composição e Formas Disponíveis da Risperidona

Este produto é composto por uma única substância ativa, formulado para administração por via oral. O componente primário é a Risperidona, complementada por excipientes farmacêuticos adequados a cada preparação específica. O Speridan é fornecido sob a forma de comprimidos padrão, solução oral líquida e comprimidos orodispersíveis especialmente formulados para se dissolverem rapidamente na língua. A disponibilidade da solução oral e dos comprimidos orodispersíveis é uma característica fundamental da substância Risperidona, pois permite uma flexibilidade na administração que é clinicamente reconhecida como importante para certos grupos de doentes, como crianças e adolescentes.

O Objetivo Geral deste Agente Psicotrópico

O objetivo geral deste medicamento é promover a modulação de neurotransmissores no Sistema Nervoso Central (SNC). Ao equilibrar a atividade de mensageiros químicos como a dopamina e a serotonina, a Risperidona ajuda a normalizar vias de sinalização irregulares. Este processo fundamental destina-se a promover o equilíbrio emocional e a melhorar a estabilidade geral de indivíduos que apresentem, por exemplo, episódios de mania associados à perturbação bipolar, sendo este um cenário de utilização típico apoiado por vasta evidência clínica. A substância Risperidona é utilizada para estabelecer e manter a estabilidade mental.

Quais efeitos secundários são possíveis com Speridan?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

O perfil de segurança do Speridan (Risperidona) é organizado através da classificação das reações adversas com base na sua frequência e nos sistemas do organismo afetados.

Classificação Exemplos de Efeitos Secundários Documentados
Muito Frequentes (ocorrem em 1 ou mais em cada 10 doentes) Sonolência, Parkinsonismo (um tipo de distúrbio do movimento) e fadiga
Frequentes (ocorrem em 1 ou mais em cada 100 doentes) Tonturas, ansiedade, náuseas, vómitos, obstipação, hiperprolactinemia (aumento dos níveis da hormona prolactina) e aumento de peso
Classes de Sistemas de Órgãos Os efeitos envolvem principalmente o Sistema Nervoso (ex.: acatisia, tremores), o Metabolismo e Nutrição (ex.: hiperglicemia, dislipidemia) e o Sistema Endócrino

Reações Adversas Graves e Restrições de Segurança

As informações oficiais destacam o potencial para a ocorrência de condições raras, mas clinicamente significativas:

  • Reações Adversas Graves: Estas incluem a Síndrome Maligna dos Neurolépticos (SMN) e o potencial para Discinésia Tardiva (movimentos involuntários e descontrolados). Foram relatados eventos adversos cerebrovasculares (incluindo acidente vascular cerebral) em doentes idosos com psicose associada à demência.
  • Restrições em Populações Específicas: O medicamento não está aprovado para o tratamento de psicose relacionada com a demência em doentes idosos, devido a um risco acrescido de mortalidade e de acidente vascular cerebral. É habitualmente aconselhado que doentes com insuficiência renal ou hepática grave iniciem o tratamento com uma dose inferior.
  • Padrões Relacionados com a Administração: Os dados indicam que a hipotensão ortostática (tonturas ao levantar-se) é mais comum durante o período inicial de ajuste da dose.
  • Restrições Gerais de Segurança: O fármaco pode causar compromisso cognitivo e motor, o que é documentado como uma limitação a considerar em atividades que exijam alerta mental. Pode também interferir com a capacidade de o organismo regular a temperatura.

Esta informação fidedigna estrutura a compreensão oficial do perfil de risco do medicamento, detalhando os efeitos secundários esperados e definindo as restrições de segurança críticas para utilizações e grupos de doentes específicos.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

Uma sobredosagem de Speridan (Risperidona) requer assistência médica imediata devido ao potencial de complicações graves e de risco de vida, conforme documentado na informação oficial de prescrição. As manifestações de sobredosagem são um exagero dos efeitos do medicamento, envolvendo principalmente o sistema nervoso central (SNC) e o sistema cardiovascular.

Os sinais documentados incluem depressão do SNC, manifestando-se como sonolência, sedação profunda ou diminuição do estado de consciência, a par de convulsões e Sintomas Extrapiramidais (SEP) graves. Os efeitos cardiovasculares podem incluir taquicardia (batimento cardíaco rápido) e hipotensão (pressão arterial baixa), sendo que a documentação oficial observa o potencial para um intervalo QT prolongado no ECG. Os desfechos mais graves relatados incluem coma, depressão respiratória ligeira e o risco de arritmias ventriculares graves.

Uma vez que não existe um antídoto específico para a Risperidona, as orientações enfatizam que a gestão deve ser sintomática e de suporte. A avaliação médica imediata é crítica quando ocorrem sintomas como dificuldade respiratória ou perda de consciência. O tratamento envolve supervisão médica próxima e monitorização eletrocardiográfica contínua (ECG) para vigiar problemas cardíacos. As intervenções específicas listadas incluem o uso de agentes anticolinérgicos para gerir SEP graves. Foram observados casos de sobredosagem acidental, inclusive na população pediátrica, que acarretam riscos de vida.

Usos terapêuticos de Speridan

O Speridan é frequentemente utilizado em situações que envolvem determinados sintomas angustiantes em diversas áreas terapêuticas. Este medicamento é aplicado em contextos onde é necessário um suporte sintomático adicional, ajudando a aliviar a carga global dos sintomas.

O fármaco desempenha um papel na gestão de condições caracterizadas por períodos de exacerbação de sintomas, as quais incluem a esquizofrenia, episódios maníacos ou mistos agudos associados à Perturbação Bipolar I, e a irritabilidade ligada à Perturbação do Espetro do Autismo. É aplicado na abordagem de sintomas que geram um impacto funcional notável, tais como alucinações, delírios, agressividade grave e desregulação do humor.

“É relevante para o alívio de sintomas desafiantes que podem tornar-se intensos ou disruptivos, apoiando o doente durante episódios difíceis ao atenuar o sofrimento e ao ajudar a manter um sentido de estabilidade.”

Quando os sintomas se tornam temporariamente avassaladores, o Speridan é frequentemente utilizado durante fases em que é necessário um alívio sintomático de suporte. Oferece um apoio que ajuda os doentes a lidarem de forma mais equilibrada com as flutuações dos sintomas e pode auxiliar na manutenção da estabilidade funcional quando os sintomas interferem com as atividades rotineiras.


Bloco de Factos Rápidos

Facto Rápido: Alívio de Sintomas-Chave Descrição
Grupos de Sintomas Alucinações, delírios, agressividade grave e estados de humor maníacos agudos.
Contexto Clínico Aplicado em episódios agudos, manutenção a longo prazo e suporte sintomático para comportamentos desafiantes.
Benefício Primário Apoia o bem-estar geral durante fases sintomáticas e ajuda a manter uma sensação de estabilidade.

Critérios de utilização e restrições

Mapa de Elegibilidade: Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar Speridan — Informação Regulamentar Oficial

A utilização do Speridan é regida por critérios regulamentares rigorosos relativos à idade, condições clínicas específicas e proibições absolutas, conforme documentado pelas autoridades de saúde.

Estado de Elegibilidade Populações Chave Afetadas
Contraindicado Doentes com hipersensibilidade conhecida à risperidona ou ao seu metabolito ativo, a paliperidona. Idosos com psicose associada à demência (devido ao risco acrescido de mortalidade).
Segurança e Eficácia Não Estabelecidas Crianças com menos de 13 anos para esquizofrenia, menos de 10 anos para mania bipolar e menos de 5 anos para irritabilidade associada ao autismo.

Utilização Condicional e Restrições

A rotulagem oficial estabelece restrições para várias populações. Doentes com insuficiência renal ou hepática (doença nos rins ou no fígado) requerem precaução, e as diretrizes regulamentares especificam uma dose inicial mais baixa. A utilização é também restrita em indivíduos com doença cardiovascular, historial de convulsões ou Doença de Parkinson. Durante a gravidez, os recém-nascidos expostos correm o risco de apresentar sintomas de privação. Recomenda-se que as mulheres lactantes não devem amamentar, uma vez que o fármaco passa para o leite materno.


Ligação ao Perfil Geral de Elegibilidade

Os documentos regulamentares governamentais estabelecem uma estrutura clara de proibições absolutas e restrições condicionais para definir quem é oficialmente elegível para o fármaco. Este perfil garante que a utilização seja estritamente limitada aos grupos etários aprovados e aos cenários clínicos onde os dados de segurança estão consolidados.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O Speridan (Risperidona) interage com outros produtos medicinais principalmente através de dois mecanismos documentados: alterações na exposição ao fármaco (interações farmacocinéticas) e efeitos aditivos no sistema nervoso central (interações farmacodinâmicas).


Interações Farmacocinéticas Documentadas

A depuração da risperidona e do seu metabolito ativo é afetada por outros medicamentos que interagem com os sistemas enzimáticos CYP 2D6 e CYP 3A4, o que exige consideração em caso de administração conjunta.

Tipo de Substância Interatante Efeito Regulamentar no Speridan Exemplo de Medicamento
Indutores do CYP 3A4 Diminui a concentração da fração antipsicótica ativa Carbamazepina
Inibidores do CYP 2D6 Aumenta substancialmente a concentração plasmática da Risperidona Paroxetina, Fluoxetina
Inibidores da P-gp Aumenta o nível ou o efeito da Risperidona Glecaprevir/Pibrentasvir

A administração concomitante com indutores enzimáticos requer um ajuste obrigatório na dosagem de risperidona aquando do início ou da interrupção do tratamento, de modo a manter uma exposição consistente. Os bloqueadores da histamina Cimetidina e Ranitidina também aumentam a biodisponibilidade da risperidona, embora a fração ativa total seja apenas ligeiramente afetada.


Interações Farmacodinâmicas e com Substâncias

Interações farmacodinâmicas específicas resultam de efeitos aditivos ou opostos. Devido ao potencial de efeitos depressores aditivos do sistema nervoso central, o uso concomitante de álcool e de outros fármacos de ação central deve ser evitado ou gerido com precaução. O bloqueio dos recetores de dopamina pela risperidona pode antagonizar os efeitos da Levodopa e de outros agonistas da dopamina. A coadministração de furosemida em doentes idosos com psicose associada à demência está associada a uma incidência aumentada de mortalidade, o que motiva uma precaução específica nesta população. A formulação em solução oral de Speridan não deve ser misturada com chá ou bebidas de cola devido a uma restrição de administração.

Esta informação detalha as interações esperadas e define as restrições necessárias para garantir o perfil de segurança do medicamento em combinação com outras substâncias.

Mecanismo de ação

O Speridan é um composto da classe das fenotiazinas. A sua ação é exercida primordialmente através da modulação de múltiplas vias de neurorecetores, o que leva a uma cascata de efeitos fisiológicos.

Modulação da Sinalização Dopaminérgica

O Speridan atua como um antagonista dos recetores de dopamina D2, bloqueando principalmente estes recetores em áreas fundamentais do sistema nervoso central. Esta ação inicia a supressão da sinalização em vias associadas a respostas sensoriais e motoras, o que contribui para uma redução na frequência de sinalização dentro das vias-alvo.

Influência na Zona Gatilho Quimiorecetora

O bloqueio dos recetores D2 por este fármaco é particularmente relevante na zona gatilho quimiorecetora (ZGQ) do cérebro. A modificação dos passos moleculares iniciais nesta área influencia a trajetória de ativação das vias e modula o efeito de mediadores específicos.

Envolvimento das Vias Alfa-Adrenérgicas e Colinérgicas

O Speridan envolve mecanismos adicionais através do bloqueio dos recetores alfa-1 adrenérgicos e dos recetores colinérgicos. Esta sinalização, mediada por recetores ou enzimas, afeta sistemas onde predominam transmissores específicos, influenciando a transdução de sinais para alterar o estado funcional das vias visadas e resultando em modificações fisiológicas a jusante.

Informações sobre dosagem e administração

A utilização de Speridan deve seguir rigorosamente as indicações do médico assistente, uma vez que a dosagem e a duração do tratamento são adaptadas individualmente a cada paciente, dependendo da condição clínica e da resposta terapêutica.

Este medicamento é geralmente administrado por via oral, podendo ser tomado com ou sem alimentos. No caso da formulação em comprimidos, estes devem ser ingeridos com uma quantidade suficiente de água. Se for prescrita a solução oral, deve utilizar-se a pipeta doseadora fornecida na embalagem para garantir a medição precisa da dose. A solução pode ser misturada com bebidas não alcoólicas, exceto chá de ervas ou café, devendo ser consumida imediatamente após a mistura.

O tratamento inicia-se frequentemente com uma dose baixa, que pode ser aumentada gradualmente pelo médico até se atingir o nível eficaz. É fundamental não interromper a toma do medicamento abruptamente, mesmo que ocorra uma melhoria dos sintomas, a menos que tal seja indicado pelo profissional de saúde. A suspensão repentina pode levar ao reaparecimento dos sintomas ou a efeitos indesejados. Caso se esqueça de uma dose, esta deve ser tomada assim que possível, a menos que esteja próxima do horário da dose seguinte; em nenhuma circunstância deve ser tomada uma dose dupla para compensar a falha.

Durante o período de tratamento, o doente deve ser monitorizado regularmente. Ajustes na dosagem podem ser necessários em doentes idosos ou em indivíduos com compromisso da função renal ou hepática, devido à forma como o organismo processa a substância ativa.

Evidência clínica recente

Speridan: Evidência Clínica Recente

A investigação sobre o Speridan (risperidona) foca-se no seu perfil clínico em condições para as quais um antipsicótico atípico é indicado, tais como a esquizofrenia, a perturbação bipolar e a perturbação do espetro do autismo (especificamente para a irritabilidade em crianças e adolescentes). Os dados abaixo refletem as conclusões reportadas em ensaios clínicos controlados e estudos observacionais.


Resultados na Esquizofrenia e na Perturbação Bipolar

Ensaios clínicos analisaram o efeito do Speridan, tanto em monoterapia como em tratamento adjuvante. Em estudos que envolveram doentes com esquizofrenia, a utilização de Speridan foi associada a alterações na gravidade dos sintomas positivos (como alucinações e delírios), medidas através de escalas de avaliação padronizadas. Além disso, a investigação explorou o seu papel potencial no controlo de episódios maníacos agudos na perturbação bipolar I.

Foco do Ensaio Conclusão Principal da Investigação
Alteração de Sintomas Múltiplos ensaios demonstraram uma variação média superior nas pontuações da Escala das Síndromes Positiva e Negativa (PANSS) no grupo do Speridan em comparação com o placebo.
Mania Bipolar Estudos indicaram que o Speridan em monoterapia ou como complemento terapêutico a outros agentes reduziu os sintomas maníacos face ao placebo, conforme avaliado pela Escala de Avaliação de Mania de Young (YMRS).

Observações de Segurança e Tolerabilidade

O perfil de segurança é continuamente avaliado em diferentes grupos de doentes. Em ensaios controlados, os eventos adversos (EA) comunicados foram, de um modo geral, semelhantes aos encontrados noutros medicamentos desta classe.

A investigação destacou a associação entre o uso de Speridan e alterações metabólicas, incluindo o potencial para aumento de peso e elevação dos níveis de açúcar (glicemia) e lípidos no sangue. A monitorização regular destes parâmetros é uma prática padrão em contexto clínico.

Os eventos observados com frequência incluíram sedação, tonturas e sintomas extrapiramidais (como tremores ou movimentos involuntários), embora a incidência destes últimos possa depender da dose.

O conjunto total de evidências continua a ser analisado para compreender o impacto a longo prazo e a relação benefício-risco global da terapêutica com Speridan em diversas populações.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Speridan (FAQ)

P: Quanto tempo demora o Speridan a fazer efeito?

Os estudos indicam que os efeitos terapêuticos iniciais do Speridan podem começar poucos dias após o início do tratamento. No entanto, é comum que o benefício total esperado do medicamento se desenvolva ao longo de um período de duas a quatro semanas de utilização consistente. Esta informação sobre o cronograma é descritiva e não constitui uma orientação personalizada.

P: O Speridan é o mesmo tipo de medicamento que outras opções semelhantes? Qual é a diferença?

O Speridan contém a substância ativa risperidona e é classificado pelas autoridades de saúde como um antipsicótico atípico, também conhecido como um antipsicótico de segunda geração. Esta classificação descreve a sua ação em mensageiros químicos essenciais no cérebro. As diferenças específicas entre o Speridan e outros medicamentos da mesma classe são definidas pelas suas estruturas químicas únicas e pela forma como interagem com vários recetores.

P: O Speridan pode causar aumento ou perda de peso?

Os documentos oficiais de informação do produto indicam que o aumento de peso é um efeito secundário frequentemente comunicado com o Speridan. O potencial para alterações metabólicas associadas, tais como variações nos níveis de açúcar ou gordura no sangue, é uma observação de segurança documentada. A monitorização dos parâmetros metabólicos é geralmente considerada uma prática padrão em contextos clínicos.

P: O Speridan afeta o sono ou causa sonolência?

Os documentos regulamentares listam a sonolência, que significa sentir-se ensonado ou com sono, como um efeito secundário Muito Frequente, ocorrendo em 1 ou mais em cada 10 doentes. Este efeito pode ser mais percetível quando se inicia o tratamento.

P: Porque é que algumas pessoas precisam de tomar Speridan durante muito tempo?

O Speridan está aprovado para o tratamento de condições como a esquizofrenia e a perturbação bipolar. Os estudos clínicos apoiam a sua utilização para o tratamento de manutenção destas condições de longa duração. O objetivo da utilização a longo prazo é ajudar a gerir e manter a estabilidade dos indivíduos ao longo do tempo.

P: Pode-se interromper a toma do Speridan subitamente?

As instruções oficiais aos doentes advertem que não se deve interromper o Speridan abruptamente por iniciativa própria. O processo de suspensão da medicação é tipicamente gerido por uma equipa de saúde para evitar possíveis complicações ou o reaparecimento de sintomas.

P: As dores de cabeça são um efeito secundário comum do Speridan?

A dor de cabeça é uma reação adversa documentada; no entanto, não está listada nos documentos oficiais entre os efeitos secundários Muito Frequentes (1 em 10 doentes) ou Frequentes (1 em 100 doentes).

P: Que tipo de alívio ou melhoria o Speridan costuma oferecer?

Em ensaios clínicos controlados, o Speridan foi associado a alterações na gravidade dos sintomas positivos da esquizofrenia, tais como alucinações. Além disso, os estudos demonstraram que ajudou a reduzir os sintomas maníacos em doentes com perturbação bipolar.

P: É seguro conduzir após tomar Speridan?

Os avisos regulamentares indicam que o Speridan tem o potencial de causar compromisso cognitivo e motor, o que pode afetar a capacidade de pensar com clareza ou de reagir rapidamente. Os doentes são oficialmente alertados para terem cautela ao realizar atividades que exijam alerta mental, como conduzir ou operar máquinas, até saberem como o medicamento os afeta.

P: Existem alterações mentais ou de humor comuns associadas ao Speridan?

Os documentos oficiais de segurança listam a ansiedade como um efeito secundário Frequente, e a sonolência é categorizada como Muito Frequente. Estas estão entre as alterações mentais e de humor documentadas em ensaios clínicos.

P: Quanto tempo permanece o Speridan no organismo após a interrupção?

A semivida do componente ativo é geralmente de cerca de 20 horas, embora possa variar de pessoa para pessoa. A semivida de eliminação é o tempo que o corpo demora a eliminar metade do fármaco. A maior parte da medicação é eliminada do sistema poucos dias após a interrupção da forma oral.

P: O que acontece se eu me esquecer de uma dose de Speridan?

A informação oficial aconselha que, se se esquecer de uma dose de Speridan oral, deve tomá-la assim que se lembrar. No entanto, se estiver quase na hora da próxima dose programada, deve saltar a dose esquecida e retomar o seu horário normal. As orientações regulamentares desaconselham a toma de duas doses ao mesmo tempo para compensar uma dose esquecida.

P: O Speridan causa habituação ou dependência?

Os dados oficiais de segurança indicam que a substância ativa do Speridan não está associada a dependência física ou potencial de abuso. Não está listado como uma substância controlada pelas autoridades regulamentares.

P: As mulheres grávidas podem utilizar o Speridan com segurança?

A segurança para utilização durante a gravidez não foi estabelecida. Os documentos regulamentares alertam que os recém-nascidos expostos à medicação durante o terceiro trimestre correm o risco de apresentar sintomas extrapiramidais (relacionados com o movimento) e/ou sintomas de abstinência após o parto.

P: Existe um tempo máximo pelo qual o Speridan pode ser tomado?

O Speridan está aprovado para o tratamento de condições crónicas, como a esquizofrenia e a manutenção da perturbação bipolar. Os documentos oficiais não definem uma duração máxima universal para a terapia; o período de toma é definido pelo profissional de saúde com base nas necessidades clínicas do indivíduo.

P: Se eu estiver a tomar vitaminas ou suplementos, estes podem interagir com o Speridan?

As secções oficiais de interações medicamentosas detalham interações conhecidas com medicamentos sujeitos a receita médica que afetam enzimas hepáticas essenciais ou o sistema nervoso central. O potencial de interação com vitaminas ou suplementos específicos não está detalhado explicitamente na rotulagem regulamentar.

P: Qual é a diferença entre o Speridan e uma versão genérica do medicamento?

Uma versão genérica do medicamento contém a substância ativa idêntica (risperidona) ao Speridan. Os produtos genéricos devem ser bioequivalentes, o que significa que devem atuar da mesma forma no corpo e proporcionar o mesmo efeito terapêutico que o produto de marca.

P: O Speridan tem impacto na fertilidade ou na saúde reprodutiva?

Os documentos oficiais afirmam que o Speridan pode levar a um aumento de uma hormona chamada prolactina no sangue. Este aumento nos níveis séricos de prolactina pode potencialmente levar a uma redução reversível da fertilidade feminina.

P: O que devo fazer se o medicamento parecer não estar a funcionar após algumas semanas?

O conselho oficial aos doentes indica que se deve informar o profissional de saúde se os sintomas não começarem a melhorar ou se parecerem piorar durante a toma de Speridan. Isto permite ao profissional reavaliar o plano de tratamento, o que pode incluir ajustes na dose.

P: Porque é que o Speridan não é recomendado para certas pessoas ou condições?

O medicamento é contraindicado em adultos idosos com psicose relacionada com a demência. Isto deve-se a um aviso oficial indicando que os estudos demonstraram um risco acrescido de mortalidade e de efeitos secundários graves, como o acidente vascular cerebral, nesta população específica.

Como Speridan deve ser armazenado e descartado?

Como conservar e eliminar o Speridan?

Para assegurar a integridade do medicamento, o Speridan deve ser conservado de acordo com as instruções de segurança e armazenamento estabelecidas na rotulagem oficial.

Requisito de Conservação Regra Baseada na Rotulagem Oficial
Temperatura Conservar os comprimidos e a solução oral a temperatura ambiente controlada (entre 20°C e 25°C).
Proteção Manter o produto fora da vista e do alcance das crianças. Proteger os comprimidos de desintegração oral (ODT) da humidade e evitar o congelamento da solução oral.
Recipiente Manter o frasco da solução oral bem fechado. Conservar os comprimidos ODT no blister original até ao momento da utilização.
Estabilidade A solução oral deve ser eliminada 4 meses após a primeira abertura do frasco, independentemente da data de validade impressa na embalagem.

Os procedimentos oficiais de eliminação exigem que o Speridan não utilizado ou fora de prazo seja entregue num programa de recolha de medicamentos (em Portugal, através dos pontos VALORMED nas farmácias). Caso tal não seja possível, o medicamento deve ser misturado com uma substância indesejável (por exemplo, borras de café usadas) e colocado num recipiente fechado antes de ser deitado no lixo doméstico. Não elimine este medicamento através das águas residuais, como deitá-lo na sanita ou nos esgotos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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