Soltrim

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Soltrim

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substâncias Ativas Sulfametoxazol e Trimetoprim
Formas Farmacêuticas Comprimido, Suspensão Oral, Solução Injetável
Classe Farmacológica Combinação Antibacteriana Sintética
Utilização Comum Tratamento de infeções bacterianas suscetíveis
Origem Sintética

O que é o Soltrim?

Que tipo de medicamento é o Soltrim (Cotrimoxazol)?

O Soltrim é um produto antibacteriano sintético de combinação, conhecido genericamente como Cotrimoxazol (Sulfametoxazol/Trimetoprim). Trata-se de um agente antimicrobiano distinto, classificado como uma combinação de dose fixa dentro do grupo das sulfonamidas e do trimetoprim, uma classificação clinicamente reconhecida pela sua eficácia ao visar o metabolismo microbiano. Esta associação é amplamente conhecida comercialmente através de marcas como o Bactrim e o Septra. O produto consta da Lista de Medicamentos Essenciais da Organização Mundial da Saúde (OMS). É disponibilizado em múltiplas formas farmacêuticas, incluindo comprimidos, suspensão oral (frequentemente formulada para a população pediátrica) e solução injetável, suportando tanto a via de administração oral como a intravenosa (IV).

A Composição Ativa: Sulfametoxazol e Trimetoprim

A composição do Soltrim é definida pelas suas duas substâncias ativas: o Sulfametoxazol (SMX) e o Trimetoprim (TMP). O Sulfametoxazol pertence à classe dos antibióticos sulfonamidas, enquanto o Trimetoprim é um inibidor da redutase do di-hidrofolato. Esta associação não é arbitrária; revisões de farmacologia clínica indicam que a combinação oferece uma vantagem terapêutica significativa em comparação com a utilização dos agentes isoladamente, devido ao bloqueio sequencial em duas etapas da via do folato. Isto confirma que a conceção do medicamento se baseia na obtenção de um efeito sinérgico superior que maximiza a sua capacidade de combater a infeção. A combinação é utilizada principalmente para tratar doenças bacterianas onde foram identificados organismos suscetíveis, tais como certas infeções cutâneas complexas ou infeções do trato urinário.

Objetivo Geral: Uma Estratégia de Dupla Ação contra Infeções Bacterianas

O objetivo principal do Soltrim é servir como um agente anti-infecioso potente, visando e interrompendo a replicação bacteriana. O seu mecanismo duplo foi concebido para travar o crescimento e a reprodução de bactérias suscetíveis em todo o organismo. A combinação consegue-o através do bloqueio sequencial da capacidade das bactérias de sintetizarem o ácido fólico essencial, um composto necessário para a construção do seu DNA e das suas proteínas. Esta interrupção do ciclo de vida microbiano é a razão fundamental pela qual o medicamento é utilizado para tratar doenças causadas por diversos agentes patogénicos bacterianos.

Quais efeitos secundários são possíveis com Soltrim?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

Esta secção descreve as reações adversas e as características de segurança do Soltrim (Co-trimoxazol) conforme documentado na rotulagem regulamentar oficial, estruturadas por frequência e classificação por órgãos e sistemas.


Classificação por Órgãos e Sistemas e Frequência

Os efeitos documentados com maior frequência referem-se a doenças do metabolismo e da nutrição e ao sistema gastrointestinal. Uma reação Muito Frequente (afeta 1 em cada 10 doentes ou mais) é a hipercaliemia (níveis elevados de potássio). As reações Frequentes (afetam entre 1 em cada 100 e 1 em cada 10 doentes) incluem náuseas, diarreia, cefaleias e várias formas de exantema (erupção cutânea). Estão também documentados efeitos adversos no sistema sanguíneo e linfático, que podem levar a alterações nas contagens sanguíneas, como a leucopenia, e no sistema hepatobiliar (fígado).


Preocupações de Segurança Graves e Temporalidade

O perfil regulamentar destaca reações adversas raras, mas potencialmente fatais, tipicamente classificadas como Muito Raras (afetam menos de 1 em cada 10.000 doentes). Estas incluem reações cutâneas graves, como a síndrome de Stevens-Johnson (SSJ) e a Necrólise Epidérmica Tóxica (NET). O risco mais elevado para estas reações cutâneas graves ocorre durante as primeiras semanas de tratamento. Estão também oficialmente documentados problemas hematológicos graves, como a agranulocitose (uma diminuição severa dos glóbulos brancos), e a necrose hepática fulminante (insuficiência hepática grave).


Restrições de Segurança em Populações Específicas

Restrições específicas definem os limites de utilização conforme estabelecido nas informações oficiais de prescrição. O medicamento está contraindicado em lactentes com idade inferior a dois meses. Está contraindicado em doentes com lesão hepática acentuada ou insuficiência renal grave nos casos em que a monitorização não é possível. Os doentes idosos são mais suscetíveis a reações adversas, especialmente se existir compromisso renal ou hepático pré-existente. Os doentes com deficiência de G6PD estão identificados como estando em risco de hemólise (destruição dos glóbulos vermelhos).

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

Esta secção descreve o perfil de sobredosagem oficialmente documentado para o Soltrim (Sulfametoxazol-Trimetoprim), conforme indicado nas fontes regulamentares governamentais, detalhando as ações de emergência necessárias.

Âmbito da Sobredosagem

Categoria Declaração Regulamentar Oficial
Apresentações de Sobredosagem Documentadas Os sintomas incluem anorexia, cólicas abdominais, náuseas, vómitos, tonturas, cefaleias (dores de cabeça), sonolência, pirexia (febre), depressão mental, confusão e perda de consciência.
Sistemas Fisiológicos Afetados Sistema hematológico (discracias sanguíneas), sistema renal/urinário (hematúria, cristalúria) e sistema neurológico.
Declarações de Resposta de Emergência Procure assistência médica de emergência imediatamente. Contacte o Centro de Informação Antivenenos (CIAV).
Quando é Necessária Ajuda Médica Imediata É necessária assistência médica imediata em caso de suspeita de sobredosagem para gerir desfechos potencialmente fatais e perturbações sistémicas.

Classificações de Sobredosagem

Classificação Declaração Regulamentar Oficial
Classificação de Gravidade Potencial para desfechos graves e fatais, incluindo hipercaliemia e acidose.
Limitações no Contexto de Sobredosagem A gestão requer medidas de suporte, monitorização laboratorial contínua e intervenções específicas se for detetada depressão significativa da medula óssea.

Declarações Oficiais sobre Sobredosagem

Os achados fisiológicos graves e potencialmente fatais associados à sobredosagem incluem a hipercaliemia e a acidose, juntamente com o potencial de depressão da medula óssea e discracias sanguíneas. Os procedimentos de gestão descritos na informação oficial incluem a lavagem gástrica ou a indução da emese, administração forçada de fluidos por via oral ou intravenosa e a acidificação da urina para aumentar a eliminação do fármaco. É necessária monitorização, incluindo hemogramas e medições apropriadas de eletrólitos. A informação oficial especifica a administração de Leucovorina em casos confirmados de depressão significativa da medula óssea.

Os documentos regulamentares definem o perfil de sobredosagem do Soltrim através da listagem explícita de sintomas específicos e do potencial para complicações sistémicas graves, como a hipercaliemia e a acidose. Esta documentação determina que uma suspeita de sobredosagem exige uma ação imediata — procurando assistência médica de emergência — e especifica procedimentos profissionais subsequentes, como a lavagem gástrica e o uso de Leucovorina caso a monitorização confirme toxicidade na medula óssea.

Usos terapêuticos de Soltrim

O que o Soltrim trata: principais utilizações e benefícios

O Soltrim, conhecido genericamente como co-trimoxazol, é vulgarmente utilizado na gestão de infeções causadas por bactérias suscetíveis e por organismos protozoários específicos. O seu papel terapêutico abrange diversas áreas fundamentais, focando-se prioritariamente em condições onde os sintomas geram uma sobrecarga fisiológica percetível e desconforto sistémico.

Este medicamento pode auxiliar na gestão de sintomas intensos relacionados com o desconforto físico decorrente de patologias que se apresentam com episódios agudos, tais como infeções do trato urinário, formas específicas de pneumonia, diarreia do viajante e otite média aguda. É considerado relevante para cuidados preventivos (profilaxia) em determinados grupos de doentes, com o intuito de gerir o risco de desenvolvimento de infeções oportunistas.

Facto Rápido: Alívio do Desconforto Agudo

Foco no Sintoma Primário Benefício Terapêutico Proporcionado
Micção Dolorosa (Disúria) Contribui para a melhoria do conforto e da estabilidade funcional.
Febre Sistémica e Mal-estar Apoia o doente durante episódios de maior angústia ou sofrimento físico.
Sintomas Respiratórios Associados a PJP Relevante para suavizar sintomas difíceis durante episódios graves.

A aplicação clínica do Soltrim é comum em contextos onde a gestão sintomática de suporte é adequada para lidar com o escalonamento súbito de sintomas. Este apoio global ajuda a manter uma sensação de estabilidade quando os sintomas se tornam mais evidentes.

Critérios de utilização e restrições

Perfil Oficial de Elegibilidade

Populações Contraindicadas (Não devem utilizar)

O Soltrim (co-trimoxazol) está formalmente contraindicado em diversas populações, de acordo com as informações regulamentares oficiais. Estas exclusões absolutas incluem doentes com hipersensibilidade conhecida ao trimetoprim ou às sulfonamidas, bem como indivíduos com diagnóstico de anemia megaloblástica por deficiência de folato. O uso é igualmente proibido em pessoas com lesões hepáticas graves, insuficiência hepática severa ou insuficiência renal grave quando não for possível monitorizar o estado da função renal.

Restrições Etárias e Reprodutivas

O medicamento não deve ser administrado a lactentes com menos de dois meses de idade. Está também contraindicado em grávidas no final da gestação (período próximo do parto) e em mulheres durante o período de aleitamento, devido ao risco documentado de kernicterus (icterícia nuclear) no recém-nascido. O uso durante o primeiro trimestre de gravidez é, por norma, evitado ou restrito.

Utilização Condicional e Restrita

A utilização é restrita em indivíduos com compromisso renal moderado (por exemplo, depuração da creatinina entre 15 a 30 mL/min), o que exige um ajuste posológico formal. Doentes com condições crónicas, tais como deficiência de G-6-PD, alergias graves ou asma brônquica, e deficiência de folato pré-existente, apenas devem utilizar o Soltrim com precaução especial e sob supervisão médica estreita, conforme documentado na rotulagem regulamentar.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações do Soltrim com outros medicamentos e produtos

Os documentos regulamentares oficiais definem o perfil de interações do Soltrim (Co-trimoxazol) através de mecanismos farmacocinéticos e farmacodinâmicos que alteram a exposição de outros medicamentos ou criam efeitos clínicos aditivos.

Classificações de Interação (Nível Clínico)

Classificação Declaração Regulamentar Oficial
Combinação Contraindicada A coadministração com o antiarrítmico Dofetilida é estritamente proibida.
Farmacocinética Significativa Os níveis plasmáticos de Varfarina e Fenitoína podem aumentar devido à inibição do seu metabolismo, o que poderá exigir uma monitorização rigorosa.
Farmacodinâmica Significativa A combinação do Soltrim com outros agentes antifolato, como o Metotrexato ou a Pirimetamina, pode resultar num risco aditivo de problemas hematológicos, incluindo a anemia megaloblástica.

Declarações de Interações Documentadas

O risco de hipercaliemia (níveis elevados de potássio no sangue) é superior quando o Soltrim é administrado com fármacos que aumentam o potássio sérico, tais como Inibidores da ECA, Antagonistas dos Recetores da Angiotensina II (ARA) ou Diuréticos Poupadores de Potássio. A componente de Trimetoprim inibe a secreção tubular renal, causando um aumento aparente nos níveis séricos de Creatinina e aumentando potencialmente a concentração de medicamentos como a Procainamida e a Amantadina.

Os níveis plasmáticos de Digoxina podem aumentar, particularmente em doentes idosos. Por outro lado, o uso de Rifampicina pode diminuir a semivida plasmática do Trimetoprim, reduzindo a exposição aos componentes do Soltrim. Foi também observado um risco acrescido de trombocitopenia (diminuição das plaquetas) em doentes idosos que tomam concomitantemente diuréticos. No contexto do tratamento da pneumonia por Pneumocystis jirovecii, a utilização de Leucovorina adjuvante (ácido folínico) está oficialmente associada a um aumento da mortalidade.

Esta estrutura reflete as restrições e proibições oficialmente determinadas pelas autoridades de saúde competentes.

Mecanismo de ação

O Soltrim (Co-trimoxazol) é um agente anti-infecioso que exerce o seu efeito visando um requisito metabólico crítico específico das bactérias suscetíveis: a síntese do ácido fólico. O seu mecanismo é um exemplo de interrupção sinérgica de vias metabólicas.

Inibição Dupla das Enzimas da Síntese do Folato Bacteriano

O mecanismo central envolve o Sulfametoxazol (SMX) e o Trimetoprim (TMP), que atuam sequencialmente na mesma cascata metabólica. O SMX inibe competitivamente a enzima Di-hidropteroato Sintetase (DHPS), enquanto o TMP atua como um inibidor reversível da enzima Di-hidrofolato Redutase (DHFR). Este bloqueio em duas etapas resulta numa disrupção metabólica sinérgica face à ação de qualquer um dos componentes isoladamente, interrompendo o processo antes que o folato ativo seja formado.

Interrupção da Produção de Material Genético Microbiano

Ao esgotar o cofator essencial do folato, o Ácido Tetraidrofólico (THF), o mecanismo impede as bactérias alvo de sintetizarem blocos de construção vitais, como as purinas e pirimidinas, que são necessários para a criação de DNA e RNA. Esta paragem completa da produção de material genético impede a célula bacteriana de se dividir e crescer, resultando assim no efeito fisiológico anti-infecioso.

Seletividade do Mecanismo: Explorando o Metabolismo Bacteriano

O mecanismo baseia-se na toxicidade seletiva porque explora uma diferença fundamental entre as células bacterianas e as humanas. As bactérias suscetíveis têm de sintetizar o seu próprio folato de novo utilizando a via DHPS/DHFR visada. Em contraste, as células humanas obtêm o folato já formado através da dieta, o que faz com que o processo metabólico humano não seja afetado por esta inibição enzimática dupla. O efeito fisiológico primário é direcionado ao alvo microbiano.

Informações sobre dosagem e administração

Como o Soltrim é Utilizado

O Soltrim (Co-trimoxazol) é um antibiótico de combinação de dose fixa administrado através de duas vias aprovadas, com diretrizes específicas de dosagem e preparação detalhadas na informação regulamentar do medicamento.


Esquemas de Administração e Dosagem

Instrução de Utilização Orientações Oficiais
Via de Administração O medicamento é administrado por via oral (comprimido, suspensão) ou por perfusão intravenosa (IV). Não deve ser administrado através de bólus rápido ou por via intramuscular.
Dosagem Adulta Padrão Geralmente 800 mg de Sulfametoxazol / 160 mg de Trimetoprim (equivalente ao comprimido de dose forte) tomados a cada 12 horas.
Regimes de Dose Elevada Para infeções graves, a dose é ajustada ao peso com base na componente de Trimetoprim (15-20 mg/kg/dia) e administrada em doses fracionadas a cada 6 a 8 horas.

Requisitos de Administração e Duração

Para assegurar uma utilização correta, os doentes que utilizam as formas orais devem acompanhar cada dose com um copo cheio de água (aproximadamente 250 ml), independentemente das refeições, para manter uma hidratação adequada. Caso seja utilizada a suspensão líquida, esta deve ser bem agitada antes de cada toma. O concentrado intravenoso deve ser diluído numa solução adequada, como Glucose a 5%, e infundido lentamente durante um período de 60 a 90 minutos.

A duração do tratamento não é arbitrária; os ciclos de tratamento estão definidos na informação do produto e variam geralmente entre um mínimo de 5 dias para infeções agudas e períodos de 14 a 21 dias para determinadas condições graves.

Utilização em Populações Específicas

Para doentes pediátricos (com 2 meses de idade ou mais), a dose é calculada com base no peso corporal. São necessários ajustes posológicos para doentes com função renal diminuída: indivíduos com insuficiência renal moderada (CrCl 15-30 mL/min) devem receber metade do regime posológico habitual.

Evidência clínica recente

Evidência científica e visão geral dos estudos sobre o Soltrim


Evidência na utilização em Infeções do Trato Urinário (ITU)

Os estudos sobre o Soltrim para as Infeções do Trato Urinário (ITU) foram realizados através de Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECA) de curta duração e estudos observacionais de longo prazo. A investigação incidiu sobre as experiências reportadas pelos doentes e explorou a forma como os sintomas evoluem ao longo do tempo, bem como a medição dos padrões bacterianos após o período de tratamento observado. Os resultados descrevem padrões observados em estudos que examinaram a avaliação do estado microbiológico e desfechos relacionados com o desconforto físico. Contudo, os dados disponíveis revelam padrões relativos à rapidez com que as bactérias podem desenvolver resistência a este medicamento em diferentes áreas geográficas, permanecendo este um elemento crucial na contextualização da evidência. As limitações da investigação sublinham que a aplicabilidade dos resultados está condicionada pelos níveis locais de resistência.


Evidência na utilização em Pneumonia por Pneumocystis (PJP)

O co-trimoxazol foi avaliado em contexto de investigação para o tratamento e prevenção da Pneumonia por Pneumocystis Jirovecii (PJP), particularmente em populações imunocomprometidas. A evidência inclui ECAs e revisões sistemáticas realizadas durante períodos de elevada atividade sintomática desta condição grave. Os estudos monitorizaram desfechos relacionados com a sobrevivência e a necessidade de suporte ventilatório mecânico, sendo estes indicadores que refletem a pressão ou stresse fisiológico durante episódios agudos. Os ensaios de tratamento agudo reportaram medições das taxas de sobrevivência e descreveram padrões relativos à necessidade de os participantes interromperem o co-trimoxazol devido a eventos adversos associados. O que permanece incerto é a dose ideal e a duração do tratamento que equilibre os resultados com o risco de efeitos adversos significativos, uma vez que a elevada incidência de descontinuação do fármaco devido a eventos adversos associados em doses terapêuticas elevadas é uma limitação de investigação documentada.


Estudos de Longo Prazo e Investigação de Seguimento

A investigação também explorou o uso a longo prazo do Soltrim, principalmente como agente preventivo (profilaxia) para condições em que os sintomas podem variar de intensidade, tais como a PJP e a Peritonite Bacteriana Espontânea (PBE). Para a prevenção da PBE, foram realizados ECAs de longo prazo para observar o impacto em desfechos como a sobrevivência global e a incidência do primeiro episódio de PBE. Dados recentes mostram padrões relacionados com a recorrência da PBE, mas a investigação destaca o que é conhecido e o que ainda é incerto relativamente aos desfechos dos doentes a longo prazo no contexto da prevenção primária. Globalmente, os resultados a longo prazo relacionados com padrões de resistência ou eventos de saúde associados não estão totalmente estabelecidos em todos os grupos estudados.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Soltrim (FAQ)

P: O Soltrim pode causar problemas de saúde a longo prazo?

As informações regulamentares oficiais indicam que a ocorrência de efeitos adversos graves é mais provável com doses elevadas ou tratamentos prolongados. As preocupações documentadas incluem relatos de distúrbios sanguíneos e problemas hepáticos. Podem também ocorrer reações cutâneas graves, surgindo mais frequentemente nas primeiras semanas após o início do medicamento.

P: Que suplementos ou vitaminas devem ser evitados durante a utilização de Soltrim?

O medicamento é formalmente contraindicado em doentes que sofram de anemia megaloblástica resultante de uma deficiência de folatos. Devido ao seu mecanismo de ação, os documentos oficiais advertem que indivíduos com uma deficiência de folatos pré-existente necessitam de uma precaução especial.

P: Quais são os sinais de uma reação alérgica grave ao Soltrim?

A informação oficial para o doente descreve que sinais graves, se observados, justificam assistência médica imediata. Isto inclui a formação de bolhas, descamação ou descolamento da pele, feridas na boca ou garganta, ou inchaço do rosto, língua ou olhos.

P: O Soltrim requer alguma consideração especial na dieta?

As orientações oficiais aconselham, geralmente, a manutenção de uma dieta normal durante a toma de Soltrim, a menos que um médico forneça instruções específicas em contrário. As diretrizes oficiais enfatizam a importância de uma ingestão adequada de líquidos para ajudar a prevenir certos efeitos indesejados.

P: É normal sentir cansaço ou tonturas ao tomar Soltrim?

Sim, as tonturas e uma sensação geral de cansaço ou fraqueza (fadiga) estão listadas como efeitos secundários comuns nos documentos oficiais de segurança do doente.

P: O Soltrim pode tornar a pele sensível à luz solar?

As informações oficiais do produto referem que o Soltrim pode causar uma reação de fotossensibilidade, o que significa que a sensibilidade da pele à luz solar aumenta. As orientações oficiais sugerem evitar a exposição solar desnecessária ou prolongada e recomendam o uso de vestuário de proteção.

P: O Soltrim interage com as pílulas anticoncecionais?

Os documentos regulamentares incluem uma potencial interação entre o Soltrim e contracetivos orais. Alguns resumos regulamentares indicam que esta interação está associada a uma redução relatada na eficácia contracetiva.

P: É seguro consumir álcool durante o tratamento com Soltrim?

As orientações oficiais indicam que o consumo de álcool com certos medicamentos, incluindo este, pode levar a potenciais interações. Adicionalmente, observa-se que doentes com um historial de consumo excessivo de álcool apresentam uma probabilidade acrescida de sofrer efeitos secundários graves.

P: Quanto tempo é que o Soltrim permanece no corpo após a última dose?

As semividas plasmáticas médias dos componentes ativos, sulfametoxazol e trimetoprim, são de 10 horas e de 8 a 10 horas, respetivamente. Estão tipicamente presentes quantidades detetáveis destes componentes no sangue até 24 horas após a administração.

P: O Soltrim é utilizado para outras condições além de ITUs ou infeções nos ouvidos?

Os documentos regulamentares oficiais listam várias utilizações aprovadas além das infeções comuns. Estas utilizações incluem o tratamento de exacerbações agudas de bronquite crónica em adultos, shiguelose, Diarreia do Viajante e a prevenção ou tratamento da Pneumonia por Pneumocystis jirovecii (PJP).

P: O Soltrim pode afetar os níveis de açúcar no sangue?

A hipoglicemia, ou baixo nível de açúcar no sangue, está documentada nos resumos oficiais como um efeito secundário muito raro. Isto é particularmente observado em doentes com disfunção renal ou subnutrição.

P: A toma de Soltrim pode causar um sabor metálico na boca?

O distúrbio do paladar, tecnicamente conhecido como disgeusia, está listado como um efeito secundário menos comum nos resumos oficiais de segurança. Este distúrbio é relatado em documentos regulamentares como podendo manifestar-se sob a forma de um sabor metálico.

P: O Soltrim pode causar dores nas articulações ou dores musculares?

Sim, tanto a artralgia (dor nas articulações) como a mialgia (dor muscular) estão documentadas em documentos regulamentares como efeitos secundários muito raro.

P: Existem efeitos secundários conhecidos que sejam exclusivos do Soltrim?

A informação oficial de segurança detalha reações raras mas graves associadas ao medicamento. Estas incluem os riscos documentados de hipercaliemia (níveis elevados de potássio), Síndrome de Stevens-Johnson (SJS) e agranulocitose (um distúrbio sanguíneo grave).

Como Soltrim deve ser armazenado e descartado?

Como armazenar e eliminar o Soltrim

O Soltrim (sulfametoxazol e trimetoprim) deve ser armazenado de acordo com requisitos regulamentares específicos para preservar a sua qualidade e integridade.

Condições Oficiais de Armazenamento

Forma Farmacêutica Requisito de Temperatura Requisito de Acondicionamento
Comprimidos / Suspensão Temperatura ambiente controlada (20°C a 25°C) Conservar num recipiente hermeticamente fechado e resistente à luz

O medicamento deve ser mantido fora do alcance e da vista das crianças em todos os momentos. A solução injetável de Soltrim possui uma instrução específica que indica que esta não deve ser refrigerada.

Instruções para Eliminação

O Soltrim não utilizado ou com o prazo de validade expirado deve ser eliminado através de um programa oficial de recolha de medicamentos (como os contentores VALORMED disponíveis em farmácias). Uma vez que este medicamento não consta na lista de fármacos autorizados para eliminação por via hídrica, este não deve ser deitado na sanita ou no esgoto. Caso não existam opções de recolha disponíveis, deve misturar o medicamento com uma substância indesejável (como terra) e colocar a mistura num recipiente selado antes de o depositar no lixo doméstico.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Soltrim encontrado em:

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