Skyla

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Skyla

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substância ativa Levonorgestrel
Forma Sistema Intrauterino (SIU) / Dispositivo de libertação prolongada
Classe farmacológica Progestagénios / Contracetivos
Uso comum Prevenção da gravidez (Contraceção)
Origem Progestagénio sintético

O Skyla é um medicamento sujeito a receita médica que serve como uma forma de contraceção altamente eficaz, especificamente um Sistema Intrauterino (SIU) libertador de levonorgestrel. É reconhecido como um contracetivo reversível de longa duração (LARC), proporcionando uma prevenção contínua da gravidez por um período de até três anos, sem exigir a adesão diária da utilizadora.

Que Tipo de Contraceção é o Skyla?

O Skyla é um Sistema Intrauterino (SIU), uma forma especializada de dispositivo intrauterino (DIU), que pertence à classe farmacológica dos progestagénios. É classificado distintamente como um contracetivo apenas de progestagénio, utilizando exclusivamente a hormona levonorgestrel, que é um progestagénio sintético. Este perfil hormonal garante que o sistema evite o uso de compostos de estrogénio. O Skyla é clinicamente reconhecido pela sua estrutura comparativamente mais pequena e pelo menor conteúdo hormonal do que outras marcas de SIU de levonorgestrel, uma característica que pode interessar a pessoas que procuram uma exposição hormonal mínima ou que possuam dimensões uterinas reduzidas.

Composição e Forma: Um Sistema Único

A substância ativa é o levonorgestrel, libertado continuamente a partir do dispositivo. O produto físico consiste numa pequena estrutura flexível em polietileno em forma de T, que funciona como um sofisticado dispositivo de libertação prolongada para administração por via intrauterina. O rótulo do produto confirma que o dispositivo contém um total de 13,5 mg de levonorgestrel e inclui sulfato de bário para garantir que o sistema seja radiopaco e visível durante exames de imagem clínica.

Mecanismo de Alto Nível: Libertação Hormonal Localizada

O sistema cumpre a sua função através da libertação hormonal localizada e contínua de levonorgestrel diretamente na cavidade uterina. Este método de administração foca os efeitos da hormona no local necessário, atingindo concentrações no revestimento uterino significativamente mais elevadas do que as resultantes do uso oral. O mecanismo resultante envolve o espessamento significativo do muco cervical e a alteração do revestimento interno uterino (endométrio), criando uma barreira física e química eficaz que impede a motilidade dos espermatozoides e a implantação, contribuindo assim substancialmente para a prevenção da gravidez.

Quais efeitos secundários são possíveis com Skyla?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

Os documentos regulamentares oficiais classificam as reações adversas com base na sua frequência em estudos clínicos, com um foco incisivo nos efeitos relacionados com o sistema reprodutor, com a administração local e em achados sistémicos comuns.

Classificação Exemplos de Reações Adversas Documentadas
Muito Frequentes (Afetam ge 1 em cada 10 utilizadoras) Alterações no padrão de hemorragia (ex.: hemorragia irregular, spotting), vulvovaginite, dor abdominal ou pélvica, cefaleias, acne ou seborreia e quistos ováricos.
Frequentes (Afetam ge 1 em cada 100 utilizadoras) Depressão, nervosismo, diminuição da libido, enxaqueca, tonturas, náuseas, alopecia, hirsutismo, dismenorreia, dor mamária e expulsão do dispositivo (parcial ou completa).
Pouco Frequentes (Afetam ge 1 em cada 1.000 utilizadoras) Reações de hipersensibilidade (como urticária) e edema.

Reações Adversas Graves

O rótulo regulamentar documenta vários riscos raros, mas clinicamente significativos, associados à utilização do sistema intrauterino:

  • Gravidez Ectópica: Se ocorrer uma gravidez enquanto o dispositivo estiver colocado, a probabilidade regulamentar de se tratar de uma gravidez ectópica (fora do útero) é maior.
  • Perfuração Uterina: O dispositivo pode atravessar a parede do útero. O risco de perfuração está documentado como sendo mais elevado quando o sistema é inserido em mulheres que estão a amamentar ou no período pós-parto recente.
  • Doença Inflamatória Pélvica (DIP): Uma infeção pélvica grave. O risco mais elevado de DIP foi observado nos primeiros 20 dias após a inserção.

Restrições de Segurança e Padrões Temporais

Restrições de segurança específicas determinam que o dispositivo não deve ser utilizado em indivíduos com condições como doença hepática aguda ou tumor hepático, cancro da mama conhecido ou suspeito (ou outro cancro sensível aos progestagénios), ou doença inflamatória pélvica aguda. Em termos de duração, os padrões de hemorragia irregular e o risco de expulsão do dispositivo são oficialmente reportados como sendo mais frequentes durante o primeiro ano de utilização.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

O perfil regulamentar oficial do Skyla (SIU de Levonorgestrel) enfatiza que a ocorrência de uma sobredosagem sistémica é muito improvável. Isto deve-se à própria conceção do dispositivo, que permite uma libertação contínua, localizada e de baixa dose da substância ativa, o Levonorgestrel, diretamente no útero.

Perfil de Sobredosagem Documentado

Relativamente à substância ativa, o Levonorgestrel, os documentos regulamentares especificam potenciais manifestações baseadas numa elevada exposição sistémica aguda, como a que poderia ocorrer na eventualidade de uma ingestão oral acidental de uma dose muito elevada.

Categoria Declaração Regulamentar Oficial
Manifestações Documentadas Náuseas e hemorragia por privação
Gravidade Relatada Não foram reportados efeitos graves
Antídoto Específico Não é conhecido um antídoto específico

Resposta de Emergência e Tratamento

Deve procurar-se assistência médica imediata perante qualquer suspeita de sobredosagem ou sobre-exposição, embora o risco seja considerado baixo. A abordagem terapêutica obrigatória para a sobre-exposição ao Levonorgestrel, conforme definida na documentação regulamentar, é estritamente sintomática e de suporte.

Ligação ao perfil global de sobredosagem: A documentação regulamentar estabelece o perfil de sobredosagem do Skyla ao afirmar que a sobre-exposição sistémica através do dispositivo é altamente improvável devido ao mecanismo de libertação localizada. No que concerne à substância ativa, a documentação oficial limita as manifestações documentadas a efeitos ligeiros e transitórios, confirmando a ausência de resultados graves relatados. As ações obrigatórias centram-se na consulta médica imediata para qualquer suspeita de exposição e na prestação de apoio sintomático, refletindo a inexistência de um antídoto específico conhecido.

Usos terapêuticos de Skyla

Utilizações e Benefícios do Skyla

O Skyla é um sistema intrauterino (SIU) contendo progestagénio, indicado para a prevenção da gravidez por um período de até três anos. Trata-se de um método de contraceção reversível de longa duração, contínuo e altamente eficaz.


Principais Utilizações

A principal utilização autorizada do Skyla é a prevenção da gravidez em mulheres em idade fértil, incluindo aquelas que nunca deram à luz. O sistema é introduzido no útero por um profissional de saúde.

Benefícios do Tratamento

Um dos principais benefícios deste método é o seu elevado nível de eficácia na prevenção de gravidezes indesejadas. O dispositivo funciona de forma contínua, sem necessidade de tomas diárias ou qualquer outra ação por parte da utilizadora, oferecendo uma solução conveniente a longo prazo. O sistema contém levonorgestrel, uma hormona progestagénica sintética, que é libertada localmente no útero. A fiabilidade contracetiva mantém-se por um período de até três anos, findo o qual o sistema deve ser removido ou substituído.

O Skyla pode ser removido por um profissional de saúde em qualquer momento, caso a paciente opte por interromper a sua utilização. Após a remoção, o retorno da fertilidade é imediato, permitindo que a paciente tente engravidar logo de seguida.

Para informações mais detalhadas sobre a indicação autorizada, consulte as informações de prescrição.

Critérios de utilização e restrições

Âmbito de Elegibilidade

O Skyla está oficialmente indicado para utilização em mulheres em idade fértil para a prevenção da gravidez, o que inclui adolescentes e mulheres que não deram à luz anteriormente. No entanto, a rotulagem regulamentar oficial estabelece regras definitivas sobre quem não deve utilizar este medicamento.

Contraindicações Absolutas

A utilização é absolutamente proibida (contraindicada) se a paciente tiver, ou se houver suspeita de ter, uma ou mais das seguintes condições:

  • Gravidez ou suspeita de gravidez.
  • Doença inflamatória pélvica (DIP) aguda ou antecedentes de DIP (exceto se tiver ocorrido uma gravidez intrauterina subsequente).
  • Cancro da mama conhecido ou suspeito, ou outro cancro sensível aos progestagénios.
  • Doença hepática aguda ou um tumor hepático.
  • Hemorragia uterina anormal não diagnosticada ou uma anomalia uterina que distorça a cavidade.

Restrições Etárias e Condicionais

O Skyla não é recomendado para utilização na população geriátrica (mulheres com mais de 65 anos), uma vez que a segurança e a eficácia neste grupo etário não foram estabelecidas pelos reguladores. Embora a utilização seja permitida em adolescentes, não é recomendada antes do início da menstruação. Além disso, o risco de perfuração uterina é superior se a inserção ocorrer enquanto a paciente estiver a amamentar.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil regulamentar oficial do Skyla (SIU de Levonorgestrel) detalha as interações potenciais com base no metabolismo sistémico da substância ativa, o Levonorgestrel (LNG). Não foram realizados estudos específicos de interação fármaco-fármaco com o próprio sistema intrauterino.

Categoria Padrão de Interação Documentado Oficialmente
Modificação da Exposição A coadministração com agentes moduladores de enzimas pode alterar as concentrações séricas sistémicas de LNG.
Base Mecanística Interação farmacocinética que envolve a indução ou inibição das enzimas que metabolizam o LNG, predominantemente a CYP3A4.

Os medicamentos e substâncias documentados como indutores enzimáticos (por exemplo, certos anticonvulsivantes e a Rifampicina) podem resultar numa diminuição da concentração sérica sistémica de Levonorgestrel. O perfil cita especificamente o produto à base de plantas Erva de São João (Hypericum perforatum) como uma substância que pode reduzir a exposição sistémica ao LNG através deste mecanismo de indução. Inversamente, a coadministração com inibidores enzimáticos está documentada como podendo aumentar as concentrações séricas sistémicas de Levonorgestrel.

Contudo, a documentação regulamentar estabelece uma ressalva fundamental quanto à relevância clínica destas alterações sistémicas: uma vez que o principal efeito contracetivo do SIU de Levonorgestrel é impulsionado pela libertação localizada e contínua da hormona na cavidade uterina, afirma-se formalmente que é pouco provável que esta ação local seja afetada por alterações nas concentrações sanguíneas sistémicas. O rótulo do produto não detalha regras obrigatórias de separação de horários nem proibições absolutas baseadas em interações.

Mecanismo de ação

O mecanismo de ação inicia-se através da libertação localizada e contínua da hormona sintética levonorgestrel diretamente na cavidade uterina. Esta administração direcionada resulta em elevadas concentrações hormonais nos tecidos do trato reprodutivo, influenciando dois sistemas biológicos principais.

Dinâmica do Muco Cervical

O levonorgestrel atua como um agonista nos recetores de progesterona da mucosa cervical, induzindo rapidamente um espessamento significativo e uma redução no volume do muco cervical. A alteração fisiológica resultante transforma o muco numa barreira física e química densa e não permeável que restringe a migração dos espermatozoides para o trato genital superior, o que constitui um pré-requisito fundamental para a fertilização.

Modulação do Endométrio e da Função dos Gâmetas

A elevada concentração hormonal local modula a via histológica endometrial, provocando alterações como a atrofia glandular e a pseudodecidualização estromal do revestimento uterino. Esta transformação fisiológica induz alterações estruturais e químicas no endométrio. Simultaneamente, a hormona interfere diretamente na motilidade e sobrevivência dos espermatozoides no fluido uterino. Esta abordagem em várias frentes resulta em consequências fisiológicas combinadas que restringem processos reprodutivos fundamentais.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Skyla (Sistema Intrauterino de Libertação de Levonorgestrel)

O Skyla é um método contracetivo reversível de longa duração que é colocado diretamente no útero. O sistema completo contém 13,5 mg do progestagénio levonorgestrel. O seu funcionamento baseia-se na libertação contínua da hormona a nível local, iniciando-se com uma taxa de aproximadamente 14 mcg/dia após 24 dias e diminuindo gradualmente para 5 mcg/dia ao fim de 3 anos.

Administração e Remoção

O Skyla deve ser inserido e removido por um profissional de saúde qualificado. Este procedimento é realizado em ambiente clínico através de uma técnica asséptica (estéril) rigorosa.

Etapas do Procedimento Detalhes Segundo as Orientações Regulamentares
Via Intrauterina (inserido na cavidade uterina).
Momento da Inserção Pode ser inserido durante os primeiros sete dias do ciclo menstrual ou imediatamente após um aborto no primeiro trimestre. Se a inserção ocorrer em qualquer outro momento, deve utilizar-se um método contracetivo de barreira adicional durante os sete dias seguintes.
Duração da Utilização O sistema proporciona um tratamento contínuo por um período de até três anos e deve ser removido ou substituído no final do terceiro ano.
Acompanhamento Deve ser realizado um reexame clínico e uma avaliação pelo profissional de saúde entre 4 a 6 semanas após a inserção inicial. Os exames de acompanhamento subsequentes devem ocorrer anualmente, ou com maior frequência se for clinicamente necessário.

Considerações Importantes sobre o Procedimento

O sistema Skyla é acondicionado num aplicador estéril; não são necessárias etapas de preparação como a diluição ou agitação por parte da paciente ou do profissional. O Skyla está aprovado para utilização em mulheres no período pós-pubertário. Não existem regras relativas ao esquecimento de doses controladas pela paciente, uma vez que o sistema assegura uma libertação contínua da medicação durante os 3 anos de duração.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação e Visão Geral dos Estudos sobre o Skyla

Evidência na Prevenção da Gravidez

A evidência principal que sustenta a utilização autorizada do Skyla foi colhida em ensaios clínicos multicêntricos de larga escala. Estes estudos fundamentais foram desenhados como ensaios abertos e não comparativos; isto significa que as participantes sabiam que estavam a receber o dispositivo e os resultados observados foram medidos ao longo do tempo, em vez de serem comparados diretamente com outra marca específica de contracetivo.

Os investigadores focaram-se essencialmente na medição dos resultados contracetivos, monitorizados através do cálculo das taxas de gravidez anuais e cumulativas observadas nas populações em estudo. Os estudos acompanharam os resultados durante um período definido de 3 anos, o intervalo de tempo que corresponde à duração de utilização aprovada. A investigação secundária também analisou a taxa de perda ou remoção do dispositivo (taxa de expulsão) e as razões pelas quais as participantes optaram por interromper a utilização antes de completarem os três anos (taxa de descontinuação), frequentemente relacionadas com alterações nos padrões de hemorragia.

Evidência em Populações Especiais

Os ensaios clínicos incluíram tanto mulheres que já tinham dado à luz anteriormente (paridas) como mulheres que nunca o tinham feito (nulíparas ou nuligravidas). A investigação analisou os dados nestes subgrupos para garantir que as conclusões se aplicavam independentemente desta diferença no estado de paridade anterior. Os resultados relativos à eficácia contracetiva indicaram que as taxas de gravidez medidas para mulheres nulíparas eram comparáveis às taxas reportadas para mulheres que já tinham tido filhos.

Contudo, alguma investigação centrada no processo de colocação associou observações de que as mulheres nulíparas apresentavam maiores desafios processuais, podendo necessitar de assistência durante o procedimento de inserção com maior frequência do que as mulheres que já tinham dado à luz. A investigação descreve observações relativas à taxa de inserção e à monitorização pós-inserção nestes dois grupos.

Duração dos Estudos e Acompanhamento

Os estudos também exploraram o que acontece após a remoção do dispositivo. A investigação analisou o tempo necessário para o retorno da fertilidade após a extração do sistema por um profissional de saúde. Os resultados descreveram padrões observados nos estudos relacionados com o tempo decorrido até ao retorno da capacidade de tentar a conceção após a remoção.

Limitações da Investigação e Incerteza

Embora existam ensaios clínicos de larga escala, os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos além do período de estudo definido e aprovado. A documentação oficial de investigação e a autorização regulamentar baseiam-se em dados recolhidos durante o período definido de 3 anos, não existindo dados fundamentais publicados que apoiem uma utilização prolongada.

Além disso, carece-se de evidência comparativa em algumas áreas. Uma vez que os ensaios principais foram abertos e não comparativos, existe informação limitada derivada de estudos de comparação direta e aleatorizada entre o Skyla e outros sistemas intrauterinos de baixa dose de levonorgestrel ou dispositivos intrauterinos (DIU) não hormonais. A investigação contextualiza os padrões observados, mas os dados para certos grupos permanecem insuficientes no que diz respeito a resultados a longo prazo.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Skyla (FAQ)


P: Qual é a diferença entre o Skyla e outros dispositivos intrauterinos como o Mirena ou o Kyleena?

Os documentos oficiais descrevem o Skyla como um sistema de libertação de levonorgestrel de baixa dose. Está aprovado para utilização até três anos, o que representa uma duração mais curta do que algumas outras marcas de sistemas intrauterinos (SIU) de levonorgestrel. O conteúdo hormonal total de 13,5 mg é também inferior quando comparado com outros dispositivos semelhantes aprovados para períodos de utilização mais longos.


P: Vou continuar a ter o período enquanto utilizar o Skyla?

É comum ocorrerem alterações nos padrões de hemorragia ao utilizar este dispositivo. A informação oficial do produto indica que a hemorragia irregular e o spotting (perdas de sangue ligeiras e irregulares) são muito comuns, especialmente durante os primeiros meses. Para muitas utilizadoras, os períodos tornam-se mais ligeiros e algumas pessoas podem verificar que o período para completamente após cerca de um ano de utilização.


P: Quanto tempo após a colocação é que o Skyla é considerado eficaz?

De acordo com a orientação regulamentar oficial, o Skyla é considerado eficaz imediatamente se a colocação ocorrer nos primeiros sete dias de um ciclo menstrual. Se o dispositivo for inserido em qualquer outro momento, deve ser utilizado um método contracetivo de barreira não hormonal de apoio durante os sete dias seguintes, conforme estipulado nas orientações.


P: É normal ter spotting ou hemorragia irregular com o Skyla e quanto tempo dura?

Sim, a hemorragia irregular e o spotting são classificados como uma experiência muito comum, especialmente durante os primeiros três a seis meses após a colocação. A informação oficial de segurança indica que estas alterações no padrão de hemorragia são mais frequentes durante o primeiro ano de utilização do sistema.


P: A toma de certos antibióticos pode tornar o Skyla menos eficaz?

Os perfis regulamentares oficiais referem que alguns medicamentos, como o antibiótico Rifampicina, podem reduzir os níveis sistémicos de levonorgestrel na corrente sanguínea. No entanto, o efeito primário do sistema provém da libertação localizada da hormona diretamente no útero. Devido a esta ação localizada, considera-se geralmente improvável que o efeito contracetivo seja afetado por estas alterações na concentração sanguínea sistémica.


P: Qual é o risco de expulsão do Skyla e o que é que isso significa?

A expulsão refere-se à saída parcial ou completa do dispositivo do útero. Os estudos clínicos indicam que este é um risco comum, embora baixo, ocorrendo em cerca de 3 em cada 100 utilizadoras. É mais provável que aconteça no primeiro ano e resulta na perda de proteção contra a gravidez, o que requer a utilização de um método contracetivo de apoio.


P: Quais são os sinais de alerta de que o Skyla pode estar a causar um problema grave?

Os documentos regulamentares listam vários riscos raros mas graves que justificam a consulta de um profissional de saúde. Os sinais de alerta incluem dor abdominal inferior ou pélvica grave, que pode indicar problemas como gravidez ectópica ou Doença Inflamatória Pélvica (DIP). Outros sinais preocupantes incluem febre inexplicável, arrepios, hemorragia invulgarmente intensa ou prolongada e coloração amarelada da pele ou dos olhos (icterícia).


P: Uma pessoa pode engravidar imediatamente após a remoção do Skyla?

Sim, uma pessoa pode engravidar imediatamente após o dispositivo ser removido por um profissional de saúde. A investigação que analisou o retorno da fertilidade revelou que uma grande percentagem de mulheres que desejavam engravidar conseguiu conceber no prazo de um ano após o procedimento de remoção.


P: O que devo fazer se o meu período parar completamente enquanto utilizo o Skyla?

A informação oficial para a paciente indica que, se o período menstrual parar completamente (amenorreia) e houver preocupação com uma possível gravidez, deve ser realizado um teste de gravidez. Refere-se também que contactar um profissional de saúde pode ser recomendável caso não tenha o período durante seis semanas.


P: O Skyla altera o momento da ovulação?

Os documentos regulamentares oficiais indicam que a principal forma de o Skyla prevenir a gravidez é através de ações localizadas no útero, como o espessamento do muco cervical e a alteração do revestimento uterino. Embora esteja presente alguma hormona sistémica, os efeitos na libertação de um óvulo (ovulação) podem variar e são considerados uma parte secundária e variável do mecanismo deste sistema de baixa dose.


P: A colocação do Skyla dói e o que pode ser feito para a dor?

Durante e imediatamente após o procedimento de colocação, é comum sentir dor, hemorragia e, potencialmente, tonturas. A orientação regulamentar oficial sugere a consulta de um profissional de saúde se os sintomas persistirem para além de 30 minutos.


P: Qual é a diferença entre o Skyla e o dispositivo intrauterino (DIU) de cobre?

O Skyla é um dispositivo hormonal que utiliza a libertação contínua e localizada da hormona sintética levonorgestrel para prevenir a gravidez. Este mecanismo envolve o espessamento do muco cervical e a modificação do revestimento uterino. Em contraste, o DIU de cobre é um dispositivo não hormonal que se baseia no efeito do cobre para prevenir a conceção.


P: Certos exames médicos, como uma ressonância magnética (RM), podem afetar o Skyla?

O dispositivo é classificado como 'RM Condicional' na informação oficial de segurança. Isto significa que uma paciente com Skyla pode realizar o exame em segurança sob certas condições, especificamente num sistema de RM com um campo magnético estático de 3,0 T ou menos. A documentação oficial inclui a recomendação de que as pacientes informem tanto o seu profissional de saúde como a equipa da RM de que possuem o dispositivo antes do procedimento.


P: O Skyla pode ser utilizado para tratar períodos intensos ou serve apenas para controlo de natalidade?

De acordo com as suas indicações regulamentares oficiais, o Skyla está aprovado exclusivamente para a prevenção da gravidez (contraceção) por um período de até três anos. Não está aprovado nem formalmente indicado para o tratamento terapêutico de condições como a hemorragia menstrual intensa.


P: O Skyla causa aumento de peso na maioria das pessoas?

Com base nos dados dos estudos clínicos resumidos na rotulagem oficial do produto, o aumento de peso não está listado como um efeito secundário muito comum ou comum. As alterações no peso corporal foram documentadas como uma reação adversa pouco frequente, significando que afetaram menos de 1 em cada 100 utilizadoras.


P: A eficácia do Skyla diminui com o tempo?

A quantidade de levonorgestrel libertada pelo sistema diminui ao longo da sua duração de três anos. No entanto, os ensaios clínicos fundamentais confirmaram o elevado nível de eficácia na prevenção da gravidez durante todo o período de três anos, que é a base para a sua duração de utilização aprovada.


P: É possível os fios do Skyla desaparecerem?

Sim, a informação oficial para a paciente aconselha que, se não conseguir sentir os fios de remoção ao verificar a sua presença, o dispositivo pode ter-se deslocado da sua posição correta ou ter sido expulso. Se isto acontecer, deve ser utilizado um método contracetivo de apoio e é recomendada a consulta de um profissional de saúde para uma avaliação de acompanhamento.


P: Posso utilizar tampões ou um copo menstrual enquanto tiver o Skyla?

As instruções oficiais para a paciente indicam que tanto os tampões como os copos menstruais podem ser utilizados enquanto o dispositivo estiver colocado. As instruções aconselham uma remoção cuidadosa para minimizar o risco de puxar acidentalmente os fios de remoção do dispositivo.


P: O Skyla protege contra infeções sexualmente transmissíveis (IST)?

Os documentos regulamentares oficiais afirmam claramente que o Skyla é um dispositivo contracetivo e não protege contra a infeção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH/SIDA) nem contra quaisquer outras infeções sexualmente transmissíveis (IST).


P: Consigo sentir o Skyla dentro de mim durante as atividades diárias?

O dispositivo localiza-se dentro do útero e, geralmente, nem a utilizadora nem o seu parceiro devem conseguir sentir a estrutura de plástico em forma de T durante as atividades diárias ou a relação sexual. No entanto, a informação oficial refere que o parceiro pode, ocasionalmente, sentir os fios macios de remoção.


P: O Skyla pode ser utilizado para contraceção de emergência?

O Skyla está aprovado para contraceção reversível de longa duração por um período contínuo de até três anos. A informação regulamentar oficial especifica que não está aprovado nem indicado para utilização como uma forma de contraceção de emergência.


P: Por que razão o Skyla só é recomendado para um período mais curto do que o Mirena?

A duração de utilização aprovada para o Skyla baseia-se na evidência clínica de suporte. Os estudos clínicos fundamentais utilizados para confirmar a elevada eficácia do dispositivo acompanharam os resultados durante um período definido de três anos, o que constitui a base para a sua autorização regulamentar.


P: O Skyla está disponível em forma genérica?

O Skyla é um produto de marca sujeito a receita médica. De acordo com a informação regulamentar oficial, não existe atualmente nenhuma versão genérica aprovada do sistema intrauterino de levonorgestrel de 13,5 mg disponível.

Como Skyla deve ser armazenado e descartado?

Conservação e Eliminação do Skyla

As diretrizes oficiais de conservação e eliminação para o Skyla (sistema intrauterino de libertação de levonorgestrel) focam-se na manutenção da esterilidade do dispositivo antes da sua utilização e na definição do procedimento correto para a sua remoção.

Requisitos de Conservação

O sistema deve ser conservado na embalagem fechada à temperatura ambiente. Tal como acontece com todos os dispositivos médicos e medicamentos, o sistema embalado deve ser mantido fora do alcance e da vista das crianças e de animais de estimação.

O dispositivo é fornecido numa embalagem estéril. Não se deve abrir a embalagem até ao momento da inserção e o dispositivo não deve ser utilizado se o selo estiver quebrado ou comprometido, sob risco de perda de esterilidade.

Manuseamento e Eliminação

O procedimento de inserção deve ser realizado por um profissional de saúde qualificado, utilizando uma técnica asséptica rigorosa.

O Skyla está aprovado para uma utilização contínua de até 3 anos. Após este período, ou se a remoção for clinicamente necessária, o dispositivo tem de ser removido ou substituído por um profissional de saúde.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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